Fernanda Gentil causa polêmica ao afirmar respeitar discursos preconceituosos embora condene atitudes violentas

segunda-feira, 28 de outubro de 2019 0 comentários

Fernanda Gentil em seu programa "Se Joga"
Com um astrólogo bom e um terapeuta, amor, você vai para o mundo. Não tem erro!”, brinca a apresentadora Fernanda Gentil, 32, do signo de Sagitário com ascendente em Peixes.
Depois de dez anos como jornalista de esporte da Globo, encerrados no fim de 2018, a carioca voltou à programação da emissora no comando do vespertino “Se Joga”. A atração diária mistura fofocas e jogos com celebridades e vem sendo alvo de críticas.

Na internet, espectadores chamaram o programa de bagunçado e sem graça.

Na sua estreia, no dia 30 de setembro, o programa ficou em segundo lugar da audiência em São Paulo. Na quarta (23), ele registrou o seu pior índice: 6,7 pontos no Kantar Ibope na Grande SP [cada ponto equivale a 73 mil domicílios]. A Globo afirma que, no Painel Nacional de Televisão, referente a 15 regiões metropolitanas do Brasil, a atração mantém média de dez pontos [254 mil domicílios por ponto].
Recebi [a repercussão negativa] como qualquer pessoa que coloca um grande projeto numa vitrine nacional: com humildade para saber que temos pontos a mexer e a tranquilidade de estar me jogando de forma limpa e alegre”, conta a apresentadora. Sobre a audiência, afirma: “Minha preocupação é alegrar quem me vê”.
É dedo na boca, biscoito na cara. Se não der audiência hoje, a gente desiste”, disse ela no ar aos espectadores na semana passada.
Fernanda se considera uma pessoa “otimista por natureza”. 
Sempre vejo o copo mais cheio”, diz. “Vai dar tudo certo!”
É esse o espírito que ela afirma nortear a sua carreira.
Preciso me sentir animada e desafiada”, conta. “A partir dali [da saída do esporte], tudo o que eu fizer é uma tentativa de me sentir desafiada de novo. Com esse friozinho na barriga. E aí vem o filme, a peça e o ‘Se joga’. Esses desafios entram nesse lugar de me preencher.”
Além do programa, Fernanda fez ponta no filme “Ela Disse, Eu Disse” e viaja pelo Brasil com a peça “Sem Cerimônia”, na qual mistura relatos de sua vida com temas para fazer a plateia refletir.
Procurei colocar o meu coração [no espetáculo], passar o que me faz bem para tentar fazer bem para quem assistir. Tem um estímulo do tipo: vamos viver essa vida, que é um sopro, e parar de gastar energia com problema pequeno.”
Em Porto Alegre [por onde a peça passou], duas pessoas me perguntaram: ‘Você já fez coaching?’ Falei que não, mas dizem que [na peça] tem vários gatilhos de coaching.”
Fernanda é bastante ativa nas redes sociais. Seu perfil no Twitter tem 1,2 milhão de seguidores. No Instagram, são 5,8 milhões. “Sou o que eu sou na vida real e na vida virtual. Se eu [em carne e osso] fosse distante da pessoa da rede social, seria traiçoeiro.”
Gosto daquela pessoa que você olha e fala: ‘Pô, esse cara deve ser legal. Essa menina deve ser gente boa’. E isso só acontece se tem empatia, se tem identificação. Você não tem identificação com alguém montado, distante do seu mundo.”
Ela, porém, diz não ter a pretensão de ser uma influenciadora digital.
É uma responsabilidade muito grande. Não quero carregar isso pra mim, de ser uma influenciadora e daqui a pouco sei lá sobre o que estão me exigindo falar. Quero viver e postar o que eu acho que tenho que postar, e tirar foto sem maquiagem. A vida real como ela é.”
Fernanda e Priscila Montandon

Há quatro anos, Fernanda é casada com a também jornalista Priscila Montandon.
Moramos juntas há um ano. Fácil não foi, amor. Juntar é tenso, né? Ainda mais com mulher”, brinca ela, rindo. “Jornalista com jornalista. Imagina a DR [discussão de relação]? Não acaba nunca! São argumentos e argumentos. Chega uma hora em que eu falo: ‘Chega! Acabou o jornal’”, diverte-se.
Para Fernanda, é tudo questão de “naturalidade”. Inclusive na criação de Gabriel, 4, filho do casamento com Matheus Braga, e Lucas, 11, afilhado que ela ajuda a criar desde que a mãe dele morreu.
Quero muito que eles me tenham no mundo deles. Não posso falar para não pegar o celular, pra não ligar a TV. Que mãe é essa? Assim eu vou virar uma inimiga.”
O nosso papel enquanto pai e mãe é suar a camisa pra entrar nesse mundo deles [filhos]. Pai e mãe têm a tendência de achar que quem sabe somos nós, porque já tivemos a idade deles. Mas a gente nunca teve o mundo deles. Então não sabemos mais de tudo.”
Temos que ter a humildade de reconhecer que o novo sempre vem —e cada vez mais rápido. Eu escolho viver o mundo dos meus filhos, e não fazer com que eles entendam o meu para viverem nele. No máximo, se eu der sorte, eles vão aprender com o meu mundo. Mas eu que vou ter que me esforçar.”
Fernanda defende a classificação indicativa para produtos culturais.
Quero saber o produto que estou comprando para o meu filho, o ingresso que estou pagando para ele, a obra de arte que ele vai ver. E deixa que eu vou saber se ele vai ver ou não. Agora, não poder falar sobre [algo], não poder pintar um quadro, Aí é muito perigoso”, diz ela. “Acho a censura um crime. As pessoas têm que ser livres.”
Não é uma cor de camisa, nem uma cena de um beijo de mulher com mulher ou homem com homem que induz alguém a alguma coisa. Não é ver algo ou vestir uma camisa rosa que (se o pavor dos pais ou das mães for ter um filho gay) faz de um filho gay”, afirma ela.
Acho, de novo, que tem que ter a naturalidade das coisas. Eu também não vou botar meu filho [vestido] de rosa só pra mostrar que eu sou ‘modernosa’ e que eu estou nessa bandeira. Não vou botar um filme gay pra ele ver e dizer: ‘Olha aqui, ó’. Ele vai vestir porque gosta. Vai amar alguém porque ama, porque tem uma essência parecida. Depois, por fora, ele vai ver qual é a dele, se é a mulher ou se é o homem”, defende.
Eu torço para ter um filho gay? Não. Infelizmente não torço”, conta Fernanda. “Não torço porque o Brasil não é um ambiente 100% seguro [para os homossexuais].”
Vou amar [os filhos] de qualquer jeito, até se ele disser que gosta de cachorro. A minha luta é para que eu viva num país que me dê segurança de saber que eles estão seguros com qualquer escolha deles. Qualquer coisa, tá? Não só com gay.”
[Mas o Brasil] tá melhorando muito. Vejo muita luz no fim do túnel, e acho que a gente já está perto desse fim do túnel.” Ela cita como exemplo “um texto foda de aniversário” que postou se declarando para Priscila, em setembro. “Ganhei vários pontos em casa [risos].”
Virei ‘trend topics’ no Twitter por uma carta de amor. Se isso não for o maior sinal de esperança no ser humano, não sei o que é”, celebra.
Está ficando feio recriminar, ser preconceituoso. E as pessoas estão entendendo isso. E quem é preconceituoso, eu acredito que é só uma questão de tempo [para mudar].”
Em 2018, Fernanda curtiu um post do apresentador Luciano Huck com a mensagem “Não voto no PT, nunca votei”. Com isso, fãs da apresentadora questionaram se ela apoiaria Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República.

Ela não revela em quem votou, mas hoje avalia que errou ao se envolver na polêmica.
Naquele momento não era pra falar nada, principalmente num post de outra pessoa”, afirma. Depois, ela se manifestou pedindo a união dos brasileiros.
Se isso é o discurso de alguém, não sei se eu votei nele ou não. Mas é o meu discurso. Antes de conhecer Bolsonaro ou de ele falar qualquer coisa, eu estou pelo partido Brasil”, diz. “Tá pra nascer alguém que vai me impedir de botar uma camisa porque isso quer dizer A ou B.”
Sobre o atual presidente, ela afirma:
Pelo perfil de quem está lá a gente imaginou que [o governo] fosse ser assim. Mas torço para dar certo. Seria um tiro no pé torcer contra”.
[Polarização] sempre vai ter. A gente não pode querer que todo o mundo pense igual. Se queremos tolerância, temos que tolerar. Não quero 90 milhões de Fernandas. Pelo amor de Deus! Às vezes, eu já enjoo de mim sendo uma só [risos].”
Ela diz respeitar todas as opiniões.
Respeito quem acha um crime ter o beijo gay. Agora, não vai bater em quem beija, entendeu? [Respeito] quem infelizmente é racista. Agora, vai discriminar, bater, matar porque é de outra cor? Aí não.”
Acho uma perda de tempo você julgar alguém pela cor da pele. Isso te consome. Você poderia voltar esse ódio, essa energia, para uma coisa tão boa. Vai ajudar alguém. Vai criar uma criança, ensinar alguma coisa a alguém, sei lá.”
A apresentadora diz não gostar de “enfiar goela abaixo” dos outros assuntos e bandeiras.
Não quero forçar ninguém a nada. Quero falar com as pessoas. Quero incluir. Seja porque é mãe, seja porque é casada com mulher, seja porque tem filho pequeno. Ou porque trabalha, tem filho pequeno e é casada com mulher. Sabe? Eu sou essa. Você se identifica em algum momento? Então ‘va’mbora’. Vem junto.”
Clipping 'Não vou vestir meu filho de rosa só pra mostrar que sou modernosa', diz Fernanda Gentil, Mônica Bergamo, FSP, 27/10/2019

Aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo legalizado na Irlanda do Norte

quarta-feira, 23 de outubro de 2019 0 comentários

Hora do casamento civil igualitário

Nos outros países do Reino Unido, as práticas, até então proibidas aos norte-irlandeses, são legais desde 1967.O aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram legalizados na Irlanda do Norte por decisão do Parlamento britânico, apesar de uma última tentativa simbólica da oposição, lançada por deputados da Assembleia regional norte-irlandesa.

Ao contrário do resto do Reino Unido, onde o aborto é autorizado desde 1967, na Irlanda é ilegal, exceto no caso da gravidez ameaçar a vida da mãe. O casamento entre pessoas do mesmo sexo também era proibido.

Sem Executivo regional desde 2017, por conta de um escândalo político-financeiro, os temas cotidianos da Irlanda do Norte são geridos de Londres.

Por conta desta situação, em julho passado, os deputados britânicos aprovaram emendas para estender à província o direito ao aborto e ao casamento homossexual se não se formasse um governo até 21 de outubro. Como isso não aconteceu, entraram em vigor a partir do primeiro minuto desta terça-feira (20H00 de segunda-feira em Brasília).

Os primeiros casamentos entre pessoas do mesmo sexo serão realizados “o mais tardar” durante “a Semana dos Namorados de 2020”, de acordo com o secretário de Estado da Irlanda do Norte, Julian Smith.

Hoje é “o dia em que nos despedimos das leis opressivas do aborto que controlaram nossos corpos e nos rejeitaram o direito de decidir”, comemorou Grainne Teggart, encarregada desta campanha na Anistia Internacional na Irlanda do Norte, em seu perfil no Twitter.

Um dia “muito triste”
Num ato simbólico contra a adoção dessas medidas, alguns deputados do parlamento regional norte-irlandês voltaram ao plenário na segunda-feira, pela primeira vez em dois anos e meio.

Entre os deputados presentes, a maioria pertencia ao Partido Unionista Democrático ultra-conservador (DUP), liderado pela ex-chefe do governo regional Arlene Foster, que se opõe a menor flexibilização dessas questões.
É um dia triste”, declarou Foster à imprensa após uma curta sessão parlamentar.
Sei que algumas pessoas vão querer comemorar hoje e digo a elas: ‘pense naqueles que estão tristes hoje e que acreditam ser uma afronta à dignidade e à vida humana”, afirmou Foster.
Aborto Descriminalizado

Em frente o parlamento norte-irlandês, um grupo de ativistas contrárias ao aborto criticavam a aprovação da medida e exibiam cartazes onde podia-se ler: “Aborto? Não no meu nome”.
Foi o governo de Westminster que impôs a legislação, não foi o governo que escolhemos aqui “, então isso é antidemocrático e incorreto””, disse à AFP Bernadette Smyth, diretora do grupo Precious Life Northern Ireland.
Trevor Lunn, deputado da Aliança MLA, atribuiu aos deputados que foram ao Parlamento apenas “para tentar negar às mulheres e à comunidade LGTBQ os direitos que tem garantidos no resto do Reino Unido”.

Do lado de fora do Parlamento, também havia um grupo pró-aborto que exibia grandes letras brancas que formavam a palavra “Descriminalizado”.

No Rock in Rio, Ludmilla atrai público de mulheres lésbicas e bi com funk de sapatão

quarta-feira, 9 de outubro de 2019 0 comentários

As namoradas Heloisa Paiva e Luana Giacomini Foto: Extra

Bandeiras de arco-íris e beijos apaixonados. Mulheres bissexuais prestigiaram Ludmilla, que assumiu há cinco meses seu namoro com a bailarina Brunna Gonçalves. A funkeira sobiu ao Palco Sunset por volta das 16h20, para cantar com Funk Orquestra, Fernanda Abreu e Buchecha, no Rock in Rio.
Sempre falei: "Falta funk de sapatão". Ela tinha uns que davam a entender, mas eu via que namorava caras. Quando ela assumiu com a Brunna, eu falei: "Ah, já era hora!" - comemora a paulista Heloisa Paiva, de 18 anos.
Ela chegou com a namorada quase uma hora antes de a funkeira soltar o seu: "Chegueeei".
Curto rock, mas amo dançar. No funk eu me sinto livre. Gosto de sentir essa diferença. E Ludmilla é a miha favorita. Depois que ela se assumiu, virou ídolo - diz Luana Giacomini, estudante da USP.
Iana Gonçalves, de 22 anos, virou fã da artista depois de ela encarar preconceitos para viver livremente seu amor:
A fun base das divas pops do Brasil é de mulheres hétero e homens gays. Quando ela falou que é bi, fez uma diferença enorme para as mulheres que transam mulheres. Eu comecei a seguir tudo dela depois disso. E sou apaixonada pelas duas. Amo!
Iana se diz apaixonada por Ludmilla e Brunna Foto: Extra

Bissexual, Isadora Moutinho estava no festival para prestigiar outro cantor, mas foi ao Sunset ver a diva do rebolado :
Ela precisa ser aplaudida. O que ela fez foi um empurrão para muita gente que não tinha coragem ir em frente com suas orientações.
As amigas Isabela Dusi e Bruna Magalhães elegem a nova música de Ludmilla, "Invocada", como a preferida. Isa, de 25 anos, acrescenta ainda que houve um favorecimento à visibilidade lésbica por Lud:
Entre LGBTs quem tem mais visibilidade são os homens gays - diz Dusi.
Bruna Magalhães vai além:
 As pessoas acham que as mulheres gays são mais aceitas, mas não é bem assim. Elas são mais sexualizadas, os homens desenvolvem fetiches vendo duas se beijando. Ter uma diva do funk em cima do palco se assumindo, beijando a namorada e se declarando é muito importante para a luta.
Bruna Magalhães e Isabela Dusi, moradoras de Minas Gerais Foto: Extra

 Clipping Ludmilla atrai público de mulheres lésbicas e bi: 'Faltava funk de sapatão', Extra, 05/10/2019

Conservadores franceses protestam contra reprodução assistida para lésbicas e mulheres solteiras

segunda-feira, 7 de outubro de 2019 0 comentários

Liberté, Égalité, Paternité (Liberdade, Igualdade, Paternidade)

Sete anos depois de mobilizações na França contra o casamento homossexual, pessoas contrárias à reprodução assistida de lésbicas e solteiras protestaram neste domingo (6), em Paris, para pedir aos deputados e senadores que o texto seja retirado da pauta.

Agitando bandeiras verdes e vermelhas com a inscrição “Liberdade Igualdade Paternidade”, os manifestantes começaram a caminhar por volta das 11h GMT (8h em Brasília), no sul da capital.

A multidão foi convocada por um coletivo de cerca de 20 associações, que se opõem à ampliação da reprodução assistida, uma medida emblemática do projeto de lei sobre bioética. Uma comissão especial do Senado se ocupará, a partir de 15 de outubro, deste projeto de lei.
Todos nascidos de um pai e de uma mãe, essa é a igualdade”, “Sem pai, com que direito?” são algumas das frases nos cartazes, que convocam o combate à uma “Reprodução Assistida sem pai”.
Há quase dois anos, nossas tentativas de diálogo não tiveram êxito (…) Resta apenas a rua para sermos ouvidos”, declarou a presidente do movimento católico conservador Manifestação para Todos, Ludovina de la Rochère, que também liderou a mobilização contra o casamento gay há sete anos.
Segundo a consultoria Occurence, a marcha de ontem em Paris reuniu cerca de 74.500 pessoas.

Manifestantes contrários à reprodução assistida de lésbicas e solteiras
 tomam as ruas de Paris, em 6 de outubro de 2019 - AFP

Em 2012-2013, as manifestações contra a lei que estabelecia o casamento homossexual reuniu cerca de 340.000 pessoas, de acordo com a polícia, e 1,4 milhão, segundo os organizadores.
O desenrolar e o ambiente da manifestação são tão importantes quanto sua amplitude”, afirmou Ludovine.
Christian Kersabiec, de 68 anos, que chegou de ônibus da Bretanha (oeste), defendeu que “a família com pai e mãe é um ecossistema que temos que proteger”.

Para Laetitia, de 20, “um filho é um dom, não é um direito”.
Não lutamos contra os homossexuais, não dizemos que sua vida é ruim, mas lutamos, sim, contra a legalização da reprodução assistida”, completa.
Para o diretor-geral adjunto do instituto de pesquisa Ifop, Frédéric Dabi, “é difícil antecipar o que vai acontecer, mas a opinião é muito menos crítica sobre a reprodução assistida do que sobre o casamento homossexual”.
Segundo a última enquete do instituto, realizada em setembro, uma grande maioria de franceses apoia a ampliação desse procedimento para solteiras (68%) e para lésbicas (65%) – um “nível recorde”, aponta Dabi.

O contexto político também mudou.
Em 2013, as pessoas também foram às ruas para dizer ‘não’ a François Hollande (presidente) e a uma política considerada antifamília”, lembra Dabi.
Desde então, a distância entre esquerda e direita se “enfraqueceu”, completa.

Clipping Conservadores protestam contra reprodução assistida de lésbicas e solteiras na França, Isto É, via AFP, 06/10/2019

STF decide que uniões homoafetivas devem ter acesso a políticas públicas voltadas para a família

terça-feira, 24 de setembro de 2019 0 comentários


O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que uniões homoafetivas não podem ser excluídas do conceito de entidade familiar e, portanto, devem ter acesso a políticas públicas voltadas para a família.

A decisão foi tomada depois que o PT questionou o artigo 2º da Lei 6.160/2018, que define define como entidade familiar apenas o núcleo formado a partir da união entre um homem e uma mulher por meio de casamento ou união estável.

O partido alegou que o termo violava o princípio constitucional da dignidade humana, já que exclui pessoas LGBTQ+ das políticas públicas.

Com o voto dos onze ministros, o STF excluiu do Código Civil qualquer interpretação que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como família, seguindo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva.
Quando a norma prevê a instituição de diretrizes para implantação de política pública de valorização da família no Distrito Federal, deve-se levar em consideração também aquelas entidades familiares formadas por união homoafetiva", concluiu o relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes.
Clipping STF proíbe que casais gays e lésbicos sejam excluídos de políticas públicas, Universa, 16/09/2019

Kátia, a primeira personagem lésbica da coleção Graphic MSP do Maurício de Souza

sexta-feira, 13 de setembro de 2019 0 comentários

Personagem Kátia, a primeira personagem lésbica da coleção Graphic MSP

Pré-lançada em agosto deste ano, a história em quadrinhos “Tina – Respeito” (Editora Panini) foi a 24ª edição da coleção Graphic MSP que teve uma de suas edições (Laços) adaptada para os cinemas como um filme live-action da Turma da Mônica.

Nesta 24ª edição Respeito, Maurício de Souza apresentou Kátia, a primeira personagem lésbica do selo que irá integrar o elenco da nova HQ. Na história, a protagonista é uma jornalista recém-formada que acaba de realizar o sonho de trabalhar em uma redação. No entanto, a jovem, além de enfrentar desafios pessoais, irá lidar com o assédio no ambiente de trabalho.

Fefê Torquato
A autora desta HQ é Fefê Torquato, que, como outros roteiristas e ilustradores do circuito independente nacional antes dela, foi especialmente convidada a recriar mais um dos clássicos personagens de Mauricio Sousa. 

Lembrando que, em outras edições da HQ Tina (número 6), já havia aparecido um personagem gay chamado Caio, que retornou em edições seguintes, bem como personagens cabeleireiros, maquiadores e estilistas que orbitavam o universo da personagem sem ter, porém, suas sexualidades abordadas.

No sábado, dia 14 de setembro, Fefê estará em Curitiba para lançar Tina – Respeito, com tarde de autógrafos e bate-papo com os leitores na Itiban (mais informações sobre o evento você tem aqui)


Com informações de Cultureba, Exitoína e RIC.MAIS, 12/09/2019

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