Rock Story, nova novela das sete, terá romance entre mulheres

segunda-feira, 24 de abril de 2017 0 comentários

Vanessa (Lorena Comparato) e Bianca (Mariana Vaz) formarão casal em Rock Story

Vanessa (Lorena Comparato) e Bianca (Mariana Vaz) vão se apaixonar em Rock Story. As duas se aproximarão porque a ex-secretária de Lázaro (João Vicente de Castro) começará a trabalhar na gravadora Som Discos. A assistente de Diana (Alinne Moraes) perceberá que sente algo a mais pela colega quando sua adoração pela chefe acabar. "Isso mudou, Bianca, e muito por sua causa", constatará.

Bianca será contratada como secretária de Gordo (Herson Capri) no capítulo da próxima quinta (27). A partir daí, nascerá uma amizade que evoluirá aos poucos para um romance.

Em uma das primeiras conversas das duas, Bianca revelará que nunca esteve tão encantada por uma garota.
Eu tive uns namorados, há muito tempo, mas entendi logo que não era a minha", contará.
Vanessa também confidenciará que só viveu uma paixão platônica por Diana.
Eu sei que vou parecer uma louca dizendo isso, mas essa minha maluquice com a Diana, a palavra é essa, maluquice, essa adoração doida tomou minha vida toda. Não consigo me interessar por ninguém há anos", dirá.
Bianca lamentará não ser correspondida, mas é aí que Vanessa revelará que também está gostando dela.
É como se eu tivesse acordando de um sonho muito demorado. Estou vendo a Diana com outros olhos, como a pessoa cheia de defeitos que ela é, estou vendo que ela não me faz bem. Agora eu tenho alguém pra comparar, né? Você me faz bem. Muito", falará.
O roteiro prevê troca de olhares, sorrisos, mas não indica nenhum gesto de carinho nem beijos entre as duas.

Fonte: Notícias da TV, por Daniel Castro, 21/04/2017

Campo de concentração para gays na Chechênia assusta o mundo civilizado

quarta-feira, 19 de abril de 2017 0 comentários


Chechênia mantém ‘campo de concentração’ para torturar gays

BUDAPESTE, 12 ABR (ANSA) – A polícia da Chechênia foi acusada de prender homossexuais e manter um campo de concentração secreto para torturas e assassinatos. O caso, divulgado pelo jornal russo “Novaya Gazeta”, repercutiu na Europa nesta quarta-feira (12), com autoridades políticas e ONG’s de direitos humanos exigindo respostas às denúncia. De acordo com o jornal, mais de cem homens já teriam sido vítimas das prisões ilegais feitas pelos policias, somente por serem gays. O centro de detenção está localizado na cidade de Argun. 

A publicação apontou ao menos três assassinatos no centro de detenção, mas fontes locais afirmaram que o número pode ser “muito maior”, isso porque ainda vigora na Chechênia a cultura do “crime de honra”. 

ONG’s locais afirmam que muitos homossexuais, depois de presos e torturados, são “devolvidos” para seus familiares para que a própria família os execute para “limpar” a imagem na sociedade. 

Em outros casos, as famílias são obrigadas a vender apartamentos, casas e bens para “pagar o resgate” dos homens presos. 

A perseguição aos gays teria começado em fevereiro no país, quando a polícia prendeu um homem que estava drogado e encontrou fotos e vídeos homossexuais em seu celular. Os policiais, então, começaram a caçada, deixando o telefone do detido ligado propositalmente e, a cada homem que o telefonava, os agentes saiam para prendê-lo. 

Testemunhas e ex-prisioneiros relataram torturas com corrente elétrica dentro do centro de detenção, além de agressões com bastões, canos de plástico e socos. 

A denúncia gerou polêmica na Europa. O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados da Itália, Fabrizio Cicchitto, pediu que o governo italiano intervenha na situação e pressione a Rússia para interromper as práticas na Chechênia.
Naquela região, existe um problema mais geral de liberdade que atinge também os opositores aos regimes, os quais são tratados de maneira desumana”, comentou.
Mas os políticos chechenos, como o porta-voz do presidente Ramzan Kadyrov, Alvi Karimov, definiu a denúncia como “uma absoluta mentira” e alegou que não há gays no país.
Não é possível prender ou perseguir pessoas que simplesmente não existem na nossa república”, disse o representante do líder checheno, ligado ao governo russo. “Se existissem pessoas assim na Chechênia, as forças de ordem não teriam problema nenhum, porque seriam os próprios familiares a mandá-los para aquele lugar sem volta”, completou. 
A Chechênia é um país da região do cáucaso russo e palco de instabilidades políticas. (ANSA)

Fonte: Isto É, Ansa,12.04.17 

Segundo imprensa russa, este seria o local onde gays estariam sendo presos

E a Avaaz está promovendo um abaixo-assinado contra esse absurdo. Assine a petição da Avaaz clicando no link abaixo:
Ao Presidente Putin e todas as autoridades russas:
"Como cidadãos globais preocupados com esta situação, nós pedimos que Vossas Excelências parem com a repressão contra os gays na Chechênia e defendam os valores de justiça e tolerância."
Mais informações:

A Chechênia abriu o primeiro centro de tortura para gays do mundo, e é tão horrível quanto parece. Homens estão sendo eletrocutados, torturados até que revelem nomes de outros gays e espancados tão violentamente que muitos já morreram. 

Perseguir gays e colocá-los em prisões é algo que só nazistas fariam. É terrivelmente triste e revoltante, mas existe um maneira de acabar com isso.

A Avaaz irá fortalecer o pedido de ativistas locais na imprensa e usar nosso apelo internacional para colocar um fim nesta repressão. Assine a petição clicando neste link e espalhe-a para todos. Vamos chegar a um milhão de assinaturas!

Para mais informações sobre o tema, acessar o Russian LGBT Network

Casal vítima de homofobia em Curitiba recebe apoio de amigos e futuros vizinhos

terça-feira, 18 de abril de 2017 0 comentários

Amigos do casal e moradores da região realizaram um protesto contra homofobia neste sábado (15) (Foto: Everson Moreira/ RPC Curitiba)
Moradores do bairro Água Verde, em Curitiba, se unem contra o preconceito

Amigos de casal vítima de homofobia realizam protesto em Curitiba
Jornalista e servidor público foram surpreendidos com panfletos jogados na rua onde irão morar; polícia apura quem é o responsável pelo material.

Praça Guanabara, que fica no bairro Água Verde, em Curitiba, foi palco de um protesto contra a intolerância neste sábado (15). O ato foi uma demonstração de solidariedade a João Pedro Schonarth e o companheiro dele Bruno Banzato que foram alvos de panfletos homofóbicos.

Os papeis foram distribuídos na rua onde o casal constrói a casa em que viverá. João Pedro e Bruno registraram Boletim de Ocorrência, e a polícia investiga quem é o responsável pelo material.

Os folhetos têm fotos de casais homossexuais aleatórios, com os dizeres: "se fazem isso em público, imaginem o que fazem quando estão a sós ou com amigos mais próximos ou com as pessoas próximas a você", e indicam o endereço do casal classificado por quem escreveu como "o endereço da baixaria".

Diante do carinho dos amigos e dos futuros vizinhos, João Pedro e Bruno se sentiram acolhidos.
Aquela primeira impressão não vai ficar. Pelo contrário – a gente percebeu que é uma pessoa, talvez, que gerou essa onda de ódio, mas ela foi abafada, ela não existe mais”, disse João Pedro. Ele comentou que, em meio ao protesto, diferentes pessoas os procuraram para dar um abraço, sinalizando que o casal é bem-vindo ao bairro.
Nós, gays, estamos e vamos estar aonde a gente quer estar, e a sociedade deve se abrir para isso. A gente tem que dar o apoio para que as pessoas diferentes sejam integradas. Nós temos muito mais em comum do que de diferente”.
Para João Pedro, a comunidade LGBT precisa ser acolhida por todos. Ele acredita que a sociedade deve olhar para o lado e ver que a pessoa que está ali pode estar sofrendo.
É muito positivo pensar que ao mesmo tempo que alguém pode fazer uma agressão tão gratuita para a gente, [é possível] juntar pessoas gratuitamente que vieram até aqui na praça para demonstrar apoio e solidariedade para uma causa que é acabar com o preconceito, de todas as formas. A homofobia foi a que a apareceu para a gente, mas na nossa sociedade o preconceito tem várias formas e várias caras”, disse João Pedro.
Bruno afirmou que se sente tranquilo em saber que as pessoas ainda assumem uma causa para si e têm solidariedade. "Isso aqui não tem preço", acrescentou.
Ele destacou que o casal não vai desistir de descobrir quem foi o responsável pelas ofensas.
Claro que a gente vai continuar tomando as providências legais, a gente está esperando que a polícia descubra quem fez isso, que essa pessoa seja processada, punida, que pague moral e criminalmente”.
Carinho dos amigosEdnubia Ghisi, amiga do casal, foi quem tomou a iniciativa de organizar o protesto.
O que é importante é a gente conseguir viver com dignidade, respeitando essa diversidade que existe na sociedade”.
Ela falou sobre a tristeza que sentiu ao ver o panfleto homofóbico.
A gente sabe o quanto eles estão se esforçando para conseguir se mudar, para receber o filho deles, que estão chegando agora e eles vão adotar, então, a gente imaginou o que é ser recebido por vizinhos tão próximos desta maneira. Ser recebido com ódio, quando você está se esforçando...”
Fonte: G1 PR, Curitiba, 15/04/2017 

Casal de mulheres lésbicas engravida e dá à luz quase ao mesmo tempo

segunda-feira, 17 de abril de 2017 0 comentários

Alison Castree e Catherine Barlow (Foto: Reprodução/Facebook)

Casal de lésbicas fica grávida ao mesmo tempo e dá à luz com pouca diferença de tempo

Alison Castree e Catherine Barlow sempre sonharam em serem mães, mas nunca imaginariam que este milagre aconteceria com elas ao mesmo tempo

Boa parte das mulheres sonha em ser mamãe, mas ter um filho junto com sua namorada/esposa seria incrível, não? Foi o que aconteceu com o casal de lésbicas Alison Castree e Catherine Barlow, que mora na Inglaterra. As duas ficaram grávidas juntas e deram à luz com apenas três semanas de diferença.

De acordo com o jornal britânico "The Sentinel", tudo começou quando Alison e Catherine decidiram que já era hora de aumentar a família. A escolhida para conceber a criança, usando a inseminação artificial, foi Cath, mas algo não estava dando certo e ela não conseguia ficar grávida. Foi aí que Alison entrou no jogo, também fez a inseminação e as duas descobriram que ambas estavam grávidas. Detalhe: do mesmo doador!

Segundo Alison, elas escolheram juntas um doador de esperma em um site especializado, pagaram 10 libras (R$ 40) de taxa e receberam um kit para fazer a inseminação em casa.
Nós encontramos um doador e, em seguida, até conhecemos ele depois de três ou quatro meses. Nós o escolhemos por causa de seus antecedentes: é um professor universitário, então é muito inteligente, o que chamou muito nossa atenção. Agora nossos bebês têm o mesmo pai, então estão ligados um com o outro", falou.
Durante a gravidez, elas tiveram os mesmos desejos, como maçãs e batatas fritas, e Cath chegou a ter sangramento, mas tudo não passou de um susto.
Alison foi a primeira a dar à luz Lacey Castree-Barlow no dia 1º de outubro de 2016, após um trabalho de parto de 13 horas. Apenas três semanas depois foi a vez de Catherine correr para a maternidade e dar à luz Vinnie Castree-Barlow no dia 22 de outubro.
Foi um pouco chocante quando nós duas ficamos grávidas juntas. Era como se todos os bebês tivessem vindo ao mesmo tempo. É bom ter compartilhado essa experiência e nenhuma de nós perdeu nada. Tudo é ótimo com os bebês - nossa pequena família está completa", comemorou Cath.
O pai

As duas ainda mantém contato com o doador do esperma e pretendem apresentá-lo às crianças se elas assim desejarem. Alison e Cath também vão contar toda essa história para os dois assim que eles tiverem maturidade para isso. 
Obviamente que a gente sabe que quando eles forem para a escola algumas crianças podem ser cruéis, mas, neste dia e idade, será muito diferente. Temos que enfrentar isso quando chegarmos lá", finalizou Alison.
Fonte: Glamour, 15/04/2017 

No socialismo do século 21 da Venezuela, a comunidade LGBT não tem vez

quinta-feira, 13 de abril de 2017 0 comentários

Maduro costuma chamar seu opositor Capriles de “maricón” (bicha), “senhorito” e “capriloca”

Chavismo homofóbico
No socialismo do século 21 da Venezuela, a comunidade LGBT não tem vez

A decisão controversa do governo venezuelano de cassar os direitos políticos do líder da oposição Henrique Capriles por 15 anos trouxe protestos de volta às ruas de Caracas. O PIB da Venezuela recuou quase 19% em 2016, 82% das famílias vive na pobreza e o país continua em um feroz confronto de ideologias. No entanto, o que muitas vezes se negligencia é o fato de esse choque não ocorrer apenas no âmbito político-econômico, mas também em virtude da homofobia de um presidente contra um candidato da oposição que tem defendido continuamente os direitos LGBT. Para um Governo que se diz revolucionário, o PSUV, além de ter sido relutante em desafiar valores conservadores, no contexto LGBT, até os fortaleceu.

Isso parece, à primeira vista, ser contraintuitivo. Afinal, quando se trata de direitos LGBT, vários governos de centro-esquerda em todo o mundo têm articulado visões mais progressistas do que seus opositores de centro-direita, como na Espanha, no Uruguai, na Argentina, no Canadá ou nos Estados Unidos. O ex-presidente uruguaio Pepe Mujica disse sobre o casamento gay que não o legalizar seria "torturar pessoas desnecessariamente" e, na Argentina, a ex-presidente Cristina Kirchner aceitou ser madrinha do filho de lésbicas.

Ainda assim, curiosamente, alguns dos líderes de esquerda mais radicais da América Latina - como na Venezuela, na Bolívia e no Equador - também estão entre os mais abertamente homofóbicos. Em um notório discurso de campanha em 2013, Maduro fez insinuações sobre a suposta homossexualidade de seu adversário Henrique Capriles.
Eu, sim, tenho mulher. Escutaram? Eu gosto de mulheres". Na sequência, Maduro beijou sua mulher, a também alta dirigente chavista Cília Flores.
Pouco depois, Capriles respondeu, afirmando que queria enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro.
Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual."


Maduro, como outros políticos de alto escalão do PSUV, que preferem o termo “condição sexual”, costumam xingar Capriles de “maricón” (bicha), “senhorito” e “capriloca”. No ano passado, quando fotos emergiram de Capriles de olhos vermelhos depois de ter sido atacado por policiais com spray de pimenta, Maduro comentou publicamente que seu adversário político “parecia ter superaquecimento dos ovários".

Além de Capriles, vários opositores que também defendem a causa LGBT são igualmente alvos de homofobia. Tamara Adrian, a primeira legisladora trans da Venezuela, afirma receber ameaças, e o ativista de direitos gays e congressista Rosmit Mantilla é frequentemente vilipendiado como "terrorista maricón" por comentaristas pró-governo nas redes sociais.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, por sua vez, já declarou publicamente que são hormônios em alimentos industrializados os responsáveis pelo "desvio" dos homens para a homossexualidade. No Equador, grupos de direitos LGBT têm criticado repetidamente a linguagem homofóbica do presidente Correa, que se diz "defensor da família tradicional".

A violência contra a comunidade LGBT e a campanha contra seus direitos não são, evidentemente, um problema de alguns países apenas. A América Latina como um todo é uma das regiões com o número mais elevado de casos de violência anti-LGBT no mundo. No Brasil, uma pessoa LGBT é morta por dia, vítima de crime resultante de discriminação. No entanto, o caso da LGBTfobia chavista é um exemplo contundente de como a luta pelos direitos LGBT ocorre em um tabuleiro político muito mais matizado e complexo do que sugere a noção simplista de esquerda progressista versus direita conservadora.
O Brasil é um exemplo dessa complexidade: tanto a esquerda quanto a direita no poder são conservadoras: A chegada do governo Michel Temer, com seu gabinete composto só por homens, vários com visões sobre questões sociais que lembram a Era Vitoriana, foi um choque para progressistas. Contudo, como o professor Matias Spektor aponta corretamente, o PT não era o oposto: recebeu, com uma mão, as demandas dos movimentos sociais, mas com a outra, pactuou no Parlamento com quem fez da homofobia uma bandeira. O resultado foi que PT não aprovou, durante 13 anos no poder, nenhuma nova legislação relevante em matéria de direitos direitos LGBT.
Para aqueles que buscam fortalecer os direitos LGBT na América Latina, portanto, isso significa cooperar com parceiros em todo o espectro ideológico - seja com políticos de centro-esquerda no Brasil, Argentina e Uruguai, seja com forças anti-chavistas na Venezuela, bem como um número crescente de grupos políticos que procuram representar a "Nova Direita" - pró-mercado no campo econômico e liberais em questões sociais. Se o exemplo venezuelano pode ensinar algo, é que o futuro da promoção dos direitos LGBT não se deixa encaixar nos paradigmas ideológicos tradicionais de esquerda versus direita.

Oliver Stuenkel é Professor Adjunto de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.

Fonte: El País, por Oliver Stuenkel, 11/04/2017

OAB defenderá regra que obriga cartório a aceitar casamento homossexual

quarta-feira, 12 de abril de 2017 0 comentários


OAB defenderá, no STF, regra que obriga cartório a aceitar casamento gay


A favor de uma regra do Conselho Nacional de Justiça que manda cartórios celebrarem casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu participar como amicus curiae em Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre o tema.
Publicada em 2013 na gestão Joaquim Barbosa, a Resolução 175 do CNJ foi questionada naquele mesmo ano pelo Partido Social Cristão. A sigla entende que o conselho praticou abuso de poder ao editar norma “estranha à sua competência”, por avaliar que uma discussão dessa natureza só poderia ter ocorrido no Legislativo. O partido alega que, ao analisar o tema em 2011, o Supremo reconheceu apenas a união estável entre pessoas de mesmo sexo, mas não tratou do casamento civil.
Passados quatro anos desde que foi apresentada a ADI, o Conselho Pleno da OAB decidiu na terça-feira (4/4) que vai pedir o ingresso no processo para contribuir com o debate. Caso seja aceita pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso, a Ordem pretende apresentar um estudo.
Segundo a entidade, o Supremo já demonstrou que “o Judiciário é guardião incontestável dos princípios constitucionais, ainda que a legislação seja omissa” e “vem cumprindo fielmente com o seu dever de assegurar a inclusão de todas as pessoas e famílias sob o manto da tutela jurídica, se apartando de posturas arbitrariamente discriminatórias e homofóbicas”.
Os indivíduos possuem o direito ao livre desenvolvimento da personalidade, afastando-se empecilhos discriminatórios. Garantir formalmente a possibilidade das pessoas se relacionarem e constituírem famílias, com a composição que desejam, é pressuposto que privilegia os princípios constitucionais da igualdade, liberdade, da laicidade estatal e do direito à busca da felicidade", afirma nota da OAB.
Sobre a alegação de que o CNJ teria invadido campo do Congresso, a OAB afirmou em parecer que “a inércia do Legislativo em legislar não deve configurar óbice à autoridade do Poder Judiciário, o qual deve buscar pelo cumprimento de suas decisões em atendimento a sua independência e caráter autônomo, prerrogativas que são decorrentes do princípio da separação dos poderes”. 
Amicus curiae

Os argumentos apresentados pela OAB são semelhantes aos já defendidos por outras entidades que também buscam ingressar como amicus curiae. Sete entidades fizeram o pedido até hoje, e duas tiveram o pedido atendido: Partido Socialismo e Liberdade (PSol) e Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen-RJ), ambos a favor da resolução do CNJ.
Também favoráveis à regra pediram ingresso na ADI como amigo da corte o Partido Popular Socialista (PPS), o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), a Conectas Direitos Humanos e a Sociedade Brasileira de Direito Público.
Contra a resolução do CNJ, apenas a Associação Eduardo Banks pediu ingresso. A entidade afirma que a única intenção por traz do ato normativo "é o populismo e a demagogia". Além de repetir os argumentos do autor da ADI, de que o CNJ extrapolou sua competência, a Associação Eduardo Banks diz que a resolução abre precedente para o incesto.
Ao aprovar a 'união homoafetiva' como regra de conduta a ser tomada pelos juízos de paz, a qualquer momento algum 'casal' formado por irmãos ou ascendente/descendente irá, fatalmente, pedir o reconhecimento do 'casamento civil' entre eles, contornando o óbice do artigo 1.521 do Código Civil, e até alegando a sua inconstitucionalidade", diz trecho da petição.
Mesmo não tendo nada contra os homossexuais, a entidade amicus curiae assinala que ao se erigir o afeto como parâmetro para o reconhecimento e validade das uniões sexuais, inclusive sob a forma do casamento, então qualquer afeto não-criminoso se tornará válido, e gerador de direitos", complementa.
ADI 4.666Fonte: Conjur, 08/04/17

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