Chanacomchana 9: resgate e edição comentada

terça-feira, 28 de novembro de 2023 0 comentários

CCC 9dez., jan. 85/86 © Coleção Chanacomchana. Míriam Martinho

 Míriam Martinho

Em dezembro de 1982, era lançado o primeiro número do boletim Chanacomchana (ver resgate do CCC 1 aqui, CCC2 aqui, CCC 3 aqui, CCC 4 aqui, CCC 5 aqui, CCC6 aqui, CCC 7 aqui, CCC 8 aqui), seguido de outros 11 números. Neste artigo, abordo o ChanacomChana 9, não sem antes falar do contexto histórico e político de onde o periódico emerge, fundamental para entender sua produção e conteúdo (ver mais informações aqui).

Grupo Ação Lésbica-Feminista (GALF) e sua primeira publicação, o boletim Chanacomchana, nascem durante o primeiro ciclo do MHB (Movimento Homossexual Brasileiro) também chamado de ciclo libertário (78-83/84) porque nele prevaleciam as ideias da Contracultura, aquele grande guarda-chuva de movimentações e movimentos socioculturais e comportamentais que se inicia já nos anos 50, percorre as décadas de 60 e 70, terminando no início dos anos 80. Retomando elementos do anarquismo e do romantismo, a Contracultura vai priorizar a revolução individual, politizando o cotidiano e as inter-relações humanas (o privado é político) e retomando a máxima gandhiana de que as pessoas tinham que se tornar a mudança que queriam ver no mundo. Não havia interesse na tomada de poder do Estado, objetivo dos partidos políticos, mas sim na revolução molecular dos grupos discriminados e oprimidos que unidos superariam a incompetência da América católica e seus ridículos tiranos (Enquanto os homens exercem seus podres poderes, índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval - Caetano Veloso).

Na prática, os grupos daquele incipiente movimento se preocupavam com a não reprodução da política tradicional, suas hierarquias, disputas de poder, discursos da boca para fora, e tentavam (com pouco sucesso) não reproduzir suas mazelas. Nesse sentido também, pregavam a autonomia dos movimentos sociais em relação aos partidos políticos, uma das bandeiras de maior bom senso daquela época. O GALF era tributário dessas ideias (vide o texto Autonomia), via esquerda libertária, das ideias do feminismo de segunda onda, com seu questionamento dos papéis sexuais, e das correntes do separatismo lésbico do também incipiente movimento lésbico internacional.

Nem o GALF nem o ChanacomChana refletem qualquer luta contra a ditadura militar mesmo porque seu contexto histórico é o do governo da abertura do general Figueiredo, da redemocratização, que se iniciara com a revogação do AI-5 em 13/10/78, ainda sob o governo Geisel. De fato, o governo Figueiredo foi uma democratura, uma convivência de elementos ainda autoritários do regime em decomposição com aumento crescente de características democráticas caminhando a passos largos para o restabelecimento do poder civil. Embora a censura, só revogada com a Constituição de 1988, ainda existisse no período, ela não vitimou o GALF ou o ChanacomChana em momento algum. Tal fato pode ser constatado facilmente pela simples leitura dos Chanas onde não se encontram sequer informes referentes ao regime militar, muito menos registro de qualquer arbitrariedade que tenhamos sofrido dos militares. O GALF e suas publicações foram, de fato, insurgências contra a ditadura da heterossexualidade obrigatória praticamente onipresente do período.

A Revolução DIY
Todo esse amálgama de ideias e inspirações aparece nas páginas do Chanacomchana do seu período inicial e nele permanece no período posterior, de 1985 em diante, apesar do afã revolucionário contracultural do MHB ir sendo paulatinamente substituído pelo reformismo pragmático de grupos como o GGB e o Triângulo Rosa.

Também do ponto de vista gráfico, o CCC vai seguir a ética e a estética contracultural do "Do It Yourself - DIY" (Faça você mesmo) matriz, entre outras produções, dos fanzines produzidos artesanalmente, com colagens e mistura de tipos gráficos, e, no conteúdo, com uma miscelânea de textos políticos, tirinhas, desenhos, poesias, depoimentos, notícias e app arcaico de namoro (o Troca-cartas). Nas vendas, o corpo a corpo junto ao público-alvo ou, posteriormente, via correios através do sistema de associação.

Chanacomchana nº – Edição comentada

 Sumário

 Por que nós nos chamamos de lésbicas - p. 1
 Associe-se ao GALF - p. 2
 Em Movimento - p. 3-5
 III Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe - p.6-12  
 Dicas de Leitura - p. 12
 Poesia - p. 13
 AIDS: fato e preconceito - p. 14-15
 A Homossexualidade na Constituição - p.16-19
 Deusas da Cura - p. 20-21
 Lésbicas e Sexualidade - p. 22-26
Assine ChanacomChana - p.26
 Troca-cartas - p - 27

Por que nós nos chamamos de Lésbicas - p.1 (Míriam Martinho)



Na década de 80, a palavra "lésbica" ainda tinha uma conotação pejorativa que a maioria das mulheres homossexuais se recusava a enfrentar. "Sapatão", termo também detestado pela maioria das lésbicas do período, foi popularizado pelo apresentador de TV, Chacrinha, através de sua marchinha de carnaval "Maria Sapatão", sucesso na folia de 1981. No caso da palavra lésbica, seu uso passou a ser mais ressignificado positivamente na década de 90, com o surgimento da sigla comercial GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) e a sigla mais militante GL, posteriormente, LG e etecétera. O termo "sapatão" passou a ser ressignificado positivamente pelas gerações de lésbicas mais recentes, parecendo ter boa acolhida hoje em dia.

Mas, na década de 80, a palavra "lésbica" ainda era problemática para boa parte das lésbicas e mais de uso das ativistas. Em geral, mulheres homossexuais se identificavam como entendidas, homossexuais e fanchas e ladies ou ainda gays (este termo mais para o fim dos anos 80).  Daí eu ter escrito textos, algumas vezes, explicando por que utilizávamos um termo "ofensivo" para nos identificar. 

Desta feita, tracei a origem da palavra até o século VI a.C. quando a poetisa Safo organizou uma escola de artes para mulheres, em Mytilene, na ilha de Lesbos, onde "ensinava poesia, canto, música e, dizem, o amor (entre mulheres)." Então, a palavra lesbianismo foi atribuída ao amor entre mulheres em lembrança do lugar onde viveu a grande poetisa.

Seguia dizendo que com a consolidação do patriarcado, os poemas de Safo foram destruídos sobrando apenas fragmentos e que a palavra lésbica passa a ser utilizada em fins do século XIX, mas já com uma conotação negativa. Relato, em seguida, que só a partir da década de 60, com o (re)surgimento do movimento feminista e de gays e lésbicas, a partir da origem histórica da palavra, as mulheres que amavam mulheres começaram a se chamar de lésbicas, "investindo essa designação de conceitos de força, independência, liberdade e beleza."

Terminava dizendo que, apesar da conotação negativa da palavra, tendo em mente o significado positivo que descrevi, recomendava o uso regular do termo lésbica para com o tempo se tornar tão natural como dizer pão, tirando dos preconceituosos o poder de usá-la para agredir. Que tinha sido assim com a gente do GALF.

Associe-se ao GALF, p. 2 (Míriam Martinho)

Imagem: Women's Bathroom, Tamara de Lempicka, 1929.  Associação ao GALF, CCC9, p.2

Em movimento, p. 3-5 (Míriam Martinho)

Monumento às mulheres Lésbicas e Homens Gays mortos em Campos de Concentração

Foto: Florida Center for Instructional Technology
Informe sobre a inauguração de uma lápide, em homenagem a gays e lésbicas, no campo de concentração nazista de Neuengamme, cidadezinha perto de Hamburgo. A lápide foi iniciativa de um grupo chamado Homossexuais Alternativos Independentes. Nela a inscrição, "Dedicada às vítimas homossexuais do Nacional Socialismo, 1985. Cerca de 100 homossexuais foram aprisionados neste campo, muitos tendo sido assassinados.
 Em 1985, acreditava--se que entre 250.000 a 500.00 pessoas homossexuais (gays e lésbicas) haviam morrido em campos de concentração nazistas.

Lésbicas em Nairobi

Informe sobre a participação das integrantes do Serviço de Informação Lésbica Internacional (ILIS) durante a Conferência das Nações Unidas para o encerramento da década da mulher (1975-1985) em Nairóbi, no Quênia. Oficialmente a Secretária de Estado Holandesa para Emancipação falou sobre a dupla opressão das lésbicas, da importância de se quebrar a invisibilidade e da necessidade de se ver os relacionamentos lésbicos como uma alternativa totalmente viável à homossexualidade. Ainda dentro da agenda oficial do evento, foram realizadas oficinas com os temas "Lésbicas e Trabalho, Lésbicas e Saúde, Lésbicas e Racismo, Lésbicas e Juventude, reformas na lei e formação de uma Rede Lésbica Internacional."

Nas reuniões paralelas à agenda oficial, o ILIS distribuiu 4000 panfletos com o título "Mulheres que amam Mulheres" e 500 de seus boletins e abordo os temas do se assumir, lésbicas e outros movimentos e grupos lésbicos na América Latina, África e Ásia. O ponto alto do Fórum foi a conferência de imprensa quando lésbicas de várias partes do mundo falaram sobre suas vivências, apresentaram suas demandas e afirmaram que não aceitariam mais a invisibilidade. A conferência serviu também para que o ILIS aumentasse seus contatos internacionais com vistas à organização do seu encontro que queriam fosse o mais internacional de todos e que de fato foi e veio a ser realizado em março de 1986 (eu participei dele).

Fim do Espaço Gay (Rosely Roth)

Em geral, todos os informes eram feitos por mim, mas este foi trazido pela Rosely, pois ela foi pessoalmente conversar com a jornalista do Notícias Populares (NP) sobre o encerramento do Espaço Gay do jornal. O Notícias Populares (15/10/1963-20/01/2001), do Grupo Folha, era dirigido às classes populares, com manchetes sensacionalistas sobre crime, sexo e violência. Por isso, também era tido como jornal "pinga sangue". Lésbicas geralmente apareciam nas páginas do MP em função de crimes passionais ou de outra natureza. Entretanto, o surgimento do Espaço Gay, considerada a segunda coluna dirigida a homossexuais na grande imprensa (a primeira foi a Coluna do Meio) se deu pela percepção do jornal de que homossexuais também liam o NP e que valia a pena falar com esse público. 

Segundo Rosely, desde o surgimento do Espaço Gay, em novembro de 83, a responsável pela coluna, sob o pseudônimo Julian Gray, sempre havia demonstrado solidariedade em relação ao trabalho do GALF, informando sobre o grupo e o Chanacomchana. O GALF chegava a receber mais de 5 cartas por semana de lésbicas que ficavam sabendo da nossa existência através da coluna. 

O encerramento da coluna se deu 02/09/1985 e, segundo Rosely apurou junto a Julian, se deveu ao fato do editor-chefe do NP considerar o número de leitores da coluna mínimo (o que Julian contestou) e uma pedra no sapato do leitor médio do jornal que era moralista e conservador, embora gostasse de ver mulher pelada no jornal.

Pintou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher

Informe sobre o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), criado em 29 de agosto de 1985, ligado ao Ministério da Justiça, mas com autonomia administrativa e financeira, com um programa prioritário de combate à violência, implantação de creches e participação das mulheres na constituinte. Tomou posse em 10/09/1985, na presidência da entidade a atriz e ex-deputada pelo PMDB, Ruth Escobar, assessorada por 17 conselheiras.

III Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, p. 6-12 (Míriam Martinho)

No resgate desse encontro, ocorrido numa colônia de férias em Bertioga (SP), descrevi a agradável surpresa de me deparar com um evento de bom astral, ao contrário de tantos outros demarcados por mapeamentos político-partidários, heterossexismos, jogos de poder, omissões e expulsões. (O fato de ter sido um encontro internacional, não local, pode ter pesado nesse resultado). Tinha ido mais com a perspectiva de vender o Chana e travar contatos com lésbicas de outros países, mas acabei gostando do evento no geral, apesar do conflito com umas mulheres que queriam entrar sem pagar e foram recusadas. Como o encontro era autofinanciado, não havia a possibilidade de ceder bolsas. Mas, apesar dessa situação não resolvida ficar pairando sobre o encontro, não chegou a comprometê-lo. Como o artigo é bem longo, para mais detalhes, vale lê-lo inteiro.

Aqui vou resgatar fundamentalmente minha análise das três oportunidades em que o encontro possibilitou a discussão do tema do lesbianismo (como se dizia então): o encontro informal que o GALF brasileiro organizou com o GALF peruano (Grupo de Autoconsciencia de Lesbianas Feministas), a apresentação de uma tese sobre o tema, e o debate oficial do encontro sobre o assunto.
Só lésbicas

Rebecca Sevilla (GALF-PE)-Míriam Martinho (GALF-BR)

A reunião só para lésbicas, organizada pelo GALF brasileiro (representado por mim e Rosely) e o GALF peruano (com destaque para Rebecca Sevilla) foi a mais significativa das 3 realizadas por marcar finalmente a ruptura da ligação simbólica que o GALF tinha com o coletivo que o precedeu, o grupo lésbico-feminista (05/79-06/81). Parte desse coletivo, após sua dissolução em junho de 1981, migrou para o movimento feminista, onde se acomodou no armário feminista da época. Nesta reunião organizada perto do bar da colônia de férias, participaram ao menos 3 ex-integrantes do citado grupo que deram seus depoimentos sobre as questões levantadas, mas sem demonstrar qualquer interesse por algum trabalho específico por e para lésbicas (uma delas veio inclusive a dizer não muito depois que era impossível organizar lésbicas no Brasil). Esse desinteresse nos trouxe a consciência, que já vinha se formando há algum tempo, de que nem simbolicamente tínhamos de fato mais nada em comum com o citado coletivo que justificasse continuar agregando-o ao histórico do GALF. Águas passadas nunca moveram moinhos.

Desta reunião participaram lésbicas do Brasil, Argentina, Peru, República Dominicana, México, Chile, EUA, Canadá e da Espanha que relataram suas experiências pessoais com seus grupos lésbicos (quando integravam algum), com o Movimento Feminista de seus respectivos países e com outras lésbicas não-feministas.

Dois temas se destacaram nos relatos: o tabu em relação à questão lésbica no MF, sendo ou simplesmente omitida ou abordada raramente e de forma superficial; e as dificuldades das feministas de lidar com léshicas não-feministas, principalmente as dos bares e boates, em função da reprodução dos papeis sexuais de feminino (passiva) e masculino (ativo) entre elas. A posição do GALF, em função de seu contato com as discussões da chamada Sex Wars (guerra sexuais) nos EUA, divergia desta postura sobre a reprodução dos papeis sexuais nas relações lésbicas, ponto que abordo quando falar da segunda reunião lésbica do encontro. 

Lésbicas latino-americanas, mas residentes nos EUA, falaram de seus trabalhos em arte e sobre a questão do racismo americano. Uma espanhola, do grupo Coletivo de Feministas Lesbianas de Madri, relatou que seu grupo havia aberto espaço no feminismo espanhol estando presente em todas as frentes possíveis. Eu pontuei que, talvez pelas diferenças culturais entre o Brasil e a Espanha, nós nunca tivéssemos tido esse sucesso embora fazendo o mesmo. Uma mexicana, de um grupo chamado Cuarto Creciente, relatou que os grupos lésbicos haviam se dissolvido já há alguns anos sem seu país, dando a impressão de que isto teria acontecido por falta de perspectivas políticas. No entanto, nós tínhamos informação de havia um grupo lésbico atuante no Estado de Morales, e, mais ainda, posteriormente, em 1986, não só contatamos outro grupo mexicano, como o primeiro encontro de lésbicas feministas vai ser organizado por ele, em outubro de 87, em Cuernavaca.

Vale aqui comentar que, neste encontro, além do desinteresse das lésbicas brasileiras, inclusive as do já citado ex-LF, por qualquer organização específica, ainda prevalecia a ideia de que lésbicas deveriam restringir suas atuações ao movimento feminista e não ter um movimento autônomo. No início da década de 90, vão surgir outros grupos lésbicos no movimento feminista, mas a posição permanecia a de levar a questão lésbica exclusivamente dentro do movimento feminista sem ter atuação com gays (porque seriam sexistas, machistas, misóginos) nem pensar num movimento específico. Questão lésbica só nos intervalos de algum evento feminista.

A Comunicação Individual

Hilda Rais -
Fonte: Potencia Tortillera
Em seus apontamentos, Hilda Ruis vai apontar que a lésbica é reprimida porque foge ao papel a ela designado por nossa sociedade machista que é de ser reprodutora da espécie, da mão de obra no casal e na família e objeto sexual dos homens. Segundo a autoria, a lésbica também desmascara o mito falocêntrico de que uma mulher para gozar precisa de um pênis e de que os papéis de feminino e masculino são naturais em vez de culturais. A lésbica seria, portanto, uma mulher independente dos homens sexual, emocional e economicamente, configurando, portanto, a transgressão e a desordem do sistema patriarcal.

Essa independência das lésbicas é punida com violência individual, familiar, social e institucional. Essa violência viria pela negação, do não-registro da existência da lesbianidade (nada sexual pode existir entre mulheres), pela tolerância (gostamos dela, apesar de lésbica) e pela repressão policial, discriminação no trabalho e via psicologia clínica tradicional. Acrescenta que esses três itens se amoldam para influenciar a autoimagem das lésbicas que experimentam sentimentos de culpa, vergonha, medo, solidão, isolamento, o que contribuiria para a existência dos guetos (bares, boates) onde a reprodução dos papéis sexuais oriundos do modelo heterossexual era generalizada.

Hilda finaliza sua apresentação defendendo grupos específicos de autoconsciência e autoafirmação para as lésbicas, mesmo que transitórios, com o objetivo de estas participarem mais plenamente do Movimento Feminista (observem que não para melhorar a própria vida). E que as mulheres heterossexuais deveriam revisar seus preconceitos e não mais verem o lesbianismo como um simples apêndice do tema mulher para que se pudesse ter um diálogo entre as diferenças.

Lesbianismo, Apontamentos para uma discussão feminista (Hilda Rais)

Após a apresentação, foi aberta discussão sobre os pontos levantados pela autora, com ênfase na questão da reprodução dos papéis sexuais, o que me surpreendeu. A maioria das presentes colocou que considerava a reprodução dos papéis uma coisa limitadora e que, nos bares e boates de seus respectivos países, a violência, o machismo e o alcoolismo eram muito comuns nesses lugares.

Influenciadas pelos debates acalorados das chamadas "guerras sexuais" do feminismo americano, inéditos no Brasil, que questionavam a postura feminista considerada restritiva sobre a sexualidade especialmente lésbica, eu e Rosely contestamos essas visões sobre papeis sexuais e gueto, mas não deu para aprofundar. Então, nesse relato do encontro, tentei aprofundar mais o tema, tendo considerado a maioria das abordagens lineares e um tanto moralistas.

Primeiro, pontuei que nós mulheres, feministas ou não, também reproduzíamos, em maior ou menor escala, os valores contidos nos estereótipos de gênero feminino e masculino porque fomos adestradas a partir deles. E que não podíamos confundir a necessidade de desmistificar a suposta naturalidade desses estereótipos, ou seja, mostrar que era tudo inventado, com uma postura pseudo iluminada e catequista de desprezo por aquelas mulheres lésbicas que não conheciam essa perspectiva ou, se conheciam, não compartilhavam desses questionamentos.

Depois, pontuei que as relações fancha-lady, apesar da reprodução do binômio masculino-feminino, não eram necessariamente uma reprodução das relações de poder homem-mulher, pois não cumpriam a função primordial deles na relação hétero que era a de manter a submissão da mulher ao homem e dar a este, através da monogamia feminina, alguma certeza da paternidade (os exames de DNA surgem na Inglaterra em 1985 e chegam ao Brasil em 1988). Que elas não eram, portanto, necessariamente opressivas, e que outras relações entre mulheres, onde não havia aparente reprodução dos papeis, podiam ser opressivas por diferenças outras como classe social, nível educacional, idade etc. Concluí dizendo que a utilização dos papéis de fancha e lady tinha também a ver com o erotismo, com a fantasia e a busca do prazer entre mulheres, não podendo ser sumariamente rotulada de reprodução das relações heterossexuais.

Pontuei ainda que, embora de fato no gueto (bares e boates) surgissem problemas de violência, machismo e alcoolismo, não dava para afirmar que tais problemas decorressem da reprodução dos estereótipos de ativa e passiva, mas sim fruto do próprio contexto de marginalidade desses locais que afetavam a autoestima das lésbicas. Argumentei também que não se devia execrar o gueto como lugares onde apenas rolassem problemas porque eles ainda eram os únicos locais de socialização disponíveis para as lésbicas e que, sem eles, as sapatas amargariam mais isolamento e solidão. O mais proveitoso era criar outros espaços alternativos para lésbicas, por exemplo, no próprio feminismo.

De fato, o que as feministas homossexuais criaram, até meados da década de 90, no Brasil ao menos, foi um novo gueto de lésbicas dentro do movimento feminista, um gueto onde as lésbicas não reproduziam visivelmente os papeis de fancha e lady, mas reproduziam outros aspectos dos estereótipos de gênero tanto masculino quanto feminino. Fora que, nos bares e boates, a função era de socialização e namoro, como qualquer outro espaço dessa natureza, não de politização, mas, no feminismo, teria que haver esse aspecto de politização da lesbianidade que nunca ocorreu. O gueto feminista homossexual também era só de socialização e pegação, mas as feministas lésbicas pareciam acreditar que eram ativistas lésbicas só por serem feministas, embora nada fizessem pelos direitos das lésbicas. 

Finalizei esse tópico, dizendo que minha intenção não era propor que lésbicas tivessem relações a partir de papeis bem determinados, mas sim que era preciso tomar cuidado ao abordar o complexo terreno da sexualidade para não correr o risco de limitar o exercício das individualidades e não propor apenas uma nova receita de comportamentos por mais que os considerássemos ideais.

A discussão oficial

A discussão oficial (porque estava na agenda do encontro) reuniu cerca de 70 mulheres de distintas orientações sexuais para se discutir a temática ainda tabu nos feminismos latinoamericanos: o lesbianismo como preferência sexual (a questão do desejo), o lesbianismo como questão política (não apenas como questão sexual) e as formas de se levar as questões lésbicas dentro do movimento feminista.

Dessas questões, a considerada mais polêmica foi a da lesbianidade como questão política, como um estilo de vida possível para todas as mulheres. Essa abordagem do GALF (via Rosely) foi considerada o discurso mais novo e interessante do encontro.

Houve também colocações sobre a necessidade das lésbicas de se reunirem em grupos específicos, curiosamente refutados por feministas homossexuais que pleiteavam só grupos mistos com héteros. E o questionamento sobre o porquê dos silêncios dos grupos feministas no tocante às questões lésbicas. Ficou claro que a questão lésbica ainda sofria todo um processo discriminatório, sendo mantida exclusivamente dentro do terreno do privado, apesar do slogan feminista de que o "privado era político".

De positivo dessa reunião, ficou a constatação de que as mulheres de vivência heterossexual reconheciam a especificidade lésbica e que, ao contrário da lenda de que se sentiam ameaçadas pelos grupos lésbicos, queriam discutir o tema.

Concluí repetindo o que dissera no início do texto - de que o encontro fora uma surpresa positiva - e listei os grupos lésbicos e mistos que participaram do mesmo. E informei que o fecho do encontro foi uma manifestação na Praça da Sé, centro de São Paulo, no dia 5 de agosto onde as participantes cantaram e dançaram e celebraram o próximo encontro que se daria no México em 1987.

Dicas de leitura (Míriam Martinho)





Poesia, p. 13

Poesia era um espaço que eu definia como "para as lésbicas poderem falar de como era bonito, sensual, gostoso e ótimo amar outra mulher." Nesse sentido, sempre busquei trazer poesias de teor romântico e erótico de autoras conhecidas e desconhecidas que apreciavam escrever poesias, mais ou menos elaboradas, atividade pela qual lésbicas sempre tiveram predileção.

Neste número 9, escolhi 4 poesias, incluindo uma minha, levemente eróticas e irônicas, e com uma maior abrangência temática.

Em Asas Abertas, Jurema Barreto de Souza, tematiza a coragem de se ser quem se é, que pode ser lido no sentido mais geral ou no específico da lesbianidade discriminada, com a ruptura dos limites impostos pela sociedade à individualidade de cada pessoa. "Não calar as verdades para sairmos desta gaiola dos limites impostos. De uma vez por todas...voar."

Em Cicatriz, Ana Valim rechaça a visão negativa sobre a vulva/vagina vigente na sociedade patriarcal so dizer que "Ela possui uma beleza 'imprópria, um cheiro intrigante, quando brinco com ela e chupo os meus dedos melados."

Em Maria eu faço uma Eucaristia lésbica onde o pão que colho do cesto da boca de Maria e o vinho de sua saliva se transubstanciam no corpo e sangue do desejo. Corpo tão intenso de Maria que o corto em fatias e o distribuo como hóstia a quem passa. E aos que intencionam me prender por heresia afirmo que a carne de Maria (do desejo) é sagrada como a função dos meus olhos que já tinham visto muito, mas ainda precisavam ver.
Em Confissão, Reca Polleti, bem no estilo casual, irônico, cotidianizado da geração mimeógrafo/marginal dos anos 70, vai confessar sua vontade de morder a mulher do próximo e chupar seus ossos. Fingindo-se arrependida, jura não sentir mais essas coisas escabrosas, desde que a do próximo pare de vir dormir em sua casa.

AIDS: fato e preconceito, p. 14-15 (Selma Giorgio)

Este texto, escrito pela bióloga Selma Giorgio, retrata o início da chegada da AIDS ao Brasil quando as vítimas da síndrome ainda eram fundamentalmente os gays.  Ela relata que a maioria dos pacientes (70%) era de homens homossexuais e bissexuais, embora já houvesse contato heterossexual registrado. Na década de 90, o número de pessoas heterossexuais afetadas, sobretudo mulheres, vai aumentar consideravelmente.

Nesse primeiro momento, a síndrome foi rotulada de peste gay, câncer gay, e moveu muitos homens homossexuais para os incipientes grupos de prevenção a AIDS, como o GAPA. Ela também afirmava que, até onde se conhecia, não havia riscos nas relações entre lésbicas. Na década de 90, com o aumento dos casos da síndrome entre mulheres, começaram a surgir registros de alguns casos entre mulheres lésbicas e bissexuais, o que motivou o surgimento de campanhas de prevenção como a Rede Um Outro Olhar iniciou a partir de 1995. No entanto, a AIDS felizmente nunca se tornou facilmente transmissível no sexo entre mulheres, como outras doenças sexualmente transmissíveis, não se constituindo num grande problema de saúde para as sapatas, o que não descarta a necessidade de cuidados nos relacionamentos.

A autora discorre no seu texto sobre as características da síndrome, formas de contaminação, sobrevida dos pacientes e lamenta que, num momento em que o Conselho Federal de Medicina resolvera não mais considerar o homossexualismo (nos termos de então) como transtorno mental, os gays passassem a ser vistos como os sujeitos da doença. Temia que a AIDS se tornasse uma boa desculpa para perseguir gays e para retroceder direitos duramente conquistados. Igualmente temia que se normatizassem as relações gays (volta ao casal) com a medicina substituindo a moral cristã do pecado e do puritanismo.

De fato, a AIDS vai representar o fim da revolução sexual, um dos baluartes da revolução sociocomportamental da Contracultura dos anos 60 e 70 que também se encerra nesse período.

Homossexualidade na Constituição, p. 16-19 (Rosely Roth)


Em Homossexualidade na Constituição, Rosely vai abordar a possibilidade de inserção de um item contra a discriminação a gays e lésbicas na elaboração da nova constituição brasileira que viria a ser promulgada em 05 de outubro de 1988. Lembra, na ocasião do artigo, que a campanha para eleger diretamente o presidente da República, chamada Diretas-Já, havia trazido de volta o interesse da população pela participação política, apesar de a emenda Dante Oliveira não ter passado no congresso e Tancredo Neves ter sido eleito ainda pelo Colégio Eleitoral.

Mesmo depois da morte de Tancredo, que acabou não assumindo, e a ascensão de seu vice, José Sarney, à presidência da República, a perspectiva de uma nova constituição como corolário do processo de redemocratização em curso, manteve a população animada com a política a ponto de o hino e a bandeira brasileiras voltarem a ficar na moda. Sarney fez a convocação para candidatos a constituintes no dia 28 de maio de 1985, sendo a eleição geral realizada em 27 de novembro de 1985, quando se estipulou que os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal eleitos deveriam se reunir, em Assembleia Nacional Constituinte, no dia 1º de fevereiro de 1987, na sede do Congresso Nacional.

Rosely observa que, no debate sobre a constituinte em curso em 1985, o deputado do PMDB Flávio Bierrenbach defendia a realização de um plebiscito, em 12 de março de 86, para a população decidir se preferia uma constituinte independente do Congresso Nacional ou um Congresso Constituinte. A proposta de Bierrenbach foi vencida, e a maioria dos partidos apoiou a posição do governo de uma Assembleia Constituinte partidária. Condizente com sua perspectiva de priorização dos movimentos sociais, Rosely afirmou que preferia uma assembleia constituinte formada por integrantes desses movimentos que defenderiam projetos e propostas próprias da sua base.
Rosely também faz um apanhado das 7 constituições até então promulgadas, sendo 3 precedidas de assembleias constituintes. Apenas cito as 7 abaixo e me atenho a seus comentários sobre as precedidas de assembleias constituintes.

1ª - Constituição de 1824 (Brasil Império)
2ª - Constituição de 1891 (Brasil República) - precedida de Assembleia Constituinte
3ª - Constituição de 1934 (Segunda República) - precedida de Assembleia Constituinte
4ª - Constituição de 1937 (Estado Novo)
5ª - Constituição de 1946. (Redemocratização) - precedida de Assembleia Constituinte
6ª - Constituição de 1967 (Regime Militar)
7ª - Constituição de 1969 (Regime Militar) *
8ª - Constituição de 1988 (Redemocratização) - precedida de Assembleia Constituinte

*A história oficial reconhece as constituições brasileiras como somente sete, considerando a de 69 como apenas uma reinterpretação do texto de 1967 (Emenda Constitucional 1/1969) pela Junta Militar que governou o Brasil após a morte do presidente-general Costa e Silva.

Sobre a Assembleia Constituinte de 1890, da qual só por curiosidade participou meu bisavô, Martinho Rodrigues de Souza, Rosely deu ênfase à questão da participação popular praticamente inexistente, já que as mulheres, os analfabetos e os menores de 21 anos não puderam votar na escolha dos participantes da constituinte. Esta constituição (a 2ª), que durou 43 anos, instituiu o federalismo e o voto direto para presidente (com mandato de 4 anos).

Sobre a Assembleia Constituinte de 1933, 3ª, Rosely lembrou que, pela primeira vez, as mulheres e os maiores de 18 anos puderam votar para os membros que integrariam a Assembleia Constituinte. Esta constituição instituiu o salário-mínimo, a jornada de 8 horas e as férias anuais. Teve duração efêmera, pois três anos depois da sua promulgação foi abolida por Getúlio Vargas que deu início a ditadura do Estado Novo.

Carlota Pereira de Queiroz durante a Constituinte de 1934.
Secretaria Municipal de Cultura de SP

Sobre a Assembleia Constituinte de 45, a 5ª, Rosely observou que, nas eleições gerais daquele ano, os analfabetos, embora majoritários, e os menores de 18 anos não puderam votar. E, de fato, no próprio texto constitucional, essa limitação seria mantida. E que o grande mérito da nova constituição, comparada com a autoritária de 1937, era o retorno do voto direto.

Rosely foi muito lacônica sobre essa constituição que, de fato, consolidou a democracia no Brasil, via sistema representativo, com eleições para os cargos em todas as esferas: federal, estatal, municipal. Ela também estabeleceu o voto secreto, mandatos de presidentes e governadores por 5 anos (sem reeleição), delimitação precisa dos limites do Executivo, Legislativo e Judiciário, autonomia política para os estados e importantes direitos individuais, como a liberdade de imprensa e de opinião.

Rosely termina seu texto lamentando mais uma vez o fato de que os movimentos sociais não iriam ter representantes próprios na Assembleia Constituinte de 87, pois isso a tornaria menos representativa e democrática, mas via como alternativa a busca de propostas concretas de inserção de um item na Assembleia Constituinte de 87, contra a discriminação à homossexualidade, a ser apresentada aos constituintes que quisessem encaminhá-las. Acreditava que, mesmo não sendo bem-sucedidas na inserção do citado item, as lésbicas ampliariam o debate sobre a lesbianidade e a homossexualidade no geral ao discutir com outros setores da sociedade, contribuindo assim para combater o preconceito.

De fato, as décadas se passaram e nunca rolou uma lei específica para o que passou a ser chamado de homofobia. Houve apenas, em 2019, uma decisão do STF inserindo os casos de homofobia (e aí já de transfobia) na Lei do Racismo (Lei n 7.716/1989). Por essa inserção esdrúxula, de acordo com o artigo 20 da citada lei, alguém considerado homofóbico pode pegar pena de um a três anos de reclusão e multa.

Como de fato, nunca se conseguiu passar leis nem regulando o casamento entre pessoas de mesmo sexo nem contra a homofobia, a possibilidade de reversão dessas pretensas vitórias obtidas via STF permanece presente a depender das articulações dos setores conservadores.

Deusas da Cura, p. 20-21 (Míriam Martinho)

Ísis amamentando o filho Hórus
Deusas da cura é uma tradução que fiz a partir de um texto original da revista sobre medicina Panakaeia, publicado em outra revista chamada Isis Women's World em 1985. O texto tratava da relação das deusas da antiguidade e de sua relação com as artes da cura.

O feminismo de segunda onda (provavelmente o último real exemplar de sua espécie) buscava apontar o patriarcado como o fenômeno histórico, político e social que é, desconstruindo a ideia prevalente deste como uma realidade imutável desde a época das cavernas. Dada à importância das religiões patriarcais, em especial as abraâmicas, como o Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, na consolidação desse sistema, pesquisadoras feministas (arqueólogas, antropólogas entre outras) trabalharam para resgatar as deusas que essas religiões buscaram apagar da História e sua relação com sociedades onde não vigorava o deus-pai.

Outra perspectiva muito importante do feminismo de segunda onda era o trabalho com a saúde e a sexualidade das mulheres que gerou vários coletivos nessa área. Focada no autoconhecimento do corpo feminino e em tratamentos alternativos aos tradicionais, essa perspectiva gerou alguns trabalhos antológicos como o livro Our Bodies, Ourselves, de 1973, do coletivo de mulheres de Boston que teve várias edições ampliadas a cada reimpressão.


Our Bodies, Ourselves, 1973
Este texto que traduzi trata do papiro de Ebers, descoberto num túmulo egípcio de 1500 anos a.C. no século XIX, onde, além de um pedido à deusa Ísis por cura, encontra-se uma compilação de 875 receitas para todos os tipos de males.  Segundo o texto, documentos como esses evidenciavam que a medicina e o conhecimento das ervas, a prescrição de drogas e a cirurgia estiveram por milhares de anos nas mãos das mulheres.

Que a ideia de que a arte da cura teria surgido com o deus greco-romano Esculápio e a medicina com Hipócrates escamoteia o protagonismo das mulheres na área da saúde. O deus Asclepius (Esculápio em latim) seria o pai de duas deusas da cura, subordinadas a ele: Higia (de onde deriva a palavra higiene) e Panakaeia (de onde deriva a palavra panaceia, remédio para todos os males). Estas "filhas", porém, já existiam antes da mitologia greco-romano inventar que as artes da cura teriam surgido com o deus Asclepius-Esculápio. De fato, essas deusas eram expressões da Grande Mãe, em suas formas de cura, figura central da época em que a humanidade venerava deusas, cujos cultos começaram a desaparecer por volta de 2.400 a.C. com a invasão de povos indo-europeus que acreditavam em deuses masculinos.

 
Lésbicas e Sexualidade, p. 22-26 (Luiza Granado e Selma Giorgio)

Na sequência das entrevistas publicadas no Chanacomchana, sobre temas vários, esta sobre sexualidade foi a que obteve mais retorno das leitoras e associadas do GALF. Segundo Luiza Granado e Selma Giorgio que elaboraram as perguntas e compilaram as respostas, a entrevista tentou abordar vários aspectos da sexualidade lésbica: o aspecto social, o processo de autoafirmação, o uso de objetos sexuais, a questão do orgasmo, dos papeis sexuais, da monogamia, entre outros. 

Segundo Luiza e Selma, a receptividade foi surpreendente, revelando a necessidade de mais oportunidades para discutir o assunto, e demandando uma filtragem maior das respostas, por questão de espaço no boletim. Assim sendo, foram publicadas duas respostas de diferentes mulheres (com nomes fictícios) para cada pergunta da entrevista.

No aspecto social e da autoimagem, as perguntas giraram em torno da visão das entrevistadas sobre:

> se a sexualidade ainda era um tabu (a que responderam afirmativamente), 
se o preconceito contra a lesbianidade interferiu em sua sexualidade (a que responderam que sim na adolescência e no sentido de gerar confusão sobre sua orientação sexual),
se gostavam do próprio corpo no geral (a que responderam de forma enfaticamente positiva)
se achavam suas chanas bonitas e o que pensavam dos cheiros (a que uma respondeu de forma totalmente positiva sobre a aparência e o cheiro de sua chana e a outra de que não achava o aspecto nem feio nem bonito, mas gostava do cheiro).
se viviam com as namoradas ou não (uma respondeu que sim, embora considerasse a convivência bem ruim, e a outra que não vivia com a namorada e que transavam no apartamento dela ou em hotel).
se eram monogâmicas (uma respondeu que sim, a outra que não)
como viam o sexo sem amor (ao que uma respondeu negativamente e a outra como tudo bem, mas que com amor era melhor)
qual a importância que o sexo tinha em suas vidas (ambas responderam que não vinha em primeiro lugar, mas logo em seguida)
como viam as noções da sexualidade lésbica como doente, anormal, imatura (ambas responderam que essas noções derivavam do fato de as lésbicas romperam com o modelo do sexo reprodutivo, esperado para as mulheres na relação heterossexual, tendo relacionamentos fundamentados no amor e no prazer, o que seria revolucionário).
> se acreditavam que a sociedade estava passando por uma fase de transição ou de mudança em relação a sexualidade, uma respondeu que não, que de fato todo mundo tinha vergonha de ser preconceituosa, mas, no fundo, os tabus permaneciam. Outra que estávamos sim numa fase de mudança, mas bem no início, e que a liberação sexual, o sexo pelo sexo, a obrigatoriedade do orgasmo tinha deixado algumas mulheres até mais frias.

Sobre a sexualidade lésbica e as práticas sexuais, as perguntas respostas foram sobre:

> quais práticas sexuais preferiam, duas responderam que todas possíveis, mas uma se mostrou bastante refratária ao uso de objetos sexuais nas relações entre mulheres e outra que jamais pagaria para transar com uma mulher. 
> como viam os papeis sexuais de ativa e passiva, duas responderam negativamente, uma por considerá-los restritivos do comportamento simplesmente, outra, por além disso, reproduzirem o duo senhora e escrava, "macho e fêmea".
> se conversavam com as namoradas sobre suas preferências sexuais, uma afirmou que falava sim sobre sexo com a namorada, mas que reconhecia ser uma minoria a fazer isso. Outra que não tinha um diálogo aberto com a namorada, pois ela não se abria para tal. Que havia lhe dado até literatura sobre sexualidade e lesbianismo, mas que não forçava esse tipo de conversa para não estragar o relacionamento afetivo com ela.
qual a importância do orgasmo nas relações sexuais, uma afirmou que era chato não atingir o orgasmo, mas que não o via como uma obrigatoriedade, que a transa valia mais pela entrega, pelo momento em comum. Outra que o objetivo da transa era chegar ao orgasmo e que era ruim para o relacionamento quando uma o atingia e a outra não.
> quais as preferências sobre penetração, sexo oral, carícias nos seios. A maioria apontou o sexo oral como sua preferência, tanto ao fazer quanto ao receber. Outras estimulações do clitóris como a manual ou por tribadismo também foram citadas. Quanto à penetração, uma disse que não gostava de forma alguma de ser penetrada, outra que fantasiava penetrar uma mulher. Carícias nos seios com dedos ou a boca também foram cotadas como preferidas.

Em 1985, nós ainda vivíamos os eflúvios da revolução sexual da Contracultura, dos anos 60-70-início dos 80, que vai possibilitar a emergência de discussões na TV brasileira sobre a sexualidade e outras questões das mulheres. Em 1980, a Globo dava início ao programa TV Mulher que ficou no ar até 1986, e reuniu um time de apresentadores, onde se destacaram, entre outros, Marília Gabriela, Xênia Bier, e Clodovil. Havia também vários quadros nesse programa, por exemplo, sobre o Direito da Mulher, com a advogada Zulaiê Cobra Ribeiro, e sobre comportamento sexual com a então sexóloga Marta Suplicy,  o mais polêmico da TV Mulher a ponto de ter chamado a atenção da Divisão de Censura do regime militar que o classificou de baixo nível e motivo de preocupação. Amostra abaixo.


O fato é que a revolução sexual foi de fato uma revolução não só porque tirou a sexualidade do reino do tabu, existente até os anos 50, como também a colocou como fundamental para a felicidade e a realização das pessoas. Liberou a sexualidade feminina, junto com o advento da pílula contraceptional, e ajudou a desestigmatizar a homossexualidade. Mas nem tudo foi um mar de rosas e, na revisão daquele período, principalmente as mulheres reclamaram da "tirania das relações múltiplas, do prazer e do orgasmo". Curioso observar, na entrevista ao Chana, que já em 1985, uma das entrevistadas vai dizer que "a liberação sexual, o sexo pelo sexo, a obrigatoriedade do orgasmo tinha deixado algumas mulheres até mais frias." 

Na verdade, passou-se de um extremo ao outro. Se na década de 50 do séc. XX, sexo ainda era tabu e pegava muito mal falar sobre o assunto, depois da revolução sexual, sobretudo nos dias de hoje, com sua hiperssexualização, fala-se demais em sexo, e o amor é que se tornou tabu. A geração atual parece inclusive achar que as pessoas têm a obrigação de transar com quem não têm interesse algum só pra posar de não-fóbico de alguma coisa na foto do fascismo woke. Retrocesso.

Troca-cartas 
Para um bom papo, aquela transa, um grande amor

Neste troca-cartas, mudei a imagem da seção e listei 17 correspondentes, sendo oito paulistanas, quatro paulistas, duas do Rio, uma gaúcha, uma cearense e uma baiana curiosamente, como observado no CCC 7-8, com a maioria colocando seu nome por extenso.

CCC 9dez., jan. 85/86 © Coleção Chanacomchana. Míriam Martinho

Horóscopo de novembro (2023)

sexta-feira, 10 de novembro de 2023 0 comentários


 ♈ ÁRIES
21/03 a 20/04

Este início de mês poderá lhe trazer bastante ânimo e disposição, bem-estar e alegria de viver. A vida social e a popularidade melhorarão, podendo lhe garantir muitos convites para festas e passeios.

Em casa, passará por momentos felizes num entrosamento familiar positivo e benéfico. O convívio com mulheres, da família ou não, também estará beneficiado. Gozará de boa saúde e, no trabalho, receberá reconhecimento e aumento salarial.

Este período pode lhe trazer também a possibilidade de voltar a seu lugar de origem e rever amigos de infância, evocando lembranças positivas e alegres e reatando relacionamentos negligenciados. Nessa aventura nostálgica, poderá ainda ter oportunidades de reencontros com surpresas sentimentais. Mesmo de volta a seu cotidiano, uma admiradora, talvez da sua área profissional, poderá aparecer e valer o investimento afetivo em busca de algo mais concreto.

♉ TOURO
21/04 a 20/5

Este mês poderá ser favorável à busca de novos grupos de amigos, ligados a novas filosofias de vida e novos modos de viver. Não esqueça de dar mais atenção a seus familiares que sentem sua falta.

No setor profissional, viverá um período mais relaxado, porém, nem por isso, menos eficiente. A diminuição do ritmo de trabalho lhe trará maior tranquilidade e bem-estar.

Sua saúde também entrará em uma fase mais equilibrada, com a possibilidade de que adote uma dieta alimentar diferente e experimente novos alimentos, resultando numa melhoria generalizada.

No setor afetivo, poderá ter ótimas surpresas com um contato em uma viagem para o exterior. Um bate-papo informal poderá resultar na descoberta de grandes afinidades com sua interlocutora e um possível futuro compromisso amoroso.

♊ GÊMEOS
21/05 a 20/06

Este mês será muito benéfico para quase todos os assuntos. Mesmo os problemas serão amenizados por este aspecto.

No setor afetivo, novos romances ou mesmo o renascimento de um relacionamento que andava meio devagar. Bom período também para casamentos e noivados.

Bom momento igualmente para as finanças e os relacionamentos no trabalho. Seus investimentos vão render bastante e pode até ganhar dinheiro em algum golpe de sorte. Momento favorável ainda para o relacionamento com mulheres no trabalho ou na vida social.

A saúde estará protegida, e você se sentirá bem animada. A digestão e a circulação estarão ótimas, mas você terá tendência a engordar. Bom período para tratamentos estéticos e assuntos artísticos. Pode iniciar um programa de exercícios caso queira.

♋ CÂNCER
21/06 a 22/07

Este mês tende a ser agitado e cheio de mudanças repentinas em casa ou no trabalho. Podem surgir várias oportunidades de viagens de avião bastante interessantes. Bom período para quem trabalha em órgãos públicos ou com administração.

O tempo passará com extrema rapidez, mas será um período produtivo e de muita modernização em sua vida. Você estará otimista, mas não deve tomar atitudes precipitadas por causa disso. Aproveite que estará particularmente intuitiva e dê crédito às suas intuições.

Com relação à saúde, fique atenta a dores nas articulações, que podem ficar mais sensíveis com o corre-corre. Se após um período de descanso, essas dores permanecerem, procure um médico.

No setor afetivo, seu entusiasmo e bom humor tendem a atrair pessoas com o mesmo astral. Por isso, ainda que não queira investir em nada mais sério, poderá viver momentos ótimos que lhe trarão uma serenidade emocional muito positiva.

♌ LEÃO
23/07 a 22/08

Durante esse período, no setor profissional, você poderá se surpreender favoravelmente com propostas de trabalho inusitadas. Valerá a pena arriscar novos caminhos.

Bom momento para investir em seu desenvolvimento pessoal e profissional, dedicando-se a pesquisas ou qualquer estudo que exija muita concentração. Poderá se tornar então mais consciente e realista quanto às realizações que busca em sua vida.

No setor dos relacionamentos, se solteira, poderá passar por um período de avaliação, antes que decida seguir adiante com o caso. Se casada, dê mais atenção à companheira e promova mudanças em sua vida amorosa para que possa ter continuidade. Nos relacionamentos familiares terá bom entrosamento com parentes mais velhos.

Na área da saúde, exercícios de alongamento e fortalecimento muscular regulares a ajudarão com possíveis problemas osteomusculares, principalmente na coluna ou nos joelhos, promovendo uma boa melhora.

♍ VIRGEM
23/08 a 22/09

Período de bom astral nos vários aspectos de sua vida. Na área profissional, momento de tentar técnicas mais modernas no trabalho e investir em equipamentos mais modernos.

Na área financeira, perspectivas de entrada repentina de dinheiro em sua conta seja por um lance de sorte ou por um bom momento dos negócios fruto de suas mudanças no trabalho.

No setor do desenvolvimento pessoal, estará interessada pelo lado espiritual da vida. Bom período para praticar meditação, yoga ou estudar filosofia e acreditar em suas intuições que lhe revelarão coisas importantes. Poderá resolver mudar algo em sua vida, e isso será muito positivo.

Na área dos relacionamentos, não deixe de comparecer aos convites feitos por pessoas que demandam sua presença, mesmo estando muito atarefada no trabalho.

Na vida amorosa grande possibilidade de uma renovação total, promovendo a superação de paradigmas limitantes do passado. A consciência da liberdade necessária a uma relação saudável a levará a envolvimento intenso com pessoas especiais com as quais sentirá profunda afinidade e atração.
                                                

♎ LIBRA
23/09 a 22/10

Durante boa parte desse mês, você estará de muito bom humor, autoconfiante e otimista. Mesmo os problemas lhe parecerão menos complicados e mais facilmente solucionáveis.

No setor profissional, ótimo período para fechar bons negócios, assinar contratos até de longa duração. Boa fase para quem trabalha com Educação, Direito ou Línguas. Pode também aparecer uma boa oportunidade de viagem de trabalho. Aproveite!

Na área financeira, poderá ganhar mais dinheiro seja pela via do próprio trabalho seja pela via da sorte em jogos. Tome cuidado para não torrar esse dinheiro extra. Invista a maior parte e guarde um pouco para a diversão.

Na saúde, estará em boa forma e com a vitalidade física aumentada. Cuidado apenas com problemas de digestão, comendo menos e mais devagar. No geral, terá uma sensação de bem-estar e alegria

No setor afetivo, se solteira, boa época para firmar relacionamentos ou se casar. Se casada, um jantar romântico, um presente inesperado ou uma viagem de final de semana poderão atender as exigências de atenção de sua amada.

♏ ESCORPIÃO
23/10 a 21/11

Período de grandes mudanças positivas tanto no trabalho quanto em casa onde tentará modernizar várias coisas para facilitar sua vida.

No trabalho, bom momento para quem mexe com aparelhos eletrônicos e para quem viaja constantemente de avião a negócios. O convívio com mulheres, nessa área, poderá ser bastante frutífero, resultando em muito progresso.

Nas finanças, retornos positivos nos investimentos e receitas inesperadas que gerarão perspectivas de estabilidade financeira a serem mantidas com planejamento cuidadoso a fim atingir seus objetivos financeiros de médio e longo prazo, sem deixar de usufruir o presente.

Na área de saúde, dado o período de mudanças, importante priorizar sua saúde mental e emocional através de exercícios e meditação a fim de controlar os níveis de estresse e a melhorar a saúde geral. Uma alimentação equilibrada também contribuirá para o seu bem-estar.

No setor afetivo, supere a ansiedade, por alguma situação preocupante, praticando a paciência e a compreensão, a fim de chegar a um bom entendimento com sua amada.

♐ SAGITÁRIO
22/11 a 21/12

A energia deste mês gira em torno de entusiasmo, vitalidade e busca pelo que você deseja. Momento perfeito para sair da sua zona de conforto, experimentar algo novo e perseguir suas paixões com gosto.

No amor e nos relacionamentos, o mês de novembro trará uma oportunidade para aprofundar conexões e intimidade emocional. Se você está solteira, ótimo momento para se expor e conhecer novas pessoas. Para as que estão em relacionamentos estáveis, hora de confirmar se ambas estão afinadas sobre seus objetivos e aspirações futuras. A comunicação é fundamental.

Profissionalmente, momento ideal para você assumir novos projetos, explorar diferentes áreas e avançar na carreira. Use seu carisma e confiança naturais para interagir com outras pessoas, compartilhar suas ideias e defender seus pontos de vista. Siga este caminho, e o sucesso certamente a seguirá.

Financeiramente, este é um momento de crescimento e prosperidade. Certifique-se de fazer investimentos sábios e buscar novas oportunidades de geração de renda. Assuma riscos calculados, mas não seja imprudente. Você tem um talento natural para gestão financeira, então use isso a seu favor.

Em termos de saúde e bem-estar, importante se manter ativa, com uma dieta saudável e praticar a atenção plena e o autocuidado. Reserve um tempo para relaxar e refletir e ouça seu corpo quando ele precisar de descanso. Mantenha uma perspectiva positiva e lembre-se de aproveitar a viagem, sem ansiedade sobre chegar ao destino.

♑ CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01

Este mês, seu trabalho árduo e determinação serão recompensados, trazendo reconhecimento profissional. Continue avançando, apesar dos possíveis obstáculos, porque será capaz de superá-los.

Embora as atividades profissionais possam estar ocupando sua mente, não se esqueça do amor. Se você está em um relacionamento, guarde um tempo para fortalecer sua conexão com a amada por meio de conversas e experiências significativas em comum. As solteiras podem encontrar o amor. com uma parceira que partilhe as suas ambições e valores, por meio de um evento social ou profissional. Esteja aberta ao inesperado.

Este é o momento de mostrar suas habilidades de liderança. Trabalho árduo e dedicação levarão ao reconhecimento e potencialmente a uma promoção. Você poderá enfrentar obstáculos, mas, mantendo o foco e usando suas habilidades de resolução de problemas, saberá superá-los. Fique atenta a novas oportunidades que se alinhem com seus objetivos de longo prazo.

A estabilidade financeira e os investimentos sábios serão fundamentais para a sua segurança a longo prazo. Procure oportunidades para aumentar sua riqueza e tomar decisões embasadas em relação a questões financeiras. Isto poderá envolver trabalho adicional ou exploração de novas fontes de rendimento. Certifique-se de priorizar a poupança e o orçamento, pois isso trará estabilidade e tranquilidade.

Com o crescimento profissional e pessoal em primeiro plano, não negligencie sua saúde física e mental. Priorize o autocuidado, como meditação, exercícios e uma dieta balanceada, para garantir que você tenha o melhor desempenho. Evite se sobrecarregar e saiba quando fazer uma pausa. O gerenciamento do estresse será crucial, então explore atividades como ioga ou caminhadas para recarregar as energias e retomar o foco.

♒ AQUÁRIO
20/01 a 18/02

Bom mês para aproveitar suas energias inovadoras e dinâmicas no trabalho e nos relacionamentos. Ficando mais focada e dedicada aos seus objetivos, o sucesso aparecerá em seu caminho, cuidando, porém, de manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

No mundo romântico, novembro será uma época excelente para você. Se está solteira, prepare-se para eventos públicos, pois poderá encontrar alguém que vai lhe surpreender. Sua aura magnética atrairá outras pessoas de mente aberta. Se já está comprometida, testemunhará uma renovação da paixão em seu relacionamento. Lembre-se de comunicar seus sentimentos honestamente e estará pronta para um belo mês romântico.

No que diz respeito à sua vida profissional, as oportunidades de expansão e aprendizagem serão abundantes, então agarre-as com as duas mãos. A chave do seu sucesso residirá em confiar em seus instintos e agir de acordo com eles prontamente. Trabalhe para aprimorar suas habilidades, colaborar com outras pessoas e perseguir seus objetivos.

Suas finanças melhorarão este mês! Oportunidades para aumentar seus ganhos e estabilizar suas finanças baterão à porta. Você poderá receber uma sorte inesperada, garantir um novo emprego ou conseguir um projeto lucrativo. Lembre-se de manter os pés no chão e não gastar muito com coisas que não precisa. Em vez disso, canalize seu dinheiro para investimentos e poupanças lucrativas.

Seu bem-estar físico e emocional será uma prioridade neste mês. Não se esforce demais e ouça as necessidades do seu corpo. Preste atenção também à sua saúde mental e pratique o autocuidado na forma de meditação, exercícios e prática de hobbies. Fique longe da negatividade e priorize sua própria felicidade. Lembre-se de que uma boa saúde é a chave para uma vida plena e satisfatória.

♓ PEIXES
19/02 a 20/03

Este mês é sobre transformação. Hora de abandonar velhos hábitos, padrões e relacionamentos que não servem mais. Você terá um senso aguçado de intuição e criatividade, então use essa energia a seu favor e explore novas maneiras de se expressar.

Em seu setor de relacionamento, este mês trará a harmonia e a conexão necessárias à sua vida amorosa. Se estiver solteira, poderá conhecer uma nova parceira que irá capturar seu coração e sua mente. Se estiver em um relacionamento, aproveite este período para aprofundar seu vínculo emocional e trabalhar em quaisquer áreas de conflito.

Na área profissional, sua criatividade e intuição a ajudarão a tomar decisões importantes e a encontrar soluções inovadoras. Não tenha medo de correr riscos e pensar fora da caixa. No entanto, tome cuidado para não se sobrecarregar ou assumir muitas tarefas de uma só vez. Delegue tarefas sempre que necessário.

Bom mês para as finanças. Você poderá encontrar novas oportunidades de ganhar ou economizar. No entanto, tome cuidado para não gastar demais ou correr riscos desnecessários. Fique dentro do seu orçamento e tenha em mente seus objetivos de longo prazo.

Importante cuidar do seu bem-estar emocional neste mês. Com tantas mudanças acontecendo em sua vida, às vezes você pode se sentir sobrecarregado ou ansioso. Lembre-se de priorizar o autocuidado e reservar tempo para relaxamento e meditação. Não negligencie sua saúde física também, alimente-se bem e faça exercícios regularmente. Dê um passo de cada vez e confie na jornada que tem pela frente.

Miriam Julie
Gunadhara Miten (Miriam Zen)

Terapeuta Holística e Astróloga Humanista há 33 anos, trabalhou como voluntária por vários anos em Grupos de Ajuda a mulheres que sofreram abuso. Trabalhou também como voluntária no CVV (Centro de Valorização da Vida)

Trabalhando atualmente com massagens terapêuticas, via Método Deva Nishok, utiliza em seus atendimentos terapia tântrica, cura Reconectiva, Reiki, pontos marma, meditação vibracional biodinâmica, Renascimento, terapia taoísta, terapia de cura hawaiana, Barra de Access, MTVSS com o objetivo de refinar a sensibilidade corporal, gerando maior sustentação da bioenergia do corpo, energização dos chackras e equilíbrio da produção hormonal, proporcionando também expansão da consciência, equilíbrio emocional e bem-estar.

Consultora da Rede de Informação UOO (Um Outro Olhar).


Horóscopo de outubro (2023)

domingo, 1 de outubro de 2023 0 comentários


 ♈ ÁRIES
21/03 a 20/04

Excelente trânsito para a maior parte dos relacionamentos. Ele representa um anseio por crescer e progredir através do contato com as pessoas.

Também lhe trará a possibilidade de tornar-se uma pessoa melhor, num aceleramento do processo de autoconhecimento profundo que já vem desenvolvendo ao longo dos anos.

Ele lhe trará uma, por assim dizer, oportunidade "de sorte", através de um amigo ou sócio, que, contudo, deriva mais de seu estado de alerta para as coisas que possam beneficiá-la.

Estará com seu senso de oportunidade aguçado, mas também com uma sensibilidade maior que a usual diante das necessidades alheias. Essa combinação de perspicácia e empatia incidirão tanto sobre sua vida pessoal quanto profissional.

Terá chances de ganhar dinheiro e reformar sua residência, tornando-a mais agradável. Ou de conhecer pessoas que a ajudarão a adquirir mais conhecimento e expandir seus pontos de vista.

De qualquer forma, você precisará estar disposta a deixar que isso aconteça, mantendo-se receptiva e empática.

♉ TOURO
21/04 a 20/5

Este é normalmente um trânsito bem agradável, indicando harmonia nos relacionamentos e talvez até o surgimento de uma nova relação que virá a ter muita importância em sua vida. Você sentirá muita vontade de amar, sendo capaz de dar seu amor a todos os que a cercam.

Este trânsito reforçará seu gosto pelas coisas belas e suntuosas. Além disso, você provavelmente não estará muito disposta a abrir mão do que deseja.

Tenha cuidado para não desperdiçar recursos valiosos nem jogar dinheiro fora. Se for cautelosa, será possível fazer excelentes investimentos neste período, mas apenas se analisar todas as possibilidades com muita calma.

No plano físico, este trânsito significa o risco de ganhar peso porque estimula o desejo de comidas pesadas, gordurosas ou doces. Coma com moderação.

Num plano inteiramente diferente, este trânsito significa muitas vezes um desejo de arriscar-se em jogos de azar. O dinheiro ganho agora, se inclui na categoria do "fácil de ganhar e fácil de gastar".

Mas o problema aqui é que você pode jogar ou investir com base em expectativas irrealistas ou na falsa convicção de que nada vai dar errado. Infelizmente isso não corresponde à verdade, portanto seja muito cautelosa.

♊ GÊMEOS
21/05 a 20/06

Como no momento você estará interessada principalmente em seus ideais de vida, é bem provável que formule suas metas em termos muito idealistas.

Além disso, estará menos concentrada nos aspectos negativos da vida, sendo mais capaz de apreciar-lhe os aspectos positivos. Apenas procure ter certeza de não estar fugindo de seus reais problemas.

Agora você achará que a satisfação das suas necessidades não é algo tão urgente quanto antes. É provável que queira ajudar os menos afortunados.

Prestando esse tipo de auxílio, você terá uma sensação de realização pessoal que supera qualquer sacrifício que venha a fazer. Por isso, talvez se envolva com instituições de caridade e outras organizações que ajudem os pobres.

Com este trânsito, é possível que sua preocupação com a religião, a filosofia e a espiritualidade aumente. Você sentirá um forte impulso para vivenciar os aspectos mais elevados da existência, mas talvez as religiões ortodoxas não lhe satisfaçam essa necessidade.

Assim, pode ser que se envolva com grupos espiritualistas ou religiões orientais. Ou talvez encontre uma pessoa que lhe revele algo acerca dessa dimensão da vida.

Na verdade, a natureza deste trânsito é tal que facilitará sua percepção espiritual mesmo nas áreas mais banais e rotineiras do seu dia a dia.

♋ CÂNCER
21/06 a 22/07

Este trânsito em geral representa um período de otimismo e pensamento positivo. Você sentirá ter atingido um ponto de equilíbrio que lhe permite uma boa visão da vida.

Bom momento para reorganizar-se e traçar planos de longo prazo, para ganhar uma nova perspectiva através de estudos ou viagens ou por intermédio de grupos que se dedicam a elevar o nível de conscientização.

O momento prenuncia equilíbrio físico e psicológico. Caso tenha estado doente, seja física ou mentalmente, o trânsito a ajudará tremendamente no processo de recuperação.

Além disso, a hora é boa para analisar suas metas e ideais, pois atualmente será possível atingi-los de diversas formas. É possível que antes tenha havido muita tensão em sua vida ou resistência contra essa análise de sua parte. Mas hoje é um bom momento para refletir sobre seus objetivos e empreender uma ação positiva a partir deles. Talvez se envolva com uma religião ou filosofia, pela necessidade de encontrar apoio espiritual para suas mudanças.

De qualquer forma, você pode de início não ter nenhum impulso específico de realização e ficar sem fazer muita coisa durante este trânsito. Bom momento para relaxar, ficar à vontade, e aproveitar essa disposição de espírito a fim de viajar, seja para descanso ou estudo.

O importante a lembrar neste trânsito é que ele representa essencialmente uma oportunidade, mas caberá a você a iniciativa de aproveitar ao máximo este período.

♌ LEÃO
23/07 a 22/08

Este trânsito lhe dará uma boa dose de confiança, infundindo-lhe capacidade de se afirmar. Em geral, não há problema nisso, mas algumas pessoas expressam essa energia através da arrogância e do desejo de dominação.

Desconfie da segurança que a tente a realizações que estão acima de sua capacidade. Procure não correr riscos desnecessários em atividades físicas que a exponham a acidentes.

A falta de temperança em qualquer setor pode anular completamente a natureza basicamente positiva das energias deste trânsito. Evite os exageros e procure manter o senso de proporção.

Se o conseguir, poderá trabalhar mais e melhor. Você será capaz de realizar coisas que geralmente tem receio de fazer por sentir-se inadequada, além de poder tomar iniciativas que normalmente deixaria aos outros.

Com planejamento, cautela e comedimento, este trânsito em geral representa ações oportunas, que ocorrem na hora certa e potencializam os resultados.

E nada disso é sorte, mas percepção e habilidade. Porém tudo exige preparo e previsão, pois agora qualquer ato impulsivo resultaria provavelmente em fracasso.

Talvez seja especialmente importante apaziguar pessoas que exercem autoridade hierarquicamente superior à sua. Se agir com precipitação, elas podem alarmar-se e pensar que você representa uma ameaça, independente de suas intenções. Antes de querer ascender profissionalmente, esteja preparada para tal.

♍ VIRGEM
23/08 a 22/09

Este trânsito lhe fará se sentir muito bem, com uma atitude otimista e positiva diante da vida. Você sentirá muito afeto e generosidade para com todos, principalmente os amigos e as pessoas com quem convive diariamente. Terá vontade de proteger e cuidar de todos os que conhece.

Você será capaz de viver as mais profundas experiências a partir das mais simples e banais interações com as pessoas. O ambiente em que vive ou frequenta, seus parentes e familiares lhe darão uma satisfação que pode não ter sentido em outras épocas.

Todos seus contatos lhe darão oportunidade para crescer e expandir sua vida. Cultive suas amizades, pois há muita probabilidade de que um(a) amigo(a) possa fazer-lhe um grande favor agora. Ou vice-versa, você poderá ajudar a um(a) amigo(a).

Qualquer que seja o caso, o resultado será uma maneira de você avançar. Obterá muitos benefícios e gratificações pessoais e profissionais através de amizades ou outros relacionamentos envolvendo mulheres ao longo deste período.

É possível também que uma mulher aja como guia em relação a determinados aspectos de sua própria personalidade que você normalmente não vivencia, mas que podem ajudá-la a atingir uma completa compreensão de si mesma.

Nessa perspectiva, também poderá se interessar por questões espirituais ou religiosas, resgatando crenças que aprendeu quando criança. Tais experiências de seu passado podem ser de grande valia para você agora.

Ainda este trânsito, profissionalmente, pode lhe trazer atenção por parte do público ou a necessidade de lidar de alguma forma com grandes grupos de pessoas. Seja qual for o caso, você se sairá bem.
                                                
Signo do Mês

♎ LIBRA
23/09 a 22/10

É provável que, durante este trânsito, você se sinta muito bem, com segurança para enfrentar qualquer coisa. Trata-se de um período em que se sentirá como se fosse capaz de tudo. Mas, mesmo estando excessivamente confiante, tome cuidado para não assumir mais do que pode fazer.

É possível que alguns antigos projetos atinjam seu ponto decisivo agora, com consequências boas ou más, a depender de sua capacidade de estimar suas habilidades. Talvez tenha que abrir mão de certas coisas para conquistar outras.

Este período também pode lhe trazer uma certa inquietação, levando-a sentir como se seu universo habitual não fosse "grande" o bastante ou não lhe trouxesse experiências suficientes. Neste caso, deverá ampliar um pouco seu raio de atividades, mas sem excessos.

Talvez tenha dado às pessoas a impressão, correta ou não, de ser muito ambiciosa ou de querer demais. Neste caso, converse com elas e lhes garanta não ter a pretensão de tomar-lhes a posição (a menos, é claro, que seja esse seu objetivo).

Com um pouco de tato e autocontrole, de qualquer forma você obterá o melhor desse trânsito, que lhe será benéfico especialmente nas questões financeiras.

A depender de suas próprias tendências, ele poderá torná-la extremamente extravagante ou extremamente bem-sucedida em todos os assuntos.

♏ ESCORPIÃO
23/10 a 21/11

Durante este período, seus relacionamentos terão um novo sabor de liberdade e emoção. Se já não estiver vivendo um romance, o trânsito bem pode trazer o início de algum.

Nesse caso, é provável que ele seja ímpar em termos de experiência, pois se sentirá atraída por pessoas diferentes de você em classe social, etnia, idade ou interesses.

Você buscará fugir da rotina através desse amor e provavelmente o conseguirá. E os relacionamentos iniciados durante este trânsito devem ser capazes de durar, pois você e a parceira estarão dispostas a manter a chama acesa, evitando que a relação fique estagnada. Além disso, ambas farão questão de dar espaço e liberdade uma a outra.

Se já estiver envolvida num relacionamento, este será um bom momento para dar-lhe novo alento através de algumas mudanças. Vocês aprenderão que nenhuma das duas precisa temer o desejo de independência e expressão individual que ambas possuem.

Este trânsito costuma trazer, além disso, amizades que são cheias de emoção e desafio e, ao mesmo tempo, muito construtivas.

Todos os tipos de contato social, inclusive os que normalmente são rotineiros e aborrecidos, poderão tornar-se agora uma fonte de novas e fascinantes experiências. A vida não será nada monótona ao longo deste trânsito.

♐ SAGITÁRIO
22/11 a 21/12

Este é um momento de muita energia e iniciativa. Você estará muito autoconfiante e será capaz de resolver qualquer questão com bom senso. A época favorece novos projetos, prenunciando bons resultados para a maioria dos que iniciar agora.

Entretanto, é preciso que sempre mantenha a postura ativa a fim de obter o melhor deste período. Ele lhe trará oportunidades, mas será preciso aproveitá-las.

Com essa postura, você será capaz de perceber melhor seus próprios propósitos que em outras épocas. Terá muita força de vontade, além de dedicar-se a metas bastante definidas.

Poderá agir com decisão e convicção. Sob este trânsito, terá condições de convencer as pessoas de seu ponto de vista e de fazê-las seguir suas sugestões.

Aliás, tudo que fizer deverá estar voltado para a ampliação de sua esfera de interesses. Você não agirá por razões mesquinhas, sempre tendo em mente objetivos de primeira linha. As pessoas terão respeito por sua óbvia integridade, o que as levará de bom grado a ajudá-la.

É bem provável que esta seja a hora de usufruir do sucesso profissional graças a seu senso de oportunidade e a sua capacidade de aproveitar as chances que surgirem. Isso lhe permitirá crescer sem precisar afastar os outros. Todos reconhecerão que seu sucesso é merecido.

Se tiver alguma questão a resolver na justiça agora, o resultado deverá ser a seu favor. Na verdade, você provavelmente chegará a um acordo que beneficie ambas as partes.

♑ CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01

Este trânsito pode representar coisas diversas para diferentes pessoas. Por um lado, ele possibilita um crescimento cuidadoso e bem fundamentado no esforço e na perseverança. Por outro, pode lhe trazer extrema impaciência e inquietude.

Durante este período você pode esperar qualquer uma das seguintes possibilidades: mudança de casa ou de emprego; mudança de situação financeira (geralmente para pior); isolamento em função do trabalho; gosto pela solidão; perseverança e aplicação.

Antes de tudo, se já for uma pessoa disciplinada e perseverante, você reagirá com paciência às demandas deste trânsito. Porém o mais importante será sua atitude em relação às áreas de sua vida que o trânsito pode afetar.

Provavelmente agirá com perseverança nos setores em que está satisfeita, dedicando-se a eles ainda mais do que em outras épocas. Já nas áreas que lhe parecem mais difíceis, viverá tensões e vontade de rebelar-se contra suas limitações. Embora tenha razão de impacientar-se com essas restrições, querer aperfeiçoar sua própria vida é uma decisão custosa sempre acertada.

No terreno afetivo, terá que decidir se cortará algum relacionamento insatisfatório ou se se dedicará a ele para que melhore até chegar a um estado aceitável. Ambas as possibilidades são válidas.

♒ AQUÁRIO
20/01 a 18/02

Durante este período você fará diversos ajustes em sua vida, afastando-se das pessoas ou circunstâncias que não lhe vêm trazendo nenhum bem tanto no setor afetivo quanto profissional.

Você irá alterar todos os padrões de comportamento ou moralidade que considera inadequados, além de realinhar melhor sua concepção de dever e responsabilidade, tornando-a mais de acordo com a realidade.

Nesse processo, talvez viva uma certa tensão e se sinta um pouco desorientada, sem saber se vai em frente ou retrocede. Melhor selecionar onde pode crescer e avançar mais rápido enquanto se dá tempo de analisar se precisa retroceder em outras áreas. Você não terá condições de levar tudo adiante, por mais que queira.

Nos negócios e questões profissionais, o momento é crítico, embora não necessariamente ruim. Isso simplesmente significa que tudo que fizer agora terá efeitos mais importantes no futuro que as ações costumeiras. Por isso, você deve ter paciência a fim de encontrar a melhor solução para qualquer problema nesta área também.

É possível que mude de emprego ao longo deste trânsito por receber uma proposta que lhe dê mais oportunidades de crescer. Nesse caso, aceite-a porque tais mudanças costumam ser benéficas sob esta influência.

No geral, você deve aproveitar qualquer oportunidade que lhe permita ampliar seu raio de ação e libertar-se das limitações que a restringem seja no amor seja no trabalho.

♓ PEIXES
19/02 a 20/03

Este pode ser um trânsito bastante desnorteador, tendo em vista a rapidez com que novos dados e informações a atingirão.

Talvez seja muito difícil chegar a decisões inteligentes em qualquer que seja o assunto. Se não conseguir calma e tranquilidade de espírito, cancele suas decisões até que seus sentimentos esfriem um pouco. Principalmente no âmbito afetivo.

Neste trânsito piscianas tendem a tomar decisões abruptas e impulsivas. É por isso que as transações comerciais são mais difíceis neste período. Dadas essas condições, mesmo nas melhores circunstâncias, tenham cuidado! Contudo, é possível fazer negócios nas áreas de ciências e tecnologia, principalmente os que envolvam eletrônica.

Uma importante manifestação psicológica deste trânsito é a probabilidade de questionamento de suas ideias e opiniões. Suas convicções poderão estar em perfeita ordem, mas o universo vai querer que tenha certeza de que realmente estão.

Além disso, você será atraída por modos de pensar radicalmente diferentes aos seus, o que também poderá provocar reavaliações. Isso provavelmente irá afetar mais sua vida profissional.

Se tiver de expor alguma opinião particular, certifique-se de estar em condições de defendê-la. Porém, mesmo que esteja certa, evite assumir posições dogmáticas. Procure compreender o ponto de vista dos demais, pois poderá ter algo a aprender com eles.

Miriam Julie
Gunadhara Miten (Miriam Zen)

Terapeuta Holística e Astróloga Humanista há 33 anos, trabalhou como voluntária por vários anos em Grupos de Ajuda a mulheres que sofreram abuso. Trabalhou também como voluntária no CVV (Centro de Valorização da Vida)

Trabalhando atualmente com massagens terapêuticas, via Método Deva Nishok, utiliza em seus atendimentos terapia tântrica, cura Reconectiva, Reiki, pontos marma, meditação vibracional biodinâmica, Renascimento, terapia taoísta, terapia de cura hawaiana, Barra de Access, MTVSS com o objetivo de refinar a sensibilidade corporal, gerando maior sustentação da bioenergia do corpo, energização dos chackras e equilíbrio da produção hormonal, proporcionando também expansão da consciência, equilíbrio emocional e bem-estar.

Consultora da Rede de Informação UOO (Um Outro Olhar).


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