Gays já estreiam indo para o quarto na nova novela "Império"

quinta-feira, 24 de julho de 2014 0 comentários

Klebber Toledo e Zé Mayer: o casal gay da nova novela das nove, 'Império'

José Mayer e Klebber Toledo viverão casal gay na novela “Império”; assista às primeiras cenas

O que era tabu está virando regra: personagens gays (com ou sem estereótipos ou beijos) são retratados a cada novela da TV Globo. Depois dos casais Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso), de Amor à Vida, e Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de Em Família, o novo folhetim das nove Império seguirá esses passos – em dois tons bem diferentes.

De um lado, Leandro e Cláudio (vividos por José Mayer e Klebber Toledo) formarão um par sem muitas afetações, em clima realista. Já o jornalista e blogueiro Téo, de Paulo Betti, terá cor mais extravagante.

Os personagens ainda não entraram em cena, mas um vídeo que circula no YouTube com 30 minutos de cenas da novela mostra que o autor Aguinaldo Silva teve a coragem, ao menos num primeiro momento, fugir de lugares-comuns. No trecho, Leandro e Cláudio trocam comentários carinhosos em um encontro num quarto. “Tava com saudade”, diz o personagem de Toledo. “Então… Direto pro quarto”, ordena Mayer. Assista a partir dos 15:00:



Curiosamente, o autor Aguinaldo Silva criticou na internet o beijo gay da novelaAmor à Vida, quando a cena foi exibida, e já afirmou que é possível filmar uma história de amor entre dois homens sem apelar para cenas mais diretas. Portanto… Nada de carícias desta vez?

O primeiro encontro do casal deve ir ao ar nesta quinta (24).

Fonte: Veja São Paulo, por Tiago Faria, 23/07/2014

Personagem gay agora é bom negócio para qualquer ator
Nova novela das nove que estreiou nesta segunda-feira, 'Império' tira José Mayer do seu tradicional papel de galã sedutor (de mulheres) para viver homossexual

Interpretar um homossexual no cinema ou na televisão já chegou a ser visto como um risco profissional, a ponto de deixar o ator marcado para sempre. Não mais. O público amadureceu à medida que os gays foram conquistando seus direitos na sociedade, e, hoje, um personagem homossexual bem construído pode ser o passaporte para o reconhecimento e até o estrelato. Em Hollywood, basta citar o exemplo de Jared Leto, premiado com o Oscar deste ano de melhor ator coadjuvante por Clube de Compras de Dallas, em que vive um homossexual. Nas novelas brasileiras, a lista de atores que vêm alcançando reconhecimento com personagens gays é cada vez maior. Mateus Solano e Thiago Fragoso, o casal Félix e Niko de Amor à Vida, são prova disso.

Sempre cercados de uma onda de curiosidade - em geral alimentada pela questão "vai ter beijo?" -, os gays se tornaram onipresentes na ficção, não só pela necessidade de mostrar o que acontece na vida real, mas também pela capacidade de mobilizar espectadores. Não é exagero dizer que Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de Em Família, atraíram mais atenção do que a protagonista Helena (Júlia Lemmertz). Pronta para substituir o folhetim de Manoel Carlos na faixa das 21h, Império entra no ar nesta segunda-feira com nada menos que quatro personagens gays: Xana Summer, um travesti interpretado por um improvável Ailton Graça; Téo Pereira, um blogueiro invejoso que vive de fazer fofoca na internet, vivido por um afetado Paulo Betti; Leonardo, um bonitão aspirante a modelo, papel do jovem galã Klebber Toledo; e - o mais surpreendente de todos - o cerimonialista Cláudio Bolgari, interpretado por José Mayer.

O galã com fama de pegador (de mulheres) surgirá em cena no quarto capítulo como um organizador das melhores festas do Rio de Janeiro. Casado com a ex-miss Brasil Beatriz (Suzy Rêgo), ele esconde de todos - exceto dela - que é homossexual e tem, há dez anos, um caso com Leonardo (Klebber Toledo). "Já faz um tempo que busco papéis diferentes, e acho divertido mexer um pouco com aquela fama de conquistador que se formou a meu respeito por causa de personagens anteriores", comentou o ator, no lançamento da novela. Ao site de VEJA, ele afirmou que evita planejar suas realizações na profissão e prefere se deixar levar pelo papel. "Cada personagem traz conteúdos diferentes, e é isso que acaba criando, fisicamente, posturas e expressões diferentes a cada novo trabalho."

Na única cena divulgada pela TV Globo em que o novo casal gay aparece junto, Claudio fala cara a cara com Leonardo, da mesma forma como o Pedro de Laços de Família (2000) faria com Helena (Vera Fischer), Íris (Deborah Secco) ou Cíntia (Helena Ranaldi). As fãs que se acostumaram a ver José Mayer em papéis sedutores, desde o Osnar de Tieta (1989), nunca poderiam ter imaginado que seu decantado sex appeal seria usado um dia em terreno gay. Mas a verdade é que o próprio ator nunca se acomodou no papel de galã:
O que existe de mais valioso nesta profissão é a liberdade para romper nossos próprios limites e ajudar o espectador a ampliar sua capacidade de perceber a multiplicidade da experiência humana".

Vida real - Nas novelas, gênero que muitas vezes parece já ter esgotado todas as histórias possíveis, o universo gay é um terreno fértil e tende a ser explorado com cada vez mais liberdade, abordando desde os direitos civis como a aceitação dos familiares. Para Aguinaldo Silva, autor de Império, a dramaturgia nada mais é do que um reflexo do dia a dia. "Quando escrevo meus personagens, quero retratar um pouco do que vejo na sociedade. Sempre digo que não trabalho com tema, e sim com tramas. Esse é o meu lema quando escrevo uma novela", contou ao site de VEJA. Tratados com tanto esmero pelos dramaturgos, esses papéis têm atraído o interesse dos atores. Até então com uma galeria de patricinhas mimadas na TV, Tainá Múller, a Marina de Em Família, não escondeu a felicidade de ser escalada para viver uma fotógrafa homossexual.
Há tempos eu queria uma personagem que me tirasse do chão", comentou logo no início da novela que pode ser vista como um divisor de águas em sua carreira.
A partir desta segunda – já que José Mayer não precisa mais provar a que veio –, a bola está com o belo Klebber Toledo. Lançado em Malhação em 2007 e com cinco novelas no currículo, o ator de 28 anos tem em Leonardo seu personagem mais complexo. Em conversa com o site de VEJA, Klebber preferiu ser comedido ao falar da expectativa em torno do novo desafio. "Procuro não criar um rótulo para ele. É o Leonardo que tem de se classificar", disse, frisando que seu personagem tem uma "história de amor" com Claudio. "É um relacionamento, não um namorinho, uma ficadinha." Ele acredita que o casal vai conquistar a simpatia do público e não tem o menor receio de que o novo papel arranhe sua imagem de galã promissor.


Com a nova trama, Aguinaldo discutirá também o direito de permanecer no armário – uma ironia típica do autor para esses tempos de vigilância sexual. Já que Claudio esconde sua homossexualidade – e, pior, é casado com uma mulher –, o namoro tem os problemas típicos de um relacionamento extraconjugal. Com um agravante: o cerimonialista é alvo das fofocas do blogueiro Téo Pereira. Mais jovem e, portanto, com menos explicações a dar para o mundo, Leonardo pressiona Claudio a viver o amor sem reservas. "É um sentimento único. Ele ama mesmo essa pessoa", diz Klebber, que diz ainda não ter concluído a formação de seu personagem. "Ele é natural, entregue ao que sente. Não sei se vai dar pinta. E sabe que eu nem pensei nisso?"

Fonte: Veja, Patricia Villalba, 20/07/2014

Lesbifobia em Rio Preto: casal de mulheres agredidas na saída de boate gay

quarta-feira, 23 de julho de 2014 0 comentários

Mulher diz que segurança da boate não ajudou; outra está internada

Mulheres levam surra na saída de boate gay e acusam homofobia

Duas mulheres foram agredidas na saída de uma boate gay na madrugada de domingo, 13, em Rio Preto (SP). Uma delas está internada na Santa Casa com ferimentos pelo corpo, depois de ter sido vítima de preconceito. Elas teriam sido agredidas por um homem no estacionamento da boate, por estarem de mãos dadas. 

Segundo a vendedora, de 24 anos, o homem xingou a companheira dela, uma operadora de caixa, de 27 anos, e em seguida começou as agressões. A confusão teria acontecido quando as duas andavam de mãos dadas procurando outras amigas no local. “Ele dizia que éramos sapatão e que sapatão tinha que morrer. Minha namorada tentou ignorar, mas ele continuou os xingamentos até começar a nos agredir com socos. Eu não me feri muito porque protegi o rosto com os braços, mas ela está com o rosto todo ferido”. 

A mulher disse que mantém o relacionamento há 9 meses e que essa é a primeira vez que são vítimas de preconceito. “Dois seguranças viram e não fizeram nada. Eles disseram que o agressor estava acompanhado de mais gente e eles estavam apenas em dois. Cadê a segurança e a responsabilidade dos organizadores?”. 

Segundo a assessoria do hospital, a vítima chegou ao hospital com suspeita de espancamento e está internada em um quarto. Não há risco de morte e o quadro de saúde é considerado estável. 

O chefe de segurança da boate nega que tenha ocorrido omissão e afirma que uma das mulheres reiniciou a briga depois que a confusão já estava controlada. “Já tínhamos apartado a briga e uma delas pegou uma pedra grande e atirou na cabeça do rapaz. Já estava controlado e ela tomou essa atitude, aí complica. Não sei dizer para onde o rapaz foi, só sei que uma travesti amiga dele, colocou ele ensanguentado dentro de um carro preto e foram embora. Inclusive quando passaram em frente a boate, elas chutaram o carro e ainda bateram com o sapato”, disse. Um boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal e injúria. Ocaso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Fonte: Diário Web, por Tatiana Pires, 15/07/2014

Documentários sobre a dor e a delícia de ser LGBT

terça-feira, 22 de julho de 2014 0 comentários


Eu vos declaro

Adriana, Munira, Luís, Nilton, Marco, Will e Léo são brasileiros que vivem ou viveram relacionamentos homoafetivos estáveis. Em um país, cuja legislação para esse segmento social ainda é falha, criaram um novo conceito de família. No filme “Eu vos declaro…” (2012), com direção de Alberto Pereira Jr., estes personagens reais abrem suas intimidades e mostram histórias de amor, de luta e de superação.

O documentário participou da 7ª Mostra de Cinema e Vídeo de Miracema, no Tocantins. Esteve também na 20ª edição do Festival Mix Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de competir no 6º For Rainbow, em Fortaleza, no Ceará.

Confira abaixo o trabalho do diretor Alberto Pereira Jr.



Fonte: Gira São Paulo, 18/07/2014

Jovens brasileiros contam porque não têm coragem de assumir a homossexualidade

Eles não queriam ser gays. Eles não escolheram ser gays. Mas a sociedade os julga, os amigos os xingam, os pais os rejeitam e as religiões os mandam para o pior dos infernos. Para se proteger de tudo isso, milhares, senão milhões, de jovens brasileiros homossexuais vivem suas vidas “no armário”. Em um vídeo sensível e tocante, o canal Põe na Roda convidou alguns desses adolescentes para conversar, anonimamente, sobre o assunto. Afinal, o que há dentro do armário?

Se nas Crônicas de Nárnia, o armário reservava um mundo mágico a ser explorado, o conceito pode ser, de certa forma, aplicado à realidade desses garotos. Enquanto que em certos grupos e situações (às vezes, somente na internet), eles conseguem ser do jeito que são (a mágica da liberdade!) sem grandes preocupações, na família, na escola, na igreja e no trabalho, a vida falsa e aquilo que é omitido é um grande peso. No vídeo, alguns deles mencionam inclusive pensamentos de negação, como o desejo de ter nascido heterossexual ou a vontade de “cura”.

As histórias contadas por eles também revelam marcas profundas do machismo na sociedade: o pai que se preocupa com “o que vão pensar sobre ele ter um filho gay”, a necessidade de se afirmar “macho” para fugir da homofobia e o sonho que pais têm em “ter um filho que jogue futebol e se case com uma mulher “. Essa é apenas mais uma prova de que o machismo não afeta apenas as mulheres, mas os próprios homens – homossexuais ou não.

Nas religiões, a impossibilidade de salvação para os gays é outro pensamento que pesa. “Dizem que Deus é amor”, afirmou um dos garotos, inconformado em ser considerado pecador pelo simples fato de amar alguém do mesmo sexo. Mas a aceitação não é apenas um mal estar individual. Estar no armário e não ser aceito mata. Milhares de adolescentes homossexuais cometem suicídio todos os anos por causa disso. Eles não querem ser uma vergonha para os pais, nem para a sociedade. Eles só queriam ser aceitos e amados.

O fim do vídeo traz uma das partes mais emocionantes e nos lembra que não só no Brasil, mas no mundo, sair do armário ainda é um ato político. Assista ao vídeo, compartilhe, discuta e permita que os homossexuais compreendam que há magia também fora do armário.



Fonte: Terra, Hypeness

O requeijão da Vigor apoia as famílias LGBT

segunda-feira, 21 de julho de 2014 0 comentários

Famílias diferentes. Contextos diferentes. Uma coisa
em comum: o amor. Inclusive pelo mesmo requeijão

Pode até ser que abordar a homossexualidade em 2014 já não seja tão polêmico, mas uma coisa é certa: o assunto ainda é delicado o suficiente para impactar marcas de forma positiva ou negativa.

A Vigor muito provavelmente sabe disso, mas mesmo assim acreditou que valia a pena arriscar. Em uma imagem elegantemente simples, a empresa conseguiu representar a homossexualidade e se posicionar a favor da igualdade em um post no Facebook.

É um pouco contraditório querer que a homossexualidade seja encarada como algo normal se, quando dois personagens do mesmo sexo vão se beijar na novela, isso vira notícia e atração digna de último episódio. Se querem que a homossexualidade seja vista como algo comum nada como tratá-la de forma comum. E foi o que fez a Vigor.

Para o alívio do marketing da Vigor, a imagem foi muito bem aceita pelo público, mas, recentemente, a marca Honey Made (americana) teve problemas ao abordar o assunto em um anúncio de TV, sendo atacada por pessoas que acharam a abordagem um absurdo e a consideraram apologia à homossexualidade. (Ver abaixo vídeo da propaganda da Honey Made e sua resposta - também em vídeo -  aos ataques preconceituosos).

Sim, o anúncio de Facebook feito pela Vigor não chega nem perto de um comercial na TV, mas mostra uma propensão da marca a sair do cômodo. Louvável a atitude de marcas como a Vigor de tentar fazer o mundo um pouquinho melhor enquanto vendem seu peixe.


Com informações de Geek Publicitário, por Diogo Maciel, 18/07/2014

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