Namoro entre atriz Bruna Linzmeyer e cineasta Kity Féo provoca ataques homofóbicos nas redes sociais

terça-feira, 24 de maio de 2016 0 comentários

Bruna Linzmeyer e a namorada Kity Féo

A atriz conheceu Cristiane de Stefano Féo no início de 2015, durante as filmagens de "O Filme da Minha Vida"

Depois de declarar em uma entrevista que estava namorando uma mulher, os fãs de Bruna Linzmeyer, 23 anos, começaram a especular quem seria a eleita da atriz. Segundo o jornal Extra, Bruna está namorando a cineasta Kity Féo, 47, há mais de um ano.

O namoro começou quando muitos fãs torciam para a volta de Bruna com o ator Michel Melamed, com quem a atriz foi casada por quatro anos.

Segundo o Extra, Kity, como é conhecida Cristiane de Stefano Féo, conheceu Bruna em 2015, quando as duas trabalharam juntas em “O filme da minha vida”, de Selton Mello. Na época, Bruna ainda morava com o ex-marido, e Kity era assistente de direção do longa.

As duas se aproximaram durante as gravações na Serra Gaúcha onde o filme foi rodado. No Instagram de Bruna, há diversas imagens de Kity ao lado de colegas de elenco de A Regra do Jogo, como Bárbara Paz e Marco Pigossi.

Ainda segundo o Extra, Kity é conhecida como uma profissional durona, disciplinada e de pavio curto. Bruna chegou a escrever um pequeno texto no dia do aniversário de Kity.
Ela é um furacão fêmea, socorro. Eu nado em sua direção”. No dia 17 de janeiro deste ano, outro post da atriz. “Era frio e bebíamos vinho tinho...”, escreveu na legenda de uma foto em que aparece ao lado de Kity.
A fotógrafa paulista Julia Rodrigues, que chegou a ser apontada como nova namorada da atriz Bruna Linzmeyer, negou o relacionamento amoroso e afirmou que as duas são apenas amigas. "É boato. Estamos dando risadas disso. Não é comigo que ela namora", disse Julia ao Extra, sem querer revelar quem é a eleita da atriz.

Fonte: Correio 24 horas, 24/05/2016
Ela é um furacão fêmea, socorro. Eu nado em sua direção

Bruna Linzmeyer sofre ataques homofóbicos por namoro com diretora
A global foi chamada de 'aberração' nos comentários de suas fotos por pessoas que também ofenderam sua namorada, a cineasta Kity Féo

A atriz Bruna Linzmeyer tem sido alvo de ataques homofóbicos em seu perfil no Instagram depois que o jornal Extra revelou que ela namora, há cerca de um ano, a cineasta Kity Féo. A global foi chamada de "aberração" nos comentários de suas fotos por pessoas que também ofenderam a diretora.

"Faz isso não, Bruna! Você é linda demais para ser lésbica", escreveu um internauta. "Bruna aberração! Para desespero dos lixos, homossexuais, mortadelas, feminazis, nordestinos preguiçosos... #Bolsomito2018 segura que o tombo será grande!", escreveu outra, exaltando o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Felizmente, a maior parte dos comentários nas fotos de Bruna defendeu a atriz. "Felicidades para vocês. Muito amor, que é o que todos precisamos!", disse uma seguidora. "Seja o mais feliz que puder! E ignore os comentários ignorantes e preconceituosos! Viva o amor!", escreveu outra.

A assessoria de imprensa da atriz não confirma o namoro. Em abril, no entanto, em entrevista ao jornalFolha de S.Paulo, Bruna afirmou que estava namorando uma mulher, sem revelar seu nome.

(Da redação)

Fonte: Veja, 19/05/2016


Mulher pede namorada em casamento durante show de Maria Gadú

segunda-feira, 23 de maio de 2016 0 comentários

Mulher se ajoelha para pedir namorada em casamento (Foto: Reprodução/ Curta Mais)

Mulher invade palco de Maria Gadú e pede namorada em casamento (vídeo abaixo)
Artista parou show para que jovem se declarasse para a amada, em Goiânia. 'Felicidades, meninas', disse cantora enquanto plateia e banda vibravam.

Uma jovem invadiu o palco para pedir a namorada em casamento durante o show da cantora Maria Gadú, no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia, na noite de sexta-feira (20). A artista parou a apresentação para que a mulher se declarasse para a amada. A plateia vibrou com a cena (veja vídeo acima).

A gravação mostra quando a jovem sobe ao palco e surpreende a cantora. Após uma conversa entre fã e artista, Maria Gadú começa a tocar guitarra e a banda a acompanha.

A mulher vai ao microfone e chama a namorada, que também sobe ao palco. Emocionada, a jovem faz uma declaração para a amada.
Eu entrei nessa brincadeira fechando os olhos, abrindo o peito, como quem se entrega sem pensar, sem penar, sem temer mal algum. Eu te quis por te querer e você cresceu dentro de mim, tão forte, tão denso, de fora para dentro, de um jeito sem aperto, me enlaçando nesse nó, que te fez ser o caos mais bonito. Casa comigo?”. Em seguida, ela pegou a aliança e se ajoelhou.
O público foi ao delírio e se empolgou com a declaração. Um beijo e um abraço sinalizaram o "sim" da namorada da jovem.

Aplaudidas pelos presentes e pela banda, elas deixaram o palco. Em seguida, Maria Gadú retomou ao microfone para felicitar o casal:
Felicidades, meninas. Que lindo, que bonito”, declarou.

Fonte:

Secretária de Direitos Humanos do governo Temer é defensora dos direitos LGBT

sexta-feira, 20 de maio de 2016 0 comentários

Flávia Piovesan, professora na PUC-SP que assume a Secretaria de
 Direitos Humanos do Ministério da Justiça

Secretária de Direitos Humanos do governo Temer é defensora dos direitos LGBT

A titular da Secretaria de Direitos Humanos no governo interino do presidente da República Michel Temer será a professora Flavia Piovesan. Sua especialidade  Direito Constitucional. A docente atua na Pontifcia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Flávia tem forte ligação com o debate a favor dos direitos humanos da população LGBT. Em seu livro Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional de 2013, por exemplo, a professora critica o fato de a lei contra tortura no Brasil não incluir o termo orientação sexual. Em toda a obra, sua defesa de reconhecimento da cidadania LGBT.

A doutora em Direito também já se pronunciou a favor do segmento em seminário realizado, em março de 2015, pela Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo, que tratou especificamente do tema.

Em artigo no jornal O Globo, publicado em abril deste ano, a nova secretária mostrou a importância de se superar o ódio na sociedade e de se combater a discriminação contra LGBT.
Fundamental é combater o nocivo discurso do ódio em que a palavra carrega a máxima violência do discurso a fomentar a violência multifacetada, física, política, cultural e de aniquilação do “outro”. A intolerância se alimenta de ideologias de superioridade baseadas em diferenças, sejam étnico-raciais, de gênero, idade, nacionalidade, diversidade sexual ou grupo político. É por isso que na democracia tudo se tolera, salvo a intolerância.  (trecho do texto intitulado Apelo ao Pluralismo).
Já em entrevista, após ser empossada para o cargo, Flávia disse ter aceito o convite porque precisa lutar para evitar recuos e retrocessos nos Direitos Humanos. Devemos ter esperanças?

Fonte: Guia Gay de SP (editado), 17/05/2016

'Debate do aborto deve dar voz às mulheres", diz secretária de Direitos Humanos

A professora de direito constitucional e direitos humanos da PUC-SP Flávia Piovesan aceitou nesta terça-feira (17) convite do presidente em exercício Michel Temer, seu orientador no mestrado, para assumir a Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Na nova função, defenderá o respeito ao Estado laico e a inclusão das mulheres no debate sobre o aborto - ao jornal "O Estado de S. Paulo", o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou ser preciso ouvir as igrejas.

Flávia vai responder ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a quem se refere como "defensor da ordem constitucional". A professora disse ter "profunda admiração" por Dilma, mas contesta a tese de que a petista foi alvo de "golpe".

A sra. disse que vai entrar no governo para tentar evitar retrocessos nos direitos humanos. Onde estão esses retrocessos?

Flávia Piovesan - Um dos fatores preocupantes é o que (o sociólogo alemão) Jürgen Habermas chama de pós-secularismo. É a articulação cada vez maior de grupos religiosos no Legislativo, o que se torna obstáculo para temáticas afetas aos direitos humanos no campo da sexualidade e da reprodução. Uma das lutas importantes se atém à laicidade estatal, liberdade religiosa de ter qualquer religião ou de não ter qualquer religião ou de mudar de religião, e que haja os dogmas do sagrado separados do público e secular. O Estado não pode discriminar religiões nem pode se misturar com elas. Qual é o desafio? É pautar o Estado pluralista.

No Judiciário a pauta dos direitos humanos avançou, mas no Legislativo há propostas de retrocesso. No Executivo, houve inércia. Como a sra. vai atuar para mudar o quadro no Executivo?

Houve essa excessiva provocação do Judiciário em razão do silêncio do Legislativo diante de pautas travadas por grupos religiosos. No Executivo, o que me parece fundamental é identificar as prioridades: o tema da violência contra a mulher, do combate à homofobia, intolerância, desigualdades, racismo. É pautar as grandes questões, o tema das cotas: sou árdua defensora das cotas e as defendi no Supremo.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, é do DEM, partido que se declarou contra as cotas. Como vai ser sua interlocução com este ministério?

A minha interlocução é tentar, a partir dos direitos humanos, lembrar que o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, entendeu constitucional as cotas e o quanto elas impactam no sentido positivo no campo da promoção da igualdade e no combate à discriminação.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse querer incluir as religiões no debate sobre o aborto.

Eu acho que tem de incluir as mulheres na discussão do aborto, tem de dar voz às mulheres na discussão do aborto. Aí, nós vamos agregando.

Mas qual é o papel das igrejas nesse contexto?

No Estado Democrático de Direito todos têm direito a voz. Neste tema, em especial, há de ser ter uma escuta ativa da voz das mulheres.

A sra. vai ser esta voz?

Eu vou tentar. Fui criticada por muitos e parabenizada por outros, mas estou com a consciência tranquila, como uma pessoa que acompanhou o nascimento e crescimento desta secretaria desde 1995. Agora é a hora de eu dar a minha contribuição. Vivemos um momento muito duro de ódio no campo da política, de falta de pluralismo. Eu respeito muitíssimo esse desagrado, este desconforto, mas espero que respeitem minha posição.

Como é sua relação com o ministro Alexandre de Moraes?

Tenho muito respeito por Alexandre de Moraes, fomos professores juntos em 1994. Nossa conversa foi franca e transparente. Ele já sabe de antemão, porque minhas posições são públicas.

Ele pode ser considerado um defensor dos direitos humanos?

Olha, eu creio que já é um grande passo ser defensor da ordem constitucional. A defesa que faço dos direitos humanos é também a defesa da ordem constitucional. Então, neste ponto podemos aí ao menos nos recorrer aos mesmos argumentos.

Para finalizar, há críticas ao novo governo. Ele é legítimo?

Tenho profunda admiração pela presidente Dilma Rousseff, mas não entendo que houve golpe. Há toda uma previsão para o crime de responsabilidade na Constituição. O julgamento é feito pelo Senado, uma Casa política. O papel do Supremo é vigiar a lisura do procedimento, tanto que, seja qual for a solução dada pelo Senado, não cabe ao STF absolver ou condenar. Portanto, não houve o chamado golpe.

Fonte: UOL, 18/05/2016

Gay assumido, Eric Fanning passa a chefiar o poderoso exército norte-americano

quinta-feira, 19 de maio de 2016 0 comentários

Eric Fanning recebeu o cargo em meio à política norte-americana
de integração dos homossexuais às Forças Armadas

Gay assumido passa a chefiar o Exército norte-americano


Eric Fanning tornou-se o primeiro homem declaradamente homossexual a assumir o cargo de secretário do Exército dos Estados Unidos.

O novo comandante vai coordenar os trabalhos das tropas terrestres norte-americanas. Neste cargo, Fanning responde diretamente ao secretário de Defesa do país.

Eric Fanning era até agora vice-secretário da Defesa, considerado conselheiro próximo do chefe do Pentágono, Ashton Carter.

Fanning recebeu o cargo em meio à política de integração dos homossexuais às Forças Armadas. As minorias sexuais receberam a oportunidade de servir no Exército depois da abolição da norma “não pergunte, não diga”, segundo a qual os homossexuais podiam entrar no serviço militar se não ostentassem a sua orientação.

A nomeação de Eric Fenning já foi saudada pela comunidade gay norte-americana.

Fonte: Terra, 18 de maio de 2016

PM comemora nascimento de trigêmeos ao lado da companheira

segunda-feira, 16 de maio de 2016 0 comentários

As mamães e seus trigêmeos, logo após o parto Foto: Reprodução do Facebook

PM que teve casamento com outra mulher reconhecido comenta nascimento de trigêmeos: ‘Apaixonante’


Mesmo por telefone, é possível perceber que o amor transborda da soldado da Polícia Militar do Rio Lorrany Figueiredo, de 30 anos. Um ano após ter seu casamento com outra mulher reconhecido - união civil estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurada por decisão do Superior Tribunal Federal (STF) -, ela deu à luz trigêmeos. Ainda internada numa maternidade na capital, a PM conversou com o EXTRA e falou da experiência que classificou como “apaixonante”.
Eles nasceram no dia do aniversário da outra mamãe (Lidiane Figueiredo, de 35 anos) e na véspera do Dia das Mães. As coisas se encaminharam para isso. (O parto) Estava previsto para o dia 11. Mas aí a minha pressão ficou alta e a médica antecipou o parto. Mas correu tudo da melhor maneira possivel - contou Lorrany, sem esconder a alegria.

Segundo ela, os filhos nasceram com a saúde ótima: Benício, Samuel e Vicente sequer tiveram necessidade de ficarem na UTI Neonatal. Todos seguiram direto para o quarto.

Lorrany contou ainda que, desde o início da relação com Lidiane - iniciada há seis anos e um mês -, ficou definido que ela ficaria grávida:
A outra mãe sempre quis ter um filho, mas não queria gerar. Já eu sempre quis gerar. Foi um encontro de almas.
A família completa no quarto da maternidade
 Foto: Reprodução do Facebook
Sem preconceito

Lotada no Estado-Maior da PM, onde trabalha na parte administrativa, a soldado disse que não enfrentou qualquer tipo de preconceito por parte dos colegas de farda.
Eles sempre respeitaram desde o começo. Me tratam normalmente. Desde o início, sempre tive respeito. Meus comandantes já me ligaram aqui no hospital para me dar os parabéns, assim como colegas - disse ela, que está há seis anos na corporação.
Agora, em licença-maternidade, Lorrany só tem um pensamento: ficar ao lado de seus trigêmeos.
É hora de paparicá-los muito. É só no que penso - disse ela.

Fonte: Extra, 10/05/2016

Carol Machado e Kika Motta falam da filha e da família que construíram

sexta-feira, 13 de maio de 2016 0 comentários

Kika Motta, Carol Machado e Tereza (Foto: Simone Rodrigues/Divulgação)

Carol Machado e a mulher, Kika Motta, falam da família que construíram
Atriz e artista visual posaram com a filha para o projeto 'Nomes do Amor' e contaram como lidam com sua configuração familiar perante a sociedade.

A atriz Carol Machado e sua mulher, a artista visual Kika Motta, participaram do projeto fotográfico "Nomes do Amor", da fotógrafa Simone Rodrigues, e falaram sobre a família que formaram junto com a filha, a pequena Tereza. No livro que integra o projeto - que também conta com um site e um curta-metragem - o trio aparece posando junto e o casal dá um depoimento emocionado sobre a construção de sua família. O projeto conta também com depoimentos de outras 27 famílias relatando suas memórias e reflexões sobre os processos de assumir a condição homossexual e a união homoafetiva.

Confira o depoimento de Carol e Kika, que estão juntas desde 2007:
Quando nos conhecemos, costumávamos dizer uma para a outra 'Nossa, que loucura vai ser a gente como casal!'. Era realmente um sentimento de surpresa. Nós temos o mesmo signo, gostamos das mesmas coisas… Depois de alguns anos juntas, tivemos o desejo de ampliar, do casal virar família. E de novo veio essa sensação, com a mesma intensidade: 'Nossa, que família a gente vai ser!'. As pessoas costumam falar 'Como vocês são corajosas!', mas a gente não se sente assim, apenas vivemos com naturalidade. Eu não penso 'Eu tenho uma família homoafetiva'. Essa família só existe porque é natural. É impressionante como um filho legitima algumas coisas. Não há resquícios de preconceito que permaneçam. A criança vem e é só amor, a família toda se rende. Nós sentimos que agora há um respeito maior".
Apesar de sentir um acolhimento maior desde que tiveram Tereza, o casal diz que ainda percebe um certo estranhamento social: "Mas ainda há muita desinformação na sociedade, as pessoas ficam um pouco chocadas. É mais uma surpresa do tipo 'Espera aí, mas como assim?'. Algumas perguntam 'Mas como foi? Foi inseminação? Vocês adotaram?'. Fica um ponto de interrogação na cara das pessoas. Eu acho muito legal, porque pelo menos elas já verbalizam, falar sobre a questão já é um avanço".
Eu não penso 'Eu tenho uma família homoafetiva'. Essa família só existe porque é natural. É impressionante como um filho legitima algumas coisas. Não há resquícios de preconceito que permaneçam. A criança vem e é só amor, a família toda se rende. Nós sentimos que agora há um respeito maior." Carol Machado e Kika Motta
As duas admitem que elas mesmas já ficaram sem saber como lidar com a configuração da própria família.
Nós mesmas já nos pegamos na dúvida sobre como lidar com a situação. Certa vez fomos a uma loja de bebês, a Carol estava grávida e a mulher perguntou sobre o pai. Na hora deu uma preguiça de contar tudo, de entrar no assunto, aí eu rapidamente falei 'É, é, o pai é grande, sim'. Depois nós refletimos e concluímos que não podemos entrar nessa, não podemos ter essa preguiça. Porque a Tereza está aí, ela já sabe de tudo e tem que ouvir a verdade para que isso fique num lugar tranquilo", esclarece Kika.
E é falando sobre o assunto que o casal tem percebido que consegue quebrar barreiras.
Quanto mais naturalmente a gente trata a questão, mais as pessoas se abrem. Porque o preconceito parte da nossa dificuldade. Ninguém é culpado ou faz por maldade, eles simplesmente desconhecem. Quando começam a conhecer, deixam de lado essa coisa do 'diferente', porque é absolutamente igual: os sentimentos, a maneira como você vai cuidar, as dificuldades…", explicam.
Carol Machado e a filha Tereza
(Foto: Cristina Granato / Divulgação)
Carol e Kika contam que pesquisaram muito antes de terem Tereza e optarem por uma doação anônima para que a atriz engravidasse.
Quando decidimos que teríamos filhos, começamos a pesquisar, a procurar médico, a pensar se seria com um amigo ou com doador. Conversando com uma amiga que tinha tido filho com um conhecido (que ela havia liberado da responsabilidade da criação), ouvimos dela a seguinte frase: 'Na verdade eu sublinhei uma ausência'. A criança sabe que ela tem um pai, que ele existe, só que não liga para ela. E isso foi muito determinante para nós. Optamos pelo doador anônimo porque planejamos ter uma família com duas mães. Sabíamos que, na prática, essa terceira pessoa não faria parte da criação da Tereza", pontuam.
Para as duas, o preconceito religioso é o mais marcante.
O mais chocante é o preconceito de algumas religiões, como elas podam os principais valores religiosos, que são o amor, a compaixão, o respeito, e jogam com o ódio, a intolerância. Isso demonstra o quanto elas estão afastadas do ensinamento primeiro da espiritualidade, que é o amor universal, e como preferem este papel de aprisionar, de adestrar as pessoas", desabafam elas, no depoimento.
Fonte: Ego, 10/05/2016

 
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