Garotos suspensos em escola de Ribeirão Preto (SP) por se beijarem no banheiro

quarta-feira, 8 de abril de 2015 0 comentários

Ana e Isabelle são contra a decisão da direção da escola (Foto: Marcos Lavezo/G1)

Diretora suspende alunos após beijo gay em escola
Dois garotos, estudantes da escola Monsenhor Gonçalves, em Rio Preto, foram suspensos por terem sido pegos se beijando dentro do banheiro. Além da suspensão, os dois corriam o risco de serem expulsos da escola. A família de um deles não quis esperar e já transferiu o aluno. O outro ainda tenta continuar matriculado na instituição e será submetido a avaliação de um conselho para saber se continua ou não na escola.

Um dos garotos, estudante do terceiro colegial, disse que havia acabado de pedir o outro, que é um ano mais novo, em namoro. Como o pedido foi aceito, o casal decidiu comemorar com um beijo, mas foram vistos por um outro aluno que denunciou o fato à diretoria.

Imediatamente, um diretor se dirigiu ao banheiro onde estava o casal e os surpreendeu, levando-os à sala da direção. Lá, os meninos foram informados que estavam suspensos de todas as atividades do colégio por cinco dias e foram "convidados a se retirarem" da instituição.

Como se isso não bastasse, a direção da escola comunicou o fato aos pais dos alunos, que não sabiam da orientação sexual dos filhos. "Não respeitaram o meu tempo", disse um deles.

O estudante do terceiro colegial, que continua na escola, conversou com a reportagem do Diário da Região e disse que implorou à diretora para que não contasse o fato à sua mãe, que é pastora de uma igreja evangélica: "Eu fui muito humilhado em casa. Minha mãe não está aceitando". Ele chegou a ser expulso da própria casa, e precisou passar a noite na residência de um amigo.

Mesmo suspenso, o jovem, que tem 17 anos, procurou a diretora da escola no dia seguinte. Ele pediu para permanecer no colégio. "Eu amo (a escola) Monsenhor Gonçalves. Eu quero continuar lá porque é um direito meu", afirmou.

O adolescente ainda reconhece que a escola não é um lugar apropriado para se beijar, mas julga exagerada a atitude da diretora: "Beijar na escola não é certo, mas não precisa de tudo isso. Poderiam dar apenas uma advertência". Ele ainda afirmou que os diretores e inspetores fazem vista grossa quando se trata de casais heterossexuais. "Teve um casal (hétero) que namorou do primeiro ao terceiro ano (do ensino médio). Eles viviam se beijando, se agarrando, sentando um no colo do outro, e nada acontecia", afirma o menino.

"Julgamento”

Na conversa que o aluno teve com a diretora, que foi gravada com um telefone celular, ela afirma que, para continuar na escola, o jovem precisará passar pelo crivo de um conselho formado por professores, estudantes com mais de 18 anos e pais de alunos.

De acordo com o que a diretora disse ao garoto, a situação será avaliada e este conselho irá "julgar" se ele deve, ou não, permanecer na escola. O veredito só será dado quando o aluno retornar da suspensão, na próxima quinta-feira, dia 9.

O Diário da Região entrou em contato com a escola e falou com o vice-diretor Ben Hur Ulisses da Silva. Ele, porém, informou que não poderia dar nenhuma informação à imprensa.

Outro lado

O técnico de educação para diversidade sexual e de gênero da Secretaria de Estado da Educação, Thiago Sabatini, disse ontem que o caso da escola de Rio Preto será investigado. “Os responsáveis pelo problema serão punidos”, afirmou.

Segundo ele, no entanto, a secretaria vai apurar a ocorrência tendo como prioridade “garantir o direito à educação”. A política educacional do Estado - garante - é no sentido de assegurar que não haja qualquer margem para desrespeito.

O Estado distribui material pedagógico específico, direcionado a temáticas de prevenção e de combate à homofobia. O educador - afirma o técnico - deve ser acolhedor, orientador.

A secretaria, porém, não quis responder aos questionamentos enviados pelo Diário sobre o caso específico da diretora, que decidiu suspender os dois alunos.

Colaborou Gabriel Vital

Com informações de Diário da Região (Ribeirão Preto) e G1, 02-04/04/2015

Personagens lesbianas invadem TV americana

terça-feira, 7 de abril de 2015 0 comentários

Debi Mazar (de camisa branca) interpreta uma lésbica cinquentona no seriado “Younger”,
 produzido por Darren Starr, o criador de ‘Sex and the City”, e estrelado por Sutton Foster
 (sentada).  No elenco também estão Hillary Duff (de jaqueta amarela) e
Miriam Shor (de braços cruzados). (Foto: Divulgação)

Personagens lésbicas na TV americana chegam a número recorde
Enquanto a novela “Babilônia”, da Rede Globo, vem sendo alvo de protestos por conta do casal de lésbicas interpretado pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, nos Estados Unidos as personagens lésbicas se expandem dentro das tramas de seriados e sitcoms da TV aberta e a cabo. No momento, mulheres gays aparecem em mais de uma dúzia de programas.

Elas são advogadas, policiais, presidiárias, donas de casa, secretárias, DJs e médicas. Na quarta-feira, dia 1o., mais um programa com uma personagem lésbica foi lançado. Trata-se de “Younger”, do canal TV Land, que tem produção-executiva de Darren Starr, o criador de “Sex and the City”. Leia mais sobre o programa na Ilustrada de hoje.

As atrizes Teri Polo e Sherri Saum fazem um casal gay no sitcom
“The Fosters”, da rede ABC Family. (Foto: Divulgação)

Para discutir o atual “boom” de personagens lésbicas na TV, o Baixo Manhattan conversou com a premiada jornalista Merryn Johns, editora da Curve, a revista lésbica de maior circulação no mundo.

São inúmeros os seriados da TV americana no momento com personagens lésbicas em suas tramas. Existe alguma razão por trás da decisão de executivos das emissoras, e produtores e roteiristas desses programas estarem mais abertos a caracterizações de mulheres gays?

Merryn Johns – O progresso do movimento LGBT (termo usado para designar lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) é muito forte nos Estados Unidos e isso teve que ser refletido nas emissoras de rede abertas e a cabo, que se tornaram uma espécie de espelho da cultura contemporânea. As histórias na TV chegam em ciclos a cada temporada, e esses ciclos exigiram personagens LGBT porque eles são novidade. Também ajuda o fato de que organizações como a GLAAD trabalham duro pressionando as emissoras a representarem personagens LGBT mais autenticamente.

Jessica Capshaw e Sara Ramizez, de “Grey’s Anatomy” interpretam
médicas  que vivem um relacionamento complicado. (Foto: Divulgação)

Qual foi o momento determinante dentro da TV americana, que possibilitou outros programas do horário nobre de terem mais diversidade e incluírem personagens gays?

Quando Ellen DeGeneres saiu do armário, em matéria de capa da revistaTime, e o próprio sitcom dela na TV, que toda semana explicitava o tema. A gente deve muito a essa mulher, por ela ter sido muito valente num período em que não era tão popular para ser gay publicamente.

Mas, ao sair do armário, Ellen DeGeneres também enfrentou a fúria de grupos religiosos que queriam boicotar a rede ABC, por continuar a exibir o show dela. Anunciantes ficaram preocupados e a atriz Laura Dern, interesse romântico de DeGeneres no sitcom “Ellen”, disse ter ficado sem emprego por quase um ano, depois do cancelamento do programa.

Toda revolução tem suas baixas. Isso é esperado. Mas a grande coisa sobre o mercado americano é que o país adora o regresso de alguém que caiu em desuso ou no ostracismo. Trata-se de um país que ama dar uma segunda chance. E Ellen é uma mulher talentosa, uma pessoa boa e uma artista persistente. Ela voltou e ficou ainda mais famosa do que antes.

Zoie Palmer e Anna Silk no seriado canadense
“Lost Girl”, da rede SyFy. (Foto: Divulgação)

Apesar de os programas incluírem dezenas de personagens gays, existe um estereótipo na caracterização dos homens gays. Algo que não acontece com as lésbicas na TV, em sua maioria apresentadas como personagens mais nuançados e sérias. Qual seria a razão disso?

Lésbicas são tipicamente caracterizadas de uma maneira emocional mais plena. Elas se preocupam umas com as outras, com os familiares, e com os filhos delas. Lésbicas são mulheres em primeiro lugar, e a parte gay vem em seguida. Nesse sentido, elas frequentemente apresentam mais profundidade emocional que os personagens masculinos.

Qual é seu nível de satisfação com a abordagem das personagens gays na TV no momento?

Programas de TV são cheios de estereótipos, seja para personagens masculinos ou femininos, heterossexuais ou gays. Tudo gira em torno do tamanho da audiência. As convenções de uma novela ou de um sitcom determinam as possibilidades de um personagem, independente da identidades sexual dela ou de sua preferência sexual. Talvez a gente espere muito dos personagens de uma maneira geral. Mas eu acredito que o período das lésbicas serem retratadas como alcóolatras infelizes, solteironas, amigas invejosas e psicopatas ficaram bem para trás. Graças à inteligência dos roteiristas e a conscientização do público via ativismo. E também pelo fato de mais atores se declararem gays na vida real.

Do atual ciclo de personagens lésbicas na TV, quais são aquelas que lhe chamam a atenção?


As personagens de”Lost Girl” são fantásticas pois elas são inventivas e originais. A gente nunca viu esse tipo de mulheres antes na tela. Em “Empire”, AzMarie Livingstone, que vem a ser uma modelo na vida real e assumidamente gay, está realmente conquistando um espaço para a personificação de mulheres gays negras na TV. E “Orange Is the New Black”, de repente, fez as lésbicas e bissexuais do programa serem comentadas por todo mundo. Quem não sabe quem são Piper, Alex e Crazy Eyes?

Fonte: FSP, 05/04/2015

Casal de senhoras de “Babilônia” não sofre rejeição do público e "Loucura a homofobia não ser considerada crime"

segunda-feira, 6 de abril de 2015 0 comentários


Casal lésbico de “Babilônia” não sofre rejeição do público, segundo pesquisa

Após queda brusca de audiência na faixa das 21h, a Globo antecipou os grupos de discussão sobre Babilônia. A medida acontece, normalmente, após o capítulo 30 de cada novela e serve para que possíveis erros e acertos da história sejam detectados, a tempo de reverter a situação. Segundo os participantes, a trama peca por ter excesso de sexo e pouco espaço para o lado afetivo.

Entre os personagens mais populares estão Regina (Camila Pitanga), Vinícius (Thiago Fragoso) e Teresa (Fernanda Montenegro), admirados pelo caráter ético. Ao contrário das especulações, o casal lésbico entre Fernanda e Nathalia Timberg não foi apontado como pivô da queda dos números, apesar dos líderes evangélicos tentarem boicote. O público mais conservador também se pronunciou, em massa, nas redes sociais para defender a “família tradicional”.

Como medidas de urgência, a emissora incluiu tons claros no logotipo e deixou a fotografia mais vibrante após reclamações pelo tom escuro, típico de produções cinematográficas. Babilônia tem oscilado entre 24 e 30 pontos de audiência em São Paulo, índice bem abaixo da meta para o horário.

Fonte: TV Foco, 04/04/2015

Fernanda Torres fala sobre beijo gay da mãe, Fernanda Montenegro, na TV

Fernanda Torres participou, na quarta-feira, 1 de abril, da coletiva de imprensa da nova temporada da série "Tapas e Beijos".

Mas, como não poderia deixar de ser, a atriz também falou sobre a polêmica do beijo gay, protagonizado por sua mãe, Fernanda Montenegro , e pela atriz Nathalia Timberg na novela "Babilônia".
A mamãe é incrível, e eu falo pra ela: 'Mãe, você é o homem dessa relação'. Não sei se a questão é o beijo das duas, ou o fato de ter acontecido no primeiro capítulo... Não sei se a polêmica foi o beijo, mas acho que a sociedade está mudando e se revelando conservadora, mas isso também merece ser ouvido e visto'".
A atriz completou falando sobre a discussão em torno da criminalização da homofobia no Brasil.
Hoje em dia estamos numa desilusão democrática. 'Babilônia' veio com uma carga onde as pessoas veem uma esperança, uma saída. Envolve a questão da sociedade conservadora, a questão da homofobia não ser considerada crime, o que também é uma loucura. O Brasil está assustado com ele mesmo."
Fonte: Ego, 01/04/2015

Repúdio e manifestações contra lei de Indiana (EUA) que permite a empresários negarem-se a servir casais gays

sábado, 4 de abril de 2015 0 comentários

Imagem publicada pelo governador Pence no Twitter após
assinar a lei na presença de líderes religiosas de Indiana.

Repúdio a uma lei de Indiana acusada de discriminar homossexuais

Norma permite a empresários negarem-se a servir casais gays se considerarem que isso viola sua liberdade religiosa

Uma lei de liberdade religiosa aprovada pelo Estado de Indiana que facilita a discriminação contra gays e lésbicas por parte de empresários que aleguem que, no caso de proporcionar-lhes seus serviços, estariam atentando contra suas crenças, se transformou na mais nova batalha na luta pelo avanço dos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos.

O Supremo Tribunal estudará dentro de quatro semanas um caso que pode desembocar no reconhecimento do direito ao casamento dos homossexuais. A sentença sairá daqui há alguns meses, mas foi antecipada como o cruzamento definitivo da última fronteira na batalha pelos direitos civis, e os conservadores estão esgotando seus últimos recursos para impedi-lo.

Hillary Clinton rejeita o passo dado pelo governador Pence e lamenta que essa lei “possa ser aprovada na América de hoje”

É o caso do governador Mike Pence, de Indiana, um político republicano que está pensando em candidatar-se à presidência em 2016, o que pode transformar esse assunto em um dos espinhos da campanha. Nesta semana, Pence assinou em seu gabinete uma lei que protege “as liberdades religiosas que muitos sentem que estão sendo atacadas pelo Governo”.

A lei já havia sido rejeitada por um grande número de organizações e personalidades por sua semelhança com as leis que décadas atrás permitiram a negação de acesso e serviços por motivos raciais. O governador defendeu, entretanto, que a lei não é discriminatória. “Se soubesse que iria legalizar a discriminação, a teria vetado”, assegurou Pence.

A norma estabelece que a partir de 1 de julho, os donos de restaurantes de Indiana poderão negar-se a servir banquetes de casamento a casais do mesmo sexo, por exemplo. Floristas, cozinheiros ou fotógrafos também poderão negar seus serviços a clientes gays se considerarem que isto atenta contra sua liberdade religiosa e serão defendidos pelo Estado se forem acusados de discriminação, tal como assegura o grupo Advance America, que atuou a favor da legislação.

O caso é um exemplo da constante medição de forças na sociedade norte-americana entre os direitos dos cidadãos, frente às regulamentações federais que, segundo os conservadores consideram neste caso, interferem nas liberdades de outros. A lei de Indiana, entretanto, pode ser rejeitada nas cortes, mas os juízes deverão demonstrar que uma pessoa é obrigada a agir contra a religião quando existir um “interesse premente” em impedir a discriminação.

O difícil equilíbrio deste interesse é o que levou o Supremo no ano passado a dar razão a um grupo de empresários religiosos que se negavam a dar determinados seguros médicos as suas empregadas porque cobriam o gasto de anticoncepcionais. Aquele caso ficou conhecido como Hooby Lobby e o fato da Corte reconhecer que a liberdade religiosa dos empresários estava acima do direito das trabalhadoras a esse seguro médico, inspirou essa nova estratégia de Indiana.

A ex-secretária de Estado e possível candidata à presidência Hillary Clinton rejeitou no Twitter o passo dado pelo governador Pence e lamentou que essa lei “possa ser aprovada na América de hoje”. Outra das vozes contrárias à legislação foi Tim Cook, presidente da Apple, que a chamou de “decepcionante”. E o prefeito de San Francisco anunciou o primeiro boicote à lei: a cidade não pagará com dinheiro público nenhuma viagem de seus funcionários à Indiana.

A assinatura dessa lei coincide também com a chegada da final da liga universitária de basquete à Indiana, cujo impacto econômico pode ser reduzido se os protestos continuarem. O ex-jogador Jason Collins, o primeiro atleta do basquete a revelar sua homossexualidade enquanto profissional em 2013, perguntou ao governador em sua conta no Twitter se ele estava “legalizando a discriminação” contra ele quando viajar para assistir à final.

A controversa lei de Indiana coincide também com a advertência da juíza do Supremo Ruth Ginsburg após a sentença do caso Hooby Lobby, ao assegurar que apesar deste caso abordar somente uma pergunta sobre cobertura de anticoncepcionais, a sentença “convidava as empresas a buscar desculpas” para não cumprir normas baseando-se em questões religiosas. “O que acontece se um empresário sentir-se ofendido pelas obrigações de vacinação ou porque não acredita que deva pagar o mesmo para homens e mulheres?”. Segundo a juíza, o Supremo acabou entrando “em um campo minado”.


Fonte: El País, por Cristina F. Pereda, 28/03/2015

Nova lei permite que lojas barrem a entrada
 de casais homossexuais (Foto: Nate Chute / Reuters)

Milhares protestam em Indiana contra lei que discrimina gays
Washington - Aproximadamente, 3 mil pessoas se manifestaram no sábado (dia 27/03) no centro de Indianápolis, capital de Indiana, nos Estados Unidos, para expressar aversão pela aprovação na semana passada de uma lei estadual que permite a discriminação de homossexuais e lésbicas.

Com cartazes, os manifestantes gritaram frases como 'Nenhum ódio em nosso estado' e 'Reparem essa lei', informou a imprensa local. O grupo dirigiu as palavras ao governador de Indiana, o republicano Mike Pence, que aprovou na quinta-feira passada uma lei que dá carta branca aos estabelecimentos comerciais do estado a proibir a entrada de casais de homossexuais em nome da 'liberdade religiosa'.

'Este projeto de lei não é discriminatório. Se eu achasse que legaliza a discriminação de alguma forma teria vetado', defendeu Pence, que disse que a lei garante que 'a liberdade religiosa esteja totalmente protegida sob a legislação de Indiana'.

A medida não provocou apenas críticas das organizações defensoras dos direitos dos homossexuais, mas de líderes empresariais que acreditam que a iniciativa prejudica a imagem de Indiana e dificulta a captação de novos talento.

Contrário à lei, o executivo-chefe da empresa Angie's List, Bill Oesterle, anunciou hoje o cancelamento de seus planos de expansão em Indiana, avaliados em US$ 40 milhões.

Na mesma linha, o prefeito de Seattle (estado de Washington), Ed Murray, informou que proibirá o uso de fundos para viagens de negócios de funcionários públicos da prefeitura a Indiana.

'Os moradores de Seattle sabem que a discriminação não tem lugar em nossa cidade', ressaltou Murray, ao dizer que a cidade 'foi líder na luta para proteger os direitos civis e garantir igualdade para todas as pessoas'.

Fonte: G1, 28/03/2015

Casais de mulheres recorrem à reprodução assistida

quinta-feira, 2 de abril de 2015 0 comentários

Natalie Drew e Ashling Phillips, idealizadoras da clínica
"The Gay Family Web Fertility Centre". Foto/Reprodução 

MÃES HOMOSSEXUAIS RECORREM À REPRODUÇÃO ASSISTIDA
Antes mesmo da aprovação da união civil de casais homoafetivos no Brasil, o Conselho Federal de Medicina já havia aprovado no início do ano o texto que garante a todos os cidadãos o acesso à reprodução assistida, ou seja, casais homoafetivos também podem ser pais e mães não só de coração, mas também biológicos.
Hoje há maior aceitação nesses casos. Antes, casais homoafetivos sofriam muito com questões emocionais, muito mais que casais heteroafetivos", afirma Dr. Arnaldo Cambiaghi, médico especialista em reprodução humana da clínica IPGO - Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. Segundo o especialista, muitos profissionais ainda se recusam a atender casos como esses.
O casal Natalie Drew e Ashling Phillips, 36 e 32 anos respectivamente, Natalie e Ashling disseram terem sentido na pele o descaso e o preconceito quando decidiram ter um bebê, há cinco anos.

Hoje elas têm dois filhos, Gianna, de cinco anos, e Kai, de dois. Natalie gerou Gianna e Ashling engravidou de Kai. O casal afirma que o desgaste emocional e financeiro foi muito grande. Segundo as inglesas, elas foram orientadas a fazer procedimentos muito caros e desnecessários. E depois disso decidiram abrir em março deste ano a própria clinica de reprodução (The Gay Family Web) especializada em atendimento a casais do mesmo sexo.

Aqui no Brasil, a principal mudança diz respeito à permissão da utilização de útero temporário.
O casal pode solicitar que uma mulher da família, até segundo grau, ceda o ventre temporariamente", afirma o Dr. Arnaldo. Em casos como esses, mães, irmãs e primas podem gerar os bebês. "É importante lembrar que obrigatoriamente o óvulo deve ser de uma doadora anônima. A parenta somente irá gerar o feto", esclarece o especialista.
O mesmo vale para casais de mulheres. O espermatozóide deve vir do banco de sêmen. A fecundação é feita in vitro, depois o óvulo fecundado é introduzido no útero da parceira que irá gerar.
Há um caso em que a mãe de um dos rapazes aceitou muito bem a relação do filho. Ela cedeu seu útero para gerar o neto", revela Dr. Arnaldo.
Utilizar o sêmen do irmão de uma das parceiras para fecundar o óvulo da outra também é um pedido comum, já que a intenção do casal é que a criança traga a carga genética das duas mulheres. Entretanto, isso é proibido. Os doares, em todos os casos, devem ser desconhecidos.

Em Portugal, por exemplo, procedimentos como esses são permitidos desde 2006. Com a legalização de casamento entre pessoas do mesmo sexo, a reprodução assistida também passou a ser permitida. Antes somente casais heteroafetivos legalmente casados podiam recorrer a esses tratamentos.

Homoafetivos podem enfrentar mais uma dificuldade após o nascimento do filho. Para registrar a criança no nome do casal é preciso autorização legal. Segundo o especialista não é comum que esta autorização seja negada nestes casos, mas é importante ressaltar mais esta diferenciação entre casais homos e heteros.
O direito da família e o da procriação pertence a todos e é reconhecido na Declaração dos Direitos Humanos, que destaca que, além da igualdade e dignidade, o ser humano tem direito a fundar uma família. O que deve ser feito? O que é certo ou errado? Isso não cabe a mim dizer. É tempo de reflexão", finaliza o especialista.
Fonte:  VillaMulher, por Bianca de Souza (MBPress)

Distrito de Shibuya, em Tóquio, primeiro a reconhecer a união de casais homossexuais

quarta-feira, 1 de abril de 2015 0 comentários

O casal Hiroko Masuhara e Koyuki Higashi exibe faixa agradecendo ao distrito de Shibuya, em Tóquio,
 por ser o primeiro a reconhecer a união de casais homossexuais no país nesta terça-feira (31)
(Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP)

Distrito de Tóquio se torna o primeiro a reconhecer uniões gay no Japão

O distrito de Shibuya, em Tóquio, aprovou nesta terça-feira o reconhecimento dos casais do mesmo sexo, com o que se transformou no primeiro município do Japão que dá um passo rumo à equiparação legal das uniões homossexuais.

A iniciativa entrará em vigor amanhã e permitirá a expedição de certificados de união civil a casais homossexuais, o que assenta um importante precedente em um país onde a legislação civil não reconhece direito algum para os casais homossexuais.

Segundo a ordenança aprovada hoje pelo consistório local, estes certificados reconhecerão os casais do mesmo sexo como uniões diferentes ao casamento e não serão legalmente vinculativos.

No entanto, a ordenança inclui medidas para garantir que as uniões homossexuais recebam um status similar ao dos casamentos no momento de receber benefícios fiscais, serviços sociais ou contratos a título partilhado.

Deste modo, o consistório local evitou o empecilho da Constituição japonesa que define o casamento como "união baseada só no consentimento mútuo de pessoas de diferente sexo".

A decisão desse distrito de Tóquio foi recebida com satisfação pelos defensores dos direitos dos homossexuais e por políticos envolvidos na causa, embora também tenha sido criticada por setores mais conservadores e inclusive pelo governo central.

O prefeito de Shibuya, Toshikate Kuwahara, declarou que corresponde agora ao Estado central "atuar para evitar a discriminação dos homossexuais", em entrevista coletiva organizada na semana passada.

Por outro lado, o secretário-geral do governante Partido Liberal-Democrata (PLD), Sadakazu Tanigaki, destacou hoje que a iniciativa de Shibuya "poderia afetar os alicerces do sistema social" do país.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, também se mostrou reticente a legalizar o casamento homossexual e pediu "cautela" para tratar a questão, já que, segundo sua opinião, "afeta à noção de como devem ser as famílias", segundo disse em um debate parlamentar no último dia 19.

Outros municípios de Tóquio, como o de Setagaya, começaram também a tramitar o reconhecimento das uniões homossexuais.

Fonte: Terra, 31/03/2015

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