Clipping O Bom da Notícia, por Rafael Medeiros, 19/08/2019
19 de Agosto:Dia Nacional do Orgulho Lésbico
Stormé DeLarverie:a lésbica negra que deu início à rebelião de Stonewall
Lydia Tár:glória e decadência da maestra lésbica na era do cancelamento
Rede Um Outro Olhar33 anos da organização que lançou o dia do orgulho lésbico
Orgulho Lésbico:O happening político do Ferro's Bar
Memória Lesbiana:Míriam Martinho e o processo de produção dos boletins ChanacomChana e Um Outro Olhar
| Míriam Martinho e Rosely Roth barradas na porta do Ferro's Bar |
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| Boletim Um Outro Olhar n. 1 |
Sobre violência
Estamos aqui para expor a nossa opressão. Olhem para nossos rostos e verão máscaras. Estamos aqui para mostrar como temos que viver diariamente: temos que viver assim, com máscaras. Temos que viver mascaradas, nas casas de nossos pais, para não perdermos relações afetivas que nos são caras. Temos que viver mascaradas nas escolas, para não sermos ridicularizadas, humilhadas, agredidas e, até mesmo, impedidas de conseguir um nível mínimo de educação. Temos que estar aqui, mascaradas, porque não podemos denunciar nossa opressão sem máscaras, porque corremos o risco de perder nossas famílias, nossos empregos, nosso direito de estudar sem qualquer tipo de pressão. A sociedade nos impõe a esquizofrenia como estilo de vida e nos deixa num beco sem saída na medida que, praticamente, impossibilita a própria denúncia desta situação. Precisamos romper esse círculo vicioso. Queremos tirar a máscara antes que ela nos cole à face e não possamos mais nos distinguir dela. Queremos que cada mulher tire sua máscara. Queremos propor que o movimento feminista seja um espaço onde as mulheres homossexuais não precisem utilizar nenhum tipo de máscara. Queremos propor que o movimento feminista não reproduza o discurso politiqueiro machista das lutas gerais contra as lutas específicas e que todas as questões referentes a todas as mulheres sejam igualmente prioritárias. Igualmente prioritárias mesmo porque a mulher homossexual também é negra, a mulher homossexual também é dona-de-casa, a mulher homossexual também é prostituta, a mulher homossexual também é operária, a mulher homossexual também está na periferia e calar a respeito dessas múltiplas opressões também nos torna cúmplices da violência". |
A campanha contra o código 320 da CID, seguido pelo INAMPS no Brasil, que considerava a homossexualidade uma doença mental. Em São Paulo, em 1982, o GALF reivindicou o fim do código junto ao então governador Franco Montoro. Em 1983, articulou-se com as deputada e vereadora Ruth Escobar e Irede Cardoso para promover a exclusão do código do INAMPS e fez palestra na Associação Paulista de Medicina com o mesmo objetivo. Em setembro de 1984, o GALF conseguiu inclusive passar trechos de um texto sobre saúde lésbica, que também propunha a exclusão do código, num documento feminista apresentado durante I Congresso Brasileiro de Proteção Materno-Infantil no Senado Federal.
Em 9 de fevereiro de 1985, o Conselho Federal de Medicina atendeu a reivindicação do MHB retirando a aplicação no Brasil do código 302.0 da classificação internacional de doenças que definia a homossexualidade como desvio e transtorno sexual. A homossexualidade passa a ser enquadrada como outras circunstâncias psicossociais ao lado do desemprego, desajustamento social e tensões psicológicas que podem levar alguém ao consultório médico.
A campanha pela inserção, no inciso IV do artigo 3º na de 1988 (artigo 153 da Constituição de 1969), da frase “contra a discriminação por preferência ou orientação sexual” conjuntamente com os grupos Triângulo Rosa e Grupo Gay da Bahia. Ainda que a campanha não tenha obtido êxito, valeu pela visibilidade dada à questão homossexual na política institucional, sobretudo pela participação do protagonista da ação, João Antônio Mascarenhas (Triângulo Rosa/RJ), em subcomissões da Assembleia Nacional Constituinte (abril/1987).Participação em encontros internacionais
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| Míriam Martinho em manifestação do IV Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe (México, 10/1987) -Acervo Um Outro Olhar |
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| Linha do tempo da trajetória do ILIS |
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| Rosely Roth (à direita) entrevistando Cassandra Rios e Irede Cardoso no Ferro's Bar |
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| Fanchon Mayaudon-Nehlig iniciou a discussão sobre como o algoritmo do Google selecionava conteúdos de busca sobre lésbicas. |
O mais engraçado é que, no momento em que recebi a ligação, eu estava no trabalho: o firewall que meu cliente usa em seu escritório proíbe que eu digite a palavra ‘lesbienne’, como se fosse um palavrão. Eu tive que sair do meu local de trabalho para verificar a informação e eu não acreditei em meus olhos”, disse em entrevista ao HuffPost Brasil.
A SEO Lesbienne incentiva todas as lésbicas a mostrarem suas vidas diárias e produzirem muitos conteúdos associados à palavra ‘lésbica’ na internet em seu próprio idioma”, disse.
Eu me sinto muito orgulhosa de fazer parte de algo que está fazendo história.”
Ao crescer, tive dificuldade em apreciar minhas características africanas, porque tudo o que via na TV era cabelo longo e liso, pele clara e corpos magros. Foi uma tortura, até que mais mulheres não brancas começaram a aparecer nas telas”, diz.
Rafiki’ será capaz de fazer o mesmo para pessoas da comunidade lésbica e gay. Isso permitirá que se sintam vistos, lindos, amados, ouvidos e, mais importante, pertencentes.”
Fiquei de coração partido e em choque quando ouvi que o filme foi banido”, diz Munyiva, a atriz. Eu não entendi porque eles nos davam uma licença para filmar no país, mas depois não permitiam que mostrássemos o filme.”
A relação entre as duas personagem, na minha opinião, não seria impossível. O filme realmente mostra como é problemático ser lésbica no Quênia, mas também quão possível, bonito e terno é quando você encontra o amor. É uma representação realista.”
Espero que os que são ignorantes quanto à situação da comunidade lésbica assistim ao filme e vejam o amor e, talvez então, aceitem seus compatriotas homossexuais e os vejam como iguais.”Clipping "Drama lésbico desafia leis do Quênia que criminalizam homossexuais", FSP, 07/08/2019
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| Batwoman está na HBO |
Penso em todas as pessoas que foram separadas de seus parceiros ou expulsas do exército. Essa cena tem um grande peso", declarou Ruby Rose.
Confira a sinopse.
Kate Kane (Ruby Rose) nunca planejou ser uma vigilante de Gotham. Três anos depois do Batman desaparecer misteriosamente, Gotham é uma cidade em desespero. Sem o Cavaleiro das Trevas, o Departamento de Polícia foi superado e desarmado pelos bandidos. Assim entra Jacob Kane (Dougray Scott) e a sua empresa de segurança privada Crows, que protege a cidade. Anos antes, a primeira esposa e filha de Jacob foram mortas em um tiroteio. Ele mandou a sua única filha, Kate, para longe de Gotham para sobreviver. Depois de ser dispensada da escola militar e de anos de treinamento brutal pela sobrevivência, Kate volta para casa quando a gangue Alice no País das Maravilhas ataca a Crows, ao sequestrar a melhor agente, Sophie Moore (Meagan Tandy). Apesar de ter casado novamente, com a socialite Catherine Hamilton-Kane (Elizabeth Anweis), que mantém a Crows, Jacob ainda luta com a perda da família, enquanto mantém Kate distante. Mas, Kate é uma mulher que não pede mais permissão. Para ajudar a família e a sua cidade, ela vai se tornar algo que o pai odeia – uma vigilante. Com a ajuda da sua meia-irmã Mary (Nicole Kang) e Luke Fox (Camrus Johnson), filho de Lucius Fox, Kate continuará o legado do primo desaparecido, Bruce. Ainda tendo uma paixão pela ex-namorada, Sophie, Kate fará de tudo para combater a terrível Alice (Rachel Skarsten), que está em algum lugar entre a sanidade e a loucura. Armada com uma paixão pela justiça social e o dom de falar o que pensa, Kate vigiará as escuras ruas de Gotham como a Batwoman. Mas, não chame ela de heroína ainda. Em uma cidade desesperada por um salvador, ela deve primeiro vencer os próprios demônios para ser chamada de símbolo de esperança de Gotham”.Batwoman está na HBO (HBO GO)
Acho que esses resultados são terríveis, não há dúvida sobre isso", disse à mídia francesa Numerama a vice-presidente de qualidade de motores de busca do Google, Pandu Nayak.
Estamos cientes de que existem problemas como este em muitas línguas e desenvolvemos algoritmos para melhorar essa pesquisa, um após outro.” A empresa confirmou que a mudança no algoritmo ocorreu em 19 de julho.
Há 43 anos era lançado o primeiro número da coleção Chanacomchana, produzida e editada por Míriam Martinho em colaboração com outras ativist...