Morre jovem de 16 anos esfaqueada por judeu ultraortodoxo durante a Parada Gay de Jerusalém

segunda-feira, 3 de agosto de 2015 0 comentários

Judeu ultraortodoxo esfaqueia jovem durante a Parada do Orgulho Gay, em Jerusalém

Jovem de 16 anos esfaqueada durante Parada Gay de Jerusalém morre

Uma jovem de 16 anos que foi esfaqueada durante a Parada do Orgulho Gay de Jerusalém morreu neste domingo (2) em consequência dos ferimentos, informou o hospital onde ela estava internada.

O ataque foi cometido por um judeu ultraortodoxo, que feriu outras cinco pessoas no evento, realizado na quinta-feira (30).

Shira Banki não resistiu aos ferimentos, informou Hadar Elboim, porta-voz do Hospital Hadassah.

Yishai Schlissel, que foi preso no local, acabara de ser libertado após cumprir pena por um crime semelhante em 2005 -quando também feriu, a facadas, três pessoas que participavam da parada gay anual.

Segundo testemunhas, os cerca de 5.000 participantes da marcha seguiam por uma avenida quando Schlissel, que estava escondido em um supermercado, saltou em direção à multidão e apunhalou seis pessoas.

Segundo a Associated Press, a marcha seguiu após os feridos serem retirados, mas com um clima mais "sombrio". A imprensa local disse que milhares de moradores que não estavam inicialmente na parada se juntaram à multidão em solidariedade.

TENSÃO

A parada de Jerusalém, onde a população religiosa é mais proeminente do que em outras partes de Israel, é bem menor e mais restrita que a marcha anual em Tel Aviv, que reuniu cerca de 100 mil pessoas no mês passado.

Este tipo de evento sempre foi um foco de tensão entre a maioria secular do país e a minoria ultraortodoxa.

Antes da parada, nesta quinta, um representante do grupo de extrema-direita Lehava disse ao jornal "The Jerusalem Post" que sua organização considera a homossexualidade tão grave como "roubar um banco" e que acredita que ela está destruindo a nação judaica.

Após o ataque, no entanto, líderes de partidos ultraortodoxos, condenaram a ação, assim como autoridades israelenses.
Pessoas celebrando sua liberdade e expressando sua identidade foram esfaqueadas de forma cruel. Não podemos nos enganar: a falta de tolerância vai nos levar a um desastre. Não podemos permitir crimes como esses, e precisamos condenar aqueles que os cometem e os apoiam", disse o presidente de Israel, Reuven Rivlin.
O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu classificou o ataque como "um incidente dos mais sérios".

Apesar da hostilidade dos ultraortodoxos, Israel é visto como um país com políticas mais liberais sobre gays.

Fonte: FSP, via Associated Press, 02/08/2015

Três astros abertamente gays, Sam Smith, Adam Lambert e Elton John agitarão Rock in Rio 2015

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Sam Smith, Adam Lambert e Elton John levam orgulho gay a Rock in Rio
Astros do festival são ativistas por direitos dos homossexuais; veja frases. Sam Smith desabafou nesta quarta-feira sobre homofobia: 'Isso me mata'.

Três das principais vozes do Rock in Rio 2015 são ouvidas tanto em músicas quanto na luta por direitos dos homossexuais. Sam Smith, Adam Lambert e Elton John costumam falar abertamente sobre a própria homossexualidade e sobre o ativismo da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). O desabafo de Sam Smith nas redes sociais nesta quarta (29) mostra esta postura dos cantores (veja abaixo).

Elton John é reconhecido há muitos anos pelas lutas por causas ligadas à comunidade gay. Ele já arrecadou R$ 300 milhões para a AIDS Foundation, pela erradicação da doença no mundo. Sam Smith e Adam Lambert, cantor convidado do Queen, seguem estes passos. Smith acaba de criar uma fundação por direitos LGBT; Lambert tem o mesmo plano.

Veja declarações e saiba mais sobre ações dos cantores por direitos LGBT:

Sam Smith


Sam Smith desabafou contra a homofobia nesta quarta-feira (29) nas redes sociais. Ele elogiou o filme "Holding the man", adaptação da autobiografia do ator e ativista australiano Timothy Conigrave. "Como homem gay, é difícil me identificar de verdade com um filme. A coisa mais poderosa foi retratar como é crescer sendo gay, e os momentos assustadores e incríveis que tive ao me assumir".

Ele continuou o desabafo no Twitter: "Fico tão chateado ao pensar nas centenas de milhares de homens e mulheres gays no mundo que passam tanta dificuldade só por querer amar quem eles amam. Isso me deixa tão triste e às vezes culpado por ter essa simples liberdade que outros não têm. Desculpe ser tão profundo, mas isso me mata. Eu não entendo o porquê de mais de nós não fazermos nada a respeito", escreveu.

O grande vencedor do Grammy de 2015 dedicou os prêmios ao "homem que partiu seu coração" e inspirou o disco de estreia, "In the lonely hour". "Eu tenho orgulho de ser gay", ele disse à revista francesa "Têtu". “Quero me tornar uma voz para jovens gays em dificuldade no mundo", afirmou. Depois, ele brincou: “Gosto da ideia de que podem haver caras homofóbicos que escutam meu disco e não imaginam que sou gay!”

Adam Lambert


Adam Lambert foi o primeiro artista abertamente gay a estrear um disco direto no primeiro lugar na parada da "Billboard", nos EUA. A façanha foi alcançada com "Trespassing", em 2012, seu segundo álbum do vice-campeão de "American idol".

O cantor convidado do Queen afirmou ser gay pela primeira vez após a fama à revista "Rolling Stone" em 2009. Mas ele não acha que foi exatamente uma "saída do armário". "Eu não acho que deve ser uma surpresa para ninguém ouvir que eu sou gay", disse.

Ele é um dos músicos mais ativos na luta por direitos LGBT, e ganhou a premiação GLAAD, que destaca artistas ativistas. Adam Lambert diz que já trocou ideias com Sam Smith sobre como é ser gay na mídia. "Há uma compreensão entre mim e Sam", diz à revista "Attitude". "Mas há poucos de nós no mainstream. Acho que estamos formando um grupinho".

Elton John


Em uma época ainda mais difícil para os homossexuais, Elton John não declarou ser gay tão cedo na carreira quanto Sam Smith e Adam Lambert. Em 1976, ano de seu 11º disco, ele disse à revista "Rolling Stone" ser bissexual.

Ele ainda se casou com uma mulher em 1984, e se separou em 1988, antes de dar outra entrevista para a revista se dizendo "confortável em ser gay". Em 1993, ele iniciou namoro com David Furnish. Eles formariam uma das primeiras uniões civis gays no Reino Unido.

Em 2014, o cantor disse que o Papa Francisco é seu "herói", depois do anúncio de que os homossexuais eram aceitos na Igreja Católica. Para o britânico, o papa "quer que todo mundo seja incluído no amor de Deus".

Hoje ativista, ele criou a AIDS Foundation. Ele declarou em 2014 à Sky News que, se Jesus Cristo fosse vivo, apoiaria o casamento gay. Elton John também se engajou na denúncia à perseguição dos homossexuais na Rússia, enfrentando publicamente Vladimir Putin.

Fonte: G1, 30/07/2015

Recesso de julho. De volta em 03/08

terça-feira, 21 de julho de 2015 0 comentários


Agora discriminação sexual pode render ao infrator até R$ 60 mil de multa no Rio

sexta-feira, 17 de julho de 2015 0 comentários

Edição da Parada Gay do Rio de 2007 (Foto: George Magaraia / Editora Globo)

Lei que multa discriminação sexual em até R$ 60 mil entra em vigor no Rio
Projeto estabelece punição a agentes públicos e estabelecimentos comerciais, mas não se aplica a instituições religiosas

Texto sancionado pelo governador Pezão estabelece multa de até R$ 60 mil aos infratores, mas não se aplica a instituições religiosas

A lei que determina punição a agentes públicos e estabelecimentos comerciais por discriminação por preconceito de sexo ou orientação sexual entrou em vigor nesta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro, com a publicação no Diário Oficial do Estado. A nova lei estabelece multas de até R$ 60 mil aos infratores.

O projeto, aprovado na Assembleia Legislativa do Rio no final de junho, foi sancionado pelo governador Luiz Fernando Pezão. Além da multa, a pessoa que for flagrada pode ainda ser suspensa do emprego por 60 dias e ter sua inscrição estadual cassada. A responsabilidade será apurada em procedimento administrativo.

Segundo o jornal Estadão, o texto entende como discriminação a recusa ou o impedimento do acesso, da permanência ou do atendimento em estabelecimentos públicos, comerciais e industriais — a lei não se aplica a instituições religiosas. Além disso, também está inclusa a imposição de tratamento diferenciado ou a cobrança de taxas extras.

Estabelecimentos de ensino público ou privado, repartições públicas e empresas não podem negar ou dificultar o acesso de homossexuais ou bissexuais a vagas ou cargos. Hotéis ou motéis, por exemplo, não podem impedir a entrada de pessoas do mesmo sexo. Assim como serviços de saúde não podem ser negados ou dificultados.

Entre outros pontos, a nova lei ainda considera discriminação o impedimento do uso de trasportes públicos, além da prática, indução ou incitação do preconceito, como atos de violência ou coação contra qualquer pessoa em virtude do sexo ou da orientação sexual.

Fonte: Época, 16/07/2015

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