The Veronicas fazem pedido aos líderes políticos da Austrália pela aprovação do casamento LGBT

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 0 comentários

As irmãs Lisa e Jessica Origliasso da The Veronicas

Dupla The Veronicas faz campanha pelo casamento gay

As irmãs Lisa e Jessica Origliasso, da The Veronicas, fizeram um pedido aos líderes políticos da Austrália. Publicaram um vídeo lendo uma carta aberta que escreveram ao primeiro-ministro do país, Tony Abbott, pedindo direitos iguais para casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Senhor Abbott”, diz Lisa, “você perdeu a chance de tornar-se um líder revolucionário neste quesito e está na hora de se alinhar com os vários governos que pavimentaram o caminho e não seguir adiante com governos que persistem em restringir a igualdade de direitos humanos e o progresso social para seu povo e país”.
Leis de discriminação e preconceito fundadas na base do tradicionalismo não merecem espaço na história”, continuou.

An open letter to Prime Minister Abbott
An open letter to Prime Minister Tony Abbott.
Posted by The Veronicas on Domingo, 9 de agosto de 2015
A dupla fez um discurso em um evento sobre a igualdade no casamento na sua cidade natal, Brisbane, durante o fim de semana, e apoia o movimento LGBT há muito tempo.

As gêmeas explicaram que haviam acabado de voltar dos Estados Unidos, onde a Corte Suprema determinou, em junho, a legalização do casamento gay nos seus 50 estados (em maio, a Irlanda também legalizou o casamento homoafetivo). “O exemplo dado pelo governo é poderoso e influente e é por isso que estamos aqui hoje”, disseram.

Nesta terça-feira (11/08), uma proposta de lei deve ser encaminhada do comitê de seleção do parlamento australiano, que determinará se o projeto pode ser apresentado ao parlamento na próxima segunda-feira (17/08).
Nós acreditamos na celebração de uma Austrália diversificada. Nós também acreditamos que, como humanos, estamos todos conectados e que nossas semelhanças superam nossas diferenças. Todos nós sentimos amor. Todos nós sentimos medo. Todos nós sangramos da mesma maneira”, adicionou Jessica. “O quadro jurídicio e institucional que governa a Austrália deve tratar todas as pessoas igualmente e não nos calaremos até alcançarmos total igualdade para todos”.
Primeiro-ministro, por que atrasar mais uma chance de termos uma Austrália de mais compaixão, harmonia e igualdade?”, concluiu Lisa.
You Ruin Me (ver abaixo), o principal single do terceiro e homônimo disco de The Veronicas, lançado em janeiro deste ano, chegou ao Top 10 das paradas britânicas e o maior hit da dupla nos Estados Unidos foi Untouched, que chegou até a 21ª posição do Hot 100 em 2009.

O casamento gay foi aprovado no Brasil em 2013.



Fonte:
Billboard Brasil, 11/08/2015

Em São Gonçalo (RJ), 2 mil pessoas fazem passeata contra família LGBT

quarta-feira, 12 de agosto de 2015 0 comentários

No ato, pacífico, manifestantes e organizadores evitaram menção direta a projeto que tramita no Congresso Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia

Passeata contra família homossexual reúne 2 mil pessoas em São Gonçalo
Nenhum dos entrevistados pelo DIA, nem faixas e cartazes exibidos, fazia menção direta à campanha em defesa do projeto contra a família gay, que tramita no Congresso Nacional

Rio - Cerca de duas mil pessoas lotaram a Avenida Nilo Peçanha, no Centro de São Gonçalo, na tarde de ontem, para participar da ‘Primeira Caminhada pela Família’, organizada por lideranças católicas e evangélicas em favor da família tradicional, formada por homem, mulher e filhos. A concentração aconteceu em frente ao Sesi-SG e teve encerramento na Igreja Matriz.

Crianças, jovens, casais e muitos idosos estiveram no ato pacífico, que teve música ao vivo, cartazes e o apoio de vereadores do município. “Estamos aqui hoje para defender a família, aquele modelo que Deus criou e fez questão de mostrar pra gente. É importante lembrar que não estamos agredindo ninguém”, argumentou o supervisor João Peclat, de 47 anos, ao lado da esposa, a propagandista Nadja Peclat, 43, e a filha Maria Eduarda, 10.

Nenhum dos entrevistados pelo DIA, nem as faixas e cartazes exibidos, fazia menção direta à campanha em defesa do projeto contra a família gay, que tramita no Congresso Nacional. “Um pouco de esforço para defender Deus e os princípios sempre vale a pena”, resumia a aposentada Zélia dos Santos, 68.

Já a professora Rosana Temperini, 38, criticou a forma como a formação da família é apresentada pelos programas de TV. “As crianças precisam participar dessa marcha para entender desde cedo o real sentido da família. O que é mostrado na televisão, muitas vezes, vai de encontro com esse pensamento”, argumenta Rosana, que estava com o marido e os filhos, João Gabriel, de 2 anos, e João Paulo, de 9.

Em entrevista recente ao jornal ‘Folha da Cidade’, um dos idealizadores da caminhada, o padre André Luis Siqueira, da Paróquia São Gonçalo de Amarante, disse que a família está vivendo uma sucessão de ofensas. A ideia da passeata era impedir que isso continuasse, mas sem fazer apologia à homofobia. “A Igreja não está contra as pessoas que são homossexuais. Estamos reafirmando e resguardando aquilo que acreditamos há mais de 2 mil anos”.

Fonte: O Dia, 08/08/2015

2ª Vara Federal Cível de São Paulo autoriza concessão de visto de permanência no país a estrangeiro em união homoafetiva

terça-feira, 11 de agosto de 2015 0 comentários


Estrangeiro em união homoafetiva obtém visto de permanência no país

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), com sede em São Paulo, confirmou, por unanimidade, decisão da 2ª Vara Federal Cível de São Paulo que autorizou a concessão de visto de permanência em território brasileiro a estrangeiro que mantinha, há mais de dois anos, relação homoafetiva com um brasileiro. (*)

Segundo informa a assessoria de comunicação do TRF-3, a sentença de 1º grau havia julgado procedente o pedido, nos termos do artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, e declarado a existência do direito de eles receberem o mesmo tratamento oferecido aos casais heterossexuais.

Porém, a União apelou da decisão alegando que o artigo 226, parágrafo 3º, da Constituição Federal, seria uma “barreira intransponível” para que a situação descrita nos autos se equipare ao instituto da família.

Além disso, argumentou que a Lei 6.815/80, que define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, não ampara a pretensão dos autores, pois não haveria na lei a possibilidade de concessão do visto pelo fato de estabelecerem uma convivência, sendo que o próprio estatuto do estrangeiro exige que tenha havido a celebração de casamento há mais de cinco anos.

A desembargadora federal Marli Ferreira, relatora do acórdão, lembrou que, em 2007, decidiu de forma inovadora que o companheiro de união homoafetiva tinha direito de receber a pensão do falecido, servidor do TRF-3.
Se o que importa é a certeza de que essa convivência é permanente, nada impede que assim seja reconhecido o direito, desse estrangeiro, que não tem união estável ou mesmo família, nos termos da Carta Maior, mas tem uma união reconhecida pela sociedade onde vive e trabalha, como provam os depoimentos testemunhais, a receber o visto de permanência”, declarou a desembargadora.
Segundo a relatora, ainda que o estatuto do estrangeiro não tenha previsão para o caso, a Resolução Normativa 77/2008 estabeleceu que a concessão de visto permanente, ou autorização de permanência, é deferido ao companheiro ou companheira, sem distinção de sexo.

Esse não é o primeiro caso, mas ainda é uma decisão rara.

A advogada Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Nacional da Diversidade Sexual da OAB, elogia a decisão. Ela diz que “a injustificável omissão do Poder Legislativo impõe que a Justiça seja criativa e acabe reconhecendo o direito a essa população”.

(*) Apelação/Reexame Necessário 0012564-20.2003.4.03.6100/SP

Fonte: FSP, por Frederico Vasconcelos, 03/08/2015

Bar para lésbicas em Beirute é o único do gênero no Líbano

segunda-feira, 10 de agosto de 2015 0 comentários

Rhea, Stephanie e Mariela (da esq. à dir.) em seu bar Rumors,
frequentado pelas lésbicas de Beirute. / NATALIA SANCHA

Um bar onde as mulheres não se escondem
Num bairro cristão de Beirute sobrevive o único estabelecimento para lésbicas do país

Repetidos constantemente durante mais de um ano e meio, os rumores se tornaram realidade. Três jovens libaneses, duas lésbicas e uma heterossexual, finalmente conseguiram abrir as portas do Rumors, muito mais do que um simples bar, e dar sequência a ele. Um duro golpe para aqueles que se empenharam em torpedear um projeto contrário à moral de uma sociedade por norma homofóbica. E um pequeno oásis de liberdade para um punhado de mulheres cada dia mais visíveis fora do mundo do lesbianismo árabe, que sobrevive tradicionalmente na privacidade doméstica.

É na Beirute de 2015, em pleno bairro cristão de Ashrafie, onde cerca de trinta degraus de cimento levam um pedaço do Líbano a esse recôndito subsolo. “Tantos assumem e tão poucos sabem”, diz uma das pichações rabiscadas nas paredes do Rumors como se desse título ao quadro inusual protagonizado por duas mulheres se beijando abraçadas contra uma coluna. Atrás delas, uma jovem de minissaia tenta flertar com outra, cujos sorrisos nervosos incentivam a primeira a convidá-la a tomar uma bebida. O alarido das conversas de uma centena de mulheres e, tudo deve ser dito, de uma dúzia de homens, é interrompido quando um inesperado e musculoso michê – vestido apenas com uma cueca preta e uma máscara branca – começa uma suntuosa dança para o deleite das presentes.

Mariela, de 28 anos, sua namorada Rhea, de 27, e a amiga Stephanie, de 25, dividem o trabalho de marketing, contabilidade e administração do bar. Nos dias úteis, as três exercem essas mesmas profissões em outras empresas. Stephanie foge do esquema dos que consideram o Rumors um bar de lésbicas administrado por lésbicas. Ela é heterossexual e apoia uma comunidade que conheceu por intermédio de Mariela, sua melhor amiga desde a infância. As três possuem formação, recursos e falam línguas estrangeiras, o que lhes permitiria emigrar para a Europa. Mas elas se recusam. “Eu nasci aqui, quero ficar no meu país e fazer algo por ele”, diz Mariela enquanto serve algumas bebidas. “Queríamos abrir um espaço onde as mulheres pudessem se sentir bem, sem se esconder, enquanto desfrutam de um estabelecimento com serviços de qualidade. Nunca pensamos que seria lucrativo, quase o vemos como algo social”, admite gesticulando por trás do balcão.

A maioria das clientes não saiu do armário. No Rumors elas encontram uma zona de conforto, de ilusão de normalidade, onde não são esquadrinhadas nem julgadas e onde podem se sentir em casa, mas em público, e onde podem recuperar a autoestima que a aceitação social confere. Numa sociedade machista, crescemos ouvindo ‘as mulheres não podem’. Pois a eles dizemos que sim, nós podemos!”, grita Mariela. “Até a comunidade gay no Líbano está fodida. O que podemos esperar se os próprios homossexuais homens são machistas”, lamenta-se tarde da noite.

A numerosa clientela do Rumors, o único bar libanês para lésbicas desde o fechamento do Ob La Di, deixa claro que as homossexuais libanesas precisavam de uma arena pública. E que essas três jovens empreendedoras acertaram na mosca para dominar um nicho do mercado local. Há quatro anos, quando começou a guerra síria, se foram os turistas que mantinham viva a grande rede de bares libaneses, agora dependente da clientela local. “Abrimos as portas em 18 de novembro. Às oito da noite, as cadeiras ainda cheiravam a tinta. Esperávamos 60 ou 70 pessoas, mas vieram quase 400”, conclui sorrindo Mariela, que se refere àquela noite como um inferno logístico do qual conseguiram sair mais do que bem.

Fonte: El Pais, por Natalia Sancha, 30/07/2015

Trailer do filme "Stonewall", a revolta contra a discriminação que lançou o moderno movimento LGBT

quinta-feira, 6 de agosto de 2015 0 comentários


Stonewall | Sai o trailer do filme de Roland Emmerich sobre direitos gays

Foi divulgado o primeiro trailer de Stonewall,filme do diretor Roland Emmerich(Independence Day, O Dia Depois de Amanhã) sobre o início do movimento LGBT. Assista mais abaixo.

Escrito por Jon Robin Baitz (roteirista das séries The Slap, Brothers & Sisters) e dirigido/produzido por Emmerich, ambos assumidamente gays, o longa gira em torno do violento conflito entre militantes homossexuais e policiais de Nova York na década de 1970, que foi apelidado de Rebelião de Stonewall. O evento é reconhecido como o catalisador dos movimentos dos direitos civis LGBT por ter sido a primeira vez em que um grande número de pessoas se reuniu para protestar contra os maus tratos da polícia à comunidade.

A trama será contada pelo ponto de vista do jovem Danny Winters (Jeremy Irvine, de Cavalo de Guerra), que se muda para Nova York após ser expulso de casa. Sem teto ou dinheiro, o personagem cria amizade com um grupo de adolescentes que lhe apresentam o Stonewall Inn, casa noturna dirigida pela máfia e que também serve como abrigo para homossexuais, travestis e outros grupos socialmente rejeitados da época.

Em meio aos shows de drag queens, o protagonista se envolve com o personagem deJonathan Rhys Meyers (The Tudors, Drácula), ao mesmo tempo em que desperta a inimizade do gerente da casa, vivido por Ron Perlman (Hellboy).

O drama gay chega aos cinemas dos EUA no dia 25 de setembro. Não há previsão de lançamento para Stonewall no Brasil.

Fonte: Observatório do Cinema, por Diego Almeida, 04/08/2015

Motel de Rio Branco condenado a pagar R$ 1 mil por danos morais por expulsar casal gay de suas dependências

quarta-feira, 5 de agosto de 2015 0 comentários

Motel foi condenado pela Justiça à indenizar jovem (Foto: Google Street View)

'Precisei ter forças', diz homossexual expulso de motel em Rio Branco

Jovem diz que estava no quarto com o namorado e pediram que saíssem. Justiça condenou motel a pagar R$ 1 mil por danos morais.

Um professor de musculação, de 28 anos, ganhou na Justiça um processo por danos morais contra um motel de Rio Branco. Segundo o professor, o caso ocorreu há um ano e quatro meses, quando ele e o namorado entravam no quarto do estabelecimento e foram informados de que precisavam se retirar do local, pois não era permitida a permanência de dois homens na mesma suíte. Ao G1, o professor disse que a situação foi constrangedora e acredita que ele e o namorado foram vítimas de preconceito por serem homossexuais.
Me senti muito constrangido, não gosto de divulgar a minha imagem, principalmente em uma situação como essa. Precisei ter forças e lutar pelos meus direitos. Tive a minha moral afetada. Disseram que era proibida a permanência de dois homens no mesmo quarto, eu saí sem nenhum problema e tentei procurar a direção para saber o motivo dessa resistência, mas se negaram a conversar comigo. Meu namorado e eu nos retiramos e registrei um Boletim de Ocorrência para então abrir o processo", explicou.
A empresa chegou a recorrer, mas o 3º Juizado Especial Cível (3º JEC) da Comarca de Rio Branco, julgou improcedente o recurso interposto pelo motel e manteve a condenação por danos morais no valor de R$ 1 mil por má prestação de serviço. A decisão foi divulgada pela Justiça, na terça-feira (28).

Na sentença, o relator do caso, juiz de Direito Anastácio Menezes, considerou que o estabelecimento violou a intimidade e a privacidade do cliente ao solicitar que se retirasse por supostamente estar acompanhado por mais duas pessoas, sendo que tal fato não foi comprovado.

Para o cliente do motel, independente do valor da sentença o importante foi o alerta para outros estabelecimentos que agem dessa forma. O jovem ainda estuda a possibilidade de recorrer da decisão e pedir um valor maior. Ele informou que aguarda o posicionamento do estabelecimento que também ainda pode recorrer.
Só o fato de ter sido condenado para mim já foi um fato importante. Isso mostra que a Justiça existe para isso e que não vê a opção sexual de ninguém. É importante para mostrar que o fato de eu ser homossexual não define o meu caratér como pessoa. Estudo, sou uma pessoa formada e sei dos meus direitos e deveres. Todas as pessoas têm direito à liberdade sexual. Nenhum motel é somente para héteros. Somos clientes e pagamos pelo local, então temos direito de usar o quarto assim como qualquer outra pessoa", finalizou.
O G1 entrou em contato com o motel, mas o proprietário do estabelecimento não quis se pronunciar sobre a decisão.

Fonte: G1, por Quésia Melo, 29/07/2015

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