Abrigo para LGBT expulsos da família inaugurado na Bela Vista (SP)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017 0 comentários


Casa para abrigar LGBTs expulsos pela família é inaugurada após 'vaquinha'
Espaço na Bela Vista pode receber até 20 pessoas e oferece apoio psicológico e médico a gays, lésbicas, travestis e transexuais

SÃO PAULO - Eles foram expulsos de casa. Entre os moradores, há filhos e filhas de pastores e policiais. Há quem tenha levado um soco e sido ameaçado de morte pelo próprio tio. Vítimas de violência - física, psicológica ou ambas -, gays, lésbicas, travestis e transexuais ganharam uma nova opção de lar. Em uma esquina da Bela Vista, bairro no centro da capital, um sobrado verde onde antes funcionava um bar no térreo e uma ocupação no andar de cima, a partir desta quarta-feira, 25, passa a abrigar LGBTs expulsos pela família. 

A Casa 1, república de acolhimento e centro cultural, nasceu de financiamento coletivo e será inaugurada nesta quarta. Em um mês e meio, o projeto arrecadou R$ 112 mil em uma plataforma de crowdfunding, oferecendo aos 1.048 colaboradores recompensas como a inscrição do nome dos participantes na parede externa da Casa e 32 opções de palestras, workshops e cursos. É uma iniciativa totalmente voluntária, sem patrocínio ou edital público. Para marcar a abertura do espaço, a Casa estará em festa das 14 às 22 horas no dia do aniversário da cidade. 

O primeiro morador chegou no dia 2 de janeiro e o lugar já abre com cinco pessoas (duas travestis e três gays). Eles vêm do Rio, de Minas Gerais, da periferia de São Paulo e até do interior de Sergipe. A capacidade máxima é para 12 moradores, que podem ficar até três meses. Mas os organizadores do projeto dizem que se apertar e for necessário, o local pode abrigar até 20. Hoje, no andar de cima do sobrado, há sete camas, uma sala com sofá, mesa de jantar e televisão, além de cozinha e banheiros. Boa parte dos móveis e eletrodomésticos foi doação.

Nomes dos colaboradores foram escritos na fachada da casa (Foto Nilton Fukuda/Estadão)

Segundo a entrar na casa, o estudante mineiro Otávio Salles, de 23 anos, brinca ao dizer que é "a governanta" do lugar. Ele e o idealizador da Casa 1, o jornalista e militante LGBT Iran Giusti, de 27 anos, ficaram amigos no ano passado. Após ter todas as roupas cortadas com tesoura pelo irmão, Salles levou um soco do tio, que o teria ameaçado de morte. "Ele disse: Boiola merece morrer. Falou que se me pegasse iria me matar de porrada", conta o estudante. "Esconderam os meus documentos para evitar que eu fosse até a delegacia, mas consegui achar a minha certidão de nascimento e fui denunciar. Tive que ensinar para o policial como se escrevia homofobia. Ele não sabia como se escrevia a palavra."

Morando com um amiga e trabalhando em um bar, em Belo Horizonte, o estudante conheceu Giusti por acaso. "Acabamos fazendo amizade, conversamos e ele me chamou para ficar no sofá dele em São Paulo", afirma. O militante começou a acolher, então, LGBTs expulsos de casa. "Fiz um post no Facebook que foi compartilhado por duas mil pessoas. Recebi em poucos dias quase 50 solicitações de abrigo. Mas a minha casa era um quarto e uma sala. Pensei que precisava fazer algo maior", afirma Giusti. Assim, nasceu a ideia de criar uma república de acolhimento para gays, lésbicas, transexuais e travestis. O nome Casa 1, explica o militante, é para dar a ideia de "começo". Nos planos, está a vontade de expandir. Salles acredita que o espaço deve virar um ponto de referência para a população LGBT.

Para ser morador da Casa 1, é preciso ter mais de 18 anos e ter sido expulso de casa por ser LGBT, ou estar em situações extremas de violência psicológica. Não há custo ou diária. Com 32 voluntários e uma fila de 400 pessoas interessadas em contribuir, o espaço oferece apoio psicológico e médico (uma obstetra e ginecologista faz uma visita de 15 em 15 dias). Segundo Giusti, o lugar será mantido por atividades culturais que serão oferecidas no salão da Casa, como oficinas de bordado e canto. 

O café da manhã, o almoço e o jantar, além das contas, não estavam inclusos no projeto de financiamento e são pagos do próprio bolso de Giusti. O próximo passo é conseguir patrocínios para bancar os gastos. A ideia é que o projeto cresça e, por isso, a equipe vai iniciar um mapeamento das necessidades do entorno do espaço, na Bela Vista. Uma das propostas é facilitar oficinas para idosos, que têm procurado o espaço interessados em participar. "Estamos planejando o programa Adote um Vovô e Adote uma Vovó, com cursos em que a metade da turma será de idosos e a outra metade, de LGBTs em geral, não somente para os moradores da casa", explica. 
Pessoas em situação de violência física e psicológica são acolhidas (Foto Nilton Fukuda/Estadão)
Há uma semana na Casa 1, a transexual Cindy Tobias da Silva, de 19 anos, conta que desistiu de morar com a mãe e a irmã na zona leste da capital paulista após ser alvo de xingamentos da família. "Desde criança, eu perguntava para a minha mãe por que eu tinha pênis. Aos 14 anos, me assumi gay e desde então comecei a me travestir. Me hormonizei. Elas me aceitam, mas não da forma que eu quero. Minha mãe ainda tem esperança de que eu volte (a ser um homem cisgênero). Mas isso nunca vai acontecer." Agora na Casa 1, ela diz que quer "colocar a cabeça no lugar" e procurar emprego na área de maquiagem, cabelo ou roupa.

Com uma calçada completamente colorida e postes tomados por lambe-lambe, o espaço fica entre um salão de beleza e a loja de roupas da Neide Santos, de 51 anos. Para ela, vizinha de parede da Casa 1, o projeto "deu uma animada" na região. "Antes era um horror. Funcionava um boteco e tinha uma invasão. Agora, pelo menos é um projeto para ajudar pessoas", diz.

Fonte:  Estadão, por Juliana Diógenes, 25/01/2017

Homofobia em alta: preconceituosos vigiam a intimidade alheia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 0 comentários

Leonardo Vieira (Foto: Reprodução / Instagram)
Homofobia em alta
O preconceituoso age como se os amores e a intimidade dos outros fossem de sua conta. Não são

Por Walcyr Carrasco

Todo mundo já sabe. O ator foi fotografado em uma festa beijando outro homem. Um fotógrafo clicou. As imagens se espalharam pelos sites de fofocas. Corajosamente, o ator publicou uma carta aberta ao público. Diz que é gay sim. Reage contra a homofobia. Que é estimulada pelos sites e pelas colunas onde se revela a sexualidade de famosos. Mais que isso: frequentemente os colunistas desse tipo são, eles mesmos, gays. Provavelmente com muita dificuldade em sua condição sexual, pois exercem a homofobia contra si próprios. E o público que consome avidamente essas notas também dá uma mostra de preconceito. O que cada um tem a ver com o que o outro faz?

Há anos, declarei à revista Playboy que sou bissexual. Fiz isso em respeito às diversas e muito amadas mulheres que tive em minha vida e que talvez um dia volte a ter. Eu as amei, mas também amei homens. Como escritor, levo uma vida isolada e nunca tive de bater de frente com o preconceito. Escrevi o livro infantil Meus dois pais, que fala sobre um garoto cujo pai tem um companheiro. O livro foi comprado por várias prefeituras para bibliotecas escolares. A família é a estrutura básica da sociedade. Mas muitas crianças têm dois pais ou duas mães, biológicos ou adotados. Haverá cada vez mais famílias assim. E as crianças precisam aprender a lidar com os outros. Lembro aos pais que leem esta coluna: não fiquem de cabelos arrepiados. Se seu filho ou filha abrir o coração a quem é diferente, estará seguindo um fundamento cristão. Amor ao próximo, certo? E estará sendo ético e decente – respeite o direito do outro, se esse direito não interfere nos seus. Conviver com um gay não torna alguém gay. A maioria dos gays vem de famílias de héteros convictos. É ou não é?

A reação a Leonardo Vieira foi preconceituosa e radical. Já observei isso: certa vez uma amiga de mais de 60 anos comentou que se determinado galã da TV fosse gay, seria uma grande decepção. Perguntei:

– O que vale não é o trabalho dele? Ou você tem esperança de algum dia encontrá-lo e vocês se apaixonarem?

Ela pediu desculpas.

A homofobia está em alta. Uma gerente de supermercado em Cravinhos, interior de São Paulo, matou a facadas seu filho de 17 anos, Itaberli Lozano Rosa. O padrasto ajudou a queimar o corpo num canavial. Motivo aparente: o garoto era gay. A mãe confessou. Agora mudou. Alega que o filho era usuário de drogas e a ameaçou. Tios e a avó garantem que não usava. A existência de mães que odeiam filhos devido a sua orientação sexual não é nova para mim. Em Brasília, acompanhei o caso de um rapaz, professor, de família humilde. Quando descobriu a aids, já estava em um processo irreversível. No hospital, a mãe evangélica exigia que ele deixasse de ser homossexual. Ele morreu se culpando. A mãe disse:

– Melhor que tenha morrido que ser gay. Agora está com o Senhor.

É da pensão deixada por ele que a mãe vive hoje.

Por que a orientação sexual de alguém importa tanto para os outros? Do meu ponto de vista, só importaria se eu estivesse apaixonado e quisesse tentar um envolvimento. O preconceituoso se comporta como se os amores de outra pessoa, o que ela faz entre quatro paredes, fosse de sua conta. Não é. Mas sinto um movimento conservador cada vez mais forte.

Como autor de televisão, fui o primeiro a colocar um beijo gay na novela das 21 horas, Amor à vida, pela Globo. Minha antena diz que o clima está menos favorável a esses avanços. Prova disso são os ataques homofóbicos que Leonardo Vieira sofreu após as fotos. Mas um ator não é um ator? Fico com as palavras que ele colocou em seu manifesto, um exemplo lúcido.
Sempre achei que um ator deve ser como uma tela em branco. Ali colocaremos tintas, cores, formas e sentimentos para dar vida a diversos personagens. Respeito, mas nunca concordei com atores que expõem sua vida íntima ou levantam bandeiras ideológicas, exatamente porque no meu entender isso poderia macular essa tela em branco (...). O público passa a ver o ator antes do personagem e para mim isso nunca foi bom. Um dos motivos de nunca ter feito o meu ‘outing’ (assumir a orientação sexual publicamente) foi esse e isso não é uma desculpa. Provavelmente, se eu fosse hétero, manteria a mesma postura em relação a minha vida privada.”
O texto dá um ponto final brilhante ao assunto. Personagem é personagem. Ator é ator. Cada um, em qualquer posição, tem direito a uma vida sexual e amorosa como deseja, porque isso só diz respeito a si mesmo. Cada ser humano tem direito à liberdade e a escolher sua vida. Tudo mais é preconceito.

Fonte: Época, 24/01/2016

Padre excomungado abençoa casamento gay no Recife

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017 0 comentários

O Padre Beto foi excomungado pela Diocese de Bauru, em São Paulo,
após publicar vídeos na internet nos quais discutia abertamente a moral sexual cristã

Padre excomungado abençoa casamento gay no Recife

O lema de que o amor pode surgir entre todos os seres humanos acompanha o padre Roberto Francisco Daniel, 51, mais conhecido como Padre Beto, em todas as cerimônias que celebra. Excomungado da igreja em 2013, por criticar algumas estruturas da Igreja Católica, hoje o sacerdote viaja o Brasil inteiro para celebrar a união entre casais homoafetivos. A última celebração ocorreu no dia 29 de janeiro, no Recife, entre Eliel Alves e Berg Goodman. Para ele, o amor pode surgir entre todos os seres humanos e quem ama não deve ter medo de celebrar esse sentimento.
A moral sexual da igreja precisa ser revisada como um todo, pois enxerga a sexualidade como algo negativo. Sexo não é para procriar, é para dar prazer. Se fosse só para a procriação, as pessoas só transariam duas ou três vezes. O casamento como algo indissolúvel e a impossibilidade de questionar o divórcio também são coisas que precisam ser questionadas. Desse modo, uma pessoa que se divorcia com 30 anos deve passar o resto da vida solteira por ter se separado e sem fazer sexo porque não é casada? Isso é absurdo", declara o Padre Beto, em entrevista ao JC.
O sacerdote foi excomungado em abril de 2013, pela Diocese de Bauru (SP), após ter se recusado a pedir o perdão exigido por seu bispo, que fez o pedido após o padre discutir abertamente a moral sexual cristã, sob a acusação de "ferir a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor". Na época, a Diocese estabeleceu um prazo para que ele se retratasse e fizesse uma “confissão humilde de que errou quanto a sua interpretação e exposição da doutrina, da moral e dos bons costumes ensinados pela igreja". Ele se negou e foi desligado sendo acusado de "gravíssimo delito de heresia e cisma".

Para o padre, a negação da igreja em aceitar a união homoafetiva só cria ódio entre as famílias e afasta os fiéis.
Fico feliz em poder mostrar para a sociedade que os homossexuais são pessoas que têm o direito de se amarem e serem felizes. A Igreja Católica ainda mantém sua postura absurda de condenar os gays ao celibato. A igreja, ao mesmo tempo que prega o respeito e amor, rejeita e critica casais homoafetivos. A mesma coisa de dizer para um negro, eu aceito a sua cor, mas não a sua negritude. Não é algo santo e afasta as pessoas de Deus, criando o ódio nas famílias", afirma.
Fonte:  JC Online, 24/01/2017

Mulher pede namorada em casamento em museu, e reação de visitante à cena viraliza na internet

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016 0 comentários


Quando Jessica Rodriguez pediu a namorada Chelsea Miller em casamento, não imaginava que o momento se tornaria um viral nas redes. Mas o momento romântico foi testemunhado por uma senhora desconhecida, que ficou tão surpresa que roubou a cena. As informações são do site news.com.au.
Nem notamos que ela estava lá", disse Jessica ao site. "Estávamos vendo as fotos que meu amigo Ed Sanchez fez e descobrimos aquela senhora com a reação fofa".

O pedido de casamento foi feito no Art Institute of Chicago, nos Estados Unidos, e a foto foi publicada pelo irmão de Jessica, Carlos, no Twitter.
Minha irmã pediu a namorada em casamento hoje e olha a reação da senhora", escreveu o rapaz.
Em um dia o post viralizou com mais de 91 mil retuítes e 280 mil curtidas. De acordo com a jovem, cerca de 95% dos comentários e reações à foto têm sido positivos.
Eu acho que estamos progredindo no mundo para sermos mais aceitas. Nós definitivamente agradecemos por isso".
Jessica e Chelsea, que vivem em Chicago, planejam se casar no Texas dentro de um ou dois anos.


Fontes: Extra e Notícias ao Minuto, 19/12/2016

Hamburgueria LGBT inaugurada na Vila Mariana (SP)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016 0 comentários


Hamburgueria gay se inspira na Califórnia e tem altar com Cher e Bowie


Nada de bandeira do arco-íris na entrada. A Castro Burger recebe seus clientes com um "altar", onde há imagens de ídolos da comunidade gay, como Cher, Ney Matogrosso, Elke Maravilha, David Bowie e Laverne Co --atriz transexual da série "Orange is the New Black".

A hamburgueria foi aberta neste mês de dezembro na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. A casa é voltada ao público gay, mas heterossexuais também são bem-vindos, segundo os donos. O mesmo vale para o quadro de funcionários: há gays, lésbicas, bissexuais, transexuais --e heterossexuais.

As vagas foram divulgadas em sites e grupos no Facebook focados em gays e lésbicas. Foram recebidos mais de 500 currículos e contratados 16 funcionários.
Nossa proposta é de um ambiente sem preconceitos. Queremos promover a diversidade. E a nossa convivência tem sido uma ótima experiência", diz Fausto Almeida, 40, um dos sócios.
Almeida, que é gay, foi quem concebeu o conceito da hamburgueria. Ele compartilhou sua ideia de negócio com o amigo Luiz Felipe Granata, 30, com quem trabalhava em produção de eventos, e viraram sócios. Juntos, investiram cerca de R$ 400 mil. A partir de janeiro de 2018, pretendem levar a empresa a outros lugares por meio de franquias.

Inspiração vem de San Francisco

O nome da casa vem do bairro gay Castro, em San Francisco, cidade da Califórnia (EUA) considerada a capital gay do mundo. Almeida, que é formado em jornalismo e já foi comissário de bordo, morou lá de 2002 a 2005 e diz que se encantou com a cidade.
É uma delícia. Você vê as pessoas convivendo com a diversidade e é tranquilo, é normal. A ideia da hamburgueria é repetir isso aqui."
As referências à cidade e ao mundo gay estão na decoração e no cardápio, elaborado pelo chef João Leme. Há hambúrgueres, saladas, porções, lanches no pão ciabatta e brunch aos finais de semana. 

Os hambúrgueres foram batizados com nomes de atrações turísticas de San Francisco, como Golden Gate (cheeseburger de angus com salada, custa R$ 21,50) e Union Square (hambúrguer de cordeiro com queijo feta, tomate, alface, pepino, cebola e maionese de hortelã, por R$ 35).

Os demais pratos levam nomes de musicais da Broadway, de vilãs icônicas da TV, de músicas consideradas hinos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e de gírias do mundo gay, como "A loka", "Tô bege" e "Bafônico".

Doações para portadores de HIV

Além de fazer parte da decoração, o "altar" com ídolos gays é um local onde os clientes podem depositar ofertas em dinheiro. Segundo os donos do bar, esses recursos serão doados a cada três meses para a casa Brenda Lee, que dá assistência a portadores do vírus HIV.

Os porta-copos e jogos americanos serão renovados a cada três meses com desenhos de artistas convidados. A primeira é a ilustradora Negahamburguer, conhecida por trabalhos que tratam da violência de gênero e outros preconceitos.

Nicho é grande, mas é preciso pensar na segurança

A consultora especializada em franquias Ana Vecchi, da consultoria Vecchi Ancona, diz que há potencial no novo negócio.
Tudo o que é voltado ao público gay é bem-vindo, pois é um nicho grande."
Porém, ela diz que é importante não restringir o público, já que a hamburgueria está localizada em um bairro residencial e familiar.
Tem que permitir que todos frequentem e que se sintam à vontade. O negócio deve estar acima da causa."
Ela diz que, se o produto for de qualidade e se o atendimento for bom, há potencial para crescer como franquia, mesmo em um ramo já explorado, como as hamburguerias. No entanto, afirma que outros aspectos devem ser considerados para a expansão.
É preciso observar o desenvolvimento do negócio e o comportamento do público antes de abrir novas unidades. Sabemos que existem pessoas homofóbicas que, ainda que não frequentem a casa, podem perseguir os clientes na saída, por exemplo."
Onde encontrar:
Castro Burger: www.castroburger.com.br

Fonte: UOL, por Larissa Coldibeli, 20/12/2016

Duas garotas agredidas em festa de formatura em Unistalda (RS) por serem lésbicas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016 0 comentários


Duas jovens foram agredidas com violência por um grupo de seis rapazes na madrugada deste sábado, 17, em Unistalda (RS), onde acontecia uma Festa de Formatura. Fernanda Vianna da Cruz, de 18 anos, e Luana Resmini Borges, de 19, sofreram ferimentos no rosto, braços e na cabeça. Luana ainda teve o nariz quebrado e ficou inconsciente por algum tempo.

Segundo Fernanda, em conversa por telefone com o Blog Rafael Nemitz, as agressões aconteceram por homofobia. As duas vítimas e mais outras duas meninas foram abordadas por um indivíduo identificado como Marlo Viana Silva dentro do Ginásio Municipal de Unistalda onde acontecia a festa de formatura. O evento já havia terminado, quando o rapaz passou a ofender Fernanda e Luana com expressões como "tenho nojo de estar no mesmo local que vocês", e outras palavras relacionadas à homossexualidade. As agressões verbais ocorreram em dois momentos, sendo que no segundo Fernanda acabou dando um tapa no rosto do acusado para que ele parasse com as ofensas.

Pouco tempo depois, as duas jovens foram abordadas na Rua por Marlo e mais cinco rapazes e foram vítimas de várias agressões. Fernanda contou que Marlo lhe agrediu com um soco no rosto e ela caiu. 
"O Marlo veio direto até mim, me deu um soco no rosto e eu caí. Bateram com a minha cabeça no chão e eu fiquei tonta, não pude ajudar a Luana. Os seis foram pra cima da Luana e também a agrediram com socos e ponta-pés".
As jovens não conseguiram identificar os outros agressores devido os ferimentos que sofreram. A Brigada Militar foi acionada, fez buscas porém não localizou nenhum dos agressores. As jovens foram atendidas no Pronto Socorro Municipal e liberadas. As duas desejam representar criminalmente contra os agressores. 

Agressões relacionadas a homofobia não são comuns na região. No final do ano passado, uma jovem foi morta em Santiago mas não ficou comprovado que o crime tivesse vínculo com homofobia. Em Unistalda é a primeira vez que uma ocorrência como essa é registrada. O caso será investigado em inquérito policial coordenado pela Delegada Débora Durlo Poltosi.

Repercussão na internet

O caso ganhou repercussão nas redes sociais, gerando revolta e solidariedade. No Facebook das meninas foram publicadas várias mensagens de apoio com expressões como "Por Uma Unistalda Sem Preconceito" e "Vocês Não Estão Sozinhas", entre outras.

Fonte: Blog Rafael Nemitz, 17/12/2016

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