Esposa de líder de organização anti-gay americana o deixou por uma mulher

segunda-feira, 18 de agosto de 2014 0 comentários

A esposa dele preferiu outra mulher

Esposa de líder de organização anti-gay americana o deixou por uma mulher

Documentos revelaram que esposa de extremista anti-LGBT o deixou por uma mulher meses antes de ele se tornar líder de um grupo anti-gay do Texas.

Jonathan Saenz é um advogado católico conservador e também presidente da organização Texas Values, entidade anti-aborto e anti-LGBT, "dedicada à preservação e ao desenvolvimento de uma cultura de valores familiares no estado do Texas (EUA)." Em agosto de 2011, ele foi surpreendido pelo pedido de divórcio de sua atual ex-esposa, Corrine Morris Rodriguez Saenz, após quase 10 anos de casamento. Os documentos relativos ao divórcio, obtidos pelo site LGBT Lone Star Q, revelam que Corrine deixou Saenz por uma mulher chamada Ercimin Paredes.

Corrine e Ercimin eram colegas de trabalho na Escola Elementar Becker (Austin, Texas). Saenz alegou, nos autos do processo, que a esposa mantinha intenso relacionamento com a srta. Paredes desde o outono de 2010. "Numa contra-petição de divórcio, feita por Saenz, em maio de 2013, ele acusou Corrine de adultério e exigiu que Ercimin fosse proibida de se aproximar dele e de seus dois filhos (os que teve com a ex-esposa).

O Lone Star Q relata que o advogado de Saenz requisitou investigação judicial sobre o relacionamento de Corrine com a namorada e tentou impedir a presença de Ercimin durante as audiências do divórcio, concluído no ano passado.

Saenz é um grande opositor do casamento igualitário (entende-se porque), tendo sugerido que o apoio ao mesmo poder levar à poligamia, ao incesto e à prisão de milhares e milhares de pastores. Também é um dos grandes propositores da terapia de conversão sexual.

A ligação entre os problemas maritais de Saenz e sua homofobia pública, trazida a público pela matéria do Lone Star Q, viralizou na Internet (on the Subreddit "Not the Onion.")

Apesar da repercussão de sua história com Corrine, em seu perfil do Twitter, o bastante ativo Saenz nada comentou sobre o assunto.

Abaixo vídeo com Saenz alegando que "a liberdade religiosa será impedida" se o casamento entre pessoas de mesmo sexo for permitido:


Fonte: The Huffington Post, 13/08/2014

Cantora gospel Vicky Beeching decidiu assumir sua orientação sexual em entrevista ao jornal 'The Independent'

sexta-feira, 15 de agosto de 2014 1 comentários


Cantora gospel sai do armário: 'Deus me ama como sou'

A britânica Vicky Beeching, 35 anos, decidiu assumir sua orientação sexual em entrevista ao jornal 'The Independent'

A cantora britânica de rock cristão Vicky Beeching, 35 anos, assumiu que é homossexual em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal The Independent. De acordo com a publicação britânica, ela pode se tornar uma figura-chave na liberalização do anglicanismo. 

"Quando percebi que eu era atraída por garotas, foi um sentimento horrível, fiquei muito constrangida", disse ao jornal Vicky, que cresceu em um ambiente religioso e aos 16 começou a se tornar conhecida por cantar música gospel. Depois de estudar na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ela se mudou para Nashville (EUA), aos 23, onde viveu por seis anos e viu sua carreira deslanchar. Aos 29, foi para a Califórnia e descobriu que carregava uma doença autoimune grave, que causava lesões na pele e poderia levá-la à morte. Ao começar um tratamento severo, decidiu se acertar com a própria sexualidade ao fazer 35 anos, idade tomada como deadline. "Essa é a metade da minha vida: não posso perder a outra", disse.

Em abril deste ano, ela revelou sua orientação sexual aos pais. "O que Jesus ensinou é uma mensagem radical de boas vindas, inclusão e amor. Eu tenho certeza de que Deus me ama do jeito que sou, e eu tenho um grande desejo de comunicar isso aos jovens", conta. Ao ser questionada se pretende manter sua fé, Vicky diz que, em vez de abandonar a Igreja, pretende mudá-la. 

A cantora, que também é comentarista de religião do canal de TV BBC News, foi ao Twitter nesta quinta-feira para agradecer às mensagens de apoio que recebeu pela internet e dizer que sair do armário foi a atitude mais corajosa que ela já tomou na vida. 

(Com Agência Estado)

Fonte: Veja, 14/08/2014

Corajosos ugandenses fazem parada do orgulho depois da revogação de lei anti-homossexual

terça-feira, 12 de agosto de 2014 0 comentários

“Alguns ugandenses são gays. Superem isso" 

O orgulho gay de Uganda saiu à rua pela primeira vez desde a revogação de lei anti-homossexual


Realizou-se este sábado o primeiro encontro do orgulho gay emUganda desde que uma polêmica lei anti-homossexual foi revogada no passado dia 1 de agosto pelo tribunal constitucional do país. O evento ocorreu em Entebbe, uma cidade a 35 quilómetros da capital, Kampala, e contou com a participação de 200 pessoas, as quais só podiam aceder ao espaço com convite.

É a terceira vez que se realiza um evento de orgulho gay em Uganda, mas este, admitem os organizadores, tem um sabor especial. “Este evento serve para nos juntarmos. Toda a gente estava escondida por causa da lei anti-homossexual. É um dia feliz para todos nós”, comentou Sandra Ntebi, uma das responsáveis do certame, ao Guardian. O encontro contou com música, dança e a lembrança de que a luta dos homossexuais em Uganda ainda não acabou.

Em fevereiro deste ano, o presidente Yoweri Museveni aprovou uma lei que agravava severamente as penas para as práticas de homossexualidade, que no país é ilegal e pode originar pena de prisão. A lei agora revogada abria caminho à prisão perpétua de membros da comunidade LGBT e tornava obrigatória a denúncia de atos homossexuais às autoridades. A lei foi considerada inconstitucional no início deste mês por não ter sido aprovada por um número suficiente de deputados na assembleia nacional, em dezembro passado.

Apesar da revogação da lei, a homofobia emUganda continua a crescer, segundo inquéritos recentes, o que leva Nicholas Opiyo, advogado que lutou contra a legislação, a dizer que “há um longo, longo caminho a percorrer”. “Isso é que é o mais assustador: a discriminação que não se vê, não é denunciada, não é escrita nas lojas onde vamos, nos centros de saúde onde vamos, nos autocarros que apanhamos ou na motoque levamos para a cidade. Isso quebra o espírito”, disse à revista Time. O governo ugandense apresentou um recurso da decisão judicial.

“Quem disse que Deus odeia os gays? Tempo perfeito”

Apesar das ameaças de que os homossexuais são frequentemente alvo em Uganda, a festa decorreu sem incidentes e a polícia no local era escassa, ao contrário do que sucedeu na primeira edição do evento de orgulho gay no país. “Alguns ugandenses são gays. Superem isso [get over it, no original]“, lia-se num cartaz.



Fonte:
Observador.pt, 09/08/2014

Na novela "Império", filho de gay tenta expulsar lésbicas de seu restaurante: 'Coisa nojenta'

quinta-feira, 7 de agosto de 2014 0 comentários

JOAQUIM LOPES, O ENRICO DE 'IMPÉRIO' (FOTO: REPRODUÇÃO)

Enrico tentará expulsar lésbicas de restaurante: 'Coisa nojenta'

Nos próximos capítulos de "Império", Enrico (Joaquim Lopes) tentará expulsar duas lésbicas de seu restaurante. Sem desconfiar de que o pai, Cláudio (José Mayer), mantém um relacionamento homossexual, ele ficará irritado ao ver as mulheres juntas e ainda criticará a mãe, Beatriz (Suzy Rêgo), por achar a situação normal.

A confusão acontecerá quando a família estiver reunida no restaurante, durante o jantar. Sentado à mesa com os pais e a irmã, Bianca (Juliana Boller), o chef de cozinha ficará incomodado ao ver duas moças flertando.

Cláudio nem perceberá e falará sobre a comida de Vicente (Rafael Cardoso). Beatriz concordará que os pratos são muito bons. A conversa continuará, até que Enrico mudará de assunto abruptamente.

- Um lugar onde tem família, crianças... É muita falta de vergonha na cara mesmo - reclamará, referindo-se às mulheres.

- Do que que você está falando, meu filho? - questionará Beatriz.

- Essas duas sapatas aí do lado... Coisa mais nojenta.

Bianca dirá que não vê problemas e deixará o irmão mais indignado:

- E vocês deixam a Bianca dizer que uma pouca vergonha dessas é uma boa? Assim ela acaba... Sei lá, se fosse minha filha, eu proibia - reagirá o empresário, atacando os pais.

- O mundo está mudando muito com relação a essas questões, Enrico - defenderá Cláudio, sentindo-se pouco à vontade com o tema.

- Que mudem os outros, eu não. Eu vou lá falar com elas. Estão passando do limite.

Beatriz impedirá o filho, mas ele afirmará que precisa evitar um beijo em público. A mãe insistirá que não há nada demais na cena.

- Mãe! Quer bancar a moderninha agora, é? - perguntará Enrico.

- Discriminação sexual é crime. Você vai ficar muito mal visto se tomar uma atitude dessas - opinará Beatriz.

- Eu é que sou o careta... Esse mundo está de cabeça virada. Não sei onde isso vai acabar, viu? - encerrará o chef, bufando.

Fonte: Patricia Kogut, Anna Luiza Santiago, 06/08/2014

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