OAB de Manaus processará homofóbicos que insultaram a entidade por patrocinar casamentos LGBT

terça-feira, 26 de julho de 2016 0 comentários

A união civil de 39 casais do mesmo sexo se consumou na manhã desta quarta-feira (22)
pela segunda vez, numa parceria entre a OAB/AM e a Sejusc (Antônio Menezes )

Ordem dos Advogados do Brasil pedirá punição a homofóbicos que protestaram contra união civil

OAB/AM vai denunciar, civil e criminalmente, autores de manifestações agressivas contra casamento de homoafetivos na sede da entidade, realizado esta semana

Não foi apenas uma ameaça. A presidente da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM), Alexandra Zangeralame, confirmou que estava falando sério em relação às ofensas dirigidas à entidade, por ter patrocinado um casamento coletivo entre homoafetivos. O ato ocorreu quarta-feira, na sede da Ordem, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

A iniciativa, que reuniu 39 casais, a maioria de mulheres, provocou várias reações homofóbicas. Pelo menos seis pessoas dirigiram ofensas a advogados e à OAB/AM, diretamente e por meio de redes sociais.

Alexandra Zangeralame repudiou as manifestações e informou que já iniciou o processo contra os atos de intolerância e a homofobia.

Está sendo feita a apuração do material que foi coletado e sendo verificado quem são os responsáveis. Ainda hoje serão iniciados procedimentos civil e criminal.

O assunto deve gerar um inquérito policial. Como não há uma delegacia específica para crimes virtuais, será feita uma denúncia na unidade policial mais próxima, no caso o 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus.
Estamos na fase de apuração, mas vamos atrás de quem ultrapassou os limites da liberdade de expressão. São pessoas que pensam que podem falar o que querem, sem pensar nas consequências. Essas pessoas têm que respeitar os direitos dos outros. Vamos denunciar e o restante é trabalho policial”, prometeu a advogada.
Ordem

Especificamente sobre a OAB/AM, Alexandra Zangeralame destacou a importância da instituição para a sociedade. “Esta é uma instituição que participa das mudanças históricas dos direitos humanos deste País. Abraça causas que estão dentro do direito, previstas na legislação, então, merece ser respeitada. Quando alguém ofende um advogado da Ordem está ofendendo a dez mil advogados”, desabafou a advogada.

Como homofobia não é considerada crime, a denúncia a ser feita pela Comissão da Diversidade Sexual da OAB/AM será argumentada como difamação, calúnia e danos morais.

Apoio por parte da Sejusc

A secretária de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola, que esteve na cerimônia de casamento coletivo homoafetivo, realizado na última quarta-feira, na sede da OAB/AM, também se pronunciou a respeito dos insultos feitos à entidade. Por meio de nota, ela manifestou a posição do Estado em relação aos direitos e opções sexual e de crença.
O Governo do Amazonas, se posiciona de forma libertária no que concerne a livre orientação sexual e crenças. Desta maneira, fomenta e garante a execução da universal Política de Direitos Humanos vigente, contribuindo com a cultura de paz, liberdade e respeito aos direitos conquistados”, disse a secretária.
Prola manifestou total apoio à iniciativa da OAB/AM em denunciar quem enviou mensagens ofensivas à entidade, caracterizando prática de homofobia.

Definição

O insulto homofóbico pode ir do bullying, difamação, injúrias verbais ou gestos e mímicas obscenos mais óbvios até formas mais sutis e disfarçadas, como a falta de cordialidade e a antipatia no convívio social, a insinuação, a ironia ou o sarcasmo, casos em que a vítima tem dificuldade em provar objetivamente que a sua honra ou dignidade foram violentadas. No Brasil, a Constituição de 1988 proíbe qualquer forma de discriminação de maneira genérica.

Fonte: Acrítica.com, 23/07/2016

Sem precisar recorrer à Justiça, casal de mulheres registra filha em cartório de Bauru (SP)

segunda-feira, 25 de julho de 2016 0 comentários

Rayssa, de 3 anos, tem na certidão os nomes de Lithiene (à esq.) e Thaís (Foto: Renata Marconi/G1)

Menina é registrada pelas duas mães em decisão inédita na região de Bauru
Casal não precisou ir à Justiça para incluir nome de 2ª mãe em certidão. Ainda não há uma Lei que regulamente este tipo de filiação em SP.

O casal Lithiene Aline Barbosa e Thaís Preto de Godoi conseguiu, sem precisar recorrer à Justiça, colocar os dois nomes na certidão da filha, Rayssa Preto Rosa Barbosa, de três anos. A filiação homoafetiva foi conseguida diretamente no cartório, por meio de um procedimento administrativo. Segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), a decisão é inédita em Bauru (SP), onde a família mora.
É um orgulho. Eu nem estou acreditando que tem a certidão com meu nome. Falaram para gente que se fosse com o advogado demoraria meses e foram apenas duas semanas”, comemora Thais, que agora tem seu nome na certidão da filha.
Rayssa é filha biológica de Lithiene, mas elas gostariam de acrescentar o nome das duas mães nos documentos da filha, mas a burocracia para entrar na Justiça acabou atrasando a mudança. “Todo mundo falava que ia demorar e isso ia desanimando. Sei que é só um papel, mas agora a Thais tem direitos. Antes tudo dependia de mim, matrícula na escola, médico, ela não assinava nada”, conta Lithiene, de 25 anos.O casal estava tentando entrar na Justiça para incluir o nome de Thais na certidão de Rayssa, mas acabou entrando com um pedido no cartório da cidade, que remeteu o pedido ao Ministério Público e ao Juiz de Direito local, que autorizaram a inclusão do nome sem a necessidade de um procedimento judicial. Este é o primeiro caso registrado na Comarca de Bauru.
Nós planejamos a Rayssa juntas, ela sempre me acompanhou. Anexamos tudo ao processo, as fotos da gravidez, a carteira de vacina com o nome das duas, a declaração escolar, a agenda escolar, já que na escola as professoras já mandavam recadinhos para as duas mamães e isso ajudou muito”, explica Lithiene.
Até hoje ainda não há uma Lei que regulamente este tipo de filiação no Estado de São Paulo e, quando um casal deseja reconhecer a filiação socioafetiva, via de regra, necessita recorrer à esfera judicial, dando entrada em processo que pode demorar anos.

Rayssa ainda bebê com as mães
(Foto: Lithiene Barbosa/Arquivo Pessoal)
Para o Oficial do cartório, Alexandre Mateus de Oliveira, o caso pode nortear uma normatização estadual sobre o tema.
Como ainda não temos uma norma em relação a este tema, é dificultosa a regularização da filiação socioafetiva, por isso fiquei muito satisfeito com o resultado, pois representa uma vitória para o casal”, disse.
Thais conta que a filha ficou muito feliz com o sobrenome que ganhou e diz que não vê a hora de voltar para a escola para contar aos colegas que agora tem o nome das duas mães na certidão de nascimento.
Agora somos uma família perante a Justiça, não só por boca. Fica de aprendizado para todo mundo que é muito fácil para quem quer ter uma família.”
Lithiene e Thais planejaram filha juntas (Foto: Lithiene Barbosa/Arquivo Pessoal)

'Escola Sem Partido' quer impedir debates sobre machismo e homofobia nas escolas

quinta-feira, 21 de julho de 2016 0 comentários

Vote, clicando aqui, contra projeto do deputado-pastor Magno Malta que quer instituir, entre as diretrizes e bases da educação nacional, o "Programa Escola sem Partido"

Por Míriam Martinho

O movimento Escola Sem Partido foi criado em 2004 pelo advogado Miguel Nagib, mas começou a ganhar força sobretudo no ano passado com a apresentação de vários projetos de lei, por ele inspirados, em âmbito federal, estadual e municipal. Entre outros absurdos, esses projetos querem proibir a educação sexual nas escolas e até criminalizar professores, por assédio ideológico, que falarem com seus alunos sobre orientação sexual (contra a homofobia) e gênero (contra o machismo), entre outras discriminações. Supostamente, tais projetos visariam impedir o proselitismo político-partidário e ideológico de esquerda (fazeção de cabeça de alunos) nas escolas almejando a pluralidade de ideias em classe de aula.

Na verdade, contudo, o objetivo desses projetos é bem o oposto. Trata-se de cercear a liberdade de expressão de professores, tidos como de esquerda, e impor uma agenda conservadora no ambiente escolar. Tal objetivo fica bem claro pela redação dos projetos onde se lê que os pais têm o direito a que seus filhos recebam educação condizente com os valores de ordem familiar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.  Ora, escola não é espelho de família conservadora ou de valores conservadores. A escola representa exatamente a entrada das crianças na sociedade em geral, onde elas terão que conviver com valores diferentes do seu entorno familiar e aprender a respeitá-los. Quem quer que seus filhos recebam nas escolas a mesma educação dada pela família deve inscrevê-los em escolas confessionais, militares ou educá-los em casa (homeschooling). O que não tem cabimento é querer impor a todas as escolas públicas e privadas do país, pela via legal, estatal, valores que não são de toda a sociedade brasileira. 


No caso da educação sexual, esses projetos dizem explicitamente que o "Poder Público não se imiscuirá na orientação sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer ou direcionar o natural desenvolvimento de sua personalidade, em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação dos postulados da ideologia de gênero." Pra quem não sabe, "ideologia de gênero" é um espantalho criado pelos conservadores para assustar mães e pais sobre supostos perigos da escola transformar seus filhos em homossexuais, como se isso fosse possível. A discussão sobre gênero nas escolas visa apenas desconstruir preconceitos e discriminações para que alunas e alunos, diferentes dos demais por alguma razão, possam estudar sem sofrer bullying físico ou psicológico (agressões, humilhações, xingamentos). 

Uma olhadinha no perfil dos autores desses projetos, inspirados pelo famigerado Escola Sem Partido, explica bem qual é a desse pessoal. A maioria deles é da bancada religiosa, especialmente evangélica. Segundo o site Sul21, "11 dos 19 proponentes de projetos inspirados pelo ESP são ligados a alguma igreja. Na Câmara, há três projetos tramitando baseados na proposta Escola sem Partido. O Projeto de Lei (PL)7180/2014, do deputado Erivelton Santana (PSC/BA), o PL 867/2015, do Izalci Lucas (PSDB-DF) e o PL 1411/2015, de Rogério Marinho (PSDB/RN), este sendo o único não ligado a alguma igreja. No Senado, o pastor evangélico Magno Malta (PR-ES) é autor de texto semelhante, apresentado como PLS 193/2016.

Nos legislativos estaduais já são 12 propostas apresentadas. Uma já foi aprovada com o nome de "Escola Livre" (piada) – em Alagoas – e uma arquivada – no Espírito Santo. A primeira foi apresentada pelo deputado Ricardo Nezinho (PMDB), ligado à igreja Batista. O projeto foi vetado pelo governador Renan Filho, mas o veto foi derrubado na Assembleia Legislativa. O outro, registrado como PL 121/2016, foi proposto pelo médico Hudson Leal (PTN).

Em São Paulo, há dois projetos tramitando na Assembleia Legislativa. Um do empresário Luiz Fernando Machado (PSDB), que recebeu o número de PL 1301/2015. E o PL 960/2014, de autoria do evangélico José Bittencourt (PSD). As propostas tramitam em conjunto e já foram aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Os demais projetos com seus respectivos autores seguem listados a seguir

UFProponenteConfissão
SPLuiz Fernando Machado (PSDB) PL 1301/2015
José Bittencourt (PSD)
PL 960/2014
Evangélico
RSMarcel van Hattem (PP)
PL 190/2015
Cristão Luterano
PRGilson de Souza (PSC) e outros 11
PL 748/2015
Evangélico
ALRicardo Nezinho (PMDB)
projeto aprovado
Batista
RJFlávio Bolsonaro (PSC)
PL 2974/2014
Evangélico
DFSandra Faraj (SD)
PL 1/2015
Evangélica
Rodrigo Delmasso (PTN)
PL 53/2015
Projeto de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) 38/2016
Evangélico
ESHudson Leal (PTN)
PL 121/2016 (Arquivado)
GOLuiz Carlos do Carmo (PMDB) PL 2.861/14Evangélico
AMPlatiny Soares (DEM)
PL 102/2016
CEDra. Silvana (PMDB)
PL 273/2015
Evangélica
PEPastor Cleiton Collins (PP)
PL 823/2016
Evangélico
MTDilmar Dal Bosco (DEM)
PL 403/2015
Católico"



O surgimento dessas várias iniciativas de censura a professores e da usurpação de sua liberdade de expressão, garantida a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal (Art. 5º, IX), é o mais recente ataque a nossa tão frágil democracia. Atenta também contra outro artigo da Constituição Federal, o 205 , onde se lê:
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. 
Atenta ainda contra o combate ao preconceito e a discriminação de mulheres e pessoas LGBT ao querer impedir o debate sobre machismo e homofobia em sala de aula. Para impedir a doutrinação ideológica, a primeira coisa a fazer é simplesmente conversar com o professor sob suspeita de ser doutrinário. Persistindo o problema, pode-se acionar os gestores escolares ou ainda as ouvidorias das secretarias de Educação. Não há necessidade de projetos de lei atingindo toda uma categoria profissional por causa de alguns maus professores. 

Por isso, é preciso se mobilizar contra esse imenso retrocesso. Já houve vitórias contra esses absurdos projetos de lei, com a derrubada de alguns deles em estados e mesmo retirada de outros em algumas cidades. Na página dos Professores contra o Escola Sem Partido é possível acompanhar o andamento dessa batalha. E, no momento, está sendo possível votar contra uma das versões dessa proposta macartista*, proposta pelo deputado-pastor Magno Malta, clicando aqui. Trata-se de consulta pública do Senado Federal sobre a inclusão, entre as diretrizes e bases da educação nacional, de que trata a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,  do "Programa Escola sem Partido". Vote contra. É uma forma de influenciar a posição dos senadores sobre o assunto.

* O senador Joseph MacCarthy foi um político que deslanchou uma verdadeira caça às bruxas nos EUA, nos anos 50, para combater supostos comunistas infiltrados nas mais diversas áreas da sociedade americana. Seus principais alvos foram educadores, artistas, intelectuais, funcionários públicos e sindicalistas. Qualquer suposta ligação de alguém com ideias ou associações consideradas de esquerda levava pessoas a perderem empregos, ter suas carreiras destruídas e até irem presas. Tudo baseado em leis e demissões posteriormente declaradas inconstitucionais e ilegais. 

Protesto contra homofobia por morte de estudante em Salvador

segunda-feira, 18 de julho de 2016 0 comentários

Grupo protesta contra homofobia e morte de estudante no Rio Vermelho (Foto: Alan Tiago/G1 BA)

Grupo protesta contra homofobia e morte de estudante, em Salvador
Ato ocorreu na noite desta sexta-feira (15), no bairro do Rio Vermelho. Família fala em homofobia; polícia diz que não há indícios de agressão.

Um grupo de manifestantes realizou uma caminhada na noite desta sexta-feira (15) no bairro do Rio Vermelho, sentido Amaralina, em Salvador, para pedir paz e protestar contra a homofobia. No ato, os participantes abordam o caso do estudante Leonardo Moura, que morreu por conta de lesões que, segundo a família do rapaz, foram causadas por agressões por homofobia. Já a polícia, disse que ainda não há indícios que o estudante foi agredido.

Protesto contra homofobia, em Salvador (Foto: Alan Tiago/G1 BA)

Os pais de Leonardo, que participaram da manifestação, não quiseram se posicionar sobre o caso. Uma amiga do estudante, Carla Freitas, disse durante o protesto que não há dúvidas de que a situação se trata de crime de homofobia.
Ele estava cheio de hematomas e arranhões. Além disso, uma queda não vai dilacerar um rim como ocorreu com ele. Ele pode até ter caído mas se isso ocorreu foi depois de sido agredido. Bateram nele primeiro", disse.
Os manifestantes começaram a ser concentrar às 17h30, em frente à boate gay de onde Leonardo Moura saiu antes de ser encontrado ferido. Às 19h, o grupo deu início à caminhada que seguiu até o estacionamento do antigo Mercado do Peixe.

Durante a caminhada, o trânsito foi bloqueado no sentido Amaralina. Uma equipe da Superitendência Municipal de Trânsito (Transalvador) e homens da Polícia Militar acompanharam o ato pacífico. Além de faixas e cartazes, vários manifestantes levaram velas e cruzes para pedir paz e protestar contra os crimes de homofobia.

Um dos grupos que organizaram o protesto desta sexta-feira foi o "Mães pela Diversidade", que reúne pais de jovens homossexuais. A coordenadora do grupo em Salvador, Inês Silva, falou que o ato foi mobilizado pelas redes sociais.

Grupo 'Mães pela Diversidade' no protesto, em Salvador (Foto: Alan Tiago/G1 BA)
"A ideia de organizar o ato surgiu da necessidade que temos de defender nossos filhos que assim como o Léo moura podem ser vítimas algum dia. Estamos buscando a inclusão de todos os homossexuais para que não possam mais ser vistos como pessoas diferentes. Todos os dias vemos notícias assim nos jornais de violência. Isso tem que acabar. Os gays são seres humanos também", disse
O psicólogo e membro do grupo Cultura e Sexualidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Gilmaro Nogueira, outro organizador do ato, disse que a manifestação contou com o apoio e participação de integrantes de cerca de 50 grupos sociais da capital. Os organizadores não deram uma estimativa de público presente na manifestação.
Vemos todos os dias notícias sobre violência contra homossexuais. E por isso a gente resolveu se unir hoje. Queremos com esse ato chamar a atenção para a necessidade de se criar políticas públicas para inibir a violência contra homossexuais. Além disso queremos um serviço de atendimento às vítimas, que precisam ter atenção dos órgãos públicos".

Público em caminhada contra homofobia, em Salvador (Foto: Alan Tiago/G1 BA)

Testemunhas falam em queda
A Polícia Civil divulgou, nesta sexta-feira, que testemunhas do caso do estudante Leonardo Moura, ouvidas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirmaram, em depoimento, que o rapaz caiu de uma balaustrada, de uma altura de cerca de 4,7 metros, na região do Alto Sereia, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

Conforme a polícia, as declarações são de moradores do local e também de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestaram o primeiro atendimento à vítima.

Leonardo Moura tinha 30 anos
(Foto: Reprodução/ TV Bahia)
O caso aconteceu no dia 9 de julho. O rapaz, de 30 anos, morreu na segunda-feira (11), no Hospital Geral do Estado (HGE). Ele foi enterrado na terça-feira (12), no cemitério Campo Santo, na capital. Conforme familiares, Leonardo foi agredido e morreu por conta das lesões que teve. A situação aconteceu após o rapaz sair da boate San Sebastian, no Rio Vermelho, casa destinada ao público LGBT.

A polícia ainda aguarda imagens de câmeras de segurança da região onde a situação aconteceu, prontuários do Samu, do Hospital Geral do Estado e laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Por telefone, o pai do estudante Antônio Moura, e a prima de Leonardo, Caroline Moura, disseram ao G1 que não vão se manifestar sobre a versão da polícia divulgada nesta sexta-feira. Conforme familiares da vítima, o atestado de óbito de Leonardo aponta que ele teve trombose cardíaca em consequência de uma hemorragia. A família disse ainda que tem fotos das lesões que Leonardo apresentava no dia do ocorrido, mas que prefere não divulgar, por enquanto.

Versão da polícia


Segundo informações da polícia, na manhã desta sexta-feira, uma equipe da 1ª Delegacia de Homicídios - Atlântico, junto com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e um dos socorristas do Samu, que prestou os primeiros atendimentos ao estudante, esteve no local onde Leonardo foi encontrado para fazer a perícia.

Leonardo Moura morreu no dia 9 de julho
(Foto: Reprodução/Facebook)
Enquanto levantavam informações buscando vestígios do ocorrido, o grupo foi abordado por moradores do local, que afirmaram ter visto Leonardo caindo da balaustrada.

De acordo com a delegada Mariana Ouais, que investiga o caso, uma das testemunhas contou que viu Leonardo andando na calçada, cambaleando, sozinho, e, depois, já estava caído na areia da praia.

Ainda segundo a polícia, o primeiro socorrista a chegar no local disse que Leonardo estava lúcido, sentado na praia, na companhia de policiais militares quando recebeu o primiero atendimento. A polícia informou que o socorrista relatou que não viu escoriações no rapaz e que ele teria dito que não queria ser levado para um hospital, e sim para casa.

O caso

De acordo com os relatos da prima da vítima, Caroline Moura, que morava junto com Leonardo no bairro da Barra e o chamava de irmão, ele estava uma boate no bairro do Rio Vermelho, na madrugada de sábado (9). Ela diz que o rapaz saiu da boate nas primeiras horas da manhã, na companhia de um amigo.

Ainda de acordo com Caroline, o amigo pegou um ônibus em direção ao bairro de Itapuã e o rapaz seguiu sozinho caminhando para achar um táxi. Segundo a polícia, ele foi achado por um pescador desacordado na praia do Rio Vermelho, com muitos ferimentos e levado por uma ambulância do Samu até o Hospital Geral do Estado (HGE). O óbito foi registrado às 6h10 de segunda-feira (11).
saiba mais

Conforme relatos dos familiares, Leonardo sofreu uma grave lesão nos rins e passou por uma cirurgia.

A prima ressalta que Leonardo não tinha envolvimento com crimes ou drogas e que não faz ideia do que possa ter ocorrido, ou de quem possa ter cometido as agressões.

No relatório de necropsia da vítima, ao qual oG1 teve acesso no Hospital Geral do Estado, consta que Leonardo deu duas entradas na unidade de saúde durante o sábado. Na primeira delas, detalha a prima, o paciente teria se desentendido com uma médica e saiu do HGE por conta própria, após assinar um termo de responsabilidade.

No entanto, na tarde do mesmo dia, devido às fortes dores abdominais e ocorrência de vômito, Leonardo retornou ao HGE acompanhado de familiares, foi internado e submetido ao procedimento cirúrgico.

Em nota, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou que o paciente deu entrada no HGE às 8h do sábado (9) e deixou a unidade após recusar o tratamento. À tarde, por volta das 15h, conforme a nota, Leonardo deu nova entrada no hospital e recebeu os cuidados médicos necessários, mas veio a óbito na segunda-feira.

Também em em nota, a boate San Sebastian, onde a vítima estava antes de ser agredido, lamentou o ocorrido e disse que se solidariza com a família do rapaz e torce por justiça.

Fonte: G1, 15/07/2016

Massagem tântrica para você e sua namorada aprimorarem a capacidade de amar

sexta-feira, 15 de julho de 2016 2 comentários

Massagem do Método Nishok para despertar a bioeletricidade corporal 

Míriam, em primeiro lugar, fale um pouco da sua formação como terapeuta corporal tântrica.

Miriam Julie
Miriam Julie (MJ) - Há 5 anos eu estava buscando alguma terapia que pudesse me ajudar a superar uma série de bloqueios e traumas por experiências vividas. Os métodos já experimentados, com terapia psicológica, não estavam tendo o resultado que esperava mesmo após longo tempo de tratamento, o que me levou a uma grande frustração.

Cheguei a frequentar um grupo de mulheres que passaram por abuso sexual para ver se encontrava uma saída, no entanto, as terapias oferecidas eram limitadas. Eu tinha uma grande dificuldade em interagir com as pessoas de forma mais próxima. Tocar e ser tocada era muito complicado. A duração de tempo tolerável de um abraço para mim era no máximo 2 segundos.

Foi então que uma amiga me convidou para um workshop chamado CAMINHO DO AMOR, quando conheci o Centro Metamorfose e a massagem do Método Deva Nishok. Essa massagem, juntamente com a terapia tântrica, mostrou-se um instrumento poderoso de cura dos meus bloqueios, uma transformação de vários paradigmas.

O que me atraiu nessa terapia foi o fato de ser rápida e eficaz, com a vantagem de não se precisar passar por uma série de análises, como acontece em outras linhas terapêuticas (sem desmerecer nenhuma), pois trabalha justamente com o reequilíbrio energético e a sabedoria do corpo.

Percebi então que poderia também ajudar outras pessoas, como o grupo que frequentei de mulheres que passaram por abuso sexual, me profissionalizando na área. Assim decidi me formar como terapeuta tântrica, trabalhando com meu desenvolvimento interior antes de aprender as técnicas. Me formei há 3 anos pelo Centro Metamorfose e passei cerca de 2 anos e meio atendendo de forma voluntária nesse grupo e em outros, utilizando a terapêutica tântrica que envolve tanto meditações ativas como trabalhos de respiração e massagens.

As massagens que realiza visam a cura de enfermidades, o relaxamento do stress da vida, a superação de bloqueios sexuais ou simples conhecimento do corpo (ou um pouco de tudo isso)?

MJ -
A Massagem Deva Nishok é procurada por pessoas de todos os tipos, desde as que querem apenas um relaxamento físico até as que buscam autoconhecimento e a superação de bloqueios emocionais ou disfunções sexuais.

Muitas pessoas, homens e mulheres, procuram as massagens apenas como forma de sentir prazer e acabam tendo a grata surpresa de descobrir um recurso de desenvolvimento pessoal através desse método.

Um dos pontos mais significativos na massagem tântrica é que o corpo é visto como sagrado, divino, e trata-lo dessa forma faz uma grande diferença no sentido terapêutico. Deixo claro que, nas massagens, embora haja toque nos genitais, as manobras não são masturbatórias ou com intenção de meramente produzir um prazer superficial. Em nenhum momento se faz sexo com a terapeuta.

Qual é a proposta da Massagem do Método Nishok?

MJ - A proposta da Massagem do Método Nishok é despertar a bioeletricidade corporal e canaliza-la por meio de manobras e técnicas especificas. À medida que a energia mobilizada percorre todo o corpo, equilibrando os centros de energia (chakras), é possível ter a percepção do prazer e o despertar de novas sensações que promovem bem-estar e estado meditativo profundo, permitindo a expansão da supraconsciência.

Essa massagem desmancha os bloqueios psicológicos e emocionais registrados no corpo, permitindo o resgate e a ressignificação dos sentimentos e emoções.

A partir dessa mobilização energética, bioelétrica, que desencadeia respostas musculares do corpo todo, é possível muitas curas nos níveis físico, mental e emocional. Um diferencial desse método é que o orgasmo obtido não se dá através da psicogenia - aquele no qual precisamos usar a mente e suas fantasias.


O que é a massagem Sensitive?

MJ - Nessa massagem a Bioeletricidade é o principal componente. Ela se manifesta em todo o corpo físico e atua também sobre as emoções e no psiquismo. Ela dissolve ansiedades e tensões existentes que dificultam as informações sensoriais e motrizes responsáveis pelo prazer, pelo orgasmo, pelo relaxamento e pelo equilíbrio geral do corpo.

Ela é realizada com toques bem suaves com a ponta dos dedos por todo o corpo, possibilitando um profundo contato bioenergético, de natureza bioelétrica, que desenvolve e aprimora a percepção e a sensibilidade, preparando todos os grupos musculares do corpo para o prazer e o orgasmo.

O que é a massagem Êxtase?

MJ - Essa massagem é indicada para quem já recebeu a Sensitive e atua ligando a bioeletricidade com manobras especificas nos genitais que chamamos de Yoni ( portal da vida em sânscrito). Promove uma maior tonicidade dos músculos vaginais, que em geral são hipotônicos (ou seja, não possuem tônus para sustentar o nível de energia), e proporciona uma expansão sensorial do clitóris, permitindo a sustentação de níveis de prazer mais intensos.

O que é a massagem Yoni?

MJ - Na Yoni Massagem, o trabalho é focado e intensificado na vagina (Yoni). O foco é a cuidadosa massagem de todo o órgão genital feminino, incluindo a virilha, a vulva, os lábios internos e externos e o clitóris, permitindo o desfrute de diferentes formas de prazer, cumulativas e progressivas.

E essas manobras promovem uma alteração substancial na estrutura sensorial do clitóris que modifica significativamente as sensações ligadas ao prazer e ao orgasmo contínuo.

A mulher vai aos poucos se abrindo e se entregando com confiança, ultrapassando e eliminando medos, culpas e repressões e passando a experimentar orgasmos perenes e de vale (orgasmos que emendam um ao outro, sem queda do clímax), que são totalmente diferentes dos já conhecidos.

O que é a massagem G Spot?

MJ - A G spot corresponde ao nível 4 de desenvolvimento. A sequência de desenvolvimento para mulheres continua com um trabalho digital de estimulação e fortalecimento da musculatura intravaginal e da glândula de Grafemberg (Ponto G).

Essa massagem proporciona uma nova qualidade de prazer e orgasmo através de regiões sensoriais de grande potencial energético, mas em geral pouco exploradas. É muito comum que algumas mulheres cheguem a ejacular, esguichar, durante essa massagem.

A cliente é que escolhe o tipo de massagem a ser feita, depois de informada sobre as diferenças entre elas, ou existe uma sequência a ser seguida? Ou ainda, você como terapeuta, é que indica o que acha mais adequado para a pessoa?

MJ - Algumas clientes às vezes querem ir direto para a Êxtase que é uma mistura da Sensitive com a Yoni, mas sempre recomendo que comecem pela Sensitive que é o nível 1 do despertar da bioeletricidade. Melhor assim pois, se não estiverem com o corpo preparado para sustentar o nível de energia, podem não ter um resultado tão favorável quanto esperam. Como terapeuta, depois de uma anamnese inicial, marco os tipos de massagem para um desenvolvimento dentro da terapêutica tântrica para a pessoa.

As massagens podem ser feitas por casais de mulheres ou só individualmente?
MJ - 
Sim podem ser feitas de ambas as formas, inclusive também ministro Cursos de Massagem individual e em grupo, onde ensino as técnicas que utilizamos.

Onde você atende?

MJ - Atendo em todas as unidades do Centro Metamorfose em São Paulo. Em outras cidades, apenas com pré-agendamento.

Em domicílio, só em circunstâncias especiais, com pessoas que tem algum tipo de limitação física dificultando sua locomoção ou que são famosas e não querem se expor.

Como as pessoas podem contatá-la para marcar uma consulta/massagem?
Podem entrar em contato comigo por whats /cel: 96834-3475 ou 96405-1934 ou e-mail :
gunadharametamorfose@gmail.com

Deixe uma mensagem para nossas leitoras e nossos leitores.

Convido-as para experimentar esse método de massagem maravilhoso que além de promover um bem-estar profundo e a sensação de empoderamento pessoal, proporciona um autoconhecimento fantástico que não tem preço.

Miriam Julie
Terapeuta Credenciada pelo Centro Metamorfose 

Terapeuta Tântrica formada pelo Centro Metamorfose, com Especialização em Disfunções Sexuais. Instrutora de Cursos Individuais e em Grupo de Massagem Tântrica e Condutora de Núcleos de Desenvolvimento de Massagem Tântrica.

Terapeuta Holística e Astróloga Humanista há 31 anos, é também Orientadora Sexual, e trabalhou como voluntária em Grupos de Ajuda à mulheres que sofreram abuso, utilizando o Método Deva Nishok, obtendo ótimos resultados.

Utiliza em seus atendimentos as Terapias Tântricas com o objetivo de refinar a sensibilidade, expandir e intensificar a sensação orgástica, gerando maior sustentação da bioenergia do corpo, energização dos chackras e equilíbrio da produção hormonal.

Habilitada em todas as modalidades do Método Deva Nishok: Sensitive Massagem, Êxtase Total Massagem, Yoni e G-Spot Massagem e Lingam e P-Spot Massagem. Atende homens e mulheres (heterossexuais e LGBT's).

Consultora da Rede de Informação UOO. Trabalhou como voluntária no CVV (Centro de Valorização da Vida).

Entre em contato 

SP (011) 968-343-475 (Tim / WhatsApp)

SP (011) 964-051-934 (Vivo / WhatsApp) 

No próximo Jornada nas Estrelas, Sulu será gay e terá uma filha

terça-feira, 12 de julho de 2016 0 comentários

Hikaru Sulu, de Star Trek: Sulu aparecerá em "Star Trek: Sem Fronteiras"
com um companheiro do mesmo sexo com o qual tem uma filha

"Star Trek" terá primeiro personagem homossexual

Los Angeles - O filme "Star Trek: Sem Fronteiras", uma das estreias mais esperada da próxima temporada, terá o primeiro personagem homossexual da saga.

Vários sites especializados de Hollywood repercutiram nesta quinta-feira as declarações do ator John Cho ao jornal australiano "Herald Sun", na qual o intérprete afirmou que seu personagem, Hikaru Sulu, revelará ser homossexual.

Gostei da abordagem (ao tema) para não exagerá-lo", disse o ator, que acrescentou que espera que a sociedade caminhe para "não politizar as orientações pessoais de cada um".

Além disso, Cho afirmou que o roteirista Simon Pegg e o diretor Justin Lin tomaram essa decisão para seu personagem como uma homenagem a George Takei, que interpretou Sulu na série televisiva de "Star Trek" e que dedicou grande parte de sua vida à luta pelos direitos da comunidade LGBT.


Sulu gay é homenagem a George Takei também ativista LGBT

De acordo com as declarações de Cho, Sulu aparecerá em "Star Trek: Sem Fronteiras" com um companheiro do mesmo sexo com o qual tem uma filha.

Apesar de se tratar do primeiro personagem de "Star Trek" que tornará explícita sua condição de homossexual, a revista "Variety" destacou que, no passado, a saga também apostou na diversidade já que em 1968 mostrou, pela primeira vez, um beijo interracial na televisão americana.

"Star Trek: Sem Fronteiras" estreia no dia 22 de julho nos Estados Unidos. No Brasil, no entanto, o filme só deve chegar aos cinemas no dia 1º de setembro.

Fonte: Exame.com, 07/07/2016


 
Um Outro Olhar © 2015 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum