Onde a homossexualidade ainda é ou deixou de ser criminalizada

segunda-feira, 22 de agosto de 2022 1 comentários


A homossexualidade, cuja descriminalização foi anunciada neste domingo (21) em Singapura, continua sendo reprimida e inclusive punida com a pena de morte em vários países, enquanto em outros é totalmente aceita.

Segundo um relatório publicado em 2020 pela Associação Internacional de Pessoas Lésbicas, Gays, Trans e Intersexuais, as relações entre pessoas do mesmo sexo são reprimidas por lei em 69 de 193 países, e em 11 podem ser punidas com a pena de morte.

Atualmente, o casamento gay é autorizado em 32 países.

Um crime na África

No continente africano, cerca de 30 países proíbem a homossexualidade. A África do Sul é uma exceção: legalizou o casamento gay em 2006. A adoção, a procriação medicamente assistida (PMA) e a gestação sub-rogada são permitidas.

As relações entre pessoas do mesmo sexo são passíveis de punição com a pena de morte em Sudão, Somália e Mauritânia. Apenas alguns países (Cabo Verde, Gabão, Costa do Marfim, Mali, Moçambique, República Democrática do Congo, Angola, Madagascar, Ruanda, Seychelles e Botsuana) as descriminalizaram.

Repressão no Oriente Médio

No Oriente Médio, Israel legalizou a adoção por casais homossexuais. A Suprema Corte também autorizou, em julho de 2021, a gestação sub-rogada para estes casais. O casamento entre pessoas do mesmo sexo não é autorizado, mas sim reconhecido quando tiver sido celebrado no exterior.

O Líbano também é mais tolerante do que os outros países árabes, onde teoricamente os homossexuais podem ser condenados à pena capital, como Arábia Saudita ou Emirados Árabes Unidos.

Evolução na Ásia

A Índia descriminalizou a homossexualidade em 2018 e Taiwan foi pioneiro no continente ao legalizar o casamento homossexual em 2019.

Na Tailândia, o Parlamento abriu em junho o caminho para as uniões entre pessoas do mesmo sexo, ao aprovar um texto em primeira instância neste sentido.

Europa, a pioneira

Todos os países europeus descriminalizaram a homossexualidade.

A Holanda se tornou, em 2001, o primeiro país do mundo a tornar legal o casamento homossexual. Outros Estados europeus seguiram seus passos: Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Reino Unido, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia, Malta, Alemanha, Áustria e, mais recentemente (em julho de 2022), Suíça e Eslovênia.

Países como Hungria, República Tcheca, Áustria, Croácia, Chipre, Suíça, Itália, Grécia e Estônia reconhecem as uniões civis.

A maioria dos países do leste europeu (Lituânia, Letônia, Polônia, Eslováquia, Romênia e Bulgária) não autoriza nem as uniões, nem os casamentos.

Na Rússia, a homossexualidade foi considerada um crime até 1993 e uma doença mental até 1999. Desde 2013, uma lei pune com multas e penas de prisão qualquer ação de "propaganda" homossexual destinada a menores.

Na Hungria, falar de homossexualidade na frente de menores também pode ser objeto de multa desde 2021.

Na Europa ocidental, vários países autorizam a adoção conjunta por casais do mesmo sexo no âmbito do casamento ou da união civil, incluindo a Holanda (desde 2001), Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França, Reino Unido, Alemanha, Finlândia, Eslovênia e Suíça, entre outros.

A procriação medicamente assistida é permitida aos casais de lésbicas em 12 países da Europa: Bélgica, Holanda, Reino Unido, Espanha, Áustria, França, Irlanda e países nórdicos.

A maioria dos países europeus proíbe a gestação sub-rogada. O recurso à barriga de aluguel é autorizada, desde que não remunerada, em Bélgica, Holanda e Reino Unido.

Avanço nas Américas 

O Canadá legalizou o casamento homossexual e autoriza a adoção, a procriação medicamente assistida e a gestação sub-rogada.

Nos Estados Unidos, em 2015, a Suprema Corte legalizou o casamento gay em todo o país.

Na América Latina, vários países permitem este tipo de união: Argentina (desde 2010), Uruguai, Colômbia, Brasil, Equador, Costa Rica e Chile. Também é permitida em 26 estados mexicanos e na Cidade do México.

Em Cuba, será realizado um referendo em setembro sobre um novo código da família, que poderia comportar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Oceania

A Nova Zelândia tornou legais o casamento gay e a adoção em 2013 e a Austrália, em 2017.

Clipping Homossexualidade no mundo, entre a pena de morte e os casamentos gays, GZH Mundo, via * AFP, 21/08/2022

Dia Nacional do Orgulho Lésbico em HQ

terça-feira, 16 de agosto de 2022 0 comentários

 A HQ do dia do orgulho lésbico, de autoria de Márcio Baraldi (nos desenhos) e Míriam Martinho (no roteiro), foi publicada em 2004 para os eventos de celebração do dia daquele ano. A atual versão foi resumida e atualizada para os dias de hoje por Míriam Martinho.



Crédito: Márcio Baraldi/Míriam Martinho. Obrigatório citar os créditos e colocar o link para o site. https://www.umoutroolhar.com.br/2022/08/dia-nacional-do-orgulho-lesbico-em-hq.html

Ver também relatório completo do histórico do dia em Orgulho Lésbico: o happening político do Ferro's Bar (edição 2022).



 Condições de compartilhamento desta HQ

:Você deve dar o crédito apropriado a autora Míriam Martinho, prover link para esta HQ e os desenhos que a ilustram, se for utilizá-los. Você não pode usar o material para fins comerciais. Você não pode remixar, transformar ou criar a partir deste material.

First Kill descontinuada: assinantes protestam contra fim de séries lésbicas na primeira temporada

quarta-feira, 10 de agosto de 2022 0 comentários

First Kill foi descontinuada após o lançamento da primeira temporada

Outras produções com protagonistas lésbicas e bissexuais também ficaram sem final

"Vou assistir a série pelo conteúdo. O conteúdo? Mulheres se beijando". Quem se entendeu lésbica ou bissexual antes da popularização dos streamings, sabe como era difícil encontrar séries que trouxessem representatividade e acolhimento. Ver The L Word em baixíssima resolução ou caçar a temporada de Naomi e Emily em Skins era uma forma de encontrar na ficção uma referência para a vida real.

Além da dificuldade de achar produções que retratassem o amor entre mulheres, quando essas figuras apareciam, geralmente tinham um final trágico. Mortes, doenças, traições e separações são comuns nessas tramas.

Alguns anos atrás, quando ainda estava conquistando espaço no mercado do audiovisual, a Netflix chamou a atenção ao produzir uma série protagonizada por uma personagem bissexual que era presa na mesma penitenciária que a ex-namorada. Orange Is The New Black recebeu, na época, o posto de série mais assistida da plataforma.

O enredo terminou após 7 temporadas em 2019. E essa foi a última vez que a companhia concluiu uma narrativa sáfica. Everything Sucks? Cancelada. I Am Not Okay With This? Ficou sem continuação. Feel Good? Também esquecida no churrasco.

Pouco tempo após o lançamento, saiu a notícia de que First Kill também não teria um desenvolvimento. A série, que ficou conhecida como o "crepúsculo lésbico", terminou com um final aberto e não será continuada pela plataforma de streaming.

Apesar dos efeitos toscos e da cenografia duvidosa, o enredo havia conquistado uma parcela considerável do público. Com poucas opções de produções focadas no amor entre mulheres, a série conseguiu entregar entretenimento e representatividade. No mês de lançamento, a trama ficou entre as mais assistidas, com 100 milhões de horas de reprodução.

Revoltados com a decisão da companhia, os assinantes subiram uma hashtag no Twitter para reclamar sobre o cancelamento da produção. "#CancelNetflix" ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter nesta quarta-feira (3).

Os fãs esperam que a empresa mude de opinião e decida criar um desfecho para o romance entre a caçadora e a vampira. E que, nas próximas produções, pare de assassinar as séries com protagonistas lésbicas e bissexuais logo na primeira temporada. Essa não foi a primeira morte, mas pode ser a última.

Comediante Gabô Pantaleão inspira lésbicas que não performam feminilidade

quarta-feira, 27 de julho de 2022 0 comentários

Gabô Pantaleão - Fotografia: Woulthamberg

Ela tem mais de 1 milhão de seguidores no TikTok, sangue alagoano e é "sapatão caminhoneira" assumida. Gabô Pantaleão não esconde seus posicionamentos políticos e garante: "Comédia é política".

De uma infância livre e feliz em Maceió aos vídeos virais de humor, Gabô precisou enfrentar alguns obstáculos. Lésbica, gorda e nordestina, disse ao Yahoo que bullying fez parte de sua infância e foi um longo caminho até conseguir se assumir.
Tinham medo de falar lésbica. É uma palavra que soa como uma doença. Tinham medo de falar 'sapatão ou sapatona'. Então, eu achava que era errado, achava que eu ia para o inferno".
Hoje, a ferida já cicatrizou e Gabô usa dessas histórias e experiências para conscientizar seu público. 
Quando eu comecei a me ver na Internet, vieram muitos comentários também. Abala, mas a gente não agrada todo mundo. Se me perguntar hoje se eu tenho hater, eu acho que muito pouco! O povo se identifica muito comigo, principalmente as lésbicas que não performam feminilidade".

Clipping "Sapatão caminhoneira", Gabô Pantaleão fala sobre humor e representatividade, Yahoo Vida e Estilo, 11/07/2022

Parlamento alemão vai homenagear as vítimas homossexuais do regime nazista no Dia Internacional da Memória do Holocausto

segunda-feira, 25 de julho de 2022 0 comentários


Dia Internacional da Memória do Holocausto é celebrado todo ano no dia 27 de janeiro


O Parlamento alemão vai homenagear as vítimas do regime nazista que foram perseguidas e mortas por sua orientação sexual pela primeira vez no ano que
vem, disse o presidente do Bundestag na sexta-feira.

Em 27 de janeiro, Dia Internacional da Memória do Holocausto, os legisladores alemães colocarão essas vítimas "no centro da cerimônia de comemoração", disse Baerbel Bas ao diário alemão Tagesspiegel.

Desde 1996, a Alemanha celebra oficialmente o Dia da Memória do Holocausto com uma cerimônia solene no Bundestag que inclui o discurso de um sobrevivente e comemorações em todo o país.
Infelizmente não há sobreviventes para o memorial às vítimas LGB — disse Bas, acrescentando que as autoridades parlamentares estão conversando com a Federação Alemã de Lésbicas e Gays (LSVD).
Ativistas trabalham há anos para estabelecer uma comemoração parlamentar oficial das vítimas do regime nazista que foram perseguidas por sua identidade sexual ou de gênero.
Essas vítimas ainda não têm seu próprio memorial. Para tirar as devidas lições de todas as suas diferentes facetas, a história deve ser mantida viva — disse Henny Engels, membro do conselho de administração do LSVD.

Clipping Parlamento alemão homenageará vítimas LGBT+ do nazismo, por Por AFP — Berlim, via O Globo, 

Tenista Daria Kasatkina revela que tem namorada e denuncia homofobia na Rússia

sexta-feira, 22 de julho de 2022 1 comentários

Daria Kasatkina assume que tem namorada 
(Image: Instagram @kasatkina / YouTube Vitya Kravchenko)


Russa número 12 do mundo confirma em entrevista publicada pelo Youtuber Vitia Kravchenko que tem uma namorada

A tenista russa Daria Kasatkina, número 12 do mundo, assumiu seu relacionamento amoroso com outra mulher em uma entrevista publicada nesta segunda-feira, na qual também denunciou a homofobia na Rússia.
"É difícil e não adianta nada ficar muito tempo no armário", afirmou Kasatkina na entrevista, publicada pelo Youtuber Vitia Kravchenko, na qual ela diz ter uma namorada.

Daria Kasatkina
"Enquanto você não assume, você não se sente bem. Depois, fica claro que cada um deve escolher como quer se abrir e até que ponto. O mais importante é estar bem consigo mesmo", acrescentou a tenista de 25 anos nascida em Toliatti, cidade às margens do rio Volga no sul da Rússia, muito próxima da fronteira com o Cazaquistão.
Kasatkina lamenta que a homossexualidade esteja "proibida" na Rússia.
Existem outras coisas mais importantes que são proibidas, por isso não é nada surpreendente".
A tenista admite que "escolher ser gay" torna a vida mais difícil, "especialmente na Rússia", onde nesta segunda-feira um grupo de deputados apresentou um projeto de lei para proibir a difusão de informações "sobre as relações sexuais não tradicionais" entre qualquer pessoa.

Em 2013, foi aprovada uma lei que proíbe o mesmo, mas no caso de essas informações serem dirigidas a um público menor de idade.

Várias ONGs de defesa de gays e lésbicas denunciam que essa lei serve para perseguir abertamente os homossexuais, em um país onde seu presidente, Vladimir Putin, e a igreja ortodoxa defendem os valores tradicionais frente ao "degenerado" Ocidente.

Poucas horas depois da entrevista, Kasatkina publicou em sua conta no Instagram uma foto ao lado de uma mulher, com apenas um coração como legenda.

Vencedora de quatro torneios na carreira, o último em 2021, a tenista russa entrou pela primeira vez no Top 10 do ranking da WTA em 2018. Seu melhor resultado em Grand Slam foi na edição deste ano de Roland Garros, onde caiu nas semifinais para a polonesa Iga Swiatek.

Tenista Daria Kasatkina revela homossexualidade e denuncia homofobia na Rússia

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