Novo “Power Rangers” trará primeira heroína lésbica do cinema!

sexta-feira, 24 de março de 2017 0 comentários

A Ranger Amarela, Trini, interpretada por Becky G, está se descobrindo na história

Novo “Power Rangers” trará primeira heroína lésbica do cinema!

Marvel e DC são gigantes no quesito heróis no cinema, mas ainda não vimos nenhum personagem gay nas adaptações dos quadrinhos. Pois quem trará diversidade ao universo dos super-heróis será o novo filme da Lionsgate, o reboot de “Power Rangers”.

A Ranger Amarela, Trini, interpretada por Becky G, está se descobrindo na história, segundo o diretor Dean Israelite, que falou com o The Hollywood Reporter.

Há uma cena onde ela está se questionando sobre problemas com o namorado, mas na verdade Trini percebe que essa questão está relacionado a uma garota e não a um garoto. É um pequeno momento, mas Israelite chama de “fundamental” para todo o filme.
Para Trini, ela realmente está se questionando muito sobre quem é. Ela ainda não entendeu muito bem o que está acontecendo, é o que eu acho ótimo nessa cena e no que ela vai propiciar para o restante do filme é: ‘Está tudo bem’. O filme está dizendo: ‘tudo bem’ para todas as crianças que estão tentando entender quem são e querem encontrar sua tribo”
O primeiro Ranger Azul, o ator David Yost, que é gay, deixou a série nos anos 90 depois de enfrentar assédio por conta de sua orientação sexual. Ele elogiou essa inclusão no novo filme!
Eles finalmente fizeram alguma coisa! Acho que muitas pessoas na comunidade LGBTQI vão ficar entusiasmadas por ver essa representação”
Lionsgate segue os mesmos passos da Disney, que teve seu primeiro personagem abertamente gay nos cinemas com o novo “A Bela e a Fera”.

Enquanto isso, a diversidade nos quadrinhos de heróis existe, sim! Mulher-Maravilha, Mulher Gato, Batgirl e Arlequina e Hera Venenosa estão estre as personagens representantes da comunidade LGBT. Mas até agora, todas foram retratadas como hétero nos filmes. Já o mutante Northstar, do X-Men, foi o primeiro personagem gay dos HQs, introduzido nas histórias em 1992.

Fonte: Papel Pop, por Raíssa Basílio, 20/03/2017

Eva Green e Gemma Arterton viverão a história de amor entre as escritoras Virginia Woolf e Vita Sackville-West.

quinta-feira, 23 de março de 2017 0 comentários


Escaladas atrizes que viverão casal em filme sobre Virginia Woolf

As atrizes Eva Green (O Lar das Crianças Peculiares, Penny Dreadful, 300: A Ascensão de um Império) e Gemma Arterton (Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo) foram escolhidas para protagonizar o filme Vita & Virginia, que vai tratar da história de amor da romancista Virginia Woolf com a escritora e designer de jardim Vita Sackville-West. As informações são do site do jornal britânico The Guardian.

Eva como Virginia

Eva Green vai interpretar Virginia e Gemma ficará com o papel de Vita. O filme será dirigido por Chanya Button (Burn Burn Burn) com base em uma peça de teatro escrita por Eileen Atkins, chamada Vita and Virginia, que estreou em 1992. O roteiro do longa foi escrito pela própria Eileen em 2000.

Gemma e Vita

O relacionamento entre as duas escritoras começou em 1922 e durou por cerca de uma década, apesar de elas terem continuado amigas até a morte de Virginia, em 1941. O livro Orlando – Uma Biografia (publicado no Brasil pela Companhia das Letras), lançado por Virginia em 1928, foi dedicado a Vita.

Superior Tribunal de Justiça entende que lésbicas e gays podem adotar crianças de qualquer idade

quarta-feira, 22 de março de 2017 0 comentários


Homossexuais podem adotar criança de qualquer idade, define STJ


O fato de uma pessoa ter uma relação homoafetiva não impõe qualquer limite para que adote menores de idade, bastando que preencha os requisitos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Assim entendeu a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao negar pedido do Ministério Público do Paraná, que queria impedir um interessado em adotar crianças de até três anos de idade.

O MP-PR entendia que o limite deveria ser de 12 anos, por ser “peculiar a condição do adotante, em homenagem ao princípio da proteção integral, a oitiva do adotando surge como obrigatória”. Em primeiro grau, porém, o juízo de primeiro grau afirmou que não faria sentido limitar “a habilitação de requerente homoafetivo”, com base nos princípios da igualdade. O Tribunal de Justiça gaúcho manteve o entendimento, por unanimidade.

Para o ministro Raul Araújo, relator do caso no STJ, não existe previsão legal limitando a faixa etária do adotando apenas porque o adotante é homossexual, “devendo o pretendente, sempre e em qualquer situação”, preencher os requisitos estabelecidos no ECA (Lei 8.069/90), como oferecer ambiente familiar adequado.

Ele afirmou que, conforme relatório juntado em primeira instância assinado pela equipe multidisciplinar do juízo, “o requerente encontra-se apto a exercer a responsabilidade que requer os cuidados de uma criança ou adolescente”.

O ministro apontou ainda que a 3ª Turma da corte já seguiu a mesma tese, por unanimidade, em 2015, ao rejeitar pedido do próprio MP-PR (REsp 1.540.814/PR). O voto de Araújo também foi seguido sem divergência. O ministro Antonio Carlos Ferreira apresentou voto-vista, mas acompanhou o relator.

Clique aqui para ler o voto do relator, ainda sem revisão.

REsp 1.525.714

Fonte: Conjur, 17 de março de 2017 

Em vídeo, meio-irmão de Luciano Huck fala sobre homossexualidade

terça-feira, 21 de março de 2017 0 comentários

O cineasta Fernando Grostein Andrade e o namorado, o ator Fernando Siqueira

Em depoimento, meio-irmão de Luciano Huck fala sobre homossexualidade

Assumir a homossexualidade é um passo difícil para a maioria das pessoas por um único motivo: o preconceito. Por isso, em meio a notícias assustadoras de casos de homofobia, é importante também divulgar aquelas que dão força e coragem para aqueles que ainda não conseguiram se assumir.

A história de Fernando Grostein, autor de documentários como "Quebrando o Tabu", publicou um vídeo em seu canal do YouTube em que fala sobre sua sexualidade. O depoimento de 15 minutos contextualiza sua infância, sua primeira experiência amorosa - tanto hétero como homossexual - e os preconceitos que sofreu.

Quando criança, se sentia diferente por não compartilhar dos mesmos interesses dos amigos. Enquanto eles falavam de futebol, Grostein gostava de cultivar orquídeas e fazer hipismo. Seus hobbies, então, se tornaram motivo de piada entre seus colegas.
Aos 14 anos tive um sonho com um amigo e comecei a sentir vergonha dos meus amigos, da minha família, de tudo, me fechar. Tinha certeza que eu tinha que ter uma namorada, comecei a me obrigar a ver 'Playboy', para ver se a coisa ia, na força, no jeito", contou.
Mais tarde, no entanto, teve sua primeira experiência homoafetiva com um amigo e não foi nada positiva. "Ele tava bêbado, eu também. Depois disse: 'Se você contar para alguém eu te mato, jogou uma bomba na minha casa'".

Essa situação, ao mesmo tempo que o fechou mais ainda, se tornou um incentivo para ele se assumir para a família no futuro. A reação dos parentes não foi das melhores, mas eles foram entendendo aos poucos e hoje mantém uma boa relação.

Ao final do vídeo, Grostein dá uma mensagem emocionante aos gays que sofrem para admitir a própria sexualidade. 
Na minha época fez falta alguém dizer para mim assim 'olha, tá tudo certo em ser gay, olha, não tem problema nenhum, olha, ser gay não é sinônimo de dar errado'", desabafou. E completou com um recado encorajador: "É muito bom você estar em paz, vale a pena se assumir. Pode acreditar, pode confiar, é difícil no começo... mas passa".
Veja o vídeo abaixo:

Fonte: Catraca Livre, 14/03/2017


Jovem lésbica afirma que discriminação familiar e social está longe de acabar

segunda-feira, 20 de março de 2017 0 comentários

Jéssica diz que se ama do jeito que é. Jovem quer ajudar outras lésbicas e garantir direitos das mulheres (Foto: Quésia Melo/G1)

'Respeito é só no papel', diz lésbica que sofreu preconceito da família
Jovem diz que ficou com marcas no corpo e pediu medida protetiva à Justiça. Jéssica Farias faz parte de associação e quer garantir direitos das mulheres.

Foi dentro de casa que a estudante Jéssica Farias, de 20 anos, sofreu preconceito pela primira vez ao contar que era lésbica. A agressão verbal e física partiu de um tio. A jovem conta ficou com marcas no corpo e pediu uma medida protetiva que mantém o agressor distante. No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, Jéssica pede respeito às lésbicas e lamenta ainda ser chamada de "sapatão" dentro do ônibus.
Desejaria que, de fato, o respeito existisse, pois o respeito é só no papel e nas redes sociais. Não tenho medo de ser quem sou, mas enfrento piada dentro de ônibus, sou chamada de 'sapatão' e a frase que mais ouço é "'tu nunca pegou um homem que faça gostoso como eu'. As pessoas não se colocam em nosso lugar, tudo o que querem é fazer julgamentos", lamenta.
Jéssica faz parte da Associação de Mulheres do Acre Revolucionárias (Amar-AC), que atualmente atende ao menos 17 mulheres profissionais do sexo, lésbicas e em situação de vulnerabilidade. A estudante afirma que descobriu a orientação sexual aos oito anos de idade durante uma brincadeira com as primas. Desde então, foi apoiada e julgada por familiares e amigos.
Não digo que descobrir e entender isso foi fácil, mas eu me aceitei fácil, pois na minha família há outros homossexuais e até eles são preconceituosos. Uma pessoa da minha família que é gay não me aceita como lésbica e já chegamos a ir para a Justiça por causa disso. A primeira a saber que eu era lésbica foi minha avó. Quando contei, ela respondeu: 'minha filha seja feliz'", conta.
Jovem conta que mora com namorada há mais de um ano e que é chamada de sapatão diariamente (Foto: Quésia Melo/G1)

Relacionamento

Jéssica namora há mais de um ano e diz que ela e a companheira buscam ser respeitadas diariamente. As duas se conheceram no Facebook. A estudante relata que quando estão em público se tratam como amigas para preservar a privacidade do casal e evitar comentários preconceituosos.
Acredito que a nossa intimidade é assunto da nossa casa para dentro. Infelizmente, as outras pessoas não têm a cabeça aberta que ela, as pessoas que convivem conosco e eu temos. Lembro que a vi no Facebook e a achei muito bonita, mandei mensagens na cara de pau, tomei a iniciativa, ela me enrolou um mês até nos conhecermos pessoalmente", lembra.
Preconceito 
A jovem ainda lembra a sensação que sentiu ao sofrer preconceito pela primeira vez. Quando segurava as lágrimas, Jéssica disse que prometeu a si mesma que não teria vergonha de assumir quem era e do que gostava. Junto da Amar-AC diz que quer buscar maior visibilidade para as lésbicas e as necessidades dessas mulheres.
Quando sofri preconceito pela primeira vez, senti um desconforto que não tem explicação, me senti mal, quis chorar e me segurei. Sempre digo para minhas amigas que se pudesse andar com uma placa escrito 'sapatão', eu andaria. Me amo do jeito que eu sou e me acho maravilhosa dessa forma. Se pudesse mudar algo em mim, seria me tornar ainda mais visível como a mulher gay que sou", finaliza.
Jéssica faz parte de associação que atua ajudando profissionais do sexo, lésbicas e mulheres em situação de vulnerabilidade (Foto: Quésia Melo/G1)

Fonte: G1 AC, Quésia Melo, 15/03/201


Empresa Via Varejo S/A condenada a pagar indenização por homofobia e assédio moral a ex-funcionário em Campina Grande (PB)

sexta-feira, 17 de março de 2017 0 comentários

Homofobia no trabalho é inaceitável

Empresa é condenada por homofobia e assédio a ex-funcionário na Paraíba
Ex-empregado trabalhou na empresa por três anos em Campina Grande. Via Varejo S/A afirma em nota que 'repudia qualquer ato de discriminação'.

Do G1 PB

A empresa Via Varejo S/A foi condenada a pagar R$ 40 mil de indenização por homofobia e assédio moral a um ex-funcionário em Campina Grande, na Paraíba. De acordo com a decisão por maioria da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho (13ª Região), a vítima sofreu ofensas de cunha homofóbico por superior hierárquico e colegas de trabalho, diariamente, por quase três anos. 

Em nota, a Via Varejo informou que "não comenta casos sub judice. Porém, a empresa reforça que repudia qualquer ato de discriminação e adota uma política para prevenir o assédio moral - com treinamentos, cartilhas, código de conduta, entre outros, visando garantir um ambiente de trabalho harmonioso e livre de qualquer ato constrangedor ou humilhante".

A empresa afirmou, em depoimento ao TRT, que adota uma política para prevenir o assédio moral - com treinamentos específicos, orientação a gestores e palestras motivacionais.

Ainda conforme a Via Varejo, ela disponibilizou a todos os funcionários uma Cartilha Contra o Assédio Sexual e Moral nas Relações de Trabalho, onde esclarece o que é o assédio moral e sexual, visando garantir um ambiente de trabalho harmonioso e livre de qualquer ato constrangedor ou humilhante.

De acordo com o relator da ação, o desembargador Thiago de Oliveira Andrade, o assédio moral é uma prática inadmissível em qualquer ambiente, não se excluindo o do trabalho, e consiste na exposição prolongada e repetitiva de um ou mais empregados a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes.

Os desembargadores concluíram, portanto, que a indenização de R$ 40 mil mede-se pela extensão do dano, considerando o tempo de duração do contrato de quase três anos, com humilhações diárias. Além do assédio moral houve discriminação no trabalho, uma vez que era dado tratamento diferenciado, de forma mais rigorosa, ao ex-funcionário. Também foi considerado o porte econômico da empresa Via Varejo S/A, conforme TRT-PB, um dos maiores grupos varejistas do país.

Fonte: G1 PB, 16/03/2017

 
Um Outro Olhar © 2015 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum