Casal de mulheres de Massachusetts (EUA) adotou três irmãos para que eles não fossem separados

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019 0 comentários

A família completa (Foto: Reprodução Facebook)
KC e Lena Currie com os filhos Joey, Logan e Noah

Segundo elas, ficar com os três era importante para manter o relacionamento entre irmãos e também para que eles se apoiem e dividam o mesmo sentimento

KC e Lena Currie, de Massachusetts (EUA), adotaram três irmãos para que eles não fossem separados. A primeira adoção aconteceu no ano passado quando elas conheceram Joey, com 18 meses, hoje com 3 anos. Um ano depois, as mães adotaram os irmãos biológicos dele, Logan, 2 e Noah, 1. "Nós somos a família deles", disse KC ao Good Morning America.

Logo depois que adotaram Joey, a organização Children's Friends ligou para as mães e perguntou o interesse delas ficarem com o seu irmão Noah, de 6 semanas, que também precisava de uma família.
Nós imediatamente dissemos 'Sim'", disse KC.
Logan, o irmão do meio, estava morando com outra família adotiva na época. Ele deveria ser adotado por essa família, mas não deu certo. Então, um mês depois de ter Joey e Noah sob seus cuidados, KC e Lena receberam uma ligação perguntando se também tinha interesse em adotar Logan.
Foi o nosso instinto. Nós dissemos sim para os três porque manter os irmãos juntos era realmente importante para nós. Quando eles forem mais velhos e tiverem perguntas e dúvidas, terão um ao outro para se apoiar, aproximar e dividir o mesmo sentimento", disse KC.
Casal adota três irmãos para ficarem juntos (Foto: Arquivo Pessoal)
KC e Lena Currie com os filhos Joey, Logan e Noah

No mês passado, cercados por familiares e amigos, as adoções de Logan e Noah foram oficializadas no tribunal de Worcester. Veronica Listerud, diretora de adoção e serviços familiares do Children's Friend, disse que a organização estava emocionada porque elas aabriram seus corações para Joey, mas também para seus irmãos.
É o que você quer que aconteça", disse Listerud. "Elas são uma família maravilhosa. Elas realmente entendem as necessidades das crianças, a importância de manter relacionamentos entre irmãos e o impacto disso a longo prazo".
Agora que seus os três irmãos estão em casa, KC e Lena estão ansiosas para as festas de fim de ano e as férias.
É o primeiro ano e o primeiro feriado em que tudo é verdadeiro para eles, inclusive o amor", disse Lena.
Agora podemos começar a sonhar com a escola, o esporte e todas essas coisas divertidas", disse KC. Elas esperam que a história incentive e inspire outras famílias a adotar irmãos também.
Clipping Casal de mulheres adota três irmãos para mantê-los juntos, Crescer, 09/12/2019

As atrizes lésbicas do catálogo da Globo

terça-feira, 10 de dezembro de 2019 0 comentários

Vitória Strada%2C Letícia Lima e Camila Pitanga

Se há algum tempo assumir-se homossexual podia isolar um ator e impedí-lo de fechar contratos comerciais, nos dias atuais isso já não é um problema. Em 2019, por exemplo, inúmeros artistas saíram do armário - alguns recentemente, inclusive, foram tirados à força -, como Vitória Strada, mocinha da Globo e protagonista da novela "Espelho da Vida".

Todavia, Vitória Strada não está sozinha no time de lésbicas da Globo , inúmeras atrizes da emissora também integram a comunidade do arco-íris. Pensando nisso, o iG elaborou uma lista para mostrar o "boom" de atrizes homossexuais no catálogo artístico do canal.

Nanda Costa

Divulgação Globo / Reprodução Instagram

Atualmente vivendo Érica em "Amor de Mãe", Nanda Costa assumiu estar namorando Lan Lanh em junho de 2018. A parceira da atriz ficou conhecida por ter tido um relacionamento com Cássia Eller.

Bruna Linzmeyer

Divulgação Bruna Linzmeyer

Assumidamente bissexual desde o segundo semestre de 2017, a atriz já interpretou mocinhas e mulheres poderosas nas telas da emissora mais famosa do Brasil. Em 2019 ela fez um discurso sobre diverdade na Parada LGBTQ+ de São Paulo e foi aplaudida por uma multidão.

Letícia Lima

Christian Gaul/Revista Trip

Em fevereiro de 2017 Letícia Lima assumiu ter um relacionamento sério com a cantora Ana Carolina. Apesar de a declaração ter tido alta repercussão, a imprensa já desconfiava do romance há alguns meses. O casal se dissolveu em 2019, nenhuma das artistas explicou o motivo da separação.

Camila Pitanga

Divulgação/Instagram/@caiapitanga

Recentemente, Camila Pitanga foi tirada do armário após colunistas e especulações apontarem que ela estaria em um relacionamento homoafetivo. Após algum tempo de repercussão, a artista confirmou o affair com Beatriz Coelho.

Karol Lannes

Divulgação Karol Lannes

Conhecida por interpretar Agatha, filha de Carminha em "Avenida Brasil", a atriz-mirim da Globo cresceu e descobriu-se homossexual. Apesar da alta repercussão, ela alegou que em casa a informação foi recebida com tranquilidade e naturalidade. Além das citadas, outras atrizes já se assumiram lésbicas, como Alessandra Maestrini, Maria Maya, Thalita Carauta, Maria Zilda, Claudia Jimenez, Giovana Grigio, Débora Nascimento, Carol Duarte e entre outras.

Clipping Tsunami gay: Globo tem inúmeras atrizes lésbicas no catálogo - Fofocas dos Famosos - iG, 05/12/2019

Casamento entre pessoas de mesmo sexo aumenta 61,7% segundo IBGE

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019 0 comentários

Débora Calmon, de 32 anos, e Kaene Faria, de 29, decidiram formalizar a união com receio de que a resolução que garante o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo viesse a ser derrubada
— Foto: Arquivo Pessoal

Entre janeiro e outubro a média mensal de casamentos homoafetivos foi de 546; em dezembro, saltou para 3.098. Já o total de casamentos civis teve queda de 1,6% no ano.

O casamento está ficando menos popular entre os brasileiros: em 2018, o número total no país caiu 1,6% na comparação com o ano anterior. Entre pessoas do mesmo sexo, no entanto, o movimento foi contrário e bem mais acentuado: esse tipo de união teve um crescimento de 61,7% na mesma comparação, segundo as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça somente em 2013. Naquele ano, foram registrados 3,7 mil em todo o país. Nos quatro anos seguintes, a média foi de 5,4 mil casamentos por ano. Já em 2018 foram 9,5 mil. 

Infográfico 03/12/2019


O IBGE destacou que o aumento do casamento entre pessoas do mesmo sexo ocorreu em todas as regiões do país, sendo o menor crescimento observado no Centro-Oeste (42,5%) e o maior no Nordeste (85,2%). 

De acordo com a gerente da pesquisa, Klívia de Oliveira, o levantamento traz “os números frios”, ou seja, não permite analisar o que levou a esse aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. 

Estudiosos de temas ligados à população de gays, lésbicas e outras minorias ouvidos pelo G1 veem relação entre o fenômeno e o momento político do país. 

Infográfico 04/12/2019

Os números divulgados pelo IBGE apontam que o número de casamentos homoafetivos aumentou após o resultado das eleições. Entre janeiro e outubro, a média foi de 546 casamentos de pessoas do mesmo sexo por mês. Em novembro, subiu para 957 e saltou para 3.098 em dezembro – cinco vezes mais que a média. 
Muitos casais formalizaram suas uniões com medo de que em breve isso não fosse mais possível”, apontou a advogada Andressa Regina Bissolotti dos Santos, que é doutoranda em direitos humanos e democracia pela Universidade Federal do Paraná e integrante da Rede Lésbica Brasil. 
Uma resolução, ou mesmo uma decisão judicial, não são leis. Mesmo a decisão, embora seja vinculante em todo o território nacional, não gera o que nós chamamos no direito de ‘coisa julgada’, ou seja, o tema poderia voltar a ser apreciado”, destacou. 
Já Suane Felippe Soares, professora de bioética da Universidade Federal do Rio lembrou que o clima da campanha eleitoral foi marcado por diversos ataques à população homossexual o que pode ter provocado um “pânico social” entre essa população. 
O que é fato, que a gente pode afirmar, é que a maioria da população de gays e lésbicas e outras minorias está em busca de alternativas para manutenção de direitos básicos em função da ascensão dessa política de caráter discriminatório”, disse. 
Casal oficializou casamento para garantir direitos 

Foi justamente o receio de perder os direitos assegurados pelo casamento civil que fez Débora Calmon, de 32 anos, e Kaene Faria, de 29, alterarem os planos de sua união. Juntas há oito anos, elas já haviam programado para setembro uma festa que representaria o casamento, mas o “papel passado” em cartório não estava previsto. 
Vendo a eleição, que estava com um clima estranho, esquisito, a gente achou melhor casar formalmente, para ter um instrumento jurídico mais forte para que, no futuro, ninguém viesse questionar se o que a gente tinha era legal ou não”, contou Débora. 
Em novembro do ano passado, o G1 já havia mostrado aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Após a eleição, houve uma mobilização nas redes sociais para ajudar casais LGBTI+ a realizar a cerimônia. 

Rossanna Pinheiro, fotógrafa e dona de uma empresa de karaokê, foi uma das muitas pessoas que se disponibilizaram a prestar serviços gratuitos para estes casais. 
Ano passado houve um boom mesmo... A procura foi tanta que precisei de ajuda para responder as mensagens”, contou. 
A cada três casamentos, um divórcio 

O levantamento do IBGE mostrou, também, que aumentou em 3,2% o número de divórcios realizados no país em 2018 na comparação com o ano anterior. Foram realizados 385.246 divórcios, cerca de 12 mil a mais que em 2017. Em média, equivale dizer que foi registrado um divórcio a cada três casamentos. 

A pesquisa revelou ainda que o tempo médio entre o registro do casamento e a formalização do divórcio foi de 14 anos. Em 2008, essa distância era de 17 anos, o que indica que os casamentos estão durando menos. Segundo o IBGE, cerca de 8% dos casamentos desfeitos no ano passado não tinham nem 2 anos. 

A pesquisa não detalha os divórcios pelo sexo dos cônjuges, ou seja, não permite saber se há diferença quando se trata de casais do mesmo sexo ou não. 

A gerente da pesquisa, Klívia Oliveira, chamou a atenção para o fato de que, do total de divórcios, 27% foram entre casais sem filhos, enquanto 54,4% foram entre casais com filhos menores de idade. “Isso mostra que filho realmente não segura casamento”, disse a pesquisadora em referência a um jargão popular. 

Em relação aos filhos, o levantamento evidenciou que houve aumento significativo do percentual de divórcios judiciais entre casais com filhos menores em cuja sentença consta a guarda compartilhada. Desde 2014 essa modalidade passou a ser priorizada mesmo quando não havia consenso entre os pais. 

Em 2014, a proporção de guarda compartilhada entre os cônjuges com filhos menores era de 7,5% dos divórcios judiciais concedidos. Em 2016, esse percentual subiu para 16,9%, chegou a 20,9% em 2017 e atingiu 24,4% em 2018.

Clipping Com disparada em dezembro, casamentos entre pessoas do mesmo sexo crescem 61,7% em 2018, diz IBGE, G!, 04/12/2019

Angela Roro celebra namoro de Camila Pitanga e Bete Coelho

segunda-feira, 18 de novembro de 2019 0 comentários

Camila Pitanga e Bete Coelho

Camila Pitanga confirmou, na segunda-feira (11/11), que estava namorando uma mulher. A eleita é a artesã Beatriz Coelho, e elas já estão juntas há um ano. O namoro, até então desconhecido pelo grande público, veio à tona depois que o jornal Extra publicou uma nota sobre o novo amor e a assessoria da atriz confirmou o envolvimento para o colunista Leo Dias.

Em abril, Camila esteve na Europa a trabalho e a namorada a acompanhou, com registros no Instagram. Alguns fãs começaram a especular algo mais entre elas. O último relacionamento público de Camila foi com o músico Rafael Rocha, com quem ficou por cinco meses.

Em 2017, a atriz terminou o namoro com o ator Igor Angelkorte. Os dois estavam juntos desde 2015, quando fizeram parte do elenco de Babilônia, novela das 21h da TV Globo.

A atriz também foi casada com o diretor de arte Claudio Amaral Peixoto por dez anos, com quem tem uma filha, Antônia. Atualmente, Camila está se preparando para as novas gravações da série Aruanas.

Clipping Saiba quem é Beatriz Coelho, a namorada de Camila Pitanga, Correio Braziliense, 12/11/19

Angela Roro exalta amor de Camila Pitanga

Primeira cantora lésbica a se assumir publicamente no Brasil,
Angela Ro Ro soube pelos noticiários da nova relação de Camila Pitanga com a artesã Beatriz Coelho, revelado esta semana. A cantora de 69 anos diz que viu a atriz praticamente nascer, que sempre foi muito amiga dos pais dela, Antonio Pitanga e Vera Manhães, e que ficou muito feliz em saber da vitória de amor da artista.
Camila Pitanga é uma mulher feita, maravilhosa, emancipada e muito inteligente, que se construiu sozinha, sem apelação. Ela é uma excelente atriz e vai saber lidar com esse novo amor e toda essa exposição melhor do que o Garrincha com a bola", diz Angela, que sentiu na pele o preconceito quando se assumiu publicamente sua sexualidade no fim da década de 1970.
Numa época em que não existiam redes sociais, onde hoje é disseminado muito ódio e preconceito, Angela sofreu na pele e chegou a apanhar da polícia nas ruas por homofobia. Num desses momentos, perdeu a visão do olho esquerdo.
No meu tempo era pior. Mas o mundo hoje, infelizmente, não está mudado para a liberdade. Nós, pessoas de valor e humano, é que temos que um lutar por um mundo novo. As pessoas estão mais abertas, sim, mas a humanidade não presta, nunca prestou. São raras as pessoas que são boas. Mas vejo essa nova geração como da Camila com certa bravura, sem medo de amar. E isso é maravilhoso. Temos que celebrar a vitória do amor de uma atriz excelente como a Camila Pitanga".
Angela destaca a boa educação que Camila recebeu em casa, dos pais, que ensinaram a atriz a ser livre para amar.
Vera Manhães e Antonio Pitanga ensinaram Camila a ser uma pessoa livre, sincera e verdadeira. Se ela está tendo um amor agora por uma mulher, o que eu desejo é que ela tenha toda a felicidade que esse mundo tem, toda a compreensão que esse mundo não tem, mas todo esse amor que ela tem, por parte da crianção e dessa mulher maravilhosa que foi a mãe dela. Torço por ela de qualquer forma, se ela estivesse escolhido a solidão, ou ter um homem, ou se ela quiser se casar com qualquer pessoa, expor isso ou não. Ela é livre para amar, e sem medo de amar. Eu sou livre para amar. Essa é a única arma que nós temos: o amor".
Camila Pitanga e Bete Coelho
 Clipping Temos que celebrar a vitória do amor de Camila Pitanga, diz Angela Roro, 16/11.2019 

Envelhecimento de gays e lésbicas foi destaque em congresso de geriatria e gerontologia realizado no Rio

quarta-feira, 6 de novembro de 2019 0 comentários



Na semana passada, o X Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro (GeriatRio 2019) foi palco, durante três dias, de discussões sobre os temas que mais instigam os profissionais da área. Nesta e nas próximas colunas, pretendo compartilhar um pouco do que vi e ouvi, e começo pela questão LGBT, que lotou a sala de conferência. A médica Roberta Barros da Costa Parreira, mestre em epidemiologia e geriatra da Policlínica Piquet Carneiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que a comunidade LGBT sofre duplo preconceito: além da discriminação social, a falta de qualificação da rede de saúde afeta o atendimento.
Na verdade, como o padrão presumido é o da heterossexualidade, o profissional de saúde nem costuma perguntar qual é a orientação sexual da pessoa”, disse.
A discriminação e a violência às quais estão expostas essas pessoas têm consequências dramáticas: o risco de depressão é cinco vezes maior, assim como de manifestações de disfunções sexuais, distúrbios alimentares, abuso de substâncias psicoativas e isolamento social. No ambiente social, com frequência a rede de suporte familiar é comprometida, porque o jovem ou adulto LGBT se afasta, mas a lista de problemas não para aí. A homofobia impacta a escolaridade – muitos abandonam os estudos por causa do bullying – e faltam locais de lazer acolhedores. Quando envelhecem, gays e lésbicas acabam não recebendo benefícios previdenciários quando o cônjuge morre e, se são obrigados a se recolher a instituições de longa permanência, enfrentarão novos preconceitos.

A doutora Roberta Parreira preferiu abrir a palestra com um assunto ainda menos visível: a homossexualidade e bissexualidade femininas. Mostrou que, de acordo com o dossiê da Coordenação de DST/Aids do Ministério da Saúde, entre as mulheres heterossexuais, a cobertura de exames preventivos realizados nos últimos três anos é de quase 90%; entre as lésbicas e bissexuais, não chega a 67%.
Cerca de 40% não revelam sua orientação sexual. Entre as que revelam, 28% afirmam que, depois disso, o atendimento é feito de forma mais rápida”, lamentou.
Esse grupo acaba tendo risco aumentado para câncer de mama, colo de útero e ovário, porque se submete a um menor número de exames para o rastreio da doença. Os motivos? Medo da discriminação e também a negação do risco: como o sexo é feito com outras mulheres, muitas acham que estarão menos expostas ao câncer no colo do útero, por exemplo.
Deixamos de alertar essas mulheres em relação ao uso de proteção para o sexo seguro: há recursos como calcinhas de látex e o uso de luvas para penetração com dedo”, explicou a médica.
Yone Lindgren
 Por isso o depoimento da fotógrafa e ativista Yone Lindgren foi tão aplaudido. Aos 63 anos, ela é consultora em direitos humanos e diversidade e contou por que é uma exceção:
estou aqui para falar da realidade da população que represento, mas sou branca, estudei o quanto quis, moro na Zona Sul carioca e adotei meus filhos. Sou uma exceção de uma parcela que é calada, perseguida e, quando envelhece, perde sua identidade sexual. Acaba tendo que voltar para o armário se tiver que morar com a família ou ficar numa instituição”. 
Diversos relatos partiram da própria plateia. O médico Wilson Jacob Filho, professor titular de geriatria da Faculdade de Medicina da USP, compartilhou um caso ocorrido no Hospital das Clínicas da universidade:
duas senhoras se encontravam internadas na enfermaria. Ao final da visita, uma delas foi beijada por sua cônjuge, e essa demonstração de carinho provocou uma forte reação da outra idosa e sua família. Os profissionais de saúde que estavam ali também não souberam lidar com a situação e isso nos serviu de lição sobre a necessidade de educação continuada para toda a equipe”.
Clipping Desafios do envelhecimento LGBT mobilizam profissionais de saúde, por Mariza Tavares, G1, Bem Estar, 05/11/2019

Prefeita de Bogotá recém-eleita beija sua mulher na festa de comemoração

quarta-feira, 30 de outubro de 2019 0 comentários

O comitê de campanha de Claudia López, nova prefeita de Bogotá, celebra os resultados.

Lésbica, ex-senadora e ex-candidata a vice pela Aliança Verde faz história ao ser eleita prefeita da capital. Eleições locais selam um marco em Bogotá e Medellín e causam um duro golpe ao uribismo


A ex-senadora Claudia López, da Aliança Verde, fez história neste domingo ao ser eleita a primeira prefeita de Bogotá, capital da Colômbia. A prefeita eleita denunciou em meados da última década o conluio entre política, narcotráfico e paramilitares, provavelmente é a representante pública que mais recentemente defendeu a luta contra a corrupção, e agora saiu vitoriosa das urnas ao derrotar Carlos Fernando Galán, filho do candidato presidencial assassinado em 1989. Ex-senadora, assumidamente lésbica, forte defensora do processo de paz com as FARC, López ocupará o segundo lugar em relevância política em um país conservador e principalmente católico. A vitória de Claudia López e os resultados, de modo geral, das eleições locais colombianas confirmaram um duro golpe ao uribismo.

Daniel Quintero, candidato independente, foi eleito com ampla vantagem em Medellín, a segunda cidade da Colômbia. Foi uma das surpresas das eleições locais do país que hoje renovou os governos de mais de 1.100 prefeituras e os 32 departamentos, pela primeira vez em paz. A vitória de Quintero tem uma leitura que vai além do gabinete do prefeito, porque representa uma dura derrota para o Centro Democrático, na terra do ex-presidente Álvaro Uribe. O partido do Governo, que há um ano e meio recorreu ao atual presidente Iván Duque, também não governa o departamento de Antioquia, um dos bastiões do uribismo. "Perdemos, reconheço a derrota com humildade. A luta pela democracia não tem fim", disse o ex-presidente quando soube dos resultados.

Claudia Lopéz beija sua mulher na celebração da vitória nas eleições em Bogotá

O partido nascido do ex-guerrilheiro, a Força Alternativa Revolucionária do Comum, tem uma aceitação social quase nula, mas o ex-combatente Julián Conrado, conhecido como "o cantor das FARC", conquistou a prefeitura de Turbaco, em Bolívar, município de cerca de 70.000 habitantes perto de Cartagena das Índias. As eleições também são as primeiras a serem realizados após a assinatura dos acordos entre o Estado e o grupo insurgente. Isso não significa que a campanha não tenha sido abalada pela violência, que se tornou um fenômeno contra candidatos, representantes de partidos e líderes sociais. Houve "230 registros entre ameaças, homicídios e sequestros", lembra Ariel Ávila, vice-diretor da Fundação de Paz e Reconciliação.
Os primeiros resultados confirmam, em geral, a erosão das formações e lideranças nacionais em favor de plataformas locais, coalizões e famílias políticas locais, como no caso de Barranquilla. Essa luta entre poder nacional e local marcará, em qualquer caso, o primeiro passo na corrida para as eleições presidenciais de 2022. Duque, que chegou à presidência graças ao impulso de Uribe e à alta polarização com seu oponente, o senador Gustavo Petro, garantiu várias vezes e continua afirmando que não pretende revalidar a posição.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Um Outro Olhar © 2025 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum