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Prefeito de Roma aprova casamentos LGBT

segunda-feira, 20 de outubro de 2014 0 comentários


Prefeito de Roma aprova casamentos de gays e enfurece Igreja Católica

O prefeito de centro-esquerda de Roma reconheceu neste sábado a validade de 16 casamentos gays realizados fora da Itália, provocando a irada do ministro do Interior e da Igreja Católica Romana do país.

"Hoje é um dia esplêndido", disse o prefeito Ignazio Marino na prefeitura de Roma onde registrou o casamento de 11 casais do sexo masculino e seis do sexo feminino.

Embora o casamento gay seja ilegal na Itália, algumas cidades têm permitido que casais homossexuais casados ??legalmente em outros países registrem suas uniões em prefeituras, quando retornam, assim como fazem casais heterossexuais que se casam fora da Itália.

O reconhecimento é importante porque pode ajudar um parceiro herdar a propriedade do outro e afeta benefícios para a saúde, seguros e pensões.

A questão é altamente polêmica num país onde a Igreja tem considerável influência sobre a política, e divide o governo de coalizão de esquerda-direita do primeiro-ministro Matteo Renzi.

Uma pesquisa feita no ano passado mostrou o casamento gay foi apoiada por apenas um quarto da população da Itália. A mesma pesquisa mostrou que mais de 85 por cento apoiaram o reconhecimento das chamadas "uniões civis" para dar parceiros do mesmo sexo mais direitos.

Maurizio Gasparri, um senador do partido de oposição Forza Italia, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, disse que Marino estava "desafiando a lei" e deveria renunciar.

A Conferência Episcopal da Itália, associação nacional dos bispos, emitiu um comunicado em tons semelhantes.

"Tal presunção arbitrária, colocada em exposição aqui em Roma, agora, é inaceitável", disse, em uma aparente referência a uma grande assembléia de bispos de todo o mundo que aconteceu no Vaticano nas duass últimas semanas.

Um pequeno grupo de manifestantes fora da prefeitura gritava "vergonha" e "palhaços" e levantou cartazes dizendo "Não ao casamento gay."

(Reportagem de Gavin Jones)

Fonte: Exame, 18/10/2014

Carta aberta LGBT ao presidenciável Aécio Neves

sábado, 18 de outubro de 2014 0 comentários


Por iniciativa de ativistas individuais, de organizações não-governamentais e de integrantes de núcleos LGBT dos partidos apoiadores da candidatura Aécio Neves, foi aberto, no Facebook, o grupo LGBT com Aécio Neveshá cerca de uma semana. O grupo redigiu uma carta aberta ao presidenciável tucano reforçando seu compromisso com as demandas da população LGBT, já assumido em seu programa partidário, e solicitando sua atenção para novas sugestões complementares. Abaixo segue a carta que pode ser endossada, ao final do texto, clicando em Carta aberta de LGBT com Aécio Neves.

Carta aberta de LGBT com Aécio Neves

As representações partidárias LGBT (população lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) Diversidade Tucana (PSDB), PV Diversidade (PV), PPS Diversidade (PPS), PTB Diversidade (PTB), LGBT Socialista (PSB) e Rede Diversidade (Rede), juntamente com pessoas físicas militantes dos direitos da população LGBT, se unem neste segundo turno para, através desta, reafirmar conjuntamente o nosso apoio à eleição de Aécio Neves para presidente do Brasil.

Este apoio é mais que partidário, é programático. O desejo de mudanças que permeia 70% da população brasileira é hoje uma questão essencial para aquelas e aqueles que defendem os direitos humanos e a cidadania da população LGBT.

Nesses quatro anos de governo Dilma Rousseff, as políticas públicas voltadas a nossa população experimentaram um retrocesso nunca visto antes em nosso país. A forma fisiológica e espúria como foram construídas as relações deste governo com o Congresso Nacional levou ao uso da cidadania LGBT como moeda de troca por votações pontuais e até mesmo para o encobrimento de casos de corrupção. Podemos citar:

1) Recuo na distribuição de material didático destinado a combater o bullying e promover o respeito à diversidade nas escolas de ensino médio.
2) Recuo na propaganda de prevenção ao HIV/AIDS com casal gay, apesar de seu governo ter tido 11% de aumento nos casos de contaminação, na contramão do mundo ocidental cujos índices são de queda.
3) Ação direta da secretária de relações institucionais para promover o enterro da lei que criminalizaria a Homotransfobia, por mais que os crimes de ódio de natureza homofóbica tenham disparado e saído do controle em seu governo.
4) A única menção do programa de governo de Dilma Rousseff registrado junto ao TSE à população LGBT fala em “opção sexual”, um claro aceno às forças que lutam contra os avanços da cidadania LGBT, já que o termo é notoriamente rechaçado pelos movimentos sociais.

Por outro lado, temos no Programa de Governo de Aécio Neves o compromisso com importantes demandas da população LGBT, como:

1) A defesa da criminalização da homotransfobia;
2) A defesa do casamento civil igualitário e do direito à adoção por casais homoafetivos que atendam aos mesmos critérios para adoção que os casais heterossexuais devem atender;
3) O reconhecimento das diferentes identidades de gênero.
4) O compromisso com o diálogo não sectário com o Movimento LGBT, por meio de fóruns permanentes e eventos de combate à homotransfobia.
5) Articulação de políticas LGBT transversais nas áreas de saúde, educação, assistência social, previdência, justiça e direitos humanos.

Como contribuição ao programa de governo de Aécio Neves, as representações partidárias oferecem também novas sugestões nascidas desse diálogo programático entre militantes do movimento LGBT, no sentido de aperfeiçoar as diretrizes que guiarão seu futuro governo neste tema:

1) Restabelecimento do programa de tratamento e prevenção do HIV/AIDS com adoção de novas metodologias e procedimentos em consonância com os anseios da sociedade civil organizada.
2) Especial atenção, entre as políticas transversais de cidadania LGBT, à população LGBT idosa e juventude LGBT; às especificidades de saúde para mulheres lésbicas; e de saúde, educação, qualificação profissional e colocação no mercado de trabalho para travestis e transexuais.

Temos a convicção de que Aécio Neves é a única opção neste segundo turno que viabiliza a retomada dos avanços que a população LGBT necessita, e que devolva ao Brasil uma posição de vanguarda na questão da cidadania LGBT.

Com essa convicção, convidamos a todas as pessoas LGBT a conhecerem o programa de governo LGBT de Aécio Neves, seus compromissos e declarações, e a apoiarem e votarem em Aécio Neves para presidente do Brasil.

DIVERSIDADE TUCANA (PSDB)
PV DIVERSIDADE (PV)
PPS DIVERSIDADE (PPS)
PTB DIVERSIDADE (PTB)
LGBT SOCIALISTA (PSB)
REDE DIVERSIDADE (REDE)

Casamento LGBT tão estável quanto uniões heterossexuais, segundo pesquisa americana

sexta-feira, 17 de outubro de 2014 0 comentários

Infinito enquanto dure (muito)

Pesquisa revela que casamento gay é tão estável quanto uniões heterossexuais

Taxa de separação de mais de três mil casais foi estudada por cinco anos nos EUA

A crença de que uniões estáveis entre casais do mesmo sexo sejam menos duradouras do que casamentos tradicionais não condiz com a realidade. Ao menos esta é a conclusão de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo sociólogo Michael Rosenfeld, da Universidade Stanford, que acompanhou 3.009 casais de diversas partes do país entre 2009 e 2013. Entre os selecionados, 471 mantinham uma relação homoafetiva. Ao comparar as taxas de separação durante o período, o pesquisador descobriu que elas não apresentaram diferenças substanciais.

No artigo publicado no início do mês no periódico Journal of Marriage and Family, Rosenfeld explica que pesquisas anteriores que reportavam uma maior instabilidade em relacionamentos gays não levavam em conta que as taxas de casamento dentro da comunidade LGBT eram menores. De acordo com o sociólogo, o que determina a longevidade de uma relação entre duas pessoas não é o sexo do casal, mas sim o fato de estarem casadas ou não. Ele também deixa claro que o conceito de ‘casamento’ não é restritivo, podendo abranger também uniões estáveis ou convivências maritais.

“O compromisso do casamento está associado a um forte benefício para a estabilidade de um casal, seja ele heteroafetivo ou homoafetivo”, afirma Rosenfeld. O levantamento, maior do gênero já realizado, revelou também que casais gays comprometidos em uma relação matrimonial mantiveram seus vínculos independentemente do reconhecimento oficial do governo.

NA VERTICAL, AS TAXAS ANUAIS DE SEPARAÇÃO, NA HORIZONTAL A DURAÇÃO EM ANOS DA RELAÇÃO | LINHAS VERMELHAS INDICAM CASAIS HETEROSSEXUAIS, AS AZUIS CASAIS HOMOSSEXUAIS; LINHAS PONTILHADAS SÃO PARA CASAIS NÃO-CASADOS E AS CHEIAS PARA CASAMENTOS OFICIAIS (FOTO: REPRODUÇÃO)

Fonte: Galilei, 16/10/2014, por André Jorge de Oliveira

Jovem de 19 anos é agredida pela mãe e o irmão ao revelar ser lésbica

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 0 comentários

A.F.S.A. em foto do Facebook: jovem disse
 ter sido agredida pela mãe e pelo irmão

Jovem apanha em casa ao dizer que é gay


Uma jovem de 19 anos foi agredida pela mãe e ameaçada com uma arma pelo irmão ao dizer para a família que é homossexual, na noite de ontem em Rio Preto. À polícia, onde registrou boletim de ocorrência, A.F.S.A. disse que foi agredida com tapas e puxões de cabelo pela mãe M.L.C.A. logo que assumiu a homossexualidade perante a família. A jovem disse ainda à polícia que o irmão dela, M.F.S.A, que é Guarda Civil Municipal, a ameaçou com uma arma dizendo: "Se você voltar aqui eu vou te matar". Já a mãe teria dito para a jovem: "Você só fica aqui se for hétero, se for homossexual, pode ir embora". 

A reportagem do Diário esteve na casa onde moram a vítima e a mãe. A jovem não estava na casa e a mãe da menina disse que não falaria com a reportagem. Ao ser perguntada onde a filha estava, a mãe limitou-se a dizer: "Deve estar debaixo da ponte". Acusado pela jovem de ameaçá-la com arma de fogo, o irmão da jovem, que também estava na casa. não quis comentar o caso. Procurada pelo Facebook, a jovem também optou pelo silêncio. 

Homofobia 

No domingo passado, o Diário publicou reportagem com diversos casos de homofobia. De acordo com o Gada (Grupo de Amparo ao Doente de Aids) são atendidas todo mês, em média, dez vítimas de preconceito, atingidas verbal e fisicamente. Os casos que não se resolvem de forma amigável, com mediação, acabam na Justiça. Existem atualmente 25 ações judiciais em andamento somente sob responsabilidade do grupo, entre as quais metade foi iniciada a partir de maio. São poucos os processos anteriores ao ano de 2013. 

De acordo com a advogada do Gada, Leandra Merighe, a maioria das ocorrências de preconceito em Rio Preto ocorre por homofobia. Parte importante das pessoas que procura ajuda não quer indenização. Deseja apenas retratação. "A gente orienta primeiro registrar o boletim de ocorrência. Depois, tomamos as atitudes cabíveis no campo cível." 

As demonstrações de preconceito brotam no ambiente de trabalho, de atrito entre vizinhos e até em instituições respeitadas. Muitas vezes, está disfarçada em brincadeiras de gosto duvidoso, que também causam estragos. Em outras situações, aparece de forma direta, sem qualquer cerimônia. Casos de homofobia, apesar de não serem considerados crimes no Brasil, podem ser denunciados. As pessoas que se sentirem ofendidas podem registrar boletins de ocorrência na Polícia Civil e procurar apoio jurídico e psicológico no Gada, pelo telefone: 3234-6296.

Fonte: DiarioWeb.com.br, 11 de Outubro, 2014

Igreja agora fala em aceitar e valorizar homossexuais mas sem concessões sobre família e matrimônio

terça-feira, 14 de outubro de 2014 0 comentários


Documento do Vaticano defende mudança da Igreja em relação aos gays

Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira que os homossexuais têm "dons e qualidades a oferecer" e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.

O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar "um espaço fraternal" para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.

Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.

A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.

"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor", afirma o documento, conhecido pelo nome latino de "relatio".

"Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?", indagou.

John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro "Os Diários do Vaticano", classificou o comunicado como "um terremoto" na atitude da Igreja em relação aos gays. "O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família", disse.

Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como "intrinsecamente desordenados" ao falar sobre os homossexuais.

Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

Fonte: UOL Notícias via Reuters, por Philip Pullella, 13/10/2014

Avanço dos direitos LGBT no Ocidente provoca retrocessos em outras partes do mundo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014 0 comentários

Reprodução da capa da revista The Economist

Avanços gays em alguns países causam retrocesso em outros, diz 'Economist'


A decisão desta semana da Suprema Corte dos Estados Unidos que elevou para 24 o número de Estados do país, além do Distrito de Colúmbia, que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexoé uma mostra dos avanços gays no mundo.

Entretanto, essa mesma evolução causa retrocessos para esses cidadãos em outros locais do globo –o sexo homossexual ainda é ilegal em 78 países e alguns deles recentemente aprovaram leis que tornam a legislação ainda mais dura.

Esse é o saldo encontrado pela revista britânica "The Economist", uma das mais respeitadas do mundo, em sua reportagem de capa desta semana, destinada a analisar a divisão global nos direitos dos gays.

A publicação cita os casos recentes da Nigéria, que recentemente aprovou uma lei que prevê dez anos de prisão para pessoas do mesmo sexo que assumem seu relacionamento publicamente, e da Rússia, que barra a "promoção" da homossexualidade.

"Isso é, em parte, uma reação ao avanço dos direitos gays no Ocidente", diz a revista. Com a globalização, pessoas que moram em países em que a maioria considera a homossexualidade uma abominação agora podem ver imagens de Paradas Gays em vários locais. "Eles consideram isso chocante", afirma a publicação.

Esse fator é usado por políticos para ganhar popularidade, já que, diz a "Economist", "em muitos locais, "atacar os direitos dos gays ainda pode ser politicamente útil e popular".

Um exemplo disso é o presidente russo, Vladimir Putin, que usa esse discurso para abordar outros temas: que o Ocidente traz uma influência que deve ser rejeitada e que a tolerância e o liberalismo são contrários aos valores russos.

Ao mesmo tempo, em alguns países, a aprovação pública dos direitos dos homossexuais aumentou rapidamente.

A revista conta que, há menos de 20 anos, em janeiro de 1996, ao colocar na capa a imagem de dois bonequinhos de noivos em um bolo de casamento com o título "deixe que eles se casem", recebeu "mais cartas hostis do que qualquer outra capa anterior, ultrapassando inclusive o pedido pela abolição da monarquia britânica".

Ao citar uma pesquisa do instituto Pew Research em 39 países que relaciona a religiosidade do país à sua tolerância com os gays, a "The Economist" diz que o Brasil é "uma enorme exceção" e que as atitudes aqui são "amplamente tolerantes". "A violência homofóbica, entretanto, permanece um problema", afirma.

Fonte: Folha de São Paulo, Mundo, 11/10/2014

 
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