Aplicativo de relacionamento para lésbicas na China removido da internet

segunda-feira, 5 de junho de 2017 0 comentários



Aplicativo de relacionamento para lésbicas popular na China é removido da internet

PEQUIM - Um popular aplicativo de namoro chinês para lésbicas foi desativado, bem como seu site e principal conta de mídia social, justamente quando a comunidade gay comemora a decisão de Taiwan de dar aos casais do mesmo sexo o direito de se casar, sendo o primeiro na Ásia.

O aplicativo Rela, criado em 2012, tem cerca de 5 milhões de usuários cadastrados, segundo uma versão armazenada de seu perfil no iTunes, da Apple.

Mas os usuários começaram a perceber na semana passada que o aplicativo, juntamente com sua conta no Weibo, espécie de Twitter, não era mais acessível, de acordo com os usuários que publicam no Weibo sob as 'hashtags' #rela e #relahasbeenblocked.

O serviço foi temporariamente suspenso devido a um "importante ajuste no serviço", disse o Rela aos usuários na conta do aplicativo WeChat.
O Rela sempre esteve com você e por favor aguarde seu retorno!", acrescentou, mas sem dar detalhes sobre por que estava suspendendo o serviço.
Esta é a discriminação contra nós lésbicas", escreveu uma usuária no Weibo. "Não ser capaz de abri-lo parece como ser abandonado", escreveu outro.
Não ficou imediatamente claro por que o Rela foi desligado.

A empresa não respondeu a um email procurando comentários. A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O regulador da internet na China também não respondeu imediatamente a um pedido por fax enviado nesta segunda-feira, que é um feriado nacional.

(Reportagem de Ben Blanchard; Reportagem adicional de Cate Cadell e Brenda Goh, em Xangai)

Fonte: Reuters, 29/05/2017

Skol veste lata com as cores da bandeira LGBT e destina parte das vendas para Casa de acolhimento

quinta-feira, 1 de junho de 2017 0 comentários

Skol veste lata com as cores da bandeira LGBT e destina parte das vendas para Casa de acolhimento

Que a Skol tem mudado seu posicionamento de forma bastante significativa, isso já sabemos, publicamos sobre o redesenho dos pôsteres aqui e sobre as latas com diversas cores aqui e dessa vez a intervenção chegou à bandeira LGBT.

Pelo segundo ano, a cervejaria é a marca oficial e principal patrocinadora da Parada LGBT. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, na Secretaria de Justiça, no centro de São Paulo, durante a coletiva de imprensa que apresentou a 21ª edição do evento, marcado para o dia 18 de junho.

“É muito relevante ter uma marca do tamanho da skol
ecoando essa discussão e colocando em sua lata a bandeira
do orgulho LGBT”, afirma Iran da Casa 1.
Para celebrar a Parada e o respeito, principal bandeira da cerveja, foi lançado uma edição especial de sua lata 269ml que terá sua conhecida seta-logo vestida com as cores da bandeira LGBT. Mas a versão terá um significado ainda maior. Parte da venda será destinada para a Casa 1, uma casa de acolhida para jovens expulsos de suas casas por sua orientação sexual ou identidade de gênero, na qual apoiamos quando foi financiada e publicamos aqui. “É muito relevante ter uma marca do tamanho da skol ecoando essa discussão e colocando em sua lata a bandeira do orgulho LGBT”, afirma Iran da Casa 1.

Temos aprendido muito nessa jornada em prol do Respeito e são os parceiros que encontramos neste caminho que tem nos feito evoluir. Durante o último ano tivemos a oportunidade de conhecer diversas pessoas e iniciativas que contribuíram para este crescimento e uma delas foi Iran Giusti e seu trabalho na Casa 1. A Parada LGBT e a Casa 1 levantam antes de tudo a bandeira do respeito e é essa a bandeira de SKOL. E essa foi a melhor forma que encontramos para dividir com todos a nossa caminhada de respeito, de construção de novos valores e de experiências livre de preconceitos”, comentou Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing da marca.

Para Iran, ações como essa são fundamentais para, mais que chamar atenção para as necessidades práticas como as financeiras – tendo em vista que a Casa 1 se mantém por doações e crowdfunding – contribuir para ecoar as mensagens do projeto. “É muito relevante ter uma marca do tamanho da Skol ecoando essa discussão e colocando em sua lata a bandeira do orgulho LGBT”, afirma.

No último ano, Skol teve várias iniciativas de apoio à diversidade. No carnaval, a cerveja amplificou a ação de Lia Marques, criadora do Apito Contra o Assédio, e distribuiu mais 50 mil apitos pelo Brasil. O projeto Reposter, que ressignificava pôsteres antigos, contou com a arte de oito ilustradoras e o Coletivo MOOC foi co-autor do projeto SKOLORS, as cinco latas com 5 tons diferentes, que representavam a diversidade e a beleza de cores que todos nós, juntos, formamos.

Fonte: Terra, Razões para Acreditar, por Vicente Carvalho

Terror em cidade rural dos EUA terá lésbicas negras como protagonistas

quarta-feira, 31 de maio de 2017 0 comentários

Diretora de Bessie e produtor de Corra! preparam terror com negras lésbicas

Diretora de Bessie e produtor de Corra! preparam terror com negras lésbicas

Um encontro casual entre a roteirista e diretora Dee Rees (“Bessie”) e o produtor Jason Blum vai render um novo terror racial, que pretende seguir as pegadas de “Corra!” 

Assim como “Corra!”, produzido por Blum, o filme vai se passar numa assustadora cidade rural dos EUA. Mas o detalhe, segundo o jornal The New York Times, é que a trama será estrelada por um casal de negras lésbicas e tem ligação com a própria vida da diretora. 

Dee Rees aproveitou um debate patrocinado pelo Instituto Sundance, do qual Blum participou, para fazer seu pitch. “Eu e minha esposa, duas mulheres negras lésbicas, quando nos mudamos, brigávamos por qualquer coisinha: ‘por que isto está aqui? Você mexeu nisso?’ Talvez tenha sido um fantasma ou outra força, como se não quisessem que estivéssemos lá ou pudéssemos nos encaixar”, disse Rees, segundo relato do jornal. Ao que Blum pulou: “Estou dentro!”

A produção ainda sem título, está em fase da escrita do roteiro e não possui data prevista para chegar aos cinemas.

Vale lembrar que Dee Rees estreou nos cinemas em 2011 com o drama “Pariah”, que antecipou muitos dos temas de “Moonlight”, drama vencedor do Oscar 2016. Desde então, dirigiu “Bessie”, sobre a vida da cantora de blues Bessie Smith para a HBO, a minissérie “When We Rise”, sobre a história do movimento pelos direitos LGBTQ, e lançou seu segundo longa, “Mudbound”, sob elogios da crítica no Festival de Sundance deste ano. Fala-se que o filme, sobre racismo após a 2ª Guerra Mundial, tem chances de Oscar.

Fonte: Pipoca Moderna, por Marcel Plasse, 21/05/2017

Produtor de Corra! está fazendo filme de terror sobre lésbicas negras

Corra!, estreia do humorista Jordan Peele na direção, é um dos filmes mais elogiados do ano até o momento. O longa, que já é uma sensação nos Estados Unidos, Canadá e outros países, chega oficialmente aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (18). 

Tamanha repercussão desperta, naturalmente, as atenções do público e da mídia para os próximos trabalhos dos realizadores envolvidos na produção. 

Segundo o New York Times, o produtor Jason Blum está trabalhando em um filme de terror, ambientado em uma zona rural dos Estados Unidos, sobre lésbicas negras. Para o novo projeto, Blum se juntou a Dee Rees, diretora e roteirista dos premiados filmes Pariah (2011) e Bessie (2015). Ainda não há mais informações sobre o novo filme.

Fonte: Observatório do Cinema, por Rafael Brandão, 15/05/2017

Próximo premier irlandês pode ser gay

segunda-feira, 29 de maio de 2017 0 comentários


Irlanda pode eleger seu primeiro premier gay

DUBLIM — A Irlanda está à beira de uma enorme mudança geracional em sua vida política com a possível eleição do médico Leo Varadkar como seu próximo primeiro-ministro, uma medida que daria ao país, fortemente católico, seu primeiro líder abertamente gay e descendente de imigrantes asiáticos.

Varadkar construiu uma liderança quase intransponível antes das eleições na próxima semana para suceder Enda Kenny como líder do governo. Aos 38 anos, ele também se tornaria a pessoa mais jovem a ocupar o cargo.

Os apoiadores estão comparando o médico ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e ao novo presidente francês, Emmanuel Macron, esperando que ele, vindo da geração mais atingida pela mais dura crise econômica em uma década, possa transformar o cenário político.

— Sinceramente, não acho que em 1981, quando fui eleito pela primeira vez, eu podia prever uma época em que um homem abertamente gay pudesse se tornar Taoiseach (primeiro-ministro) — disse Nora Owen, que foi ministra da Justiça nos anos 90.

O fato de que tal marco é mencionado apenas na mídia local ou que o candidato têm chances de liderança demonstra o quão longe o país de 4,6 milhões de habitantes, que foi visto como um dos mais socialmente conservadores na Europa Ocidental, chegou.

Tendo descriminalizado a homossexualidade só em 1993 e introduzido o divórcio dois anos mais tarde, a Irlanda tornou-se o primeiro país a adotar o casamento gay através de um referendo popular em 2015, que atraiu o apoio esmagador vindo de todos os cantos do território.

A votação marcou uma nova diminuição do domínio da Igreja sobre a sociedade irlandesa, que tem sido enfraquecido nas últimas duas décadas — seja pela descoberta de escândalos de abuso sexual envolvendo sacerdotes, ou pela crueldade em instituições administradas pela Igreja Católica.

O pai de Varadkar, Ashok, que também é médico, nasceu em Bombaim, na Índia. Ele conheceu a mãe do político, Miriam, uma enfermeira e filha de fazendeiro do condado de Waterford, no Sul da Irlanda, enquanto trabalhava na Inglaterra na década de 1970. Eles se casaram lá, mas decidiram se mudar de país e criar sua família em Dublin, onde Varadkar nasceu.

POTENCIALMENTE TRANSFORMADOR

Ele garantiu o apoio declarado de 46 dos 73 legisladores do partido Fine Gael para as eleições de 2 de junho, para assumir o lugar de Kenny. Com os legisladores responsáveis ​​por 65% do voto nas eleições, seu oponente, Simon Coveney, precisa de um número significativo para mudar o cenário, o que, segundo analistas, é altamente improvável.

Quem quer que substitua os 15 anos de Kenny no comando vai ser o único líder no Parlamento irlandês nascido na década de 1970. Quando o atual primeiro-ministro foi eleito pela primeira vez para a Câmara baixa em 1975, Coveney tinha 3 anos de idade, e Varadkar sequer era nascido.

Pesquisas de opinião mostram que ambos são populares entre os membros do Fine Gael, mas que Varadkar tem o potencial de ganhar uma porcentagem significativa de votos de outros partidos.

— Acho que Leo Varadkar se tornar primeiro-ministro é potencialmente transformador para o futuro do Fine Gael, e talvez para o sistema político em geral — disse o comentarista político Noel Whelan. — Em uma era de antipolítica, ele é uma das coisas mais próximas a um político antipolítico. Ele estimula partes do eleitorado que o partido geralmente não alcança — complementou.

Fonte: Extra, 29/05/2017

Polícia de Curitiba divulga retrato falado de suspeito de jogar ácido em homossexual

sexta-feira, 26 de maio de 2017 0 comentários

Polícia Civil divulga foto de suspeito de ataque homofóbico, em Curitiba (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Polícia divulga retrato falado de suspeito de jogar ácido no rosto de um homossexual
                         
Polícia Civil divulga retrato falado de suspeito de jogar ácido em homossexual, em Curitiba
Caso aconteceu na noite de 14 de maio, no bairro Juvevê.

Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (22), o retrato falado do suspeito de jogar ácido em um homem homossexual de 40 anos. O caso aconteceu no dia 14 de maio, no bairro Juvevê, em Curitiba.

Por causa do ataque homofóbico, o homem perdeu a visão do olho esquerdo e corre o risco de perder do lado direito, conforme o delegado Fábio Amaro. A vítima está internada no Hospital Evangélico, com queimaduras de segundo e terceiro graus.

Quem tiver informações, pode ligar no Disque-Denúncia: 0800 6431 121.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o ocorrido. De acordo com a Polícia Civil, a vítima relatou que caminhava pela rua por volta das 20h30 quando foi abordada por um suspeito que se aproximou, pronunciou um xingamento homofóbico e jogou um líquido em seu rosto, provocando queimaduras.

Em entrevista, o homem afirmou que pensou inicialmente se tratar de um assalto, mas que em determinado momento a pessoa que o atacou chegou a dizer: "Toma aí, seu viado", antes de jogar o líquido contra ele.
Eu sei que ele estava de boné preto, de boina e de óculos. E ele me empurrou. Na hora em que ele me empurrou, eu achei que ele iria roubar meu celular. Daí, eu tentei levantar a minha perna, para tentar me defender. Foi onde ele pegou e jogou 'Toma aí, seu viado". Foi ódio mesmo, contou a vítima.
Fonte: G1, 22/05/2017 


'Foi ódio mesmo', diz vítima de ataque homofóbico com ácido, em Curitiba
Homem foi atingido nos braços e no rosto e corre o risco de perder a visão nos dois olhos.

O homem de 40 anos, que foi vítima de um ataque com ácido, em Curitiba, diz que o ato foi intencional, por causa da orientação sexual dele. Em entrevista, a vítima afirmou que pensou inicialmente se tratar de um assalto, mas que em determinado momento a pessoa que o atacou chegou a dizer "Toma aí, seu viado", antes de jogar o líquido contra ele.
Eu sei que ele estava de boné preto, de boina e de óculos. E ele me empurrou. Na hora em que ele me empurrou, eu achei que ele iria roubar meu celular. Daí, eu tentei levantar a minha perna, para tentar me defender. Foi onde ele pegou e jogou 'Toma aí, seu viado". Foi ódio mesmo, contou a vítima.
O caso aconteceu no bairro Juvevê, no domingo (14). O homem foi internado no Hospital Evangélico, com ferimentos nos braços, no peito e no rosto. Ele corre risco de perder a visão dos dois olhos, em decorrência do ataque.
Eu sofri queimadura de terceiro grau no rosto, nos dois braços, no peito, no abdômen. E boca, rosto completinho, e mais a visão, onde eu vou perder praticamente toda a visão. A chance de eu enxergar de novo é mínima. Fora o emocional, que acabou comigo", disse a vítima.
A Polícia Civil informou que está ouvindo testemunhas e que a investigação do caso está avançada. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Fonte: G1, RPC Curitiba, 17/05/2017

Taiwan considera inconstitucional a proibição de casamento gay

quinta-feira, 25 de maio de 2017 0 comentários

Decisão foi comemorada por defensores da liberação do casamento gay TYRONE SIU / REUTERS

Justiça de Taiwan considera inconstitucional a proibição de casamento gay
Decisão abre portas para ilha se tornar o primeiro território asiático a permitir uniões entre pessoas do mesmo sexo

TAIPÉ — A justiça de Taiwan tomou uma decisão histórica nesta quarta-feira sobre o casamento gay, o que deve permitir que a ilha se transforme no primeiro território asiático a legalizar uniões entre pessoas do mesmo sexo. A Corte Constitucional considerou que o dispositivo do Código Civil segundo o qual um contrato de matrimônio só pode ser assinado entre um homem e uma mulher “viola” a Constituição, garantindo a liberdade de casamento e a igualdade entre os cidadãos.

De acordo com a decisão, o parlamento terá um prazo de dois anos para criar uma nova lei ou alterar o Código Civil permitindo a união homoafetiva. Se os congressistas não aprovarem a mudança nesse período, casais do mesmo sexo poderão fazer o registro de casamento, com base na interpretação judicial.
Os dispositivos atuais sobre o casamento não permitem que duas pessoas do mesmo sexo criem uma união permanente de natureza íntima e exclusiva com o objetivo determinado de levar uma vida juntos. Isto é obviamente um grave defeito legislativo", afirmou a Corte.
Os esforços para obter direitos igualitários no matrimônio ganharam força na ilha com forte apoio popular, mas também provocaram a indignação de grupos conservadores, que organizaram protestos contra qualquer mudança na lei. O tribunal destacou que a decisão de permitir o casamento homossexual contribuiria para a estabilidade social e para proteger a "dignidade humana".

Os partidários e críticos se reuniram no centro de Taipé para aguardar a decisão. Centenas de ativistas favoráveis ao casamento gay exibiam as bandeiras com as cores do arco-íris fora do parlamento. Um painel com 14 magistrados definiu a sentença, que exigia pelo menos 10 votos. Apenas dois juízes se pronunciaram contra a decisão.

Fonte: O Globo, 24/05/2017

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