Parlamentar de Israel pode se tornar primeiro prefeito gay do Oriente Médio

quarta-feira, 7 de agosto de 2013 0 comentários

Nitzan Horowitz

"Cidade", de acordo com a definição do parlamentar israelense Nitzan Horowitz, 48, "é um lugar para todos".

O político expõe a sua convicção universalista enquanto fala à reportagem sobre questões urbanas como o transporte ou a educação.

Mas, vinda do primeiro membro abertamente gay eleito para o Parlamento de Israel, a mensagem simboliza também sua ambição de um país mais inclusivo para a população homossexual.

Horowitz concorre em outubro à Prefeitura de Tel Aviv. Se eleito, será o primeiro prefeito gay do Oriente Médio. Representando o partido de esquerda Meretz, ele tem 26% das intenções de voto, segundo pesquisa de junho. O atual prefeito, Ron Huldai (Trabalhista), lidera com 53%.

Se, durante os próximos meses, Horowitz convencer seus eleitores, terá a chance de liderar a cidade conhecida por bares e praias voltadas para o público homossexual. Mas, para além da fama, terá de lidar também com o preconceito velado e a violência que não costumam aparecer nas brochuras de turismo.

"Os gays ainda enfrentam desigualdade em questões como casamento, constituição de família e adoção de crianças", afirma. "Há muita homofobia e humilhação."

Israel tem sido, nos últimos anos, divulgado como porto seguro para a população gay no Oriente Médio. Mas ativistas criticam o marketing usando o termo "pinkwashing", ou "lavagem rosa" - ou seja, valorizar as liberdades civis de gays no país para desviar o foco da ocupação dos territórios palestinos.

Horowitz discorda. "É verdade que temos problemas. É uma situação muito injusta, e você não pode usar uma questão para camuflar outra. Mas é verdade também que os gays vivem melhor aqui do que no restante da região."

A homossexualidade, afinal, é criminalizada nos vizinhos Síria e Arábia Saudita.

INFLEXÃO

Quando Horowitz cresceu, ser gay também era ilegal em Israel. Mas, em poucas décadas, o país viu rápido avanço nos direitos civis. "Era proibido quando eu tinha 15 anos, mas aos 25 já tínhamos paradas gays. Minha geração experienciou a mudança."

Na semana passada, Jerusalém fez marcha pelos direitos de homossexuais; em junho, Tel Aviv reuniu 100 mil pessoas na parada. "Era inimaginável ver um casal gay de mãos dadas na rua, e as pessoas tinham de se ver em segredo", diz. Hoje, casais gays se reúnem diante do hotel Hilton de Tel Aviv, na apelidada "praia dos cachorros".

Para a campanha à prefeitura, porém, Horowitz não quer ser visto apenas como candidato da comunidade gay. Sua proposta é, a longo prazo, garantir uma cidade em que os habitantes possam viver em iguais condições.

Foi dele a proposta de legalizar o casamento civil no país. Hoje, só é possível casar-se religiosamente. A medida não passou. "Resolveria o problema de todos os casais em Israel, não só dos gays."

Fonte: Folha de SP, Diogo Bercito, 04/08/2013

Homofobia familiar: Pai agride o filho homossexual

terça-feira, 6 de agosto de 2013 0 comentários


Pai é indiciado por torturar filho gay e ameaçar arrastá-lo pela rua em Três Lagoas (MS)

Um pecuarista de Três Lagoas (328 km de Campo Grande) foi indiciado pelo crime de tortura ao agredir o filho – um adolescente de 16 anos –, que é homossexual. Segundo a polícia, o homem de 46 anos também usou uma corda para amarrar os pés do filho ao engate de uma caminhonete, ameaçando arrastá-lo pela rua, por causa da orientação sexual do rapaz.

As agressões foram cometidas na madrugada de segunda-feira (29). Segundo o delegado Paulo Henrique Rosseto de Souza, da 1ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, o pai ficou irritado depois que o filho chegou em casa, supostamente depois de um encontro. De acordo com o relato do adolescente, depois de dar um soco em seu rosto, o pai o jogou no chão e continuou com as agressões, dizendo que iria "arrancar o demônio a unha".

A mãe e o irmão mais velho conseguiram levar o adolescente à casa da avó. Mesmo assim, ainda conforme o que a vítima contou à polícia, o pai voltou a agredi-lo, batendo sua cabeça contra o chão. Depois da sessão de espancamento, o próprio pai levou o filho ao hospital, mas, segundo o rapaz, para que fosse "curado" da homossexualidade. Foi neste trajeto que o pecuarista ameaçou arrastar o adolescente.

Homofobia

O caso foi denunciado à Polícia Civil na terça-feira (30) pelo Conselho Tutelar, que foi acionado pela mãe do rapaz. O pai foi convocado para prestar depoimento, e, segundo o delegado, permaneceu calado durante todo o interrogatório. Rosseto diz que, além dos relatos da mãe e da vítima, outras duas testemunhas confirmaram as agressões.

O adolescente chegou a ficar um dia internado. Ele teve lesões no rosto e na perna e passou por exame no Instituto Médico Legal. O delegado responsável pelo caso aguarda o laudo para concluir o inquérito. "Infelizmente, em pleno século 21, ainda lidamos com casos de violência por causa de homofobia", disse Rosseto.

Como a legislação penal brasileira não prevê o crime de homofobia, o delegado decidiu indiciar o pecuarista pelo crime de tortura, que prevê pena de dois a oito anos de prisão. "Mas não há dúvidas de que as agressões foram motivadas por homofobia." O acusado também vai responder por injúria cometida contra o filho e a mulher.

Fonte: Do UOL, em Campo Grande, Luiz Felipe Fernandes, 02/08/2013

Casais LGBT terão o mesmo tratamento que os heterossexuais no processo de concessão de vistos nos EUA

segunda-feira, 5 de agosto de 2013 0 comentários

John Kerry ressaltou que os casais precisam ter realizado o matrimônio
 em uma jurisdição que permita essas uniões

EUA ampliam a casais gays as regras para concessão de visto
União de pessoas do mesmo sexo passa imediatamente ser reconhecida em pedidos do green card

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou nesta sexta-feira que casais homossexuais terão o mesmo tratamento que os heterossexuais no processo de concessão de vistos no país. A medida é um efeito direto da decisão tomada pela Suprema Corte, em junho, que redefiniu as condições da união marital no país.

A partir de agora, um cidadão estrangeiro, legalmente casado com um americano – e independentemente de sua orientação sexual –, poderá obter mais facilmente um visto de entrada ou permanência nos EUA. O Departamento de Estado informou que a nova política será utilizada por todos os seus 222 postos de análise de vistos, independentemente de os países terem legalizado o casamento gay.

"Se você é parceiro (ou parceira) de um cidadão americano, seu pedido de visto terá o mesmo tratamento (de um casal heterossexual)", afirmou Kerry, que fez o anúncio na seção consular da Embaixada dos EUA em Londres, uma das maiores do mundo. A Inglaterra e o País de Gales aprovaram a união civil entre as pessoas do mesmo sexo em julho, mas a medida só entrará em vigor no ano que vem.

Com a queda da Lei de Defesa do Casamento, em junho, que definia o matrimônio como a união de um homem e de uma mulher, as leis migratórias foram revisadas pelo Departamento de Estado para se adaptarem à nova realidade legal.

Antes da mudança, apenas casais formados por homens e mulheres tinham o pedido de visto analisado de forma conjunta. As solicitações de casais homossexuais não eram consideradas e, portanto, a análise era feita de maneira individual.

Foi assim que, apesar de terem se casado em Nova York no ano passado, o americano Julian Marsh e o búlgaro Traian Popov conseguiam viver juntos no país – o europeu tinha um visto de estudante. Marsh e Popov foram os primeiros beneficiados pelo visto de residência permanente, o green card, concedido após a queda da Lei de Defesa do Casamento.

Imigração. A modificação também beneficiará casais homossexuais estrangeiros que pretendem viver nos EUA. "Desde que o casamento seja reconhecido em seus países, portanto, legal, ele será válido para as leis migratórias americanas", garantiu Kerry. Atualmente, 15 países permitem a união civil de pessoas do mesmo sexo – entre eles o Brasil./NYT

Fonte: Estado de SP, 03/08/2013

Boicote à vodca russa como protesto contra a homofobia de Putin

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 0 comentários

Ativistas pelos direitos homossexuais derrubam vodca russa em protesto em frente ao
consulado russo em Nova York nesta quarta-feira (31) (Foto: Mary Altaffer/AP)

Protesto contra lei 'antigay' russa chega a Nova York
Manifestantes pediram boicote à vodca russa como resposta à lei antigay. Medida proíbe 'propaganda homossexual' na Rússia.

Dezenas de pessoas participaram de uma manifestação nesta quarta-feira (31) em frente ao consulado russo em Nova York, pedindo o boicote à vodca desse país como resposta à lei que proíbe a 'propaganda homossexual' na Rússia, aderindo a um movimento iniciado em Canadá e Reino Unido.

Durante o protesto, alguns manifestantes esvaziaram várias garrafas de vodca russa como sinal do boicote que pretendem aplicar às marcas da bebida de origem russa.

'Estamos furiosos com o que está acontecendo na Rússia. Agora é ilegal defender abertamente o direito de ser gay. Não vamos ficar em silêncio', disse Ann Northrop, da associação americana para a defesa dos direitos LGBTs Queer Nation.

Ao seu lado, Bob Fluet, dono do bar Boxers de Manhattan, anunciou que o seu estabelecimento parou de vender Stolichnaya, a marca líder de vodka russa- em protesto contra a lei aprovada pelo presidente Vladimir Putin.

'Na quinta-feira passada decidimos parar de vender vodca russa. Desde sexta-feira não vendemos mais. Outra bares em Nova York e em todo o país estão fazendo o mesmo. Este movimento está apenas começando e a comunidade o apoia', declarou Fluet à agência de notícias France Presse.

O protesto de Nova York se soma aos de Londres e do Canadá, onde bares e clubes gays começaram a boicotar alguns dias atrás a vodca russa.

Vladimir Putin promulgou no final de junho uma polêmica lei que pune com pesadas multas qualquer ato de 'propaganda' homossexual diante de menores de idade.

A vodca Stolichnaya já respondeu a esta campanha com uma carta aberta difundida sexta-feira passada na qual condena as 'espantosas iniciativas do governo russo'.

Mas para Bob Fluet, 'os donos da Stoli têm que fazer algo para ajudar a comunidade gay na Rússia'. 'Telefonem para o Kremlin', pediu.

Fonte: G1 via France Press, 31/07/2013

Participe da Campanha da All Out contra a homofobia na Rússia

A cobertura das Olimpíadas de Inverno já começou, e o mundo todo está de olho na Rússia. Isso significa que temos uma grande oportunidade de pressionar os líderes mundiais a se posicionarem contra a perseguição homofóbica do governo russo.

No momento, há uma organização que pode fazer a diferença: o Comitê Olímpico Internacional. Até agora, eles se recusaram a condenar as leis homofóbicas da Rússia e a pressionar o presidente Vladimir Putin para por fim aos ataques. Mas se chegarmos a 300 mil assinaturas, entregaremos todas elas diretamente à sede do COI na Suíça, de um jeito que eles não poderão ignorar.

PARA: PRESIDENTE PUTIN, POLÍTICOS RUSSOS E LÍDERES MUNDIAISEstamos do lado dos cidadãos e cidadãs da Rússia, e exigimos que o governo deixe de perseguir lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans, alimentando o ódio e a violência.

Pedimos que lideranças russas e de todo o mundo trabalhem para eliminar leis homofóbicas e para proteger todos os cidadãos e cidadãs da violência e da discriminação na Rússia.

Por favor, assine a petição e compartilhe essa campanha!

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