Número recorde de personagens LGBTQ na TV americana

segunda-feira, 13 de novembro de 2017 0 comentários

Cena da série 'BoJack Horseman', da Netflix Foto: Divulgação
Cena da série 'BoJack Horseman', da Netflix - Divulgação

Estudo registra número recorde de personagens LGBTQ na TV americana
Relatório analisou que, apesar do crescimento, a maioria dos representantes desta categoria são homens brancos

Um estudo realizado por uma organização americana revelou que dos 901 personagens que aparecem nos principais programas da TV aberta dos EUA, 58 são gays, lésbicas, bissexuais, trans ou queer. Em comparação aos relatórios anteriores, esse número é considerado um recorde — houve um crescimento de 28 personagens representantes da comunidade LGBTQ em relação ao ano passado.

Apesar da boa notícia, o GLAAD (Gay and Lesbian Alliance Against Defamation) lembra que boa parte desses personagens são pessoas de pele branca e predominantemente homens.

O relatório, batizado de "Where We are on TV" (Onde estamos na TV, em tradução livre), também avaliou os números dos personagens LGBTQ presentes em programas dos serviços de streaming. Segundo os dados, 77% dos 70 personagens gays, lésbicas, bissexuais, trans ou queer desta categoria são brancos. O problema, no entanto, se estende entre todos os meios analizados — TV aberta, streaming e TV a cabo. 

Segundo a presidente da organização, Sarah Kate Ellis, o dado se torna ainda mais importante durante o governo do presidente Donald Trump. "Enquanto a administração de Trump está tentando diminuir a visibilidade das pessoas LGBTQ, estamos ocupando cada vez mais espaços na TV americana", afirmou ela a "Variety". "Nesses tempos, mostrar a representatividade é mais importante do que nunca. Vamos mudar o curso da história", finalizou. 

Outra informação divulgada pelo relatório do GLAAD é que, pela primeira vez na história, foram registrados personagens não-binários e assexuados que fazem parte do elenco regular dos programas. A única plataforma que não possui um personagem assexuado é a TV aberta. Tanto a TV a cabo, quanto o streaming têm seus representantes: Raphael, de "Shadowhunters", e Todd, de "BoJack Horseman". 

Nas três plataformas, há apenas 17 personagens trans — oito são mulheres trans, quatro são homens trans e outros quatro são não-binários. O relatório também destacou que apenas dois personagens em todas as três plataformas são portadores do vírus HIV.

Fonte:  Globo, 09/11/2017

Duas mulheres celebrarão sua união nos 24 países onde existe o casamento igualitário

sexta-feira, 27 de outubro de 2017 0 comentários

Duas artistas dirão ‘sim’ 24 vezes em homenagem ao casamento gay
Duas mulheres ativistas, que são um casal na vida real, têm a intenção de dizer "sim" ao menos 24 vezes ao redor do mundo em uma performance para homenagear o casamento gay - JF PIERETS/AFP

Duas artistas dirão ‘sim’ 24 vezes em homenagem ao casamento gay

Duas mulheres ativistas, que são um casal na vida real, têm a intenção de dizer “sim” ao menos 24 vezes ao redor do mundo, em uma performance para homenagear o casamento gay. 

Depois de um primeiro casamento em Nova York, em setembro, a holandesa Julian P. Boom, de 39 anos, e a belga Fleur Pierets, de 44 anos, se lançaram em uma aventura que as levará a outros 23 países onde o casamento homossexual é legal. 

O segundo casamento já aconteceu em Amsterdã, onde Julian viveu por 15 anos, seguido por um terceiro, na Antuérpia, no norte da Bélgica, na semana passada. Agora empreenderão o caminho até Paris, onde sua união será celebrada em 7 de novembro por Hélène Bidard, vice-prefeita. 
Tentamos fazer este projeto muito aberto e discutido sobre a maneira como poderíamos sensibilizar a população. Ao invés de nos queixarmos pelos 170 países onde o casamento gay é proibido, celebremos os 24” onde é legalizado, explicou Fleur Pierets. 
O casal recebeu muito apoio desde o lançamento do seu “Projeto 22”, e estão previstos um documentário, uma exposição fotográfica e um livro sobre a sua aventura. 

Desde o início do “Projeto 22”, que durará dois anos, Alemanha e Malta ampliaram a lista de países que autorizam o casamento homossexual. 

Mas isso não desanimou o casal, que diz querer criar “uma espécie de cápsula temporal na qual se pode ver que algumas coisas podem realmente melhorar”. 

Como se trata de uma “performance artística”, as duas mulheres não devem satisfazer as condições em matéria de residência e se beneficiam da benevolência das autoridades em cada país. 

Mas a primeira união do casal celebrada em Nova York, onde moram, que será a oficial. 
Realmente queríamos concretizar esse projeto. Vendemos tudo e viajamos com só uma mala”, comenta Fleur Pierets. 
As duas mulheres, que às vezes se hospedam na casa de amigos, ainda têm orçamento suficiente para cinco, ou seis casamentos. Portugal, Espanha, Luxemburgo e Grã-Bretanha são seus próximos destinos.

Fonte: Isto É, 25/10/2017

Parada de Copacabana recorre a financiamento coletivo

quinta-feira, 26 de outubro de 2017 0 comentários

Público segura uma imensa bandeira com as cores do arco-íris durante a 18ª Parada LGBT
Público segura uma imensa bandeira com as cores do arco-íris durante a 18ª Parada LGBT
Foto: Ariel Subirá / Futura Press

Parada LGBTI de Copacabana recorre a financiamento coletivo


Os organizadores da Parada LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais) de Copacabana recorreram a uma ferramenta de financiamento coletivo na internet para compensar a crise enfrentada em 2017, enquanto negociam o patrocínio de apoiadores privados para o ato de 19 de novembro.

As dificuldades levaram os organizadores a adiar a manifestação, que estava anteriormente programada para 15 de outubro.
A campanha de financiamento coletivo do Grupo Arco-Íris, organizador da parada, pretende arrecadar até R$ 350 mil com a ajuda de internautas e busca atingir, ao menos, R$ 150 mil.

Segundo o grupo, mesmo que o formato da parada mude e não inclua shows, é necessária uma estrutura mínima de UTIs móveis, banheiros químicos e outros serviços exigidos pelo Poder Público. Se a meta mínima de R$ 150 mil não for atingida, todo o dinheiro será devolvido aos doadores, segundo a plataforma Benfeitoria.

Além de recursos financeiros, empresas podem se associar aos organizadores da parada e doar serviços, como os banheiros químicos e lanches dos voluntários.

O diretor sócio-cultural do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, destaca que a parada vem contando com a divulgação de artistas e recorrendo a movimentos sociais para ampliar a campanha. Para os próximos anos, a ideia é consolidar o último domingo de junho como data fixa da parada, favorecendo a programação turística da cidade e a chegada de turistas estrangeiros.
A parada se tornou a parada da resistência. A luta não é só pelo Grupo Arco-Íris e o movimento LGBT. A gente precisa unir os segmentos da sociedade que vem sofrendo com o fundamentalismo religioso e a discriminação", define.
Não ter a parada é um impacto simbólico grande não só para a comunidade LGBT, mas para todos os grupos que lutam pelos direitos humanos", completa.
A página de financiamento coletivo prevê doações que vão desde R$ 20 até R$ 50 mil. Os doadores receberão diferentes recompensas, que vão desde a inclusão do nome no painel de agradecimentos no site do grupo até acesso aos trios elétricos no dia do evento.

A parada ainda tenta captar recursos por meio das leis de incentivo à cultura e não contará neste ano com aportes diretos da Prefeitura do Rio. Segundo a Riotur, empresa municipal que fazia o aporte, o motivo é falta de recursos. Para 2018, as paradas de Copacabana e Madureira tiveram seus projetos aprovados pela Secretaria Municipal de Cultura e poderão captar recursos de renúncia fiscal do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Segundo a Riotur, a Parada de Copacabana também foi incluída no calendário de eventos Rio de Janeiro a Janeiro, que terá o apoio de R$ 200 milhões do governo federal, por meio do investimento de empresas públicas no ano que vem. Também estão previstos benefícios fiscais, como a redução de impostos.

Fonte: Terra, 23/10/2017

Pistolas Rosa contra ataques homofóbicos

quarta-feira, 25 de outubro de 2017 0 comentários


Contra-ataque - 'Pink Pistols' se armam contra efeito Trump
Gays se reúnem em grupos que defendem o porte de armas contra ataques homofóbicos

“Gays armados não são espancados” é um dos lemas do Pink Pistols, grupo LGBT que prega o porte de armas como defesa. Seu apelo ganhou força com o ataque a tiros que deixou 49 pessoas mortas em uma casa noturna gay em Orlando, no ano passado, e a emergência de grupos neonazistas e defensores da supremacia branca embalados pela vitória de Donald Trump, em novembro.

A autodefesa foi a motivação da lésbica Gwendolyn Patton, que ingressou no Pink Pistols em 2001. Hoje, ela é a porta-voz da entidade, que propaga a ideia de que a comunidade LGBT tem de se armar. 
Nosso objetivo é fazer com que os gays nos EUA não sejam um alvo fácil para alguém que queira cometer um crime de ódio. Queremos mostram que nem todos os gays apanharão passivamente.”
Patton disse que o interesse pela organização cresceu após o massacre na casa noturna Pulse, no qual os gays representaram o maior número de vítimas. Em seu site, a entidade lista subsidiárias em 51 cidades, entre as mais recentes está a de Charlottesville, onde ocorreram manifestações neonazistas e de supremacistas brancos. 
A página do Pink Pistols no Facebook tem 8.700 seguidores, mas Patton acredita que o número seja maior. No passado, eles estavam no armário, agora eles estão no cofre”, disse ela, em referência a gays que não declaram ser portadores de armas.
Grupos como o Pink Pistols e o Trigger Warning Queer são minoritários dentro do movimento LGBT. As principais organizações defendem a imposição de controles, entre os quais restrições no acesso a fuzis de estilo militar.

A vitória de Trump também levou ao aumento na busca de armas pelos negros. Fundada em 2015, a Associação Nacional Afro-Americana de Armas viu seu número de subsidiárias passar de 4 para 48, a maior parte das quais abertas neste ano.

Fonte: Estado de São Paulo, Claudia Trevisan, 24/10/2017

Lançado no Brasil app que ajuda vítimas de homofobia

segunda-feira, 23 de outubro de 2017 0 comentários


App que ajuda vítimas de homofobia ganha versão nacional
Plataforma busca conectar pessoas LGBT expulsas de casa a voluntárias que possam acolhê-las temporariamente. Site será lançado oficialmente nesta segunda-feira (23) em todo o Brasil

Se você fosse expulsa/o de casa devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero, para onde você iria? Foi em busca de uma resposta para essa pergunta que um grupo de pernambucanos criou a plataforma Mona Migs, que tem o objetivo de criar uma ponte entre pessoas LGBT expulsas do lar e voluntários que possam acolhê-las temporariamente. O site será lançado oficialmente nesta segunda-feira (23) em todo o Brasil.

A equipe participou da primeira turma do Mind The Bizz, programa do Porto Digital que tem como objetivo o amadurecimento de ideias a partir do desenvolvimento de competências essenciais e da interação com o mercado. Durante fase de validação, houve mais de 40 conexões entre acolhidos e acolhedores.

Para lançar o site, foi realizada uma campanha de crowfunding no final do ano passado. Atualmente, os fundadores estão em busca de parcerias, investidores e colaboradores para que possam escalar o projeto e expandirem a outras plataformas digitais, como smartphones e tablets.
Estamos construindo uma grande comunidade de apoio. Queremos aumentar a equipe e crescer cada vez mais, de modo que possamos ajudar todos que precisam de ajuda, até mesmo em outros países", aponta uma das idealizadoras do projeto, Bárbara Lapa. O site pode ser acessado através do link https://monamigs.com/, e nele é possível se cadastrar tanto como acolhedor, quanto como acolhido.
Fonte: Leia Já, por Nathália Guimarães, 22/10/2017 

Campanha do polenguinho, usando capa de disco do Pink Floyd, fez homofóbicos pensarem tratar-se de propaganda gay

quinta-feira, 19 de outubro de 2017 0 comentários

Dark Side da Fominha: você não vai parar de ouvir até comer um Polenguinho. Capa do disco do Pink Floyd, Dark Side of the Moon (1973) (Divulgação/Pink Floyd/Reprodução)

Homofóbicos confundem arco-íris de Pink Floyd com imagem pró LGBT
Polenghi fez post usando capa de famoso disco de Pink Floyd, mas teve gente que achou que era "propaganda gay"

São Paulo – O físico e astrônomo inglês Isaac Newton, em 1666, fez um experimento bem simples que demonstrou a decomposição da luz. A luz do Sol atravessando um prisma cristalino, totalmente polido, saía em ângulos diferentes do outro lado decomposta, separada em cores de diferentes espectros visíveis ao olho humano.

O experimento, tão popular na história da ciência, ficou ainda mais popular séculos mais tarde, com a capa do disco The Dark Side of the Moon, da banda inglesa Pink Floyd. Músicas do álbum ou arte da capa: difícil decidir quem é mais icônico na história do rock.

Mas tem gente que não entende muito bem essas referências, seja física ou rock.

Em recentes posts no Facebook, a Polenghi, do queijo Polenguinho, colocou seu produto ilustrando capas de discos famosos. Além de aparecer como estrela do disco do Pink Floyd, também apareceu atravessando a rua em “Abbey Road”, remetendo aos Beatles.

A ação falava de música. Mas alguns consumidores, vendo imediatamente o arco-íris presente na imagem, consideraram que a campanha era pró-LGBTs.

E não demoraram a começar a xingar a marca, destilando discursos homofóbicos. Segundo um dos consumidores “indignados”, a marca estava fazendo “ideologia de gênero”. Ele diz, ainda, que não compraria mais o produto para sua família.
Outros consumidores, pacientes e bem humorados, tiveram que explicar que a campanha falava de Pink Floyd, não de questões LGBT.

A marca também se manifestou. Disse que, embora a campanha não falasse sobre o tema, ela prezava pelo respeito à causa LGBT, pela paz e pelo respeito.
Disclaimer: Nossa equipe criativa teve como inspiração a capa do álbum The Dark Side of The Moon, da banda Pink Floyd, para “brincar” com o conceito de fominha, tão utilizado quando o assunto é Polenguinho. Prezamos pela paz, pelo respeito e pela igualdade em nossa comunidade aqui. Embora não tenhamos feito alusão ao movimento LGBT+, temos máximo respeito pela causa. Contamos com todos que adoram o queijinho mais querido do Brasil desde mil novecentos e bolinha para fomentar uma comunicação afetuosa e fluída por aqui! Obrigado”, a marca escreveu.
Fonte: Exame, Guilherme Dearo, 18/07/2017

 
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