Corinthians corre risco de punição similar à pena por racismo caso seja denunciado por homofobia

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 0 comentários


Majestoso do domingo reabre debate sobre punição por homofobia


Corinthians e São Paulo se enfrentaram neste domingo, em Itaquera. Em março deste ano, torcida alvinegra deu início a coro de 'bicha' contra o goleiro Rogério Ceni

Ameaçado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido aos gritos de “bicha” de sua torcida aos goleiros rivais, o Corinthians (ou qualquer outro clube) corre risco de punição similar à pena por racismo caso seja denunciado por homofobia.

Apesar de não haver citação à discriminação por orientação sexual no Código Brasileira de Justiça Desportiva (CBJD), o advogado João Chiminazzo, especialista em Justiça Desportiva, afirma que atos homofóbicos se enquadram no artigo 243-G do CBJD, que prevê pena a qualquer clube envolvido em acusações discriminatórias.
 É preciso que algum agente do mundo do futebol (atleta, treinador, clube, arbitro ou até mesmo procuradoria do SJTD) promova uma denúncia formal. Caso contrário, não há como haver um julgamento – explica Chiminazzo.
Recente réu no STJD por manifestações racistas de sua torcida, o Grêmio foi enquadrado no artigo 243-G por discriminação racial. O mesmo artigo também prevê punição por preconceitos de origem étnica, raça, sexo, cor, idade ou portadora de deficiência.

Segundo Paulo Schimdt, procurador-geral do STJD, o “preconceito por sexo” existente no artigo 243-G sustentaria uma acusação de homofobia. Em princípio, porém, tal citação diz respeito à discriminação por gênero (homem/mulher).
Sexo é genérico ali (no CBJD). Pode ser interpretado de várias formas. Mas nesse momento não estamos pensando nisso (denúncias por homofobia) – diz Schimdt.
Em caso de condenação de um clube enquadrado em tal artigo, há a perda de três pontos (imposição da derrota) na partida cujo ato discriminatório foi registrado. O Grêmio acabou expulso da Copa do Brasil por ser considerado reincidente (condição que dobra o número de pontos perdidos – seis, no caso, o que eliminou o Tricolor Gaúcho das oitavas de final).

As semelhanças de um caso de homofobia para um de racismo na esfera do futebol não vão além do STJD. Como homofobia ainda não é considerada um crime segundo a legislação brasileira, um torcedor flagrado cometendo atos homofóbicos não responderia obrigatoriamente em termos penais.
Por homofobia creio que não (responder legalmente). Mas é possível algum outro tipo de punição previsto no Código Penal, como ofensa à honra, por exemplo – complementa Chiminazzo.
MAJESTOSO: O INÍCIO DA POLÊMICA

A torcida do Corinthians deu início aos gritos de “bicha” contra goleiros rivais justamente em um clássico contra o São Paulo, disputado no último dia 9 de março, no Pacaembu, válido pelo Paulistão. O alvo inicial foi Rogério Ceni, mas a prática acabou se transformando em rotina nas partidas do Timão.

Preocupado com possíveis punições no STJD, o Corinthians emitiu na semana passada um manifesto direcionado aos torcedores, pedindo o fim dos gritos homofóbicos vindos da arquibancada.

Mas as provocações também poderão partir da torcida do São Paulo na Arena Corinthians. Os são-paulinos prepararam uma música ironizando o arquirrival.
Gambá, me diz como se sente, por que gosta de beijar. Ronaldo saiu com dois travecos, o Sheik selinho ele foi dar. Vampeta posou pra G, Dinei desmunhecou, na Fazenda de calcinha ele dançou. Não adianta argumentar, todo mundo já falou que gavião virou beija-flor”.
Fonte:  LanceNet, por Luicas Faraldo, 21/09/2014

Mulheres lesbianas são mais felizes na cama do que as heterossexuais

sexta-feira, 19 de setembro de 2014 0 comentários

Lésbicas têm mais facilidade para chegar ao orgamos do que mulheres
 heterossexuais Foto: Getty Images

Lésbicas são mais felizes na cama do que as heterossexuais

De acordo com estudo, lésbicas chegam ao orgasmo com mais frequência do que as mulheres heterossexuais

Quem anda fazendo mais - e melhor - sexo? Esta foi a questão levantada por um recente estudo do Instituto Kinsey (Kinsey Institute for Research in Sex, Gender, and Reproduction at Indiana University in Bloomington), que mostrou que lésbicas estão mais realizadas debaixo dos lençóis do que as heterossexuais.

Na verdade, os homens também apresentam boa qualidade entre quatro paredes, independente de sua orientação sexual, sendo que tanto eles quanto as lésbicas chegam ao orgasmo com facilidade.

As mais desfavorecidas, consequentemente, são as mulheres heterossexuais.

O levantamento, que ouviu 2850 homens e mulheres, perguntou aos participantes com que frequência eles chegavam ao orgasmo com seus parceiros.

A pontuação entre os heterossexuais foi de 85,1% para os homens contra 62,9% das mulheres. Quando a pergunta foi direcionada a homens gays a porcentagem variou menos de um por cento.

O mesmo não aconteceu com as mulheres. Entre as lésbicas, o número subiu para 74,7%.

Os pesquisadores concluíram que os casais heterossexuais se concentram na relação sexual, uma rota confiável para o orgasmo, e o foco não está na estimulação do clitóris.

Aprendendo com elas

Os dados da pesquisa incitam a pergunta: o que as mulheres heterossexuais devem aprender com as homossexuais? Confira uma lista de dicas a seguir.

Não faça da relação sexual o evento principal
Como não existe um pênis, o sexo com penetração não é o fim de tudo para as lésbicas.

Não tenha pressa
Mulheres sabem que demoraram mais para chegar ao orgasmo do que homens, então, é preciso mais paciência. Não coloque pressão no parceiro.

Não seja preguiçosa
As lésbicas tendem a não separar os papeis na cama, entre o que doa e o que recebe. Ambas desempenham as duas funções. As amantes preguiçosas não fazem sucesso entre as lésbicas.

Começo, meio e fim
Pare de pensar que o sexo tem que ter começo, meio e fim. Mulheres podem ter mais de um orgasmo durante uma única relação, então não existe algo que defina o final. Pode demorar o quanto você quiser, com quantos orgasmos desejar.

Tenha mais preliminares
Uma pesquisa recente derrubou o mito de que homens não gostam de preliminares. A importância delas para uma relação de qualidade já é muito conhecida, mas não custa ser lembrada.

Fonte: Terra, 12/09/2014

No Amazonas, cartórios podem perder registros se negarem-se a realizar o casamento de casais de mesmo sexo

quarta-feira, 17 de setembro de 2014 0 comentários

Casamento coletivo na sede da OAB/AM

Cartórios podem perder registros se negarem a fazer união homoafetiva no AM

Na manhã desta terça-feira, 12 casais homoafetivos e um casal hetero se casaram coletivamente na sede da OAB/AM

Manaus – Após o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STJ), em 2011, do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e da união homoafetiva, cinco cartórios do Estado do Amazonas se negaram a cumprir a determinação, segundo a presidente da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB/AM), Alexandra Zangerolame. 

Posterior a orientação da OAB, todos os cartórios voltaram atrás e cumpriram a definição.
Quando o STF reconheceu a união e o casamento tivemos registros na OAB de restrições. Até semana passada, haviam cartórios que se negavam a fazer, e alguns juízes de paz impondo algumas situações”, afirmou Alexandra. “Hoje não precisa fazer consulta judicial, já está autorizado. Portanto, aquele que sentir que esse direito está sendo negado em alguma entidade, órgão, ou cartório, deve procurar a Comissão de Diversidade da OAB que vamos agir”.
Os cartórios de registros civis que se negarem a cumprir a determinação serão punidos pelo tribunal, podendo perder seus direitos de registros.
Eles serão acionados pelas corregedorias, podem ser punidos, tanto pelo tribunal quanto judicialmente. Além disso, os cartórios podem ter seus direitos suspensos, receberem multas pecuniárias e receber uma punição civil, pois estão prejudicando um casal que tem direito”, disse a presidente da Comissão.
Na manhã desta terça-feira (16), 12 casais homoafetivos e um casal hetero se casaram coletivamente na sede da OAB/AM. 

Durante a cerimônia, a Juíza de paz do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que realizou o matrimônio, Simone Minelli, explicou, aos casais, os cinco princípios do casamento, de acordo com o poder legislativo. Entre eles, fidelidade, assistência, convivência, filhos e respeito. 

O casal Leonardo Bezerra da Silva, 28, e Márcio Barbosa Ferreira, 29, destacaram como um momento de alegria. Eles enfatizaram que sabem do compromisso do casamento como cumplicidade. 

"A partir de hoje, não existe mais eu ou ele e, sim, nós. Quando trocamos as alianças, fincamos um tratado de cumplicidade, além do amor que já é presente na nossa vida”, disse. “Estamos muito felizes por participar desta festa linda e espero que a sociedade possa ver que o casamento é possível para casais homoafetivos".

Já Kvelen Carla Custódio dos Santos, 32, e Iris Bruna da Silva, 27, disseram que o casamento é mais do que uma cerimônia.

“É o começo de uma nova vida. Passamos por mais um desafio, um momento em que teremos mais responsabilidade e cumplicidade uma a outra”,explicou.

O único casal heterosexual que participou da cerimônia, Rosimara Lima e Francisco Galvão, viviam juntos há 20 anos. Ao saberem que só havia vaga para o casamento coletivo homoafetivo, não se sentiram incomodados.
“Acho que a pessoa têm que viver a sua vida, não a dos outros. Estamos realizando o nosso sonho de nos casarmos e não há problema realizar junto com outros que queriam casar também”, disse.

Para a presidente da comissão, Manaus ‘deu um exemplo’ no judiciário e na sociedade. “A busca deles, além do reconhecimento e da dignidade humana, como todos, é a segurança jurídica”, destacou Alexandra. “Neste ato eles já saem daqui com a certidão de casamento, com toda a situação de herança de patrimônio, tudo reconhecido pelo Estado brasileiro.

A presidente observa que a cerimônia é um passo importante para luta da garantia dos direitos aos homoafetivos. 

“Eles já têm a liberdade e o direito de casar e precisam de incentivo. Precisam ter essa tranquilidade de que não serão agredidas nas ruas, que a sociedade não vai colocar fogo no lugar onde terá uma cerimônia homoafetiva. Isso não é um favor do Estado brasileiro para com elas”. 

Luta por outros direitos

O reconhecimento da união afetiva e do casamento civil ainda é o primeiro passo para a luta de outros direitos dos homoafetivos. Para a coordenadora do Fórum Amazonense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), Sebastiana Silva, a maior luta do movimento é a criação de ferramentas e leis para punir a violência. 

“Precisamos de leis que valorizem o ser humano, independente de sua orientação sexual, pois, se temos leis que punam a violência contra a população, teremos a garantia de nossos direitos também”, disse a coordenadora. 

Em 2014, foram registrados, pela Comissão de Diversidade Sexual da OAB, dez casos de agressão contra os homoafetivos. Para a presidente da Comissão, não se trata de um dado positivo, mas que pouco se fez para resolver os problemas denunciados e o canal perdeu credibilidade junto à população. 

Segundo Sebastiana, o Estado precisa atentar para as violências sofridas. “Não se trata só de violência física, mas verbal, moral e psicológica. Aqui, no Estado, não conseguimos discutir por falta de interesse político, mas o governo precisa perceber que temos uma população numerosa, que somos um estado grandioso e que, nos municípios, a violência contra a LGBT ainda é muito maior”, disse. 

A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, com base no Censo 2010, identificou 60 mil casais homoafetivos vivendo junto no país, a maioria formada por católicos (47,4%) e por mulheres (53%). 

Segundo a pesquisa, a maioria das uniões homoafetivas - 99,6 % - não é formalizada (com registro civil ou religioso). A maioria das uniões está nos estados do Sudeste (52%), seguida do Nordeste (20%), do Sul (13%), do Centro-Oeste (8,4%) e do Norte (6%).

Confira as fotos da cerimônia

Fonte: D24AM, por Nathane Dovale16 de setembro de 2014

Adriana Calcanhoto entrou para os Trending Topics do Twitter após comentar sobre saúde de sua mulher na TV

terça-feira, 16 de setembro de 2014 0 comentários

Adriana Calcanhoto fala da doença de sua mulher a Ana Maria Braga, no Mais Você 

Adriana Calcanhoto gera comentários após falar de união com mulher

No Mais Você, a cantora comentou relação de 25 anos com filha de Vinicius de Moraes

Adriana Calcanhoto entrou para os Trending Topics do Twitter após participar do programa Mais Você da quarta-feira (10/09), na TV Globo. Mas se engana quem pensa que foi por ela ter ido vestindo pijama. O assunto mais comentado na rede social é a relação de 25 anos da cantora com a atriz e diretora Suzana de Moraes, filha de Vinícius de Moraes, que luta contra um câncer de endométrio.
Queria que você mandasse muita força a ela. Eu sei que ela está no momento mais delicado da vida. E desejo muita boa sorte para vocês", disse Ana Maria, que também já enfrentou a doença. "São 25 anos. Dou muita força a ela diariamente. Ela está melhor", afirmou Calcanhotto. Apesar de estarem juntas há tanto tempo, elas tiveram o direito de oficializar a união na Justiça por meio de uma união estável apenas em 2010.
Logo que recebeu a cantora no estúdio, a apresentadora brincou com seu look:
"Adriana Calcanhotto, de pijama. Adorei o pijama. Olha, ninguém teve essa ideia até agora". "É pra você saber que estou me sentindo em casa", respondeu a artista.
No fim da participação, Calcanhotto cantou a música Me dê motivo, que faz parte da trilha sonora da novela Geração Brasil

No Twitter, parte dos usuários foi pega de surpresa pelas declarações da cantora sobre sua sexualidade. “Adriana Calcanhoto é lésbica e eu não sabia”, escreveu @aanin_. “Notícia do dia: a Adriana Calcanhoto é lésbica”, postou @diejunqs.

Outros tuiteiros se chocaram apenas com a falta de informação dos demais usuários do microblog. “Como assim vocês só descobriram que a Adriana Calcanhoto é lésbica hoje?”, questionou @juquinhars. “Adriana Calcanhoto é lésbica? Avá, é nada! Morto com a galerinha do Tredding Topics se sentindo descobridores dos sete mares”, ironizou @arthursouza.

Mais Você - Adriana Calcanhotto canta no Mais Você | http://buff.ly/1ANgXxi

Fonte: Terra, 10/09/2014

Vitória da democracia no RS: casal de mulheres se casa no fórum de Santana do Livramento

segunda-feira, 15 de setembro de 2014 0 comentários

Mais uma vitória contra a discriminação

'Vitória para nós duas', diz mulher após casar com companheira no RS

Solange e Sabriny trocaram alianças e foram aplaudidas em cerimônia. Caso ganhou repercussão após incêndio em CTG no Rio Grande do Sul.
Após muita polêmica, Santana do Livramento realizou neste sábado (13) o casamento coletivo que juntou 28 casais, sendo um deles formado por duas mulheres. A união de Solange Ramires, 26 anos, e Sabriny Benites, 24 anos, ficou no centro das discussões depois que um incêndio criminoso atingiu o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) que abrigaria a cerimônia. Após a repercussão do caso e a transferência de local, a oficialização teve o aguardado "sim", troca de alianças e beijo, como manda o protocolo. 

Solange estava vestida de noiva, enquanto Sabriny trajava um smoking. Ao som da marcha nupcial, o casal entrou por último no salão do júri e foi aplaudido de pé pelos presentes.
Foi uma vitória pra nós duas. Agora, a gente espera que outros casais possam assumir, possam andar na rua perfeitamente. Muita gente não anda por causa do preconceito", afirmou Solange ao G1 ao sair do altar improvisado no salão do júri. "Acredito que possa diminuir um pouco [o preconceito] agora", completou Sabriny. "Mas o tradicionalismo tem a cabeça muito fechada. Enquanto não abrir a cabeça, vai existir preconceito", lamentou.
Embora longe do CTG, a celebração teve características gauchescas. Alguns noivos vestiam bombachas, lenços vermelhos e camisas brancas. Outras mulheres usavam vestidos de prenda, entre elas a magistrada, responsável pela realização do casamento.
É para reforçar o combate à homofobia no tradicionalismo. Foi um sacrifício. Será um grande evento diante de casais que não se acovardaram. Não vamos nos calar. Os direitos das minorias estão garantidos", disse ao G1, pouco antes da celebração.
O ambiente foi decorado com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul e do movimento LGBT. O salão do júri foi a segunda opção da magistrada, que propôs inicialmente que o matrimônio coletivo fosse realizado no CTG Sentinelas do Planalto na cidade. O galpão, porém, foi alvo de um incêndio criminoso na madrugada de quinta (11). Apesar do mutirão proposto para reconstruir o espaço, não houve condições e nem tempo suficiente para concluir os trabalhos.
Por que essa cerimônia causa tanto incômodo ao tradicionalismo?", questionou a juíza Carine Labres em seu discurso, logo no início da celebração. "Qual a razão de tanta intolerância?", indagou.
Solange e Sabriny se casam sob aplausos

Com a repercussão, o evento contou com as presenças de autoridades como ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, José Aquino Flôres de Camargo, e a secretária de Justiça e Direitos Humanos do governo estadual, Juçara Dutra Vieira.

A ministra Ideli Salvatti defendeu a criminalização da homofobia, enalteceu o amor e disse que o fato permite uma discussão nacional sobre o assunto.
Essa solenidade que é uma solenidade de amor. O que ocorreu aqui acabou trazendo tantas autoridades e imprensa e servirá para o debate nacional sobre a importância de se respeitar na sociedade brasileira, pelo que se é, dando-lhe todos os direitos e oportunidades. Tem um trecho de uma música que eu costumo lembrar, diz muito do que estamos fazendo aqui hoje: qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amar valerá. O amor é que vale. Exatamente por isso tem que ser respeitado”, destacou.
O incêndio ocorreu na madrugada de quinta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta de 0h30, e as chamas foram controladas cerca de três horas depois. Ninguém ficou ferido, mas o fogo atingiu a parte interna da estrutura, justamente o palco, onde acontecerá o evento.

A Polícia Civil diz que o incêndio foi criminoso. Um garrafa com resquícios de gasolina foi encontrada no galpão do CTG, que, segundo a polícia, pode ser um coquetel molotov, artefato incendiário de fabricação caseira. Testemunhas relataram que viram quatro pessoas próximas ao CTG antes do início das chamas, mas a polícia diz que, por enquanto, não há suspeitos de autoria do incêndio.

Logo após o incêndio, um mutirão se formou para reconstruir a estrutura danificada do galpão a tempo do casamento coletivo. Segundo o patrão do CTG, Gilbert Gisler, o Xepa, a instituição recebeu mais de 40 doações de material de construção, de pessoas físicas e jurídicas. A comunidade de Santana do Livramento também doou a mão de obra para a reconstrução do local.

Fonte: Do G1 RS, em Santana do Livramento, por Estêvão Pires, 13/09/2014

Polícia trabalha com hipótese de homofobia no caso de jovem assassinado em Goiás

sexta-feira, 12 de setembro de 2014 0 comentários


Jovem é assassinado em Goiás e polícia trabalha com hipótese de homofobia

O corpo de João Antônio Donati, de 18 anos, foi encontrado na última quarta-feira, em um terreno baldio da cidade de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiás. O jovem tinha saído de casa na noite de terça-feira para ir a um bar com amigos e desapareceu. De acordo com o delegado Humberto Teófilo, titular da Delegacia de Inhumas, a hipótese de homofobia não está descartada.

— Ele era homossexual declarado. Não vamos descartar nada. É possível que tenha sido motivado por homofobia sim. Conversei brevemente com amigos e familiares.

De acordo com o laudo da necropsia, João foi morto por asfixia. Segundo o delegado, a boca do jovem foi tapada com sacos plásticos de lixo e papel de picolé. Próximo ao corpo, foi encontrado um preservativo. O delegado ressaltou que a informação divulgada por amigos, de que um bilhete, com mensagem homofóbica, teria sido deixado no local do crime, não procede.

João tinha marcas de agressão em todo o rosto. Não foi revelado se houve relação sexual no local. Ao contrário do que tem sido veinculado por amigos nas redes sociais, o pescoço e as pernas do jovem não foram quebrados. Ainda não há pistas sobre o assasino.

— Ainda estamos no começo da investigação. Estou esperando passar este momento, o velório, para falar com os familiares e amigos. Neste momento surgem muitas especulações.

Raiany Maggiore, amiga de João, soube da morte do rapaz através da internet. Morando na Europa, ela conta que conheceu o rapaz há três anos.

- Era um menino de ouro, um amor. Espero que a polícia pegue o monstro que fez isso.

De acordo com Raiany, João sempre contou com o apoio da família, mas relatava ser alvo de insultos homóficos na cidade. Assim como muitos jovens, ele queria achar um grande amor.

- Ele ouvia na rua "viadinho", "vira homem". Mas nunca relatou casos de agressão. Ele era muito alegre. E sonhava muito, muito. Sempre falava que um dia iria morar em um lugar aonde não teria preconceito, aonde poderia achar um namorado igual dos conto de fadas.

Nas redes sociais, a morte causou comoção entre os amigos de João. No Facebook do rapaz, várias fotos demonstram um jovem alegre e vaidoso. Nas legendas, João sempre escolhia frases relatando fé em Deus para lidar com os problemas e mensagens de incentivo.


Em outra, cita um dois diálogos do filme “Querido John”, baseado no livro do autor americano Nicholas Sparks. “Vamos namorar escondidos. Vamos nos amar em segredo. Vamos dizer 'não' quando perguntarem e 'sim' para o outro. Vamos fingir sermos eu e você para o mundo e ainda seremos nós”.

A mãe de João, Ismênia, compartilhou uma foto ao lado do filho no Facebook. Ela usa uma imagem de luto no perfil. Mensagens de todo o país mandam condolências à família.

João era popular e querido. Ele tinha 1.381 seguidores na rede social. Após a noticia de sua morte, muitos amigos e pessoas que não o conheciam lamentaram o crime. O Facebook de João também tem recebido várias mensagens de apoio aos parentes e contra a homofobia.

Dois atos de protesto foram marcados para o próximo sábado. Um deles na cidade de João, e outro em São Paulo. Uma montagem com a foto do rapaz morto também está sendo usada para manifestações contra o assassinato da população LGBT.

“Que crueldade meu deus, muito triste ver isso, mataram ele com essa crueldade simplesmente porque o rapaz sentia atração por homens. Homofobia tem que virar crime, infelizmente isso não tá perto de #mudar porque os políticos só pensam em roubar e não preocupam mais com os brasileiros de bem .#meussentimentosafamilia”, escreveu um usuário que não conhecia João.

“Queria eu poder deixar um texto lindo como os dos outros, mas estou muito chocado para pensar em algo para confortar o coração dos familiares; embora eu não o conhecia fiquei muito triste pelo fato. Meus pêsames aos familiares”, escreveu outro jovem.

“Você sabe o que significa homofobia? Homofobia é o preconceito contra aqueles que amam pessoas do mesmo sexo. É o preconceito contra pessoas que têm sentimentos, anseios, necessidades e esperança como qualquer outro humano. E o que há de errado nisso? Nada. Não devem existir regras para o amor, ele deve seguir apenas o respeito e a liberdade. Descança em paz”, desabafou uma adolescente.

De acordo com o delegado, a cidade não registrava um caso de homício há meses.

Fonte: Extra, 11/09/2014

 
Um Outro Olhar © 2011 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum