Parada LGBT de Recife exalta as diferentes formas de família

terça-feira, 22 de setembro de 2015 0 comentários


Parada ocupa orla no Recife para defender modelos diversos de família
Percurso vai do Parque Dona Lindu à Padaria Boa Viagem. Interdições foram feitas no trânsito do entorno do trajeto.

O amor de todas as formas foi saudado na 14ª Parada da Diversidade, que tomou conta da Avenida Boa Viagem, orla da Zona Sul do Recife, na manhã do domingo (20). Lutando pelo direito à família, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais se uniram a integrantes dos movimentos negros e de mulheres. Os trios começaram a sair às 12h45.

O percurso tem cerca de quatro quilometros e vai do Parque Dona Lindu à Padaria Boa Viagem. Já na concentração dava para perceber o empenho dos participantes na produção das fantasias.

O DJ Paulo Vítor e os amigos trouxeram o rosa pras fantasias de super herói. 
A ideia é quebrar o tabu mesmo. Quando você fala em super heroi, pensa logo em força", afirma. A dragqueen Bianca Venenosa afirma que hoje é dia de brincar e, ao mesmo tempo, falar sério. "Precisamos lutar contra a homofobia, porque não é fácil", disse.
A Parada traz, nesse ano, o tema '#VoceNaoEstaSo! Em nossa família, liberdade é direito', levantando a bandeira das diversas possibilidades de formação de uma família. O evento tem cobertura da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Guarda Municipal. Ambulâncias acompanham o trajeto. Desde as 8h, as ruas transversais à Avenida Boa Viagem foram interditadas, sendo liberadas à medida em que os trios passaram pelo local.

Indo além da luta LGBT, a 14° Parada da Diversidade teve a representação também do movimento afro com a apresentação do Afoxé Omi Sabá do Cordeiro. Depois do afoxé, as divas do movimento LGBT se apresentaram no palco. O gestor da política LGBT do Recife, Wellington Pastor, aponta que a presença das drags é essencial.
A cultura LGBT é riquíssima, mas ainda não é muito valorizada. A gente trabalha para uma mudança na cultura, para que haja respeito independente de ter leis", explica Pastor. A banda Santa Clara tocou clássicos do Axé - foi a última atração antes da saída da parada.
A química industrial Lygia Catanhede fez questão de vestir a bandeira do movimento com as cores do arco-íris. 
Hoje é um marco. Podemos manifestar quem somos. Apesar de toda modernidade, a gente [lésbicas] ainda é muito criticada. Sou uma profissional de mão cheia e sou o que sou", afirma.
Ítalo Daher, Valerius Blanck e Douglas Viana não perdem uma edição do evento. 
Eu gosto de tudo, os shows antes, as apresentações, poder desfilar e me divertir", afirma Ítalo.
Juntos há nove meses, Alan José e Lilyan Evelyn vieram defender a bandeira da igualdade. 
Não é porque a sociedade pensa que somos diferentes, que não temos direito à igualdade", defende Lilyan.

Veja a galeria de fotos da Parada da Diversidade no Recife.

Fonte: G1 Recife, por Katherine Coutinho, 20/09/2015

Edição arco-íris Doritos em apoio à causa LGBT

segunda-feira, 21 de setembro de 2015 0 comentários


Doritos lança salgadinho da cor do arco-íris em apoio à causa LGBT
O Doritos anunciou na quinta-feira (17) o lançamento da edição limitada chamada Doritos Rainbows, salgadinhos que virão com as cores do arco-íris. A proposta é levantar a bandeira do orgulho gay.

Essa é a primeira vez que a marca apoia a igualdade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e contou com a ajuda do projeto It Gets Better, que tem como missão inspirar e dar suporte aos jovens gays em todo o mundo, mostrando ações positivas.

Com o slogan "Não há nada mais corajoso do que ser você mesmo", o novo produto também é o primeiro a reunir vários sabores em apenas um saco. Terão salgadinhos das cores verde, azul, roxo, amarelo, vermelho e laranja -- inspiradas na bandeira do orgulho LGBT.

"Não há nada mais corajoso do que ser você mesma/o"

No entanto, o Doritos colorido não chegará às lojas e supermercados. Os snacks só serão vendidos para quem doar US$ 10 ou mais para o site do oficial do projeto.

Ao ABC News, o diretor de marketing da marca, Ram Krishnan, disse que a campanha tem como objetivo levar "um produto com uma experiência totalmente nova para os consumidores e mostrar o compromisso da marca com direitos iguais para a comunidade LGBT e celebrar a humanidade sem exceção."


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Fonte: Brasil Post, por Luiza Belloni, 17/09/2015

Freeheld: a luta de uma mulher em estado terminal para deixar sua pensão para a companheira

sexta-feira, 18 de setembro de 2015 0 comentários

Festival de Toronto 2015: Freeheld, com Julianne Moore, vai além do drama pessoal de uma paciente terminal

Tudo vai bem, obrigado, até que a personagem de Julianne Moore descobre que tem uma doença terminal. Você pode até pensar que já viu esse filme. Mas, não, não viu.

Sim, o argumento, serve para explicar as agruras por que passa a personagem-título de Para Sempre Alice, uma renomada professora de linguística, que é diagnosticada precocemente com Alzheimer – papel que rendeu à atriz o Oscar desse ano. Mas a premissa vale também para Freeheld (lançamento em outubro), novo filme protagonizado por Moore, exibido pela primeira vez no Toronto International Film 2015 (TIFF).

As semelhanças, no entanto, param por aí. Na produção, dirigida pelo pouco conhecido Peter Sollett (Uma Noite de Amor e Música), ela incorpora a policial Laurel Hester, lésbica, reservada quanto à sua vida privada, dado o caráter machista do ambiente de trabalho. O que não quer dizer que seja enrustida. E, um belo dia, numa escapadela para uma partida de vôlei – um pretexto para encontrar gente nova –, ela conhece Stacie Andree (Ellen Page).

O namoro engata e tudo que elas querem é ter para quem dar boa noite na hora de dormir, uma casa com quintal, um cachorro – grande, de preferência. Nada muito diferente do que, anonimamente, anseia dois terços da população mundial. E conseguem. Tudo vai bem, obrigado, até que Laurel descobre que tem um câncer de pulmão em estágio avançado.

Mesmo nos momentos mais difíceis do tratamento, é possível notar uma personagem completamente diferente da doente que Julianne Moore interpretou em Still Alice. E, mesmo com a fatalidade, o filme é bem-sucedido em mostrar a atuação profissional da policial, em campo. Sim, ela é lésbica, está doente, mas tem uma carreira, com investigações em curso, de modo que Freeheld foge do “monotema”. 

Tudo o que ela passa a querer é que o benefício da pensão – após servir a corporação de Nova Jersey por 23 anos – seja estendido para a companheira depois que a policial morrer. Elas acabam de assumir uma dívida com a compra da casa e esse seria o jeito de Stacie ter condições de arcar com os custos. Nada mais justo, não?

Não é o que pensam os cinco (quatro, pelo menos) conselheiros (oufreehelders) responsáveis pela decisão. Com argumentos que vão desde o burocrático (nunca antes na história dessa corporação) até o financeiro (mais gasto para a instituição), eles negam sucessivamente o apelo da veterana. Não é preciso ter assistido ao filme para saber que a questão é de outra ordem. Afinal, estamos falando de um casal homossexual.

O filme vai no cerne da polêmica para, pouco a pouco, desmascarar os argumentos – em geral religiosos e/ou hipócritas – dos freehelders. Facilita o fato de ter um conselheiro, ainda que sua atuação seja, em princípio, tímida, do lado das pleiteantes. Papel que cabe a Josh Charles.

Laurel Hester e Stacie Andree na vida real

Essa história, de fato, aconteceu. E recentemente, em 2002 – embora o cabelo de Julianne Moore, à la Farrah Fawcett dos anos 1970, diga o contrário (é fiel, contudo, à realidade da personagem). 

A doença e, sobretudo o aspecto físico da decrepitude diretamente relacionada, no entanto, não é explorada como costumamos ver nas cinebiografias de Hollywood – tão amadas pelos membros da Academia. Depois que Laurel adoece, o tempo em que Julianne Moore aparece em tela é até pouco, se comparada com outros filmes do gênero – inclusive com Para Sempre Alice.

Isso porque Freeheld não é sobre Laurel, mas sobre luta dos direitos civis dos homossexuais; não é um panfleto a favor do casamento gay; é uma convocação no sentido de brigar pelo status de igualdade. Claro, a não ser que você não tenha um coração, é inevitável não se emocionar com o drama pessoal, que serve de pano de fundo para o contexto maior (e não o contrário).

Uma das atrizes mais prolífica em atuação hoje em dia, é lugar comum elogiar a performance de Moore – que está ótima, aliás (ela adota um gestual masculino sutilmente contido). O mesmo vale para Ellen Page, comovente que só como a companheira que vê sua amada partir aos poucos. E não será surpresa se as duas forem indicadas ao próximo Oscar – a segunda vez seguida de Moore (que ainda pode ter a companhia de Eddie Redmayne).

Mas não seria justo deixar de destacar, também, os meninos. Além de Josh Charles, o conselheiro “do bem” e, portanto, gostável desde a concepção, o filme traz Steve Carell como um ativista gay judeu simplesmente hilário (na sessão para a imprensa, que o AdoroCinema acompanhou, os jornalistas riram praticamente em todas as vezes que o personagem apareceu – a gente se inclui aí). 

O personagem é inserido na trama não necessariamente como um aliado de Laurel e Stacie. A causa de Steven (“Steven, com ‘n’ no final para ficar bem gay”, como ele mesmo se apresenta) Goldstein é o casamento de pessoas do mesmo sexo, antes de qualquer drama. Ele chega a dizer para o casal que esse era o caso com o qual ele “sonhava”, para levantar sua bandeira.

E, least but not last, como se diz por aqui: Michael Shannon. EmFreeheld, o “general Zod” assume o papel de Dane Wells, o companheiro (dessa vez, de trabalho) de Laurel. Shannon simplesmente acha o tom certo para o personagem: desconfiado, mas emotivo. Uma pena que o ator seja tão pouco lembrado nas temporadas de premiações. Em 2014, ele esteve presente no TIFF com 99 Homes, ao lado de Andrew Garfield, no qual interpreta brilhantemente um agente imobiliário imoral – e que estreia no fim desse mês nos EUA (sem previsão no Brasil ainda). 

De volta a 2002, quando Julia Roberts entregou o Oscar para Denzel Washington, a atriz disse que não era justo o mundo onde ela tinha uma estatueta e ele não (de melhor ator). Pois Russel Crowe tem a sua e Michael Shannon ainda não. Freeheld e 99 Homes são duas chances de a Academia tornar o mundo um pouco mais justo a partir do próximo ano.



 Fonte: Adoro Cinema, por Renato Hermsdorff, 15/09/2015

Discriminação contra casal de mulheres em programa de reprodução assistida

quinta-feira, 17 de setembro de 2015 0 comentários


Lésbicas espanholas denunciam exclusão de programa de reprodução assistida

Um casal de lésbicas processou as autoridades sanitárias espanholas após serem excluídas do tratamento de reprodução assistida do qual participavam devido a uma ordem ministerial que impede que mulheres sem parceiro do sexo masculino tenham acesso ao programa.
Demos entrada num processo contra o ministério da Saúde, a secretaria municipal (de Madri) de Saúde e o hospital fundação Jiménez Díaz", disse à AFP nesta terça-feira uma porta-voz da organização Women's Link Worldwide, que assessorou o casal neste caso.
As recorrentes consideram que sua exclusão do programa de inseminação artificial violou seus direitos à igualdade e à não discriminação, assim como a proteção de sua saúde reprodutiva.

O casal iniciou em abril de 2014 o tratamento, e em novembro foi informado pelo hospital madrilenho Jiménez Díaz que estava fora do programa - apresentando em seguida uma queixa contra o centro hospitalar.

O diretor do hospital respondeu que uma nova ordem do ministério da Saúde, publicada em outubro, "afeta, entre outros, os tratamentos de reprodução assistida a mulheres que não têm um parceiro", segundo comunicado lançado pela Women's Link Worldwide.

A ordem ministerial autoriza, entre outros casos, os tratamentos de fertilidade às mulheres que não puderam engravidar "após um mínimo de 12 meses de relações sexuais com coito vaginal sem uso de métodos contraceptivos", o que supõe contar com um parceiro do sexo masculino.

Diante desta situação, o casal decidiu tomar as medidas legais - concretizadas em audiência realizada na última segunda-feira, na qual "o ministério, a secretaria municipal e o hospital ficaram jogando a culpa um no outro", segundo a porta-voz da Women's Link Worldwide.

Depois de chegar ao tribunal, o casal recebeu uma notificação em maio de que o hospital está fazendo uma reavaliação dos casos e pode retomar o tratamento - embora as duas mulheres tenham decidido seguir com o processo na justiça.

O casal seguiu com a denúncia "não apenas para que elas possam ser mães, mas também para que nenhuma outra mulher que opte pela maternidade seja discriminada pelo sistema público de saúde", afirmou Carmen Miguel, advogada das demandantes, citada em comunicado.

Fonte: Yahoo Notícias via AFP, 15/09/2015

Elton John alega ter falado com o presidente russo Vladimir Putin sobre direitos LGBT

quarta-feira, 16 de setembro de 2015 0 comentários

Agradeço ao presidente Vladimir Putin por concordar em falar por telefone comigo hoje

Elton John revela que Putin ligou para falar sobre os gays na Rússia

Elton John revelou que conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a situação dos homossexuais na Rússia. “Agradeço ao presidente Vladimir Putin por concordar em falar por telefone comigo hoje”, escreveu o artista em sua conta de Instagram. 
Tenho muita vontade de me reunir com o senhor para debater sobre a igualdade para o coletivo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) na Rússia”, acrescentou. No entanto, horas depois, o Kremlin negou esse contato.
O cantor sabe o poder da mídia e faz uso dele. Por isso, esta semana, durante sua estadia na Ucrânia expressou seu desejo de falar com o líder russo para discutir o que qualifica como a atitude “ridícula” do presidente em relação aos direitos da comunidade LGBT. Segundo denúncias de um relatório da organização internacional Human Rights Watch (HRW), depois da entrada em vigor em 2013 de uma lei que proíbe a propaganda gay, houve um aumento dos ataques homofóbicos na Rússia.
Gostaria de conversar com Putin, mesmo que ele possa rir pelas minhas costas... e diga que sou um idiota completo”, confessou a estrela pop à BBC. 
Além disso, acusou o presidente russo de falar “coisas estúpidas” referindo-se a uma declaração feita antes do Jogos Olímpicos de Inverno de Sochhi em 2015, na qual advertiu os gays que viajassem ao país para “deixar as crianças em paz”. O artista não revelou os termos da conversa.

O que Elton John fez também foi se reconciliar com a Ucrânia, embora nem por isso o cantor britânico tenha deixado de denunciar e criticar a pouca tolerância que o país demonstra em relação aos homossexuais. O primeiro choque do cantor com a Ucrânia foi em setembro de 2009, quando as barreiras burocráticas tornaram impossível a adoção de Lev, um menino que perdeu os pais por causa da AIDS. Agora, a situação é diferente. O artista foi um dos convidados de honra em um fórum internacional realizado em Kiev. Lá, usou seu discurso para apoiar os ucranianos contra a agressão externa, mas também para pedir maior tolerância com a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).
Ser tolerante não só é correto do ponto de vista ético, mas seria uma característica que deveria forjar a nova Ucrânia. A justiça básica é um investimento em capital humano e o capital humano é o motor do empreendimento”, disse o cantor. 
E acrescentou que a Ucrânia deve encontrar uma maneira de unir-se ao mundo da tolerância e fez um apelo aos políticos e empresários para que defendam os direitos humanos. 
Com tristeza digo que nesta cidade neste verão foi organizada uma parada pelo orgulho gay em um lugar secreto, para tentar impedir que baderneiros a atacassem e cometessem atos de violência contra os participantes”, disse John.
A diretora do portal informativo ucraniano Delo.UA, Katerina Venzhik, admitiu que as palavras do cantor fizeram com que sentisse vergonha de seus compatriotas. 
Em certos momentos do discurso desejei que a terra me engolisse, de vergonha por nossos compatriotas”, disse Venzhik.
Além de passar pelo fórum, o músico britânico foi recebido pelo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que enfatizou o caráter simbólico de sua visita a Kiev. O presidente disse que a presença de Elton John vai ajudar a unir os esforços da comunidade internacional, dos intelectuais e dos artistas, para combater a propaganda do Kremlin contra a Ucrânia e o Ocidente.
Quero que a Ucrânia se transforme em um país europeu moderno e farei todo o possível para isso”, disse John ao Presidente. Segundo o artista, o conflito nas regiões orientais da Ucrânia ultrapassou todos os marcos civilizados, mas “a Ucrânia deve ser forte, unida e tolerante, o que permitirá superar a agressão externa e transformar em realidade as aspirações europeias de seu povo”.

Fonte: El País, 16/09/2015 

Homem solteiro e gay obteve direito de adotar criança

terça-feira, 15 de setembro de 2015 0 comentários


Solteiro e homossexual pode adotar criança com menos de cinco anos de idade


Um homem solteiro e homossexual obteve da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça o direito de se candidatar à adoção de uma criança com idade entre três e cinco anos. A decisão foi proferida em um recurso proposto pelo Ministério Público do Paraná para questionar a decisão do Tribunal de Justiça local que havia permitido a habilitação do pretendente. 

No recurso, o MP afirmou que a adoção só deveria ser admitida a partir dos 12 anos — idade em que o menor seria capaz de decidir se quer ser adotado por um homossexual. No entanto, o relator do caso, ministro Villas Bôas Cueva, afirmou que o artigo 50 do Estatuto da Criança e do Adolescente não proíbe a adoção de crianças por solteiros ou casais homoafetivos nem impõe qualquer restrição etária ao adotando nessas hipóteses.

O ministro ressaltou que a Justiça paranaense reconheceu, com base na documentação do processo, que o interessado em adotar preenche todos os requisitos para figurar no registro de candidatos à adoção. Ele também destacou que a sociedade vem alterando sua compreensão do conceito de família e reconhecendo a união entre pessoas do mesmo sexo como unidade familiar digna de proteção do Estado.

“Nesse contexto de pluralismo familiar, e pautado nos princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana, não se vislumbra a possibilidade de haver nenhuma distinção de direitos ou exigências legais entre as parcelas da população brasileira homoafetiva (ou demais minorias) e heteroafetiva”, escreveu.

Segundo o ministro, o bom desempenho e o bem-estar da criança estão ligados ao aspecto afetivo e ao vínculo existente na unidade familiar, e não à orientação sexual do adotante. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ. 

Clique aqui para ler a decisão.

Fonte: Conjur, 10/09/2015

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