Casal de mulheres executado na frente da filha de dois anos no Pará

quarta-feira, 25 de abril de 2018 0 comentários


Casal homossexual é executado na frente da filha de dois anos

Duas mulheres foram mortas a tiros dentro da casa delas, no início da tarde desta quinta-feira (19), na rua Santa Clara, no bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua (Pará). A filha de uma delas, de dois anos, presenciou o crime.

De acordo com informações iniciais da Polícia Militar, o duplo homicídio ocorreu por volta das 13h30. As duas vítimas - identificadas como Ana Beatriz e Ana Clara, que seriam um casal - tiveram a casa invadida. O portão foi arrebentado, e elas foram mortas dentro do imóvel.

Segundo testemunhas, os responsáveis eram quatro homens que estavam dentro de um carro vermelho.

A menina, de apenas dois anos de idade, que presenciou a cena de violência, foi resgatado por policiais militares e encaminhada para o Conselho Tutelar.

(DOL com informações de Denilson D’Almeida/Diário do Pará)

Fonte: Diário do Pará Online, 19/04/2018

Vítima de homofobia em supermercado de BH será indenizada em R$30 mil

terça-feira, 24 de abril de 2018 0 comentários

A PM foi acionada, e as duas funcionárias abandonaram o local, negando-se a oferecer explicações. (Reprodução)

Vítima de homofobia em supermercado será indenizada em R$ 30 mil
Caso ocorreu no Carrefour da unidade Vitório Marçola, no Bairro Anchieta.
A sociedade brasileira como um todo precisa amadurecer, e muito, no respeito para com as diferenças de cada um, cumprindo ao próprio Estado reprimir toda e qualquer forma de preconceito e inferiorização das ditas minorias. Especialmente considerando os estudos apontados, que mostram resultados assustadores acerca da homofobia no Brasil: sete em cada dez homossexuais brasileiros já sofreram algum tipo de agressão, seja física ou verbal. Cresce violência contra pessoas LGBT; a cada 25 horas, uma é assassinada no País.”
Com essas considerações, o desembargador Luiz Artur Hilário, da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), proferiu voto condenando o Carrefour Comércio e Indústria Ltda., na unidade Vitório Marçola, no Bairro Anchieta, a pagar indenização de R$ 30 mil por danos morais a um consumidor, ofendido por funcionárias do hipermercado. Em seu voto, ele foi seguido pelos desembargadores Amorim Siqueira e José Artur Filho. A decisão confirmou sentença proferida pela 30ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte.

O consumidor narrou nos autos que em 28 de fevereiro de 2015 estava no hipermercado com a mãe, não havendo guichês suficientes para atendimento adequado ao público. Afirmou que “longas filas de espera se formavam” e, após esperar por mais de 60 minutos na fila de um dos caixas, ao chegar sua vez, foi informado pela balconista que não poderia efetuar o pagamento ali, uma vez que aquele caixa somente processava as compras com pagamento em dinheiro.

O consumidor afirmou que tentou efetuar a transação com o cartão Carrefour e tentou resolver o impasse conversando com a funcionária, mas ela foi incisiva em não receber o pagamento, mesmo depois que ele demonstrou que no local não existia nenhuma sinalização de que naquele caixa o pagamento somente seria efetuado com dinheiro em espécie.

De acordo com o consumidor, a partir daí a funcionária começou a hostilizá-lo, orientando-o a ingressar em outra fila e afirmando que ele teria ingressado naquela fila “porque quis” e porque era “intrometido”. A certa altura, passou a questionar se ele era “cego” ou “surdo”, até que a funcionária do caixa ao lado disse que ele, além de “cego e surdo”, era “bicha”. 

Os insultos teriam sido acompanhados de chacotas, risadas e imitações caricatas da voz dele, na presença da mãe e de várias pessoas. A PM foi acionada, e as duas funcionárias abandonaram o local, negando-se a oferecer explicações. Um subgerente o teria acompanhado na diligência.


Em sua defesa, o supermercado afirmou que os fatos narrados pelo consumidor não tinham sido devidamente comprovados. Afirmou ainda que não admitia falhas de seus funcionários “no que tange ao tratamento e atendimento aos seus consumidores”, não merecendo crédito os relatos registrados em boletim de ocorrência.

Contudo, em primeira instância, a 30ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte condenou o supermercado a pagar ao consumidor indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil. O estabelecimento comercial recorreu, reiterando suas alegações e afirmando que a sentença teria se baseado em “meras e infundadas alegações”.

Responsabilidade objetiva

Ao analisar os autos, o desembargador relator, Luiz Artur Hilário, observou que o caso deveria ser tratado à luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC), tendo em vista a relação de compra e venda de mercadoria entre as partes. “A responsabilidade civil de supermercados/hipermercados por atos praticados por seus prepostos é objetiva e somente pode ser afastada pelas excludentes previstas no CDC, dentre elas, ‘culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros’", indicou.

Na avaliação do desembargador, cabia ao supermercado o dever de indenizar o consumidor, uma vez que os fatos narrados pelo cliente haviam sido “devidamente comprovados” nos autos por meio do boletim de ocorrência e “prova testemunhal firme e clara quanto à situação manifestamente constrangedora a que o autor foi submetido”.

O desembargador afirmou ser improcedente a afirmativa de que o boletim de ocorrência não era documento hábil a comprovar os fatos, especialmente considerando que o próprio gerente do supermercado registrou sua narrativa dos fatos perante a Polícia Militar. “Ademais, o boletim de ocorrência não é prova única dos fatos narrados, cujo teor ali descrito foi ratificado fielmente pelos depoimentos colhidos na instrução processual”, acrescentou.

O magistrado observou ainda que a empresa não trouxe nos autos qualquer filmagem interna do estabelecimento que pudesse demonstrar a inexistência de tumulto ocorrido no dia. “Tudo indica que os arquivos não foram apresentados propositalmente, a fim de se esquivar de eventual condenação”, afirmou o relator.

Iguais perante a lei

Entre outros pontos, o relator afirmou que os fatos comprovados nos autos confirmavam a presença de dano moral: “Observa-se claramente que as prepostas buscaram, em público, humilhar e desrespeitar a parte autora, direcionando a ela palavras como ‘você é burro ou surdo?’ ou, ainda, ‘só poderia ser bicha mesmo’, demonstrando a intenção de ofender o consumidor perante terceiros”.

O relator afirmou ainda caber ao TJMG “reprimir de forma firme e dura a conduta ilegal praticada pela ré, de forma a tentar reparar, ao menos minimamente, os danos morais ocasionados à parte autora e, ao menos, levar a apelante à reflexão acerca da necessidade de aprimoramento do treinamento de seus colaboradores”.

Julgando adequado o valor fixado em primeira instância, tendo em vista, entre outros aspectos, as peculiaridades do caso e as condições da vítima e do ofensor, ele manteve o valor de R$ 30 mil a título de indenização por dano moral.

TJMG

Fonte: Dom Total, 22/04/2018

Casal de mulheres impedido de registrar seu bebê na Itália

segunda-feira, 23 de abril de 2018 0 comentários

Chiara Foglietta e o filho Niccolò Pietro (Facebook/Reprodução)

Vereadora italiana é impedida de registrar filho por ser lésbica
Itália só permite registros de bebês de casais heterossexuais estáveis

TURIM — As autoridades da cidade de Turim, no Norte da Itália, se recusaram a registrar um bebê de um casal de mulheres concebido por inseminação artificial. Chiara Foglietta, uma vereadora do Partido Democrático (PD), realizou o procedimento na Dinamarca e deu à luz na última sexta-feira ao menino Niccolò Pietro.
Que o mundo saiba recebê-lo na melhor das maneiras, pequeno Niccolò Pietro", escreveu Chiara em uma publicação em seu perfil do Facebook na última sexta-feira.
Como a lei italiana é restrita para o tratamento de fertilidade e só permite registros de bebês de casais heterossexuais estáveis, a vereadora e sua mulher, Micaela Ghisleni, não puderam registrar Pietro no cartório da cidade.

Chiara Foglietta e Micaela Ghisleni

A equipe (do cartório público) me disse:
Você deve declarar que teve união com um homem para registrar seu filho. Não há fórmula que permita você dizer que teve inseminação artificial", escreveu Foglietta no Facebook. "Para registrá-lo no cartório, tenho que contar uma mentira. Toda criança tem o direito de conhecer sua própria história, a combinação de eventos que a criaram", acrescentou.
A prefeita de Turim, Chiara Appendino, afirmou que a "lei atualmente não prevê o reconhecimento dos filhos e filhas de casais homossexuais na Itália". Ao jornal "Corriere della Sera", Appendino afirmou que mesmo sendo "a favor" do registro de Pietro, "os direitos dos pais e das crianças não podem ser garantidos".
Eu e Micaela vamos lhe dar as mãos a cada instante e lutaremos para que possa ter tudo o que sonha. Bem-vindo", afirmou a vereadora na rede social.
Muitos procedimentos de fertilidade permitidos em outros países da União Europeia são proibidos na Itália como, por exemplo, triagem ou congelamento de embriões. Os tratamentos fornecidos no país são disponibilizados apenas para "casais heterossexuais" que se mostram clinicamente inférteis.

Fonte: G1, 20/04/2018, via ANSA


Homofobia pode ser atração pelo mesmo sexo

sexta-feira, 20 de abril de 2018 0 comentários

Homofobia está relacionada à homossexualidade reprimida pela família e desejo de se "defender" (AFP/)

Homofobia pode ser indício de atração pelo mesmo sexo, diz pesquisa
Segundo estudo, pessoas criadas em famílias repressoras podem não aceitar sua própria orientação sexual, tornando-se preconceituosas

São Paulo – A ideia muito propagada de que os homofóbicos são, na verdade, “gays enrustidos” ganha apoio da ciência com um estudo realizado por integrantes das universidades de Rochester e da Califórnia, nos Estados Unidos, e de Essex, na Inglaterra.

A pesquisa aponta que pessoas que crescem em ambientes familiares repressores podem se privar de seus desejos internos. Para evitar o estigma, elas suprimem a atração que sentem pelo mesmo sexo e se tornam preconceituosas, como forma de se defender.

Esse resultado foi publicado na edição mais recente do periódico Journal of Personality and Social Psychology. A conclusão veio a partir de quatro experimentos que testaram, de acordo com o tempo de resposta, a relação entre o apoio à autonomia dado pelos pais e a diferença entre a sexualidade declarada e a implícita.

Cada teste foi feito com cerca de 160 universitários. Nos dois primeiros, eles tiveram que classificar palavras e imagens como “gays” ou “heterossexuais” e, depois, procurar fotos de pessoas de gêneros diferentes. Isso foi feito para que os pesquisadores pudessem analisar a orientação sexual implícita de cada um.

Os experimentos seguintes tiveram foco direcionado à situação familiar, valores, opiniões, crenças e preconceitos presentes na criação dos pesquisados. Após os testes, foi percebido que houve uma maior discrepância entre a orientação sexual implícita e explícita nos participantes cuja família (principalmente a figura paterna) era homofóbica e não dava apoio à autonomia do filho.

Quem se dizia heterossexual, mas demonstrava não ser “internamente”, tinha mais propensão a agir com agressividade contra pessoas gays. Os conflitos revelados e a repressão da própria sexualidade decorrem, segundo os cientistas, do medo de contrariar e decepcionar os pais. Por isso, ao disfarçar sua homossexualidade, elas acabariam se tornando homofóbicas.

Fonte: Exame, por Luciana Carvalho, 12/04/2018

Maior parte dos suicídios é de adolescentes ‘no armário’

quinta-feira, 19 de abril de 2018 0 comentários

Adolescente Yago Oliveira que se suicidou por rejeição familiar 😢

Maior parte dos suicídios é de adolescentes que ficam ‘no armário’
Suicídio já representa a terceira principal causa de morte entre adolescentes.

Quem assiste ao clipe Indestrutível (ver vídeo abaixo), recentemente lançado por Pabllo Vittar, se depara com cenas fortes e reais de bullying com jovens LGBT. Infelizmente, o preconceito que esses adolescentes sofrem diariamente é capaz de levá-los à depressão e até ao suicídio.

Poucas semanas antes do clipe ser lançado, um estudo norte-americano revelou que os jovens LGBT que escondem a orientação sexual são mais propensos a apresentar comportamento suicida. O risco é ainda maior entre adolescentes que sofreram bullying ou foram forçados a fazer sexo.

Publicado no American Journal of Preventive Medicine, o estudo foi centrado em adolescentes que se identificaram como gays ou lésbicas, mas tiveram contato sexual com o sexo oposto ou ambos os sexos, ou os que se identificaram como heterossexuais, mas tiveram contato sexual com o mesmo sexo ou ambos os sexos. Aproximadamente 7 mil alunos do Ensino Médio dos Estados Unidos responderam cerca de 100 perguntas sobre saúde, orientação sexual e comportamentos de risco.

De acordo com o resultado da pesquisa, 4% dos entrevistados tiveram a chamada “discordância da orientação sexual“. Entre eles, 32% eram gays e lésbicas. O estudo também reuniu dados sobre tentativas de suicídios entre os adolescentes e mostrou que quase metade dos jovens com orientação sexual discordante respondeu que possuem pensamentos ou comportamentos suicidas.

Em entrevista a Reuters Health, o Dr. John Blosnich, da West Virginia University, afirmou que as novas descobertas são importantes para o estudo da violência interpessoal e auto-dirigida entre grupos LGBT.
O suicídio tem sido a décima principal causa de morte na população geral dos Estados Unidos por pelo menos uma década e a terceira principal causa de morte entre adolescentes“, disse. Segundo ele, uma das maiores preocupações para o adolescente que sofre conflitos com a identidade sexual é se ele será rejeitado pela família e amigos.
No último dia 14 de março, o adolescente Yago Oliveira acabou entrando para essa triste estatística brasileira. Após se assumir gay, ele teve que lidar com a pressão da família extremamente religiosa e preconceituosa. Em um desabafo no Facebook, Yago chegou a escrever um texto listando todas as hipocrisias da família que se dizia cristã, mas não exercia o amor ao próximo.
A vergonha da família sou eu, pelo simples fato de ser gay. Ser gay é pecado, mas ser racista, corrupto, assassino, estuprador, pedófilo e não criar os filhos tá de boa, o importante é você não ser gay“, dizia um trecho do relato. Dois meses depois, Yago se suicidou.
Em entrevista ao MixturandoWeb, a mãe de Yago declarou: “prefiro um filho morto do que vivo e pecador”.

Segundo o co-autor da pesquisa, Francis Annor, é importante inicialmente entender os desafios que os adolescentes em conflito com a sexualidade passam, para ter sucesso no aumento da luta contra o suicídio. Acima de tudo, é necessário compreender que o suicídio pode ser evitado.

Se você está passando por esta situação ou conhece alguém que esteja, entre em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida). A organização realiza apoio emocional gratuito para todas as pessoas que desejam conversar por telefone, e-mail ou chat.

Fonte: Capricho, 17/04/2018

Lei anti-homossexualidade pode comprometer Mundial no Marrocos

quarta-feira, 18 de abril de 2018 0 comentários


Lei anti-homossexualidade pode comprometer Mundial no Marrocos
Associated Press revela que criminalização de LGBT pode esbarrar nas exigências da FIFA

Um grupo de trabalho da FIFA está em Marrocos a avaliar a candidatura à organização do Campeonato do Mundo de 2026, porém, segundo noticia a Associated Press, a proposta pode esbarrar num problema político: o de a homossexualidade ser considerada crime naquele país do norte de África.
De acordo com a agência de notícias, no dossier de candidatura, de 483 páginas, Marrocos não apresentou intenção de revogar a lei anti-LGBT, o que pode violar as exigências de respeito pelos direitos humanos.
O Marrocos ocultou deliberadamente, no relatório sobre direitos humanos que enviou para FIFA, a lei que criminaliza a homossexualidade (...) Se o país receber o Mundial, as pessoas LGBT serão alvo de descriminação e não terão a proteção do estado marroquino», disse à AP, Ahmed El Haij, presidente da Associação Marroquina de Direitos Humanos.
Segundo o código penal do país, atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são puníveis com penas de seis meses a três anos de prisão.

Fonte: Mais Futebol, 18/04/2018

 
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