Ambiente inclusivo no trabalho para gays e lésbicas aumenta a produtividade dos funcionários

quarta-feira, 22 de setembro de 2021 0 comentários

Ambiente mais inclusivo, mais produtividade

Se compararmos com as últimas décadas, falar abertamente sobre orientação sexual e identidade de gênero no mercado de trabalho pode parecer mais fácil em 2021, mas isso não quer dizer que seja a regra ou que seja para todo mundo. Em uma pesquisa inédita conduzida pela consultoria Mais Diversidade, com o apoio institucional do Estadão, apenas 15% dos profissionais LGBT declararam, explicitamente, que falam sobre o tema com a sua liderança, falando muito mais sobre sua orientação sexual para pessoas mais próximas (39%).

No entanto, quando questionados, 55% dos entrevistados disseram falar com “todas as pessoas” do trabalho. De acordo com a consultoria, uma vez que havia a alternativa específica da liderança, os respondentes poderiam ter selecionado ambas as opções, mas não o fizeram, o que se leva a crer que não são todas essas pessoas que falam abertamente sobre ser gay, lésbica, bissexual com seus líderes diretos.

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, os profissionais LGBT falam sobre o tema mais abertamente nas empresas - apenas 20% deles não falam com ninguém no trabalho. Dentre as letras que compõem a sigla, os bissexuais são os que mais sentem insegurança para falar sobre sua orientação sexual em todos os âmbitos da vida, como família e trabalho.

Os dados da pesquisa O Cenário Brasileiro LGBTI+ também mostram que os ambientes de trabalho têm ganhado uma importância muito similar a dos ambientes familiares para as pessoas LGBT se abrirem. Enquanto 80% dos entrevistados falam sobre o tema para alguém na empresa (seja líder, colegas ou amigos mais próximos), 83% falam com a família (veja infográfico completo mais abaixo).

Quando questionados sobre o que é mais importante para o profissional LGBT no trabalho, em primeiro lugar vem o ambiente inclusivo (74%), em segundo, mais referências LGBT entre executivos e executivas (54%) e oportunidades de desenvolvimento de carreira (45%). A diferença aparece no recorte da população transgênero - para ela, em segundo lugar vem o desenvolvimento de carreira (58%) e depois as referências entre executivos (37%).
Os dados confirmam questões que vemos na nossa prática profissional. É atribuída uma importância muito grande ao clima organizacional, à segurança psicológica no trabalho, um espaço em que eu possa ser quem eu sou, onde eu sinta que eu possa me levar por inteiro. No aspecto da liderança, o sinalizador é que o tema precisa ganhar um degrau. É importante a gente avançar do ponto de vista de sensibilizar e conscientizar as lideranças sobre esses assuntos”, comenta Ricardo Sales, consultor e sócio-fundador da Mais Diversidade.
A pesquisa também mostra que quem não fala sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero com ninguém no trabalho tem uma propensão maior a mudar de emprego. Entre os que pretendem mudar de emprego, 72% não falam abertamente sobre ser LGBT com ninguém no trabalho (havia a possibilidade de responder mais de uma alternativa).

A pesquisa foi respondida por 2.168 profissionais do País que trabalham em organizações de grande porte (56%), pequenas e médias empresas (26%), outros setores (15%) e desempregados (3%). Na pesquisa de formulário online, 73% dos respondentes se declararam homossexuais (gays ou lésbicas), seguidos por bissexuais (16%), pansexuais (5%), heterossexuais (5%) e 1% marcou a opção outros.

Apesar de o Brasil haver um apagão de dados em relação ao público LGBT - já que nenhuma pesquisa oficial, como o Censo do IBGE, faz esse tipo de pergunta para a população -, a estimativa é de haja 18 milhões de brasileiros LGBT - sem considerar assexuais e intersexuais -, segundo a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Por que é importante falar sobre orientação sexual

Quantas pessoas no seu trabalho sabem da sua vida pessoal? Quantas delas conhecem a pessoa com quem você se relaciona afetivamente? Para quem você contou com quem viajou nas últimas férias? Quem você leva nas festas da empresa ou nas premiações?

Se você é uma pessoa  heterosexual, é provável que compartilhe grande parte dessas informações com os seus colegas de trabalho, incluindo a sua liderança. Você pode até ser uma pessoa mais reservada e não gostar de conversar, mas você sabe que, se quiser falar sobre o seu namoro ou o seu casamento no trabalho, não vai ser olhado com preconceito nem penalizado por isso com agressões e assédio moral, obstáculos no desenvolvimento de carreira ou até mesmo demissão.

Adriana Ferreira, antes na IBM agora na Mais Diversidade
Eu tenho certeza de que a minha carreira alavancou porque eu não tinha que esconder quem era a minha esposa, quem fazia parte do meu plano de saúde. Quando eu me casei, eu tive apoio irrestrito para a preparação do casamento, com as dificuldades que eu tive com a minha família. Imagina eu tendo que passar por tudo isso sem falar que eu ia me casar ou mentindo que eu ia me casar com um homem? Não é que você tenha que falar sobre sua orientação sexual o tempo todo, mas, se eu quiser, eu tenho a minha permissão, está posto um lugar de direito para mim”, conta Adriana Ferreira.

 Aos 50 anos, Adriana até a última semana ocupava o cargo de head de diversidade e inclusão para a América Latina na IBM. Agora é líder da área de consultoria da Mais Diversidade.

Logo no início dos seus 13 anos de IBM, ainda como estagiária, ela já se sentiu confortável para falar sobre sua orientação sexual, motivada pelas políticas da companhia e pelo fato de ter sido contratada por uma gerente também lésbica.

Não é de hoje que há uma ideia muito clara no mundo corporativo de que é impossível separar vida profissional de vida pessoal, mas a pandemia tornou esses antigos limites ainda mais borrados. Se a ideia vale para os problemas, pois é bastante difícil não deixar que uma questão pessoal atrapalhe no trabalho e vice-versa, ela também vale para as identidades e características pessoais de cada profissional.
Para sair do armário, eu tive que, primeiro, ter a minha aceitação pessoal e da família. No meio disso tudo tinha o mundo corporativo. Em algum momento, eu sabia que isso ia precisar ser aberto, porque o fato de não abrir te faz despender uma energia muito grande”, conta Argentino Oliveira, Diretor de Gente e Gestão da Suzano. “Você precisa fazer um mundo paralelo que não existe e você sai, fecha a porta da empresa e começa a viver o mundo real, em que você é casado. Os primeiros sete anos foram muito morosos para mim.”
Argentino tem 35 anos e  é gay, de 35 anos. Os primeiros sete anos aos quais se refere é o tempo que demorou para conseguir falar abertamente no trabalho sobre a sua orientação sexual. O pontapé inicial aconteceu em sua segunda experiência profissional, na mesma época em que o casamento homoafetivo foi legalizado no Brasil. O reconhecimento da união estável foi permitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011 e a conversão dessa união em casamento foi aprovada em 2013 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Eu tinha receio de que isso impactasse a minha carreira. A gente tem aquilo de precisar ser o melhor, porque na hora que eu me assumir eu preciso sempre estar um patamar acima. Depois que saí do armário no mundo corporativo, ficou mais fácil me posicionar. Quando você vai construindo uma rede de apoio, você vai entendendo que está tudo bem, que tem uma luz no fim do túnel, que você não vai ficar sem emprego. E isso tira um peso”, conta.
O peso e a batalha aos quais os entrevistados se referem estão ligados a pontos que interferem na capacidade de trabalho do profissional. Um ambiente de trabalho inclusivo é mais propício a fornecer segurança psicológica ao funcionário, argumentam especialistas. Uma vez em que se sente mais seguro em ser quem é, o profissional tem mais chances de se desenvolver, criar relacionamentos e trabalhar melhor.

Ter um ambiente sustentável com a criação de laços são dois itens indispensáveis para se alcançar a felicidade no trabalho, item fundamental para a tomada de decisão, a criatividade e, até mesmo, para a função imunológica.
Quando você consegue levar a sua vida e a suas vivências com você para o trabalho isso te dá uma capacidade de ser mais espontâneo, mais criativo e, por isso, muito mais efetivo naquilo que você está fazendo. Você não precisa cortar uma parte da sua vida e viver uma outra vida, talvez, com algumas mentiras”, explica Javier Constante, CEO da Dow para América Latina.
Ele começou a falar abertamente no mundo corporativo sobre ser um homem gay há cinco anos, quando percebeu que precisava ser mais autêntico com o seu time.

Uma pesquisa realizada pela consultoria multinacional Boston Consulting Group neste ano, com 8.800 pessoas de 19 países, incluindo o Brasil, apontou que funcionários que já saíram do armário no trabalho se sentem mais confortáveis para se posicionar, serem eles mesmos e construírem amizades no escritório. Para a organização, os resultados ajudam a explicar porque as empresas com culturas inclusivas estão associadas a baixas taxas de turnover e trabalho em equipe de maior sucesso.


Ricardo Sales, CEO e co-fundador da consultoria Mais Diversidade. Foto: Alex Silva/Estadão

Você cria um ambiente em que as pessoas têm um laço de confiança umas com a outras e, quando isso acontece, elas ficam mais felizes em trabalhar. E quando você está mais feliz, você consegue trazer mais inovação, questionar o seu gestor, trazer um olhar que antes não tinha. O fato de falar e ter a liberdade de se mostrar na organização cria um laço entre líder e liderado”, explica Argentino, que hoje lidera um time de 210 pessoas.
O que a empresa pode fazer

A pesquisa feita pelo Boston Consulting Group mostrou que o primeiro ano em um emprego novo é crítico para a decisão de se abrir ou não sobre a sua orientação sexual ou identidade de gênero. Considerando os dados gerais dos 19 países pesquisados, uma média de 70% das pessoas falam abertamente durante o processo seletivo ou nos primeiros 12 meses de empresa. Apenas 10% tomam essa decisão após o primeiro ano e os 20% restantes seguem sem falar.

Entre quem já passou por isso, a opinião é de que não existe um momento certo para falar, depende do quão seguro é o ambiente da empresa e da situação em que o profissional se encontra. Mas há ações que a empresa pode tomar para tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo e seguro, tais como construir um ambiente seguro para que as pessoas se sintam confortáveis para falar de sua orientação sexual sem recear por sua carreira. Criar programas de desenvolvimento de carreira para grupos minoritários e colocar profissionais LGBT em cargos de liderança.

Com informações de LGBT ainda vê barreira para sair do armário no trabalho e quer ambiente mais inclusivo, por Marina Dayrell , O Estado de S. Paulo, 18/07/2021

Trisal de mulheres e suas vantagens e desvantagens

segunda-feira, 20 de setembro de 2021 0 comentários

Thalita Ebert, Caroline e Helena Imagem: Acervo pessoal/Instagram

Casadas, as empresárias Helena, 41, e Caroline, 29, já estavam juntas há sete anos quando decidiram formar uma nova configuração afetiva, um trisal.
A gente já tinha aberto o relacionamento, já tinha ficado com outras pessoas, mas de forma muito superficial. A Thalita era nossa amiga e, numa brincadeira, conversamos sobre isso. Ficamos, começamos a namorar, e estamos juntas há quase um ano. No começo foi um pouco complexo, porque é uma relação diferente, mas aos poucos a gente foi se ajustando. É como se você iniciasse uma relação nova porque tem mais uma pessoa envolvida", conta Helena.

 Vantagens e desvantagens

Para Caroline, o melhor da vida a três é a partilha de sentimentos e sonhos com duas pessoas, em vez de apenas uma.
Você consegue amar duas pessoas ao mesmo tempo e é um amor diferente de uma para a outra. É muito legal conviver e traçar planos juntas. O ônus é a tensão pré-menstrual! Com três mulheres, cada mês é um 'flash'!", diverte-se, sobre os eventos caóticos de cada período.
Em fevereiro, elas decidiram compartilhar a rotina do trisal no Instagram, e em sete meses conquistaram a atenção e o carinho de mais de 4.000 seguidores.
A gente não abriu pra ter sucesso com isso, não abriu com nenhuma pretensão. A gente só queria mostrar o nosso dia a dia, mas não tinha noção do crescimento exponencial que ia ter. A cada postagem são 200, 300 novos seguidores. A gente só queria mostrar o que é um trisal e como é a nossa rotina. A gente não é ET por ser um trisal —porque é assim que as pessoas que têm algum tipo de preconceito nos enxergam", revela a cantora Thalita Ebert, de 32 anos.
No Instagram, de um jeito descomplicado, elas respondem os fãs mesmo quando o tópico é extremamente íntimo. Os seguidores já perguntaram, por exemplo, se o sexo sempre acontece a três ou se também rola apenas entre duas.
O sexo pode acontecer entre as três ou entre duas, não importa. Isso é bem resolvido entre nós"
Apesar de povoarem mentes e corações, as dúvidas picantes não são as que mais chegam a Helena, Caroline e Thalita. O que as pessoas mais desejam saber é:

Como falar com o parceiro ou parceira sobre o desejo de abrir a relação?
"A gente sempre aconselha a ter um diálogo franco com o parceiro ou parceira e falar dessa vontade. Isso é importante pra começar certo e não precisar haver uma traição. Tudo pode ser conversado e esclarecido antes", propõe Caroline.
Lésbicas, elas afirmam nunca terem sofrido preconceito nas redes.
O que acontece muito é perguntarem se podem entrar no trisal. As pessoas acham que é aberto, e não é. A gente tem uma relação super fechada. E alguns homens às vezes dão umas cantadinhas de mau gosto... Mas preconceito, não."
As namoradas da mamãe

Única mãe entre as três, Thalita revela que explicar sobre a relação para o filho, que tem 12 anos, foi mais simples do que ela tinha imaginado.
Meu filho é um menino cabeça aberta com tudo, a ponto de me surpreender. Quando eu falei, fiquei morrendo de medo, achei que ele ia fazer um monte de perguntas. E foi engraçado porque quando eu contei ele falou: 'Mãe, você está feliz? Então isso que importa', e saiu andando. Foi super tranquilo. Ele chama a Lê e a Helena de 'tia'. Tia Helena e tia Lê são namoradas da mamãe e ele não tem vergonha nenhuma de falar isso, inclusive sai falando pra todo mundo, é um boca aberta, viu?", contou, entre risos.

Clipping Trisal de mulheres revela intimidade do relacionamento e cita desvantagem, por Ana Angélica Martins Marques, Universa, 15/09/2021 

Saúde lesbiana: pesquisadora busca colaboradoras pra sua pesquisa sobre câncer entre lésbicas

quinta-feira, 16 de setembro de 2021 0 comentários


A psicóloga e doutoranda Carolina de Souza está em busca de colaboradoras que possuam as seguintes características e vivências: ter idade igual a 18 anos ou mais, ter tido diagnóstico de câncer de mama ou câncer ginecológico (ovário, útero, endométrio, vulva ou vagina) e se autoidentificar como uma mulher lésbica ou ser uma mulher que se relaciona afetivamente (ou que já se relacionou) com outra mulher para participar de sua pesquisa intitulada "Itinerário terapêutico de mulheres lésbicas com câncer ginecológico na perspectiva de gênero".

Essa pesquisa, que já foi aprovada pelo Comitê de Ética da faculdade, é orientada pelo Professor Dr. Manoel Antônio dos Santos e está vinculada ao programa de pós-graduação em psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). O objetivo do trabalho é compreender as vivências de mulheres lésbicas que tiveram ou tenham algum tipo de câncer ginecológico ou câncer de mama em seus itinerários terapêuticos de busca por serviços de saúde e no curso do tratamento.

Espera-se que, após a conclusão deste estudo, a pesquisa possa contribuir para que os/as profissionais de saúde compreendam melhor as necessidades das mulheres diagnosticadas com cânceres ginecológicos, sobretudo os aspectos relacionados à diversidade sexual, o que pode potencializar a melhoria no atendimento e, consequentemente, maior adesão ao tratamento. A participação no estudo é voluntária e, portanto, a participante não é obrigada a fornecer as informações e/ou colaborar com as atividades solicitadas pela pesquisadora. Caso decida não participar do estudo, ou resolver a qualquer momento sair do mesmo, não haverá nenhum problema. Todos os resultados obtidos serão usados para fins científicos a respeito da temática evidenciada, resguardando sempre o sigilo com os dados das colaboradoras.

A pesquisadora estará a sua disposição para qualquer esclarecimento que considere necessário em qualquer etapa da pesquisa através do e-mail e do telefone/WhatsApp disponibilizados abaixo. Sendo do interesse da participante, é possível agendar uma devolutiva sobre a pesquisa durante ou após o término da mesma. Se você está dentro dos requisitos e se interessa em participar ou conhece alguém que possa se interessar, por favor, entre em contato com a pesquisadora ou divulgue essa pesquisa em seus grupos.

E-mail: carolina2.souza@usp.br Telefone/WhatsApp: (16) 991752525

Cantora sertaneja Paula Mattos revela ser casada há 9 anos com outra mulher e o alívio de se assumir

quarta-feira, 15 de setembro de 2021 0 comentários

Paula Mattos dedicou a música "Não Esfriou" à companheira de 9 anos. Imagem: Elektra


Casada com Camilla Boleli, sua empresária artística há nove anos, a cantora sertaneja e compositora Paula Mattos só revelou sua orientação sexual recentemente, inspirada pela participação de Pabllo Vittar no extinto "Caldeirão do Huck".

Estava gravando um clipe sobre diversidade, e não faz sentido mais uma vez gravar algo sobre diversidade e não falar de mim", diz.

Hoje deveria ser normal isso. Ninguém fala 'eu sou hetero'. Ninguém deveria perder a credibilidade por isso. Fora que tira um peso enorme, faz mal e também pode ajudar outras pessoas"
Paula Mattos e Camilla Boleli

Na conversa com Zeca Camargo durante o programa "Brasil com Zeca" (ver abaixo), Paula também falou sobre sua terra Natal.
O som do Mato Grosso do Sul é o sertanejo e a galera gosta de tomar tereré (bebida feita com a infusão da erva-mate em água fria com ervas medicinais) porque é muito quente aqui", disse na entrevista bate-volta que iniciou o programa.
Da sua maior lembrança da infância ("quando ia para a chácara da minha avó, que me esperava com bolinho no forno") à vida no campo ("apesar de vestir preto nos shows, sou mais do campo, cresci fazendo churrasco ouvindo muita música raiz, à beira do fogão à lenha"), Paula cresceu num meio muito musical. O primeiro violão foi dado pelo pai.

Ah vai ter aniversário... Algum tio ia tocar. Eu ficava admirada e com 7 anos pedi um violão para ele que me deu o de brinquedo primeiro, mas pedi o de verdade"

Ela começou a tocar na raça, de forma 100% autodidata, sem tomar aulas. O início foi ao lado da dupla Thaeme & Thiago, em barzinhos de Campo Grande.
Tinha também outras cidades perto, estava compondo muito com uma parceira minha, e a gente arrepiava de compor, virava a noite criando. Eu, ela e Thiago fizemos 13 músicas."
Dos pratos típicos que ela mais gosta, sobá e arroz carreteiro (a sobra do churrasco). Dos artistas locais, Michel Teló, Luan Santana e Patricia Adriana. Das cantoras, Paula Fernandes, Pink e Ivete Sangalo.

São cinco anos fazendo shows pelo Brasil, entre tantas lutas e muita força de vontade para se situar na vida. Em todos os quesitos.
Pratos do dia

No episódio que Zeca Camargo entrevistou Paula Mattos, o apresentador fez uma viagem aos sabores da terra natal da cantora.

Com a chef Magda Moraes ele aprendei a fazer um estrogonofe de carne de sol com mandioca palha — em substituição à tradicional batata.

Para coroar a receita, Leandro Santos, consultor etílico do programa, criou o drinque "Sofrência", feito à base de rum, licor de laranja e água de coco.



Segundo a revista Veja, Adriana Calcanhotto e Maitê Proença estão namorando

segunda-feira, 13 de setembro de 2021 0 comentários

Adriana Calcanhotto e Maitê Proença estão juntas, segundo a Veja
Repercutiu bastante a nota de Cleo Guimarães, na Veja desta semana, intitulada Novos Encontros pela Vida (ver abaixo), onde revela que a atriz Maitê Proença e a cantora Adriana Calcanhotto vêm circulando juntas em muitos lugares, numa relação de admiração mútua que vai além da amizade pura e simples.

Outros sites replicaram a notícia acrescentando informações sobre as duas artistas. Embora não tenham querido comentar a nota, em seus perfis no Instagram ambas levam a crer que o boato tem fundo de verdade. A Folha publicou o seguinte artigo (editado):

Uma união conhecida dos mais íntimos

"A atriz Maitê Proença, 63, estaria namorando a cantora Adriana Calcanhotto, 55. A informação é da revista Veja. Procuradas, ambas, por meio de suas assessorias, disseram que não comentam sobre vida pessoal.

Segundo a publicação, uma fonte afirma que ambas têm sido vistas juntas em reuniões, jantares e em pequenos encontros na casa de amigos em comum. A mesma fonte disse à revista que a união delas já não é segredo para os mais íntimos.

Adriana Calcanhotto foi casada por 26 anos com a cineasta Suzana de Moraes, que morreu em 2015 por conta de um câncer. Já Maitê já teve relacionamentos com nomes como Paulo Marinho, com quem teve a filha Maria, o cineasta Edgar Moura e o assessor de imprensa Rodrigo Paiva.

Durante a pandemia, Calcanhotto resolveu ficar no Brasil e aproveitou para compor novas canções. Acabou gravando então seu 13º álbum, “Só”, em maio de 2020.

“Só”, álbum de Calcanhotto de maio de 2020

Em junho de 2021, Maitê enfrentou, pela segunda vez, a contaminação pela Covid-19. A artista já teve a doença em abril do ano passado, mas na época preferiu manter a situação em segredo por medo da reação de sua filha, que estava grávida de sua primeira neta. A atriz comentou:
Tenho a sorte de ter bons médicos e dinheiro para as tomografias de tórax, de face, exames de sangue, idas ao hospital onde fui bem atendida. Tudo que se faz necessário e que a maioria da população paga para ter com impostos altos em tudo que consome, e nessa hora de imensa vulnerabilidade, não tem”. 
Na época, ela lamentou não ter podido ir às ruas contra o governo Bolsonaro.
Fico bem só. Estudo, leio, ouço música, invento coisas. Sinto desespero de não podermos ir para as ruas derrubar este governo, não entendo como isso chegou ao ponto fisiológico de desmonte que temos assistido dia a dia”, enfatizou."

Clipping Maitê Proença vive romance com Adriana Calcanhotto, diz revista, FSP, 10/09/2021

Assembleia Legislativa de MG aprova multa para estabelecimentos que discriminem por orientação sexual e identidade de gênero

sexta-feira, 10 de setembro de 2021 0 comentários


Projeto de lei atualiza a Lei estadual de 2002, que determina punições a instituições que descriminem o público LGBTQIA+, segue para o governador Romeu Zema

Os estabelecimentos que discriminarem as pessoas devido à orientação sexual ou questões de gênero serão multados em até R$ 45 mil. Foi aprovado em segundo turno na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na sexta-feira (03/09), o projeto de lei que determina punições aos estabelecimentos que pratiquem atos de discriminação baseados na orientação sexual.

O projeto passa abarcar também a discriminação por identidade de gênero ou expressão de gênero. O estabelecimento que agir de forma discriminatória poderá receber advertência, ter seu funcionamento suspenso ou interditado e será aplicada multa de R$850 a R$45 mil. Outro desafio é que a legislação seja aplicada.
 "Que seja uma lembrança para as nossas instituições, cuja obrigação é aplicá-las, de que a legislação existe. Que também seja uma forma de divulgar para a população de forma geral", afirma o pesquisador Thiago Coacci.
A população de gays, lésbicas enfrenta desafios no dia a dia, como exclusão social, dificuldade de conseguir emprego, violência física e psicológica e, por vezes, impedimentos de frequentar estabelecimentos apenas por preconceito de donos e funcionários.
O projeto atualiza uma lei de 2002, com o objetivo de fortalecer a luta contra a homofobia, pelos direitos e respeito às pessoas LGBTQIA+ no ambiente de trabalho. Com sua aprovação, Minas Gerais diz não à intolerância, à homofobia, à violência e diz sim à liberdade e aos direitos humanos”, escreve o autor do projeto, deputado André Quintão (PT).
Segundo o relatório anual, feito pelo Grupo Gay da Bahia, em 2019, Minas está entre os 10 estados que mais matam pessoas LGBT. Sendo assim, o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa vem como reconhecimento do problema e um avanço no combate à violência e ao preconceito.

Além de ações na Assembleia Legislativa, no setor do turismo, a capital mineira tem feito investimentos voltados para o público LGBT, recebendo, por exemplo,  o evento “Turismo das Cores”, com o objetivo de promover o debate sobre respeito, inclusão, igualdade e militância. Além disso, Belo Horizonte é a segunda capital brasileira com mais bares LGBT.

 
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