Presidente dos EUA critica homofobia russa em entrevista a programa da NBC

quinta-feira, 8 de agosto de 2013 1 comentários

Obama com Jay Leno no The Tonight Show (06/07/2013)

Obama diz estar decepcionado com a Rússia

Destaque (vídeo do trecho da entrevista de Obama sobre LGBT ao fim da postagem)

No programa da NBC, Obama também criticou a nova lei russa de repressão a militância pelos direitos dos homossexuais. O presidente dos EUA disse que ele não tem "nenhuma paciência para os países que tentam tratar gays e lésbicas e transgêneros de maneiras que os intimidam ou que são prejudiciais a" essas pessoas.

A Rússia disse que vai reforçar a lei quando hospedar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Questionado sobre se a lei teria um impacto sobre os jogos, Obama disse que acredita que Putin e a Rússia têm muita coisa em jogo "ao garantir que os Jogos Olímpicos funcionem".

"Eu acho que eles entendem que para a maioria dos países que participam nos Jogos Olímpicos, nós não toleraríamos que gays e lésbicas fossem tratados de forma diferente", disse.

AE - Agência Estado

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que ficou "decepcionado" com o fato de a Rússia ter concedido asilo temporário para o ex-agente norte-americano Edward Snowden. Em seus primeiros comentários sobre o caso desde a decisão russa na semana passada, Obama afirmou que a ação refletia "os desafios básicos" que ele enfrenta ao lidar com Moscou.

"Há momentos em que eles escorregam de volta para o pensamento da Guerra Fria e uma mentalidade da Guerra Fria", disse Obama no "The Tonight Show", da emissora NBC. O programa foi transmitido na noite de terça-feira.

Edward Snowden é o ex-analista de sistemas da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) acusado de vazar detalhes sobre os programas de vigilância do governo norte-americano. Ele passou várias semanas na zona de trânsito de um aeroporto de Moscou, antes de receber asilo por um ano.

A decisão russa pode ser considerada como um enfrentamento aos pedidos do governo dos EUA de que o delator de programas secretos de Washington fosse levado de volta ao seu país de origem para julgamento.

Após a concessão de asilo, a Casa Branca passou a reconsiderar os planos de Obama de viajar para a Rússia em setembro. Ele disse que iria participar de uma cúpula internacional em São Petersburgo, alegando que era importante para os EUA ser representado nas negociações entre as potências econômicas mundiais. Mas não informou se planejava participar de reuniões separadas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. A Casa Branca disse que estava avaliando a "utilidade" das reuniões com Putin.

No programa da NBC, Obama também criticou a nova lei russa de repressão a militância pelos direitos dos homossexuais. O presidente dos EUA disse que ele não tem "nenhuma paciência para os países que tentam tratar gays e lésbicas e transgêneros de maneiras que os intimidam ou que são prejudiciais a" essas pessoas.

A Rússia disse que vai reforçar a lei quando hospedar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Questionado sobre se a lei teria um impacto sobre os jogos, Obama disse que acredita que Putin e a Rússia têm muita coisa em jogo "ao garantir que os Jogos Olímpicos funcionem".

"Eu acho que eles entendem que para a maioria dos países que participam nos Jogos Olímpicos, nós não toleraríamos que gays e lésbicas fossem tratados de forma diferente", disse.

Em uma longa entrevista, Obama também falou sobre seu recente almoço com Hillary Rodham Clinton, sua rival nas primárias presidenciais democratas de 2008. Clinton, que deixou o cargo de Secretária de Estado no início deste ano, teve um "brilho" pós-administração, afirmou Obama.

Contudo, o presidente evitou perguntas sobre se ela estava planejando se candidatar a presidente em 2016. "Tenha em mente", disse Obama, "ela já esteve lá antes". 

Fonte: Estado de São Paulo, 07/08/2013, e Huffington Post

 

Por não aceitar relacionamento, pai atira em namorada da filha

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Homem não aceita relacionamento homossexual e atira na namorada da filha

Um crime passional foi registrado na portaria de um condomínio, na Rua Rosamélia de Oliveira, no bairro Campo Comprido, na noite de quinta-feira (01). Duas garotas de 15 anos mantêm um relacionamento, que quase acabou em tragédia porque o pai de uma delas não aceita o namoro.

A adolescente estava em casa quando foi chamada na portaria. Assim que desceu, o pai da namorada estava armado e atirou na perna da garota. O atirador fugiu numa Ecosport prata, enquanto os vizinhos chamavam o Siate, que levou a menina até o Hospital Evangélico.

O cabo Araújo, da Polícia Militar, falou mais sobre o atentado:

Fonte: Na Tela do 190 - 02/08/2013

Parlamentar de Israel pode se tornar primeiro prefeito gay do Oriente Médio

quarta-feira, 7 de agosto de 2013 0 comentários

Nitzan Horowitz

"Cidade", de acordo com a definição do parlamentar israelense Nitzan Horowitz, 48, "é um lugar para todos".

O político expõe a sua convicção universalista enquanto fala à reportagem sobre questões urbanas como o transporte ou a educação.

Mas, vinda do primeiro membro abertamente gay eleito para o Parlamento de Israel, a mensagem simboliza também sua ambição de um país mais inclusivo para a população homossexual.

Horowitz concorre em outubro à Prefeitura de Tel Aviv. Se eleito, será o primeiro prefeito gay do Oriente Médio. Representando o partido de esquerda Meretz, ele tem 26% das intenções de voto, segundo pesquisa de junho. O atual prefeito, Ron Huldai (Trabalhista), lidera com 53%.

Se, durante os próximos meses, Horowitz convencer seus eleitores, terá a chance de liderar a cidade conhecida por bares e praias voltadas para o público homossexual. Mas, para além da fama, terá de lidar também com o preconceito velado e a violência que não costumam aparecer nas brochuras de turismo.

"Os gays ainda enfrentam desigualdade em questões como casamento, constituição de família e adoção de crianças", afirma. "Há muita homofobia e humilhação."

Israel tem sido, nos últimos anos, divulgado como porto seguro para a população gay no Oriente Médio. Mas ativistas criticam o marketing usando o termo "pinkwashing", ou "lavagem rosa" - ou seja, valorizar as liberdades civis de gays no país para desviar o foco da ocupação dos territórios palestinos.

Horowitz discorda. "É verdade que temos problemas. É uma situação muito injusta, e você não pode usar uma questão para camuflar outra. Mas é verdade também que os gays vivem melhor aqui do que no restante da região."

A homossexualidade, afinal, é criminalizada nos vizinhos Síria e Arábia Saudita.

INFLEXÃO

Quando Horowitz cresceu, ser gay também era ilegal em Israel. Mas, em poucas décadas, o país viu rápido avanço nos direitos civis. "Era proibido quando eu tinha 15 anos, mas aos 25 já tínhamos paradas gays. Minha geração experienciou a mudança."

Na semana passada, Jerusalém fez marcha pelos direitos de homossexuais; em junho, Tel Aviv reuniu 100 mil pessoas na parada. "Era inimaginável ver um casal gay de mãos dadas na rua, e as pessoas tinham de se ver em segredo", diz. Hoje, casais gays se reúnem diante do hotel Hilton de Tel Aviv, na apelidada "praia dos cachorros".

Para a campanha à prefeitura, porém, Horowitz não quer ser visto apenas como candidato da comunidade gay. Sua proposta é, a longo prazo, garantir uma cidade em que os habitantes possam viver em iguais condições.

Foi dele a proposta de legalizar o casamento civil no país. Hoje, só é possível casar-se religiosamente. A medida não passou. "Resolveria o problema de todos os casais em Israel, não só dos gays."

Fonte: Folha de SP, Diogo Bercito, 04/08/2013

Homofobia familiar: Pai agride o filho homossexual

terça-feira, 6 de agosto de 2013 0 comentários


Pai é indiciado por torturar filho gay e ameaçar arrastá-lo pela rua em Três Lagoas (MS)

Um pecuarista de Três Lagoas (328 km de Campo Grande) foi indiciado pelo crime de tortura ao agredir o filho – um adolescente de 16 anos –, que é homossexual. Segundo a polícia, o homem de 46 anos também usou uma corda para amarrar os pés do filho ao engate de uma caminhonete, ameaçando arrastá-lo pela rua, por causa da orientação sexual do rapaz.

As agressões foram cometidas na madrugada de segunda-feira (29). Segundo o delegado Paulo Henrique Rosseto de Souza, da 1ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, o pai ficou irritado depois que o filho chegou em casa, supostamente depois de um encontro. De acordo com o relato do adolescente, depois de dar um soco em seu rosto, o pai o jogou no chão e continuou com as agressões, dizendo que iria "arrancar o demônio a unha".

A mãe e o irmão mais velho conseguiram levar o adolescente à casa da avó. Mesmo assim, ainda conforme o que a vítima contou à polícia, o pai voltou a agredi-lo, batendo sua cabeça contra o chão. Depois da sessão de espancamento, o próprio pai levou o filho ao hospital, mas, segundo o rapaz, para que fosse "curado" da homossexualidade. Foi neste trajeto que o pecuarista ameaçou arrastar o adolescente.

Homofobia

O caso foi denunciado à Polícia Civil na terça-feira (30) pelo Conselho Tutelar, que foi acionado pela mãe do rapaz. O pai foi convocado para prestar depoimento, e, segundo o delegado, permaneceu calado durante todo o interrogatório. Rosseto diz que, além dos relatos da mãe e da vítima, outras duas testemunhas confirmaram as agressões.

O adolescente chegou a ficar um dia internado. Ele teve lesões no rosto e na perna e passou por exame no Instituto Médico Legal. O delegado responsável pelo caso aguarda o laudo para concluir o inquérito. "Infelizmente, em pleno século 21, ainda lidamos com casos de violência por causa de homofobia", disse Rosseto.

Como a legislação penal brasileira não prevê o crime de homofobia, o delegado decidiu indiciar o pecuarista pelo crime de tortura, que prevê pena de dois a oito anos de prisão. "Mas não há dúvidas de que as agressões foram motivadas por homofobia." O acusado também vai responder por injúria cometida contra o filho e a mulher.

Fonte: Do UOL, em Campo Grande, Luiz Felipe Fernandes, 02/08/2013

Casais LGBT terão o mesmo tratamento que os heterossexuais no processo de concessão de vistos nos EUA

segunda-feira, 5 de agosto de 2013 0 comentários

John Kerry ressaltou que os casais precisam ter realizado o matrimônio
 em uma jurisdição que permita essas uniões

EUA ampliam a casais gays as regras para concessão de visto
União de pessoas do mesmo sexo passa imediatamente ser reconhecida em pedidos do green card

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou nesta sexta-feira que casais homossexuais terão o mesmo tratamento que os heterossexuais no processo de concessão de vistos no país. A medida é um efeito direto da decisão tomada pela Suprema Corte, em junho, que redefiniu as condições da união marital no país.

A partir de agora, um cidadão estrangeiro, legalmente casado com um americano – e independentemente de sua orientação sexual –, poderá obter mais facilmente um visto de entrada ou permanência nos EUA. O Departamento de Estado informou que a nova política será utilizada por todos os seus 222 postos de análise de vistos, independentemente de os países terem legalizado o casamento gay.

"Se você é parceiro (ou parceira) de um cidadão americano, seu pedido de visto terá o mesmo tratamento (de um casal heterossexual)", afirmou Kerry, que fez o anúncio na seção consular da Embaixada dos EUA em Londres, uma das maiores do mundo. A Inglaterra e o País de Gales aprovaram a união civil entre as pessoas do mesmo sexo em julho, mas a medida só entrará em vigor no ano que vem.

Com a queda da Lei de Defesa do Casamento, em junho, que definia o matrimônio como a união de um homem e de uma mulher, as leis migratórias foram revisadas pelo Departamento de Estado para se adaptarem à nova realidade legal.

Antes da mudança, apenas casais formados por homens e mulheres tinham o pedido de visto analisado de forma conjunta. As solicitações de casais homossexuais não eram consideradas e, portanto, a análise era feita de maneira individual.

Foi assim que, apesar de terem se casado em Nova York no ano passado, o americano Julian Marsh e o búlgaro Traian Popov conseguiam viver juntos no país – o europeu tinha um visto de estudante. Marsh e Popov foram os primeiros beneficiados pelo visto de residência permanente, o green card, concedido após a queda da Lei de Defesa do Casamento.

Imigração. A modificação também beneficiará casais homossexuais estrangeiros que pretendem viver nos EUA. "Desde que o casamento seja reconhecido em seus países, portanto, legal, ele será válido para as leis migratórias americanas", garantiu Kerry. Atualmente, 15 países permitem a união civil de pessoas do mesmo sexo – entre eles o Brasil./NYT

Fonte: Estado de SP, 03/08/2013

Boicote à vodca russa como protesto contra a homofobia de Putin

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 0 comentários

Ativistas pelos direitos homossexuais derrubam vodca russa em protesto em frente ao
consulado russo em Nova York nesta quarta-feira (31) (Foto: Mary Altaffer/AP)

Protesto contra lei 'antigay' russa chega a Nova York
Manifestantes pediram boicote à vodca russa como resposta à lei antigay. Medida proíbe 'propaganda homossexual' na Rússia.

Dezenas de pessoas participaram de uma manifestação nesta quarta-feira (31) em frente ao consulado russo em Nova York, pedindo o boicote à vodca desse país como resposta à lei que proíbe a 'propaganda homossexual' na Rússia, aderindo a um movimento iniciado em Canadá e Reino Unido.

Durante o protesto, alguns manifestantes esvaziaram várias garrafas de vodca russa como sinal do boicote que pretendem aplicar às marcas da bebida de origem russa.

'Estamos furiosos com o que está acontecendo na Rússia. Agora é ilegal defender abertamente o direito de ser gay. Não vamos ficar em silêncio', disse Ann Northrop, da associação americana para a defesa dos direitos LGBTs Queer Nation.

Ao seu lado, Bob Fluet, dono do bar Boxers de Manhattan, anunciou que o seu estabelecimento parou de vender Stolichnaya, a marca líder de vodka russa- em protesto contra a lei aprovada pelo presidente Vladimir Putin.

'Na quinta-feira passada decidimos parar de vender vodca russa. Desde sexta-feira não vendemos mais. Outra bares em Nova York e em todo o país estão fazendo o mesmo. Este movimento está apenas começando e a comunidade o apoia', declarou Fluet à agência de notícias France Presse.

O protesto de Nova York se soma aos de Londres e do Canadá, onde bares e clubes gays começaram a boicotar alguns dias atrás a vodca russa.

Vladimir Putin promulgou no final de junho uma polêmica lei que pune com pesadas multas qualquer ato de 'propaganda' homossexual diante de menores de idade.

A vodca Stolichnaya já respondeu a esta campanha com uma carta aberta difundida sexta-feira passada na qual condena as 'espantosas iniciativas do governo russo'.

Mas para Bob Fluet, 'os donos da Stoli têm que fazer algo para ajudar a comunidade gay na Rússia'. 'Telefonem para o Kremlin', pediu.

Fonte: G1 via France Press, 31/07/2013

Participe da Campanha da All Out contra a homofobia na Rússia

A cobertura das Olimpíadas de Inverno já começou, e o mundo todo está de olho na Rússia. Isso significa que temos uma grande oportunidade de pressionar os líderes mundiais a se posicionarem contra a perseguição homofóbica do governo russo.

No momento, há uma organização que pode fazer a diferença: o Comitê Olímpico Internacional. Até agora, eles se recusaram a condenar as leis homofóbicas da Rússia e a pressionar o presidente Vladimir Putin para por fim aos ataques. Mas se chegarmos a 300 mil assinaturas, entregaremos todas elas diretamente à sede do COI na Suíça, de um jeito que eles não poderão ignorar.

PARA: PRESIDENTE PUTIN, POLÍTICOS RUSSOS E LÍDERES MUNDIAISEstamos do lado dos cidadãos e cidadãs da Rússia, e exigimos que o governo deixe de perseguir lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans, alimentando o ódio e a violência.

Pedimos que lideranças russas e de todo o mundo trabalhem para eliminar leis homofóbicas e para proteger todos os cidadãos e cidadãs da violência e da discriminação na Rússia.

Por favor, assine a petição e compartilhe essa campanha!

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