Casal de mulheres engravida do mesmo bebê através de tecnologia inédita

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Ashleigh Coulter, Bliss Coutler e o filho Stetson (Foto: Reprodução / Facebook )

Casal de mulheres engravida do mesmo bebê com ajuda de tecnologia inédita

Ashleigh Coulter e Bliss Coutler dividiram a gravidez de Stetson, de cinco meses

Um casal de lésbicas dos Estados Unidos conseguiu, com a ajuda de uma tecnologia inédita, engravidar do mesmo bebê. Ashleigh Coulter, 28, e Bliss Coutler, 36, recorreram aos médicos Kathy e Kevin Doody para realizar o sonho de serem mães biológicas de seu filho. Com o apoio deles, superaram pela primeira vez uma barreira da medicina.

Primeiro, o embrião foi fertilizado e deixado no corpo de Bliss por cinco dias para depois ser introduzido no útero de Ashleigh, que deu à luz nove meses depois.
A Bliss passou por um processo de estimulação dos ovários e retirada dos óvulos”, contou a médica ao site da USA Today.
Mas o óvulo de Bliss e o esperma de um doador não foram deixados numa incubadora de laboratório, num processo chamado de fertilização in vitro recíproca, que é comum a casais homoafetivos. Eles foram colocados numa cápsula biológica, formada por uma câmara interna, e reintroduzidos no corpo de Bliss por cinco dias, onde o desenvolvimento do embrião começou.
Os óvulos foram fertilizados no corpo dela e, após cinco dias, nós removemos a cápsula e congelamos os embriões”, descreveu Kathy.
Como os embriões não possuem fígado, rins ou pulmões, tradicionalmente, dispositivos eletromecânicos, como incubadoras, são usados em laboratórios para remover toxinas e tentar manter um ambiente favorável ao embrião.
Acontece que o corpo da mulher é uma ótima incubadora”, disse ela ao explicar como foi possível o embrião desenvolver os órgãos de forma natural sem a ajuda de dispositivos artificiais.
Após todos esses procedimentos, chegou a vez de Ashleigh. Os médicos lhe deram estrogênio e progesterona para, no momento mais adequado, introduzirem o embrião em seu útero.
A Bliss levou ele por cinco dias na barriga e foi uma grande parte da fertilização, e eu o levei na barriga por nove meses”, relatou Ashleigh. “Foi uma experiência especial para nós duas, pois ambas estivemos envolvidas”.
O bebê, batizado de Stetson, nasceu perfeitamente saudável há cinco meses e é, segundo ela, um menino feliz.
Ninguém sabia que era possível, mas funcionou magnificamente”, relatou Bliss. “Acho que o procedimento abre novas possibilidades para casais do mesmo sexo”, finalizou Ashleigh.
Fonte: Marie Claire, 29/10/2018

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