Banda Foo Fighters decidiu "trollar" manifestação homofóbica da igreja Westboro Baptist em Kansas City (EUA)

terça-feira, 25 de agosto de 2015 0 comentários


Foo Fighters "trollam" manifestação homofóbica de igreja conservadora dos EUA
Banda surgiu em carro aberto durante protesto tocando clássico de Rick Astley

Os caras do Foo Fighters mais uma vez surpreenderam por seu bom humor neste fim de semana.

A banda roubou os holofotes de forma inusitada durante mais um dos protestos da igreja Westboro Baptist, conhecida por fazer piquetes com cartazes escritos "Deus odeia viados", entre outras ofensas, em velórios de soldados americanos e shows de artistas que são a favor dos movimentos LGBTs.

Os membros da congregação conservadora se manifestavam próximos de onde o quinteto iria se apresentar em Kansas City, no estado americano do Missouri, quando foram surpreendidos pelos integrantes em um carro aberto tocando o clássico dos anos 80 "Never Gonna Give You Up (ver letra abaixo)", de Rick Astley.

Essa música voltou a ser sucesso há alguns anos por ser usada em trollagens da internet, como em links de notícias falsas que direcionavam para o clipe. Para completar a provocação, um membro da equipe da banda dançava rebolando com uma sunga multicolorida para os manifestantes.

Veja o momento no vídeo abaixo:

Estudante chinesa processa Ministério da Educação por livros didáticos que descrevem a homossexualidade como um "transtorno"

segunda-feira, 24 de agosto de 2015 0 comentários

Chen Qiuyan processa governo por discriminação

Estudante chinesa processa governo por livros didáticos que classificam homossexualidade como 'transtorno'
Iniciativa partiu de Chen Qiuyan; segundo ela, material sugere que gays podem ser 'curados' com terapia de eletrochoque.

Uma estudante da China está processando o Ministério da Educação do país por livros didáticos que descrevem a homossexualidade como um "transtorno".

A iniciativa partiu de Chen Qiuyan, que afirma tê-los descoberto na biblioteca de sua universidade. Segundo ela, os livros sugerem que os gays podem ser "curados" com terapia de eletrochoque, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Um tribunal de Pequim acolheu a denúncia e pediu que o material seja recolhido.
Os homossexuais já estão sob grande pressão", disse Chen, que entrou com ação usando um pseudônimo, mas desde então vem usando o nome verdadeiro para falar com a imprensa internacional.
O estigma adicional difundido por esses livros causam danos aos direitos dos homossexuais. O ministério deveria monitorar e supervisionar esse conteúdo", acrescentou ela.
Chen, que estuda em uma universidade pública na província de Guangdong, no sul do país, afirmou que vinha consultando alguns livros após sentir-se confusa sobre a sua própria orientação sexual.
Depois de lê-lo, eu fiquei aterrorizada. Fiquei com mais medo de admitir que sou gay", disse ela em entrevista ao jornal americano The New York Times.
A China parou de classificar a homossexualidade como uma doença mental em 2001, mas dezenas de livros publicados desde então ainda a descrevem como um "transtorno", informou a Xinhua, citando uma pesquisa conduzida por uma ONG local.

No ano passado, um tribunal de Pequim emitiu uma decisão história contra uma clínica que oferecia "terapia de conversão gay", o primeiro caso do tipo no país.

Fonte: G1, 23/08/2015

The Veronicas fazem pedido aos líderes políticos da Austrália pela aprovação do casamento LGBT

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 0 comentários

As irmãs Lisa e Jessica Origliasso da The Veronicas

Dupla The Veronicas faz campanha pelo casamento gay

As irmãs Lisa e Jessica Origliasso, da The Veronicas, fizeram um pedido aos líderes políticos da Austrália. Publicaram um vídeo lendo uma carta aberta que escreveram ao primeiro-ministro do país, Tony Abbott, pedindo direitos iguais para casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Senhor Abbott”, diz Lisa, “você perdeu a chance de tornar-se um líder revolucionário neste quesito e está na hora de se alinhar com os vários governos que pavimentaram o caminho e não seguir adiante com governos que persistem em restringir a igualdade de direitos humanos e o progresso social para seu povo e país”.
Leis de discriminação e preconceito fundadas na base do tradicionalismo não merecem espaço na história”, continuou.

An open letter to Prime Minister Abbott
An open letter to Prime Minister Tony Abbott.
Posted by The Veronicas on Domingo, 9 de agosto de 2015
A dupla fez um discurso em um evento sobre a igualdade no casamento na sua cidade natal, Brisbane, durante o fim de semana, e apoia o movimento LGBT há muito tempo.

As gêmeas explicaram que haviam acabado de voltar dos Estados Unidos, onde a Corte Suprema determinou, em junho, a legalização do casamento gay nos seus 50 estados (em maio, a Irlanda também legalizou o casamento homoafetivo). “O exemplo dado pelo governo é poderoso e influente e é por isso que estamos aqui hoje”, disseram.

Nesta terça-feira (11/08), uma proposta de lei deve ser encaminhada do comitê de seleção do parlamento australiano, que determinará se o projeto pode ser apresentado ao parlamento na próxima segunda-feira (17/08).
Nós acreditamos na celebração de uma Austrália diversificada. Nós também acreditamos que, como humanos, estamos todos conectados e que nossas semelhanças superam nossas diferenças. Todos nós sentimos amor. Todos nós sentimos medo. Todos nós sangramos da mesma maneira”, adicionou Jessica. “O quadro jurídicio e institucional que governa a Austrália deve tratar todas as pessoas igualmente e não nos calaremos até alcançarmos total igualdade para todos”.
Primeiro-ministro, por que atrasar mais uma chance de termos uma Austrália de mais compaixão, harmonia e igualdade?”, concluiu Lisa.
You Ruin Me (ver abaixo), o principal single do terceiro e homônimo disco de The Veronicas, lançado em janeiro deste ano, chegou ao Top 10 das paradas britânicas e o maior hit da dupla nos Estados Unidos foi Untouched, que chegou até a 21ª posição do Hot 100 em 2009.

O casamento gay foi aprovado no Brasil em 2013.



Fonte:
Billboard Brasil, 11/08/2015

Em São Gonçalo (RJ), 2 mil pessoas fazem passeata contra família LGBT

quarta-feira, 12 de agosto de 2015 0 comentários

No ato, pacífico, manifestantes e organizadores evitaram menção direta a projeto que tramita no Congresso Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia

Passeata contra família homossexual reúne 2 mil pessoas em São Gonçalo
Nenhum dos entrevistados pelo DIA, nem faixas e cartazes exibidos, fazia menção direta à campanha em defesa do projeto contra a família gay, que tramita no Congresso Nacional

Rio - Cerca de duas mil pessoas lotaram a Avenida Nilo Peçanha, no Centro de São Gonçalo, na tarde de ontem, para participar da ‘Primeira Caminhada pela Família’, organizada por lideranças católicas e evangélicas em favor da família tradicional, formada por homem, mulher e filhos. A concentração aconteceu em frente ao Sesi-SG e teve encerramento na Igreja Matriz.

Crianças, jovens, casais e muitos idosos estiveram no ato pacífico, que teve música ao vivo, cartazes e o apoio de vereadores do município. “Estamos aqui hoje para defender a família, aquele modelo que Deus criou e fez questão de mostrar pra gente. É importante lembrar que não estamos agredindo ninguém”, argumentou o supervisor João Peclat, de 47 anos, ao lado da esposa, a propagandista Nadja Peclat, 43, e a filha Maria Eduarda, 10.

Nenhum dos entrevistados pelo DIA, nem as faixas e cartazes exibidos, fazia menção direta à campanha em defesa do projeto contra a família gay, que tramita no Congresso Nacional. “Um pouco de esforço para defender Deus e os princípios sempre vale a pena”, resumia a aposentada Zélia dos Santos, 68.

Já a professora Rosana Temperini, 38, criticou a forma como a formação da família é apresentada pelos programas de TV. “As crianças precisam participar dessa marcha para entender desde cedo o real sentido da família. O que é mostrado na televisão, muitas vezes, vai de encontro com esse pensamento”, argumenta Rosana, que estava com o marido e os filhos, João Gabriel, de 2 anos, e João Paulo, de 9.

Em entrevista recente ao jornal ‘Folha da Cidade’, um dos idealizadores da caminhada, o padre André Luis Siqueira, da Paróquia São Gonçalo de Amarante, disse que a família está vivendo uma sucessão de ofensas. A ideia da passeata era impedir que isso continuasse, mas sem fazer apologia à homofobia. “A Igreja não está contra as pessoas que são homossexuais. Estamos reafirmando e resguardando aquilo que acreditamos há mais de 2 mil anos”.

Fonte: O Dia, 08/08/2015

2ª Vara Federal Cível de São Paulo autoriza concessão de visto de permanência no país a estrangeiro em união homoafetiva

terça-feira, 11 de agosto de 2015 0 comentários


Estrangeiro em união homoafetiva obtém visto de permanência no país

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), com sede em São Paulo, confirmou, por unanimidade, decisão da 2ª Vara Federal Cível de São Paulo que autorizou a concessão de visto de permanência em território brasileiro a estrangeiro que mantinha, há mais de dois anos, relação homoafetiva com um brasileiro. (*)

Segundo informa a assessoria de comunicação do TRF-3, a sentença de 1º grau havia julgado procedente o pedido, nos termos do artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, e declarado a existência do direito de eles receberem o mesmo tratamento oferecido aos casais heterossexuais.

Porém, a União apelou da decisão alegando que o artigo 226, parágrafo 3º, da Constituição Federal, seria uma “barreira intransponível” para que a situação descrita nos autos se equipare ao instituto da família.

Além disso, argumentou que a Lei 6.815/80, que define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, não ampara a pretensão dos autores, pois não haveria na lei a possibilidade de concessão do visto pelo fato de estabelecerem uma convivência, sendo que o próprio estatuto do estrangeiro exige que tenha havido a celebração de casamento há mais de cinco anos.

A desembargadora federal Marli Ferreira, relatora do acórdão, lembrou que, em 2007, decidiu de forma inovadora que o companheiro de união homoafetiva tinha direito de receber a pensão do falecido, servidor do TRF-3.
Se o que importa é a certeza de que essa convivência é permanente, nada impede que assim seja reconhecido o direito, desse estrangeiro, que não tem união estável ou mesmo família, nos termos da Carta Maior, mas tem uma união reconhecida pela sociedade onde vive e trabalha, como provam os depoimentos testemunhais, a receber o visto de permanência”, declarou a desembargadora.
Segundo a relatora, ainda que o estatuto do estrangeiro não tenha previsão para o caso, a Resolução Normativa 77/2008 estabeleceu que a concessão de visto permanente, ou autorização de permanência, é deferido ao companheiro ou companheira, sem distinção de sexo.

Esse não é o primeiro caso, mas ainda é uma decisão rara.

A advogada Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Nacional da Diversidade Sexual da OAB, elogia a decisão. Ela diz que “a injustificável omissão do Poder Legislativo impõe que a Justiça seja criativa e acabe reconhecendo o direito a essa população”.

(*) Apelação/Reexame Necessário 0012564-20.2003.4.03.6100/SP

Fonte: FSP, por Frederico Vasconcelos, 03/08/2015

Bar para lésbicas em Beirute é o único do gênero no Líbano

segunda-feira, 10 de agosto de 2015 0 comentários

Rhea, Stephanie e Mariela (da esq. à dir.) em seu bar Rumors,
frequentado pelas lésbicas de Beirute. / NATALIA SANCHA

Um bar onde as mulheres não se escondem
Num bairro cristão de Beirute sobrevive o único estabelecimento para lésbicas do país

Repetidos constantemente durante mais de um ano e meio, os rumores se tornaram realidade. Três jovens libaneses, duas lésbicas e uma heterossexual, finalmente conseguiram abrir as portas do Rumors, muito mais do que um simples bar, e dar sequência a ele. Um duro golpe para aqueles que se empenharam em torpedear um projeto contrário à moral de uma sociedade por norma homofóbica. E um pequeno oásis de liberdade para um punhado de mulheres cada dia mais visíveis fora do mundo do lesbianismo árabe, que sobrevive tradicionalmente na privacidade doméstica.

É na Beirute de 2015, em pleno bairro cristão de Ashrafie, onde cerca de trinta degraus de cimento levam um pedaço do Líbano a esse recôndito subsolo. “Tantos assumem e tão poucos sabem”, diz uma das pichações rabiscadas nas paredes do Rumors como se desse título ao quadro inusual protagonizado por duas mulheres se beijando abraçadas contra uma coluna. Atrás delas, uma jovem de minissaia tenta flertar com outra, cujos sorrisos nervosos incentivam a primeira a convidá-la a tomar uma bebida. O alarido das conversas de uma centena de mulheres e, tudo deve ser dito, de uma dúzia de homens, é interrompido quando um inesperado e musculoso michê – vestido apenas com uma cueca preta e uma máscara branca – começa uma suntuosa dança para o deleite das presentes.

Mariela, de 28 anos, sua namorada Rhea, de 27, e a amiga Stephanie, de 25, dividem o trabalho de marketing, contabilidade e administração do bar. Nos dias úteis, as três exercem essas mesmas profissões em outras empresas. Stephanie foge do esquema dos que consideram o Rumors um bar de lésbicas administrado por lésbicas. Ela é heterossexual e apoia uma comunidade que conheceu por intermédio de Mariela, sua melhor amiga desde a infância. As três possuem formação, recursos e falam línguas estrangeiras, o que lhes permitiria emigrar para a Europa. Mas elas se recusam. “Eu nasci aqui, quero ficar no meu país e fazer algo por ele”, diz Mariela enquanto serve algumas bebidas. “Queríamos abrir um espaço onde as mulheres pudessem se sentir bem, sem se esconder, enquanto desfrutam de um estabelecimento com serviços de qualidade. Nunca pensamos que seria lucrativo, quase o vemos como algo social”, admite gesticulando por trás do balcão.

A maioria das clientes não saiu do armário. No Rumors elas encontram uma zona de conforto, de ilusão de normalidade, onde não são esquadrinhadas nem julgadas e onde podem se sentir em casa, mas em público, e onde podem recuperar a autoestima que a aceitação social confere. Numa sociedade machista, crescemos ouvindo ‘as mulheres não podem’. Pois a eles dizemos que sim, nós podemos!”, grita Mariela. “Até a comunidade gay no Líbano está fodida. O que podemos esperar se os próprios homossexuais homens são machistas”, lamenta-se tarde da noite.

A numerosa clientela do Rumors, o único bar libanês para lésbicas desde o fechamento do Ob La Di, deixa claro que as homossexuais libanesas precisavam de uma arena pública. E que essas três jovens empreendedoras acertaram na mosca para dominar um nicho do mercado local. Há quatro anos, quando começou a guerra síria, se foram os turistas que mantinham viva a grande rede de bares libaneses, agora dependente da clientela local. “Abrimos as portas em 18 de novembro. Às oito da noite, as cadeiras ainda cheiravam a tinta. Esperávamos 60 ou 70 pessoas, mas vieram quase 400”, conclui sorrindo Mariela, que se refere àquela noite como um inferno logístico do qual conseguiram sair mais do que bem.

Fonte: El Pais, por Natalia Sancha, 30/07/2015

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