Marroquina sai do armário em vídeo e pede respeito aos homossexuais

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015 0 comentários


Mulher sai do armário no Marrocos em vídeo que pede respeito a homossexuais

Rabat, 11 dez (EFE).- Hajar Mutawakil "saiu do armário" publicamente em um vídeo onde fala sobre sua homossexualidade com o rosto descoberto, o que provocou enorme impacto nas redes sociais.

O vídeo foi publicado pela revista dirigida ao público homossexual marroquina "Akaliyat" (Minorias), parte de uma campanha de tema "O amor é um direito humano", em celebração ao Dia dos Direitos Humanos.

Na gravação de 33 segundos Hajar Mutawakil faz um pedido por tolerância: "O amor não é um pecado, não é um crime, ama quem quiser e onde quiser".

Em sua conta no Facebook, Mutawakil disse não se sentir porta-voz dos homossexuais, e que com seu vídeo pretendia basicamente se "expressar como pessoa", e esclareceu que não tem nenhum problema com os muçulmanos, mas "com suas crenças que dão direito a me insultar, me bater e até me matar".

Na declaração, rara em uma sociedade muçulmana, Hajar acrescentou que o islã "me denigre primeiro como pessoa, segundo como mulher, terceiro como não-muçulmana e por último como homossexual".


As redes sociais e a imprensa local repercutiram intensamente o vídeo, o que gerou reações de reprovação e de apoio a ela, e vários ativistas compartilharam o vídeo.

Mutawakil disse em uma entrevista ao jornal eletrônico "Al yaum24" que os homossexuais devem impor sua existência na sociedade "porque fazem parte da sociedade, que deve respeitá-los".

A homossexualidade é criminalizada no Marrocos pelo artigo 489 do Código Penal, que castiga com pena de entre seis meses e três anos "quem cometer um ato impudico antinatural com um indivíduo do mesmo sexo", e sofre também grande reprovação social.


O movimento homossexual marroquino, clandestino, conta com várias dezenas de jovens ativistas que publicam algumas revistas "online", mas nunca até agora tinham se mostrado publicamente.

Fonte: UOL, 12/12/2015

Jovem morta a facadas por companheira dentro de apartamento em Santa Maria (RS)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 0 comentários

Helenara Pinzon (à esquerda), de 22 anos, foi morta a facadas após
discussão com a companheira, Stéphanie Freitas (à direita), de 24 anos

Jovem é morta pela companheira dentro de apartamento no RS
De acordo com vizinhos, assassinato de Helenara Pinzon aconteceu depois de uma discussão; Stéphanie Freitas foi presa em flagrante

PORTO ALEGRE - A jovem Helenara Pinzon, de 22 anos, foi morta a facadas pela companheira dentro do apartamento onde morava em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul. O assassinato aconteceu no sábado, 5, no bairro Nossa Senhora de Lourdes.

Conforme a Polícia Civil, os vizinhos fizeram um chamado pelo telefone 190 da Brigada Militar e relataram que ouviram gritos da briga entre as duas jovens, que vivam juntas há pelo menos oito meses. Já o relacionamento homoafetivo teria iniciado em 2012.

Ao chegar ao apartamento, policiais militares encontraram a vítima, já morta com ferimentos de faca no pescoço, abdômen e peito. Dentro do apartamento, havia bebidas alcoólicas. A autora do crime, Stéphanie Freitas, de 24 anos, foi presa em flagrante. Em depoimento à polícia, algumas testemunhas relataram que o casal teria rompido recentemente o relacionamento.

As circunstâncias do crime estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Santa Maria. Helenara Pinzon foi sepultada na manhã deste domingo, 6, no cemitério da cidade de Três de Maio, onde nasceu.

Fonte:  Estadão, por Luciano Nagel, 07/12/2015

Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgou relatório que alerta para violência contra LGBTI nas Américas

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015 0 comentários



CIDH alerta para violência contra LGBTI nas Américas
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou sua preocupação com a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersex (LGBTI), em um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo organismo, que denuncia leis que discriminam as minorias sexuais.

A violência contra homossexuais e transgêneros é um fenômeno "complexo e multifacetado" na região e não se restringe a incidentes individuais, disse a CIDH, um órgão autônomo da OEA.

Em um extenso documento de mais de 300 páginas, a Comissão indicou que essas agressões refletem preconceitos contra as orientações, ou identidades sexuais "não normativas", ou contra os corpos que "não concordam com o padrão socialmente aceito".
Tem um impacto simbólico e envia uma mensagem de terror generalizado para a comunidade LGBT e intersex", completou a CIDH.
De acordo com o relatório, as agressões físicas contra a população LGBTI costumam demonstrar "altos níveis de fúria e crueldade", e os corpos das vítimas evidenciam torturas, mutilações de genitais, membros esquartejados, ou marcados.

O entorno de violência contra as pessoas LGBTI se agrava por causa da discriminação que sofrem dentro da família, nas escolas, ou locais de trabalho. Preconceitos existentes no sistema policial e legal também reduzem as probabilidades de denunciar as agressões e obter justiça, segundo o informe.

Nesse âmbito, a CIDH solicitou aos países da região para derrogarem leis que criminalizam as relações entre adultos homossexuais, ou o uso de roupas associadas ao gênero oposto. Também pediu a eliminação das normas sobre a "moral pública" que penalizam certas condutas em público e são "aplicados de maneira desproporcional e criminalizam as pessoas LGBT".

Nas Américas, 11 países do Caribe anglófono ainda mantêm leis contra a população LGBTI e, embora sua aplicação não seja comum, sua existência "absolve a discriminação, estigmatização e violência" contra essas pessoas, disse a Comissão.

Desde 2008, os países-membros da OEA firmaram seis resoluções para proteger os direitos humanos, a orientação sexual e a identidade de gênero.

Durante a Assembleia Geral do organismo em junho de 2014, Uruguai, Argentina e Canadá foram as nações que mais defenderam o documento que condena a discriminação e a violência contra as pessoas LGBTI, enquanto a maioria das ilhas do Caribe se opôs. A resolução foi aprovada, mas com 10 notas de rodapé.

Fonte: em.com.br via AFP, 07/12/2015

185 casais LGBT fazem casamento recorde no Rio

terça-feira, 8 de dezembro de 2015 0 comentários

Leandra e Jessica, união celebrada (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Casamento no Rio de 185 casais homoafetivos bate recorde
Segundo Rio Sem Homofobia, foi a maior cerimônia do mundo. 'Amar é um direito. E estamos aqui para celebrar o amor'.

Numa cerimônia realizada no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio, 185 casais homoafetivos oficializaram a união na tarde deste domingo (6). A cerimônia foi uma iniciativa do Rio sem Homofobia em parceria com a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude e com o apoio da Associação de Registro de Pessoas Naturais. Esta é a sexta edição do evento, que acontece anualmente.

Segundo os representantes do Rio Sem Homofobia, é o maior casamento homoafetivo coletivo já realizado no mundo.

Em clima familiar, a cerimônia foi marcada pela confraternização de parentes e amigos. Crianças corriam pelo local, reforçando a atmosfera de celebração. Durante o casamento, noivos e noivas não seguraram a emoção e foram às lágrimas.

Juntos há pouco mais de um ano, o cabeleireiro Devison Dernandes e o operador de micro Diego Barreira estavam planejando oficializar a união somente em 2016, na Argentina. O casamento coletivo foi uma oportunidade que decidiram aproveitar.
O reconhecimento é importante. Isto que está acontecendo aqui hoje é uma conquista. É o reconhecimento de que somos iguais diante da sociedade", afirmou Devison.
A frentista Monalisa Fernanda e a cabeleireira Priscila Fernanda foram acompanhadas dos amigos para oficializar a relação de quatro anos.
A gente tinha planos de se casar. Quando abriram as inscrições, decidimos não desperdiçar a oportunidade", afirmou Priscila.
Devison e Diego e Monalisa e Priscila (Foto: Cristina Boeckel/G1)

Monalisa afirma que a união do casal é o reconhecimento de um direito.
É um sonho. Estamos selando o nosso amor. Isso é mais do que uma aliança no dedo. É um símbolo de direitos iguais", afirmou a frentista.
A igualdade também foi a tônica do discurso de Cláudio Nascimento, coordenador do Rio sem Homofobia.

"Este é um momento onde a comunidade LGBT garante o direito de reconhecimento, garantido pela Suprema Corte deste país. Todos podem celebrar as suas uniões e ter segurança jurídica de suas relações. Amar é um direito. E estamos aqui para celebrar o amor", afirmou Cláudio.

A atriz e cantora Jane di Castro participa do evento desde a primeira edição. Ela canta a música que se tornou um hino para os casais, "Emoções", de Roberto Carlos. Para ela, que se casou na edição do evento de 2014, selando uma união de 47 anos, a cerimônia tem dimensão histórica.
Um evento como este é importantíssimo. Na minha época era impensável você cogitar casar com uma pessoa do mesmo gênero que o seu. Por isso, este casamento simboliza não só estas uniões, mas a evolução da sociedade", afirmou Jane.
Entre as canções que embalaram a cerimônia também foram tocadas outras músicas tradicionais a embalar romances como "Fascinação" e "Talismã".

Para a juíza Raquel Cipriani, que celebrou as uniões, o casamento de tantos casais homoafetivos juntos simboliza o reconhecimento do Estado.
Esta cerimônia é a consolidação do fim da discriminação. Simboliza o acesso a todos dos direitos previstos em lei", afirmou a juíza de paz.
Para ela, celebrar uma união homoafetiva ou hetero não tem diferença.
Para nós é um prazer, porque é o acolhimento destas pessoas na sociedade."
Fonte: G1, 06/12/2015 

Atrizes de "Two and a Half Men" e "AHS" estão namorando segundo a revista "Us Weekly"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015 0 comentários

Sarah Paulson e Holland Taylor  estão namorando, segundo a "Us Weekly"

Atrizes de "Two and a Half Men" e "AHS" estão namorando, diz revista

Holland Taylor (na foto à direita), a Evelyn Harper de "Two and a Half Men", está namorado a atriz Sarah Paulson (à esquerda), de "American Horror Story". Segundo a revista "Us Weekly", as duas estão juntas há seis meses e o relacionamento é sério.

A imprensa norte-americana estava especulando sobre um possível namoro entre as duas desde que Taylor assumiu que estava namorando uma mulher. As atrizes têm mais de 30 anos de diferença de idade: Holland tem 72 anos, e Paulson, 40.

Em entrevista a uma rádio norte-americana, Taylor se mostrou feliz com o relacionamento. "É a coisa mais maravilhosa e extraordinária que poderia ter acontecido comigo", disse Taylor, afirmando que não está "saindo do armário": "Não saí do armário porque já estou fora. Eu vivo fora dele".

A atriz não revelou o nome de sua namorada, mas contou que ela é mais jovem e que as duas conversam sobre casamento. "Por causa da minha geração, não era algo que me ocorreria naturalmente. Mas como símbolo, como compromisso, como uma promessa, seria algo maravilhoso de se fazer".

Fonte: UOL, 03/12/2015

“A princesa e a costureira”, um conto de fadas nacional com protagonistas lésbicas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 0 comentários


São Paulo, SP – Era uma vez uma princesa chamada Cíntia, que havia sido prometida em casamento para o príncipe Febo, do reino vizinho. Perto da data da cerimônia, vai fazer seu vestido – e descobre que, na verdade, o amor de sua vida é a pobre costureira Isthar.

Após se abrir para os pais, a princesa é presa em uma torre. Sua amada, então, tem de convencer o rei a lhe dar a mão de Cíntia.

Esse é o enredo de “A princesa e a costureira”, livro infantil que a psicóloga Janaína Leslão lança, em dezembro, pela editora Metanoia. Voltado para crianças e pré-adolescentes a partir dos dez anos, é o primeiro conto de fadas nacional com protagonistas lésbicas.

No exterior, livros com a mesma temática causaram polêmica recentemente. Em agosto deste ano, a prefeitura de Veneza, na Itália, proibiu que as escolas públicas adotassem os livros “Piccollo uovo” (pequeno ovo), que traz um pinguim com dois pais e “Jean a deux mamans” (Jean tem duas mamães), por considerá-los nocivos à família.

Janaína conta que decidiu escrever um livro que falasse sobre homossexualidade depois de perceber que não havia material para que os pequenos tivessem contato com o assunto.

Assim surgiu a história de Cíntia e Isthar, que Leslão escreveu em 2009 e só conseguiu publicar agora. “Procurei umas 20 editoras, mas só recebi recusas”, conta. “Sou uma escritora desconhecida e a história é ousada; era encarada como difícil”.

Fonte: Gazeta de Alagoas, Conto de fadas traz questão de gênero, Angela Boldrini (FolhaPress), 29/11/2015

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