Centro de convivência para idosos LGBT em São Paulo em projeto

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020 0 comentários

Rogério Pedro (centro) com Maria Tereza Cebalus Aguilar, 62, Ana Beatriz Ruppelt dos Santos, 64, Márcia Barros, 53, e Ângela Fontes, 67, atendidas pela ONG EternamenteSOU - Karime Xavier/Folhapress

A professora aposentada Dora Cudignola, 67, se assumiu lésbica na década de 1980, época em que, como ela conta, poucas mulheres tinham coragem de sair do armário.

Havia poucos lugares para encontros, para dançar, para beijar. Se eu pegasse na mão de uma namorada, não sabia o que poderia acontecer, diz. Se hoje há violência contra homossexuais, imagine lá atrás.

Cudignola havia acabado de se separar do marido, com quem ficou por dez anos e teve uma filha, que também veio a se assumir lésbica. Mais de três décadas depois, a professora fala abertamente sobre a sua sexualidade, inclusive nas redes sociais. A aceitação da sociedade, contudo, não teria avançado na mesma velocidade. E ela agora tem que lidar com um elemento a mais: já existe um preconceito por ser lésbica. E, de repente, aparece outro, por ser idosa.

É para acolher e criar uma rede de apoio a idosos LGBT como Cudignola e estimular atividades e a troca de experiências entre o grupo que o administrador de empresas Rogério Pedro, 29, quer criar um centro de convivência e referência para o público na região central de São Paulo.
Ele, que é presidente da ONG Eternamente SOU, focada em idosos LGBT, acaba de iniciar uma campanha de financiamento coletivo para tirar a ideia do papel e continuar os trabalhos da organização (lançada em 2017) em uma sede fixa.

A proposta é ser o primeiro centro do tipo no país, inspirada em iniciativas internacionais como a Sage, sediada em Nova York, e a Openhouse, em São Francisco.

Envelhecer já é um desafio, por falta de políticas públicas para idosos. Quando se é LGBT, o desafio vai para outro patamar, diz ele. A ideia é ter um espaço para que possam estar com os seus e ser exatamente o que sempre quiseram ser, diz.

Ou, como ele diz, para deixar de ficar no papel do tio ou da tia que vive no quarto dos fundos e fica encarregado dos cuidados de algum parente.

O preconceito, ainda que em menor grau, é visto mesmo entre pessoas mais jovens da comunidade LGBT e organizações focadas no grupo, segundo Pedro.

Bailes, eventos culturais e artísticos, assistência social, psicológica e jurídica, atendimento médico em domicílio e cursos de formação para profissionais que lidam com o público (como da Área da saúde) são algumas das atividades e trabalhos que planeja oferecer no lugar. Não tem a proposta, por ora, de ser uma instituição de longa permanência.

Nos últimos anos, a ONG realizou atividades semelhantes, como a criação de um grupo de canto coral, a realização de um café da tarde mensal para a troca de experiências entre os idosos e o lançamento do Seminário Velhices LGBT, que já teve como participante a cantora Daniela Mercury. O próximo está previsto para junho deste ano.

Cerca de 300 pessoas a partir de 50 anos já foram atendidos pela ONG desde que foi criada, segundo o presidente. O mais velho tem 87 anos. Já a equipe de voluntários conta com 72 pessoas.

O ator Celso Rabetti, 58, participou de algumas das atividades. Soube da ONG por meio de um panfleto que recebeu enquanto estava em um bar no Largo do Arouche, na região central de São Paulo, com dois amigos.

Quais são os espaços onde posso ser eu mesmo e me sentir seguro, sem medo de sofrer violência, diz. Encontrei lésbicas e gays trocando ideias. Você vê que não está sozinho e tem força para continuar.

As atividades ajudam a enfrentar duas questões que costumam afetar os idosos LGBT, a solidão e o isolamento social, que podem levar à depressão e, em Último caso, ao suicídio, diz o geriatra Milton Crenitte, que trabalha no Hospital das Clinicas da USP (Universidade de São Paulo) e escreve uma tese de doutorado sobre o grupo.

O rompimento com a família biológica, a ausência de filhos e histórico de violência ao longo da vida são alguns dos fatores que podem contribuir para o quadro, diz o médico.

O grupo também sofre com a invisibilidade, afirma o especialista, o que se reflete em poucos dados e políticas públicas voltadas para ele. Mas Crenitte vê progresso, como na Área da gerontologia. Avançou-se muito nos últimos anos em relação ao mito da velhice assexual. Não se falava da sexualidade dos idosos, diz.

Para Dora Cudignola, falta uma barreira pessoal a ser superada. Sabe o que eu tenho vontade? Andar de mãos dadas e dar beijo, como fazem os jovens de agora. Ainda tenho vergonha, diz. Quando os vejo fazendo isso, tenho vontade de dizer: isso mesmo!

Clipping ONG quer criar primeiro centro de convivência para idosos LGBT em SP, por Júlia Zaremba, FSP, 12/01/2020

Alice Braga e Bianca Comparato: romance discreto há 3 anos

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020 0 comentários

Alice Braga e Bianca Comparato

No Rodolfo Valente, Alice Braga, 36, revelou na segunda-feira passada (6) que está namorando a atriz Bianca Comparato, 34. A informação foi confirmada pela assessoria de Braga.

De acordo com a assessoria, as atrizes estariam namorando há cerca de três anos. O relacionamento era conhecido apenas por amigos e pessoas mais próximas do casal. Procurada, Comparato não se manifestou sobre o assunto até a publicação deste texto.

O relacionamento das duas seria a distância, uma vez que Braga mora nos Estados Unidos. De tempos em tempos, Comparato passa alguns dias com a sobrinha de Sônia Braga.

Alice Braga é uma das protagonistas do filme "Eduardo e Mônica", adaptação da música homônima da banda Legião Urbana (1982-1996), que deve estrear em abril deste ano. O longa conta a história de um casal —vivido por Alice Braga e Gabriel Leone, 26, — que prova que quando há amor não há regras: até mesmo relações improváveis podem dar muito certo.

Dirigido por René Sampaio, que também esteve a frente de "Faroeste Caboclo" (2013), a película conta ainda com Otávio Augusto, Juliana Carneiro da Cunha, Victor Lamoglia, Bruna Spínola e, com a participação especial, de Fabricio Boliveira no elenco.


Nascida no Rio, Bianca Comparato começou a estudar teatro na British School, colégio na capital fluminense no qual ela cursou o ensino médio. De lá, engatou um curso na Royal Academy of Dramatic Art, em Londres. De volta ao Brasil, formou-se em comunicação com especialização em cinema e dedicou-se ao teatro até chegar à Globo, em 2004, quando estreou na série “Carga Pesada”.

Comparato é uma das protagonistas da série "3%, da Netflix, que está em sua terceira temporada. No elenco ainda estão Rodolfo Valente, Vaneza Oliveira, Rafael Lozano entre outros.

Outra atriz que assumiu namoro com uma mulher recentemente foi Camila Pitanga, 42. A artista está em um relacionamento com Beatriz Coelho desde novembro de 2019, mas as duas fizeram a primeira aparição pública juntas somente em dezembro, na pré-estreia do documentário “Uma Garota Chamada Marina”, no Estação Net Gávea, no Rio.

Essa é a primeira vez que Camila namora uma mulher, ao menos, publicamente. Conhecida por ser reservada com a sua vida pessoal, a atriz estava solteira desde janeiro de 2019, quando terminou o namoro com o músico Rafael Rocha, 38, após cinco meses juntos.

Clipping Alice Braga confirma namoro com Bianca Comparato, por Beatriz Vilanova, FSP, 06/01/2019

Casal de mulheres de Massachusetts (EUA) adotou três irmãos para que eles não fossem separados

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019 0 comentários

A família completa (Foto: Reprodução Facebook)
KC e Lena Currie com os filhos Joey, Logan e Noah

Segundo elas, ficar com os três era importante para manter o relacionamento entre irmãos e também para que eles se apoiem e dividam o mesmo sentimento

KC e Lena Currie, de Massachusetts (EUA), adotaram três irmãos para que eles não fossem separados. A primeira adoção aconteceu no ano passado quando elas conheceram Joey, com 18 meses, hoje com 3 anos. Um ano depois, as mães adotaram os irmãos biológicos dele, Logan, 2 e Noah, 1. "Nós somos a família deles", disse KC ao Good Morning America.

Logo depois que adotaram Joey, a organização Children's Friends ligou para as mães e perguntou o interesse delas ficarem com o seu irmão Noah, de 6 semanas, que também precisava de uma família.
Nós imediatamente dissemos 'Sim'", disse KC.
Logan, o irmão do meio, estava morando com outra família adotiva na época. Ele deveria ser adotado por essa família, mas não deu certo. Então, um mês depois de ter Joey e Noah sob seus cuidados, KC e Lena receberam uma ligação perguntando se também tinha interesse em adotar Logan.
Foi o nosso instinto. Nós dissemos sim para os três porque manter os irmãos juntos era realmente importante para nós. Quando eles forem mais velhos e tiverem perguntas e dúvidas, terão um ao outro para se apoiar, aproximar e dividir o mesmo sentimento", disse KC.
Casal adota três irmãos para ficarem juntos (Foto: Arquivo Pessoal)
KC e Lena Currie com os filhos Joey, Logan e Noah

No mês passado, cercados por familiares e amigos, as adoções de Logan e Noah foram oficializadas no tribunal de Worcester. Veronica Listerud, diretora de adoção e serviços familiares do Children's Friend, disse que a organização estava emocionada porque elas aabriram seus corações para Joey, mas também para seus irmãos.
É o que você quer que aconteça", disse Listerud. "Elas são uma família maravilhosa. Elas realmente entendem as necessidades das crianças, a importância de manter relacionamentos entre irmãos e o impacto disso a longo prazo".
Agora que seus os três irmãos estão em casa, KC e Lena estão ansiosas para as festas de fim de ano e as férias.
É o primeiro ano e o primeiro feriado em que tudo é verdadeiro para eles, inclusive o amor", disse Lena.
Agora podemos começar a sonhar com a escola, o esporte e todas essas coisas divertidas", disse KC. Elas esperam que a história incentive e inspire outras famílias a adotar irmãos também.
Clipping Casal de mulheres adota três irmãos para mantê-los juntos, Crescer, 09/12/2019

As atrizes lésbicas do catálogo da Globo

terça-feira, 10 de dezembro de 2019 0 comentários

Vitória Strada%2C Letícia Lima e Camila Pitanga

Se há algum tempo assumir-se homossexual podia isolar um ator e impedí-lo de fechar contratos comerciais, nos dias atuais isso já não é um problema. Em 2019, por exemplo, inúmeros artistas saíram do armário - alguns recentemente, inclusive, foram tirados à força -, como Vitória Strada, mocinha da Globo e protagonista da novela "Espelho da Vida".

Todavia, Vitória Strada não está sozinha no time de lésbicas da Globo , inúmeras atrizes da emissora também integram a comunidade do arco-íris. Pensando nisso, o iG elaborou uma lista para mostrar o "boom" de atrizes homossexuais no catálogo artístico do canal.

Nanda Costa

Divulgação Globo / Reprodução Instagram

Atualmente vivendo Érica em "Amor de Mãe", Nanda Costa assumiu estar namorando Lan Lanh em junho de 2018. A parceira da atriz ficou conhecida por ter tido um relacionamento com Cássia Eller.

Bruna Linzmeyer

Divulgação Bruna Linzmeyer

Assumidamente bissexual desde o segundo semestre de 2017, a atriz já interpretou mocinhas e mulheres poderosas nas telas da emissora mais famosa do Brasil. Em 2019 ela fez um discurso sobre diverdade na Parada LGBTQ+ de São Paulo e foi aplaudida por uma multidão.

Letícia Lima

Christian Gaul/Revista Trip

Em fevereiro de 2017 Letícia Lima assumiu ter um relacionamento sério com a cantora Ana Carolina. Apesar de a declaração ter tido alta repercussão, a imprensa já desconfiava do romance há alguns meses. O casal se dissolveu em 2019, nenhuma das artistas explicou o motivo da separação.

Camila Pitanga

Divulgação/Instagram/@caiapitanga

Recentemente, Camila Pitanga foi tirada do armário após colunistas e especulações apontarem que ela estaria em um relacionamento homoafetivo. Após algum tempo de repercussão, a artista confirmou o affair com Beatriz Coelho.

Karol Lannes

Divulgação Karol Lannes

Conhecida por interpretar Agatha, filha de Carminha em "Avenida Brasil", a atriz-mirim da Globo cresceu e descobriu-se homossexual. Apesar da alta repercussão, ela alegou que em casa a informação foi recebida com tranquilidade e naturalidade. Além das citadas, outras atrizes já se assumiram lésbicas, como Alessandra Maestrini, Maria Maya, Thalita Carauta, Maria Zilda, Claudia Jimenez, Giovana Grigio, Débora Nascimento, Carol Duarte e entre outras.

Clipping Tsunami gay: Globo tem inúmeras atrizes lésbicas no catálogo - Fofocas dos Famosos - iG, 05/12/2019

Casamento entre pessoas de mesmo sexo aumenta 61,7% segundo IBGE

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019 0 comentários

Débora Calmon, de 32 anos, e Kaene Faria, de 29, decidiram formalizar a união com receio de que a resolução que garante o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo viesse a ser derrubada
— Foto: Arquivo Pessoal

Entre janeiro e outubro a média mensal de casamentos homoafetivos foi de 546; em dezembro, saltou para 3.098. Já o total de casamentos civis teve queda de 1,6% no ano.

O casamento está ficando menos popular entre os brasileiros: em 2018, o número total no país caiu 1,6% na comparação com o ano anterior. Entre pessoas do mesmo sexo, no entanto, o movimento foi contrário e bem mais acentuado: esse tipo de união teve um crescimento de 61,7% na mesma comparação, segundo as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça somente em 2013. Naquele ano, foram registrados 3,7 mil em todo o país. Nos quatro anos seguintes, a média foi de 5,4 mil casamentos por ano. Já em 2018 foram 9,5 mil. 

Infográfico 03/12/2019


O IBGE destacou que o aumento do casamento entre pessoas do mesmo sexo ocorreu em todas as regiões do país, sendo o menor crescimento observado no Centro-Oeste (42,5%) e o maior no Nordeste (85,2%). 

De acordo com a gerente da pesquisa, Klívia de Oliveira, o levantamento traz “os números frios”, ou seja, não permite analisar o que levou a esse aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. 

Estudiosos de temas ligados à população de gays, lésbicas e outras minorias ouvidos pelo G1 veem relação entre o fenômeno e o momento político do país. 

Infográfico 04/12/2019

Os números divulgados pelo IBGE apontam que o número de casamentos homoafetivos aumentou após o resultado das eleições. Entre janeiro e outubro, a média foi de 546 casamentos de pessoas do mesmo sexo por mês. Em novembro, subiu para 957 e saltou para 3.098 em dezembro – cinco vezes mais que a média. 
Muitos casais formalizaram suas uniões com medo de que em breve isso não fosse mais possível”, apontou a advogada Andressa Regina Bissolotti dos Santos, que é doutoranda em direitos humanos e democracia pela Universidade Federal do Paraná e integrante da Rede Lésbica Brasil. 
Uma resolução, ou mesmo uma decisão judicial, não são leis. Mesmo a decisão, embora seja vinculante em todo o território nacional, não gera o que nós chamamos no direito de ‘coisa julgada’, ou seja, o tema poderia voltar a ser apreciado”, destacou. 
Já Suane Felippe Soares, professora de bioética da Universidade Federal do Rio lembrou que o clima da campanha eleitoral foi marcado por diversos ataques à população homossexual o que pode ter provocado um “pânico social” entre essa população. 
O que é fato, que a gente pode afirmar, é que a maioria da população de gays e lésbicas e outras minorias está em busca de alternativas para manutenção de direitos básicos em função da ascensão dessa política de caráter discriminatório”, disse. 
Casal oficializou casamento para garantir direitos 

Foi justamente o receio de perder os direitos assegurados pelo casamento civil que fez Débora Calmon, de 32 anos, e Kaene Faria, de 29, alterarem os planos de sua união. Juntas há oito anos, elas já haviam programado para setembro uma festa que representaria o casamento, mas o “papel passado” em cartório não estava previsto. 
Vendo a eleição, que estava com um clima estranho, esquisito, a gente achou melhor casar formalmente, para ter um instrumento jurídico mais forte para que, no futuro, ninguém viesse questionar se o que a gente tinha era legal ou não”, contou Débora. 
Em novembro do ano passado, o G1 já havia mostrado aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Após a eleição, houve uma mobilização nas redes sociais para ajudar casais LGBTI+ a realizar a cerimônia. 

Rossanna Pinheiro, fotógrafa e dona de uma empresa de karaokê, foi uma das muitas pessoas que se disponibilizaram a prestar serviços gratuitos para estes casais. 
Ano passado houve um boom mesmo... A procura foi tanta que precisei de ajuda para responder as mensagens”, contou. 
A cada três casamentos, um divórcio 

O levantamento do IBGE mostrou, também, que aumentou em 3,2% o número de divórcios realizados no país em 2018 na comparação com o ano anterior. Foram realizados 385.246 divórcios, cerca de 12 mil a mais que em 2017. Em média, equivale dizer que foi registrado um divórcio a cada três casamentos. 

A pesquisa revelou ainda que o tempo médio entre o registro do casamento e a formalização do divórcio foi de 14 anos. Em 2008, essa distância era de 17 anos, o que indica que os casamentos estão durando menos. Segundo o IBGE, cerca de 8% dos casamentos desfeitos no ano passado não tinham nem 2 anos. 

A pesquisa não detalha os divórcios pelo sexo dos cônjuges, ou seja, não permite saber se há diferença quando se trata de casais do mesmo sexo ou não. 

A gerente da pesquisa, Klívia Oliveira, chamou a atenção para o fato de que, do total de divórcios, 27% foram entre casais sem filhos, enquanto 54,4% foram entre casais com filhos menores de idade. “Isso mostra que filho realmente não segura casamento”, disse a pesquisadora em referência a um jargão popular. 

Em relação aos filhos, o levantamento evidenciou que houve aumento significativo do percentual de divórcios judiciais entre casais com filhos menores em cuja sentença consta a guarda compartilhada. Desde 2014 essa modalidade passou a ser priorizada mesmo quando não havia consenso entre os pais. 

Em 2014, a proporção de guarda compartilhada entre os cônjuges com filhos menores era de 7,5% dos divórcios judiciais concedidos. Em 2016, esse percentual subiu para 16,9%, chegou a 20,9% em 2017 e atingiu 24,4% em 2018.

Clipping Com disparada em dezembro, casamentos entre pessoas do mesmo sexo crescem 61,7% em 2018, diz IBGE, G!, 04/12/2019

Angela Roro celebra namoro de Camila Pitanga e Bete Coelho

segunda-feira, 18 de novembro de 2019 0 comentários

Camila Pitanga e Bete Coelho

Camila Pitanga confirmou, na segunda-feira (11/11), que estava namorando uma mulher. A eleita é a artesã Beatriz Coelho, e elas já estão juntas há um ano. O namoro, até então desconhecido pelo grande público, veio à tona depois que o jornal Extra publicou uma nota sobre o novo amor e a assessoria da atriz confirmou o envolvimento para o colunista Leo Dias.

Em abril, Camila esteve na Europa a trabalho e a namorada a acompanhou, com registros no Instagram. Alguns fãs começaram a especular algo mais entre elas. O último relacionamento público de Camila foi com o músico Rafael Rocha, com quem ficou por cinco meses.

Em 2017, a atriz terminou o namoro com o ator Igor Angelkorte. Os dois estavam juntos desde 2015, quando fizeram parte do elenco de Babilônia, novela das 21h da TV Globo.

A atriz também foi casada com o diretor de arte Claudio Amaral Peixoto por dez anos, com quem tem uma filha, Antônia. Atualmente, Camila está se preparando para as novas gravações da série Aruanas.

Clipping Saiba quem é Beatriz Coelho, a namorada de Camila Pitanga, Correio Braziliense, 12/11/19

Angela Roro exalta amor de Camila Pitanga

Primeira cantora lésbica a se assumir publicamente no Brasil,
Angela Ro Ro soube pelos noticiários da nova relação de Camila Pitanga com a artesã Beatriz Coelho, revelado esta semana. A cantora de 69 anos diz que viu a atriz praticamente nascer, que sempre foi muito amiga dos pais dela, Antonio Pitanga e Vera Manhães, e que ficou muito feliz em saber da vitória de amor da artista.
Camila Pitanga é uma mulher feita, maravilhosa, emancipada e muito inteligente, que se construiu sozinha, sem apelação. Ela é uma excelente atriz e vai saber lidar com esse novo amor e toda essa exposição melhor do que o Garrincha com a bola", diz Angela, que sentiu na pele o preconceito quando se assumiu publicamente sua sexualidade no fim da década de 1970.
Numa época em que não existiam redes sociais, onde hoje é disseminado muito ódio e preconceito, Angela sofreu na pele e chegou a apanhar da polícia nas ruas por homofobia. Num desses momentos, perdeu a visão do olho esquerdo.
No meu tempo era pior. Mas o mundo hoje, infelizmente, não está mudado para a liberdade. Nós, pessoas de valor e humano, é que temos que um lutar por um mundo novo. As pessoas estão mais abertas, sim, mas a humanidade não presta, nunca prestou. São raras as pessoas que são boas. Mas vejo essa nova geração como da Camila com certa bravura, sem medo de amar. E isso é maravilhoso. Temos que celebrar a vitória do amor de uma atriz excelente como a Camila Pitanga".
Angela destaca a boa educação que Camila recebeu em casa, dos pais, que ensinaram a atriz a ser livre para amar.
Vera Manhães e Antonio Pitanga ensinaram Camila a ser uma pessoa livre, sincera e verdadeira. Se ela está tendo um amor agora por uma mulher, o que eu desejo é que ela tenha toda a felicidade que esse mundo tem, toda a compreensão que esse mundo não tem, mas todo esse amor que ela tem, por parte da crianção e dessa mulher maravilhosa que foi a mãe dela. Torço por ela de qualquer forma, se ela estivesse escolhido a solidão, ou ter um homem, ou se ela quiser se casar com qualquer pessoa, expor isso ou não. Ela é livre para amar, e sem medo de amar. Eu sou livre para amar. Essa é a única arma que nós temos: o amor".
Camila Pitanga e Bete Coelho
 Clipping Temos que celebrar a vitória do amor de Camila Pitanga, diz Angela Roro, 16/11.2019 

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