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    Previsão de julho de 2014

Pais solteiros e casais de homens podem ser tão “maternais” quanto mulheres

quinta-feira, 31 de julho de 2014 0 comentários


Homens podem ser tão “maternais” quanto as mulheres

Estudo comprova que pais podem criar filhos da mesma maneira que as mães

Uma nova pesquisa publicada na Proceeding of the National Academy of Sciences mostrou que os homens são capazes de serem tão “maternais” quanto as mulheres em termos biológicos. Ou seja: casais formados apenas por homens podem criar seus filhos da mesma forma que casais heterossexuais.

A ideia de que as mães são as responsáveis pela criação dos bebês ficou estabelecida pelo fato de que 95% dos mamíferos têm, nas fêmeas, as primeiras cuidadoras de seus filhotes. Mas isso acontece por que as crianças necessitam do leite materno. Em um cenário onde é possível obter o sustento da cria de outra forma, a relação se mantém?

Para analisar essa hipótese, os pesquisadores realizaram tomografias nos cérebros de alguns pais enquanto assistiam a vídeos de seus filhos. Os pesquisadores concluíram que isso estimulou dois sistemas no órgão. O primeiro é uma rede emocional relacionada à ligação com o filho, que coordena respostas às situações aflitivas para que os pais garantam a segurança dos bebês. A mesma estrutura recompensa o pai ou a mãe quando a criança está bem, liberando neurotransmissores que dão prazer aos genitores. O segundo sistema é relacionado com a capacidade de percepção das necessidades do filho.

Foi percebido que o sistema emocional, o primeiro que citamos, se destaca nas mães. Já nos homens heterossexuais, notou-se que as reações são mais 'frias' e voltadas ao planejamento.

No entanto, no caso dos homens que criam seus filhos sem a presença de uma figura feminina, ou de casais homossexuais, foi notado o mesmo nível de ligação emocional que o de uma mulher e a mesma reação planejadora que a de um homem. Em outras palavras: esses homens pensam de forma a cumprir os dois papeis - materno e paterno.

Os estudo não contempla as mães solteiras e casais lésbicos, mas a equipe responsável acredita que os resultados serão similares.

Via New Republic

Fonte: Galileu, 209/07/2014

Virgínia é o 20º estado norte-americano a legalizar casamento gay

quarta-feira, 30 de julho de 2014 0 comentários


EUA: Virgínia é o 20º estado americano a legalizar casamento gay


O governador da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, se disse radiante com a sentença e espera que os cartórios emitam em breve certidões de casamento para casais gays e lésbicos

Washington - Um tribunal federal de apelações revogou nesta segunda-feira uma lei do estado da Virgínia (leste) que proibia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em uma vitória histórica para o movimento de direitos dos homossexuais nos Estados Unidos.

O casamento gay é legal em outros 19 dos 50 estados americanos, além do Distrito de Colúmbia (DC), onde fica a capital, Washington. Continua proibido especialmente nos conservadores estados do sul do país.

Nesta segunda, o Tribunal Federal de Apelações do Quarto Circuito na capital estadual, Richmond, determinou que a proibição que pesava sobre a Virgínia violava as garantias constitucionais de equidade diante da lei, ao lhes impedir o direito de se casarem.

"A decisão de se casar e com quem se casar é uma decisão intensamente pessoal, que altera o curso da vida dos indivíduos", alegou o tribunal.

"Negar a casais do mesmo sexo essa possibilidade os impede de participar totalmente da nossa sociedade, o que é exatamente o tipo de segregação que a 14ª Emenda (da Constituição) não pode tolerar", insistiu a Corte.

O governador da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, se disse radiante com a sentença e espera que os cartórios emitam em breve certidões de casamento para casais gays e lésbicos.

"É uma sentença histórica (...) e seu efeito reafirmará mais uma vez que o estado da Virgínia é aberto e recebe todos", declarou, em nota divulgada hoje.

Por meio de uma emenda adotada em 2006 na Constituição estadual, a Virgínia proibiu a união entre pessoas do mesmo sexo, ao definir o casamento como uma união entre um homem e uma mulher. A emenda foi aprovada em um referendo, com 57% dos votos.

Esse tipo de proibição já foi revogado em vários estados desde que, em junho de 2013, a Suprema Corte de Justiça decidiu que os casais do mesmo sexo têm os mesmos direitos e benefícios que os heterossexuais.

Fonte: O Imparcial, 28/07/2014

Nasce em agosto primeira filha de atriz de 'Top Model' e 'Vamp' com sua companheira

terça-feira, 29 de julho de 2014 0 comentários

Carol Machado e Patrícia Motta

Atriz de ‘Top Model’ e ‘Vamp’, Carol Machado terá primeira filha com companheira: ‘Amor sem fim’


Quem viveu as décadas de 80 e 90, certamente vai se lembrar do grande sucesso que foram “Top model” e “Vamp”. Carol Machado fez parte do elenco desses dois novelões, e, assim como outros atores-mirins da trama, acabou se dedicando a outros projetos fora da televisão.

Professora de ioga e acrobacia aérea, a atriz se prepara para viver um novo e grande papel em sua vida: o de ser mãe. Aos 39 anos, ela está grávida de Teresa, sua primeira filha com a companheira, a artista e produtora cultural Patrícia Motta.
Estou no oitavo mês, e o bebê já nasce agora em agosto. Ele foi muito desejado, muito esperado e planejado por nós. É uma felicidade plena, um amor sem fim. É um momento muito especial poder construir uma família”, festeja ela, sem revelar detalhes sobre a concepção do bebê. Carol, porém, admitiu que está "casadíssima" com a companheira.

A atriz também fez parte do elenco do seriado “Confissões de adolescente” e das novelas “Lua cheia de amor”, “Cara e coroa” e “A lua me disse”. Desde 2005, ela vem fazendo apenas pequenas participações na TV, passando, assim, a se dedicar mais ao teatro.
Fiquei em cartaz no Rio até os seis meses de gravidez com a peça 'Ana, ensaio sobre o tempo e o vendo', uma mistura de dança, teatro e música. Agora, estou totalmente voltada para a maternidade, mas logo estarei de volta aos palcos e envolvida em novos projetos. Não consigo ficar parada”, avisa.
Mesmo longe da TV, a atriz conta que até hoje é bastante lembrada nas ruas pela personagem Jane Fonda, uma das filhas do surfista Gaspar (Nuno Leal Maia) em “Top model”.
É muito gostoso o carinho que eu recebo do público, mesmo depois de anos. As pessoas acham que eu não mudei nada e sempre se lembram com carinho dos trabalhos que eu fiz”, conta a nova mamãe.
Fonte: Extra, Retratos da Vida, 22/07/2014

Como abordar os novos modelos familiares na escola e combater o preconceito?

segunda-feira, 28 de julho de 2014 0 comentários


Como lidar com os novos modelos familiares?
Neste fim de semana surgiu, numa conversa com amigos, o tema das configurações familiares. A filha de uma amiga, de cinco anos, contou que um de seus coleguinhas tinha dois pais. Imediatamente, um dos presentes fez o seguinte comentário:

- Deve ser muito ruim ser filho de um casal gay! Comigo, que sou filho de pais heterossexuais, mas que não se casaram e nem moraram juntos, já foi complicado de lidar com o preconceito e a ignorância das pessoas.

Esse é o ponto: o preconceito. Ainda há pessoas com grande dificuldade em aceitar as novas configurações familiares, como se com isso pudessem eliminar da sociedade o que é diferente do socialmente aceito por eles. Mas o caminho não é esse.

Segundo dados do último censo do IBGE, de 2010, já são mais de 60 mil os casais gays que moram juntos. Porém, as relações homo-afetivas são apenas mais um exemplo dos novos arranjos familiares no Brasil. O modelo de casal heterossexual com seus próprios filhos deixou de ser dominante no país. Pela primeira vez, o levantamento demográfico identificou 19 tipos de laços de parentesco, indicando que os outros tipos de arranjos familiares estão em 50,1% dos lares, entre eles: casais sem filhos, pessoas morando sozinhas, três gerações sob o mesmo teto, casais gays, mães ou pais sozinhos com filhos, amigos morando juntos, netos com avós, irmãos e irmãs, e ainda a nova e famosa família “mosaico”, compostas por pais divorciados que voltam a se casar e vivem com os filhos do antigo casamento na mesma casa. Dados como esse mostram como o conceito de família hoje é muito abrangente. Ficar discutindo com base em conceitos antigos não é apenas improdutivo, é um retrocesso.

Qual é o papel da escola nessa discussão? A escola pode ajudar muito os alunos e pais a lidar com a diversidade das relações familiares e, principalmente, dar apoio para famílias com uma conformação diferente. Para isso, é fundamental que professores e funcionários estejam convencidos de que todas as relações amorosas são válidas e que qualquer criança quando é amada e cuidada pode ser feliz e saudável, independentemente do tipo de arranjo familiar que ela tenha.

Reações de rejeição e preconceito em virtude de um arranjo familiar pouco convencional pode causar isolamento social, revolta, agressividade e desatenção no aluno. Esses comportamentos dificultam a concentração e a aprendizagem e podem ser considerados um aviso para o professor intervir junto à turma, ou mesmo orientar os pais a buscar apoio especializado.

Para lidar com esse tema com os pais e alunos é preciso que professores e funcionários saibam como tratar a questão. É possível lançar um desafio pedagógico em que os diferentes tipos de família conhecidos pelos professores e funcionários sejam listados e solicitar que eles expliquem, em termos de configuração e modo de agir, o que há de diferente no comportamento dessa família. Essa é uma boa forma de desmistificar os tabus e mostrar que, se bem estruturado, qualquer um dos arranjos familiares apresentados pode contribuir para o desenvolvimento da criança ou jovem. Essa atividade também pode ser proposta para os alunos adolescentes, focando na apresentação das pesquisas realizadas e na valorização do que identificam como importante na convivência em casa, deixando claro que o apoio da família pode existir independentemente da forma como elas se configuram.

Para o trabalho com os familiares, sugiro que, após esse desafio com os professores, a escola faça uma palestra para falar sobre os novos arranjos familiares e fazer uma roda de conversa sobre o assunto, aproveitando, se o clima da conversa for de respeito à diversidade, para mostrar os tipos de família que existem na escola.

Já com os alunos pequenos, a melhor maneira é apresentar o assunto de forma natural e sem muitos detalhes. A criança consegue compreender que ele tem um pai e uma mãe, seu amigo tem dois pais, sua amiga duas mães, o outro coleguinha é criado pela vó, compreendendo que existem outras formas de família além da que ela participa.

Muitas escolas já incluem o tema “família” dentro de suas grades curriculares. Nesse caso, é só buscar uma forma dinâmica de conversar com os alunos: colagem de fotografias ou desenhos dos familiares para montar a árvore da família, além de outras formas de expressão em que as famílias sejam apresentadas e os alunos possam mostrar o que mais gostam na convivência familiar.

Gostei muito de um caso que encontrei na internet, em que a escola sugeriu a um aluno filho de pais gays que ele convidasse amiguinhos para frequentarem sua casa com o intuito de notarem que não existia diferença, a não ser o fato de que ele tinha dois pais. Para isso, a escola teve o cuidado de indicar uma família mais flexível e que lidava de forma aberta com o assunto. A conclusão da coordenadora pedagógica que trouxe a proposta foi de que, apesar de não ser uma questão fácil de ser trabalhada, é possível a escola ajudar a desenvolvê-la (veja aqui).

E na sua escola, como é trabalhada a questão da diversidade familiar?

Fonte: Nova Escola, por Maria Helena Vilela, diretora executiva do Instituto Kaplan onde coordena a área de Educação Sexual, 17/07/2014

As grandes atrizes Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro formarão par romântico em novela Babilônia

sexta-feira, 25 de julho de 2014 0 comentários

Amor na terceira idade

Prestes a completar 85 anos no dia 5 de agosto, Nathalia Timberg não quer saber de aposentadoria. E recebe em breve duas homenagens: uma biografia escrita por Cacau Hygino e o teatro da Escola Wolf Maya, no Rio de Janeiro, que será batizado com seu nome.
Nunca tive o hábito de cultuar minha figura. Acredito que o trabalho fala por si e fora dele sou uma pessoa como outra qualquer. O que fica do artista é sua obra, mas há várias maneiras de exercer a profissão e tem gente que tem necessidade de exibição”, diz ela.
Nathalia voltará à TV em Babilônia, próxima novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, com estreia prevista para fevereiro de 2015. Sua personagem deve dar o que falar: vai tratar da homossexualidade na terceira idade, em par romântico com Fernanda Montenegro, sua amiga há mais de 50 anos. Cenas de beijo ainda não foram cogitadas.
É uma proposta interessantíssima e fui agraciada. Somos as sobreviventes do nosso grupo e vamos estar uma amparando a outra. Tenho uma admiração profunda pela Fernanda e sempre estivemos juntas, então vai ser um pouco como a extensão da realidade".
Com informações de Bruno Astuto (Época) e F5 (Folha de São Paulo), 18/07/2014

Gays já estreiam indo para o quarto na nova novela "Império"

quinta-feira, 24 de julho de 2014 0 comentários

Klebber Toledo e Zé Mayer: o casal gay da nova novela das nove, 'Império'

José Mayer e Klebber Toledo viverão casal gay na novela “Império”; assista às primeiras cenas

O que era tabu está virando regra: personagens gays (com ou sem estereótipos ou beijos) são retratados a cada novela da TV Globo. Depois dos casais Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso), de Amor à Vida, e Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de Em Família, o novo folhetim das nove Império seguirá esses passos – em dois tons bem diferentes.

De um lado, Leandro e Cláudio (vividos por José Mayer e Klebber Toledo) formarão um par sem muitas afetações, em clima realista. Já o jornalista e blogueiro Téo, de Paulo Betti, terá cor mais extravagante.

Os personagens ainda não entraram em cena, mas um vídeo que circula no YouTube com 30 minutos de cenas da novela mostra que o autor Aguinaldo Silva teve a coragem, ao menos num primeiro momento, fugir de lugares-comuns. No trecho, Leandro e Cláudio trocam comentários carinhosos em um encontro num quarto. “Tava com saudade”, diz o personagem de Toledo. “Então… Direto pro quarto”, ordena Mayer. Assista a partir dos 15:00:



Curiosamente, o autor Aguinaldo Silva criticou na internet o beijo gay da novelaAmor à Vida, quando a cena foi exibida, e já afirmou que é possível filmar uma história de amor entre dois homens sem apelar para cenas mais diretas. Portanto… Nada de carícias desta vez?

O primeiro encontro do casal deve ir ao ar nesta quinta (24).

Fonte: Veja São Paulo, por Tiago Faria, 23/07/2014

Personagem gay agora é bom negócio para qualquer ator
Nova novela das nove que estreiou nesta segunda-feira, 'Império' tira José Mayer do seu tradicional papel de galã sedutor (de mulheres) para viver homossexual

Interpretar um homossexual no cinema ou na televisão já chegou a ser visto como um risco profissional, a ponto de deixar o ator marcado para sempre. Não mais. O público amadureceu à medida que os gays foram conquistando seus direitos na sociedade, e, hoje, um personagem homossexual bem construído pode ser o passaporte para o reconhecimento e até o estrelato. Em Hollywood, basta citar o exemplo de Jared Leto, premiado com o Oscar deste ano de melhor ator coadjuvante por Clube de Compras de Dallas, em que vive um homossexual. Nas novelas brasileiras, a lista de atores que vêm alcançando reconhecimento com personagens gays é cada vez maior. Mateus Solano e Thiago Fragoso, o casal Félix e Niko de Amor à Vida, são prova disso.

Sempre cercados de uma onda de curiosidade - em geral alimentada pela questão "vai ter beijo?" -, os gays se tornaram onipresentes na ficção, não só pela necessidade de mostrar o que acontece na vida real, mas também pela capacidade de mobilizar espectadores. Não é exagero dizer que Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de Em Família, atraíram mais atenção do que a protagonista Helena (Júlia Lemmertz). Pronta para substituir o folhetim de Manoel Carlos na faixa das 21h, Império entra no ar nesta segunda-feira com nada menos que quatro personagens gays: Xana Summer, um travesti interpretado por um improvável Ailton Graça; Téo Pereira, um blogueiro invejoso que vive de fazer fofoca na internet, vivido por um afetado Paulo Betti; Leonardo, um bonitão aspirante a modelo, papel do jovem galã Klebber Toledo; e - o mais surpreendente de todos - o cerimonialista Cláudio Bolgari, interpretado por José Mayer.

O galã com fama de pegador (de mulheres) surgirá em cena no quarto capítulo como um organizador das melhores festas do Rio de Janeiro. Casado com a ex-miss Brasil Beatriz (Suzy Rêgo), ele esconde de todos - exceto dela - que é homossexual e tem, há dez anos, um caso com Leonardo (Klebber Toledo). "Já faz um tempo que busco papéis diferentes, e acho divertido mexer um pouco com aquela fama de conquistador que se formou a meu respeito por causa de personagens anteriores", comentou o ator, no lançamento da novela. Ao site de VEJA, ele afirmou que evita planejar suas realizações na profissão e prefere se deixar levar pelo papel. "Cada personagem traz conteúdos diferentes, e é isso que acaba criando, fisicamente, posturas e expressões diferentes a cada novo trabalho."

Na única cena divulgada pela TV Globo em que o novo casal gay aparece junto, Claudio fala cara a cara com Leonardo, da mesma forma como o Pedro de Laços de Família (2000) faria com Helena (Vera Fischer), Íris (Deborah Secco) ou Cíntia (Helena Ranaldi). As fãs que se acostumaram a ver José Mayer em papéis sedutores, desde o Osnar de Tieta (1989), nunca poderiam ter imaginado que seu decantado sex appeal seria usado um dia em terreno gay. Mas a verdade é que o próprio ator nunca se acomodou no papel de galã:
O que existe de mais valioso nesta profissão é a liberdade para romper nossos próprios limites e ajudar o espectador a ampliar sua capacidade de perceber a multiplicidade da experiência humana".

Vida real - Nas novelas, gênero que muitas vezes parece já ter esgotado todas as histórias possíveis, o universo gay é um terreno fértil e tende a ser explorado com cada vez mais liberdade, abordando desde os direitos civis como a aceitação dos familiares. Para Aguinaldo Silva, autor de Império, a dramaturgia nada mais é do que um reflexo do dia a dia. "Quando escrevo meus personagens, quero retratar um pouco do que vejo na sociedade. Sempre digo que não trabalho com tema, e sim com tramas. Esse é o meu lema quando escrevo uma novela", contou ao site de VEJA. Tratados com tanto esmero pelos dramaturgos, esses papéis têm atraído o interesse dos atores. Até então com uma galeria de patricinhas mimadas na TV, Tainá Múller, a Marina de Em Família, não escondeu a felicidade de ser escalada para viver uma fotógrafa homossexual.
Há tempos eu queria uma personagem que me tirasse do chão", comentou logo no início da novela que pode ser vista como um divisor de águas em sua carreira.
A partir desta segunda – já que José Mayer não precisa mais provar a que veio –, a bola está com o belo Klebber Toledo. Lançado em Malhação em 2007 e com cinco novelas no currículo, o ator de 28 anos tem em Leonardo seu personagem mais complexo. Em conversa com o site de VEJA, Klebber preferiu ser comedido ao falar da expectativa em torno do novo desafio. "Procuro não criar um rótulo para ele. É o Leonardo que tem de se classificar", disse, frisando que seu personagem tem uma "história de amor" com Claudio. "É um relacionamento, não um namorinho, uma ficadinha." Ele acredita que o casal vai conquistar a simpatia do público e não tem o menor receio de que o novo papel arranhe sua imagem de galã promissor.


Com a nova trama, Aguinaldo discutirá também o direito de permanecer no armário – uma ironia típica do autor para esses tempos de vigilância sexual. Já que Claudio esconde sua homossexualidade – e, pior, é casado com uma mulher –, o namoro tem os problemas típicos de um relacionamento extraconjugal. Com um agravante: o cerimonialista é alvo das fofocas do blogueiro Téo Pereira. Mais jovem e, portanto, com menos explicações a dar para o mundo, Leonardo pressiona Claudio a viver o amor sem reservas. "É um sentimento único. Ele ama mesmo essa pessoa", diz Klebber, que diz ainda não ter concluído a formação de seu personagem. "Ele é natural, entregue ao que sente. Não sei se vai dar pinta. E sabe que eu nem pensei nisso?"

Fonte: Veja, Patricia Villalba, 20/07/2014

 
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