União entre pessoas do mesmo sexo se torna patrimônio mundial

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018 0 comentários

Imagem de arquivo de casamento: união entre pessoas do mesmo sexo se torna patrimônio mundial
 (Mario Tama/Getty Images)
Unesco reconhece união homoafetiva como patrimônio mundial
Para ex-ministro do STF, Ayres Britto, a decisão é um caminho de qualidade civilizatória democrática e humanista

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer, em 2011, a união homoafetiva e a garantia dos direitos fundamentais aos homossexuais, recebeu o certificado MoWBrasil 2018, oferecido pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco),

A decisão foi inscrita como patrimônio documental da humanidade no Registro Nacional do Brasil. O ex-ministro Ayres Britto, do STF, relator das ações que trataram do tema, representou a Corte durante cerimônia ontem (12), no Rio de Janeiro.
A Constituição é arejadora dos costumes e sabe enterrar ideias mortas”, ressaltou o ministro. “[A decisão do STF] é de proibição do preconceito em função do modo sexual de ser das pessoas”, disse.
Ayres Britto acrescentou que este é um caminho de qualidade civilizatória democrática e humanista. “É caminho sem volta, é descolonização mental.”

A presidente do Comitê Nacional da Memória do Mundo da Unesco, Jussara Derenji, destacou que “um caleidoscópio da história está se formando através de novas contribuições das instituições nacionais”.

Boxeador mexicano ataca gays: 'São uma praga'

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018 0 comentários

Dario Larralde, pugilista mexicano
Dario Larralde provocou polêmica ao atacar comunicade LGBT. Foto: Reprodução/Instagram

Boxeador mexicano apoia Hitler e ataca comunidade gay: 'São uma praga'
Em vídeo de dois minutos, Dario Larralde diz sofrer perseguição de gays; atleta se retratou em seguida

O boxeador mexicano Dario Larralde publicou em suas redes sociais um vídeo com duração aproximada de dois minutos onde expressa opiniões homofóbicas, além de citar o ex-líder nazista, Adolf Hitler. De acordo com palavras do próprio pugilista, o ex-presidente da Alemanha era uma má pessoa, mas demonstra seu apoio referindo-se aos gays como uma 'praga'.
Em todas as partes que vou, sempre tem um p... gay na esquina vendo-me", disse Larralde em determinado trecho do vídeo. "Tudo o que sua comunidade faz, tudo que você faz, tudo que você representa, me agride. Eu nunca vou aceitar isso", declarou em outro momento da gravação.
Eu sei que Hitler era uma má pessoa, mas nisso eu o apoio. Os p... gays são uma praga", disse Larralde, fazendo referência a Hitler, ex-líder nazista.
O pugilista apagou a publicação e pouco tempo mais tarde usou da mesma rede social para se retratar pelo episódio através de três outros vídeos. Nas mensagens, pede desculpas e deseja o melhor à toda comunidade LGBT do México, além de se declarar 100% sincero.

Me retiro de Twitter. Nuevamente con una disculpa 100% sincera. Espero y lo puedan comprender despues de los 3 videos disculpandome. No me vuelvo a meter con suerte con su movimiento. Les deseo lo mejor y una sincera disculpa.

1.881 pessoas estão falando sobre isso

Em sua conta oficial no Instagram, Dario Larralde diz em sua biografia que é representante da seleção mexicana nos Jogos Olímpicos de 2020, que acontecerão em Tóquio, no Japão. A entidade desmentiu a informação do boxeador, que sofreu duras críticas por conta de repercussão do episódio.



Este hombre @dario_larralde va más allá de la homofobia, está hablando de genocidio, llamando “plaga” a la comunidad y encima va a representar a México en los @juegosolimpicos. @CONAPRED @COPRED_CDMX ¿qué procede?

4.117 pessoas estão falando sobre isso

Fonte: O Estado de S.Paulo, 08 Dezembro 2018

Casal de mulheres engravida do mesmo bebê através de tecnologia inédita

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018 0 comentários

Ashleigh Coulter, Bliss Coutler e o filho Stetson (Foto: Reprodução / Facebook )

Casal de mulheres engravida do mesmo bebê com ajuda de tecnologia inédita

Ashleigh Coulter e Bliss Coutler dividiram a gravidez de Stetson, de cinco meses

Um casal de lésbicas dos Estados Unidos conseguiu, com a ajuda de uma tecnologia inédita, engravidar do mesmo bebê. Ashleigh Coulter, 28, e Bliss Coutler, 36, recorreram aos médicos Kathy e Kevin Doody para realizar o sonho de serem mães biológicas de seu filho. Com o apoio deles, superaram pela primeira vez uma barreira da medicina.

Primeiro, o embrião foi fertilizado e deixado no corpo de Bliss por cinco dias para depois ser introduzido no útero de Ashleigh, que deu à luz nove meses depois.
A Bliss passou por um processo de estimulação dos ovários e retirada dos óvulos”, contou a médica ao site da USA Today.
Mas o óvulo de Bliss e o esperma de um doador não foram deixados numa incubadora de laboratório, num processo chamado de fertilização in vitro recíproca, que é comum a casais homoafetivos. Eles foram colocados numa cápsula biológica, formada por uma câmara interna, e reintroduzidos no corpo de Bliss por cinco dias, onde o desenvolvimento do embrião começou.
Os óvulos foram fertilizados no corpo dela e, após cinco dias, nós removemos a cápsula e congelamos os embriões”, descreveu Kathy.
Como os embriões não possuem fígado, rins ou pulmões, tradicionalmente, dispositivos eletromecânicos, como incubadoras, são usados em laboratórios para remover toxinas e tentar manter um ambiente favorável ao embrião.
Acontece que o corpo da mulher é uma ótima incubadora”, disse ela ao explicar como foi possível o embrião desenvolver os órgãos de forma natural sem a ajuda de dispositivos artificiais.
Após todos esses procedimentos, chegou a vez de Ashleigh. Os médicos lhe deram estrogênio e progesterona para, no momento mais adequado, introduzirem o embrião em seu útero.
A Bliss levou ele por cinco dias na barriga e foi uma grande parte da fertilização, e eu o levei na barriga por nove meses”, relatou Ashleigh. “Foi uma experiência especial para nós duas, pois ambas estivemos envolvidas”.
O bebê, batizado de Stetson, nasceu perfeitamente saudável há cinco meses e é, segundo ela, um menino feliz.
Ninguém sabia que era possível, mas funcionou magnificamente”, relatou Bliss. “Acho que o procedimento abre novas possibilidades para casais do mesmo sexo”, finalizou Ashleigh.
Fonte: Marie Claire, 29/10/2018

Em show de Beyoncé na África do Sul, macacões com as cores do arco-íris para protestar conta a homofobia

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018 0 comentários


Como Beyoncé usou o Global Citizen para protestar contra discriminação LGBTQI+ na África

Beyoncé e Jay Z levaram uma edição especial da “On The Run II” para o Global Citizen Festival: Mandela 100 em Johannesburgo, na África do Sul, no domingo (2/12). Durante a apresentação, a cantora recontextualizou a música “Formation” com uma performance dedicada a emanar uma mensagem positiva em prol da comunidade LGBTQI+, que sofre nas mãos de políticas ultrapassadas em todo o continente africano. A África do Sul é o país mais gay friendly da região, pioneiro na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas 32 países da África enquadram a homossexualidade como crime, com diferentes punições. Elas vão desde de uma multa até a prisão perpétua ou a pena de morte. Os casos extremos são na Nigéria, no Sudão e na Somália

Lançada em 2016 com uma apresentação no Super Bowl, “Formation” sempre foi apresentada como um protesto contra a discriminação racial e a brutalidade policial contra afro-americanos. São essas as referências trazidas no clipe e na performance realizada no Super Bowl, quando Beyoncé aludiu ao grupo Pantenas Negras. Mas, no Global Citizen, a cantora levou ao palco o arco-íris – símbolo da comunidade LGBTQI+. Ela identificou que, além da pobreza extrema, que o Global Citizen visa combater, esse é outro grave problema social do continente africano. Beyoncé e suas dançarinas fizeram a performance vestindo figurinos cada um de uma cor do arco-íris. Veja o vídeo:


De acordo com matéria da revista Vogue, o macacão monocolor com alfinetes à mostra foi inspirado em um vestido Versace icônico usado por Elizabeth Hurley na estreia do filme “Quatro Casamentos e um Funeral” em 1994 (veja abaixo). Quem cuidou do look para Beyoncé foi Mary Katrantzou. “Queríamos que a roupa representasse a energia e a graça de Beyoncé no palco, enquanto celebramos a diversidade da África”, explicou.

Fonte: Portal PopLine, por Leonardo Torres, 03/12/2018

STF julga criminalização da homofobia no dia 12 de dezembro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018 0 comentários


STF marca para dezembro julgamento da ação que pode criminalizar a homofobia

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o próximo dia 12, o julgamento da ação que pode tornar crime a homofobia no Brasil. A Sessão entraria em pauta no último dia 14/11, mas a mesma foi adiada para a nova data.

A ação direta de inconstitucionalidade por omissão foi impetrada pelo PPS, em 2013. A proposta pede a declaração da omissão do Congresso em legislar.

A legislação visa que os crimes de homofobia e da transfobia sejam no Brasil equiparados aos do racismo. O julgamento ocorrerá em última instância. As informações são do jornalista Lauro Jardim, do Jornal O Globo.

O motivo para o adiamento correu, de acordo com o advogado da Associação Brasileira GLBT (ABGLT) e do partido PPS, Paulo Lotti, pela grande chance de haver uma derrota da demanda, pelo fato dos ministros poderem entender que a mudança na lei não poderia ser feita por esse tipo de pedido.

No dia 14/11, o PPS soltou nota declarando que:

“Estima-se para dezembro o julgamento sobre a criminalização da homofobia e da transfobia
Estava marcada para esta quarta-feira (14) o julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) do Mandado de Injunção 4733 que visa a criminalização da homofobia e da transfobia no País.
Como se sabe, o PPS ingressou com outra ação (ADO 26), também pleiteando a consideração da homofobia e da transfobia como crimes de racismo.
Para uma boa explicação das teses, veja-se o Parecer da Procuradoria-Geral da República na ADO 26, pela procedência desse e de outros pedidos clicando aqui.
A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) e o PPS pediram que o julgamento da ação ajuizada pela associação fosse remarcado para dezembro, para julgamento conjunto com a ação do partido. Foi um recuo estratégico, um passo atrás para darmos dois à frente, recomendado pelo advogado Paulo Iotti e que ABGLT e PPS consideraram prudente.
Isso porque há o risco real de o STF entender que o tema da criminalização da homofobia e da transfobia não poderia ser discutido em “mandado de injunção” (ação da ABGLT), mas apenas em “ação direta de inconstitucionalidade por omissão” (ação do PPS).
Então, temendo que uma tal “extinção sem julgamento de mérito” poderia causar traumas e mal entendidos desnecessários, passando a incorreta impressão de que o STF seria contra a criminalização da homofobia e da transfobia, entendeu-se por bem requerer esse adiamento, para julgamento conjunto das ações.
Nossa impressão, dos diversos diálogos com os ministros relatores, suas assessorias e a assessoria do ministro presidente do STF é a de que o tribunal entende a urgência do tema, está sensível a ele e pretende pauta-lo já para dezembro.
De qualquer forma, falta a manifestação da Advocacia-Geral da União na ADO 26, que deve se dar até o final de novembro, quando o ministro Celso de Mello poderá liberar o processo para julgamento. Nesse momento, retomaremos o contato com o ministro Dias Toffoli, para que o julgamento ocorra o mais rápido possível, preferencialmente ainda em dezembro de 2018.

Fonte: Notícias da Lapa, 29/11/2018

Currículo escolar na Escócia vai incorporar ensino dos direitos de lésbicas, gays e outras minorias

quinta-feira, 29 de novembro de 2018 0 comentários

Escolas escocesas serão obrigadas a ensinar sobre a história dos movimentos LGBTI
e a fomentar o combate à homofobia

Escócia será primeiro país a incluir direitos LGBTI no currículo escolar
Educação inclusiva em escolas públicas tem como objetivo combater bullying, preconceito e discriminação contra a comunidade LGBTI. Ativistas celebram decisão como um momento histórico.

A Escócia se tornará o primeiro país do mundo a incorporar o ensino dos direitos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais no currículo escolar. Ativistas descreveram a decisão como um momento histórico para o movimento LGBTI.
A Escócia já é considerada um dos países mais progressistas da Europa na questão da igualdade LGBTI", disse o vice-primeiro-ministro escocês, John Swinney, ao Parlamento da Escócia na quinta-feira (08/11), citado pelo jornal britânico The Guardian. "Tenho o prazer de anunciar que seremos o primeiro país do mundo a incluir a educação inclusiva LGBTI no currículo escolar."
A medida visa a combater o bullying, o preconceito e a discriminação contra a comunidade LGBTI. O ensino sobre os direitos dessa parcela da sociedade será incluído em breve em todas as escolas públicas da Escócia. Como parte do currículo, as escolas serão obrigadas a ensinar os alunos sobre a história dos movimentos LGBTI e suas lutas por igualdade, além de combater a homofobia.
Todas as escolas públicas receberão apoio para ensinar igualdade e inclusão LGBTI em diferentes faixas etárias e assuntos, agrupados sob vários temas", disse o governo escocês num comunicado. "Os temas incluirão terminologia e identidades LGBTI; combate à homofobia, à bifobia e à transfobia; preconceito em relação à comunidade LGBTI; e promoção da conscientização sobre a história de movimentos e igualdade LGBTI."
A decisão foi anunciada após o governo escocês aceitar as recomendações feitas por um grupo de trabalho liderado pela campanha Time for Inclusive Education (TIE). Um estudo encomendado pela TIE concluiu que nove em cada dez escoceses LGBTI vivenciou homofobia na escola, e 27% relataram ter tentado cometer suicídio após ser alvo de bullying. 

Jordan Daly, cofundador da TIE, classificou a decisão do governo de uma "vitória monumental da nossa campanha e um momento histórico para o nosso país". Daly acrescentou que a implementação de educação inclusiva LGBTI em todas as escolas públicas transmitirá uma "mensagem forte e clara" de que os membros da comunidade LGBTI são valorizados na Escócia.
A educação é uma das ferramentas mais vitais que temos para combater bullying, preconceito e discriminação – e molda a estrutura de nossa sociedade", concluiu Daly, citado pela imprensa britânica.
A Escócia tem sido regularmente classificada como um dos países mais avançados da Europa em relação às proteções legais para membros da comunidade LGBTI – apesar de ter descriminalizado a homossexualidade 13 anos depois da Inglaterra e do País de Gales, em 1980.

Em 2016, a então líder do Partido Trabalhista Escocês, Kezia Dugdale, descreveu a Escócia como o país com "o Parlamento mais gay do mundo". Na época, quatro dos seis líderes partidários do país se identificavam como lésbica, gay ou bissexual – incluindo a própria Dugdale.


Fonte: Deutsche Welle, 19/11/2018


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