Por pressão das Frentes Parlamentares Evangélica e Católica, "Comitê de Gênero" virou "Comitê de Combate à Discriminação".

quarta-feira, 30 de setembro de 2015 0 comentários

Após pressão de religiosos, MEC altera comitê e remove palavra 'gênero'
Portaria publicada por ministro da Educação substituiu "Comitê de Gênero" para "Comitê de Combate à Discriminação".

SÃO PAULO - Após pressão das Frentes Parlamentares Evangélica e Católica, o Ministério da Educação substituiu um comitê criado no dia 9 de setembro para propor políticas voltadas à igualdade de gênero na educação por um de teor mais genérico. Ato publicado nesta terça-feira, 22, no Diário Oficial da União, pelo ministro Renato Janine Ribeiro, remove todas as menções à palavra "gênero" e troca o nome do grupo de "Comitê de Gênero" para "Comitê de Combate à Discriminação".

O grupo, estabelecido há duas semanas, era baseado em notas técnicas de órgãos do próprio MEC, que continham orientações sobre como garantir o acesso e a permanência de travestis e transexuais nas escolas e universidades, além de ressaltar que os conceitos de gênero e orientação sexual "deveriam ser usados para a elaboração de políticas públicas".

No dia 11 de setembro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) também recomendou, em nota, que os planos estaduais e municipais fossem revisados para tratar da questão de gênero. O órgão disse manifestar "surpresa" e "preocupação" com o fato de vários planos "terem omitido, deliberadamente, fundamentos, metodologias e procedimentos em relação ao trato das questões relativas à diversidade cultural e de gênero".

O Estado apurou que deputados da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) procuraram o líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), para tentar a revogação do texto original. Em nota publicada pelas frentes, o grupo diz que a portaria havia sido publicada "na surdina" e "tinha por objetivo implementar a ideologia de gênero nas escolas". Disse ainda que o texto "incentiva a prática gay e resulta na sexualização precoce das crianças e adolescentes".

No texto original, a primeira competência do comitê falava em "promoção dos direitos relacionados às questões de gênero, e o enfrentamento das diversas formas de precocneito, discriminação e violência". Já o novo texto, no mesmo trecho, propõe somente "combate das diversas formas de preconceito, discriminação e violência".

A segunda competência original tratava de "acompanhar e monitorar a implementação das ações do MEC que tenham foco nas questões de gênero". Foi substituída pela seguinte frase: "acompanhar e monitorar a implementação das ações que tenham foco nas questões de combate a qualquer forma de preconceito". A situação se repete ao longo de todo o texto: no original, a palavra aparece 14 vezes; no novo, nenhuma.

A supressão do termo repete o mesmo problema enfrentado pelo governo federal durante a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que só foi aprovado no ano passado após a remoção da palavra "gênero", por pressão da Frente Parlamentar Evangélica. A discussão também tem barrado os Planos Municipais e Estaduais de Educação, ainda em aprovação nas casas legislativas dos estados e municípios em todo o País. Janine Ribeiro, no entanto, já declarou diversas vezes ser favorável à discussão do conceito nas escolas brasileiras.

Procurado à noite, o MEC não foi encontrado para comentar as alterações. 

Fonte: Estado de São Paulo, por Luiz Fernando Toledo, 22/09/2015

Mercado de trabalho brasileiro ainda hostiliza profissionais abertamente LGBT

terça-feira, 29 de setembro de 2015 0 comentários


Mercado de trabalho ainda é hostil com homossexuais assumidos

Ser lésbica não atrapalhou a ascensão na carreira de Caroline Cardoso, 33, que ocupa um cargo comissionado em uma grande empresa, cujo nome ela prefere omitir. Contudo, depois da contratação, sua chefe lhe pediu para manter discreta sua orientação sexual, ou seja, não revelar para os colegas que é casada com outra mulher. "Ela fez isso no intuito de me defender, não queria que eu fosse chamada de sapatão", diz.

Por alguns meses, Caroline tentou permanecer no armário, mas depois de ouvir conversas homofóbicas no ambiente de trabalho, não achou certo continuar escondendo essa informação. "Não estava aguentando, resolvi falar", conta, mais aliviada por não precisar fingir.

O respeito à diversidade tem avançado em diversos setores da sociedade. Porém, no ambiente de trabalho, a questão ainda é permeada por bastante preconceito e discriminação.

Uma pesquisa realizada pela Elancers, empresa da área de sistemas de recrutamento e seleção, mostrou que 11% das empresas não contratariam homossexuais para determinados cargos, referindo-se a posições de liderança e nível executivo. O levantamento –divulgado em maio deste ano-- foi feito com mais de 2.000 recrutadores, de cerca de 1.500 companhias brasileiras.
Funcionários executivos representam a imagem para o público e a empresa não quer sofrer com o preconceito", diz Cezar Tegon, presidente da Elancers.
Na pesquisa, 7% dos entrevistados também disseram que não empregariam homossexuais declarados em nenhum cargo.
Na verdade, quase 20% têm algum tipo de discriminação", fala o executivo.
Tegon também acrescenta que no discurso muitas empresas falam que apoiam a diversidade, mas, na prática, é diferente, conforme apontam os números.
Discriminação

A orientação sexual ainda influencia fortemente a maneira como os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) são tratados no dia a dia do trabalho.

Em um estudo com 230 profissionais LGBT, entre 18 e 50 anos, de 14 estados brasileiros, realizado pela consultoria de engajamento Santo Caos, 40% dos entrevistados disseram que já sofreram discriminação direta. "E todos relataram ter sofrido discriminação velada no trabalho", fala Jean Soldatelli, sócio-diretor da Santo Caos.

Por medo de serem discriminados, demitidos ou terem sua capacidade profissional colocada em xeque, muitos profissionais preferem manter em segredo sua orientação sexual.

No levantamento da Santo Caos –também divulgado em maio deste ano--, somente 47% disseram se assumir no trabalho, sendo que desses 32% falaram para o chefe imediato e apenas 2% para o gestor de recursos humanos. "Isso mostra o despreparo das empresas com relação à diversidade", afirma Soldatelli.

Segundo o sócio-diretor da Santo Caos, o problema dificulta o engajamento dos funcionários com a empresa, o que influencia na satisfação das pessoas com o ambiente do trabalho, na produtividade e, consequentemente, nos resultados.
Sair do armário

Apesar de muitas empresas não saberem lidar bem com a diversidade, já existem iniciativas, sobretudo de multinacionais, para mudar esse cenário. Na IBM Brasil, desde 2005, é realizado um trabalho de redes de relacionamento, em que os funcionários se reúnem para discutir a questão. Além disso, a diversidade é contemplada em toda comunicação da empresa.

Também há a possibilidade de se identificar como LGBT na página de recursos humanos da IBM Global. Mas nem sempre esse trabalho é suficiente para que as pessoas se sintam confortáveis para assumir sua orientação sexual.
Mesmo sabendo das políticas de igualdade, alguns funcionários têm medo de se identificar com receio de que deixem de ser promovidos por serem LGBT", diz Adriana Ferreira, líder de diversidade na IBM Brasil.
Além do grupo daqueles que saíram do armário, a empresa tem também uma lista secreta dos funcionários que ainda não querem revelar sua orientação ou estão no processo de autodescoberta. A IBM Global possui uma comunidade de executivos assumidos, porém, no Brasil, ainda nenhum funcionário de alto escalão se posicionou como LGBT.

Fonte: UOL, por Yannik D´Elboux, 21/09/2015

Casal de mulheres se casa no Rock in Rio

segunda-feira, 28 de setembro de 2015 0 comentários

Naira Fernandes e Mayara Monteiro

Rock in Rio celebra seu primeiro casamento gay com entrada sertaneja
As duas noivas chegaram para a cerimônia ao som da música Duas metades, da dupla Jorge e Mateus

Uma pequena multidão se aglomerou em frente à capela do Rock in Rio no fim da tarde deste sábado. A curiosidade foi, inicialmente, atraída pela dupla de cantores clássicos, que entoava canções do rock, embalados pela melodia do violino, violoncelo e teclado. Após terminadas as faixas Crazy Little Thing Called Love, do Queen, e All You Need is Love, dos Beatles, deu-se início a uma faixa inusitada: Duas Metades, da dupla sertaneja Jorge e Mateus. A canção foi a eleita para a entrada de Mayara Monteiro e Naira Fernandes, primeiro casal de mulheres a se unir em uma cerimônia no festival de música carioca.

Vestidas de branco, Naira com um longo em camadas e véu, e Mayara com um look curto e coroa de flores, subiram ao altar ouvindo os gritos de seus novos fãs ao fundo. Foi então a vez da juíza de paz Maria Vitória Riera fazer seu longo discurso, em que engrandeceu a felicidade do momento.
Temos aqui duas jovens que não vivem sem a outra. Estão formando uma família", disse a juíza, ovacionada pela plateia.
Maria Vitória chegou a pedir silêncio dos observadores, afinal, tratava-se de um ato jurídico, que requer reverência. Mas a solicitação foi respeitada por poucos minutos, antes de novos gritos, assovios e aplausos serem ouvidos. 
Elas se conheceram em um show. Ficaram amigas. Mas tudo tem seu tempo certo. A felicidade, quando é para nós, sempre chega", disse a juíza, arrancando lágrimas ao redor.
Ao som instrumental da canção Love of My Life, de Queen, as duas trocaram votos. Naira garantiu que já tinha escrito seus juramentos há muito tempo, desde que descobriu que queria se casar com a namorada. "Nossa vida como toda trilha sonora teve momentos tristes e felizes. Disseram que nossa união não seria possível. Estamos aqui pra provar que o amor é maior", disse Mayara.

A juíza separou um momento místico no final, em que pediu trinta segundos por uma corrente positiva, para mentalizar a felicidade das moças, que estão juntas há três anos e meio. Por fim, as noivas precisaram encarar os muitos flashes vindo dos fotógrafos profissionais, da imprensa e de celulares da plateia, enquanto os cantores entoavam ao fundo Ed Sheeran e seu romântico hit Thinking Out Loud.

A multidão voltou a se aglomerar quando as noivas se posicionaram para jogar os buquês. Afinal, com dois ramalhetes de flores em mão, dobraram as chances dos próximos enamorados presentes em alcançar a sorte da crendice popular.

Fonte: Veja, Por Raquel Carneiro, da Cidade do Rock, 26/09/2015

Comissão especial da Câmara aprovou definição de família apenas como união entre homem e mulher

sexta-feira, 25 de setembro de 2015 0 comentários

Manifestantes protestaram contra o texto aprovado pela comissão do Estatuto da Família

Comissão aprova definição de família como união entre homem e mulher
Em sessão tumultuada, deputados aprovaram o chamado Estatuto da Família. Texto-base ainda pode ser modificado por destaques em nova sessão.

Em reunião tumultuada, a comissão especial que discute o Estatuto da Família na Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (24) o texto principal do projeto, que define família como a união entre homem e mulher. A comissão aprovou o relatório por 17 votos favoráveis e 5 contrários, mas quatro destaques ao texto ainda precisam ser aprovados.

Os deputados chegaram a iniciar a discussão dos destaques, mas as votações no plenário, presididas por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram iniciadas.

De acordo com o regimento interno da Casa, nenhuma comissão pode votar projetos e destaques simultaneamente ao plenário. Assim, os destaques devem ser apreciados em uma próxima reunião.

Trâmite
Após a conclusão da votação, a regra é que o projeto siga para o Senado sem necessidade de ser votado pelo plenário da Câmara. Deputados podem, entretanto, apresentar recurso para pedir que o texto seja votado pelo plenário antes de ir para o Senado. A deputada Érika Kokay (PT-DF), contrária ao projeto, já adiantou que fará isso.

Após o fim da reunião que aprovou o Estatuto da Família, deputados favoráveis à definição de família como união heterossexual se reuniram para uma fotografia e comemoraram a aprovação do projeto.

O parecer do relator do projeto de lei que cria o Estatuto da Família, deputado federal Diego Garcia (PHS-PR), define a família como a união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos.

O texto dispõe sobre os direitos da família e as diretrizes das políticas públicas voltadas para atender a entidade familiar em áreas como saúde, segurança e educação. De autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), a proposta tramita na casa desde 2013.

Discussão
Logo no início da sessão, antes mesmo de os parlamentares começarem a discutir o texto do projeto, a deputada Érika Kokay (PT-DF) afirmou que o projeto "institucionaliza o preconceito e a discriminação".

O deputado Takayama (PSC-PR) interrompeu a deputada e gritou que "homem com homem não gera" e "mulher com mulher não gera". Em seguida, manifestantes contrários ao projeto rebateram: "não gera, mas cria".

Mais tarde, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou o texto do relator. Ela disse que "dá nojo" ler o texto e afirmou que o deputado usou apenas preceitos religiosos em seu relatório. "O seu parecer é péssimo. E acho que a Câmara dos Deputados é melhor do que isso", afirmou.

O deputado Bacelar (PTN-BA) defendeu que os homossexuais têm direito de receber igual proteção às famílias compostas por casais heterossexuais.
Que país é este? Que sociedade é esta que estamos construindo? Seria mais fácil, talvez, substituir a Constituição pela Bíblia", ironizou.
O texto, segundo Bacelar, representa um retrocesso para a sociedade brasileira.
[O projeto] está excluindo, punindo e discriminando a família formada por um casal homoafetivo. Está fomentando a intolerância. É isso o resultado desse projeto de lei", disse.
Por outro lado, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) defendeu o projeto do Estatuto da Família. 
Queremos que todas as pessoas homossexuais tenham seus direitos garantidos, mas a Constituição disse que a família merece uma especial proteção, porque é base da sociedade", disse.
O deputado Elizeu Dionizio (SD-MS) também defendeu o texto de Diego Garcia e disse que, mesmo com as tentativas de adiar a votação, os defensores do projeto sairiam vitoriosos na reunião desta quinta.

Adiamento

Deputados contrários ao texto do Estatuto da Família apresentaram requerimentos para adiar a apreciação do texto, mas eles não foram aprovados.

Um desses parlamentares foi o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que apresentou requerimento de adiamento da votação por cinco sessões.

Braga acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de atrasar o início da sessão no plenário para que a votação sobre o Estatuto da Família acontecesse ainda nesta quinta na comissão. A partir do momento em que a ordem do dia tem início no plenário da Casa, as comissões não podem mais realizar votações.

O primeiro vice-presidente da comissão que debate o Estatuto da Família é o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), conhecido por seu conservadorismo e por defender a “cura gay”. Ele chegou a presidir a reunião desta quinta. O presidente da comissão é o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD/RJ).

Fonte: G1, por Laís Alegretti e Letícia de Oliveira; e JB, 24/09/2015

Obama nomeou gay assumido para posto de secretário do Exército dos Estados Unidos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015 0 comentários

Obama nomeia primeiro gay assumido à frente do Exército americano

Eric Fanning deverá se tornar primeiro homossexual assumido a ocupar um alto cargo do Pentágono. Decisão de Obama marca fim da política de "Não pergunte, não diga" e depende de aprovação do Senado americano.

Pela primeira vez, um gay assumido deverá gerir o Exército dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (18/09), o presidente americano, Barack Obama, nomeou Eric Fanning para o posto de secretário do Exército dos Estados Unidos. Até agora, ele ocupava o cargo de subsecretário da pasta.

O Senado americano ainda precisa aprovar o nome de Fanning. Se esse for o caso, ele será o primeiro gay a chefiar uma das Forças Armadas do país e a assumir abertamente a sua sexualidade.

Até quatro anos atrás, gays e lésbicas ainda tinham que ocultar a sua orientação sexual nas Forças Armadas americanas. Em dezembro de 2010, Barack Obama aboliu a diretriz Don't ask, don't tell ("Não pergunte, não diga") que o Departamento de Defesa estabelecia para os militares do país.

Ao nomear Eric K. Fanning para o cargo de secretário do Exército, Obama elogiou a sua longa experiência, como também a habilidade "excepcional de liderança" de Fanning. A decisão foi apoiada pelo secretário de Defesa americano, Ashton Carter, como também por diversos grupos de direitos humanos e associações de defesa dos direitos homossexuais.

Fanning, de 47 anos, estudou no renomado Dartmouth College e fez uma carreira de sucesso no Pentágono e no Congresso. Sua nomeação já era esperada. Entre outros, ele trabalhou como assistente e chefe de gabinete do secretário Carter. Ele também participou da diretoria do Gay & Lesbian Victory Fund, instituição dedicada a aumentar o número de autoridades abertamente LGBT na vida política americana.

Fonte: Terra, via Deutsche Welle, 19/09/2015

Úrsula e Duda são o casal de mulheres bem resolvido da novela "A Regra do Jogo"

quarta-feira, 23 de setembro de 2015 0 comentários

Júlia Rabello e Giselle Batista entram em 'A Regra do Jogo' como o casal Úrsula e Duda
(Foto: Artur Meninea/ Gshow)

Júlia Rabello e Giselle Batista se identificam com casal gay de 'A Regra do Jogo': 'Parte do dia a dia'
Atrizes revelam quem são Úrsula e Duda, duas mulheres muito bem resolvidas, e loira afirma: 'A sexualidade do personagem é apenas um detalhe'

Os últimos capítulos de A Regra do Jogo trouxeram a entrada de Júlia Rabello e Giselle Batista na semana passada. Elas têm uma relação homossexual na trama e comemoram o fato de o casal ser bem resolvido. Pela primeira vez caracterizadas, elas mostram o visual de Úrsula e Duda.
Isso mostra como a gente tem tratado muito mais desse assunto hoje, que é algo real e faz parte do dia a dia. Antigamente, isso não acontecia. Eu acredito que a sexualidade do personagem é apenas um detalhe, assim como a cor do cabelo, por exemplo", afirma Júlia, que estreia em novelas como a tatuadora Úrsula. Na vida real, atriz é casada com o também ator Marcos Veras.
Na trama de João Emanuel Carneiro, ela se envolve com Duda, papel de Giselle, que explica a relação das duas:
É a primeira relação homossexual da minha personagem, mas pelo que o texto indica, a Úrsula é muito bem resolvida com relação à sua sexualidade. A Duda não tem preconceito, se permitiu, se apaixonou por uma mulher e resolveu ficar junto".
Apesar de ser seu primeiro papel gay, a atriz encara o desafio com naturalidade e garante que a vida é o melhor laboratório: 
O universo dela não é distante do meu, é aqui. Não preciso procurar. É o mesmo tipo de ambiente, de pessoas, de amigos", garante Giselle.
Na trama, elas vivem um casal de mulheres muito bem resolvido. A loira, tatuadora, é filha de
Feliciano, e vai morar na casa do pai com a namorada morena (Foto: Artur Meninea/ Gshow)

Na novela, o casal se muda para o Rio, diretamente para a casa do pai da loira, seu Feliciano, interpretado por Marcos Caruso. As duas deixam São Paulo, onde se conheceram e, segundo Giselle, se apaixonaram.
A Duda foi no estúdio de tatuagem que a Úrsula trabalhava para cobrir um desenho antigo e elas acabaram se conhecendo. Até então, a Duda só tinha namorado homens".
Durante sua preparação para viver a tatuadora, Júlia conheceu profissionais e visitou estúdios. Apesar do universo ser diferente do seu, com palco e câmeras, a atriz destaca as semelhanças: 
O que é interessante é a paixão que os tatuadores têm pelo desenho. É muito semelhante à que nós, atores, temos pelo nosso trabalho. Eu conversei com muitos e todos me disseram que quando saem do estúdio, continuam desenhando. E eu me identifiquei com isso".
Apesar de nunca terem trabalhado juntas, as atrizes já tinham se cruzado em outros momentos, e Giselle comemora a parceria com a nova companheira de cena: 
Conheço a Júlia da vida, de amigos em comum, conheço o trabalho dela. Já batemos uma bola, a gente se fala direto, recebemos os textos e estudamos juntas. Tenho certeza que vai ser uma troca muito bacana".

Fonte: GShow, 16/09/2015

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