Igreja evangélica compara casais homoafetivos com pirataria e revolta internautas

quinta-feira, 27 de julho de 2017 0 comentários


Igreja evangélica compara casais homoafetivos com pirataria, fala em 'safadeza' e gera revolta na internet
Post de comunidade cristã dizia "Deus fez a família original, diga não à pirataria" e foi removido de rede social após denúncias.

Uma publicação feita por uma igreja evangélica de São Carlos (SP) em uma rede social causou revolta em internautas. A imagem postada continha desenhos de uma família composta por um casal heterossexual e de um casal homoafetivo com os dizeres “Deus fez a família original, diga não à pirataria”. Após denúncias, o post foi removido pelo Facebook.

Os internautas iniciaram uma série de questionamentos e debates nos comentários da publicação, alegando que a igreja fazia postagens homofóbicas. Também fizeram uma “campanha” para que as pessoas denunciassem a página por intolerância à gerência da rede social.

Após a polêmica, a Igreja Projeto de Deus fez outra publicação afirmando que "estão acostumados com os ataques justamente daqueles que dizem sofrer por serem oprimidos" e publicou uma carta aberta afirmando que não tem nada contra os homossexuais.

Igreja Projeto de Deus em São Carlos (SP) (Foto: Ana Marin/G1)

O texto diz que "a sociedade laica pode escolher não temer a Deus, mas a Igreja como instituição privada escolhe seguir os ensinamentos bíblicos. Quem quiser fazer parte da Igreja Projeto de Deus deve seguir o CREDO da igreja. É apenas uma questão de escolha". Por telefone, o pastor Jean Calegário, responsável pela página e pela comunidade cristã, disse ao G1que não iria comentar o caso com a imprensa.

Revolta

O inspetor de alunos e militante do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travetis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) José Carlos Bastos Junior avalia a postagem como homofóbica. 
A imagem é de teor preconceituoso, denigre a comunidade LGBT”, afirmou. Ele disse que arquivou todas as publicações e que irá denunciar na Justiça os dizeres da igreja.
Segundo a advogada Janaina Basilio, qualquer pessoa que se sentir ofendida com a postagem pode ingressar com um processo. 

Inclusive, o Ministério Público pode agir em nome de todo mundo ou a Defensoria Pública. É a mesma coisa que acontece com as músicas preconceituosas que acabam sendo proibidas de tocar nas rádios, elas não citam diretamente uma pessoa, se referem a um grupo de pessoas, sem ser de forma velada", disse.

Para a professora Bianca Melger, o posicionamento da igreja vai contra os princípios cristãos.
Estão preocupados com o que as pessoas querem ser e isso não é da conta deles. Preconceito e discriminação não estão na Bíblia. Queria fazer parte da comunidade LGBT para poder processá-los, mas, infelizmente, isso não faria com que eles [igreja] fossem seres humanos e cristãos, de fato”, declarou.
Fonte: Por Ana Marin, sob supervisão de Stefhanie Piovezan, G1 São Carlos e Araraquara, 21/07/2017

Milhares na parada anual do orgulho LGBT de Berlim

quarta-feira, 26 de julho de 2017 0 comentários

Milhares vão às ruas durante a parada anual do orgulho gay em Berlim, também chamada de Christopher Street Day. Participantes comemoram aprovação do casamento gay na Alemanha, aprovado recentemente. Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

Em Berlim, parada anual do orgulho LGBT leva milhares às ruas
Participantes da 39ª edição do Christopher Street Day comemoram lei que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada recentemente na Alemanha

BERLIM - Durante o desfile do orgulho LGBT de Berlim, no sábado, 22/7, milhares de pessoas foram às ruas para celebrar a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, votada em junho no país. Na 39ª edição do "Christopher Street Day" em defesa da livre orientação sexual, o tema principal foi a luta contra a extrema direita. 

Aprovado pelo Parlamento alemão, o texto que permite o casamento entre pessoas de mesmo sexo foi promulgado na sexta-feira, 21/07, pelo presidente da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, e deve entrar em vigor a partir de outubro. A votação histórica coloca a Alemanha ao lado de outros países europeus como França, Grã-Bretanha e Espanha.
O casamento gay é um passo na direção certa, mas ainda há muito a ser feito", disse Samuel Monars-Bellmont, um dos participantes da parada.
A colorida passeata percorreu a rua Kurfuerstendamm, famosa via na antiga Berlim Ocidental, até o Portão de Brandemburgo. Muitos participantes carregavam bandeiras do arco-íris, outros usavam flores coloridas em volta do pescoço, tiaras brilhantes no cabelo e figurinos diversos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi visto em algumas máscaras.

Marco, um dos participantes, não escondia sua alegria: 
Todo mundo tem agora o direito de se casar na Alemanha, os gays e lésbicas também", celebrou o jovem húngaro à AFP. "Lutamos pelo mesmo em nosso país. É uma inspiração para a Hungria".
O desfile de Christopher Street Day é comemorado anualmente na Alemanha desde 1979. Celebra a rebelião em Nova York, em 1969, contra a batida policial feita no bar Stonewall Inn, considerada marco do movimento dos direitos LGBT./REUTERS e AFP

Fonte: Com informações de O Estado de São Paulo, 22 Julho de 2017 

Pedido para trocar garçonete ‘sapatão’ revolta clientes de bar em Belo Horizonte

segunda-feira, 24 de julho de 2017 0 comentários

Pedido para trocar garçonete ‘sapatão’ revolta clientes no Chopp da Fábrica

Nessa sexta-feira (22), uma garçonete do restaurante Chopp da Fábrica, na região Leste de Belo Horizonte, foi vítima de discriminação e homofobia por causa de sua orientação sexual, por parte de um casal de clientes.

A produtora executiva Nathalia Trajano publicou um relato sobre o caso no Facebook. Segundo a publicação, ela e alguns amigos estavam no Chopp da Fábrica sendo muito bem atendidos. Em um determinado momento, quem lhes atendia informou que não atenderia mais, já que uma outra mesa pediu para a trocarem. O argumento usado pelo casal de clientes insatisfeito seria que não queriam ser atendidos por uma “sapatão”.

Assim que Nathalia e seus amigos tomaram conhecimento da situação, pediram para chamar o gerente da casa, que lhes informou que mesmo não concordando “não poderia fazer nada e tal”.

Quando os outros clientes da casa perceberam o que estava acontecendo, um clima de indignação se formou no local. O casal acusado de homofobia, quando confrontado, confirmou que não gostaria de ser atendido pela garçonete, por conta da orientação sexual dela.

A polícia foi chamada, porém, quando os militares chegaram, o casal já havia deixado o local.

Veja o relato:

Veja o vídeo, clicando aqui

Chopp da Fábrica se posiciona

Em um comentário postado na publicação, Bruno, proprietário do Chopp da Fábrica informa estar “profundamente chateado” com o ocorrido. Ele também relata que a casa não foi omissa e é contrária a qualquer tipo de homofobia e discriminação. Veja a resposta na integra:

Bom dia a todos! Meu nome é Bruno e sou proprietário do Chopp da Fábrica. Estou profundamente chateado por um episódio desse ter ocorrido dentro do Chopp, na realidade, por um episódio desse ainda existir nos dias de hoje. Somos uma empresa séria e responsável. Não temos princípios homofóbicos e tratamos todas as pessoas da mesma forma, consideramos que somos todos iguais, independente de sua orientação sexual, religiosa ou qualquer que seja. Tal fato que não somos homofóbicos, que em nosso quadro de funcionários, quase 90, temos diversos que são declaradamente homossexuais e isso não impede, não interfere e não faz a menor diferença no momento da contratação. Como disse, a orientação é pessoal e não cabe a empresa julgar! Assim como eu, tenho certeza que toda nossa equipe achou absurdo a atitude homofóbica desse cliente. Não fomos omissos nem apoiamos a homofobia praticada. A opção de mudar de área de atendimento foi exclusiva da garçonete agredida, assim como a opção de não prestar queixa. Eu e toda a equipe do Chopp da Fabrica se encontram a disposição para qualquer esclarecimento! Um bom final de semana a todos e que as pessoas se conscientizem que o respeito ao próximo é fundamental para uma sociedade evoluída!

Fonte: BHAZ, 22/07/2017

Falando de autoras lésbicas na literatura

sexta-feira, 21 de julho de 2017 0 comentários

Virgínia Woolf

Mulheres invisíveis: por que precisamos falar de autoras lésbicas na literatura?
Historicamente esquecidas, autoras lésbicas foram deixadas de lado na literatura, mas leitoras também lésbicas reafirmam importância da representatividade e de lembrar de grandes nomes como Virginia Woolf

A Literatura é considerada uma das mais altas formas de cultura, entretanto, seus maiores cânones ainda estão ligados à figura masculina. Em um momento em que tanto se fala na questão da representatividade, autoras mulheres ainda não são a primeira opção para a maioria das pessoas. Enquanto há centenas de homens considerados como notáveis nessa área, quantas mulheres são consideradas pilares da literatura? Quando se propõe, ainda, uma intersecção com a sexualidade a figura torna-se ainda mais defasada. Onde estão as autoras lésbicas da literatura? 

Reflexão e representatividade

A invisibilidade das autoras lésbicas se manifesta em duas faces: ou seu trabalho por serem de mulheres ou sua sexualidade foi ocultada, como é o caso de Virginia Woolf, escritora inglesa que teve seus principais trabalhos publicados durante a década de 1920.
A lesbianidade era algo visto com tal desprezo que ela teve que reprimir isso por muito tempo”, comenta Beatriz Canale, leitora da obra de Woolf.
Para Tainá Oliveira, o principal ponto que lhe fascina nos trabalhos da inglesa é que, mesmo em um meio hostil, a autora tinha na literatura um refúgio para seus sentimentos.
Eu a admiro pela resistência que foi necessária em sua própria vida particular enquanto mulher e lésbica”, disse.
Ao longo dos anos diversas autoras se abriram sobre sua sexualidade e transformaram vivências pessoais em obras escritas que tocaram outras mulheres que, assim como elas, tiveram de enfrentar o que é ser homossexual em um ambiente que ainda lhes é hostil. Lídia Bizio ressalta esse caráter presente no quadrinho “Você É Minha Mãe?” de Alison Bechdel, que aborda o conflito entre a autora e sua família que tem dificuldades em aceitá-la.
Ela faz uma grande reflexão sobre o que é ser lésbica na nossa sociedade [...] uma lésbica lendo esse livro pode se perguntar ‘qual o meu papel na sociedade? Qual a minha relação com meus progenitores?’”.
Em um universo heteronormativo em que as narrativas dificilmente contemplam o amor entre duas mulheres, o casal de autoras lésbicas brasileiras Karla Lima e Pia Pêra também converteram suas experiências como casal em romances que por mais simples que pareçam tem um grande impacto para as mulheres que os leem, como aponta Thayanne Martins, leitora dos livros do casal.
Me sinto bem representada porque não força a ideia, como se fossemos totalmente diferentes [...] me vejo bastante nelas e a gente acaba vivendo a histórias delas”, conta sobre sua visão.
A visibilidade da literatura feminina está sendo a cada dia mais debatida como reflexo da efervescência do feminismo, mas, mesmo assim, o trabalho das autoras lésbicas nesse ambiente continua relegado ao segundo plano – e, como para qualquer outro tópico, a representatividade é fundamental.
Virginia Woolf, com certeza, inspirou muitas gerações de lésbicas perdidas que não encontravam qualquer referência na literatura – e eu fui uma delas”, encerra Beatriz Canale.
Fonte: Por Verônica Maluf , iG São Paulo | 19/07/2017


Lei anti-homofobia do DF só será apreciada depois do recesso parlamentar

quarta-feira, 19 de julho de 2017 0 comentários

Manifestantes protestam em frente à Câmara Legislativa do DF contra decreto que derrubou regulamentação da lei anti-homofobia (Foto: Marília Marques/G1 )

Aplicação da lei anti-homofobia no DF só será analisada após recesso do STF, decide Cármen Lúcia
Para presidente do Supremo, assunto não é considerado de urgência e deve ser pautado após recesso do Judiciário. Governo do DF tenta reverter na Justiça decisão de deputados que derrubou regulamentação de Rollemberg.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, deixou para depois de 1º de agosto uma decisão sobre o recurso apresentado pelo governo do Distrito Federal para manter a aplicação da lei anti-homofobia na capital do país. Para a ministra, o caso não se enquadra nos critérios de urgência da Corte que justifiquem análise durante o recesso do Judiciário. Com isso, o assunto só deve ser apreciado na volta das atividades do STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, escolhido por sorteio eletrônico.
Compete ao Presidente do Tribunal, durante o período de recesso ou férias, decidir sobre questões urgentes. Na espécie não se verifica situação de urgência a justificar a atuação desta Presidência, não havendo risco de dano irreversível ou perecimento de direito”, considerou Cármen Lúcia, em decisão de sexta-feira (15). 
A presidente do Supremo é a ministra que está de plantão durante este recesso do Judiciário, que começou em 2 de julho e termina na noite de 31 de julho.

Entenda

No pedido ao STF, a Procuradoria-Geral do DF, que representa o governo juridicamente, solicita que a Corte derrube com urgência o decreto da Câmara Legislativa que anulou a execução da lei. No documento, o GDF argumenta que os deputados feriram o direito de igualdade previsto na Constituição. Também afirma que os parlamentares invadiram uma competência que é exclusiva do governador, definindo a atuação dos distritais como "interferência" no governo. Leia aqui a íntegra da argumentação do GDF.
Em 26 de junho deste ano, os deputados distritais derrubaram, por 9 votos a 6, o decreto que regulamentava a lei anti-homofobia na capital. De autoria do governador Rodrigo Rollemberg, a lei estava há 17 anos esperando aplicação. Só em 23 de junho deste ano, o GDF trouxe um decreto prevendo multa de até R$ 10 mil em caso de discriminação por orientação sexual.

Recurso paralelo

No dia 4 de julho, o PT entrou com recurso no Tribunal de Justiça do DF para pedir a anulação da medida da Câmara. Na última terça (11), o desembargador à frente do caso João Egmont determinou que o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT) seja avisado do processo e responda em até dez dias.

Depois disso, a Procuradoria-Geral do DF (representando o governo) e o Ministério Público também foram incitados a se manifestar. Cada um tendo cinco dias de prazo.

Fonte: G1, Por Gabriel Luiz e Mariana Oliveira, G1 DF e TV Globo, 17/07/2017

The L World retorna após 8 anos

segunda-feira, 17 de julho de 2017 0 comentários


The L Word estreou na Showtime em 2004 e seguiu sendo exibida até 2009, após seis temporadas. Porém, o movimento de reunião de séries clássicas chegou ao elenco do programa. Em entrevista à Entertainment Weekly, parte do elenco da série LGBT e a co-criadora Ilene Chaiken revelaram o sonho de ver o retorno do programa, assim como está acontecendo com Arquivo X e Will & Grace, por exemplo.

Agora, parece que a série vai se juntar a muitas outras que armam um retorno para a telinha. Segundo a Deadline, The L Word deve retornar em um projeto que está sendo chamado de “sequência”, ao invés de reboot ou revival, pelos executivos da Showtime.

Tal sequência pode incluir novas personagens além do retorno de três das protagonistas originais: Jennifer Beals (Bette), Kate Moennig (Shane) e Leisha Hailey (Alice). Ilene Chaiken (que tem estado envolvida com as séries Empire (Império) e The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia) volta como produtora executiva da série.
Quando saímos do ar em 2009, acho que muitas pessoas pensaram: ‘Tudo bem, o bastão passou agora, e haverá muitos shows que retratam a vida lésbica’. Realmente não há nada. Parece que talvez devesse voltar”, argumentou Ilene.
Mia Kirshner, que fazia o papel de Jenny, na série, acredita que a série poderia voltar embalada com o novo público que ela está criando. 
Outra geração está começando a assistir ao show, e há um buraco em termos da paisagem do que está na televisão e do que somos capazes de fazer. Há tantas outras histórias para dizer que é loucura que esse show não exista”, opinou.
Katherine Moennig (Shane) fez coro à Mia. 
E não seria interessante ver onde todos acabamos?”.
Já Jennifer Beals comentou sobre a jornada de sua personagem. 
Bette tem um caminho, obviamente.
Enquanto Leisha Hailey (Alice) citou o momento político conturbado como outra justificativa para a volta de The L Word. 
Nosso país está tão polarizado agora e a paisagem política é uma bagunça. Precisamos de shows que sejam sobre comunidade e aceitação”.
Fonte: Com informações de Observatório do Cinema e The Guardian

 
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