Pesquisa de associação empresarial (Aberje) aponta que diversidade e inclusão aumentaram no ambiente de trabalho

segunda-feira, 5 de agosto de 2019 0 comentários


Pesquisa revela o amadurecimento do tema da diversidade dentro das empresas.
Pesquisa realizada pela Aberje aponta que 57% dos funcionários acreditam que diversidade e inclusão foram ampliadas no ambiente em que trabalham

Pesquisa revela o amadurecimento do tema da diversidade dentro das empresas. É o que diz a pesquisa “A Diversidade e Inclusão nas Organizações no Brasil”, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). O estudo aponta o crescimento de programas de diversidade no ambiente de trabalho.

Participaram do estudo 124 companhias que, juntas, faturam R$ 1,24 trilhão, equivalente a 18,3% do PIB brasileiro em 2018. Entre essas empresas, 63% têm programas de diversidade e inclusão.
Melhorar a imagem e reputação" foi citado por 68% das empresas como justificativa para iniciativas que promovam a diversidade. Outras razões apontadas foram contribuir para mudanças estruturais da sociedade (63%), aumentar a eficiência interna (57%), qualificar a cultura organizacional (54%) e desenvolver soluções inovadoras (47%).
A pesquisa também entrevistou 269 profissionais brasileiros para saber a percepção deles sobre a diversidade nas companhias em que trabalham. Entre eles, 57% dizem que a diversidade e inclusão foram ampliadas ou se tornaram mais evidentes recentemente. Os programas internos que se destacam são aqueles voltados aos temas: pessoas com deficiência (96%), identidade de gênero (83%), cor e etnia (78%) e orientação sexual (74%).

Em contrapartida, ainda existem funcionários que sofrem discriminação no ambiente corporativo — não apenas em razão da cor da pele ou orientação sexual, mas sobre questões relacionadas a peso, idade e até mesmo preferências políticas.

Os entrevistados disseram que já presenciaram, uma ou mais vezes, situações constrangedoras como: discriminação por conta da altura ou peso (24%), identidade ou expressão de gênero (40%), idade (35%), cor ou etnia (30%). O mais comum, no entanto, foi a discriminação em relação à orientação política: 55% dos funcionários dizem já ter presenciado esse tipo de situação.

A falta de diversidade tem um preço para as empresas. Um quarto dos profissionais dizem já ter considerado pedir demissão por se sentirem isolados, e 42% já sentiu pressão para mudar as próprias características pessoais a fim de se enquadrar aos padrões da empresa.

Relacionamento e liderança

Os líderes incentivam que os funcionários trabalhem com os colegas com diferentes características de diversidade. Segundo os funcionários, 45% dos chefes têm essa preocupação e investigam denúncias de tratamento preconceituoso. Por outro lado, falham em auxiliar aos funcionários a reconhecer preconceitos que promovam a discriminação ou a exclusão (52%).

Clipping "O que leva as empresas brasileiras a investir em diversidade?", Época Negócios, 04/08/2019

Sexo lésbico das lagartixas que se reproduzem sem machos

segunda-feira, 29 de julho de 2019 1 comentários

Lagartixas cauda-de-chicote

Sexo lésbico das lagartixas que se reproduzem sem machos

Em algumas espécies de lagartixas cauda-de-chicote só há fêmeas. Elas se reproduzem sozinhas

Entre o México e o sudoeste dos Estados Unidos, as lagartixas-de-cauda-de-chicote se arranjam sozinhas para ter descendência sem fertilização masculina. Trata-se de uma concepção virginal chamada partenogênese. Embora seja pouco comum entre vertebrados, animais tão díspares como os dragões de Komodo, certos tubarões e cobras também podem reproduzir-se na ausência de machos. Existe partenogênese em plantas agamospérmicas, invertebrados (e.g. pulgas de água, pulgões, abelhas) e alguns vertebrados  (lagartos, salamandras, peixes). Algumas espécies de lagartixas-de-cauda-de-chicote, sendo todas fêmeas, fazem ritual de acasalamento. Uma delas, estimulada por um forte aumento de progesterona, assume posição de macho e monta na outra, ao mesmo tempo que a morde com determinação e sangue frio. Aparentemente, um ato sexual sem fins reprodutivos. Não obstante, estudos científicos demonstraram que as fêmeas montadas são mais férteis que as celibatárias. Parece  que fingir a cópula estimula a ovulação. Esse ato sexual vem por herança. São comportamentos reminiscentes de seus antecessores fornicadores.

Dragão-de-Comodo

As espécies de lagartixas em que há somente fêmeas se originam por hibridismo. Duas espécies diferentes de lagartixas-de-cauda-de-chicote se cruzam dando à luz uma terceira. Segundo a definição clássica os híbridos são estéreis, mas neste caso se desencadeia a partenogênese: as fêmeas começam a se replicar. Partindo de uma só mãe, eclosão após eclosão, pode surgir uma horda de fêmeas reptilianas. Uma estratégia que lhes permite aumentar em número e conquistar novos habitats. Por outro lado, os organismos geneticamente idênticos são mais vulneráveis: uma doença ou uma mudança ambiental podem acabar com todos eles. Mas essas pequenas lagartixas têm um ás sob as escamas. Na formação dos óvulos, podem combinar cromossomos irmãos em vez de cromossomos homólogos. Este acasalamento incomum lhes proporciona diversidade genética, ou seja, não são estritamente clones. Em resumo, as fêmeas híbridas levam o melhor de cada par: variedade e autoreprodução.

Tubarão-zebra

Às vezes, entre uma fêmea híbrida e um macho de outra espécie há química. Do romance mestiço, por sua vez, pode surgir outra espécie híbrida. As misturas de misturas têm dotações cromossômicas muito estranhas com três jogos completos de cromossomos, até mesmo quatro. Tal foi a surpresa desta descoberta que os doutores Peter Baumann e William B. Neaves quiseram imitar a natureza no laboratório. Em 2008, acasalaram um macho de Aspidoscelis inornata e uma fêmea de Aspidoscelis exsanguis. Da soma cromossômica do espermatozoide e do óvulo, um mais três, surgiu uma nova espécie, à qual chamaram de Aspidoscelis neavesi, com quatro jogos de cromossomos. Normalmente, as células sexuais têm a metade de cromossomos que o restante das células, mas as fêmeas híbridas pulam a norma e têm os mesmos. Daí as possíveis combinações.

Graças à duplicação cromossômica extra, as lagartixas híbridas podem recombinar cromossomos irmãos e ter no mínimo o mesmo jogo de cromossomos que seus progenitores sexuais. Por sua vez, destes, por serem espécies diferentes, herdam um repertório genético rico já no início da nova linhagem. Entre uma coisa e outra, a variedade de lagartos, em nenhum caso, está em jogo. As lagartixas-de-cauda-de-chicote exemplificam qual é o sexo frágil; as fêmeas têm o poder da perpetuação. Os machos não são necessários nem para a reprodução nem para o sexo nem para a diversidade genética. Seu matriarcado honra as amazonas, sacode as bases da sexualidade e desequilibra a definição de espécie.

Com informações de O sexo lésbico das lagartas que não precisam de machos, El País, por Òscar Cusó (biólogo), 27/01/2017

Casal de mulheres primeiro a se casar no Equador

segunda-feira, 22 de julho de 2019 0 comentários


Duas mulheres são 1º casal gay a casar no Equador
Alexandra Chávez e Michelle Avilés se tornaram, nesta quinta-feira (18), o primeiro casal do mesmo sexo a contrair matrimônio no Equador, após anos lindando com a discriminação nesse país conservador.

Alexandra, de 41 anos, e Michelle, de 23, se casaram na cidade de Guayaquil (sudoeste), em uma sede do registro civil.

Quando se inscreveram não sabiam que caberia a elas ser as primeiras a estrear esse direito no Equador, após uma decisão judicial que, na prática, modifica uma norma constitucional.

"Eu me sinto mais amparada pelas leis. (...) Nós duas não fazemos mal a ninguém, não tiramos nada de ninguém e temos uma vida normal", declarou à imprensa Michelle, após assinar sua certidão de casamento.

Alexandra sentiu medo antes do casamento. Temia enfrentar protestos de grupos conservadores, que semanas atrás exigiram em manifestações multitudinárias a destituição dos juízes da Corte Constitucional, que em 12 de junho aprovaram o casamento homossexual.

O Equador, assim como Argentina, Brasil, Colômbia e Uruguai, autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas ainda mantém a proibição de que estas adotem crianças.


Homossexuais e bissexuais deixam de ser ‘promíscuos’ em legislação boliviana

sexta-feira, 19 de julho de 2019 0 comentários



Homossexuais e bissexuais deixam de ser ‘promíscuos’ em legislação da Bolívia

Homossexuais e bissexuais deixaram de ser qualificados como "promíscuos" na legislação da Bolívia, conquistando avanço no reconhecimento dos seus direitos, segundo destacou este sábado a defensora pública boliviana, Nadia Cruz.

Um decreto de 1997 excluía "homossexuais e bissexuais promíscuos" do grupo apto a doar sangue, tendo a expressão "promíscuos" sido eliminada recentemente com uma nova norma, segundo explicou a defensora pública em uma nota.
Esta semana, foi retirada a antiga norma de mais de duas décadas onde constava essa exclusão, por considerar o coletivo homossexual entre os grupos de alto risco de contágio de aids, detalhou a nota da Defensoria Pública da Bolívia.
A modificação garante a igualdade deste coletivo, em cumprimento da Constituição e da Lei Contra Toda Forma de Racismo e Discriminação da Bolívia, destacou Cruz.

A revisão da norma era exigida desde 2016 pela Defensoria Pública, em coordenação com coletivos LGBTI do país, diante do Ministério da Saúde da Bolívia, visando "reverter o prejuízo aos direitos e o dano à dignidade" da população LGBT, como explica a defensoria em seu comunicado. 

Coletivos de transexuais também protagonizaram várias mobilizações na Bolívia em defesa dos seus direitos civis, como uma greve de fome em 2017, após decisão do Tribunal Constitucional do país que limitava alguns desses direitos.

Como resultado dessa mobilização trans podem agora mudar  nome, imagem e identidade sexual em documentos oficiais, mas sem direito a casamento ou adoção nem a participação política com base na paridade de gênero.
A Defensoria Pública apresentou então, neste ano, propostas normativas para legalizar no país uma instituição similar ao casamento e incluir os crimes de ódio no código penal, como exige a comunidade LGBTI boliviana.

Com informações de G1, UOL, Jovem Pan, via Agência EFE, 13/07/2019

Tratamento discriminatório contra casal de mulheres em restaurante de Santo André (SP)

quarta-feira, 17 de julho de 2019 0 comentários

Discriminação na Churrascaria Novilho na Brasa

A produtora de casting Thábata Mendes resolveu fazer um desabafo nas suas redes sociais após passar por situação constrangedora em um restaurante em Santo André, São Paulo.

Ela e a companheira Amanda foram jantar em um restaurante (Churrascaria Novilho na Brasa) que fazia uma promoção de jantar para casais. Ao efetuar o pagamento, porém, foi informada, pelo garçom, de forma irônica, que o benefício era somente para casais heterossexuais, com ênfase em “casal formado por homem e mulher.” Thábata decidiu reclamar com o gerente que, vendo sua irritação, chegou a pedir desculpas pelo garçom, o que amenizou a situação, mas não diminuiu a indignação do casal.
“É chato. Todos nós que somos da bandeira LGBT sabemos o quanto é chata essa situação”, disse Thábata no vídeo do desabafo (ver abaixo).
A produtora também relatou outro caso de preconceito que viveu poucos dias depois, dentro de seu próprio condomínio, quando estava lavando o carro na porta de casa. Segundo Thabata, os vizinhos de sua casa se reuniram próximo a ela  para comentar que “gay era motivo de desgosto pra família", "que era extremamente desagradável conviver com gay, "que era uma aberração isso.”

Thábata afirmou ainda que, quando essas situações de preconceito acontecem, as pessoas ficam de imediato meio sem ação, mas que, depois, ela procurou tomar algumas medidas em relação à atitude do estabelecimento, denunciando-o através do Procon. Informou ainda que denunciou o ocorrido nas suas redes sociais para visibilizar a falta de profissionalismo e de humanidade do pessoal do restaurante.   

Irlanda do Norte libera aborto e casamento igualitário, mas leis não entram em vigor de imediato

segunda-feira, 15 de julho de 2019 0 comentários

"Não pise em mim", diz o cartaz
Irlanda do Norte: Liberalização do aborto e casamento gay

Com 332 votos a favor e 99 contra, o Parlamento britânico aprovou a liberalização do aborto na Irlanda do Norte. Paralelamente, os deputados também deram "luz verde" à liberalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo (383 votos a favor e 73 contra), mas as propostas não entram automaticamente em vigor.

As mudanças só terão efeito se o executivo regional da Irlanda do Norte não for reestabelecido até 21 de outubro. No entanto, impõem ao Governo britânico a introdução da respetiva legislação.

Para alguns ativistas este é um momento decisivo. Outros consideram um passo adicional para Westminster ampliar o governo direto sobre a região.

A Irlanda do Norte tem autonomia legislativa, mas está sem executivo desde 2017 devido à falta de entendimento entre o Partido Democrático Unionista e o Sinn Féin para formar uma coligação, obrigatória nos termos do processo de paz para o território.

Esta é a única região do Reino Unido em que o casamento gay não está permitido. O aborto é considerado crime a não ser em casos em que a vida da mãe está em risco.

Na vizinha Irlanda, a legalização do aborto foi aprovada em referendo no ano passado. As negociações entre o Partido Democrático Unionista (DUP) e o Sinn Féin destinadas a restabelecer o executivo têm sido infrutíferas.

Fonte: Euronews, 11/07/2019


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