Kate Winslet e Saoirse Ronan farão par romântico no filme Ammonite

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019 0 comentários

Saoirse Ronan (esquerda) e Kate Winslet (direita) Foto: David Benett

Kate Winslet e Saoirse se apaixonarão em drama de época.  
Diretor de 'Reino de Deus' comanda filme sobre a pioneira paleontóloga Mary Anning
Duas queridinhas da Academia vão estrelar o novo filme do cineasta britânico Francis Lee, elogiado por seu trabalho em Reino de Deus. Segundo o portal Deadline, Kate Winslet e Saoirse Ronan foram confirmadas como as protagonistas do romance Ammonite. 

Ambientado numa cidade costeira do Reino Unido durante a década de 1820, a obra vai girar ao redor da pioneira Mary Anning, protagonizada por Winslet, paleontóloga responsável pela descoberta do primeiro fóssil de ictiossauro, ainda na adolescência. O roteiro de Lee acompanha como a pesquisadora, vinda de uma família pobre, acaba se tornando dama de companhia e enfermeira de uma rica mulher londrina, vivida por Saoirse Ronan, com quem começa um inusitado romance.


Mary Anning

A produção é de Iain Canning, Emile Sherman (ambos de As Viúvas e Lion - Uma Jornada Para Casa) e Fodhla Cronin O'Reilly (Lady Macbeth). As filmagens começam em março de 2019, mas Ammonite ainda não ganhou previsão de lançamento.

Vencedora do Oscar por O Leitor, Kate Winslet grava o remake Blackbird e está confirmada nas sequências da franquia Avatar. Já Saoirse Ronan busca sua quarta indicação ao prêmio da Academia pelo histórico Duas Rainhas, que chega aos cinemas brasileiros em 14 de fevereiro.

Fonte: Terra, por Katiúscia Vianna, 14/12/2018 e outras

Agentes de segurança trabalham pelos direitos de gays, lésbicas e outras minorias

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019 0 comentários

Registro feito durante o II Encontro Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI

Além de PMs que se casaram em Minas, outros agentes de segurança trabalham pelos direitos dos LGBTI


Os soldados da Polícia Militar Victor Morais e Wilker Figueiredo, que se casaram e fizeram sucesso na internet, não são os únicos agentes de segurança a mostrar publicamente a homossexualidade. Na conta do Instagram da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ (Renosp), policiais e militares mostram seus rostos, nomes e histórias para provar à população a importância de se enfrentar os preconceitos dentro e fora das instituições.

A Renosp/LGBTI+ foi criada em 2010, no Rio de Janeiro, por agentes de segurança de todo o país, mas passou a ser mais atuante na divulgação dos direitos humanos no ano passado. A mudança aconteceu em julho, quando um policial militar do Estado de São Paulo foi ameaçado de morte por colegas de trabalho depois de ser flagrado dando um beijo na boca de outro homem.

A repercussão do caso foi tão grande que a rede decidiu criar uma conta no Instagram para que outros agentes de segurança e forças armadas pudessem mostrar seus rostos e suas histórias. “Ficamos indignados. Como um beijo poderia ser motivo para ameaças de morte? Decidimos nos organizar de maneira mais efetiva, transformamos a Renosp em pessoa jurídica, uma associação, para atuar em casos como esse”, afirma Anderson Cavichioli, pesquisador da Universidade de Brasília que faz parte da rede.

Além do uso da rede social, a Renosp decidiu trabalhar várias ações para combater a LGBTfobia dentro e fora das instituições de segurança - como polícias, guardas municipais e forças armadas. Assim, a rede acompanha os casos de violência, exigindo apuração por parte do poder público, além de oferecer apoio às vítimas. O grupo também se manifesta publicamente quando a comunidade LGBT se sente ofendida pelo discurso de alguma personalidade famosa.

Fonte: Hoje em Dia, por Cinthya Oliveira, 16/01/2019

Casal de mulheres agredido com chutes e socos em ataque heterrorista em Natal

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 0 comentários

Vanessa teve o braço quebrado em duas partes

Casal de mulheres é agredido com chutes e socos em ataque heterrorista em Natal

Um casal de mulheres foi vítima de lesbofobia no condomínio Village Planalto, no bairro Planalto, Zona Oeste de Natal. Vanessa Macambira, 40, e Glícia Brandão, 26, são casadas e sofreram agressão verbal e física após interpelar um jovem de 17 anos, lutador de artes marciais, acusado de agredir o filho delas, de apenas 9 anos de idade. O crime aconteceu dia 27 de dezembro de 2018.

Vanessa teve o braço quebrado em duas partes e foi levada para o hospital Walfredo Gurgel, unidade de urgência e emergência na capital potiguar. O local da fratura foi imobilizado e ela ainda aguarda cirurgia pelo SUS. Ao tentar defender a esposa, Glícia levou um soco no rosto e sofreu corte na testa. A criança não presenciou o ataque.

O agressor, menor de 18 anos, vinha hostilizando o filho de Vanessa e Glícia há alguns meses em razão da homossexualidade do casal. Nas redes sociais, o jovem aparece numa das fotos com o logotipo do presidente Jair Bolsonaro. Ele é filho do aposentado Nilo Ferreira Lima, que também mora no condomínio.

Segundo Vanessa, ao ser avisada pelo filho de que havia sido agredido, ela desceu para falar com o garoto e foi ameaçada. Da janela, Glícia viu e desceu para conversar. Vanessa subiu para o apartamento e deixou o filho, antes de voltar para o local onde estavam. No retorno, Vanessa lembra que viu Glícia sendo empurrada, apressou o passo e foi agarrada por trás e atirada no chão. Foi então que o jovem começou a desferir chutes na vítima. Ao tentar impedir, Glícia levou um soco no rosto e perdeu os óculos:
 Quando eu vi, o rapaz empurrou a Glícia e fui tentar separar a briga. Ao chegar, o pai do menino me segurou e me derrubou. Quando eu vi já estava no chão e senti o garoto me chutando. E num dos chutes senti que meu braço havia quebrado. Glícia tentou fazer o garoto parar e levou um soco no rosto, o óculos voou. Ela ainda pegou britas no chão e tentou acertá-lo.
No momento da agressão nenhum dos moradores que presenciou o ataque prestou socorro. O porteiro do condomínio chegou a empurrar Glícia para apartar a briga e outro morador reclamou que uma das vítimas acertou uma pedra em seu automóvel. A síndica se recusou a informar a relação de moradores do prédio, não prestou socorro e também não apurou o caso.

Vanessa e Glícia só conseguiram registrar o Boletim de Ocorrência uma semana depois da agressão em razão da greve dos policiais civis no Estado. Uma advogada soube do caso pelas redes sociais e se ofereceu para defender o casal. O recesso do Judiciário também impediu que as vítimas processassem o agressor e o pai logo após o ocorrido.

A lei estadual que reconhece a homofobia como crime existe desde 2007 no Rio Grande do Norte, mas nunca foi regulamentada pelo Governo do Estado.

Morando juntas há sete anos, Vanessa e Glícia contaram que já foram vítimas de agressões verbais, mas nunca imaginaram que fossem entrar para as estatísticas homofobia da forma como o caso aconteceu:
As pessoas chamam a gente de sapatão na rua e há também o preconceito velado na escolas. Nosso filho tem 9 anos, foi adotado com cinco dias de nascido, e é como se o tempo todo você estivesse sendo observada e julgada por ser uma boa mãe. Tem sempre que provar. Mas nunca imaginamos ser agredidas dessa forma. É homofobia porque começou com agressões ao meu filho, chamado de ‘fresco’, ‘viado’, ‘baitola’ por ser filho de duas mulheres lésbicas”, conta Vanessa.
Luiz Felipe entre as duas mães, Vanessa e Glícia


Histórico

Segundo a mãe, Luiz Felipe vem sendo vítima de bullyng há alguns meses dentro do condomínio. Glícia já chegou a reunir as crianças e adolescentes do prédio para pedir que não ofendessem mais o filho, além de explicar que há diversidade de pensamento e de orientação sexual entre as pessoas. O garoto chega em casa ora chorando ou chateado:
Eu cheguei a ir no apartamento do Nilo porque o filho mais novo dele era uma das crianças que xingava meu filho. Nem conhecia o mais velho, que foi quem nos agrediu.
Vanessa e Glícia são reservadas, não costumam andar juntas pelo condomínio e não possuem relações próximas com os demais vizinhos. Após a agressão, que ocorreu por volta das 20h, a família dormiu na casa da mãe da Glícia, em Lagoa Nova, local adotado como ponto de apoio. Vanessa só aceitou voltar para o condomínio após o irmão conversar com o pai do agressor:
Ele disse para o meu irmão que tinha passado mal, teve pressão alta e que poderíamos voltar sem problemas, mas ainda estamos traumatizadas. Não me sinto segura, mas voltamos depois dessa conversa do meu irmão com ele. O garoto que nos agrediu está passando férias numa casa de praia. Comprei esse apartamento financiado pela Caixa Econômica ainda na planta. Não quero ir embora”, conta Vanessa Macambira, funcionária estadual e municipal
A eleição de um presidente da República homofóbico, como Jair Bolsonaro, é um agravante, avaliam as vítimas. Emocionada, Glícia acredita que os crimes de ódio contra homossexuais devem aumentar: 
As eleições nos deixaram totalmente fragilizadas. Sabíamos que perderíamos nossos direitos e que as pessoas que concordam com o discurso de ódio dele (Jair Bolsonaro) iam sair do armário. E a maioria dessas pessoas é homem e mais fortes que nós. Eles nos querem mortos só pelo fato de existirmos. A eleição de Jair Bolsonaro dá uma espécie de aval, é como se agora isso fosse permitido.
Campanha

Glícia Brandão é atriz e está desempregada. Já Vanessa Macambira é formada em Psicologia e é ex-policial Militar. Ela deixou a PM depois de passar em dois concursos para a área de Saúde do Estado e do município. Trabalha com crianças e jovens. As dificuldades financeiras do casal aumentaram após a agressão. O último salario do município veio com um desconto de mais de R$ 700 em razão dos dias descontados da paralisação dos servidores da saúde. No Estado, a situação é ainda pior. Vanessa está com três folhas atrasadas, incluindo o 13º de 2017.

Diante dos problemas e dos gastos extras com combustível e remédios, as duas resolveram fazer uma campanha de arrecadação. Segundo Vanessa e Glícia, os valores arrecadados serão anexados ao processo:

Banco do Brasil:

Ag: 1668-3
Cc: 15416-4
Variação: 51
CPF: 028.205.684-08
Vanessa Macambira dos Santos

Fonte: Saiba Mais, por Rafael Duarte, 09/01/2019/Portal do Sistema Opinião, 08/01/2019

Fernanda Gentil revela que quer ser mãe novamente e fala do casamento com Priscila Montandon

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019 0 comentários


Fernanda Gentil revela que quer ser mãe novamente e fala do casamento

Em entrevista a Matheus Mazzafera no “Vídeo Show” da quinta-feira (27/12), Fernanda Gentil revelou que foi a esposa, Priscila Montandon, quem a pediu em casamento.

A ex-apresentadora do “Esporte Espetacular” confidenciou que foi a companheira quem deu o passo à frente no relacionamento.
Ela primeiro pediu e um tempo depois a gente oficializou”, disse ela, que está com Priscila desde 2016.
O caráter dela, a pessoa que ela é, os valores que ela tem e mais me chamou atenção como eles são iguais aos meus, como a gente bateu nesse lugar que é muito especial pra gente”, derreteu-se sobre a amada.
A jornalista também revelou ter vontade de ser mãe novamente, mas ainda não sabe se ela ou Priscila é quem iria gestar a criança.
Tenho amor pra dar, acho que essa é a maior responsabilidade que a gente tem no mundo que a gente vive tão difícil, de coisas tão tristes. É realmente um legado que a gente deixa”, contou.
Questionada por Matheus se é realizada, Gentil disse que é feliz pela família.
Fico muito feliz de ter conseguido tudo isso. O que mais me deixa realizada é olhar pra dentro de casa e ver os meninos bem, com saúde, e eu amando e sendo amada, em paz, e tudo funcionando, nosso mundinho girando”.
Para 2019, a fã declarada da cantora Sandy garantiu que uma das metas é ir em uma apresentação da cantora. “Muita saúde, mais saúde, mais um pouquinho de saúde, desafios novos na carreira, muita paz em casa, viagens sempre bom, alegrias pros meninos, família, muito trabalho. Tudo que a Priscila quiser, menos mulheres, só eu”, brincou.
Fernanda Gentil dá o que falar em despedida do “Esporte Espetacular”

Fernanda Gentil apresentou o “Esporte Espetacular”, da Globo, pela última vez no dia 16/12 antes de sair do jornalismo para o entretenimento do canal. A sua despedida, então, deu o que falar nas redes sociais.

Apesar de já ter anunciado sua saída há algumas semanas, muitos telespectadores foram pegos de surpresa e comentaram nas redes sociais. No momento da despedida, o programa exibiu trechos de alguns momentos da apresentadora no departamento de esportes da emissora.
Eu vim aqui como combinei passar o bastão para Bárbara [Coelho], minha última contribuição foi essa matéria com o Diego Hypólito. Fui muito feliz aqui, é um espaço muito especial, abençoado”, afirmou Fernanda Gentil, antes de cumprimentar Felipe Andreoli e a equipe do dominical.
Fonte:  RDI, por Pedro Mendonça, 27/12/2018

Cartas de amor entre duas freiras lésbicas no século 12

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019 0 comentários


2019 está começando e ainda tem gente que precisa ter receio de viver o amor por causa do preconceito alheio. Se hoje em dia ainda é difícil, ainda que com muitos avanços, imagine no século 12, e quando as apaixonadas são um casal de freiras.

O achado foi compartilhado por Erik Wade, professor e pesquisador de História da Sexualidade na Universidade de Bonn, na Alemanha. Ele encontrou o documento em um artigo da professora Jacqueline Murray.

Wade disse ter achado a carta “muito bonita e poderosa, mesmo centenas de anos depois”, e que acredita “ser importante ver exemplos positivos de desejo entre o mesmo sexo de períodos históricos antigos”, inclusive na Idade Média, que ele diz ser um período muito mais complexo do que se pensa ao enquadra-lo como ‘idade das trevas’.

Confira a carta – já traduzida do latim medieval pata o inglês – e sua tradução para português:
“Para C-, mais doce que mel ou favo de mel, B – envia todo o amor que existe para o seu amor. Você que é única e especial, por que você demora tanto tempo, tão longe? Por que você quer que sua única morra, alguém que, como você sabe, te ama com alma e corpo, que suspira por você a cada hora, a todo o momento, como um passarinho faminto.

Desde que eu tive que ficar sem sua doce presença, eu não quis ouvir ou ver qualquer outro ser humano, mas como as rolinhas, tendo perdido sua companheira, empoleira-se para sempre em seu pequeno ramo seco, então eu lamento sem fim até que eu aproveite sua confiança de novo.

Eu olho e não encontro minha amante – ela não me conforta nem com uma única palavra. De fato, quando reflito sobre a beleza de sua fala e aspecto mais alegre, fico completamente deprimida, pois não encontro nada que eu possa comparar com seu amor, mais doce que o mel ou o favo, comparável com o brilho do outro e da prata.

O que mais? Tudo em você é gentileza, perfeição, então meu espírito definha perpetuamente por sua ausência. Você é desprovida da ousadia de qualquer falta de fé, você é mais doce do que leite e mel, você é inigualável entre milhares, eu te amo mais do que qualquer outra.

Você é o meu amor e desejo, você é o doce resfriamento da minha mente, não há alegria para mim em qualquer lugar sem você. Tudo o que foi delicioso com você é cansativo e pesado sem você.

Então eu realmente quero te dizer, se eu pudesse comprar a sua vida pelo preço da minha, [eu faria] instantaneamente, pois você é a única mulher que eu escolhi de acordo com o meu coração.

Por isso, rogo a Deus que a morte amarga não venha a mim antes que eu desfrute da visão desejada de você novamente. Adeus. Tens de mim toda a fé e amor que existem. Aceite a escrita que envio e, com ela, meu constante pensamento.”
Fonte:  Hypeness, 12/2018 ," A correspondência amorosa entre duas freiras lésbicas no século 12"

Os direitos LGBT no governo Bolsonaro

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019 0 comentários

A comunidade avalia que o momento é de cautela

O que acontecerá com os direitos LGBT no governo Bolsonaro?

Horas depois da posse do presidente, na noite do dia 1º, a equipe de Bolsonaro apresentou formalmente, no site do Planalto, a estrutura do novo governo. Após alguns minutos, o documento (conhecido como Medida Provisória 870/19) causou comoção nas redes sociais por não citar artigos que continham menção à comunidade LGBT. O assunto ficou entre os trending topics do Twitter durante a quarta (2). Se, no governo Temer, as demandas de gays, lésbicas, bissexuais e transgênero eram prioridade de uma Diretoria, subordinada ao Ministério dos Direitos Humanos, no novo governo o termo sequer aparecia nos documentos.
Isso foi corrigido na manhã de quinta (3): um trecho do artigo da antiga Diretoria do governo Temer, que cita as minorias, foi copiado na nova Medida Provisória. Agora, o decreto de Bolsonaro mantém no texto atribuições como "coordenar as ações governamentais e as medidas referentes à promoção e defesa dos direitos de LGBTs" e "exercer a função de Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT". 

A assessoria do novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado pela advogada e pastora Damares Alves, informou em nota que a Diretoria será mantida, com a mesma estrutura, mas sob a Secretaria Nacional de Proteção Global. A informação foi confirmada pela própria Damares, na quinta-feira (3), durante a posse dos ministros. Ela ainda apresentou o pastor Sergio Queiróz como responsável pela Secretaria. 

Pautas da comunidade não devem avançar 

Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI, acredita que há certa "confusão" na interpretação de documentos oficiais. Para ele, seria mais assertivo que a sociedade cobrasse aprimoramento, a qualidade e a efetividade das políticas implementadas. Em outras palavras, seria cedo para reclamar do novo governo antes de ver que políticas serão efetivamente adotadas.... 

Nomenclaturas à parte, a advogada especialista em diversidade Adriana Galvão afirma que os direitos já adquiridos não serão perdidos, a não ser que o próprio Judiciário revogue. "Mas é improvável, pois eles mesmos que concederam", diz. Ela aposta, entretanto, que será difícil ter aprovação de algo novo, como criminalização da homofobia, durante esses quatro anos do governo que se iniciou essa semana.


Quem vai promover a cidadania LGBT?

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), comentou em um vídeo que a Diretoria fazia parte de uma Secretaria ligada à promoção e defesa dos direitos humanos. de uma Secretaria ligada à promoção e defesa dos direitos humanos. 
Durante a gestão Temer, passou para a pasta de Cidadania e agora está sob responsabilidade da Secretaria de Proteção Global. Não haverá nenhum tipo de promoção da cidadania LGBT?", pergunta. 
Outro fator preocupante, de acordo com ela, é que a Secretaria será paralela a outra pasta de defesa nacional da família, ambas subordinadas a mesma Diretoria.
Sabemos que não consideram as famílias homoafetivas, por exemplo. Como essa Secretaria de Proteção Global agirá estando lado a lado com uma pasta que nos persegue? Conclamamos a todas as pessoas LGBTs para, depois que entendermos essa conjuntura, pautar o governo por meio de nossa luta", diz. 
Movimento é visto como "de esquerda" 

O cientista político Bruno Silva acredita que o ato de tirar a expressão LGBT do documento em um primeiro momento é mais simbólico do que prático. 
Essa situação revela uma falta de disposição de dialogar com esse público. Há um desinteresse em dar visibilidade, tal como vinha sendo feito nos governos anteriores. Muita gente associa a pauta aos movimentos da esquerda e isso deslegitima o que seria de interesse de todo o país", diz. 
Os especialistas acreditam que, mesmo se o tema for atribuído a uma pasta mais generalista, deve trazer prejuízos, tendo em vista posturas da nova Ministra e do presidente publicamente conhecidas em relação à comunidade.

Adriana Galvão considera temerária a falta de menção à temática na MP.
Da forma que estava a portaria, entendemos que a matéria não está entre as prioridades do governo", explica.
Ela aconselha cautela, mas também diz que a comunidade deve cobrar a secretaria específica realmente defenda a pauta.
"O movimento precisa se unir nesse momento. Tem que ser pautado com bastante responsabilidade, sem radicalismo, com uma política de equilíbrio e diálogo. Precisa ser didático, as pessoas não conhecem e acabam polarizando as coisas", explica.
A especialista acredita que eventuais conquistas que a comunidade LGBT tenha nos próximos quatro anos não se darão pelos poderes Legislativo ou Executivo, somente pelo Judiciário.

Ministra prometeu diálogo

Em dezembro, a Ministra Damares se encontrou com mais de 30 organizações LGBTI, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, que funcionava como sede da transição do governo. Na ocasião, ela recebeu dos representantes o documento "O que Queremos do Estado Brasileiro", que trata das prioridades para as políticas públicas, especialmente nas áreas de direitos humanos, educação, saúde, emprego, previdência social, segurança pública e assistência social.

Em vídeo divulgado após o encontro, Damares falou sobre o perfil do novo governo, que é de ouvir diretamente as pessoas e entidades que representam determinados grupos. "Esse segmento, que é organizado e tem conquistas garantidas ao longo das militâncias, vai ter canal aberto com o Ministério dos Direitos Humanos", afirmou.

Fonte: UOL, por Paulo Gratão, Colaboração para Universa, 03/01/2019 

 
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