Homofobia pode ser atração pelo mesmo sexo

sexta-feira, 20 de abril de 2018 0 comentários

Homofobia está relacionada à homossexualidade reprimida pela família e desejo de se "defender" (AFP/)

Homofobia pode ser indício de atração pelo mesmo sexo, diz pesquisa
Segundo estudo, pessoas criadas em famílias repressoras podem não aceitar sua própria orientação sexual, tornando-se preconceituosas

São Paulo – A ideia muito propagada de que os homofóbicos são, na verdade, “gays enrustidos” ganha apoio da ciência com um estudo realizado por integrantes das universidades de Rochester e da Califórnia, nos Estados Unidos, e de Essex, na Inglaterra.

A pesquisa aponta que pessoas que crescem em ambientes familiares repressores podem se privar de seus desejos internos. Para evitar o estigma, elas suprimem a atração que sentem pelo mesmo sexo e se tornam preconceituosas, como forma de se defender.

Esse resultado foi publicado na edição mais recente do periódico Journal of Personality and Social Psychology. A conclusão veio a partir de quatro experimentos que testaram, de acordo com o tempo de resposta, a relação entre o apoio à autonomia dado pelos pais e a diferença entre a sexualidade declarada e a implícita.

Cada teste foi feito com cerca de 160 universitários. Nos dois primeiros, eles tiveram que classificar palavras e imagens como “gays” ou “heterossexuais” e, depois, procurar fotos de pessoas de gêneros diferentes. Isso foi feito para que os pesquisadores pudessem analisar a orientação sexual implícita de cada um.

Os experimentos seguintes tiveram foco direcionado à situação familiar, valores, opiniões, crenças e preconceitos presentes na criação dos pesquisados. Após os testes, foi percebido que houve uma maior discrepância entre a orientação sexual implícita e explícita nos participantes cuja família (principalmente a figura paterna) era homofóbica e não dava apoio à autonomia do filho.

Quem se dizia heterossexual, mas demonstrava não ser “internamente”, tinha mais propensão a agir com agressividade contra pessoas gays. Os conflitos revelados e a repressão da própria sexualidade decorrem, segundo os cientistas, do medo de contrariar e decepcionar os pais. Por isso, ao disfarçar sua homossexualidade, elas acabariam se tornando homofóbicas.

Fonte: Exame, por Luciana Carvalho, 12/04/2018

Maior parte dos suicídios é de adolescentes ‘no armário’

quinta-feira, 19 de abril de 2018 0 comentários

Adolescente Yago Oliveira que se suicidou por rejeição familiar 😢

Maior parte dos suicídios é de adolescentes que ficam ‘no armário’
Suicídio já representa a terceira principal causa de morte entre adolescentes.

Quem assiste ao clipe Indestrutível (ver vídeo abaixo), recentemente lançado por Pabllo Vittar, se depara com cenas fortes e reais de bullying com jovens LGBT. Infelizmente, o preconceito que esses adolescentes sofrem diariamente é capaz de levá-los à depressão e até ao suicídio.

Poucas semanas antes do clipe ser lançado, um estudo norte-americano revelou que os jovens LGBT que escondem a orientação sexual são mais propensos a apresentar comportamento suicida. O risco é ainda maior entre adolescentes que sofreram bullying ou foram forçados a fazer sexo.

Publicado no American Journal of Preventive Medicine, o estudo foi centrado em adolescentes que se identificaram como gays ou lésbicas, mas tiveram contato sexual com o sexo oposto ou ambos os sexos, ou os que se identificaram como heterossexuais, mas tiveram contato sexual com o mesmo sexo ou ambos os sexos. Aproximadamente 7 mil alunos do Ensino Médio dos Estados Unidos responderam cerca de 100 perguntas sobre saúde, orientação sexual e comportamentos de risco.

De acordo com o resultado da pesquisa, 4% dos entrevistados tiveram a chamada “discordância da orientação sexual“. Entre eles, 32% eram gays e lésbicas. O estudo também reuniu dados sobre tentativas de suicídios entre os adolescentes e mostrou que quase metade dos jovens com orientação sexual discordante respondeu que possuem pensamentos ou comportamentos suicidas.

Em entrevista a Reuters Health, o Dr. John Blosnich, da West Virginia University, afirmou que as novas descobertas são importantes para o estudo da violência interpessoal e auto-dirigida entre grupos LGBT.
O suicídio tem sido a décima principal causa de morte na população geral dos Estados Unidos por pelo menos uma década e a terceira principal causa de morte entre adolescentes“, disse. Segundo ele, uma das maiores preocupações para o adolescente que sofre conflitos com a identidade sexual é se ele será rejeitado pela família e amigos.
No último dia 14 de março, o adolescente Yago Oliveira acabou entrando para essa triste estatística brasileira. Após se assumir gay, ele teve que lidar com a pressão da família extremamente religiosa e preconceituosa. Em um desabafo no Facebook, Yago chegou a escrever um texto listando todas as hipocrisias da família que se dizia cristã, mas não exercia o amor ao próximo.
A vergonha da família sou eu, pelo simples fato de ser gay. Ser gay é pecado, mas ser racista, corrupto, assassino, estuprador, pedófilo e não criar os filhos tá de boa, o importante é você não ser gay“, dizia um trecho do relato. Dois meses depois, Yago se suicidou.
Em entrevista ao MixturandoWeb, a mãe de Yago declarou: “prefiro um filho morto do que vivo e pecador”.

Segundo o co-autor da pesquisa, Francis Annor, é importante inicialmente entender os desafios que os adolescentes em conflito com a sexualidade passam, para ter sucesso no aumento da luta contra o suicídio. Acima de tudo, é necessário compreender que o suicídio pode ser evitado.

Se você está passando por esta situação ou conhece alguém que esteja, entre em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida). A organização realiza apoio emocional gratuito para todas as pessoas que desejam conversar por telefone, e-mail ou chat.

Fonte: Capricho, 17/04/2018

Lei anti-homossexualidade pode comprometer Mundial no Marrocos

quarta-feira, 18 de abril de 2018 0 comentários


Lei anti-homossexualidade pode comprometer Mundial no Marrocos
Associated Press revela que criminalização de LGBT pode esbarrar nas exigências da FIFA

Um grupo de trabalho da FIFA está em Marrocos a avaliar a candidatura à organização do Campeonato do Mundo de 2026, porém, segundo noticia a Associated Press, a proposta pode esbarrar num problema político: o de a homossexualidade ser considerada crime naquele país do norte de África.
De acordo com a agência de notícias, no dossier de candidatura, de 483 páginas, Marrocos não apresentou intenção de revogar a lei anti-LGBT, o que pode violar as exigências de respeito pelos direitos humanos.
O Marrocos ocultou deliberadamente, no relatório sobre direitos humanos que enviou para FIFA, a lei que criminaliza a homossexualidade (...) Se o país receber o Mundial, as pessoas LGBT serão alvo de descriminação e não terão a proteção do estado marroquino», disse à AP, Ahmed El Haij, presidente da Associação Marroquina de Direitos Humanos.
Segundo o código penal do país, atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são puníveis com penas de seis meses a três anos de prisão.

Fonte: Mais Futebol, 18/04/2018

Emmanuelle Seigner e Eva Green vivem romance tormentoso em 'Baseado em Fatos Reais'

segunda-feira, 16 de abril de 2018 0 comentários

Emmanuelle Seigner e Eva Green vivem romance "entre a loucura e a realidade'" em 'Baseado em Fatos Reais'. Divulgação

'Baseado em Fatos Reais', o novo e perturbador filme de Roman Polanski
Longa aborda relação de fúria e amor entre uma mulher e sua escritora favorita.

Consagrado por trabalhar a fundo o lado psicológico de seus personagens em filmes clássicos como O Pianista e O Bebê de Rosemary, o diretor francês Roman Polanski aposta alto em seu mais novo filme para se destacar novamente em 2018.

Baseado em Fatos Reais chegou aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira (12) credenciado por ter sido escolhido para ser o filme de encerramento da seleção oficial extracompetição do Festival de Cannes de 2017.

A história retrata o romance da escritora Delphine Dayrieux, interpretada por Emmanuelle Seigner (esposa de Roman Polanski), e sua fã número 1, Elle, vivida nas telas por Eva Green.

Elle (Eva Green) vampiriza Delphine (Emmanuelle Seigner )

Na trama, Delphine passa muito tempo sozinha após perder seus filhos e, após relatar seu drama em um livro de muito sucesso, passa por uma crise de criatividade.

É nesse cenário que Elle surge em sua vida e desencadeia um lado criativo da escritora, não apenas como profissional, mas como mulher.

Em entrevista ao site Adoro Cinema, Eva Green revelou que o filme explora algo "próximo à fobia, entre a loucura e a realidade", marca registrada nas obras do diretor francês.

A relação de amor entre a escritora e sua fã parece perfeita no início, mas, com o passar do tempo, ganha contornos dramáticos com a crescente violência física e psicológica de Elle sobre Delphine.

"Elle é como uma vampira. Ela se muda para a casa de Delphine, que está passando por um momento difícil, então decide que vai ajudá-la, responder suas mensagens, usar suas roupas... acaba possuindo-a", comentou uma das protagonistas.

Baseado em Fatos Reais é uma adaptação do livro de mesmo nome da romancista francesa Delphine de Vigan, lançado no Brasil pela editora Intrínseca e traduzido por Carolina Selvatici em 2016.

Assista ao trailer oficial do novo filme de Roman Polanski no vídeo abaixo:



Fonte: HuffPost Brasil, por Paulo Amaral, 13/04/2018

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