Ganhador do VMA 2013 declara: Direitos gays são Direitos Humanos

terça-feira, 27 de agosto de 2013 0 comentários

Da esquerda para a direita, Mary Lambert, Jennifer Hudson e Ryan Lewis, após
sua apresentação de "Same Love" no VMA* 2013 VMAs. (Photo : Reuters)

Na noite do último domingo, dia 25/08, em Nova York, ocorreu a premiação dos melhores clipes musicais da MTV norte-americana. Um dos grande vencedores da edição 2013 do Video Music Awards foi o rapper Macklemore, com a música Same Love (Mesmo Amor), em parceria com a cantora Mary Lambert e o produtor Ryan Lewis que questiona a homofobia. (Seguem música e letras abaixo). Durante a cerimônia de premiação, na categoria Hip hop e Vídeo com mensagem social, Macklemore declarou:
"Não há separação entre direitos humanos e direitos gays. Direitos gays são Direitos Humanos” Segundo Mackelmore, apesar de sua criação católica carregada de homofobia e da presença forte do machismo na cultura rapper norte americana, ele sofreu influência muito positiva do seu tio homossexual e não se deixou contaminar pelo preconceito ensinado diariamente na sociedade.

Same Love

When I was in the 3rd grade
I thought that I was gay
'Cause I could draw, my uncle was
And I kept my room straight
I told my mom, tears rushing down my face
She's like, Ben, you've loved girls since before pre-K
Tripping
Yeah, I guess she had a point, didn't she
A bunch of stereotypes all in my head
I remember doing the math like
Yeah, I'm good at little league
A pre-conceived idea of what it all meant
For those that like the same sex had the characteristics
The right-wing conservatives think it's a decision
And you can be cured with some treatment and religion
Man-made, rewiring of a pre-disposition
Playing God
Ahh nah, here we go
America the brave
Still fears what we don't know
And God loves all his children it's somehow forgotten
But we paraphrase a book written
3,500 Years ago
I don't know

[Mary Lambert]
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
My love, my love, my love
She keeps me warm [x4]

If I was gay
I would think hip-hop hates me
Have you read the YouTube comments lately
"Man that's gay"
Gets dropped on the daily
We've become so numb to what we're saying
Our culture founded from oppression
Yet we don't have acceptance for 'em
Call each other faggots
Behind the keys of a message board
A word rooted in hate
Yet our genre still ignores it
Gay is synonymous with the lesser
It's the same hate that's caused wars from religion
Gender to skin color
Complexion of your pigment
The same fight that lead people to walk-outs and sit-ins
Human rights for everybody
There is no difference
Live on! And be yourself!
When I was in church
They taught me something else
If you preach hate at the service
Those words aren't anointed
And that Holy Water
That you soak in
Is then poisoned
When everyone else
Is more comfortable
Remaining voiceless
Rather than fighting for humans
That have had their rights stolen
I might not be the same
But that's not important
No freedom til we're equal
Damn right I support it

I don't know

And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
My love, my love, my love
She keeps me warm [x4]

We press play
Don't press pause
Progress, march on!
With a veil over our eyes
We turn our back on the cause
'Till the day
That my uncles can be united by law
Kids are walkin' around the hallway
Plagued by pain in their heart
A world so hateful
Some would rather die
Than be who they are
And a certificate on paper
Isn't gonna solve it all
But it's a damn good place to start
No law's gonna change us
We have to change us
Whatever god you believe in
We come from the same one
Strip away the fear
Underneath it's all the same love
About time that we raised up

And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
And I can't change
Even if I tried
Even if I wanted to
My love, my love, my love
She keeps me warm [x4]

Love is patient, love is kind
Love is patient, love is kind (not crying on Sundays)
Love is patient (not crying on Sundays)
Love is kind (I'm not crying on Sundays)
Love is patient (not crying on Sundays)
Love is kind (I'm not crying on Sundays)
Love is patient (I'm not crying on Sundays)
Love is kind (I'm not crying on Sundays)
Love is patient, love is kind

Mesmo Amor

Quando eu estava na terceira série
Eu achava que eu era gay
Porque eu sabia desenhar, porque meu tio era
E eu mantia meu quarto arrumado
Eu contei a minha mãe, com lágrimas rolando por meu rosto
Ela disse, Ben, você ama meninas desde antes do jardim de infância
Viajando
É, acho que ela tinha razão, não é.
Um monte de estereótipos na minha cabeça
Lembro-me de raciocinar tipo
Sim, eu sou bom na liga de beisebol
A ideia preconcebida do que tudo aquilo significava
Que aqueles que gostavam de pessoas do mesmo sexo tinha as características
Os conservadores de direita acham que é uma decisão
E você pode ser curado com algum tratamento e religião
Feito pelo homem, refazendo uma pré-disposição
Brincando de deus,
Oh, não, lá vamos nós
América, a valente
Ainda teme o que não conhecemos
E que Deus ama todos os seus filhos é esquecido
Mas nós parafraseamos um livro escrito
3.500 anos atrás
Eu não sei

[Mary Lambert]
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
Meu amor, meu amor, meu amor
Ela me mantém aquecido [x4]

Se eu fosse gay,
Eu acharia que o hip-hop me odeia
Você já leu os comentários do YouTube recentemente
"Cara, isso é gay"
É dito diariamente
Tornamo-nos tão entorpecidos para o que estamos dizendo
Uma cultura fundada a partir de opressão
Ainda não temos aceitação para com eles
Chamamos uns aos outros de bicha
Por trás das teclas de um fórum
Uma palavra enraizada no ódio
Mas nossa espécie ainda ignora isso
Gay é sinônimo de inferioridade
É o mesmo ódio que causou guerras por culpa de religião
De sexo, de cor da pela
A quantidade de seu pigmento
A mesma luta que levou as pessoas a guerrear e manifestar
Direitos humanos para todos
Não há diferença!
Viva! E seja você mesmo!
Quando eu estava na igreja
Eles me ensinaram algo diferente
Se você prega o ódio no sermão
Aquelas palavras não são ungidas
E a água benta
Em que você mergulha
É então envenenada
Quando todo mundo
Fica mais confortável
Continuando calados
Em vez de lutando pelos seres humanos
Que tiveram seus direitos roubados
Eu posso não ser o mesmo,
Mas isso não é importante
Nenhuma liberdade até que sejamos iguais
Pode ter certeza que eu dou meu apoio!

Eu não sei.

E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
Meu amor, meu amor, meu amor
Ela me mantém aquecido [x4]

Nós apertamos o Play
Não aperte Pause
Progrida, marche em frente!
Com o véu sobre nossos olhos
Damos as costas à causa
Até o dia
Em que meus tios possam estar unidos por lei
Crianças andam pelos corredores
Atormentadas pela dor em seus corações
Um mundo tão odioso
Que alguns preferem morrer
A ser quem eles são
E um certificado de papel
Não vai resolver tudo
Mas é bom lugar pra começar
Nenhuma lei vai nos mudar
Nós temos que nos mudar
Seja qual for o deus em que você acredita
Nós viemos do mesmo
Deixe o medo de lado
Por baixo de tudo, é tudo o mesmo amor
Já é tempo de erguermos a voz

E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
E eu não posso mudar
Mesmo se eu tentasse
Mesmo se eu quisesse
Meu amor, meu amor, meu amor
Ela me mantém aquecido [x4]

O amor é paciente, amor é gentil
O amor é paciente, amor é gentil (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é delicado (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é delicado (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é delicado (Eu não estou chorando aos domingos)
O amor é paciente, o amor é gentil

Fontes: Rolling Stones, Video Music Awards, Letras.mus.br

Daniela Mercury prepara livro que contará a história de seu romance com a jornalista Malu Verçosa

segunda-feira, 26 de agosto de 2013 1 comentários


Daniela Mercury prepara livro e ataca machismo da religião: "desrespeito"
Cantora que assumiu homossexualidade afirmou que prepara livro ao lado da namorada, a jornalista Malu Verçosa

O que abordará o livro?

Estamos escrevendo o livro a quatro mãos. Eu estou escrevendo literalmente a mão, pois adoro escrever meus textos, minhas composições a mão. Eu vou colocar um olhar um pouco mais poético disso tudo e ela, que é jornalista (se referindo a Malu), apesar dela ter uma sensibilidade enorme, e seu texto ter muita emoção, a gente lança com o mesmo compromisso de uma atitude política, mas o amor é que é a grande revolução. Essa é a essência do livro. Ainda estamos definindo o nome, mas até o final do ano lançaremos.
A cantora Daniela Mercury classificou as religiões católica e evangélica como “machistas” e “preconceituosas” durante coletiva com imprensa em Teresina (PI) na tarde deste sábado (24). A cantora, que assumiu a sua homossexualidade, anunciou que irá se casar no Brasil e prepara livro que contará a história do seu romance com a jornalista Malu Verçosa.

“Não haverá censura”, brinca Daniela Mercury que está no Piauí para participar do Festival da Rabeca, no município de Bom Jesus, e no domingo fará show na Parada da Diversidade, na capital piauiense.

Durante a entrevista, ela disse que não teme defender a igualdade de direitos aos homossexuais e revelou que 1% do público lhe manda mensagens "indelicadas". Na capital piauiense, Mercury tirou foto com a namorada, afastando rumores de crise e voltou a fazer declarações de amor a jornalista.

Quando lançará o livro sobre seu romance com a Malu?

Até o final do ano vamos estar lançando o livro. Não haverá censura (risos). Vamos nos casar no civil, já recebemos convites para a festa ser em Paris, Lisboa, mas vamos nos casar no Brasil.
Os evangélicos são contra o homossexualismo, a cura Gay, virou uma bandeira...

A cura gay foi feito para polemizar, para os deputados envolvidos nisso ganharem divulgação e quem sabe conseguirem mais um pouco de votos das pessoas ignorantes que não compreendem o que significa isso. É um absurdo e um atraso tamanho. O que ele (Marco Feliciano) queria ele conseguiu. Não sei se foi para o bem ou para o mal. Espero que ele não tenha ganhado mais eleitores. É um escalabro, um absurdo e oportunismo político.

Daniela Mercury e Malu Verçosa
Foto: Yala Sena / Especial para Terra
Há confusão entre religião e orientação sexual?

O País é laico. O Estado não optou por nenhuma religião, que respeita as manifestações religiosas. Há uma lavagem cerebral é brutal. Não é possível que as emissoras de televisão fiquem fazendo evangelização. Me lembra um pouco a colonização brasileira. A gente é recolonizado e recatequizado pelas religiões. Eu por exemplo não quero que meus filhos recebam qualquer tipo de catequização através dos meios de comunicação. Eu não preciso de religião para me dizer o que é certo ou errado. Me surpreendo com declarações de apoio e somente 1% escreve mensagens indelicadas no Twitter, mas vejo que são ignorantes.

Paradas gays têm impacto contra a homofobia?

Sim. Tem muito impacto. Temos que se defender das religiões que vão contra as liberdades individuais. São conquistas da sociedade e é um absurdo que qualquer religião venha atacar essas liberdades. Aí eu digo: se eles estão vivendo há 600 anos atrás, se eles estão com conceito morais que não condizem com os avanços e conquistas de nossas Constituições. Eles que têm que ficar calados e dentro de casa. E não irem para a televisão e falarem contra qualquer liberdade ou direito adquiridos”.

Há preconceito contra as mulheres?

Os evangélicos dizem que as mulheres têm que ficar submissas aos homens, o que é um absurdo. Isso me ofende profundamente como mulher. Sempre me ofendeu e não suporto essa história tanto do catolicismo como dos evangélicos de desvalorizar as mulheres dentro da Bíblia. Tanto é que na igreja católica as freiras não podem rezar missa. São religiões machistas e ainda se dão o direito de disseminar o desrespeito as diferenças. Isso é inaceitável. Não suporto isso, acho um desrespeito. Cada um que quiser ter suas crenças, quer crie para si, para seus filhos e seus universos. Mas, não venha tentar contaminar a sociedade com conceitos tão atrasados e desrespeitosos diante de tanto que nós já conseguimos com a democracia. As religiões não são leis, são religiões, são crenças. Mas, o que rege nosso País são cartas magnas chamadas Constituições e é nisso que me pauto. Não sou obrigada a acatar os dogmas de nenhuma religião, mas eles são obrigados a me respeitar como cidadão de um país livre e laico. As pessoas confundem, acham que as religiões valem mais dos que nossas Constituições. Por isso que todo mundo fica com medo.

Fonte: Terra, 25/08/2013

Jornalista americano gay protesta contra homofobia de Putin no canal Russia Today

sexta-feira, 23 de agosto de 2013 0 comentários

Jornalista norte-americano James Kirchick detona homofobia russa

Jornalista norte-americano surpreende Rússia em direto na TV
Tudo parecia correr bem num debate do canal russo Russia Today (RT) sobre Bradley Manning, o soldado norte-americano acusado de entregar documentos secretos ao portal Wikileaks e condenado a 35 anos de prisão e expulsão do exército por tribunal militar.

Pelo menos até darem a palavra ao jornalista norte-americano James Kirchick. "Estar calado perante o mal é algo que não podemos fazer", começou por dizer, citando Harvey Fierstein, ator e ativista dos direitos dos homossexuais, enquanto começava a vestir uns suspensórios com as cores do arco íris, conotado com o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais).

"Encontrando-me aqui, num canal de propaganda do Kremlin, trago os meus suspensórios em sinal de solidariedade com gays e lésbicas e manifesto-me contra o terrível projeto-lei anti-gay, que Vladimir Putin transformou em lei", disse Kirchick, homossexual assumido.

O jornalista de 30 anos, que contribui frequentemente para o "The Washington Post" e para o "The Wall Street Journal", entre outros jornais dos EUA, atacou ferozmente o Governo russo, até a jornalista o interromper e voltar a perguntar por Bradley Manning.

"Não estou interessado em falar em Bradley Manning, estou interessado em falar no ambiente horrendo de homofobia que há neste momento na Rússia", respondeu. "Quero que os homossexuais na Rússia saibam que têm aliados. Não tencionamos ficar calados perante as horrorosas perseguições perpetradas por quem vos paga, por Vladimir Putin", prosseguiu.

Quando a jornalista da RT, Yulia Shapovalova, volta a tentar falar, James Kirchick pergunta-lhe como é que ela "consegue dormir à noite quando há jornalistas na Rússia que são frequentemente acossados e até mortos pelo Governo".

Atrapalhada, a jornalista tenta responder, mas sem sucesso. "Vocês têm 24 horas para mentir sobre os Estados Unidos e ignorar o que se passa na Rússia, por isso utilizo os meus dois minutos para dizer a verdade às pessoas", continuou, perante o espanto dos outros convidados, incluindo Ivor Crotty, editor do canal, que tentou demover Kirchick, sem sucesso.

A ligação com Kirchik, que estava num estúdio da RT em Estocolmo, na Suécia, acabou por ser interrompida, e o canal russo pediu desculpa aos telespectadores.

Mais tarde, James Kirchick utilizou a sua conta no Twitter para revelar que, depois da emissão, um táxi pago pela RT o deixou "à beira de uma autoestrada", sem explicações.

O Governo de Vladimir Putin tem sido alvo de fortes críticas a nível internacional devido à aprovação de uma nova lei que proíbe a "propaganda homossexual", limitando os direitos das minorias sexuais. A lei contempla pesadas multas para as pessoas que forneçam informação sobre a homossexualidade a menores de 18 anos e proíbe a adoção de crianças russas por parte de homossexuais estrangeiros e de solteiros provenientes de países onde são legais os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte: Expresso XL, 22/08/2013

Estrela de «Prison Break» critica lei anti-gay na Rússia

quinta-feira, 22 de agosto de 2013 0 comentários

Wentworth Miller, ator de Prison Break, rejeita participar de festival
 de cinema na Rússia em protesto contra a homofobia local 

Wentworth Miller, conhecido por ter protagonizado a série televisiva «Prison Break», rejeitou publicamente o convite para ser homenageado no Festival Internacional de Cinema de São Petersburgo, criticando a falta de liberdade de expressão dos homossexuais na Rússia.

Recentemente, o parlamento russo aprovou uma lei «anti-gay» que proíbe qualquer demonstração pública de afeto entre homossexuais e lésbicas, bem como a «promoção» das causas gay, incluindo desfiles e outros eventos semelhantes.
Muito obrigado pelo convite. Como alguém que teve muito gosto em visitar a Rússia no passado, e que pode reclamar alguma ascendência russa, teria todo o prazer em aceitar. No entanto, como homem gay, tenho de recusar o convite», escreveu Miller, em resposta à organização do festival.
O ator afirmou estar "profundamente preocupado com a atitude e o tratamento em relação aos homens e mulheres gay por parte do governo Russo".
Esta situação é inaceitável e não posso, conscientemente, participar numa festa num país onde pessoas como eu veem negado, sistematicamente, o direito básico a viverem e amarem livremente, explicou.
Wentworth Miller, que nunca antes tinha revelado publicamente a sua orientação sexual, acrescentou que espera um dia poder tomar uma posição diferente caso as "circunstâncias mudem".

A homossexualidade era considerada crime na Rússia até 1993 e hoje em dia a homofobia continua bem presente na sociedade russa em geral. Organizações dos direitos humanos e associações de defesa dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) têm vindo a denunciar cada vez mais os casos de perseguição a homossexuais na Rússia.

Fonte: Cinebox. tvi24, JCS / 2013-08-22

Protesto contra selinho de Emerson Sheik em Isaac Azar pode virar caso de polícia

quarta-feira, 21 de agosto de 2013 2 comentários

Emerson Sheik dá selinho em Isaac e provoca
polêmica (Foto: Reprodução Instagram)
Polícia investiga torcida por ameaça contra Sheik após foto com selinho
Heterossexual, Emerson Sheik postou selinho em amigo contra homofobia. Membros da Camisa 12 contrários à divulgação cobram desculpas do atleta.

A Polícia Civil de São Paulo vai investigar a Camisa 12, uma das torcidas organizadas do Corinthians, por suspeitas de ameaças contra o jogador Emerson Sheik, que publicou uma foto nas redes sociais dando um selinho em um amigo, e também de praticar homofobia ao buscar proibir a presença de homossexuais no time.

O atacante corintiano se tornou alvo de protestos de torcedores na segunda-feira (19) ao postar no dia anterior no seu perfil, no Instagram, uma imagem dele dando um selinho no amigo Isaac Azar, dono do restaurante Paris 6, nos Jardins.

O caso na Polícia Civil é apurado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em entrevista nesta terça-feira (20) ao G1, a delegada Margarette Barreto afirmou que quer ouvir a presidência da Camisa 12 para tentar identificar os cinco torcedores e saber o que eles têm a dizer sobre o protesto que fizeram.

Também disse que pretende chamar Sheik à delegacia para saber se ele se sentiu ameaçado e se pretende fazer uma representação contra os membros da torcida. No caso da injúria é preciso uma queixa-crime.

“Para que a Decradi instaure um inquérito policial é preciso, no entanto, que o atleta represente ou que haja uma queixa-crime”, disse a delegada Margarette Barreto. “O que a delegacia está fazendo é uma investigação sobre uma ameaça contra um jogador porque ele publicou uma foto beijando outro homem”, explicou.

Comentário em foto

Ao publicar a imagem, Sheik disse que tinha o objetivo de se manifestar contra o preconceito e homofobia. "Tem que ser muito valente para celebrar a amizade sem medo do que os preconceituosos vão dizer", escreveu como legenda da foto. A foto foi tirada após a vitória por 1 a 0 do Corinthians sobre o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, no Pacaembu.

No dia seguinte, cinco torcedores ligados à Camisa 12 foram à frente do Centro de Treinamentos Joaquim Grava e exibiram faixas contrárias a Sheik por ele ter divulgado foto na qual beija os lábios do colega.


"Viado não" e "Vai beijar a P.Q.P., aqui é lugar de homem" foram as frases escritas contras o atacante que participou da campanha mais importante da história do Corinthians: as conquistas da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes. O grupo prometeu mais protestos contra Sheik nos próximos dias até que ele peça desculpas e se retrate publicamente.
Esse preconceito contra o Sheik pode gerar um efeito onda. Homofobia é uma coisa séria. Para evitar que um mal maior aconteça já decidi pedir a investigação do caso. Existe o risco de o atleta ser agredido, ou de outros atletas e até gays serem agredidos por conta disso"
Margarette Barreto, delegada da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi)
Prevenção

Segundo Margarette Barreto, uma das atribuições da Decradi é monitorar grupos de intolerância justamente para prevenir e evitar que eles ajam contra grupos ou pessoas. “Esse preconceito contra o Sheik pode gerar um efeito onda. Homofobia é uma coisa séria. Para evitar que um mal maior aconteça já decidi pedir a investigação do caso. Existe o risco de o atleta ser agredido, ou de outros atletas e até gays serem agredidos por conta disso”, disse.

No entendimento da delegada, se os cinco torcedores da Camisa 12 forem identificados, eles poderão responder pelos crimes de ameaça (contra Sheik) e injúria (contra gays). “Fizeram ameaças de continuarem pressionando Sheik a pedir desculpas e também disseram que gay não joga no time porque futebol é lugar de homem”.

Para Margarette, a atitude de Sheik foi louvável. “Acho importantes que os atletas se engajem nisso porque futebol é um universo muito machista. Foi bem bonito e corajoso o que ele fez. Mais jogadores poderiam se engajar nessa causa contra o preconceito e contra a homofobia”.

Procurada para comentar o assunto, a Camisa 12 informou que ficaria com o contato da equipe de reportagem para depois retornar a ligação.

O G1 também procurou a assessoria de imprensa do Corinthians para tentar um contato com Sheik. De acordo com uma assessora, o atleta estava concentrado nesta tarde em Goiás para um jogo da Copa do Brasil contra a Luverdense, na quarta-feira (21).

Isaac Azar também não foi encontrado, mas em entrevista ao Globo Esporte.com afirmou que a foto era um protesto contra pessoas que acreditam, por exemplo, na cura gay.

Leia Mais

Nova Zelândia celebra primeiros casamentos homossexuais

terça-feira, 20 de agosto de 2013 0 comentários

Mulheres dançam após casamento na Nova Zelândia: Campanha pela Igualdade
 no Matrimônio destacou o fim de uma injustiça histórica
Dezenas de casamentos gays acontecem na Nova Zelândia
País se tornou o 14º do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Wellington - Dezenas de casais do mesmo sexo pronunciaram o "sim, aceito" ontem (segunda-feira) na Nova Zelândia, que se tornou o primeiro país da Ásia-Pacífico e o 14º do mundo a legalizar o casamento gay.

Os locais escolhidos para o momento histórico foram desde uma viagem a 9.150 metros de altura até uma antiga casa de banhos.

A Campanha pela Igualdade no Matrimônio destacou o fim de uma injustiça histórica e que o amor de todas as pessoas é igual aos olhos da lei.

"Uma gigantesca congratulação aos felizes casais que se uniram hoje. A igualdade do casamento chegou finalmente a Nova Zelândia", disse o porta-voz da Campanha, Conrad Reyners.

O Parlamento do país aprovou a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo em abril, mas o texto entrou em vigor nesta segunda-feira.

A Nova Zelândia descriminalizou a homossexualidade em 1986 e desde 2005 permitia as uniões civis entre pessoas de mesmo sexo.

Fonte: Exame, 19/08/2013



Na Nova Zelândia, dezenas de casais homossexuais “deram o nó” oficialmente esta segunda-feira, após a entrada em vigor da lei que reconhece o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo.


A Nova Zelândia tornou-se no primeiro país da região Ásia-Pacífico e no décimo quarto do mundo a legalizar o casamento homossexual.

Uma das primeiras uniões, foi a da ex-futebolista Melissa Ray e Tash Vitali, depois de terem ganho uma cerimónia com todas as despesas pagas numa competição de uma rádio local.

O responsável do Turismo da Nova Zelândia, Kevin Bowler, diz que “é indiferente se são casais do mesmo sexo ou não. A Nova Zelândia é um ótimo destino para luas-de-mel, que recebe 40 mil casais estrangeiros por ano, que gastam 160 milhões de dólares no país. Se pudermos aumentar essas receitas, isso é ótimo para a Nova Zelândia”.

Fonte: Euronews, 19/08/2013

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