Conheça os casais de mulheres da copa do mundo feminina

segunda-feira, 24 de junho de 2019 0 comentários

Casais da seleção (Foto: Reprodução/ Instagram)

Conheça os casais da copa do mundo feminina


A revista Quem reuniu o time de jogadoras lésbicas e bissexuais que estão arrasando na Copa do Mundo Feminina que acontece na França.


Cristiane Rozeira, atacante da Seleção Brasileira, namora a advogada Ana desde fevereiro. As duas vivem trocando declarações nas redes sociais. A jogadora foi destaque no jogo do Brasil contra a Jamaica, em que marcou os três gols da partida.



Isabell Herlovsen, atacante da Noruega, é casada com Christine Porsmyr. O casal enfrentou uma fase difícil em 2017, quando perdeu filhos gêmeos durante a gestação. A jogadora e a mulher têm o fofíssimo Henrik, que nasceu em julho do ano passado.



Defensora dos Estados Unidos, Tierna Davidson conheceu a namorada, Alison Jahansouz, na faculdade. As duas jogavam no time de futebol da Universidade de Stanford e vivem trocando declarações nas redes sociais.



Por conta da competiação, Bárbara Micheline, a goleira da Seleção Brasileira, comemorou o Dia dos Namorados longe da amada, Lidiane. A jogadora publicou uma declaração no Instagram para registrar a data especial.



Rachel Daly é atacante da Inglaterra. Ela e a namorada, Kristie Mewis, jogam juntas no Houston Dash, time de futebol dos Estados Unidos.



Jogadora da Austrália, Sam Kerr participou recentemente de um documentário e falou abertamente sobre o apoio da namorada, Nikki Stanton, quando sofreu uma lesão em 2015. As duas jogam juntas no Chicago Red Stars, time de futebol dos Estados Unidos.



A maior artilheira em Copas do Mundo, Marta, atacante da Seleção Brasileira, namora a jogadora Toni Pressley. As duas jogam juntas no Orlando Pride, time dos Estados Unidos.



Debinha, meia da Seleção Brasileira, namora a também jogadora Meredith Speck. Elas jogam juntas no North Carolina Courage, time dos Estados Unidos.



Megan Rapinoe, meia dos Estados Unidos, ganhou destaque além do campo. A jogadora virou manchete ao não cantar o hino americano nos jogos da Copa. "Como uma americana gay, eu sei o que significa olhar para essa bandeira e não tê-la como símbolo de proteção à sua liberdade. É algo pequeno que eu poderia fazer e planejo continuar fazendo para tentar espalhar uma discussão importante sobre isso", afirmou a jogadora em 2016 para a Associated Press. A atleta namora a jogadora de basquete Sue Bird.

Lorena Benítez joga pela Argentina. Ela é casada com Veronica Rivero com quem tem dois filhos, Ezequiel e Renata, que nasceram em maio deste ano.

Destaque da seleção da Itália, Manuela Giugliano namora Ambra Capotosto. A jogadora de apenas 21 anos faz parte do time A.C. Milan. O relacionamento já dura mais de um ano.

Fonte: Revista Quem, 19/06/2019

Jovens lésbicas fogem de casa por intolerância familiar

segunda-feira, 17 de junho de 2019 0 comentários

Pam Mariano, 33, Foto: Gilvan de Souza

Jovens lésbicas fogem da intolerância familiar e aumentam estatística de desaparecidos

Desde 2015, 3.084 adolescentes desapareceram de casa. Entre as meninas, titular da DDPA aponta que a recusa dos pais em aceitar a sexualidade é o principal motivo


Aos 14 anos de idade, Pam Mariano foi avisada que um cartaz com o seu rosto estava colado em um poste de Copacabana, com uma única palavra: 'Desaparecida'. O telefone de contato era o de sua mãe, que um ano antes havia sentenciado que não queria uma filha homossexual em casa. Expulsa após uma surra, virou moradora de rua e encontrou na prostituição a única maneira de sobreviver.


Sua história não é exceção. A recusa de pais em aceitar a sexualidade dos filhos tem repercutido nas estatísticas de jovens desaparecidos. É o que indica levantamento da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) obtido por O DIA. Desde 2015, 3.084 adolescentes, entre 12 e 17 anos, 
desapareceram de casa no Município do Rio, sendo que 2.817 foram encontrados.
Entre as meninas dessa faixa etária que localizamos, a maioria disse que saiu de casa porque os pais não aceitavam a sua opção sexual, seja a bissexualidade ou o lesbianismo. Os adolescentes estão conscientes do que querem e, quando decidem fugir ou são expulsos, raramente querem voltar", afirmou a titular da especializada, delegada Ellen Souto.
Passados 20 anos, Pam faz terapia para sanar as marcas deixadas na alma.
Ainda criança, sentia atração por meninas. Me sentia suja ao ter que deitar com homens por dinheiro. Aos 30 anos, entrei em depressão profunda. Ao sair de casa, passei todos esses anos somente sobrevivendo. Não tinha como estudar. Sinto que minha adolescência foi toda perdida, simplesmente pelo preconceito, pois quando você não tem casa, perde a base principal para conseguir evoluir", afirmou.
Para se reerguer, ela contou com a ajuda de grupos de apoio LGBT. Atualmente, trabalha como massoterapeuta, é percussionista e tem grupos musicais voltados para o público homossexual, como o Sapagode (trocadilho entre sapatão e pagode), que faz eventos de pagode somente para o público lésbico. É fã da percussionista Lan Lan, noiva da atriz Nanda Costa.

Pam conta que largou a prostituição ao conseguir seu primeiro emprego fixo, aos 18 anos. Desde então, já vendeu pastel, fez mudanças, foi auxiliar de secretaria e cuidou de gatos e plantas.
Há uma luz no fim do túnel. Ainda sofro, mas encontrei na música uma forma de me reerguer. Digo para todas que estão nessa situação: busquem apoio em redes do movimento, muitas anjinhas vão te ajudar".
Seu contato com a mãe é esporádico.
Eu a perdoei. Vejo que ela somente reproduziu o que aprendeu. É um ciclo, que precisa ser quebrado. Por isso, mostro meu rosto. A gente não tem que se esconder, não temos que ter vergonha", disse.
A Prefeitura do Rio ajuda, através da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDs), a todo o público gay que se encontra vulnerável. "Oferecemos abrigo, encaminhamento para emprego. Mas antes disso, buscamos apoio com amigos, outros familiares. Os abrigos não são hotéis", contou Nélio Georgini, coordenador da CEDs.

A assessora representante da Pauta L (Lésbicas) na CEDs, Caroline Caldas, não se surpreendeu com o resultado da estatística feito pela delegacia.
Elas não fogem de casa: o ambiente se torna tão hostil que é impossível viver naquele local. Muitas vezes sofrem, além da violência psicológica e física, a violência sexual, com estupros que os agressores chamam de corretivos", relatou. 
Com receio de expor a família, N.N, de 25 anos, conversou com a reportagem sem se identificar. Contou que foi expulsa de casa aos 21 anos, após revelar para a mãe, evangélica, que era lésbica.
Havia descoberto que minha namorada tinha me traído. Estava chorando e minha mãe perguntou o motivo. Contei e ela disse 'você está louca, você é da igreja'". 
"Existe uma luz no fim do túnel", diz Pam Mariano, para quem sofre com preconceito por ser lésbica - Gilvan de Souza / Agencia O Dia

Na mesma noite, seu padrasto ordenou que ela fizesse as malas e saísse de casa.
Ele me criava como filha desde os seis anos. Mas mostrou um cabo de vassoura, ameaçou me bater e disse que era para ir embora. Saí somente com uma mala, sem dinheiro algum", relembrou, lacrimejando.
Após ficar sem paradeiro certo por dois anos, recebeu a notícia de que uma tia havia sido assassinada e resolveu ir ao enterro.
Fiquei dois anos afastada de casa e, apesar de ter contato com minha minha mãe e irmão, tive que trancar a faculdade, tinha a vida desestruturada. Resolvi ir ao enterro para me despedir da minha tia. Meu padrasto, então, me abraçou. Choramos juntos. Acredito que isso fez com que ele percebesse que poderia me perder em definitivo. Ele me aceitou de volta em casa", contou. Atualmente, ela está casada com outra mulher em sua casa própria, retomou a faculdade e tem um emprego fixo. 
Para reatar os laços entre os familiares e os jovens, a delegacia criou uma parceria com a Cruz Vermelha. Um núcleo de psicologia e psiquiatria foi criado para tratar somente casos de desaparecidos.

São pais que querem melhorar a sua relação com os jovens, parentes de idosos com doenças mentais que fogem, além do tratamento do luto. Todos os pacientes para esse núcleo foram encaminhados pela delegacia", contou a delegada.

Perfil dos Desaparecidos: raptos, fuga com amantes e doenças estão entre os motivos

Nos primeiros cinco meses deste ano, 815 casos de registros de desaparecidos, de todas as faixas etárias, foram feitos na DDPA. Desse total, 610 foram localizados; outros 21 estavam mortos.
Gráfico mostra porcentagem de desaparecidos por faixa etária - Infografia O DIA

Desde 2015, o perfil dos desaparecidos registrados na delegacia é separado por faixa etária. Os das crianças entre 0 e 4 anos (93 casos) ocorreram devido a questões de guarda compartilhada, em que um dos pais não aceitava a decisão da Justiça e houve rapto. As de 5 a 11 anos (706 casos) foram solucionados como resultados ou de abuso sexual ou de não aceitação da guarda. Entre os jovens de 12 a 17 anos, além da fuga para exercer sua sexualidade, estão casos em que jovens fogem após abusos serem cometidos.

Já entre os adultos de 18 a 60 anos (5.191 casos), os desaparecimentos ocorreram para o uso de drogas ou por saída espontânea. "São comuns os casos em que mulheres ou homens desapareceram para ficar com amantes e depois voltaram dizendo que foram vítimas de algum crime. Entre os homens, há casos em que fogem para não pagar pensão alimentícia. E, há os casos em que os adultos não querem mais contato com outros familiares. Os encontramos, mas não podemos dizer o paradeiro, pois a pessoa tem esse direito de cortar os vínculos", explicou a delegada.

Entre os idosos, que somente este ano foram 96 casos, todos ocorreram por perda de memória ocasionada ou por depressão ou outros tipos de doenças, como Alzheimer. Para quem convive com idosos, a delegada frisa que uma solução simples pode ajudar na localização de um desaparecido: uma pulseira ou colar com o nome e número de identidade. "É importante não colocar o número de telefone. Aliás, isso serve para qualquer desaparecido, quando um familiar confecciona cartazes com números pessoais. Isso é um chamariz para trotes e até casos de extorsão. Somente com o número do RG, qualquer unidade de saúde ou da polícia vai conseguir localizar os familiares", afirmou.

Núcleo trabalha 24 horas para localizar desaparecidos

Caso uma pessoa sem documentação ou contato de familiares seja internada em qualquer unidade de saúde do estado, há um plantão na DDPA para tentar localizar seus familiares. Chamado de Núcleo de Comunicação, a unidade funciona 24h em contato com a rede de saúde para identificar anônimos internados.
Isso ajuda de duas formas: a primeira é localizar o parente e evitar, assim, que ele faça o registro de ocorrência de desaparecido ou uma possível peregrinação desse familiar pelos hospitais. A outra, é ajudar a rede pública a liberar leitos hospitalares. Isso porque uma pessoa internada, que tenha perdido suas referências de lar, não pode receber alta mesmo sadia", explicou a delegada Ellen Souto.
O núcleo identificou, por exemplo, um homem que foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, após um atropelamento no Centro, através de suas tatuagens. A mãe foi localizada e conseguiu se despedir. Uma semana após sua internação, ele faleceu.

Também no Souza Aguiar, uma história de reencontro, mas com final feliz: uma idosa de 81 anos que havia perdido a memória e estava como moradora de rua foi internada. Ela lembrava somente do primeiro nome da irmã. Foi através de cruzamento de dados que a polícia conseguiu localizar a irmã, que a procurava desde 2014. Após ela receber alta, voltou ao convívio de seus familiares.

Fonte: O Dia, por Bruna Fantti, 10/06/2019

Namoradas agredidas por gangue em ônibus de Londres. Agressores responderão por acusações de roubo e assalto com agravantes

quarta-feira, 12 de junho de 2019 0 comentários

Na noite do dia 29 de maio, duas jovens ficaram feridas após serem alvo de um ataque homofóbico cometido por um grupo de homens em um ônibus de Londres; cinco acusados
foram presos Foto: Melania Geymonat / Conta do Facebook

Casal de mulheres é agredido por gangue em ônibus em Londres

Agressores exigiram que elas se beijassem, jogaram moedas, socaram e roubaram as duas, de acordo com relato.

Um casal de mulheres foi agredido por uma gangue em um ônibus em Londres, na Inglaterra, depois de se recusar a dar um beijo como queriam os agressores.

Todas as informações do relato foram publicadas na conta de rede social de uma das vítimas, Melania Geymonat.

O incidente aconteceu na quarta-feira da semana passada (dia 29), segundo ela.

Eram ao menos quatro agressores, que exigiam que as duas se beijassem porque eles iriam gostar de olhar, de acordo com seu texto.

Ela afirma que os assediadores jogaram moedas nelas e, então, sua namorada os confrontou. Três deles, então, a agrediram. Geymonat foi socorrê-la e também foi agredida. Ela caiu no piso do ônibus.

Os seus pertences foram roubados.

Incidente aconteceu às 2h30, segundo a polícia.
Temos que aguentar agressão verbal e violência chauvinista, misógina e homofóbica porque, quando uma pessoa se impõe contra isso, coisas como essas acontecem”, escreveu ela.
Ela diz que deve ter perdido a consciência e, de repente, a polícia estava lá.

A polícia de Londres disse que o incidente aconteceu às 2h30 da madrugada, e que “as mulheres foram atacadas e tomaram socos diversas vezes antes que os homens fugissem do ônibus; um telefone e uma bolsa foram roubados durante o ataque”.

Fonte: G1, Mundo, 07/06/2019


This was a disgusting, misogynistic attack. Hate crimes against the LGBT+ community will not be tolerated in London.

The @metpoliceuk are investigating and appealing for witnesses. If you have any information - call 101. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, reagiu ao acontecido com uma mensagem no Twitter. Segundo ele, foi um ataque repugnante e misógino. "Os crimes de ódio contra a comunidade LGBT não serão tolerados em Londres". 

Após pagamento de fiança, detidos por agredir casal de lésbicas ganham liberdade
Na noite do dia 29 de maio, duas jovens ficaram feridas após serem alvo de um ataque homofóbico cometido por um grupo de homens em um ônibus de Londres; cinco acusados foram presos

LONDRES - A polícia do Reino Unido deixou em liberdade, após o pagamento de fiança, cinco jovens, com idade entre 15 e 18 anos, detidos por um ataque homofóbico contra um casal de lésbicas em um ônibus de Londres ocorrido na noite do dia 29 de maio.

Eles responderão por acusações de roubo e assalto com agravantes pelo ataque contra Melania Geymonat, uma comissária de bordo uruguaia da companhia aérea Ryanair, de 28 anos, e sua namorada, uma norte-americana identificada apenas como Chris.

A polícia metropolitana de Londres continua investigando se há mais pessoas envolvidas no incidente, no qual as duas vítimas sofreram ferimentos no rosto.

Em sua conta do Facebook, Melania Geymonat escreveu que as agressões física e verbal, que ela e sua namorada sofreram, aconteceram quando ambas estavam na parte de cima do ônibus a caminho da casa da Chris, em Camden Town.

As duas foram atacadas quando os homens perceberam que eram um casal e começaram a repreendê-las, pedindo-lhes que se beijassem e fazendo, ao mesmo tempo, gestos obscenos para elas.

Em consequência dos golpes recebidos, elas ficaram cobertas de sangue. Em seguida, tiraram fotos e postaram nas redes sociais para denunciar o ato de violência.
Eles devem ter visto a gente se beijando ou algo assim. Não me lembro se eles já estavam lá ou se foram atrás de nós. Havia pelo menos quatro deles. Eles começaram a se comportar como hooligans, exigindo que nos beijássemos para que pudessem assistir, chamando-nos de lésbicas e fazendo gestos sexuais. Não me lembro de todo o episódio, mas a palavra 'tesoura' ficou na minha cabeça. Foram apenas eles contra nós. Na tentativa de acalmar as coisas, comecei a fazer piadas. Eu pensei que isso poderia fazê-los ir embora. Chris até fingiu que ela estava doente, mas eles continuaram nos assediando, jogando moedas e ficando mais entusiasmados com isso", disse Geymonat na sua página do Facebook.
Ela comentou ainda que se lembra de ver a Chris no meio do ônibus lutando contra os jovens, já com o rosto cheio de sangue. Três deles a espancavam, naquele momento. Depois, Geymonat começou a ser agredida. Levou socos, ficou enjoada ao ver o sangue e caiu no chão.
Não me lembro se perdi ou não a consciência. De repente, o ônibus tinha parado, a polícia estava lá e eu estava sangrando", disse Geymonat, que, além de ter o nariz quebrado, teve o telefone e a bolsa roubados pelo agressores, que em seguida, fugiram do local.
As duas foram encaminhadas a um hospital da região, onde receberam tratamento médico. Uma delas disse que um dos criminosos falava espanhol e que os outros tinham sotaque britânico.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, reagiu ao acontecido com uma mensagem no Twitter. Segundo ele, foi um ataque repugnante e misógino. "Os crimes de ódio contra a comunidade LGBT não serão tolerados em Londres". 
Não tive coragem de voltar ao trabalho. O que me deixa chateada é que a violência se tornou algo muito comum. Estou cansada de ser considerada como um objeto sexual, de descobrir que essas situações são comuns, de amigos gays que foram espancados. Eu só espero que em junho, Mês do Orgulho LGBT, coisas assim possam ser ditas em voz alta, e parem de acontecer", ressaltou Geymonat no post.
Prisão

Na sexta-feira, 7, quatro jovens, com idades entre 15 e 18 anos, foram presos, acusados de envolvimento no ataque homofóbico contra as duas mulheres no ônibus de Londres. No sábado, 8, a Polícia do Reino Unido também prendeu um adolescente, de 16 anos. Todos ganharam a liberdade neste domingo, após pagamento de fiança.

Ataques

Em 2018, a capital britânica registrou 2.308 ataques homofóbicos. Em 2014, foram 1.488, segundo os números da polícia metropolitana de Londres.

Outro ataque contra um casal de lésbicas levou um teatro de Southampton, no sul da Inglaterra, a cancelar apresentações da peça Rotterdam.

Duas das atrizes do elenco sofreram ferimentos leves, após serem atacadas com pedras por pessoas dentro de um veículo quando chegavam para a sessão, segundo informou a produtora da peça, Hartshorn-Hook. / EFE

Fonte: Estadão, 09/06/2019

Bruna Linzmeyer surge em capa da revista Glamour com a namorada Priscila Fiszman

segunda-feira, 10 de junho de 2019 0 comentários


Bruna Linzmeyer surge em capa de revista com a namorada: 'Amor sapatão'

No mês do orgulho LGBTQ+, Bruna Linzmeyer e a namorada Priscila Fiszman aparecem juntas na capa da revista Glamour. Nesta sexta (7), Bruna revelou a foto e se declarou para a amada. "Sou tão feliz que a gente pode ser capa de revista, livres, mostrando nosso amor sapatão ao Brasil", escreveu a atriz de O Sétimo Guardião (2018) no Instagram e Twitter.

Declaradamente bissexual, Bruna namora a artista plástica desde o fim de 2016. "Docinho, contigo eu ando na rua de bicicleta igual eu andava adolescente em Corupá [cidade no interior de Santa Catarina onde a atriz nasceu]", escreveu ela na legenda das publicações.
Isso significa tanto. Contigo recupero a minha história na história, e assim abro páginas e ruas pro que virá. E o que virá será doce, leve, inteligente e cheio de brincar, igual você", continuou Bruna.
Sabendo a responsabilidade que é estampar uma capa de revista com a parceira, a atriz ficou orgulhosa do resultado.
Quero agradecer a todas as mulheres e a todas as fanchas [no linguajar lésbico, 'fancha' significa lésbica] que vieram antes de mim, as que estão aqui, as que virão. O futuro é doce e é nosso", finalizou a atriz da Globo.
Seguidores da atriz, entre famosos e fãs, comemoraram a capa junto com o casal.
Essa capa me enche de amor e orgulho. Obrigada!", escreveu a ativista pelos direitos homossexuais Monica Benicio, viúva da deputada Marielle Franco. "Vocês são muito maravilhosas, eu não dou conta. Melhor casal!", disse a seguidora Alice Mota.
Em entrevista à Glamour, Bruna deu mais detalhes do sentimento por Priscila. Questionada sobre como saber se o que sente é amor, a atriz não poupou afeto.
Entendi que amava a Priscila quando uma calma e um carinho imenso me invadiram, junto com uma vontade de sair por aí passeando e conversando com ela sobre o mundo", declarou.
A atriz também disse que amar alguém envolve sentir vontade de compartilhar o tempo, a vida, os pensamentos, ver o outro crescer e aprender junto com o parceiro.

Confira a publicação de Bruna Linzmeyer no Instagram:
docin, contigo eu ando na rua de bicicleta igual eu andava adolescente em corupá. isso significa tanto. contigo recupero a minha história na história, e assim abro páginas e ruas pro que virá. e o que virá será doce, leve, inteligente e cheio de brincar, igual você. sou tão feliz que a gente pode ser capa de revista, livres, beijando nosso amor sapatão nesse brasil. tô orgulhosa e quero agradecer a todas as mulheres e a todas as fanchas que vieram antes de mim, as que tão aqui, as que virão. o futuro é doce e é nosso. obrigada e parabéns, @glamourbrasil @trigopress @brazilrenata @allinecury @giovanaromani @fabianaleite @helmsilva feliz mês des namorades e feliz mês do orgulho lgbtqia+! ♥️🌿💕
Uma publicação compartilhada por bruna linzmeyer (@brunalinzmeyer) em 7 de Jun, 2019 às 9:46 PDT

Fonte: Glamour, 07/06/2019

Cantora Ludmilla está namorando Brunna Gonçalvez, uma de suas bailarinas

quarta-feira, 5 de junho de 2019 0 comentários

Brunna Gonçalvez e Ludmilla

Ao dar entrevista, para o Blog do Leo Dias, sobre o lançamento de seu novo DVD Hello Mundo, a cantora Ludmilla revelou estar namorando uma de suas bailarinas, Brunna Gonçalvez, que dança com a cantora desde 2017.

Apaixonada, a dançarina já postou várias declarações para a namorada nas redes sociais. No aniversário da cantora, em abril, a bailarina escreveu:
Eu nunca estive tão próxima de uma pessoa tão iluminada quanto você e eu me sinto muito privilegiada por isso… Enfim, que você nunca perca essa sua essência, essa força de vontade, essa bondade no coração, essa humildade, essa educação e essa inteligência! E não se esqueça que você é LUZ na vida de muita gente.”
Brunna e Ludmilla

 Brunna também se declarou à Lud depois das gravações do DVD, em fevereiro.
Eu fico muito feliz em poder estar presente nesse dia, mais feliz ainda por estar ali no palco bem do seu ladinho o tempo inteiro vivendo aquilo contigo, vendo bem de perto sua carinha de feliz! Era impossível não sentir sua felicidade ali, você estava IMPECÁVEL, ZERO DEFEITO! Só quem conviveu com você sabe o quanto você se dedicou, se entregou de corpo e alma… QUALQUER LUGAR que fosse você estava lá ensaiando, se dedicando se auto avaliando pra poder sair tudo perfeito e SAIU!”, escreveu no Instagram.
Eu olho pra essas fotos e me vem MILHARES de coisas na cabeça !! Meu Deus, como uma menina de só 23 anos, tem o poder de mudar e tocar na vida de tanta gente ?! Você foi responsável pelas realizações dos meus maiores sonhos.. coisas que eu NUNCA imaginei viver eu vivi ctg e ainda vivo ! Cada dia é uma surpresa, um aprendizado ou até mesmo um puxão de orelha diferente ! rs E ontem foi o dia das pessoas que você ajudou a realizar alguns sonhos se juntar e te ajudar a realizar O SEU ! E eu fico muito feliz em poder estar presente nesse dia, mas feliz ainda por estar ali no palco bem do seu ladinho o tempo inteiro vivendo aquilo contigo, vendo bem de perto sua carinha de feliz ! Era impossível não sentir sua felicidade ali, você estava IMPECÁVEL, ZERO DEFEITO ! Só quem conviveu com você sabe o quanto você se dedicou, se entregou de corpo e alma, madrugadas e madrugadas ensaiando, não tinha hora e nem lugar, era no elevador, no chuveiro, antes de dormir, dentro do carro, no meio da rua .. QUALQUER LUGAR que fosse você estava lá ensaiando, se dedicando se auto avaliando pra poder sair tudo perfeito e SAIU ! Era tanta coisa na sua cabeça, tanto coisa pra você resolver, tanta responsabilidade pra uma pessoa só e mesmo assim você fez questão de estar presente em TUDO, produção, música, coreografia, montagem de palco, luz, figurino, TUDO, você esteve presente em TUDO, muito focada e muito dedicada !! Tu quase me matou do coração de tanto nervoso, dor de barriga era lixo kkkkkkkk MAS VOCÊ CONSEGUIU AMIGA! VOCÊ CONSEGUIU REALIZAR UM DOS SEUS MAIORES SONHOS ! PARABÉNS PELO ESPETÁCULO QUE VOCÊ DEU ONTEM ! O MUNDO AGORA TEM QUE RESPEITAR ! EU TE AMOOOOOO ♥️ VOCÊ BOTOU PRA F* ! 
A cantora, por sua vez, retribuiu o carinho da bailarina, declarando que a música, ‘Espelho’, de seu  DVD “Hello Mundo, lançado na sexta-feira (31), era dedicada à namorada. Num trecho da letra, ouve-se:  “A gente se conheceu meio do nada, mas foi tão forte, não deu pra controlar”, diz a letra. “É que você me faz bem. Eu quero, muito, muito mais. E só você tem o beijo que me satisfaz.”  Confira a música.


Fonte: Com informações de Hugo Gloss e Blog do Leo Dias, 03/06/2019

Por que defensores dos direitos de gays e lésbicas são contra criminalizar a homofobia?

segunda-feira, 3 de junho de 2019 0 comentários


Raissa Belintani - Precisamos antes de mais nada de educação, discutir gênero nas escolas, em todos os espaços. Para além disso, tem que haver acolhimento para a vítima, devemos pensar a questão de saúde para a vítima, física e psicológica. Tem que haver espaço de discussões, formações de agentes públicos, policiais, juízes. Tem que ir da base até os espaços de poder que decidem. Essa é uma questão estrutural na sociedade. Criminalizar é uma solução que já nasce falida.
Por que há defensores dos direitos LGBTI contra tornar homofobia um crime?

O STF (Supremo Tribunal Federal) retomará nas próximas semanas o julgamento sobre a criminalização da homofobia. Mas a pauta, que já tem maioria do plenário e deve ser aprovada, não é consenso nem mesmo entre os defensores dos direitos LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais).

Desde o começo de fevereiro, o órgão julga equiparar a homofobia e transfobia ao crime de racismo. A votação, segundo os magistrados, é uma resposta à morosidade do Congresso de legislar sobre o tema e uma forma de pressionar parlamentares a priorizarem a questão.

Críticos, no entanto, alertam para o perigo de o Judiciário estar interferindo em assuntos legislativos e veem como ineficaz a solução punitivista para o combate à homofobia.

Como reação à possível aprovação no STF, parlamentares se movimentaram nas últimas semanas para aprovar às pressas uma modificação da lei mais afeita aos conservadores.

No caso, um PL (Projeto de Lei) aprovado no dia 22 pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado que resguarda manifestações em templos religiosos. A proposta passaria por turno suplementar (uma segunda votação após as alterações no texto) na quarta passada (29), mas foi retirada da pauta e não há previsão para retorno.

No STF, a decisão também tem sido postergada: ontem, o presidente da corte, o ministro Dias Toffoli, retirou o item da pauta da próxima quarta-feira (5). O julgamento deve ser retomado só no dia 13. O ministro tem pregado a "harmonia entre os poderes", em meio as acusações de que o Supremo está atropelando o Congresso.

O UOL conversou com dois especialistas para entender os pontos de discórdia em relação à modificação da Lei do Racismo, para incluir a homofobia, e as diferenças entre a tramitação da mudança no Congresso e no Judiciário.

Raissa Belintani é advogada e integrante do Programa Justiça Sem Muros, da organização dedicada à proteção de direitos humanos ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania). Para ela, a criminalização é o caminho errado para se combater a homofobia, pois o sistema penal brasileiro sempre tenderá a prejudicar as populações mais vulneráveis.

Paulo Iotti é doutor em direito constitucional e diretor-presidente do GADvS (Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero). Ele defendeu no plenário do STF a criminalização no primeiro dia de votação da pauta, em 13 de fevereiro. Para ele, a tramitação no Supremo é essencial para mobilizar o Congresso sobre o tema e a criminalização é uma via de conscientização da sociedade.

6.mar.19 - STF realiza sessão plenária para o julgamento do processo de criminalização da homofobia

Entenda os principais pontos:

O STF está fazendo o papel do Legislativo?

Raissa Belintani - Quando o Poder Judiciário determina que se crie uma lei, ele está descumprindo a divisão entre os Poderes e isso cria um contexto complicado. Para mim, esse processo é tecnicamente errado. Ter o STF decidindo, criando lei temporária, quando isso na verdade é competência do Legislativo, resulta em um julgamento mais político, para marcar posição. É válido, mas abre brecha perigosa.

Paulo Iotti - O Congresso tem que aprovar uma lei sobre o assunto, esse é o pressuposto. A decisão do Supremo é provisória. Nesses casos de ordem constitucional, o Supremo resolve o problema provisoriamente, até virar lei.

O Congresso vai lá, promete que vai aprovar a lei, mas descumpre. O julgamento no STF não deve parar por causa disso, porque só assim o Congresso vai se movimentar. É irreal achar que o Congresso vai colocar criminalização como prioridade no contexto político atual. Se o Supremo terminar a votação, aí sim os parlamentares vão ter interesse. Uma coisa não prejudica a outra.

Criminalizar condutas é a melhor opção?

Raissa Belintani - Eu sou favorável a toda a luta do movimento LGBTI e a garantia de seus direitos, isso é essencial. Mas trabalho com cárcere e sei que a Justiça criminal é seletiva e prende a população pobre e negra. Uma lei que cria uma punição nova não resolve questão social. As pessoas não estão presas por causa de racismo. É o contrário.

É complicado colocar no mesmo patamar essa ação com a violência de gênero, por exemplo, que é combatida pela Lei Maria da Penha. A Maria da Penha foi muito bem estruturada, teve política pública por trás. Tem questões de punitivismo, mas prevê alternativas penais, aborda a situação do antes da violência, traz questões específicas de acolhimento de vítimas, pensa no todo. É um exemplo de articulação entre os poderes.

Paulo Iotti - Sempre que o Estado considera uma ação intolerável, ele criminaliza a conduta. Ou você muda o sistema penal inteiro, ou você criminaliza também a homofobia.

É um erro achar que a criminalização resolve o problema, mas é erro achar que não serve para nada. A lei antirracista calou o racismo em muitos aspectos. Você não vê em rede nacional, em público, piadas racistas como você ouvia antes. A lei penal, ao contrário do que se diz, tem efeito educativo. Faz a sociedade parar para pensar e se conscientizar de que a conduta está errada.

De que outras formas a homofobia pode ser combatida?

Raissa Belintani - Precisamos antes de mais nada de educação, discutir gênero nas escolas, em todos os espaços. Para além disso, tem que haver acolhimento para a vítima, devemos pensar a questão de saúde para a vítima, física e psicológica. Tem que haver espaço de discussões, formações de agentes públicos, policiais, juízes. Tem que ir da base até os espaços de poder que decidem. Essa é uma questão estrutural na sociedade. Criminalizar é uma solução que já nasce falida.

Paulo Iotti - Por educação. Conclamando as escolas a ensinar crianças e adolescentes a respeitar e tolerar pessoas diferentes. É preciso que as escolas previnam o bullying, o machismo, a transfobia e a homofobia. Foi assim que surgiu a histeria do debate de ideologia de gênero, que nunca existiu. Você precisa fazer uma educação que ensine as crianças que todos precisam ser respeitados ou, no mínimo, tolerados.

Fonte: Beatriz Montesanti. Do UOL, em São Paulo, 31/05/2019 04h01


 
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