Um Outro Olhar
quarta-feira, 5 de julho de 2023
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♈ ÁRIES
21/03 a 20/04
Não há dúvida que agora você terá uma boa chance de
sucesso em diversos setores e, dentro de certos parâmetros, deve tentar
obtê-lo.
Entretanto, procure não se concentrar apenas no crescimento material. Mesmo que não
possua todos os bens materiais que deseja, deveria prestar um pouco mais de
atenção em suas necessidades interiores e espirituais.
Os bens e objetos
que adquire, o dinheiro e até o prestígio social são apenas artifícios que lhe
dão a sensação de satisfação.
Em si, eles não
são a própria satisfação. São seus problemas íntimos que fazem de sua vida
menos do que poderia ser, mesmo que tenha problemas correspondentes no universo
material.
Você deve procurar as soluções dentro de si mesma, e este
mês representa um momento de decisão, quando você deve começar a procurar
respostas.
As amizades ou
outros relacionamentos envolvendo as mulheres serão quase sempre gratificantes
ao longo deste período, proporcionando-lhe muitos benefícios.
Eles podem manifestar-se sob a forma de uma experiência
emocionalmente enriquecedora ou uma oportunidade profissional.
Uma figura feminina pode funcionar como guia em relação a
determinados aspectos de sua própria personalidade que você normalmente não
vivencia, mas que podem ajudá-la a atingir uma completa compreensão de si
mesma.
Às vezes este atrair a atenção por parte do público ou
uma necessidade de lidar de alguma forma com grandes grupos de pessoas. Seja
qual for o caso, você se sairá bem.
♉ TOURO
21/04 a 20/5
Sua aprendizagem no momento não se limitará a verdades espirituais, já que no geral estará intelectualmente mais curiosa e ávida por aprender. O período é muito bom para uma volta à escola ou para fazer cursos que lhe permitam uma melhor visão das questões que lhe interessam.
Às vezes marca o início de um relacionamento que poderá trazer-lhe muita felicidade emocional. Pode ser um novo amor, embora isso seja bem mais provável quando houver a coincidência de outro trânsito favorável neste momento.
Duradouro ou não, qualquer romance iniciado agora beneficiará muito seu crescimento pessoal
Este período em geral representa um período de otimismo e pensamento positivo. Você sentirá ter atingido um ponto de equilíbrio que lhe permite uma boa visão de sua vida.
Por isso, este é um bom momento para se reorganiza e para traçar planos de longo prazo. Poderá decidir fazer uma viagem que trará mais do que um descanso, existe a possibilidade de ampliar seus horizontes em diversos níveis, tanto no aspecto mental quanto espiritual.
♊ GÊMEOS
21/05 a 20/06
Este mês traz uma disposição para ampliar a conscientização e a experiência através do contato com as pessoas, aumentando sua magnanimidade no auxílio aos que precisam.
Para chegar a isso, você será ajudada pelo fato de que suas relações serão bastante boas neste período, pois as pessoas lhe demonstrarão o que possuem de melhor.
Tudo isso a tornará mais otimista, levando-a com acerto a crer que haverá interesse em retribuir o que você der aos outros.
É possível que este momento marque a chegada de uma pessoa que realmente a ajudará de diversas formas, principalmente ensinando-lhe algo sobre o universo e seu papel dentro dele.
Talvez você se torne mais tolerante e aberta a novas ideais ou talvez encontre através deste relacionamento profundas verdades religiosas e espirituais.
Certamente, agora você estará pronta para uma maior compreensão espiritual do mundo. Será necessário vivenciar algo mais que a banalidade superficial da vida na qual tantos se espelham.
Embora esteja inclinada a idealizar o mundo em geral e certas pessoas em particular, no futuro verá que isso não foi uma ilusão, mas um período de verdadeira expansão de seu conhecimento.
♋ CÂNCER 21/06 a 22/07
Este é o momento para fazer grandes planos e concretizar diversas ideias que vem alimentando há tempos. Agora será possível torná-las realidade, contanto que evite certas armadilhas. Neste caso, o principal é procurar não pensar grande demais, tentando fazer coisas absurdas ou impraticáveis.
Se conseguir verificar cada detalhe, como exige a realização de todo negócio bem-sucedido, o momento é excelente para a finalização de todo tipo de transação comercial. Entretanto é muito importante não negligenciar nada que possa afetar o resultado.
Este período permite que se vejam os padrões gerais das coisas e que se façam planos com previdência e sabedoria. Entretanto, se não tomar cuidado, pode acabar se precipitando e dando passos errados.
O melhor será trabalhar com outra pessoa que possa checar seus planos e atuação, chamando-lhe a atenção para qualquer coisa que você possa ter passado por cima.
Talvez o ritmo das coisas se torne bastante acelerado agora, e essa é uma das razões para você planejar tudo com muito cuidado. É possível que se sinta confusa, não porque a situação seja indefinida ou vaga, mas porque a dimensão dos fatos ultrapassa sua capacidade de apreensão. Isso não deverá acontecer se você pensar em tudo com antecedência.
♌ LEÃO
23/07 a 22/08
Este é um mês de possíveis mudanças em sua vida: de moradia, nova decoração, viagens para espairecer, novas ideias sobre o que deseja realmente fazer para que se sinta realizada.
Todo relacionamento deve ser uma expressão sincera daquilo que você é. Porém é muito comum estabelecermos relacionamentos que pouco têm a ver com nosso verdadeiro eu, em geral por medo, necessidade de segurança ou para sanar uma sensação de inadequação.
Às vezes os relacionamentos duram mais do que sua própria estrutura lhes permite, e são esses que sofrerão maior abalo ou talvez uma ruptura agora. Eles contrariarão sua busca de vida e autoexpressão.
A solidão será em geral um problema durante este período, pois sua necessidade de relacionar-se será tão grande quanto a de ser você mesma. Ao invés de funcionar harmoniosamente como deveriam, essas necessidades estarão em conflito. O momento trará desafios. Você terá de decidir em que áreas de sua vida deve se concentrar. Construirá uma nova carreira ou continuará investindo na atual? Tentará tornar sua vida pessoal mais satisfatória? Trabalhará ao lado de outras pessoas ou por conta própria?
♍ VIRGEM
23/08 a 22/09
O importante a lembrar sobre este mês é que ele representa essencialmente uma oportunidade. Embora não se sinta guiada por nenhum tipo de energia especial, tampouco encontrará resistência se quiser fazer alguma coisa. Mas caberá a você a iniciativa para aproveitar o máximo deste período.
Tradicionalmente, ele é considerado um dos mais satisfatórios que possa imaginar e, de fato, pode ser muito bom. Na pior das hipóteses, você se sentirá bem enquanto ele durar.
Estará saudável e muito otimista. Por um instante, as coisas parecerão estar correndo bem e, caso se esforce um pouco, isso acontecerá realmente. Mas se ficar de braços cruzados, a influência benéfica deste trânsito se desvanecerá, deixando pouco em sua esteira.
Este trânsito indica uma época de equilíbrio em sua vida, quando as exigências do mundo estarão em sintonia com suas necessidades emocionais. As experiências passadas e a maturidade emocional a terão preparado para isso, permitindo-lhe que agora coloque sua sabedoria a serviço de uma vida mais tranquila. Aproveite.
♎ LIBRA
23/09 a 22/10
Este é normalmente um mês bem agradável, indicando harmonia nos relacionamentos e talvez até o surgimento de uma nova relação que virá a ter muita importância em sua vida. Você sentirá muita vontade de amar, sendo capaz de dar seu amor a todos os que a cercam.
O período reforçará seu gosto pelas coisas belas e suntuosas. Além disso, você provavelmente não estará muito disposta a renunciar ao que deseja.
Tenha cuidado para não desperdiçar recursos valiosos nem jogar dinheiro fora. Se for cautelosa, será possível fazer excelentes investimentos neste período, mas apenas se analisar todas as possibilidades com muita calma.
No plano físico, indica o risco de ganhar peso porque estimula o desejo de comidas pesadas, gordurosas ou doces. Talvez seja melhor evitá-las por um tempo.
Durante este trânsito, será imprescindível manter todos os seus assuntos sob controle. Há uma forte tendência a excessos que talvez a impeça de levar em frente as coisas em que está envolvida. O fato é que ele lhe dará a sensação de que as coisas simplesmente estão além de sua capacidade.
Tome especial cuidado com as questões financeiras, pois você provavelmente gastará sem pensar, não levando em conta seu real orçamento. Talvez você tenha vontade de trabalhar com outras pessoas nos projetos em que se envolver agora. A percepção delas a ajudará a transcender suas próprias limitações.
♏ ESCORPIÃO
23/10 a 21/11
É possível que, durante este mês, você tenha menor liberdade de movimentos que de hábito devido à pressão das circunstâncias e à necessidade de finalizar as coisas.
Velhas pendências encontrarão solução agora. Talvez o trabalho lhe exija mais esforço que habitualmente, pois seus chefes podem atribuir-lhe mais responsabilidades do que você desejaria.
Embora não seja exatamente leve e descontraído, o período deve ser bem produtivo. Entretanto, evite iniciar agora projetos totalmente novos, pois dentro de poucos anos talvez chegue à conclusão de que não dispõe dos recursos materiais ou psicológicos para finalizá-los. Termine o que começou e simplifique sua vida.
Você tentará livrar-se de tudo que não for necessário ou benéfico a seu desenvolvimento nos próximos anos. Os relacionamentos válidos não sofrerão grandes abalos, mas os que não o forem se romperão completamente agora. Os relacionamentos difíceis e complicados serão provavelmente descartados.
♐ SAGITÁRIO
22/11 a 21/12
Este trânsito poderá levá-la a descobrir que várias relações vêm interferindo em seus grandes objetivos. Nesse caso, acabará pondo fim a esses relacionamentos para recuperar sua liberdade. A questão aqui é o equilíbrio entre os relacionamentos pessoais e seu progresso.
Talvez deva fazer alguns ajustes ou mesmo mudar seu curso de ação. Será bem melhor fazer isso agora que daqui a vários anos, quando talvez seja tarde demais para livrar-se dos compromissos assumidos.
Agora é a hora de mudar. Pode não ser agradável, mas é necessário. Aja com perseverança nos setores em que está satisfeita, dedicando-se a eles ainda mais do que em outras épocas.
Já nas áreas que lhe são mais opressivas, prepare-se para viver tensões que lhe trarão o desejo de rebelar-se contra as limitações. É difícil dizer se você terá razão em impacientar-se com essas restrições em tantas áreas.
Naturalmente, estará certa sempre que quiser aperfeiçoar sua própria vida. Você tem de decidir se corta alguma coisa de uma vez ou se se dedica a ela para que melhore até chegar a um estado aceitável. Ambas as reações têm sua adequação.
♑ CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01
Sob influência deste período, a tendência é ir em busca de tudo que materialmente quer sem pensar muito em quem está no caminho. Mas a palavra de ordem é equilíbrio tanto nas aquisições quanto nos prazeres.
Caso contrário, à medida em que o período vai terminando, sentirá que seu crescimento material não lhe satisfez e que sua vida estará tão vazia quanto antes. Não seja arrogante nem presuma que está sempre com a razão.
Através de contatos significativos com as pessoas, principalmente nos relacionamentos mais íntimos, você poderá descobrir qual o caminho a seguir agora. Trabalhe ao lado dos outros e pense em termos de crescimento recíproco.
Ao tentar atingir metas traçadas a duas e agir como numa verdadeira parceria, ambas se tornarão mais conscientes do que são enquanto indivíduos.
Se reconhecer o verdadeiro significado deste trânsito em termos de sua própria vida, este poderá ser um período bastante produtivo e benéfico para seu crescimento, um período que sempre terá sentido e importância para você.
♒ AQUÁRIO
20/01 a 18/02
Este mês lhe trará uma certa inquietude. Seu impulso de liberdade é continuamente cerceado pelas restrições deste período.
Você sentirá muita necessidade de romper com essas restrições. Talvez mude de emprego ou de residência ou ponha fim aos relacionamentos que parecerem interferir em sua liberdade.
Entretanto, essas mudanças normalmente representam apenas reações precipitadas a este período. Seria muito melhor se você analisasse calmamente o que está e o que não está funcionando dentro de sua vida para conseguir eliminar conscientemente o que não lhe serve. Procure não agir às cegas, movida apenas pelo sentimento de frustração.
No plano sentimental, esteja atenta às necessidades de sua amada que poderá estar mais necessitada de sua presença e carinho. Falta de atenção com sua companheira neste trânsito poderá inclusive levar a uma ruptura.
Você viverá um equilíbrio entre o velho e o novo, entre o conservadorismo e o desejo de experimentar. Será capaz de viver uma nova experiência, detectar seu potencial, dispondo-se a permitir que tudo tenha uma chance de provar sua validade.
♓ PEIXES
19/02 a 20/03
Este será um mês de considerável tensão e dificuldade nos relacionamentos. É possível que as relações amorosas sofram um esfriamento e até se rompam ao longo deste trânsito.
Após agradáveis ilusões, talvez descubra que um romance não era aquilo que esperava. Ou talvez perca subitamente o interesse numa relação que parecia perfeitamente viável até agora. É possível também que seja sua parceira quem tome a iniciativa de deixá-la.
À parte os relacionamentos, haverá uma impressão de que de algum modo ficou mais difícil relacionar-se com as pessoas. É possível que sinta como se qualquer tipo de relacionamento lhe exigisse em troca sua liberdade e sua individualidade. Todos eles lhe parecerão dar mais trabalho do que valer a pena.
Você terá menor liberdade de movimentos que de hábito, devido à pressão das circunstâncias e à necessidade de finalizar as coisas.
Velhas pendências encontrarão solução agora. Talvez o trabalho lhe exija mais esforço que habitualmente por assumir mais responsabilidades do que desejaria. Embora não seja exatamente leve e descontraído, o período deve ser bem produtivo.
Miriam Julie
Gunadhara Miten (Miriam Zen)
Terapeuta Holística e Astróloga Humanista há 33 anos, trabalhou como voluntária por vários anos em Grupos de Ajuda a mulheres que sofreram abuso. Trabalhou também como voluntária no CVV (Centro de Valorização da Vida)
Trabalhando atualmente com massagens terapêuticas, via Método Deva Nishok, utiliza em seus atendimentos terapia tântrica, cura Reconectiva, Reiki, pontos marma, meditação vibracional biodinâmica, Renascimento, terapia taoísta, terapia de cura hawaiana, Barra de Access, MTVSS com o objetivo de refinar a sensibilidade corporal, gerando maior sustentação da bioenergia do corpo, energização dos chackras e equilíbrio da produção hormonal, proporcionando também expansão da consciência, equilíbrio emocional e bem-estar.
Consultora da Rede de Informação UOO (Um Outro Olhar).
Em dezembro de 1982, era lançado o primeiro número do boletim Chanacomchana seguido de outros 11 números (ver resgate do CCC 1 aqui, CCC2 aqui, CCC 3 aqui, CCC 4 aqui, CCC 5 aqui, CCC6 aqui, CCC 7 aqui, CCC 8 aqui, CCC 9aqui, CCC 10aqui, CCC 11aqui, CCC 12 aqui). Neste artigo, abordo oChanacomChana 5, não sem antes falar do contexto histórico e político de onde o periódico emerge, fundamental para entender sua produção e conteúdo (ver mais informações emMemória Lesbiana: 41 anos de ChanacomChana e aqui).
O Grupo Ação Lésbica-Feminista (GALF) e sua primeira publicação, o boletim Chanacomchana, nascem durante o primeiro ciclo do MHB (Movimento Homossexual Brasileiro) também chamado de ciclo libertário (78-83/84) porque nele prevaleciam as ideias da Contracultura, aquele grande guarda-chuva de movimentações e movimentos socioculturais e comportamentais que se inicia já nos anos 50, percorre as décadas de 60 e 70, terminando no início dos anos 80. Retomando elementos do anarquismo e do romantismo, a Contracultura vai priorizar a revolução individual, politizando o cotidiano e as inter-relações humanas (o privado é político) e retomando a máxima gandhiana de que as pessoas tinham que se tornar a mudança que queriam ver no mundo. Não havia interesse na tomada de poder do Estado, objetivo dos partidos políticos, mas sim na revolução molecular dos grupos discriminados e oprimidos que unidos superariam a incompetência da América católica e seus ridículos tiranos (Enquanto os homens exercem seus podres poderes, índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval - Caetano Veloso).
Na prática, os grupos daquele incipiente movimento se preocupavam com a não reprodução da política tradicional, suas hierarquias, disputas de poder, discursos da boca para fora, e tentavam (com pouco sucesso) não reproduzir suas mazelas. Nesse sentido também, pregavam a autonomia dos movimentos sociais em relação aos partidos políticos, uma das bandeiras de maior bom senso daquela época. O GALF era tributário dessas ideias (vide o texto Autonomia), via esquerda libertária, das ideias do feminismo de segunda onda, com seu questionamento dos papéis sexuais, e das correntes do separatismo lésbico do também incipiente movimento lésbico internacional.
A Revolução DIY
Todo esse amálgama de ideias e inspirações aparecem nas páginas do Chanacomchana do seu período inicial e nele permanecem no período posterior, de 1985 em diante, apesar do afã revolucionário contracultural do MHB ir sendo paulatinamente substituído pelo reformismo pragmático de grupos como o GGB e o Triângulo Rosa.
Também do ponto de vista gráfico, o CCC vai seguir a ética e a estética contracultural do "Do It Yourself - DIY" (Faça você mesmo) matriz, entre outras produções, dos fanzines produzidos artesanalmente, com colagens e mistura de tipos gráficos, e, no conteúdo, com uma miscelânea de textos políticos, tirinhas, desenhos, poesias, depoimentos, notícias e app arcaico de namoro (o Troca-cartas). Nas vendas, o corpo a corpo junto ao público-alvo ou, posteriormente, via correios através do sistema de associação.
Nem o GALF nem o ChanacomChana refletem qualquer luta contra a ditadura militar mesmo porque seu contexto histórico é o do governo da abertura do general Figueiredo, da redemocratização, que se iniciara com a revogação do AI-5 em 13/10/78, ainda sob o governo Geisel. De fato, o governo Figueiredo foi uma democratura, uma convivência de elementos ainda autoritários do regime em decomposição com aumento crescente de características democráticas caminhando a passos largos para o restabelecimento do poder civil. Embora a censura, só revogada com a Constituição de 1988, ainda existisse no período, ela não vitimou o GALF ou o ChanacomChana em momento algum. Tal fato pode ser constatado facilmente pela simples leitura dos Chanas onde não se encontram sequer informes referentes ao regime militar, muito menos registro de qualquer arbitrariedade que tenhamos sofrido dos militares. O GALF e suas publicações foram, de fato, insurgências contra a ditadura da heterossexualidade obrigatória praticamente onipresente do período.
GALF: 5 Anos de Opção - p.2 Informes e cartas (início) - p. 2 Ser ou Estar Homossexual - p. 3-5 Amor de Cartas - p. 5 Poesia - p. 6 As lágrimas amargas de Petra Von Kant - p. 7-9 Desarmamento Nuclear - p. 9-13 Amor de Cartas (final) - p. 13-14
Informes e cartas - p. 14
GALF: 5 anos de opção e informes, p. 2 (Míriam Martinho)
Só a partir de meados de 85, nos cai de vez a ficha de que a suposta continuidade entre os dois coletivos não só nunca existiu de fato como, ao contrário, na verdade, o que houve foi ruptura entre ambos, ruptura e abandono. A maioria das lésbicas que participou do lésbico-feminista ou deixou a militância ou se meteu no armário do heterocêntrico movimento feminista do período, algumas inclusive agindo paradoxalmente como agentes de invisibilização lésbica. Em consequência, já nos ChanascomChana de 9 a 12 (dez. 85- maio 87), cessam os históricos do GALF, onde aparecia incorporada a trajetória do LF (nos números 11 e 12 do Chana desaparece inclusive o logo LF), processo que continua nos boletins Um Outro Olhar, do número 1 ao número 10, também publicados pelo GALF.
No final de 1986, num histórico do ChanacomChana para associadas do GALF, eu já fazia um ajuste de contas com os fatos e separava o GALF do LF (ver mais no tópico sobre a segunda fase do GALF). E, no último histórico do GALF que publiquei no boletim Um Outro Olhar 9, de novembro de 1989, de fato um balanço da primeira década de mobilização lésbica no Brasil, 1979-1989: 10 anos de movimentação lésbica no Brasil (p.8-17), repito essa conscientização aí já para lá de consolidada. Neste balanço, o histórico do Grupo Lésbico-Feminista é apresentado como realmente se deu, de maio de 1979 até meados de 81 (oficialmente até outubro de 1981), e o do Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF), a partir de outubro de 81 até seu término extraoficial no final de 1989. Essa separação não foi, claro, uma negação dos históricos que escrevi nos primeiros números do ChanacomChana, que incluíam as atividades do LF como parte das do GALF, mas sim um ajuste de contas com os acontecimentos e uma depuração da identidade dos dois coletivos que de comum só tiveram mesmo duas ativistas e o termo lésbico-feminista.
Informes e cartas, p. 2 - início (Míriam Martinho)
a) Registro de um dos efêmeros grupos lésbicos da década de 80, Grupo Libertário Homossexual de Salvador (BA). A década de 80, sobretudo depois de 84, vai dar continuidade ao grande refluxo do Movimento Homossexual, iniciado em meados de 1981, com uma diminuição drástica de grupos de gays e lésbicas. A diferença é que os poucos grupos gays se mantiveram por mais tempo enquanto os lésbicos não perduravam.
b) Destaco esse informe porque ele se assemelha em muito aos ataques que os transativistas fazem contra lésbicas atualmente. Inclusive no que se refere a ataques a espaços exclusivamente lésbicos e às mensagens, hoje pelas mídias sociais, com ameaças de estupro e espancamento para lésbicas que rejeitam a misoginia e a lesbofobia (assédio sexual) desse ultrarreacionário movimento de héteros fetichistas.
CCC 5 - p. 2
Ser ou estar homossexual: eis a questão?, p. 3-5 (Míriam Martinho)
Este foi o segundo artigo que escrevi sobre o tema da identidade homossexual que predominou no movimento homossexual dos anos 80. Embora o tema tivesse emergido principalmente a partir do artigo, publicado na Folha de São Paulo, em janeiro de 1982, pelo antropólogo Peter Fry, ele continuou reverberando por toda a década, de forma mais intensa até 1985 e mais atenuada no restante do período. Tanto que o abordei nos Chana 2 (clique no link para ver a primeira abordagem) e neste 5.
Neste artigo, eu aponto que me parecia risível alguém ficar amarrado a uma identidade à própria revelia, pois se argumentava que, por se declarar homossexual, gays e lésbicas traçavam um destino inexorável do qual jamais poderiam escapar. Depois, que não se assumir homossexual não mudava o fato de que a homossexualidade era discriminada e a heterossexualidade não e que, na prática, héteros e homos estavam sim separados pela realidade social.
CCC5, p. 3-4
Pondero que a solução mais viável, para não se recair em limitações identitárias, era bem mais combater a ideia da homossexualidade como terceiro sexo, ainda bastante presente nos discursos da época, apresentando gays e lésbicas apenas como homens e mulheres de diferentes classes, etnias e individualidades. E questionar os comportamentos femininos e masculinos (os estereótipos de gênero) exigidos de mulheres e homens que tanto restringiam (e restringem até hoje) os potenciais individuais dos dois sexos. Argumentava que:
CCC5, p.4
Argumentava então que se assumir como lésbica tinha mais a ver, por um lado, com a busca de uma vida de mais prazer, integridade, alegria e sem mentiras e autopunição. E por outro que se tratava de uma declaração política de autonomia da sexualidade feminina à época ainda tão profundamente heteronormativa. O chamado lesbianismo político era uma das grandes influências do GALF, embora no sentido mais restrito de abordar a questão lésbica como além de uma simples variante da sexualidade humana, uma mera opção sexual. Buscávamos contextualizar a lesbianidade como uma ruptura da heterossexualidade obrigatória e uma possibilidade de realização pessoal e sexual com outras mulheres.
CCC5, p.4
CCC5 - p.4
Vendo em perspectiva, continuo considerando a homossexualidade em geral e a lesbianidade em particular como sapos que o patriarcado não consegue engolir direito. Observa-se isso ao ver como o sistema tem se articulado, no Ocidente, para renaturalizar os estereótipos de gênero de feminino e masculino através da ideia de que um homem que se identifica com o estereótipo de gênero feminino (um monte de convenções sobre o que é ser mulher) está no corpo errado e seu corpo deve ser submetido a cirurgias e hormônios sintéticos para parecer com o corpo certo a fim de representar o gênero feminino, ou seja, simular o corpo do sexo feminino. E uma mulher que se identifica com o gênero masculino (um monte de convenções sociais sobre o que é ser homem) também está no corpo errado e deve consertá-lo para parecer com o corpo de alguém do sexo masculino, o corpo certo para representar o gênero masculino. Sendo tanto gays quanto lésbicas (mais estas) grandes inconformistas de gênero, ambos têm sido particularmente atingidos por essa chamada ideologia de gênero que, para qualquer olhar mais atento, não esconde sua misoginia e homolesbofobia, No Irã, onde até se condena gente à morte por homossexualidade, o estado chegou a pagar as tais cirurgias de mudança de sexo (deixou de pagar recentemente), como se tal coisa fosse possível. Nem que seja através de simulacros de mulher e de homem, as relações têm que ser entre pessoas que interpretam os estereótipos de gênero feminino e masculino e simulam casais heterossexuais.
O potencial disruptivo da lesbianidade, em particular, continua presente, embora deva ser relativizado por outros elementos que compõem a vida de qualquer indivíduo de qualquer grupo discriminado. E a questão identitária se mostrou realmente problemática, mas penso que por ter passado a ser adotada a partir de uma posição essencialista e não meramente funcional. Como já pontuei no CCC2, "passados 40 anos, o apontamento sobre os perigos dos identitarismos do início dos anos 80 parece fazer mais sentido hoje do que outrora. A meu ver, o problema foi que da criação de sujeitos políticos a fim de se reivindicar direitos, numa perspectiva funcional, passou-se a uma visão essencialista das identidades, a uma redução dos grupos discriminados à condição unidimensional e inescapável de vítimas, ironicamente despindo esses grupos da posição de sujeitos políticos e de indivíduos em toda a sua complexidade. Questão espinhosa, o fato é que, se hoje ela se apresenta como realmente problemática, no início dos anos 80, tinha ares de discussão bizantina."
Amor de Cartas, p. 5(tradução Míriam Martinho)
Amor de cartas é a tradução que fiz de uma matéria sobre as mulheres na Europa Oriental (lembrar que o Muro de Berlim só iria cair em 1989) publicada originalmente na revista americana Connexions, n. 5. 1982. Na década de 80, havia muita curiosidade a respeito de como gays e lésbicas se viravam sob os regimes totalitários comunistas. De Cuba, os campos de reeducação, para homossexuais que não se encaixavam na concepção de "homem novo" da tirania castrista, já eram conhecidos (ver Che Guevara era homofóbico). De outros países sabíamos bem pouco. Nesta entrevista, uma lésbica da então Alemanha Oriental relata a situação precária das sapatas sob o tacão de um regime onde o Estado definia até o tamanho do apartamento onde você podia viver.
CCC p.5
Ela relata que as lésbicas e os gays se reuniam em bares (sempre eles), onde às vezes podiam alugar quartos para namorar, ou em festas particulares. Que desconhecia haver associações para gays e lésbicas, mesmo de cunho privado, mas, se existissem, eram clandestinas, pois o governo as fecharia se descobertas. Um café, de encontro de homossexuais alemães ocidentais e orientais, havia sido fechado pelo governo pelo receio de que as interações entre eles alimentassem a insatisfação contra o regime comunista.
Relata também que havia um grupo de 8 a 15 lésbicas que se reuniu com psiquiatras por 2 anos, respondeu questionários onde se aventava a possibilidade da lesbianidade como doença, a despeito das lésbicas rejeitarem a ideia de cura. Para os pesquisadores, a lesbianidade era fruto de isolamento, mas eles tentaram buscar outras causas, inclusive físicas, com as mulheres tomando hormônios e fazendo exames de sangue, Segundo ela, o objetivo desse grupo era erradicar a cultura lésbica.
Quanto a saber de lésbicas que haviam perdido o emprego por sua condição, ela relatou curiosamente que lésbicas não perderiam o emprego, porque todos eram obrigados a trabalhar, mas enfrentariam enorme repressão social se o fizessem (por isso não o faziam). Indagada se conhecia mulheres que viviam juntas, ela afirmou:
CCC 5 - p. 13
Por fim, ela relata que as lésbicas procuravam também se encontrar via anúncios de jornal, a princípio sob o título "Mulher procura mulher para correspondência" e, depois com a proibição desse tipo de chamada, sob o título "Correspondência entre amigos". E que as lésbicas do interior sofriam ainda mais com o isolamento que as da capital.
CCC 5 - p. 14
CCC 5 - p.6
Poesia,p. 6 (Edição Míriam Martinho)
Poesia era um espaço que eu definia como "para as lésbicas poderem falar de como era bonito, sensual, gostoso e ótimo amar outra mulher." Nesse sentido, sempre busquei trazer poesias de teor romântico e erótico de autoras conhecidas, como Ana Cristina César e Vange Leonel, e desconhecidas que apreciavam escrever poesias, mais ou menos elaboradas, atividade pela qual lésbicas sempre tiveram predileção.
Nesta edição, portanto, segui novamente essa diretriz trazendo o poema Nada Prático, de Vange Leonel, onde ela traz mais uma vez a temática de suas mulheres fugidias que prometiam, mas escapavam, de gestos com dupla naturezaque, a um tempo, esticavam o fio vermelho do desejo e, por outro, cortavam impiedosamente o movimento secreto de um beijo.
Trouxe também duas poesias de Josenilda Duarte de teor erótico (Canto à Mulher e Karina), onde do amor de duas mulheres se formava um só corpo de gozo e para Karina prometia dar um jeito de lhe dar um beijo sabor de queijo do café da manhã e lhe amar, tocando-lhe toda com violência, doce violência!
Ana Cristina C. (1052-1983)
E da Ana Cristina César trouxe:
Ela quis
queria me matar quererá ainda, querida? (Poética. p 102)
Na atual reescritura hiperdimensionada do regime militar, já ouvi gente até dizendo que Ana Cristina se referia à ditadura nesses versos, mas nada indica que a poetisa tenha tido problemas políticos no período. A geração mimeógrafo a qual ela pertencia não raro era ambivalente e concisa como um haikai em sua produção. Além disso, Ana Cristina era considerada bissexual e literariamente defendia uma estética partindo do íntimo ao público. Para ela, os escritos íntimos eram a forma mais pura e verdadeira da Literatura.
CCC 5 - p. 7
As lágrimas amargas de Petra Von Kant, p. 7-9 (Célia Miliauskas)
De 1982 a 1984, Fernanda Montenegro brilhou na pele da figurinista de alta costura Petra Von Kant, via tradução de Millor Fernandes do roteiro de Rainer Werner Fassbinder para o filme de mesmo nome (também peça). Na história, Petra sofre de paixão não correspondida por uma jovem carreirista e inferior a ela em muitos aspectos. De fato, o roteiro é um tanto autobiográfico, uma transposição das relações de Fassbinder com o seu amante Günther Kaufmann e seu dedicado assistente Peer Raben.
A peça estreou no Rio em 1982 (teatro dos 4), com direção e cenografia de Celso Nunes e elenco inteiramente feminino. Fernanda Montenegro contracenou com Christiane Torlone, Joyce Oliveira, Juliana Carneiro da Cunha, Paula Magalhães, Renata Sorrah e Rosita Thomaz Lopes. Tanto a peça quanto Fernanda ganharam vários prêmios, sendo essa performance da grande atriz considerada um dos ápices de sua carreira.
Célia Miliauskas, então também integrante do GALF, em sua resenha, compara a versão cinematográfica com a da tradução-versão de Millor Fernandes. No caso do filme, ela aborda a história pela ótica das relações de poder e opressão: Petra abandona o marido que a subjugava, após adquirir independência financeira como figurinista, mas leva consigo a mecânica de sua relação heterossexual para as relações com mulheres. Desconsidera sua assistente, Marlene, que a amava, e a ela se submetia e se submete a Karen, jovem modelo ambiciosa que lhe fora apresentada por Sidônia, uma amiga em comum. Petra acolhe a moça e a ajuda na carreira, mas não consegue retribuição à altura de seu desvelo. Desconta sua frustração em Marlene que sofre calada. Já bem-sucedida, Karen abandona Petra rumo a Frankfurt, ao receber telefonema de seu marido. Petra entra num processo autodestrutivo até ter uma explosão emocional diante da mãe, Valéria, revelando amar enlouquecidamente Karen e provocando um choque na senhora que desconhecia a homossexualidade da filha. Após o colapso, Petra se recupera, volta-se para Marlene, tentando uma nova e mais gentil interação, porém a assistente também decide fazer as malas e desaparecer.
Na versão do Millôr, segundo Célia, a história de Petra é a de uma pessoa em busca do amor, um grande amor significando os amantes saberem precisamente o que se passava um com o outro. Como não encontrara tal definição em seu casamento com Frank, Petra decidira abandoná-lo. Para ela:
CCC 5 - p. 8
Entretanto, ao começar a se relacionar com mulheres, Petra é que não vai conseguir ser duas nem com Marlene, sua assistente dedicada, mas rejeitada, nem com Karen, a jovem modelo por quem se apaixona e que a usa. Depois de superar o sofrimento pela perda de Karen e se recompor, Petra se autoanalisa em conversa com sua mãe,
CCC 5 - p. 8
Com essa nova consciência, Petra se volta para Marlene em busca de uma nova interação com a assistente dedicada. Pela primeira vez, busca ouvi-la:
CCC 5 - p. 8
Célia termina sua resenha dizendo que preferia a versão do Millôr em vez da original do Fassbinder que via o amor por lentes sombrias. Deste último preferia a frase que considerava melhor morrer do que perder a liberdade.
CCC 5 - p. 9
CCC 5 - p. 9
Desarmamento Nuclear, p. 9-13 (Rosely Roth)
Desarmamento Nuclear é o grande offtopic da coleção Chanacomchana, cuja temática era voltada para os direitos homossexuais, das lésbicas em particular, e das mulheres em geral. Os temas de cunho mais macropolítico, como a Constituinte, candidatas a cargos parlamentares etc. giravam de qualquer forma em torno deste mesmo eixo. Não há outros temas macropolíticos nos CCC, algo constatável por sua leitura, ainda que gente desonesta venha tentando atrelá-lo a uma suposta resistência à ditadura militar, em pleno período da redemocratização.
O artigo Desarmamento Nuclear, de Rosely Roth, foi inspirado pela audiência do filme O Dia Seguinte (1983), dirigido por Nicholas Meyer, diretor de várias edições da saga Jornada nas Estrelas. O filme foi lançado nos EUA para a televisão (ABC), mas, no Brasil, passou nos cinemas, causando bastante impacto no período. O enredo trata das consequências de um ataque nuclear à cidade de Lawrence, no estado de Kansas, após a URSS invadir a Alemanha Ocidental, e os EUA revidarem com mísseis nucleares, tornando a guerra fria bem quente (felizmente só na ficção). Como a cidade de Lawrence abrigava várias ogivas nucleares (no filme) foi o alvo preferencial dos soviéticos na troca de bombas. Típico filme catástrofe conta, no entanto, com cenas reais de testes nucleares no meio-ambiente e efeitos especiais compatíveis com as limitações técnicas da época, mas não menos contundentes. Todo o enorme sofrimento da população sobrevivente, após a explosão das bombas nucleares, também é apresentado em detalhes baseados em dados reais.
Tendo esse filme como gatilho, Rosely Roth, integrante do GALF em 1984, vai escrever um longo texto, baseado, segundo ela, em artigos de revistas e jornais, sobre as possibilidades de uma guerra nuclear. Primeiro, faz um resgate da história da construção da bomba atômica e sua utilização em Hiroxima e Nagasaki. Depois descreve o que ocorreria com o meio-ambiente, a infraestrutura das cidades, os seres humanos, numa guerra nuclear, pintando um verdadeiro cenário de terror. Em seguida, especula o que ocorreria com o Brasil que, embora relativamente distante do epicentro dos ataques (EUA e URSS), não deixaria de receber os impactos catastróficos da destruição do meio-ambiente e da radiação. Isso se não fosse, como aliado dos EUA, atingido diretamente por uma bomba.
Rosely termina seu texto falando obviamente em desarmamento nuclear na base do "vamos acabar com as bombas antes que elas acabem com a gente". Curioso observar que já em 1984, o então presidente Ronald Reagan falava de bombas nucleares localizadas, limitadas, algo que voltamos a escutar agora em função da guerra da Ucrânia. Felizmente, com o decorrer da década de 80, contudo, a Guerra Fria foi esfriando cada vez mais, e, em dezembro de 1987, o presidente americano Ronald Reagan e o secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, já assinaram o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, acordo de controle de armas nucleares entre os Estados Unidos e a União Soviética. Logo depois teríamos a queda do Muro de Berlim (09/11/1989), prenunciando o fim da URSS em 26/12/1991, e o início de um período de distensão.
O mundo respirou aliviado por algumas décadas, mas, em 2018 e 2019, Donald Trump rompeu com o antigo acordo do lado dos americanos e Vladimir Putin pelo lado dos russos. Nesse baile da morte, também se inscreveu recentemente a China, a nova potência a rivalizar com os EUA e a apontar para uma nova Guerra Fria.
No final de seu texto sobre o desarmamento nuclear Rosely afirmava que, até 1994, 30 países teriam condições de ter a bomba. A previsão não se concretizou em termos numéricos, mas a letalidade dos artefatos nucleares de hoje faz os dos da década de 80 parecerem brincadeira. À guisa de curiosidade, vejamos uma tabela com a lista dos países portadores de mísseis nucleares hoje. Vale também a leitura do artigo de onde tirei essa tabela, Arsenais nucleares devem crescer nos próximos anos, diz estudo.
Informes e cartas, p. 13-14 [final] (Míriam Martinho)
Continuidade da página 2, esta página 14, traz alguns anúncios, uma chamada para a assinatura do Chana e cartas de mulheres em busca de correspondência (futuro Troca-Cartas) e uma à procura de um time de futebol onde jogar.
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