Ativistas da ONG "Rede Russa LGBT" tiram mais de 40 gays da Chechênia e pedem asilo para eles

terça-feira, 23 de maio de 2017 0 comentários


Ativistas LGBT russos tiram mais de 40 gays da Chechênia e pedem asilo a eles

ONG negocia com 5 países para conseguir vistos aos gays.

Ativistas da ONG "Rede Russa LGBT" informaram nesta quinta-feira (18) que retiraram até esta quinta-feira (18) 42 homossexuais da Chechênia e pediram aos países europeus asilo perante o perigo que correm nessa república do Cáucaso Norte, segundo algumas denúncias.

Um porta-voz da ONG disse à agência "Interfax" que os mais de 40 gays foram levados para distintas regiões da Rússia.
Esperamos a ajuda dos países europeus com vistos para levá-los ao exterior", afirmou à agência "Interfax" o porta-voz.
Nove deles já saíram do país, acrescentou, sem revelar os Estados aos quais emigraram. Além disso, o porta-voz precisou que no total houve pedidos de ajuda de mais de 80 homossexuais na Chechênia.
Tratamos com pelo menos cinco países para conseguir os vistos. Estamos negociando a abertura de corredores humanitários para membros da comunidade LGBT", explicou o interlocutor da agência russa.
As vítimas desconfiam de nós. Muitas delas estiveram presas e sofreram torturas", disse o porta-voz da ONG, que precisou que as detenções começaram em dezembro do ano passado.
Prisões secretas e tortura

A "Rede Russa LGBT" não tem representação na Chechênia e nem trabalhou antes nessa região de maioria muçulmana, no olho do furacão depois que um jornal russo denunciou a perseguição e assassinatos de homossexuais em seu território, bem como a existência de prisões secretas para as minorias sexuais.

O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, qualificou de "provocação" e "calúnia" a reportagem do jornal "Novaya Gazeta", que relevou a situação dos gays na república, embora na semana passada tenha se manifestado disposto a cooperar com as autoridades federais russas na investigação das denúncias.
Não se pode deter ou perseguir quem simplesmente não existe na república. Se na Chechênia houvesse essa gente, os órgãos de segurança não teriam que se preocupar com eles, já que seus próprios familiares os enviariam a um local desde onde nunca retornariam", declarou Alvi Karimov, o porta-voz do líder checheno.
Os testemunhos das vítimas falam de confinamentos em condições desumanas, torturas com descargas elétricas, violações com garrafas, desaparecimentos e mortes.

Fonte: G1, via agência EFFE, 18/05/2017

Blogueira cristã larga marido para casar com jogadora de futebol

segunda-feira, 22 de maio de 2017 0 comentários

Abby Wambach e Glennon Doyle Melton



















Blogueira cristã se separa do marido e se casa com uma mulher
Ela é mãe de três filhos e ficou famosa por dar dicas sobre como vencer problemas no casamento e como cuidar dos filhos segundo a Bíblia

Glennon Doyle Melton é uma blogueira conhecida nos Estados Unidos por levantar a bandeira da maternidade e do cristianismo. Agora ela está envolvida em uma grande polêmica por ter se casado com a jogadora de futebol Abby Wambach, depois de se separar de seu marido.

O relacionamento foi anunciado no final do ano passado, três meses depois que Glennon e Craig se divorciaram. Segundo o jornal The Washington Post, a blogueira sempre falou sobre seu casamento, inclusive postou sobre as dificuldades que o casal enfrentava.
Somos uma família moderna e bonita”, disse ela assim que assumiu o relacionamento. Ela e o ex-marido foram juntos conversar com os três filhos do casal sobre o relacionamento gay que Glennon estava assumindo.
Quando Craig e eu nos sentamos para lhes contar sobre Abby eu comecei dizendo:
‘Em nossa família, vivemos e dizemos a verdade sobre quem somos, não importa o quê, e então nos amarmos uns aos outros por meio dele – e estou prestes a mostrar como isso é feito ‘”, declarou.
Glennon, Craig e os filhos

Aos 41 anos, a blogueira se casou com Abby e tem escrito mensagens em suas redes sociais para que seus seguidores não desistam do amor. Glennon afirma que sentiu medo ao se apaixonar por uma mulher. 
Quando eu me apaixonei por Abby, fiquei com medo. Eu pensei que meu medo poderia ser maior do que a minha coragem”, confessou.
Mas ao conversar com uma amiga, também cristã, ela foi encorajada a não desistir da felicidade. “Eu conversei com a minha querida amiga Martha Beck e ela me disse: 
Querida, é verdade que Deus nos ensina através da dor, mas é também verdade que Deus tenta nos ensinar através da alegria primeiro. Você pode continuar escolhendo a dor e o desgosto, ou pode escolher a alegria'”.
No final do texto, a blogueira afirmou que escolheu a alegria e que hoje sua coragem de assumir o casamento gay é maior que o medo.

Fonte: JMNotícia, 21/05/2017

O casamento igualitário no Brasil completou 4 anos

quinta-feira, 18 de maio de 2017 0 comentários

Tatiani Oliveira e Lumara Rodrigues foram o primeiro casal homoafetivo a se casar na cidade onde vivem,
em Minas Gerais (Foto: Ricardo Carvalho/Divulgação)

Casamento gay no Brasil completa 4 anos de regulamentação; leia histórias
Norma do Conselho Nacional de Justiça passou a valer para todos os cartórios do país em 14 de maio de 2013. No DF, foram registrados 433 casamentos homoafetivos; conheça história de três casais.

A regulamentação do casamento gay no Brasil completou quatro anos no domingo (14/05) com cerca de 15 mil registros oficializados em todo o país. O número representa um aumento de 51,7% em relação ao primeiro ano de vigor da norma, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O G1 conversou com três casais – de Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais – sobre as mudanças jurídicas e sociais que a oficialização do casamento promoveu na vida dos homossexuais. 

Em 14 de maio de 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução 175, que passou a garantir aos casais homoafetivos o direito de se casarem no civil. Com a resolução, tabeliães e juízes ficaram proibidos de se recusar a registrar a união.
Até então, eles podiam negar os pedidos baseando-se na legislação, que garante o direito ‘apenas a casais’, o que para o direito consuetudinário [dos costumes] seria um homem e uma mulher”, explicou o advogado de família Fernando Carvalho.
No primeiro ano de aplicação da norma, foram celebrados 3.700 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo em todo o Brasil, segundo o levantamento do CNJ. Em 2015, data da última pesquisa do IBGE sobre o tema, o número total – entre héteros e homossexuais – chegou a 1,13 milhão.
Em termos absolutos, os casamentos gays ainda são minoria – 0,5% do total. No entanto, pessoas do mesmo sexo têm-se casado muito mais que os heterossexuais. Entre 2014 e 2015, houve um aumento de 15,7% no número de casamentos homoafetivos, enquanto o de casais "tradicionais" cresceu 2,7%.

No Distrito Federal, até o dia 3 de maio, foram realizados 433 casamentos civis ou conversões de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo, segundo balanço do Tribunal de Justiça do DF.

A corregedoria do órgão informou ao G1 que, na capital, nunca houve casos de cartórios que descumprissem a resolução do CNJ.

Antes podia?

Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) criou jurisprudência para casos semelhantes ao proferir decisão favorável a duas ações que pediam o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

Uma delas pedia que os direitos e deveres fossem os mesmos dos casais heterossexuais, a outra alegava que o não reconhecimento contrariava preceitos fundamentais como igualdade, liberdade e o princípio da dignidade da pessoa humana – todos previstos na Constituição.
O SFT balizou o conceito jurídico de casal e de família. E, assim, quebrou o argumento dos cartórios”, disse Carvalho.
Mesmo assim, segundo o próprio Conselho Nacional de Justiça, ainda havia brechas para que pedidos de união estável continuassem a ser recusados. Afinal, o STF não tem competência para criar leis e a resolução do CNJ só seria publicada dois anos depois.

Nenhum direito a menos

Com a conquista do direito de se casar em 2013, os homossexuais passaram a usufruir de mecanismos legais que, desde 1916 (ano do primeiro Código Civil), eram exclusividade dos casais hétero. O principal deles, segundo o advogado Carvalho, é patrimonial.
Casamento é a formação de um núcleo familiar, mas essencialmente resguarda a questão patrimonial, porque elege um regime de bens.”
Os casais de pessoas do mesmo sexo passaram a ter todos os direitos e obrigações previstos em lei e firmadas no contrato, como a partilha de bens e herança de parte do patrimônio do cônjuge em caso de morte.

Para o rádio-operador de plataforma marítima Pablo Sanches, de 36 anos, a vontade de oficializar o casamento com o parceiro cresceu depois que se perguntou:

“Por que não?”

Até 2013, a resposta seria simples: "porque a legislação brasileira não permite". Hoje, além dos direitos, o contrato também concede aos casais homoafetivos o reconhecimento social da união.
“Surge um momento na vida que a gente almeja construir algo com o outro. Casar foi a oficialização dessa nossa união, mas também nos garantiu o direito de poder colocar o outro como dependente num plano de saúde, por exemplo.”
Para o advogado Carvalho, a questão previdenciária também é importante. 
No funcionalismo público, está prevista pensão para o cônjuge [em caso de morte]. Mas os casais [homoafetivos] não tinham acesso a esse direito mesmo com a união estável.”
O servidores públicos Hugo Pullen, de 29 anos, e Thiago Ribeiro, de 27, passaram a se valer desse direito quando se casaram em setembro do ano passado.
A gente vai ser protegido se acontecer qualquer problema, nenhum direito nosso vai ser tolhido.”
Para Pullen, o casamento civil contribui para a inclusão dos casais homoafetivos em um contexto que, até então, somente admitia casais entre homens e mulheres. 
São coisas pequenas no dia a dia, mas que têm um significado muito importante.”
Posso falar de boca cheia que o Thiago é meu marido. Antes, por mais que tivesse a união estável reconhecida, não podia.”
O casal Hugo Pullen e Thiago Ribeiro casaram-se no civil em setembro de 2016 em Brasília
(Foto: Rômulo Juracy/Divulgação)


União estável


A união estável firmada em cartório, no entanto, também assegura a maioria desses direitos, segundo o advogado. “A solenidade é a maior diferença.” Carvalho afirma que muitos casais – hétero e homossexuais – não optam pelo casamento pela burocracia do procedimento.
Se estiver em um relacionamento estável e quiser resguardar a questão patrimonial, basta fazer uma escritura pública no cartório na hora, eleger o tipo de divisão de bens e pronto. O casamento no civil pode levar até 90 dias.”
As sutis diferenças entre a união estável e o casamento firmados em cartório foram motivo de debates no STF na última quarta (10). Os ministros decidiram pela equiparação dos dois tipos de contrato quanto ao regime de herança, tanto para os casais homoafetivos quanto para heterossexuais.

Casar pra quê?

Para Pablo Sanches, o preconceito ainda é uma barreira à oficialização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. No dia em que ele e Fábio de Sá se casaram, o cartório registrou 13 casamentos, sendo dois homoafetivos – o deles e de duas mulheres.
Elas chegaram a pedir para serem as últimas, provavelmente porque não queria as pessoas julgando. Eu faria a mesma coisa se fosse o primeiro da lista na frente de um monte de gente que, pro bem ou pro mal, estava julgando eu estar casando com uma pessoa do mesmo sexo.”
A forma como olhavam pra gente, não sei se foi espanto ou repulsa. Mas você se sente desconfortável.”
“Quando a gente fala que vai casar, as pessoas devem ficar se perguntando ‘qual deles vai entrar de noiva?’.”

A aprovação – ou a falta dela – na família também pode afastar a ideia de casamento. 
Acho que tem o peso da obrigação de ter que contar para os pais. Preocupação com o que o que a sociedade vai pensar. É como se, enquanto estou entre quatro paredes com meu parceiro, tudo bem. Mas, quando firma no cartório, todo mundo fica sabendo”, disse Sanches.
A gente fica à mercê das expectativas que criam em cima de você. Quando diz que é homossexual, isso estraga todo o planejamento que tinham na cabeça.”
Para Hugo Pullen, o ambiente de trabalho também pode ser um bloqueio. 

Você vai estar lá, com a aliança no dedo e os registros vão acusar que é casado. Já aconteceu de me perguntarem o nome da minha esposa e eu dizer que era marido. Não me incomoda. Mas para algumas pessoas, sim.”
Chuva de arroz

Leia abaixo a entrevisa do G1 com os três casais citados na reportagem sobre a experiência de oficializar o casamento no civil: os benefícios, as dificuldades e os esteriótipos construídos em torno da instituição que, por séculos, foi exclusividade dos heterossexuais.

O rádio-operador de plataforma marítima, Pablo Sanches, passa duas semanas em alto mar a cada 14 dias de folga. Distante da costa, com sinal telefônico fraco e rede de internet “comparável à discada”, a comunicação com o parceiro é um desafio desde que se conheceram.
“Hoje o Fábio está mais acostumado, mas eu tenho que compensar quando tiro férias, que fico 40 dias em casa.”
Ele e Fábio Mendonça de Sá, de 40 anos, se casaram há duas semanas e fizeram a cerimônia em um bistrô para cerca de 90 pessoas. O relacionamento, porém, começou em 2010 – três anos antes da resolução do Conselho Nacional de Justiça.

Bem humorado, Pablo diz que brincava com os amigos que entraria no casamento "vestido de Donna Karan com a música “Isn’t she lovely” [de Stevie Wonder].” Segundo ele, o preconceito e a falta de conhecimento da realidade LGBT perpetuam esteriótipos sobre o relacionamento homoafetivo.
As pessoas acham que [o casamento gay] vai ser igual a um episódio de RuPaul’s Drag Race."
Os dois vivem sob o mesmo teto desde 2012 e dividem o apartamento no Rio de Janeiro com outro casal homoafetivo, a cunhada de Sanches e a companheira dela. Até este ano, o estado registrou cerca de 2 mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo, segundo dados do CNJ.

Pioneiras

Primeiro casal gay de uma cidade no interior de Minas Gerais a se casar no civil, Tatiani Oliveira, de 35 anos, e Lumara Rodrigues, de 25, fizeram questão de tirar fotos na praça logo depois de assinar os papéis. 
Se não fosse pra causar eu nem casava”, brincou Tatiani.
As duas se conheceram em um grupo de lésbicas na internet e começaram um relacionamento à distância no final de 2011. Quase um ano depois, elas romperam. 
Nós ficamos dez meses separadas, mas nunca paramos de nos falar. A gente sabia que uma amava a outra.”
Durante um encontro do grupo em São Paulo em 2013, Lumara ligou para Tatiani e a pediu em casamento. A data foi uma sexta-feira 13, “que é o dia do azar, mas pra mim foi o mais feliz de todos”, disse Tatiani.

Desde então, as duas moram juntas em Miraí – que tem cerca de 15 mil habitantes –, onde "quase todo mundo se conhece". Por conta disso, a maior preocupação do casal era com a filhas, que poderiam sofrer algum tipo de bullying na escola. Tatiane tem uma menina de 15 anos e Lumara, uma de sete.
Pras meninas isso nunca foi um problema. É normal ter duas mães, porque sempre foram criadas assim."
Segundo Tatiani, o preconceito veio de uma pastora que publicou nas redes sociais uma foto dela e da companheira com a legenda "Que Deus proteja nossas crianças". O casal entrou com uma ação na Justiça contra a mulher por injúria – "já que ainda não existe crime de homofobia" – e recebeu a indenização por danos morais.
Indendepente da cor e orietação sexual, o respeito te permite ser quem você quiser", disse Tatiani.
Sim, sim e sim

Hugo Pullen e Thiago Ribeiro se casaram em setembro de 2016, após dois anos de relacionamento. O pedido foi surpresa, quando casal dividia os lençóis há um ano.
Meu plano era casar um pouco depois, mas o Thiago me pediu em casamento no ano passado e eu não podia e nem queria dizer não", disse Pullen.
A oficialização da união foi registradada em Brasília e eles fizeram uma cerimônia simples para comemorar, “nada com muita pompa”. O casamento foi conduzido por uma monja do grupo zen que Ribeiro frequenta.

Para Pullen, o casamento representa um passo "muito grande" tanto para os casais homoafetivos individualmente, como para o avanço dos direitos LGBTs. "Talvez por ser recente, as pessoas ainda estejam recebendo a ideia e a inserindo nos planos e sonhos pessoais. Na medida em que se quebram os tabus, as pessoas vão percebendo que isso é algo que vem para melhorar."
Não é como se a gente estivesse interferindo no direito de alguém. Dizer que não posso [me casar], sim, é interferir no meu direito.”
Fonte: G1, por Luiza Garonce, DF, 14/05/2017 

17 de maio de 1990: Histórico do Dia Internacional Contra a Homofobia

quarta-feira, 17 de maio de 2017 0 comentários


Histórico do Dia Internacional Contra a Homofobia

Em 17 de maio de 1990, a Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membros das Nações Unidas em 1993.

Em 2003, em homenagem a esse evento significativo para os direitos da população LGBT, a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA) estabeleceu a data como Dia Internacional contra a Homofobia.

STF equipara direitos sucessórios de união estável homossexual com a de casamento civil

terça-feira, 16 de maio de 2017 0 comentários


STF equipara herança de união estável homossexual com a de casamento
Maioria dos ministros entendeu que união estável e casamento devem ter mesmo tratamento em relação à herança. Antes, indivíduo tinha direito a um terço dos bens e, agora, terá direito à metade.

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (10) equiparar os direitos sucessórios de uma união estável homossexual com a de um casamento civil.

Assim, um indivíduo que mantinha relação homossexual em união estável com outro falecido terá direito à metade de seus bens, como no casamento, e não apenas a um terço, como previsto no Código Civil.

No julgamento, os ministros analisaram o caso de um homem que viveu por mais de 40 anos com seu companheiro e disputava a parcela da herança com a mãe do falecido.

Por 6 votos a 2, a maioria dos ministros entendeu que, apesar de serem institutos distintos, a união estável homossexual e o casamento devem ter o mesmo tratamento em relação à herança. O mesmo entendimento foi aprovado para uniões estáveis entre heterossexuais.

Votaram nesse sentido os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Pela diferenciação na herança votaram o relator da ação, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. Não participaram do julgamento os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, ausentes na sessão.

Autor do voto vencedor, Luís Roberto Barroso lembrou que, em 2011, o próprio STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Posteriormente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também permitiu o casamento civil entre homossexuais.
As pessoas têm o direito de colocar seu afeto e sua sexualidade conforme seu desejo e serem colocadas em igualdade de condições com as demais pessoas”, afirmou.
Relator do caso, o ministro Marco Aurélio Mello argumentou que casais hétero ou homossexuais têm direito de escolher entre a união estável e o casamento civil.

Ele votou pela diferenciação das regras de herança, como previsto no Código Civil, para dar aos casais o direito de escolha sobre como pretendem dividir seus bens após a morte de um companheiro ou cônjuge.
Embora todas as entidades familiares mereçam proteção, isso não significa que devam ser tratadas exatamente da mesma maneira [...]Não cabe ao Judiciário após as escolhas legítimas dos particulares, sabedores das consequências, suprimir a manifestação de vontade, com promoção de equiparações”, afirmou o ministro.
Fonte: G1, por Renan Ramalho, G1, Brasília, 10/05/2017

Para a modelo andrógina Rain Dove, o gênero é uma construção social que você não precisa aceitar

segunda-feira, 15 de maio de 2017 0 comentários

Rain Dove

Modelo andrógina desafia estereótipos de gênero nas redes sociais
Para Rain Dove, o gênero é uma construção social que você não precisa se enquadrar

Rain Dove é modelo e é andrógina. Por não se considerar nem do gênero masculino, nem do feminino, ela desafia a concepção tradicional de homem e mulher. Mas, como afirmou ao portal After Ellen, a modelo nem sempre se reconheceu como andrógina:
“[Antes] me sentia uma mulher feia”.
Hoje, ela tem uma carreira muito bem sucedida como modelo e acumula cada vez mais seguidores no Instagram e no Facebook, já que milita pela causa andrógina.
“A questão de gênero não existe; ela é uma construção social que você não precisa se enquadrar”, afirmou a ativista ao Buzzfeed.
Veja mais sobre Rain Dove clicando aqui. 







 
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