Na França, casal de homens celebra sua união protegido por agentes da polícia!

quarta-feira, 29 de maio de 2013 0 comentários

Vincent e Bruno (Fotografia © DR)

por Sofia Fonseca

Vincent Autin, 40 anos, e Bruno Boileau casam-se hoje em Montpellier, numa cerimônia com cerca de 600 pessoas.

Onze dias após a promulgação da lei que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, tornando França o 14.º país a fazê-lo, o primeiro casamento homossexual realiza-se em Montpellier, uma cidade que é tida como a mais "friendly" dos gays naquele país. A cerimônia será celebrada pela presidente da Câmara, Hélène Mandroux, autarca socialista forte defensora das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Anuncia-se que 600 pessoas marcarão presença nesta celebração. Cerca de 200 são amigas e familiares dos noivos; 300 serão individualidades ligadas à política e a associações; e as restantes serão jornalistas. Foram feitos 140 pedidos de acreditação de meios de comunicação social para fazer a cobertura do evento, vindos dos quatro cantos do mundo.

Após as manifestações dos últimos meses e, sobretudo, do último fim-de-semana (que resultou em confrontos com as autoridades e em 231 detenções), haverá entre 50 e 100 agentes da polícia a zelar pela segurança dos noivos e dos seus convidados.

Fonte: DN Globo, 28/05/2013

Atualização sobre o casamento dos gays franceses no vídeo abaixo.

Paquistanesas se casam no Reino Unido e pedem asilo

terça-feira, 28 de maio de 2013 0 comentários

Rehana Kausar e Sobia Kamar

Muçulmanas lésbicas do Paquistão se casam no Reino Unido e pedem asilo

Duas paquistanesas recém-casadas em território britânico tentam obter asilo político no país, argumentando que suas vidas correm risco caso retornem para sua terra natal. 

O casamento e pedido de ajuda das duas foi revelada no domingo (26) pelo jornal britânico "Birmingham Mail". Segundo o periódico, Rehana Kausar, 34, e Sobia Kamar, 29, registraram sua união civil em um cartório da cidade de Leeds no início deste mês. 

O pedido de asilo político no país foi feito assim que as duas paquistaneses se casaram. O argumento, de acordo com o "Birmingham Mail", é que suas vidas correriam perigo no Paquistão, cuja lei não permite a união de pessoas do mesmo sexo, e o preconceito fundamentalista constituiria uma ameaça à integridade física do casal. No Islã, a homossexualidade é um pecado e uma ofensa grave.

Citando parentes não identificados das mulheres, o jornal diz que as duas receberam ameaças de morte tanto de familiares no Paquistão quanto no Reino Unido. Rehana e Sobia se conheceram em Manchester há três anos, e estão juntas desde então.

Fonte: UOL, 27/05/2013

N.E: A troca de votos a partir dos 00:35

A vida de Adèle: Amor entre garotas ganha Palma de Ouro em Cannes!

segunda-feira, 27 de maio de 2013 0 comentários

Diretor Abdellatif Kechiche e as atrizes Adele Exarchopoulos
e Lea Seydoux aplaudidos de pé durante premiação

Spielberg diz que Palma de Ouro para filme sobre amor gay não foi política

Thiago Stivaletti
Do UOL, em Cannes (França)

Em entrevista coletiva após a premiação, Steven Spielberg, presidente do júri do Festival de Cannes, negou que a escolha da Palma de Ouro para o francês "La Vie D'Adèle" (A Vida de Adèle) tenha sido uma decisão política.

'Para nós, é uma grande história de amor que carrega uma mensagem muito positiva. E a propósito, as personagens não se casam", brincou.

"Somos convidados a acompanhar essa história de amor dilacerante. O diretor não pôs nenhum constrangimento na direção e tirou uma grande performance dessas duas atrizes jovens e formidáveis. É incrível a maneira como ele deixa os personagens respirarem. Ficamos felizes que alguém tenha tido a coragem de contar a história desse jeito", explicou o diretor de sucessos como "E.T." e "Indiana Jones".

O diretor também disse acreditar que a Palma dará uma boa projeção internacional ao filme – mesmo nos EUA, onde há grande restrição para cenas de sexo. "Não digo que vá ser exibido em todos os Estados americanos, mas creio que o filme conseguirá uma boa projeção".

Pela primeira vez, Spielberg isolou-se do mundo por dez dias para tomar sua decisão. "Costumo ler os jornais todo dia, ler notícias no meu iPad. Mas nestes dias não li absolutamente nada a respeito dos filmes. E não sofri absolutamente nenhum tipo de pressão", comentou.

O romeno Cristian Mungiu, membro do júri e Palma de Ouro em 2007 por "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", também fez uma forte defesa do filme. "É ótimo quando você esquece que está no cinema, parece que a vida está ali do seu lado. 'A Vida de Adèle' não é um filme gay, é puro cinema", elogiou.

Nicole Kidman, também no júri, disse que pela primeira vez na vida viu alguns filmes às 8h30 da manhã. "Tivemos discussões estimulantes sobre os filmes". A atriz também louvou as qualidades de se ver um filme mais de uma vez, para aprofundar a compreensão que se tem deles. 

Ver também: Blue is the Warmest Color: História de amor entre garotas empolga Cannes 


Blue is the Warmest Color: História de amor entre garotas empolga Cannes

sábado, 25 de maio de 2013 0 comentários

Emma (Lea Seydoux) e Adele (Adele Exarchopoulos) 

História de amor com sexo entre mulheres causa sensação em Cannes
Por Alexandria Sage

CANNES, 23 Mai (Reuters) - Uma história de amor entre duas jovens recebeu críticas muito positivas no Festival de Cinema de Cannes apesar das cenas de sexo explícito entre as mulheres, que podem limitar a distribuição do filme.

"La Vie d'Adele - Chapitre 1 & 2" ("Blue is the Warmest Colour") é uma comovente história de amor e sexualidade entre a adolescente de 15 anos Adele, interpretada brilhantemente por Adele Exarchopoulos, e sua parceira Emma (Lea Seydoux).

As cenas de sexo explícito e as três horas de duração fizeram do filme um dos mais comentados entre os 20 concorrentes à Palma de Ouro do Festival de Cannes, que termina em 26 de maio. Esse é o primeiro filme do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche em Cannes.

As prolongadas cenas de sexo vão causar impacto, mas podem diminuir o alcance do filme devido à censura e precaução das distribuidoras.

Kaya Burguess, do London Times, chamou o longa de "uma das mais bonitas e discretamente contadas histórias de amor que já vi num filme."

Jordan Mintzer, do Hollywood Reporter, escreveu: "Com certeza levantando sobrancelhas com suas cenas sem simulação de cópula feminina, o filme é na verdade muito mais do que isso: é uma apaixonante história de amor contada de forma comovente."

Kechiche disse a jornalistas que não era sua intenção fazer um filme sobre os direitos homossexuais, no contexto do debate sobre a legalização do casamento gay na França este mês, e afirmou que a representação do sexo era para representar a beleza.

"Espero que nas cenas surja a ideia da beleza. Acho que a sensualidade é mais difícil de filmar e capturar na tela", disse.

O filme, baseado no romance de 2010 com o mesmo título em inglês, usa recorrentes imagens em close-up dos lábios da atriz principal, seja dormindo, comendo ou beijando sua parceira, numa técnica que cria uma ligação entre o espectador e a personagem.

Fonte: O Globo via Reuters, 24/05/2013

Ver também: A vida de Adèle: Amor entre garotas ganha Palma de Ouro em Cannes! 


Ao contrário do que dizem os conservadores, na Dinamarca, o casamento LGBT até reforçou a família

sexta-feira, 24 de maio de 2013 0 comentários

A homossexualidade não é mais 'O Outro', ela dá sustentação à 'vida familiar

Homossexualidade vira imagem de modernidade na Dinamarca

Uma pesquisa realizada na Universidade de Copenhague mostrou que a opinião pública sobre a homossexualidade mudou drasticamente ao longo dos últimos 25 anos.

Michael Nebeling Petersen e seus colegas analisaram a legislação dinamarquesa, a cobertura da imprensa e filmes, e concluíram que a homossexualidade tornou-se um símbolo dos valores liberais dinamarqueses.

Os resultados da pesquisa são destaque no site da Universidade de Copenhague.

"Minha pesquisa mostra uma mudança fundamental na concepção pública da homossexualidade na Dinamarca. Os homossexuais eram associados com degeneração, suicídio, AIDS e doenças, mas agora estão associados à vida, reprodução, reconhecimento nacional, casamento e laços de parentesco," diz Petersen.

Em 1999, os casais homossexuais dinamarqueses ganharam o direito de adotar crianças, e depois da eleição geral de 2001, foram apresentados vários projetos de lei aumentando os direitos dos homossexuais.

Nas negociações que se seguiram, muitos políticos passaram a falar dos homoafetivos como centrais para a compreensão dos valores dinamarqueses - algo em contraste patente com negociações semelhantes que ocorreram em 1989, quando o Parlamento aprovou a Lei do Casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nas negociações de 1989, os homossexuais eram aceitos apenas na medida em que não interferissem com o casamento heterossexual. Dez anos mais tarde, porém, eles se tornaram símbolos do casamento, da monogamia, e da família nuclear.

"A homossexualidade não é mais 'O Outro', ela dá sustentação à 'vida familiar normal'," ressalta o pesquisador.

"Quando a lei do casamento homossexual estava sendo negociada em 1989, a homossexualidade era tolerada, mas, ao mesmo tempo, considerada uma ameaça à nossa reputação nacional. Neste milênio, um homossexual tornou-se uma figura que pode representar as comunidades nacionais e religiosas e ser um elemento importante na construção de uma Dinamarca moderna e liberal," conclui ele.

N. E.: A partir de 15 de junho de 2012, os casamentos entre homossexuais também passaram a ser celebrados nas igrejas da Dinamarca (Igreja Luterana).

Fonte: Diário da Saúde, 23/04/2013

Até onde vai o preconceito: adolescente pode pegar prisão por namorar outra garota

quinta-feira, 23 de maio de 2013 2 comentários

Stop the Hate! Free Kate! (Chega de ódio! Libertem Kate!) 

Kaitlyn Hunt, uma adolescente de 18 anos, foi presa em Sebastian, na Flórida (EUA), sob a acusação de perverter a namorada menor de idade. Entretanto, o relacionamento das garotas começou quando também Kaitlyn era menor e de conhecimento da família de ambas. As garotas estudavam na mesma escola e participavam de seu time de basquete.

Acontece que os pais da namorada de Kaitlyn não aceitavam o relacionamento das duas e esperaram até a moça fazer 18 anos para incriminá-la por abuso de menor. Não contentes com a acusação, conseguiram dobrar a direção da Sebastian River High School, resistente a princípio, para que expulsassem Kaitlyn da escola. Agora ela corre o risco, se condenada, de pegar até 15 anos de prisão além de ficar fichada como criminosa sexual, o que pode lhe criar problemas profissionais futuros.

A mãe de Kaitlyn declarou à imprensa, referindo-se aos pais da outra garota:

“Eles querem destruir minha filha porque acham que ela tornou a filha deles gay. Acham que ser homossexual é errado e culpam minha filha pela homossexualidade da filha deles. Naturalmente, vejo a situação de forma completamente diferente. Nem vejo ou rotulo as garotas como "gays". São adolescentes experimentando sua sexualidade consensualmente. Mas mesmo que a filha deles seja gay, e daí? Ela continua filha deles."

Nas redes sociais, páginas e tags foram abertas para protestar contra este flagrante caso de homofobia: na Change.org, uma petição pedindo o fim do processo contra a garota; no Facebook, a página de apoio "Free Kate" e, no twitter, a tag #OpJustice4Kaitlyn, lançada pelo Anonymous no dia 19 último.

Com informações do Huffington Post e Examiner

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