União Europeia dará asilo a LGBT perseguidos em seus países de origem

terça-feira, 12 de novembro de 2013 0 comentários

No ano passado, pela primeira vez, homossexuais protestaram em Uganda

Tribunal europeu garante direito de asilo a homossexuais perseguidos

Decisão da Corte Europeia de Justiça garante a gays e lésbicas o direito de asilo na UE caso eles sejam perseguidos em seus países de origem por serem homossexuais.

Quem sofrer perseguição em seu país por ser homossexual poderá entrar com pedido de asilo na União Europeia (UE), decidiu a Corte Europeia de Justiça nesta quinta-feira (07/11) em Luxemburgo. Violações dos direitos fundamentais ou represálias contra lésbicas e gays, como penas de prisão, são considerados atos de perseguição, sublinhou a corte.

Os juízes declararam que, caso sofram ameaças de punição em seus países de origem, pessoas que vivem abertamente como homossexuais formam um grupo social ao qual se aplica o direito de asilo.

O caso específico se refere a três cidadãos de Serra Leoa, Uganda e Senegal – países africanos que criminalizam práticas homossexuais. Em tais países, o homossexualismo é punido com duras pena de prisão ou de dinheiro.

Novos parâmetros legais

Os três africanos entraram com pedido de asilo na Holanda. Juízes holandeses recorreram à Corte Europeia de Justiça para a interpretação de uma diretriz da União Europeia sobre a proteção de refugiados. Segundo a organização Anistia Internacional, a homossexualidade é proibida em 38 países africanos.

Os juízes em Luxemburgo decidiram que, de acordo com as leis europeias, podem requerer asilo somente aqueles que sofrem, em seus países de origem, a ameaça de duras sanções, como penas de prisão. Além disso, tais penas devem ser de fato executadas pelas autoridades locais. Somente a proibição de práticas homossexuais não implica a perseguição, esclareceram os juízes. Os juízes holandeses avaliarão agora o caso sob a luz da decisão da Corte Europeia de Justiça.

Paralelo com filiação religiosa

Ativistas de direitos humanos saudaram o veredicto dos juízes em Luxemburgo. A organização de apoio a refugiados Pro Asyl, com sede em Frankfurt, declarou que a decisão deverá ter consequências para a política de asilo também na Alemanha.

Marei Pelzer, responsável por política legal na Pro Asyl, disse que muitas pessoas, por exemplo do Irã, teriam sido extraditadas da Alemanha com o argumento de que elas poderiam simplesmente esconder a orientação sexual em seus países de origem. A Corte Europeia de Justiça confirmou agora que isso não pode ser exigido, disse Pelzer.

A Pro Asyl vê um paralelo entre a atual decisão e um recente veredicto, também da Corte Europeia de Justiça, sobre a filiação religiosa. Na ocasião, o tribunal europeu ressaltou que não se pode exigir de uma pessoa que ela oculte sua fé, o que teria levado a uma mudança de pensamento na Alemanha.

Medo de discriminação

A etnóloga Claudia Körner, especialista em África da Fundação Hirschfeld Eddy, disse que o veredicto da Corte Europeia de Justiça sobre o direito de asilo a homossexuais perseguidos é um sinal importante para refugiados gays e lésbicas da África Oriental.

Até agora, muitos refugiados, principalmente de países da África Oriental, como Uganda, não tinham coragem de declarar sua homossexualidade às autoridades europeias como motivo de asilo. Tais refugiados têm um medo profundo de discriminação após as vivências por que passaram no seu país de origem, disse Körner.

"O veredicto deverá acelerar os processos de asilo e levar a decisões mais positivas", disse a especialista da Fundação Hirschfeld Eddy, organização de defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Segundo a etnóloga, no passado, ao menos dois ugandenses conseguiram obter asilo na Alemanha devido à sua homossexualidade.

Volker Beck defende direitos dos homossexuais
Veredicto "histórico"

Körner afirmou que a decisão da Corte Europeia de Justiça é positiva, mesmo que o veredicto se aplique, a princípio, somente a uma parcela ínfima dos casos, já que as decisões judiciais se referem somente à perseguição estatal e não à perseguição da sociedade, que no caso de Uganda é particularmente drástica. Nesse país africano, gays e lésbicas convivem com o medo constante de serem expulsos de casa por suas famílias ou de serem vítimas de agressões corporais na rua.

Em Berlim, o deputado verde Volker Beck, que luta há anos pelos direitos dos homossexuais, falou em veredicto histórico. Segundo Beck, é assustador que em pleno século 21 ainda haja 70 países no mundo que impõem sanções penais à homossexualidade.

Fonte: Deutsche Welle, 08/11/2013 

Daniela Mercury entrevistada por Marília Gabriela e estrela de campanha da ONU pelos direitos LGBT

segunda-feira, 11 de novembro de 2013 0 comentários

Rick Martin e Daniela Mercury estrelarão campanha pela igualdade de direitos

Livre e Igual. ONU Lança Campanha Pela Igualdade De Direitos Com Rick Martin e Daniela Mercury. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos lançou nesta sexta-feira a campanha “Free & Equal” (Livre e Igual), uma ação sem precedentes para o público global de educação sobre os direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT).

A notícia foi dada através de uma coletiva de imprensa realizada na Cidade do Cabo, África do Sul. Na ocasião, a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU (Organização da Nações Unidas), Navi Pillay, acompanhada pelo Arcebispo Emérito Desmond Tutu e Justice Edwin Cameron do Tribunal Constitucional Sul-Africano estiveram juntos para anunciar o lançamento do projeto. A declaração de apoio foi lida em nome da renomada cantora Sul-Africana e embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, Yvonne Chaka Chaka.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos promete um mundo no qual todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos – sem exceções, ninguém é deixado para trás, disse o Alta Comissária Pillay. No entanto, ainda é uma promessa vazia para muitos milhões de pessoas LGBT forçados a enfrentar o ódio, a intolerância, a violência ea discriminação em uma base diária.
Uma mudança de atitudes nunca é fácil. Mas isso já aconteceu em outras regiões e está para acontecer já em muitas partes do mundo. Ela começa com conversas, muitas vezes difíceis, e completou… E é isso que nós queremos fazer com esta campanha. ”Free & Equal” vai inspirar milhões de conversas entre as pessoas em todo o mundo e em todo seu espectro ideológico., concluiu a Alta Comissária da Organização das Nações Unidas.
O objetivo principal da campanha ”Free & Equal“ é aumentar a conscientização sobre a violência homofóbica, transfóbica e a discriminação, incentivando um maior respeito pelos direitos das pessoas LGBT. Ao longo de 2014, a campanha irá lançar uma série de conteúdos criativos ao longo das linhas de “The Riddle“, um vídeo será divulgado pelo OHCHR para o Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia, e irá contar com ‘A história de uma mãe do Brasil’, primeiro de uma série de filmes e entrevistas feitos com os familiares das pessoas LGBT em todo o mundo.

Hoje, mais de 76 países ainda criminalizam relações homossexuais consensuais, locais onde a discriminação contra pessoas LGBT é generalizada – inclusive no ambiente de trabalho, bem como nos sectores da educação e saúde, violência e ódio motivados contra pessoas LGBT, incluindo agressão física, violência sexual e assassinatos seletivos, são registrados em diversas regiões do mundo. 

A campanha terá como foco a necessidade de promover as reformas legais e de educação pública para combater a homofobia e transfobia. Uma série de celebridades que tem compromisso com a igualdade prometeram o seu apoio para ”Free & Equal“. Elas serão os Campeões da Igualdade da ONU e irão ajudar a espalhar mensagens e materiais da campanha através de suas mídias sociais. Dentre os artistas convidados estão o astro pop Ricky Martin, a cantora Sul Africana Yvonne Chaka Chaka, a atriz de Bollywood, Celina Jaitly e cantora brasileira Daniela Mercury, que já é Embaixadora do UNICEF a mais de 18 anos.

Follow:

Acompanhe e participe da Campanha “Free e Equal”:

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Twitter: http://www.twitter.com/free_equal
Saiba mais em: http://www.unfe.org

CEO da Apple explica porque é melhor para as empresas a aceitação de seus funcionários LGBT. E o senado americanano aprova lei contra discriminação a homossexuais no trabalho

sexta-feira, 8 de novembro de 2013 0 comentários

Tim Cook, CEO da Apple

No dia 3 de novembro, em artigo para o Wall Street Journal, o CEO da Apple, Tim Cook, exortava o Senado americano a aprovar o projeto de lei contra a discriminação aos LGBT no local de trabalho, o que ocorreu ontem, dia 07/11/2013 (ver matéria abaixo). 

Em seu artigo, Cook salientou alguns pontos que vale a pena registrar e bem poderiam ser um guia para empresas em todo o mundo. Disse o CEO da Apple:
Na Apple, temos o compromisso de criar um local de trabalho convidativo e seguro para os empregados, independente de sua etnia, gênero, nacionalidade ou orientação sexual. Temos uma política antidiscriminatória que vai além da proteção que os trabalhadores americanos já contam pela legislação federal, especialmente porque proibimos a discriminação contra nossos funcionários LGBT. 
Em nossa opinião, aceitar a individualidade das pessoas é uma questão de dignidade humana básica e de direitos civis. É também uma posição fiadora da criatividade que fomenta nosso negócio porque as pessoas dão muito mais de si mesmas quando se sentem plenamente reconhecidas e integradas. Quando as pessoas são aceitas plenamente, elas se sentem confortáveis e confiantes para desenvolver todo o seu potencial. 
Por muito tempo, muitas pessoas tiveram que esconder parte de sua identidade no local de trabalho. Os que foram discriminados pagaram um alto preço em razão da falta de uma legislação específica contra a discriminação. Mas não foram só eles que pagaram esse alto preço e sim todos nós. Se nossos colegas não podem ser eles mesmos no local onde trabalham, seguramente não poderão ser os melhores funcionários. Quando existe discriminação no trabalho, nós solapamos o potencial das pessoas e negamos a nós mesmos e à sociedade os benefícios plenos dos talentos individuais. 
O Congresso deveria agarrar a oportunidade de desferir um golpe contra a intolerância aprovando o Ato Contra a Discriminação no Trabalho (Employment Nondiscrimination Act).
Felizmente o Senado americano escutou esta voz da razão. Que outros congressos no mundo também escutem.

Fonte:
Tradução e edição do artigo de Tim Cook, no WSJ, intitulado Workplace Equality Is Good for Business - One reason why Congress should support the Employment Nondiscrimination Act.
Senado dos EUA aprova lei contra discriminação de gays no trabalho
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira por grande maioria uma lei que proíbe todo tipo de discriminação no trabalho pela orientação sexual ou a identidade de gênero, uma medida que agora passa à consideração da Câmara dos Representantes, onde seu futuro é mais incerto.

Por 64 votos a favor e 32 contra, a câmara alta deu o sinal verde à proposta, a primeira legislação contra a discriminação laboral do coletivo de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais na história dos EUA.

O presidente americano, Barack Obama, que fez dos direitos dos homossexuais um pilar de sua plataforma de reeleição em 2012, comemorou imediatamente a aprovação da lei, porque "ninguém deveria perder jamais seu trabalho simplesmente por quem são ou a quem amam".

"A vitória de hoje é um tributo para todos os que lutaram por este progresso desde que se apresentou uma lei similar há mais de três décadas, após os distúrbios (do coletivo homossexual) em Stonewall (Nova York)" em 1969, disse Obama em comunicado.

O líder pediu que a câmara baixa aprove a medida, que tem "o apoio arrasador do povo americano, incluída uma maioria de eleitores republicanos, além de muitas corporações, pequenos negócios e comunidades de fé".

No entanto, o líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner, antecipou na segunda-feira que não apoia a lei porque "aumentará os litígios frívolos e custará empregos, especialmente nos pequenos negócios".

Fonte: Terra, 07/11/2013

Em entrevista, atriz Maria Zilda assume casamento com arquiteta

quinta-feira, 7 de novembro de 2013 0 comentários

Maria Zilda e Ana Kalil
São mais de 30 anos de TV; como atriz, já fez mais de 20 novelas, sem contar as minisséries, seriados e especiais. No teatro e no cinema, Maria Zilda Bethlem interpretou mais de uma dezena de papéis e tem experimentado também o outro lado das câmeras, como produtora e diretora, o que poucos sabiam – daí, ter sumido um pouco do panorama nacional. Impulsiva, não tem medo de se arriscar – e isso a levou a uma bem-sucedida sociedade com Beto Sutter e John Blair, casal de empresários e produtores conhecido em Manhattan como “reis da noite” e responsáveis pelo successo de boates como Roxy, Avalon, XL e, recentemente, Stage48, e também pela criação e produção de vários projetos, incluindo shows com Madonna, Cher, Bette Midler, Beyoncé, Kristine W, Chaka Khan e vários outros.

Juntos, Maria Zilda e Beto Sutter, recentemente, foram também produtores e diretores do show“Creature”, que ganhou prêmio de melhor espetáculo Off-Broadway em 2012, estrelado pela famosa Bebe Zahara Benet (vencedora do Reality Show “RuPaul’s Drage Race – Season One”). A dupla está por trás do sucesso dos espetáculos “Ballets with a Twist”, com a coreógrafa internacional Marilyn Klaus e música do compositor e diretor musical de Cyndi Lauper, Stephen Gabouri, ganhador do Grammy.

Na semana passada (22/10/13), Maria Zilda e Sutter estrearam no Joe’s Pub o show “Vanity” que acompanha o primeiro disco de Bebe Zahara Benet, a ser lançado no inicio do ano. Quem estiver em Manhattan neste sábado (2/11), pode assistir ao show com a comediante australiana PAM ANN, que retorna a Nova York depois de completar uma turnê pela Europa, onde a lotação de todos os shows foi completamente esgotada. O show vai seguir para Los Angeles e depois, Austrália!

Símbolo sexual que marcou época, Maria Zilda sabe como poucos proteger a vida pessoal, apesar de ser uma figura intensamente pública. Por isso, foi uma surpresa para o Brasil quando, esta semana, assumiu o relacionamento de seis anos com a arquiteta e cenógrafa Ana Kalil. Mãe de dois filhos, ela manteve a discrição. Não teve anúncio oficial ou entrevista; apenas, uma simples mudança no status de relacionamento no Facebook. Quase ninguém sabia que Zilda e Ana já haviam oficializado o casamento com festa intimista nos jardins da casa dos padrinhos em Westchester, NY, numa dessas estadas mais longas na cidade, em 13 de junho (Dia de Santo Antônio), e, depois, viajado num cruzeiro pelo Caribe. O local não foi escolhido ao acaso: Ana é americana; depois de morar na Bahia até os 20 anos, veio para o Rio.
Agora, ela fala pela primeira vez sobre o assunto:

“Fui ao shopping, ao salão, conversei com a manicure, encontrei conhecidos, amigos e as pessoas não tinham nada de negativo no olhar. Muito pelo contrário”. Maria Zilda é assim: “deleta” tudo o que é negativo, só armazena as boas energias. “Desde a notícia sobre o meu casamento com a Ana, só tenho ouvido palavras boas pela minha atitude. Quero manter esse bom astral”.
Na seção “Invertida”, conheça mais um pouco mais sobre a pessoa mais comentada do Brasil nos últimos dias.

UMA LOUCURA: “Loucura foi ter me lançado, depois de mais de 30 anos de carreira no Brasil como atriz e produtora, no mercado de showbusiness nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova York, na área de criação, produção e direção”.

UMA ROUBADA: ”Uma só? A Cedae, a CEG, os serviços em geral, o trânsito, a noite no Rio e tome roubada… Outra roubada é acreditar sempre antes de pedir referências ou de checar quem são as pessoas”.

UM PORRE: “Meus porres? Incontáveis… (risos) Mas, porre mesmo é gente burra, jornalista desinformado e pessoas invejosas e/ou vingativas, com síndrome de bronca de arquivo“.

UMA FRUSTRAÇÃO: “Não ter continuado a estudar balé clássico“.

UM APAGÃO: “Tudo que não é bom, prazeroso ou alegre de lembrar eu deleto. Deleto mesmo!!! Fatos, nomes e pessoas também. Só lembro do que vale a pena lembrar”.

UMA SÍNDROME: “Tenho sérios problemas com impontualidade, bagunça, desorganização, desleixo, falta de capricho, sujeira, porta de banheiro aberta e de armário também. Isso é síndrome de quê? Ai, será que é TOC? Vou perguntar ao Rei”!

UM IMPULSO: ”Sou totalmente impulsiva. Primeiro, eu vou; depois, pergunto aonde (risos). Gosto de arriscar, gosto dos desafios”.

UM MEDO: ”Medo de quem não tem mais nada a perder“.

UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa em melhorar como pessoa a cada dia! Ser agradável. É tudo que eu quero. Tudo é força de expressão. Mas, quero sempre alcançar a harmonia, a serenidade. Estou conseguindo. Devagar e sempre”.

UM DEFEITO: “Você devia tirar esse ’um’ da frente, Lu. Tenho vários, mas trabalho para atenuá-los. Intolerância, impaciência, pressa, possessividade, ciúme…”

UM DESPRAZER: ”Desprazer é o uso sem critério do telefone celular e rádio em lugares públicos. Tem coisa mais chata do que gente falando alto, de assuntos que não lhe interessam, ao seu lado num restaurante, por exemplo”?

UM INSUCESSO: “Teatro Musical Brasileiro 3. Sabe quando você tem tudo para fazer o que sonhava e acaba fazendo o que não queria, com quem você não escolheu”?

UMA PARANOIA: “Onde vamos parar com toda essa violência”?

Fonte: IG, Lu Lacerda, 02/11/2013

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