Apesar da fama de liberal, Hollywood ainda tem problemas com atrizes e atores homossexuais assumidos

quinta-feira, 8 de outubro de 2015 0 comentários

Luke Evans (Drácula: A História Desconhecida) e namorado

A inconveniência de sair do armário em Hollywood

Ver também As Divas Lesbianas de Hollywood

Los Angeles - Apesar de sua personalidade liberal, Hollywood continua sendo uma indústria na qual sair do armário não é algo isento de riscos, pelo menos para a comunidade de atores que ainda hoje teme que sua vida privada condicione, em alguma medida, o futuro de sua carreira.

Recentemente, Matt Damon comentou em entrevista para o jornal britânico "The Guardian" o quão inconveniente que era para os atores falar em público sobre as preferências sexuais de cada um.

Para o protagonista da saga "Bourne", quanto menos o espectador souber, melhor.
Seja heterossexual ou gay, as pessoas não deveriam saber nada de sua sexualidade porque esse é um dos mistérios que deveria poder interpretar", disse Damon, que em 2013 interpretou um homossexual, parceiro de Michael Douglas, no telefilme de HBO "Behind the Candelabra".
Damon foi muito criticado por suas palavras, que foram interpretadas como retrógradas, e ele as justificou em termos de eficácia profissional.
Alguém disse que eu falei que os atores homossexuais deveriam voltar ao armário. É doloroso que se afirmem coisas nas quais você não acredita", explicou Damon posteriormente no programa de Ellen Degeneres, famosa apresentadora lésbica.
Independentemente da intenção de seus comentários, estes constataram uma realidade existente em uma indústria que, desde sua criação, se mostrou incomodada com a homossexualidade de suas estrelas.

Durante décadas os estúdios velaram para evitar que fossem reveladas as inclinações sexuais de galãs e divas, temerosos de que um deslize pessoal jogasse no lixo a imagem de sedutores do sexo oposto que servia para vender filmes.

Muitas páginas foram escritas sobre a homossexualidade de Rock Hudson, Montgomery Clift e Anthony Perkins, e a bissexualidade de Cary Grant e Katharine Hepburn, que brilharam em uma época na qual a sodomia era penalizada pela lei nos Estados Unidos, e mostrar atração por pessoas do mesmo sexo era considerado uma doença mental.

Embora o movimento de direitos civis da comunidade homossexual tenha dado passos de gigante recentemente nos EUA - em junho a Corte Suprema decidiu a favor do casamento gay -, a rejeição é ainda notável em grande parte do país.

Em Hollywood, muitos decidiram sair do armário em público nos últimos anos para contribuir à aceitação social.

Jodie Foster, Zachary Quinto, Neil Patrick Harris, Jim Parsons, Wentworth Miller, Matt Bomer, Ellen Page, T.R. Knight e Luke Evans são alguns dos que falaram abertamente sobre sua homossexualidade.

Antes deles, saíram do armário Ian McKellen e George Takei, entre outros, assim como Richard Chamberlain, que fez sua revelação nas memórias que publicou em 2003.

Sete anos depois, perguntado pelo jornal "The Advocate" sobre sua decisão, Chamberlain assegurou que "não recomendaria" a um homem com aspirações de papéis protagonistas em Hollywood que saísse do armário.
Existe ainda uma tremenda quantidade de homofobia em nossa cultura", afirmou Chamberlain.
Nessa mesma linha se expressou o ator Rupert Everett, que ao contrário de Chamberlain, revelou sua homossexualidade quando sua carreira estava decolando, na década de 1990, e viu as ofertas para fazer papéis principais desaparecerem.
Foi um assunto enorme durante toda minha carreira", lamentou Everett em entrevista em 2014 ao jornal "The Daily Telegraph", na qual admitiu que, "até certo ponto", havia sabotado sua própria carreira.
É difícil argumentar que (Everett) não tenha sido prejudicado por sair do armário", opinou Matt Damon.
Um sinal de que os tempos estão mudando também em Hollywood é a carreira de Luke Evans.

O ator galês acumula papéis de ação próprios dos "machos alfas", em filmes como "O Hobbit" e "Drácula: A História Desconhecida", e em breve será visto combatendo criminosos de guerra em "SAS: Red Notice".

Fonte: Exame, 04/10/2015

Casamento LGBT movimenta economia dos EUA

quarta-feira, 7 de outubro de 2015 0 comentários

Casamento gay deve movimentar US$ 2,6 bi na economia dos EUA

São Paulo - Casar não é barato: que o diga o exército de fotógrafos, cozinheiros, músicos e outros profissionais envolvidos na cerimônia.

Agora que a Suprema Corte dos Estados Unidos expandiu a igualdade no casamento para os 13 estados que ainda não a permitiam, milhares de casais gays devem se unir aos olhos da lei - e, de quebra, injetar dinheiro na economia americana.

Um estudo do Williams Institute, da Escola de Direito da Universidade da Califórnia em Los Angeles, estimou o tamanho do impacto do casamento gay.

No país inteiro, ele deve disparar US$ 2,6 bilhões em gastos que devem gerar US$ 185 milhões em receita para cidades e estados e a criação de 13 mil empregos.

A maior parte deste impacto, no entanto, foi sendo disparada na medida em que os estados legalizavam o casamento gay individualmente.

Um estudo de 2009 sobre Massachusetts, primeiro estado americano a legalizar o casamento gay, concluiu que isso teve um impacto positivo de US$ 111 milhões na economia do estado ao longo dos 4 anos e meio anteriores.

A parcela de impacto dos 13 estados que vão liberar o casamento só a partir de agora é de US$ 550 milhões destes US$ 2,6 bi.

Só no Texas, o estudo estima que 23.200 casais do mesmo sexo escolham se casar nos primeiros 3 anos de legalização. No primeiro ano, isso significa um impulso de US$ 116 milhões na economia.

Veja um mapa interativo com os números de cada estado.

Fonte: Exame, por João Pedro Caleiro, 27/06/2015

Papa abre Sínodo reafirmando oposição católica ao casamento LGBT

terça-feira, 6 de outubro de 2015 0 comentários


Papa abre Sínodo pedindo por Igreja acolhedora, mas nega casamento gay


VATICANO (Reuters) - O papa Francisco reafirmou neste domingo a oposição católica ao casamento gay na abertura de um encontro de três semanas de bispos de todo o mundo, mas disse que a Igreja precisa demonstrar amor e compreensão para todos.

Francisco presidiu uma missa solene na Basílica de São Pedro para abertura do evento, conhecido como sínodo, com o tema da família no mundo moderno.

A preparação para o sínodo, no entanto, na qual participaram cerca de 300 bispos e outros delegados, foi dominada por temas gays.

Na véspera do encontro, o Vaticano dispensou um padre polonês de seu trabalho na Santa Sé após ele ter se assumido gay e pedido por mudanças nos ensinamentos católicos contra a atividade homossexual.

Católicos conservadores realizaram uma conferência em Roma logo antes do início do sínodo sobre como homossexuais podem viver pelas regras de castidade da Igreja enquanto os ativistas católicos gays realizaram outra conferência demandando total aceitação de ativistas gays na Igreja.

Francisco dedicou um terço da sua homilia ao tópico do amor entre homem e mulher e seu papel de procriação.
Esse é o sonho de Deus para sua amada criação: vê-la na união amorosa entre um homem e uma mulher, regozijando-se em sua jornada compartilhada, fecunda em sua doação mútua", disse ele.
Franciso também falou do "real significado do casal e da sexualidade humana nos planos de Deus", uma clara referência ao casamento heterossexual.

(Reportagem de Philip Pullella)

Fonte: UOL Notícias, 04/10/2015

Padre assume ser gay às vésperas do sínodo católico e Vaticano o dispensa das atividades religiosas

segunda-feira, 5 de outubro de 2015 0 comentários

O padre Krzysztof Charamsa e seu namorado Eduard Planas

Quem é Krzysztof Charamsa, o padre que se declarou gay às vésperas do sínodo católico
Papa Francisco abriu reunião neste domingo destacando centralidade de casamento católico

Ele queria provocar um alvoroço - e conseguiu. Krzysztof Charamsa virou o primeiro padre que trabalhava no Vaticano a se declarar abertamente gay.

E ele fez isso em um momento crítico: na véspera do Sínodo da Família, que o papa Francisco abriu neste domingo, e em que prelados de todos o mundo irão debater temas como o tratamento a divorciados e homossexuais.

Ao celebrar a missa de abertura do evento neste domingo, o papa Francisco pediu que a Igreja fosse mais aberta àqueles que não conseguem cumprir seus ensinamentos, mas destacou a centralidade do casamento heterossexual.

Ao sair do armário, Charamsa não tentou ser discreto: concedeu longa entrevista publicada neste sábado no Il Corriere della Sera, jornal de maior circulação na Itália, em que convida a Igreja a aceitar plenamente os fieis homossexuais.
Quero que a Igreja e minha comunidade saibam quem sou: um padre homossexual, feliz e orgulhoso de sua identidade. Estou disposta a pagar as consequências, mas é hora de a Igreja abrir seus olhos para os fieis homossexuais e entender que a solução oferecida, a abstinência total da vida amorosa, é desumana", disse.
Coração do Vaticano

Charamsa não é um padre qualquer. Passou 17 anos de seus 43 morando em Roma, onde desde 2003 é oficial da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada precisamente de defender a doutrina da Igreja.

Além disso, é secretário da Comissão Teológica Internacional do Vaticano e professor de Teologia da Universidade Pontifícia Gregoriana e da Universidade Pontifícia Regina Apostolorum em Roma.

Como punição por sua declaração, o Vaticano anunciou que ele não poderá continuar em seus cargos.

Debate sobre pressão

As palavras de Charamsa caíram como uma bomba na Igreja e foram classificadas de "irresponsáveis" pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, sobretudo por terem sido feita às vésperas do Sínodo Ordinário para a Família, que será celebrado até o dia 25 de outubro.
Apesar do respeito que merecem os feitos e circunstâncias pessoais e as reflexões sobre elas, a escolha de declarar algo tão clamoroso na véspera da abertura do Sínodo é muito grave e irresponsável", disse Lombardi em um comunicado.
O porta-voz afirmou que as declarações de Charamsa buscavam "submeter a assembleia sinodal a uma pressão midiática injustificada".

Charamsa não nega isso. Pelo contrário, disse que a revelação pública busca levar uma mensagem à Igreja. "Quero, com minha história, sacudir um pouco a consciência da Igreja", afirmou.
Gostaria de dizer ao Sínodo que o amor homossexual é um amor familiar, que necessita da família. Todas as pessoas, incluindo os gays, lésbicas e transexuais, têm no coração o desejo de amar e de ter relações familiares", acrescentou.
Fonte: G1, 04/10/2015 

Subsecretário-geral do conservador Partido Popular casou com companheiro em Vitória na Espanha

sexta-feira, 2 de outubro de 2015 0 comentários

Javier Maroto, do conservador Partido Popular, trocou votos com Josema Rodríguez

Presidente da Espanha e outros líderes conservadores participam de casamento gay

O subsecretário-geral do tradicional Partido Popular trocou votos com seu companheiro, depois de 19 anos

MADRID — Os principais líderes do conservador Partido Popular da Espanha, incluindo o presidente do país, Mariano Rajoy, compareceram ao casamento de seu subsecretário-geral com outro homem, dando aprovação tácita à lei de igualidade de direitos para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, à qual costumavam se opor.

Javier Maroto trocou votos, no dia 18/09, com Josema Rodríguez, no norte da cidade de Vitória. Além da presença do presidente, a cerimônica contou com a secretária-geral Maria Dolores Cospedal e outros membros do partido, de acordo com um comunicado oficial.
Na Espanha, o direito ao casamento é para todos, e hoje, todos nós compartilhamos essa mensagem", disse Maroto mais tarde."Os partidos evoluem. Agora, o meu partido e o governo se unem para respaldar esse direito", acrescentou ele.
Maroto e Rodríguez estão juntos há 19 anos. Além de ser um líder sênior do Partido Popular, Maroto é ex-prefeito de Vitória.

O parlamento espanhol legalizou o casamento gay em 2005, sob o governo socialista, o que irritou os conservadores em um país profundamente católico. O Partido Popular, na época, fez tentativas de desafiar a lei, mas o Tribunal Constitucional confirmou a sua legitimidade. Agora, uma década depois, fotos da cerimônia mostram Rajoy e outros líderes do partido sorrindo enquanto posavam com o casal.

Fonte: O Globo, 19/09/2015

Conselho Federal de Medicina (CFM) facilita reprodução assistida para casais de mulheres

quinta-feira, 1 de outubro de 2015 0 comentários


O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou as regras de reprodução assistida e facilitou a utilização da técnica para mulheres com mais de 50 anos e casais formados por mulheres. Pela nova regra, as pacientes com mais de 50 anos vão precisar ter autorização do médico responsável e deverão receber informações sobre os riscos da gestação. Antes, os profissionais não tinham essa autonomia e os casos precisavam ser avaliados pelos conselhos regionais de medicina para serem autorizados.

Também foram definidas regras que facilitam a gestação compartilhada entre casais formados por mulheres. Elas podem fazer a gestação compartilhada, quando uma mulher pode receber o embrião gerado a partir da fertilização do óvulo da parceira.

Sobre a doação de espermatozóides e de óvulos, o texto define que a primeira opção é permitida. No caso dos óvulos, eles só podem ser doados quando a doadora e a receptora têm problemas de reprodução.

Para Newton Busso, presidente da comissão nacional especializada em reprodução humana da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a medida vai evitar o comércio de óvulos. "A doação de espermatozoides depende de uma masturbação. Para colher os óvulos, é preciso dar anestesia e fazer um procedimento que pode causar riscos para as doadoras."

Continua proibida a escolha do sexo do bebê, mas os pais que têm incompatibilidades genéticas poderão fazer a seleção de embriões para evitar que a criança nasça com problemas de saúde.

Os planos de saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) não são obrigados a custear os procedimentos de reprodução assistida.

Com informações de o Estado de São Paulo, CFM facilita reprodução assistida para mulheres com mais de 50 anos, por Paula Félix, 22/09/2015

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