Internautas querem que Elsa, de Frozen, seja primeira princesa lésbica da Disney

quarta-feira, 4 de maio de 2016 0 comentários


Let it go! Campanha quer transformar Elsa, de Frozen, na primeira princesa lésbica da Disney

Frozen – Uma Aventura Congelante é considerada uma das produções mais empoderadas do catálogo da Disney: no enredo, não há nenhuma mocinha esperando ser salva pelo príncipe encantado. O foco é a força e a relação de amor e amizade de duas irmãs, Elsa e Anna. Uma campanha na internet quer ir além, transformando a heroína da animação de maior bilheteria da história do cinema na primeira princesaLGBT.

Usando a hashtag #GivaElsaAGirlfriend (“Dê uma namorada pra Elsa”, em português), internautas querem encorajar a Disney a apresentar a princesa como lésbica na continuação da animação. O objetivo é aumentar a representação LGBT, apelando ao estúdio considerado um dos mais atentos à causa. Um de seus principais animadores, Jonathan Groff, é abertamente gay.

Mas por que não criar outro personagem gay que não Elsa? Uma explicação possível: Let it Go, a canção-tema da personagem e sucesso estrondoso, acabou virando uma espécie de hino gay entre jovens adolescentes por ser cantado por uma musa pop, a cantora Demi Lovato.

Fonte: Donna, por Dimitriu Ritter, 02/05/2016



Personagens LGBT aparecem muito pouco em filmes de Hollywood

terça-feira, 3 de maio de 2016 0 comentários


Estudo indica que representação LGBT ainda é falha em Hollywood

Dos 126 filmes lançados por grandes estúdios em 2015, apenas 22 inclui personagens LGBT.

A Aliança contra difamação de gays e lésbicas, GLAAD, divulgou nesta segunda-feira um estudo que analisou a representatividade de personagens LGBT em filmes lançados pelos grandes estúdios de Hollywood em 2015. O Studio Responsability Index (SRI), ou Índex de Responsabilidade dos Estúdios, analisou quantidade, qualidade e diversidade dos personagens LGBT inclusos no calendário de sete grandes empresas, e os resultados são pouco animadores.


Dos 126 filmes lançados por grandes estúdios, apenas 22 (17,5%) inclui personagens que se identificam como gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros. Em 2014, a porcentagem havia sido a mesma, com 20 dos 114 filmes analisados promovendo a inclusão.

Além disso, a pesquisa indica que a maioria dos personagens incluídos fez aparições curtas. Quase 73% dos 22 filmes incluíam menos de dez minutos de cena para os personagens LGBT, e apenas um personagem transgênero foi apresentado entre todos eles — sendo que sua presença era somente um alívio cômico na trama em questão.

A análise inclui também um sistema de notas. Para os estúdios 20th Century Fox, Lionsgate Entertainment, Sony Columbia Pictures e Universal Pictures, a nota foi A (adequado). Já a Paramount Pictures, a Walt Disney Studios e a Warner Bros. receberam F, de falho, por não terem incluído nenhum personagem LGBT. Nenhum estúdio recebeu a nota máxima, que seria bom.

Já estúdios menores afiliados (Focus Features, Fox Searchlight, Roadsite Attractions, Sony Pictures Classics. Dos 46 filmes, 22% (dez títulos) foram inclusivos, praticamente o dobro de 2014, quando 10,6% (ou seja, 5 de 47) incluíram personagens LGBT.

O estudo cita alguns títulos lançados em 2015 que são considerados bastante ofensivos por perpetuarem clichês, e entre eles estão O Durão, Padrinhos Ltda. eA Ressaca 2. A análise foi feita através do Teste Vito Russo, cujos critérios de julgamento incluem um personagem não ser predominantemente definido pela sua orientação sexual ou identidade de gênero, e ter um arco que não possa ser removido sem um autêntico efeito na história -- para evitar que possam ser mortos apenas pelo 'valor do choque'.

Fonte: Adoro Cinema, por Laysa Zanetti, 02/05/2016 

Luana: lésbica, pobre e negra, morta após espancamento policial

segunda-feira, 2 de maio de 2016 0 comentários

Luana, morta após espancamento policial

Precisamos falar sobre Luana: lésbica, pobre e negra, morta após ser espancada por PMs

Luana Barbosa dos Reis, 34 anos, saiu de casa para levar o seu filho de 14 anos para a aula. Ela morava no bairro Jardim Paiva, em Ribeirão Preto. Na esquina de sua rua, foi abordada por policiais militares. Luana não voltou naquela noite.

De acordo com informações do G1, ela morreu na quarta-feira (13), cinco dias após ter sido internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE). Consta na declaração de óbito que ela sofreu uma isquemia cerebral aguda causada por traumatismo crânio-encefálico.




A vizinha da mulher, que preferiu não se identificar, afirmou ao jornal da Globo que Luana foi brutalmente agredida por pelo menos seis policiais na rua onde morava.
Foi uma coisa de terrorismo que eu nunca tinha visto na minha vida. Eles foram muito violentos. Deram bastante cacetada nela, nas pernas, mas muito. Batiam com o cassetete”.
Os PMs Douglas Luiz de Paula, Fábio Donizeti Pultz e André Donizeti Camilo, do 51 Batalhão da corporação, são os suspeitos e estão sendo investigados.

Para a irmã da vítima, Roseli, tudo aconteceu muito rápido.
Foi questão de dez minutos para começarem os gritos e os tiros. Ao abrirmos o portão, já estava uma cena de guerra, com policial apontando arma, vizinhos correndo e minha irmã gritando pedindo ajuda”.
O tenente coronel da PM, Francisco Mango Neto, ouvido pelo G1, nega as agressões e informou que o motivo da abordagem era a suspeita de que Luana dirigia naquele momento uma moto roubada.

Segundo ele, a mulher "se mostrou exaltada" desde o início da conversa com os policiais e que o uso da força foi preciso para "contê-la após xingamentos".
Eu acredito que não [tenha havido excesso]. Na realidade foi para contê-la. Tanto que os policiais estavam muito mais lesionados, com cortes, e ela não. Ela foi íntegra para a delegacia, lá foi solicitado exame de corpo de delito, o qual ela deveria passar”.
Mas a versão relatada por Roseli à Ponte Jornalismo difere bastante da do policial. De acordo com a irmã, após ameaçarem ela e sua mãe, os PMs invadiram a casa em que moravam escoltando o filho de Luana e perguntaram se ela estava envolvida com o tráfico de drogas.
Os policiais não falaram por que abordaram ela e saíram de casa sem falar o que estavam procurando. Perguntei o que tinha acontecido, falaram que ela tinha agredido um policial e que estavam fazendo um procedimento normal no bairro”.
No documento oficial da delegacia, os policiais alegam que foram desacatados e agredidos pela mulher, que estava "descontrolada". Um dos policiais disse ter sofrido ferimentos na boca e o outro teve uma lesão no pé. Já Luana foi morta, com brutalidade.

À reportagem da Ponte, um familiar relatou que Luana estava só com as peças íntimas na delegacia, tinha os olhos inchados e vomitava. Foi ele quem ajudou Luana a assinar os termos, os quais ela mal podia enxergar ou ler o conteúdo. "Ela não conseguia ficar em pé, parecia o corpo de alguém que não tinha ossos”, contou.

Além de negar as denúncias feitas pela família, o coronel afirma que foi solicitado um laudo que vai apurar se a causa da isquemia foi, de fato, a violência:
Vamos apurar se esse AVE ela teve por lesão ou se teve por um outro motivo, como drogas, anabolizantes, porque ela era uma lutadora de arte marcial, bem forte.”
Passagem pela polícia e ressocialização

Para a família de Luana, ouvida pela Ponte Jornalismo, outro fator agravante do espancamento era o fato de ela ter um registro policial anterior, quando foi acusada de porte de arma e roubo. Luana deixou a prisão em 2009 e, segundo sua irmã, ela continuou os estudos e trabalhava como faxineira, garçonete e vendedora.
Ela não pode refazer a vida? Ela não tem mais direitos e nem é ser humano por ter passagem? Não tinha nenhuma acusação contra ela. Estão tentando usar o fato de ela já ter tido passagem para convencer a opinião publica de que foi merecido. Que bandido bom é bandido morto. Por que não levaram ela presa pelo desacato? Por que fizeram tudo isso com ela? Ela já estava rendida, não tinha necessidade disso."
Lesbofobia e discriminação
Para Roseli, sua irmã foi vítima de lesbofobia.
A Luana já tinha passado por preconceito antes, em uma festa com a namorada. Ela já tinha levantado a blusa uma vez pra mostrar que era mulher e não apanhar dos caras. Talvez aquela abordagem teria sido outra se ela se vestisse de maneira diferente e tivesse outra aparência. Ela dizia que não aguentava mais ser parada nas ruas daqui. Ela pagou o preço por parecer um homem negro e pobre, ela foi abordada como outros homens da periferia são."
Luana era mulher, lésbica, negra, mãe, de periferia, com passagem pela polícia. De cara, ela foi considerada culpada. Foi vítima não somente da força dos policiais, mas de uma série de violências estruturais de nossa sociedade. Como ela, infelizmente, existem milhares de mulheres que são submetidas a situações como essa. Precisamos falar sobre Luana.


Fonte: HuffPost Brasil, 26/04/2016

Exclusão familiar leva população LGBT a viver nas ruas

sexta-feira, 22 de abril de 2016 0 comentários


Fator de exclusão da população LGBT é a família, diz censo
Ex-detentos são 5 anos mais jovens que a média da população de rua. Levantamento aponta que idosos passaram a viver nas ruas aos 57 anos.

Entre 5,3% e 8,9% do total da população em situação de rua em São Paulo pertencem à comunidade LGBT, como apontou o censo divulgado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da Prefeitura. Coordenadora do Observatório de Políticas Sociais (Cops), da SMADS, Carolina Teixeira Nakagawa Lanfranchi explica que é a primeira vez que o levantamento inclui essa informação.

O censo já havia sido divulgado em março de 2015, mas, na quarta-feira (20), a Prefeitura publicou o perfil socioeconômico da população de rua no Diário Oficial. De acordo com os dados, a cidade tem 15.905 pessoas na rua, sendo 8.570 nos centros de acolhimento e 7.335 em vias e espaços públicos

De acordo com o levantamento, essa população é estimada entre 4,5% e 10,1% dos que estão nos centros de acolhimento e nas ruas, entre 5,4% e 9,0%. Na amostra, 106 pessoas se identificaram como não sendo heterossexual (51 entre os acolhidos e 55 na rua).
Observamos que entre a comunidade LGBT, a família é fator de exclusão. São vítimas de preconceito e acabam saindo do núcleo familiar. Os índices de violência são superiores nesse grupo, por isso já havia sido criado o Centro de Acolhida LGBT. A violência é sofrida pela população LGBT também no acolhimento, mas entre a população de rua é muito maior”, afirma a coordenadora do Cops. “Precisamos de um olhar mais específico para esse grupo em busca de respostas mais adequadas.”
De acordo com os dados, a população LGBT exerce mais mendicância e atividades marginalizadas, como prostituição, venda de drogas e roubos, do que os heterossexuais em situação de rua. Há indícios de que o número de casos de tuberculose e portadores de HIV é maior nessa comunidade do que entre os heterossexuais em situação de rua, porém essa população procurou os serviços de saúde em maior proporção do que o grupo heterossexual.

O levantamento mostra ainda que no grupo LGBT, há uma maior incidência de pessoas que passaram por instituições, especialmente pelo sistema penitenciário. De um modo geral, tanto entre os acolhidos como entre os moradores de rua, a população LGBT parece sofrer mais agressões do que a heterossexual.

Egressos do sistema prisional

Em geral, os ex-detentos em situação de rua são 5 anos mais jovens e, proporcionalmente, são os que menos possuem documentos, especialmente os que vivem na rua (24%). A idade média dos egressos em centro de acolhimento é de 39,7 enquanto entre os não egressos é de 44,6. Na rua, a média de idade é de 38,1 anos entre ex-presos e 42,8 entre não presos.
O uso de drogas ilícitas também é maior entre os ex-detentos que vivem na rua, além de sofrerem mais discriminação e violência física e verbal do que os moradores de rua que nunca foram presos.

“Egressos do sistema prisional e população LGBT vem representando uma parcela maior a cada censo da população de rua. A maioria não tem documentos básicos para reinserção, como RG, CPF. Como vão acessar os direitos se não têm os documentos básicos? Eles sofrem também muito mais discriminação e violência, agressões verbais e físicas”, afirma a coordenadora.

Idosos

Na população em situação de rua, a proporção de idosos no grupo de acolhidos é 16%. A proporção de idosos entre os que vivem na rua é bem menor (7%). Apesar da proporção de adultos que chegam às ruas a partir dos 50 anos ou mais (20,3% no acolhimento e 12,6% nas ruas) ser menor que a encontrada do grupo entre os 18 e 49 anos (76,6% no acolhimento e 81,1% nas ruas), o censo informa que essas pessoas passaram a viver nos locais públicos com idade já avançada, em média 57 anos, mas a metade dessa população já tinha mais de 60 anos.

Os idosos em situação de rua são principalmente homens, com idade média de 65 anos, sendo que a maioria tem de 60 a 64 anos. Entre os idosos em centros de acolhimento, 41% moravam sozinhos ou com pessoas sem vínculo de parentesco, estando mais vulneráveis a situações de desemprego ou problemas de saúde.

Segundo a coordenadora , os dados revelam que essas pessoas não envelheceram nas ruas. “Essas pessoas já viviam sozinhas antes da situação de rua. A gente imaginava que tinham ido na vida adulta e se tornavam idosas nessa condição, mas não é isso. Agora, precisamos pensar políticas específicas para os idosos”.

Vínculos familiares

O censo verificou também a situação atual dessa população e a anterior à ida para a rua. No confronto dos dois momentos, conforme o levantamento, há um aumento de pessoas sozinhas e uma expressiva redução de pessoas convivendo com membros da família.

Do total da população nos centros de acolhimento, 80% afirmou viver só e 20% convivem com familiares ou alguém sem laço de parentesco. Mesmo antes da perda da última moradia, 26% da população já vivia só, enquanto 68,9% moravam com a família e pouco mais de 5%, com pessoas sem relação de parentesco. 

Entre as pessoas que moram nas ruas, atualmente 69% vivem sós, 16,5% vivem com algum familiar e quase 16% vive com pessoas sem relação de parentesco. Anteriormente, 18% viviam sozinhos, 79,2% moravam com familiares e 3,4% com pessoas sem relação de parentesco.

Fonte: G1, 21/04/2016

Em São Paulo, registro ‘rápido’ de bebê com duas mães

segunda-feira, 18 de abril de 2016 0 comentários


SP faz 1º registro ‘rápido’ de bebê com duas mães

Há um mês, provimento da Corregedoria Nacional de Justiça facilitou procedimento; paulistanas comemoram fim da burocracia

A administradora de empresas Márcia Pam, uma das mães de Melissa e Gustavo, assim define sua situação em um passado recente: antes eram duas gravidezes – a biológica e a burocrática. Registrar com o nome dos verdadeiros pais uma criança gerada por reprodução assistida costumava levar outros nove meses. Com a publicação, há um mês, de provimento da Corregedoria Nacional de Justiça, entretanto, o trâmite foi simplificado. E começam a surgir os primeiros beneficiados.

Márcia, de 40 anos, e a designer Carolina Costa Azevedo, de 35, vivenciaram as duas situações. Há quatro anos, quando tiveram a primeira filha, Melissa Yumi, enfrentaram um longo processo jurídico para conseguir registrá-la corretamente – a menina é fruto de fertilização in vitro de óvulo de Carolina e foi gerada por Márcia.

Com a nova gravidez – resultado de fertilização do óvulo de Márcia e gestação de Carolina -, já esperavam uma nova saga. “Mas fomos informadas, no cartório, que agora seria mais simples”, conta Márcia. Gustavo Seiji nasceu no Hospital e Maternidade Santa Joana no dia 3 e foi registrado como filho das duas mães automaticamente na segunda passada. “Tudo muito rápido”, diz a administradora. O registro só não foi imediato porque elas não haviam providenciado antes a declaração do diretor da clínica de reprodução assistida à qual recorreram – o documento é exigido pelo provimento da Corregedoria.

De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen), o registro de Gustavo Seiji foi o primeiro caso na cidade sob o novo modelo. Com a experiência das agruras do sistema antigo e o alívio pela facilidade atual, Márcia e Carolina não se importam em dar publicidade à história – muito pelo contrário. “É importante que as pessoas saibam que ficou mais fácil garantir esse direito à cidadania”, diz Márcia. “Um processo judicial, como o que ocorria anteriormente, era desgastante e ainda expunha de modo desnecessário uma criança recém-nascida.”

Avanços. O provimento da Corregedoria é considerado uma conquista para as famílias que, antes, dependiam do despacho de um juiz para poder registrar seus bebês – em processos longos em que a criança ficava sem identidade e sem acesso a benefícios como plano de saúde dos pais. A mudança não beneficia apenas casais homoafetivos, mas todos aqueles que lançam mão de técnicas de reprodução assistida.

É o caso de uma angolana que conversou com a reportagem sob a condição de anonimato. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), ela e o marido, um operador de computadores também angolano, são os primeiros beneficiados de uma escritura assinada sob os termos do novo provimento – o documento foi lavrado no dia 14. “Em minha cultura, é vergonhoso para uma mulher não conseguir engravidar”, afirma ela, que tem um grave problema no útero e veio para o Brasil em busca de uma solução.

Foram vários tratamentos frustrados desde 2010, com passagens por clínicas da capital e algumas idas e vindas para Angola. No ano passado, ela e o marido se convenceram: o caminho seria recorrer a uma maternidade de substituição, nome jurídico do procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. No caso, combinando material genético do marido e óvulo doado por pessoa anônima.

Uma prima da mulher aceitou ser a barriga de aluguel voluntária – e prontamente providenciaram a vinda dela para o País. Ela acaba de entrar no oitavo mês da gestação e, como já assinou a escritura de consentimento prévio, está tudo pronto para a criança ser registrada com o nome do casal tão logo nasça.

“Como foi o primeiro caso, levamos 48 horas para preparar o documento. Mas, nos próximos, ficará pronto na hora”, conta o tabelião Paulo Roberto Gaiger Ferreira, do 26.º Cartório da capital e vice-presidente da Seção Paulista do CNB.

“O provimento representa uma desburocratização e o reconhecimento da autonomia das pessoas”, diz Ferreira. “Trata-se de ato administrativo que trará grande utilidade prática, uma vez que é contemporâneo às inovações científicas da área”, avalia a advogada Ana Lúcia Scheufen Tieghi, especialista em casos assim – e que auxiliou o casal de angolanos.

Precedente. Em São Paulo, na prática, o processo já vinha sendo simplificado desde 2014. Em sentença publicada à época, o juiz Marcelo Benacchio, titular da 2.ª Vara de Registros Públicos de São Paulo, determinava que os casos do gênero fossem submetidos à corregedoria permanente, sem precisar passar mais por um tribunal. “Mas agora houve uma evolução muito grande. Vai ajudar muito as pessoas. É ótimo do ponto de vista da cidadania”, afirma Benacchio. E, mais importante: a medida vale em todo o País.

“Se antes obrigatoriamente tínhamos de fazer um procedimento de dúvida e encaminhar para autorização da Corregedoria, em um processo que costumava levar duas semanas, atualmente é um trâmite resolvido na hora”, compara a oficial cartorária Silvana Mitiko Koti, do 2.º Subdistrito de Registro Civil de São Paulo, na Liberdade – foi ela quem orientou as mães e, depois, registrou o pequeno Gustavo Seiji.

Família completa, Márcia e Carolina são só sorrisos: símbolos de um tempo em que a cidadania é mais abrangente, materialização de um sonho de que os direitos possam ser de todos.

Fonte: Estado de SP, por Edison Veiga, 

Cantor Bryan Adams cancelou apresentação no Mississippi (EUA) para protestar contra nova lei homofóbica

sexta-feira, 15 de abril de 2016 0 comentários

O cantor Bryan Adams em lançamento de mostra fotográfica na Alemanha (Foto: Martin Meissner/AP)

O cantor canadense Bryan Adams cancelou uma apresentação no Mississippi nesta semana para protestar contra uma nova lei do Estado norte-americano que permite que pessoas com objeções religiosas neguem serviços a casais homossexuais, disse o músico em comunicado.
Não posso ficar com a consciência tranquila me apresentando em um Estado onde certas pessoas estão tendo seus direitos civis negados devido à sua orientação sexual", escreveu Adams em seu site.
Uma lei aprovada no Mississippi na semana passada permite que pessoas se recusem a prestar serviços a casais do mesmo sexo por terem ressalvas de ordem religiosa contra eles e que empregadores também recorram à sua religião para determinar regras de conduta relativas ao ambiente de trabalho, como maneira de se vestir e acesso a banheiros e vestiários.

Adams, que deveria tocar na quinta-feira no Mississippi Coast Coliseum, na cidade de Biloxi, classificou a lei como "extremamente discriminatória".
Tenho esperança de que o Mississippi se corrija e eu possa voltar e me apresentar para todos os meus fãs. Espero esse dia", afirmou.
Na semana passada, executivos de várias grandes empresas dos EUA exortaram as autoridades do Mississippi a reverterem a lei e a repudiaram por vê-la como uma forma de discriminação.

Na sexta-feira, o cantor norte-americano Bruce Springsteen cancelou um show na Carolina do Norte para protestar contra uma nova lei estadual que impede que transgêneros escolham banheiros de acordo com sua identidade sexual.

Fonte: G1, 11/04/2016


Mississipi (EUA) aprova lei que permite recusar atendimento a homossexuais
Washington, 5 abr (EFE).- O governador do estado do Mississipi, que fica no sul dos Estados Unidos, assinou nesta terça-feira uma lei que permite aos proprietários de estabelecimentos comerciais e aos funcionários públicos recusar atendimento a casais homossexuais com base em suas crenças religiosas, o que desencadeou críticas por parte da comunidade LGBT.

O governador republicano Phil Bryant explicou em comunicado que assinou a lei para "proteger as crenças religiosas e as convicções morais de indivíduos, organizações e associações privadas de ações discriminatórias por parte do governo estadual e suas dependências políticas".

A chamada Lei de Proteção da Liberdade de Consciência da Discriminação Governamental foi duramente criticada pelas associações de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT), e também por estabelecimentos comerciais locais e pelo Conselho Econômico do Mississipi.

O grupo de defesa dos direitos dos homossexuais Freedom for All Americans considerou a nova lei como "a pior peça de legislação anti-LGBT de todo país".

A lei impede que o governo estadual puna qualquer igreja, organização ou empresa que se negue a oferecer seus serviços a pessoas se isso representar uma violação de suas crenças religiosas, como a de que o casamento é a união entre um homem e uma mulher e que os conceitos de "homem" e "mulher" são imutáveis.

Vários estados dos EUA aprovaram durante os últimos meses leis polêmicas invocando a liberdade religiosa após a histórica resolução da Suprema Corte no ano passado, que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Até a lei aprovada hoje no Mississipi, a mais polêmica era a da Carolina do Norte, aprovada no mês passado pelo governador republicano Pat McCrory e que limita as proteções antidiscriminatórias para os integrantes da comunidade LGBT.

A legislação da Carolina do Norte fez com que a multinacional de pagamentos pela internet PayPal anunciasse hoje que estava abandonando uma expansão de negócio planejada nesse estado, que geraria empregos para cerca de 400 pessoas, ao considerar que essa lei é contrária aos valores e à cultura da companhia.

Outras empresas como American Airlines, Apple, Bank of America, Facebook, Google, IBM, Microsoft, Twitter e Yahoo! também se posicionaram contra a legislação da Carolina do Norte.

Por outro lado, o prefeito de Seattle, Ed Murray, e o governador do estado de Washington, Jay Inslee, ambos democratas, decretaram hoje a proibição a todos os funcionários públicos de realizar viagens oficiais ao Mississipi se estas não foram consideradas "essenciais" enquanto a lei anti-gay estiver em vigor no estado sulista.

Fonte: UOL Notícias, 06/04/2016

 
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