Alemanha amplia direitos de casais LGBT, mas oposição exige aprovação de casamento igualitário

quinta-feira, 28 de maio de 2015 0 comentários


Alemanha amplia direitos de casais gays

Projeto altera 23 leis e diretrizes para que se apliquem também a casais homossexuais. Oposição crítica medidas como insuficientes e exige aprovação do casamento gay.

Casais homossexuais vão receber mais direitos na Alemanha. Segundo o ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, o gabinete de governo aprovou um projeto de lei, nesta quarta-feira (27/05), que facilitará a vida de homossexuais que pretendam, por exemplo, assumir uma união civil no exterior.

Com a mudança, homossexuais alemães que desejem iniciar uma parceria civil no exterior poderão solicitar às autoridades alemãs um atestado de que não há impedimentos legais, por parte da Justiça, para que a união civil no exterior seja concretizada. Hoje esse atestado pode ser solicitado apenas por heterossexuais que pretendam casar no exterior.

O projeto de lei estabelece ainda que requerentes de asilo não precisam mais permanecer num centro de acolhimento se estiverem numa união civil com um cidadão alemão. De acordo com Maas, serão alteradas 23 leis e diretrizes, de forma a ampliar os direitos dos casais homossexuais aos dos heterossexuais.

Na Alemanha, a união civil entre pessoas do mesmo sexo existe desde 2001. Desde 2013, os casais do mesmo sexo também gozam das mesmas vantagens fiscais que os heterossexuais. E, desde o ano passado, gays e lésbicas têm o direito de adotar uma criança que já havia sido adotada pelo parceiro ou parceiro.

A oposição disse que as alterações são insuficientes. O casamento para casais homossexuais e a equiparação dos direitos de adoção de crianças estão entre as principais exigências.

Em declaração, o próprio Maas admitiu: "Nós ainda não alcançamos o objetivo." O ministro afirmou que as mudanças nas leis e diretrizes são um passo à frente para a equiparação com o casamento. "Essa equiparação legal deve e vai continuar", anunciou o ministro.

Após o referendo na Irlanda, onde a maioria da população votou a favor do casamento gay, a discussão voltou à tona na Alemanha. O projeto elaborado pelo gabinete de governo ainda necessita ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo tem ampla maioria.

Fonte: Deutsche Welle, 27/05/2015

'Sim' ao casamento LGBT na Irlanda é vitória da humanidade e mais uma derrota para a obscurantista Igreja Católica

quarta-feira, 27 de maio de 2015 0 comentários

Cerca de 22 anos depois da despenalização da homossexualidade na Irlanda, o 'Sim' ao casamento homossexual foi vitorioso no último fim de semana, com 62 por cento dos votos.

Pietro Parolin 'Sim' ao casamento gay é "derrota para a humanidade", diz Vaticano

As palavras do cardeal Pietro Parolin são até ao momento a reação mais crítica da Igreja à vitória do ‘Sim’ no referendo ao casamento homossexual na Irlanda.


O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, reagiu afirmando que a Igreja deve "encontrar uma nova linguagem", justificando a derrota com a expressão da vontade do público mais jovem. Mas as palavras do cardeal Pietro Parolin, tido como o secretário de Estado do Vaticano e figura de relevo na hierarquia da Igreja, são particularmente mais duras.

Foi numa conferência em Roma esta terça-feira que Pietro Parolin se confessou “profundamente triste” com a vitória expressiva do ‘Sim’ na Irlanda. E a sua posição divergiu um pouco da do arcebispo de Dublin.

“A Igreja deve ter em conta esta realidade, mas no sentido de que deve reforçar o seu compromisso de evangelização”, disse o cardeal, citado pelo The Guardian.

O cardeal Pietro Parolin disse ainda que “não se pode falar apenas de uma derrota para os valores cristãos, mas de uma derrota para a humanidade”, afirmou.

Enquanto isso, o número de casamentos LGBT dispara na Irlanda.
Fonte: Notícias ao Minuto, 26/05/2015

Comerciais inclusivos do Boticário, para o Dia dos Namorados, e do Sonho de Valsa

terça-feira, 26 de maio de 2015 0 comentários

Casais de homens e de mulheres finalmente
sendo contemplados pela publicidade brasileira

Pouco a pouco, mesmo no Brasil do atraso, a publicidade brasileira vai abordando a homossexualidade em seus comerciais.

Em abril, campanha do Sonho de Valsa, mostra, entre outros casais, um casal de mulheres que se beija apaixonadamente.

No último domingo, em um dos intervalos do Fantástico, foi a vez do Boticário fazer propaganda de seu perfume para o Dia dos Namorados, com 4 casais, sendo dois homossexuais. De forma natural e singela, com trilha do Lulu Santos, a marca se mostra antenada com o mundo atual e que considera JUSTA TODA FORMA DE AMOR.

Abaixo artigo do G1 sobre esses comerciais inclusivos, os dois comerciais e o Lulu Santos cantando o refrão tão emblemático do "consideramos justa toda forma de amor".

Boticário mostra casais gays em comercial de Dia dos Namorados
Campanha é de 7 fragrâncias que podem ser usadas por ambos os sexos. Empresa quer mostrar que 'química e paixão vão além das convenções'

A campanha de Dia dos Namorados do perfume "Egeo" do Boticário mostra a "diversidade do amor" em um comercial com homens e mulheres, sugerindo uma formação de casais que trocarão presentes. No entanto, na sequência, durante o encontro, o filme mostra que os pares são outros, diferentes do que indicavam as cenas.

Segundo o Boticário, o comercial da coleção das sete fragrâncias "multigênero" Egeo, com trilha de "Toda Forma de Amor", de Lulu Santos, quer dizer que "química e paixão vão além das convenções". 

A campanha digital destaca as "tentações irresistíveis", de acordo com o Boticário, como um doce que dá água na boca, uma massagem inesquecível, um banho demorado, um olhar sedutor, um sussurro no ouvido ou um beijo de tirar o fôlego.

"Para O Boticário, a tentação faz parte da conquista, e o Dia dos Namorados é a melhor oportunidade para os consumidores viverem este ritual."

Em abril, o bombom Sonho de Valsa também trouxe um novo ponto de vista sobre o amor em campanha que entrou em rede nacional. Com o mote 'Pense Menos, Ame Mais', a propaganda mostrou casais de diversos tipos em beijos apaixonado, enquanto o narrador levanta hipóteses sobre seus pensamentos.

No filme de 60 segundos são mostrados um casal de idosos, um branco e uma negra, uma gestante e seu marido, um homem em uma cadeira de rodas e uma mulher sentada em seu colo e também um casal de homossexuais do sexo feminino.

"Carol", história de amor entre mulheres nos anos 1950 ganha a "Palm Queer 2015" do Festival de Cannes

segunda-feira, 25 de maio de 2015 0 comentários

Rooney Mara e Cate Blanchett vivem amor secreto e elegante nos anos 50

Cannes: Filme Carol, com Cate Blanchett, recebe a "Palm Queer 2015"
O prêmio é dedicado a filmes com temática gay e foi criado em 2010

O filme Carol, do diretor americano Todd Haynes, uma história de amor lésbico protagonizada por Cate Blanchett, venceu a "Queer Palm 2015", prêmio que recompensa a cada ano um filme de temática homossexual, lésbica, bi ou transexual.

O júri foi presidido pela americana Desiree Akhavan. O prêmio foi anunciado no sábado à noite, à margem do Festival de Cannes.

Na categoria curta-metragem, o vencedor foi Locas perdidas, do chileno Juricic Merillán, que também levou o prêmio da mostra Cinefóndation.

Criado em 2010 pelo jornalista Franck Finance-Madureira, a "Palma Queer" é o equivalente em Cannes do "Teddy Awards", concedido durante o Festival de Berlim a filmes relacionados ao mundo gay.
Confira o clipe de Carol:



Fonte: Diário de Pernambuco, 24/05/2015

Mais sobre o filme no texto abaixo e nessa postagem aqui do UOO quando a atriz cotada para fazer a namorada de Cate Blanchet no filme ainda era Mia Wasikowska: Cate Blanchett e Mia Wasikowska vivem romance em Carol

'Carol', romance lésbico elegante de Todd Haynes, seduz Cannes
Cate Blanchett e Rooney Mara estrelam filme que se passa nos anos 1950. Atriz esclarece polêmica e diz que não teve relações sexuais com mulheres.

Dois anos após a Palma de Ouro premiar o filme "Azul é a Cor Mais Quente", uma nova história de amor entre mulheres pode seduzir o júri de Cannes: "Carol", romance elegante com Cate Blanchett, entusiasmou parte da crítica.
Fiel ao seu estilo sofisticado e a uma determinada época, os anos 50 nos Estados Unidos, o americano Todd Haynes trata o assunto de uma forma que não tem nada a ver com o realismo cru de Abdellatif Kechiche.

Depois de "Longe do Paraíso" (2002), no qual Julianne Moore interpretou uma dona de casa dos anos 50 que entrega-se a seu jardineiro negro, ele oferece um novo filme marcado pela pegada dos melodramas de Douglas Sirk.

Em "Carol", adaptado do romance de Patricia Highsmith (1952), escrito sob um pseudônimo sobre um tema muito ousado para a época, Cate Blanchett interpreta o personagem de Carol Aird, uma mulher madura, sofisticada, mas frágil.

Ela é mãe de uma menina e prisioneira de seu casamento com Harge, um rico banqueiro (Kyle Chandler, o treinador Eric Taylor da série "Friday Night Lights"), de quem ela está se divorciando.

Face a ela, Rooney Mara ("Millennium: Os homens que não amavam as mulheres") interpreta Therese Belivet, uma jovem empregada de uma loja de brinquedos e aspirante a fotógrafa, que se pergunta sobre sua vida e sua relação com o namorado.

Entre Carol e Therese, o charme vai operar em uma primeira troca intensa de olhares na loja onde Therese trabalha. A atração mútua, tensa e conservadora, vai se transformar em um caso de amor, um reflexo de todos os obstáculos da sociedade do início dos anos 50 que minam um relacionamento homossexual.

"Ao final do filme, as duas mulheres são muito diferentes do que eram no início", ressaltou Todd Haynes na coletiva de imprensa do filme.

- Blanchett e as mulheres -

Cate Blanchett, de 46 anos, que assumiu a pele do cantor Bob Dylan no filme anterior de Todd Haynes "Não estou lá" (2007), explicou por sua vez apreciar "as notáveis referências visuais" do cineasta.

"Eu sabia que seria uma paleta de cores, sabia qual seria a atmosfera", disse a atriz, que recebeu o Oscar de Melhor Atriz em 2014 por "Blue Jasmine" de Woody Allen.

Enquanto a revista "Variety" informou recentemente que ela teria tido "numerosos" casos com mulheres, a atriz australiana negou tais comentários em Cannes.

"Se eu tive relações sexuais com mulheres? A resposta é não", disse à imprensa.

"Na minha memória, perguntaram-me se eu tive relações com mulheres e eu disse 'sim, muitas vezes. Mas se você quer dizer de relações sexuais com mulheres, a resposta é não'. Mas isso não foi impresso", explicou Cate Blanchett.

A estética retrô com cores quentes, semelhante ao de "Longe do Paraíso", com cenas de interior banhadas em tons de rosa e amarelo envelhecio e uma América vista pelas janelas molhadas dos carros brilhantes com curvas sensuais, ajuda a instalar a pitoresca atmosfera dos anos 50 deste filme, que seduziu parte da crítica em Cannes.

A crítica também não tem sido insensível à dupla de atrizes, especialmente quanto à interpretação de Cate Blanchett em seu papel de burguesa segura de si mesma e revelando suas fraquezas, a beleza fatal perfeita.

A revista americana Variety elogiou a "performance brilhante" das atrizes em um filme "de grande refinamento", ressaltando, em particular, a interpretação "brilhante" de Cate Blanchett.

Para o jornal britânico "The Guardian", Cate Blanchett "cativa" num filme "belo" e "extremamente inteligente", enquanto para o site americano especializado Indiewire o filme é uma "obra-prima".

Para a revista especializada Première, no entanto, há um "drama social em figurinos limpos e sem rebarbas", mas "nenhuma faísca".

Fonte: G1, 17/05/2015

Por 62 a 37%, Irlanda aprova casamento LGBT em momento histórico

sábado, 23 de maio de 2015 0 comentários


Casal se beija em comemoração ao referendo do
casamento gay na Irlanda.Cathal McNaughton/Reuters

Irlanda aprova em referendo o casamento gay
'Sim' atingiu vantagem que não pode ser superada pelo não. O índice de participação no referendo ficou próximo de 60%

A Irlanda se tornou o primeiro país do mundo a aprovar em um referendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com as urnas do referendo de sexta-feira (22) apuradas em 39 das 43 circunscrições, o "sim" atingiu percentual de vantagem que não pode mais ser superada pelo "Não", anunciou o canal de televisão nacional segundo informações da France Presse.

Mais de 60% dos eleitores compareceram às urnas. Este foi o maior índice de comparecumento em um referendo no país em mais de duas décadas, segundo a Reuters.

Mais de 3,2 milhões de pessoas foram às urnas - muitos irlandeses que não moram no país voltaram só para participar da votação, informou a BBC.

A notícia foi recebida com muita festa pelos partidários do "Sim", muitos deles reunidos na esplanada do castelo de Dublin, e rompe com o domínio hegemônico sobre a moral pública exercido durante séculos pela Igreja Católica, que pediu o voto contra o casamento gay.

A Igreja defendeu o voto "não", em um país no qual mais de 90% das escolas do ensino básico estão sob a tutela da instituição, os sinos tocam duas vezes por dia na televisão pública e 84,2% da população se declara católica, informou a France Presse.

Apoiadores do 'sim' festejam resultado em Dublin após referendo
que aprovou casamento gay (Foto: Peter Morrison/AP)

Mas os irlandeses ignoraram o apelo religioso. Os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda começaram a comemorar antes mesmo do anúncio oficial do resultado. A esplanada do castelo de Dublin, que já foi a residência dos governantes britânicos e sempre foi um símbolo do poder, ficou lotada de partidários do "sim", em um clima de festa.

Na sexta-feira, mais de 3,2 milhões de irlandeses estavam registrados para votar a favor ou contra uma emenda constitucional que contempla que "o matrimônio pode ser contratado de acordo com a lei por duas pessoas, sem distinção de sexo".

O referendo, organizado 22 anos depois da homossexualidade deixar de ser considerada crime na Irlanda, provocou debates intensos nas últimas semanas, em um país no qual a Igreja Católica, contrária ao casamento gay, mantém uma influência considerável.

Os defensores da reforma constitucional receberam o apoio de várias celebridades, como o cantor Bono, do grupo U2, e o ator Colin Farrell, segundo a France Presse. Do lado do "Não", a Igreja Católica de Irlanda e os conservadores defenderam que o matrimônio deveria seguir exclusivo para a união entre um homem e uma mulher.

Fonte: G1, 23/05/2015

Crise financeira provoca cortes de 35% nas verbas para a Parada LGBT neste ano

quarta-feira, 20 de maio de 2015 0 comentários


A Prefeitura de São Paulo cortou em 35% a previsão de verbas para a Parada Gay neste ano. O valor investido na edição de 2015 do evento será de R$ 1,3 milhão, contra R$ 2 milhões reservados no ano passado. Para reduzir os gastos, a administração municipal deixou de financiar a feira cultural LGBT, que ocorre dias antes da Parada, e o camarote vip da Prefeitura.

A Parada Gay será realizada na Avenida Paulista, região central de São Paulo, no próximo dia 7. O corte de recursos está ligado às restrições orçamentárias do governo municipal. Mas segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, parceira da Associação da Parada do Orgulho LGBT na organização do evento, toda a estrutura segue bancada pela Prefeitura, desde a Marcha das Lésbicas, que acontece no dia anterior, até o show de encerramento.

Na última edição da Parada, as despesas previstas eram de R$ 2 milhões, mas a Prefeitura gastou R$ 1,8 milhão. Isso aconteceu porque algumas prestadoras de serviço tiveram que pagar multas por serviços não realizados no evento, de acordo com a administração municipal. 

A feira cultural será feita no dia 4, no Vale do Anhangabaú, também no centro, desta vez bancada pelo governo estadual. "A Parada Gay atrai muitos turistas estrangeiros, o que gera impostos estaduais e federais. A Prefeitura de São Paulo não vai pagar essa conta sozinha", defende Alessandro Melchior, coordenador de políticas para LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. A pasta é parceira da Associação do Orgulho LGBT na organização da Parada. O valor previsto para a feira era entre R$ 300 e R$ 400 mil. 

Cortes

Já em relação ao camarote vip, segundo Melchior, a avaliação é de que não compensava financiar a estrutura, que custou cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos no ano passado. "Com toda a estrutura da Parada, que reúne milhares de pessoas, gastamos em torno de R$ 900 mil. Não vale a pena investir quase metade disso em um camarote com 800 pessoas", diz. No local, eram recebidos convidados da Prefeitura e da associação. "Para nós, o camarote nunca foi essencial."

A Secretaria de Direitos Humanos calculou que esse valor economizado com o camarote é suficiente para manter por quase meio ano o programa Transcidadania, que dá bolsas para que travestis e transexuais estudem. Também informou que os recursos para a coordenadoria LGBT da pasta, antes previstos em R$ 8 milhões, caíram cerca de 58% - agora são R$ 3,4 milhões. 

Na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo, mostrou que a Associação da Parada do Orgulho LGBT, como estratégia para arrecadar mais recursos, venderá pulseiras para um trio elétrico oficial na edição deste ano do evento. A associação se queixa de queda de patrocínios, também de empresas federais.

Fonte: Yahoo Notícias, via Estadão conteúdo, Por Victor Vieira e William Castanho, 18/05/2015

 
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