19 de Agosto: Primeira Manifestação lesbiana contra a discriminação no Brasil

sexta-feira, 19 de agosto de 2016 4 comentários

 Roseli: "Nós sustentamos este bar e temos direito de vender nosso jornal"

Dia 19 de agosto de 1983, marca a data da primeira manifestação brasileira protagonizada por lésbicas com apoio de gays e feministas. 

Para lembrar a data e a história da organização lésbica no Brasil, iniciamos com um artigo da época, escrito pelo jornalista Carlos Brickmann, e publicada na Folha de São Paulo em 21 de agosto de 1983. Ele descreve o evento e um pouco da história do Ferro's Bar que, por décadas foi o point de encontro das lésbicas não só paulistanas como de todo o Brasil. 

Ao fim da postagem, o vídeo que também resume a história da famosa invasão e o livreto sobre o dia 19 de agosto, com documentos de época, fotos e mais informações sobre a data. Para quem gosta de ver para crer, é só abrir os olhos.

A noite em que as lésbicas invadiram seu próprio bar

CARLOS BRICKMANN

São 22hl5, sexta-feira. Faz frio na rua Martinho Prado. Na calçada, um grupo de moças aguarda pacientemente o momento de entrar em ação. Rosely, a líder, anuncia que chegou a advogada. Está tudo pronto: a um sinal, as lésbicas invadem o Ferro's Bar.

Houve alguma resistência, logo vencida. O porteiro, assim que começou a invasão, fechou as portas e segurou-as com o corpo. Dentro do bar, tumulto total: gritos de "entra, entra", tentativas inúteis de parlamentar com o porteiro, um discurso da vereadora Irede Cardoso que, doente, saiu de casa só para apoiar a manifestação. Alguém força a passagem, o porteiro empurra violentamente dois rapazes, enfia a mão no rosto da militante Vanda. De repente, cessa a resistência: alguém tirou o boné do porteiro e o atirou no meio das mesas. Enquanto, desesperado, o porteiro sai atrás do boné, completa-se a invasão.

Estranho, muito estranho: se o Ferro' s Bar é há mais de vinte anos o ponto de encontro preferido das lésbicas da cidade, por que elas precisaram invadi-lo?

O grande desquite

O Ferro's Bar é um dos melhores exemplos de má decoração que existem em São Paulo. Chão amarelo não muito limpo, de cacos de cerâmica; paredes com azulejos azuis até à metade e terríveis pinturas multicoloridas na parte superior; enfeites de gesso creme que certamente conheceram melhores tempos; e colunas revestidas em baixo de fórmica branca, no meio de fórmica azul, no alto de pastilhas espelhadas. Isso é compensado pela comida, boa — embora um pouco oleosa — e relativamente barata. Em outras épocas, foi reduto de jornalistas, escritores e prostitutas; depois, de homossexuais masculinos; finalmente de lésbicas.

Uma relação tumultuada, sempre. No início da década de 70, julgando-se maltratadas, as lésbicas se mudaram para um bar na Galeria Metrópole. Os donos do Ferro's lhes pediram que voltassem, prometendo melhor tratamento; foram atendidos. Alguns anos depois, num incidente meio nebuloso, uma jovem levou uma garrafada; há poucos dias, um rapaz dirigiu algumas grosserias a uma moça, que reagiu, apanhou e teve de tomar seis pontos no rosto (e, segundo as frequentadoras, os garçons do bar impediram que alguém interrompesse a surra).

A gota d’água viria no dia 23 de julho. As militantes do Grupo Ação Lésbica Feminista entraram no bar para vender seu jornal, que tem o sugestivo título de "Chana com Chana" — o leitor tem liberdade para imaginar o que quer dizer. No momento em que faziam o discurso de apresentação do jornal, foram postas para fora do bar. "O dono proibiu nossa entrada', informa Rosely. "Não proibi nada, nem a venda do jornal", rebate Aníbal, um dos sócios do Ferro's. "Só não quero tumulto. Ou então daqui a pouco vem gente querendo vender colchão aqui dentro. Não dá, não é?"

Não era bem verdade; tanto a entrada das moças estava proibida que na noite da invasão o porteiro fechou-lhes a porta na cara. O fato, porém, é que colocá-las fora do bar por pouco não custou o rompimento definitivo do velho casamento entre as lésbicas e o Ferro's.

Final feliz

Roseli é uma morena bonita, alta, de 23 anos e grande capacidade de mobilização. Embora o movimento rejeite lideranças, ela encabeçou o protesto: "Nós sustentamos esse bar e temos o direito de vender nosso boletim", afirmou. "Se eles não recuarem, vamos boicotar o Ferros!".

Foi tudo muito bem organizado: houve convites a Irede Cardoso, ao deputado Eduardo Matarazzo Suplicy (que lamentou não poder ir, pois estava de viagem marcada), à advogada Zulayê Cobra Ribeiro, da OAB, garantindo a cobertura de quem participasse do protesto; e contatos com grupos de homossexuais masculinos, entidades feministas, ativistas de direitos civis, todo esse pessoal que dá a vida para comparecer a um protesto e contribui para engrossar a manifestação.

Juntar todo o grupo à porta do Ferro's levou mais de uma hora. Dentro, o clima era de tensão: nas mesas, lésbicas discutiam a validade ou não do protesto, o risco de se envolverem em confusões que as prejudicariam no emprego ou revelariam a verdade às famílias; no balcão, o proprietário dizia esperar com ansiedade o momento da invasão. "É propaganda, é bom, o nome do meu bar vai sair na "Folha". 

E mais tarde as moças vão cair em si e ver que estavam erradas". Mas o porteiro se mantinha alerta, pronto para fechar as portas no momento propício — manobra que só falhou porque lhe tiraram o boné. 

Depois da invasão, o "happening": Rosely discursando em cima da me­sa, grupos de lésbicas menos assumi­das saindo de rosto coberto, medrosas de eventuais fotografias, a vereadora Irede Cardoso funcionando como me­diadora. Um pouco atrás, o porteiro, já de boné, tentava sem êxito puxar briga com uma lésbica que o chamara de palhaço (não sabe do que escapou: a moça é boa de briga e trabalha na polícia). Gritaria geral, enquanto Ire­de parlamenta com o proprietário e Rosely. Irede pede silêncio, fala alto, acaba sendo atendida: "O dono do bar está dizendo que foi tudo um mal en­tendido, que ele ama as lésbicas, quer que venham aqui e vendam seu bole­tim em paz. Quer que conversem com o outro sócio, também, para acabar com todos os mal-entendidos. Ele re­conhece que vive de vocês. E viva a democracia!"

Rosely ainda quer discutir, exige que o dono repita sua rendição em voz alta, Irede a acalma, ela discursa: "Ele só voltou atrás por causa de nos­sa força, de nossa união. A democra­cia neste bar só depende de nós!" 

O clima já está relaxado, os garçons voltam a circular de mesa em mesa com cerveja bem gelada. E Aníbal, o proprietário, completa: "Podem ven­der o jornal. Mas para mim é de graça, tá?"


Fonte: Folha de São Paulo, 21 de agosto de 1983

Heroes, David Bowie
Intérprete - Wallflowers

I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing, nothing will keep us together
We can beat them
Forever and ever
We can be heroes
Just for one day

Eu, eu gostaria que você pudesse nadar
Como os golfinhos, como os golfinhos conseguem nadar
Embora nada, nada venha a nos manter junt@s

Nós podemos derrotá-los
continuamente
Nós podemos ser heróis,
 mesmo só por um dia

Oh I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing, nothing will drive them away
We can be heroes
Just for one day
We can be, yes!
It's just for one day

Eu, eu serei rei
E você, você será rainha
Embora nada, nada possa afastá-los

Nós podemos ser heróis, só por um dia
Nós podemos derrotá-los
Sim, nós podemos ser heróis
mesmo só por um dia

I, I remember
Standing by the wall
The guns, they shot above our heads
And we kissed, as though nothing could fall
And the shame was on the other side
Oh, we can beat them, forever and ever
Then we could be heroes
Just for one day

Eu, eu me lembro
Em pé próximo ao muro
As armas, eles atiraram por sobre nossas cabeças

E nós nos beijamos como se nada pudesse nos atingir

E a vergonha não era nossa.

Nós podemos derrotá-los continuamente
Então podemos ser heróis
Mesmo só por um dia

We can be heroes
We can be heroes
We can be heroes
We can be heroes,
 just for one day

Nós podemos ser heróis
Nós podemos ser heróis nós podemos ser heróis
Só por um dia

Ver também:
Tributo a Rosely Roth e Livreto Dia do Orgulho das Lesbianas do Brasil
Agosto com orgulho: Repercussão do 19 de agosto na Imprensa
Dia da visibilidade lésbica: 20 anos de uma história mal contada
Agosto com orgulho: os primórdios da organização lésbica no Brasil


Seleção brasileira pode ser punida por homofobia da torcida nas olimpíadas

quinta-feira, 18 de agosto de 2016 0 comentários


A Fifa puniu no início do ano (13/01) cinco federações de futebol por insultos e gritos homofóbicos entoados pelas torcidas durante jogos das Eliminatórias para a Copa de 2018. Argentina, Chile, Peru, Uruguai e México foram sancionadas através do Sistema de Monitoramento Anti-Discriminação, considerando que os atos violaram o Artigo 67 do Código Disciplinar da Fifa, que contém normas de conduta por parte dos espectadores.

O artigo determina que clubes e seleções são responsáveis pelas ações dos torcedores e podem ser multados, dependendo de cada caso. Neste em específico, a Fifa, em comunicado oficial, divulgou que Argentina, Peru, Uruguai e México terão que pagar, cada um, uma multa de 20.000 francos suíços (cerca de 80.000 reais). O Chile, por ter quatro casos discriminatórios analisados pela entidade, foi multado em 70.000 francos suíços (cerca de 276.000 reais). O caso da Federação de Futebol de Honduras ainda está em processo.

Claudio Sulser, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, ressaltou a participação da entidade na luta contra o preconceito, mesmo sabendo das dificuldades.
A Fifa tem lutado contra a discriminação no futebol por muito anos e uma parte disso são as sanções. Com o novo sistema de monitoramento da Fifa nas Eliminatórias, o Comitê Disciplinar tem um suporte adicional graças aos relatórios detalhados dos jogos fornecidos por observadores anti-discriminação. Mas procedimentos disciplinares não podem mudar sozinhos o comportamento de certos grupos de fãs que, infelizmente, vão contra os valores do nosso jogo”, declarou Sulser no comunicado oficial da entidade máxima do futebol.
Recentemente durante as Olimpíadas do Rio, atletas lésbicas denunciaram, junto à imprensa internacional,  a homofobia da torcida brasileira durante partidas de futebol feminino. Em mais de um jogo, teriam sido xingadas estranhamente de "bichas". Agora, um site, intitulado Blasting News, afirma que o Sistema de Monitoramento Anti-Discriminação da Fifa estaria acompanhando o comportamento dos torcedores brasileiros e que, com base nas ofensas homofóbicas registradas pelas emissoras de TV durante as partidas de futebol, a seleção poderia perder o mando de campo nas eliminatórias da copa do mundo de futebol de 2018. Pesquisando em sites internacionais (incluindo o da própria FIFA), nosso site, contudo, não conseguiu confirmar essa informação. O Comitê Olímpico Internacional (COI) inclusive afirmou que não se pronunciaria sobre o comportamento das torcidas na Rio-2016.

Com informações da Veja, 13/01/2016

Olimpíada do Rio tem segundo pedido de casamento LGBT

quarta-feira, 17 de agosto de 2016 0 comentários


Olimpíada do Rio tem segundo pedido de casamento gay

Na praia de Copacabana, corredor de marcha atlética Tom Bosworth fez a proposta ao namorado Harry Dinley

A Olimpíada do Rio-2016 tem desencadeado muitos pedidos de casamento. Desta vez, o corredor de marcha atlética britânico Tom Bosworth aproveitou as areias da praia de Copacabana para fazer a grande proposta ao namorado Harry Dinley.

Este é o segundo casal gay a colocar a aliança de noivado durante dos Jogos. No terceiro dia da Olimpíada, Isadora Cerullo, jogadora da seleção brasileira de rúgbi, foi pedida em casamento pela namorada e voluntária dos Jogos Marjorie Enya.

Tom e Harry compartilharam o momento do pedido e uma foto do anel nas redes.

O corredor britânico, de 25 anos, assumiu ser homossexual no ano passado e falou da reação de outros atletas.
Sair do armário não é surpresa para meus amigos, familiares e até colegas de equipe, mesmo para Mo Farah, que não se surpreendeu quando lhe disse que eu era gay", disse Bosworth, acrescentando: "Eu estive confortável com minha sexualidade e em um relacionamento muito feliz nos últimos quatro anos".
Fonte: Jornal Floripa, 16/08/2016

Primeiro-ministro do Canadá participa de Parada LGBT em Montreal

terça-feira, 16 de agosto de 2016 0 comentários

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, participou de Parada Gay em Montreal - Marc Braibant / AFP

Primeiro-ministro do Canadá participa de Parada Gay em Montreal
‘É um exemplo que devemos dar ao mundo todo’, disse Justin Trudeau

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, participou, neste domingo, juntamente com milhares de pessoas, da Parada Gay de Montreal, em sua terceira aparição deste tipo.

Uma grande multidão ao longo do caminho por onde a parada passou saudou o jovem político, cuja popularidade está em ascensão, enquanto ele caminhava pelo centro da cidade, ao lado de carros alegóricos multicoloridos, dançarinos e músicos.

Trudeau fez história em julho, quando se tornou o primeiro premiê canadense a participar da Parada Gay de Toronto. Ele também participou de uma marcha similar em Vancouver. 

O Canadá é “uma sociedade aberta e positiva”, disse o primeiro-ministro, falando em francês. “É um exemplo que devemos dar ao mundo todo”, prosseguiu.

Trudeau é o único chefe de Estado e de governo dos países do G7 a participar de uma marcha gay.

Representantes do governo de todos os partidos políticos do Canadá se uniram a Trudeau em Montreal.
É importante que todos os partidos estejam aqui para reconhecer que os direitos da comunidade LGBT são direitos humanos e canadenses”, declarou Trudeau antes do evento, no qual vestiu camisa verde clara e calças brancas.
Duas jovens lideraram a marcha, exibindo uma faixa com os nomes das 49 vítimas do ataque com arma de fogo em uma boate gay em Orlando, na Flórida, em 12 de junho.
O massacre de Orlando foi um momento sombrio e é importante denunciar estes atos diariamente”, disse a ministra da Justiça de Quebec, Stephanie Vallee, que preside um plano de ação contra a homofobia.
Nós precisamos lutar contra a homofobia, a transfobia e a aversão à diversidade em todo o país”, afirmou Vallee.
Trudeau destacou que o governo se concentrará em reconhecer os direitos dos transgêneros ainda este ano.

Em maio, seu governo apresentou uma lei que prevê adicionar a “identidade de gênero” às categorias vetadas à discriminação previstas na Lei Canadense de Direitos Humanos, juntamente com a racial, a religiosa, a etária, a de gênero e a de orientação sexual.

Fonte: IstoÉ, 14/08/2016

Repercussão da exposição de atletas LGBT obriga jornal americano a pedir desculpas

segunda-feira, 15 de agosto de 2016 0 comentários

Crédito:Reprodução/Daily Beast

"Daily Beast" retira reportagem do ar e pede desculpas por expor atletas homossexuais

Após provocar polêmica e inúmeras críticas, o jornal americano The Daily Beast retirou de seu site uma reportagem em que mostrava como os atletas homossexuais que participam das Olimpíadas usam aplicativos de celular para marcar encontros sexuais.

Jornal pediu desculpas por expor atletas da Rio-16

Segundo o El País Brasil, o jornalista Nico Hines, autor da matéria, entrou em contato com diversos esportistas por meio do Grindr, aplicativo dirigido a garotos homossexuais e bissexuais, e publicou algumas das mensagens enviadas no texto, revelando dados dos perfis dos usuários, como peso, altura, língua e nacionalidade.

Além disso, grande parte dos atletas descritos eram de países em que homossexuais são perseguidos. Depois da polêmica gerada com a divulgação das informações, o Daily Beast substituiu o artigo por um pedido de desculpa dos editores.
Nós nos equivocamos. Sentimos muito. E pedimos desculpas aos atletas que podem ter sido inadvertidamente comprometidos pela nossa história", escreveram. "Temos valores profundos, entre os quais se encontram enfrentar valentões e fanáticos, e ser, especificamente, uma voz, orgulhosa, de apoio à comunidade LGBT de todo o mundo", acrescentaram.
Reações

A presidente do coletivo Glaad, que luta pelos direitos dos homossexuais, Sarah Kate, destacou que o texto "colocava esportistas LGTB em perigo". O nadador Amini Fonua, de Tonga, que é homossexual, usou seu perfil no Twitter para criticar o jornal.
Imagine um espaço onde você pode se sentir seguro, o único lugar onde você é capaz de ser você mesmo, ser arruinado por uma pessoa que pensa que tudo é uma brincadeira", publicou ele na rede social.
O jornalista Mark Joseph Stern, da revista online Slate, classificou o episódio de "selvagemente antiético", enquanto o Huffington Post ressaltou que a publicação sofria com as consequências.

Fonte: Portal IMPRENSA | 15/08/2016 

Thamara Cezar e sua colaboração para o ouro no judô da namorada Rafaela Silva

sexta-feira, 12 de agosto de 2016 0 comentários

Thamara Cezar e Rafaela Silva

O alicerce que ninguém vê: namorada cuida de tudo para que Rafaela só lute
Companheira da campeã olímpica há 3 anos, Thamara assume tarefas domésticas, faz ponte com jornalistas e toma conta dos 3 cachorros enquanto a judoca compete


Num primeiro olhar, Rafaela Silva pode parecer arredia. Mas o coração da mais nova campeã olímpica do judô brasileiro parece de mãe, daqueles que sempre encontra um espaço a mais. A cada uma das dezenas de entrevistas dadas após a conquista do ouro, na última segunda-feira, Rafa fazia questão de agradecer ao sacrifício da família, lembrar oportunidades dadas pelo Instituto Reação e celebrar com os amigos e sparrings que a ajudaram durante a preparação. Em meio a tanto amor e gratidão, uma personagem fundamental para o sucesso da carioca passa quase despercebida. Namorada de Rafaela há três anos, Thamara Cezar cuida para que a judoca precise se preocupar apenas em lutar e vencer.

As duas se conheceram no Reação, projeto social na qual ambas tomaram gosto pelo judô, mas Thamara não tinha a mesma habilidade de Rafaela para o esporte. Preferiu fazer um curso de Petróleo e Gás e agora está quase terminando a faculdade de Educação Física. E ainda arruma tempo para auxiliar a amada a cuidar da imagem.

Sem uma assessoria de imprensa pessoal (apesar de ser assistida tanto pela assessoria do Reação quanto pela da Confederação Brasileira de Judô), Rafaela deixa o trato com os jornalistas a cargo de Thamara a maior parte do tempo. É a namorada também quem administra o perfil de atleta no Facebook.
 Ela foi fundamental, porque ficava responsável por marcar entrevistas. Às vezes ela sabia que eu ficava cansada no treino e tentava minimizar a situação. Ela estava ali no dia a dia e sabia o que eu passava, quando eu estava cansada, quando eu não estava. Tudo o que eu precisava ela estava ali à disposição para fazer, então ela também é muito importante nessa conquista - disse Rafaela.
Nesta segunda-feira, Thamara estava junto ao grupo de familiares e amigos que torceram pela judoca na Arena Carioca 2. Mas muitas vezes a rotina do esporte impede que as duas passem todo o tempo que gostariam juntas. Neste último ano, Rafaela até competiu menos devido à estratégia adotada pela CBJ, mas normalmente possui um calendário repleto de viagens todos os meses.

Thamara, Rafaela e os três filhos

Devido aos estudos e aos cuidados com os "filhos" (no caso, os três cachorros), Thamara infelizmente não consegue acompanhar Rafaela nesta rotina internacional. Mas, mesmo com a distância, as duas conseguem administrar a saudade para manter a relação tão saudável quanto possível. 
É bem complicado. Ela não consegue fazer muita viagem, e a gente também tem três cachorros em casa, então fica bem complicado - lamentou Rafaela.
O cuidado com a casa, aliás, é um ponto forte para Thamara. No apartamento em que as duas moram, em Madureira, na Zona Norte do Rio, ela é a responsável pela maior parte das tarefas domésticas. Rafaela não sabe cozinhar e também é chegada numa bagunça.
 Eu não sei fazer nada, só lutar mesmo.
Fonte: G1, por David Abramvezt e Helena Rebello, 10/08/2016

 
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