Pastora Romi Bencke da Igreja Luterana afirmou que a grande causa da violência contra homossexuais é a intolerância religiosa em Seminário LGBT

terça-feira, 2 de junho de 2015 0 comentários


Pastora afirma que intolerância de cristãos é a principal causa de violência contra homossexuais

A pastora Romi Bencke, da Igreja Luterana e secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), participou do 12º Seminário LGBT do Congresso Nacional.

A edição desse ano, com o tema “Nossa vida d@s outr@s – A empatia é a verdadeira revolução”, contou com a presença dos deputados Maria do Rosário (PT-RS) e Jean Wyllys (PSOL-RJ); além do padre Wagner Ferreira da Silva; e a pesquisadora Raquel Recuero, da Universidade Católica de Pelotas; dentre outros.

Romi Bencke afirmou que a grande causa da violência contra homossexuais é a intolerância religiosa, em especial a promovida por setores da comunidade cristã: “Essa intolerância nos mostra a falta da abertura para estabelecer um diálogo saudável entre tradição e o processo de modernização. A falta de diálogo faz com que a própria religião fique fora do tempo”, criticou.

Para ela, o projeto 6583/13, chamado de Estatuto da Família, é uma proposta de estabelecimento da visão religiosa acima das demais, limitando o diálogo. Bencke comparou-o com o projeto apelidado de “cura gay” e à redução da maioridade penal, ou ainda à idealização da mulher como mãe por aqueles que se opõem ao aborto.
A base da intolerância está na dificuldade do reconhecimento no outro. É uma arrogância identitária”, avaliou a pastora, que acusa a “extrema direita” no Brasil de usar a religião como plataforma de promoção de suas ideias conservadoras de mundo, segundo informações do site da Câmara.
O padre Silva, responsável pela diocese de Lorena (SP), disse que a expressão de ódio nas redes sociais é um dos sintomas de violência contra os diferentes. O líder católico parafraseou papas par afirmar que a paz corre perigo quando a dignidade humana não é respeitada e quando a convivência não prioriza o bem comum: “A violência é o mal, é inaceitável como solução para os problemas”, disse, lembrando que o uso da violência em nome da fé é uma distorção dos princípios religiosos.

Fonte: GNotícias, 23/05/2015

Parada do Orgulho LGBT reprimida em Moscou

segunda-feira, 1 de junho de 2015 0 comentários

Polícia reprimiu manifestação pelo direito dos homossexuais
em Moscou (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

Vários ativistas detidos em manifestação gay

Vários ativistas russos foram  detidos em Moscou, no sábado, durante uma manifestação não autorizada a favor dos direitos dos homossexuais.

De acordo com a France Press, a polícia cercou os ativistas na Praça Tverskaya, no centro da cidade, onde estes se reuniram. 
Aquilo que as autoridades russas e de Moscou estão fazendo é contra a lei - o que aconteceu aqui é completamente ilegal", disse à Reuters o russo Nikolai Alexeyev, ativista gay, segundos antes de ser arrastado para uma carrinha da polícia com ferimentos numa das mãos. "Estamos apenas  tentando levar a cabo uma ação pelos direitos humanos". 
Autoridades haviam vetado realização de parada do orgulho gay
(Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

Fontes locais confirmaram à Reuters que alguns ativistas foram atacados por manifestantes anti-gay, também presentes no local, como os dois ativistas que tentaram içar uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo do "orgulho gay".

Outros manifestantes, também munidos de bandeiras coloridas nas quais se lia "Make love not war" ("Faça amor, não guerra"), foram igualmente atacados pelo grupo anti-gay.
"Estamos contra este fenómeno que nos é imposto, contra a homossexualidade, contra os valores não-tradicionais. Contra a pederastia e a sodomia", disse à Reuters Elena Kakhtaryova, ativista anti-gay. No cartaz que exibia, lia-se: "Não aos valores europeus de defesa dos gays. Apenas a Rússia e apenas a vitória".
Apesar de a manifestação ter sido proibida por um tribunal de Moscou, como já era previsível, os ativistas homossexuais decidiram ainda assim levá-la adiante. 

Em 2013, o presidente Vladimir Putin aprovou uma série de leis contra a "disseminação de propaganda gay", condenadas pelo Ocidente, que as considerou "intolerantes".

Fontes: Expresso, G1, 30/05/2015

Alemanha amplia direitos de casais LGBT, mas oposição exige aprovação de casamento igualitário

quinta-feira, 28 de maio de 2015 0 comentários


Alemanha amplia direitos de casais gays

Projeto altera 23 leis e diretrizes para que se apliquem também a casais homossexuais. Oposição crítica medidas como insuficientes e exige aprovação do casamento gay.

Casais homossexuais vão receber mais direitos na Alemanha. Segundo o ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, o gabinete de governo aprovou um projeto de lei, nesta quarta-feira (27/05), que facilitará a vida de homossexuais que pretendam, por exemplo, assumir uma união civil no exterior.

Com a mudança, homossexuais alemães que desejem iniciar uma parceria civil no exterior poderão solicitar às autoridades alemãs um atestado de que não há impedimentos legais, por parte da Justiça, para que a união civil no exterior seja concretizada. Hoje esse atestado pode ser solicitado apenas por heterossexuais que pretendam casar no exterior.

O projeto de lei estabelece ainda que requerentes de asilo não precisam mais permanecer num centro de acolhimento se estiverem numa união civil com um cidadão alemão. De acordo com Maas, serão alteradas 23 leis e diretrizes, de forma a ampliar os direitos dos casais homossexuais aos dos heterossexuais.

Na Alemanha, a união civil entre pessoas do mesmo sexo existe desde 2001. Desde 2013, os casais do mesmo sexo também gozam das mesmas vantagens fiscais que os heterossexuais. E, desde o ano passado, gays e lésbicas têm o direito de adotar uma criança que já havia sido adotada pelo parceiro ou parceiro.

A oposição disse que as alterações são insuficientes. O casamento para casais homossexuais e a equiparação dos direitos de adoção de crianças estão entre as principais exigências.

Em declaração, o próprio Maas admitiu: "Nós ainda não alcançamos o objetivo." O ministro afirmou que as mudanças nas leis e diretrizes são um passo à frente para a equiparação com o casamento. "Essa equiparação legal deve e vai continuar", anunciou o ministro.

Após o referendo na Irlanda, onde a maioria da população votou a favor do casamento gay, a discussão voltou à tona na Alemanha. O projeto elaborado pelo gabinete de governo ainda necessita ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo tem ampla maioria.

Fonte: Deutsche Welle, 27/05/2015

'Sim' ao casamento LGBT na Irlanda é vitória da humanidade e mais uma derrota para a obscurantista Igreja Católica

quarta-feira, 27 de maio de 2015 0 comentários

Cerca de 22 anos depois da despenalização da homossexualidade na Irlanda, o 'Sim' ao casamento homossexual foi vitorioso no último fim de semana, com 62 por cento dos votos.

Pietro Parolin 'Sim' ao casamento gay é "derrota para a humanidade", diz Vaticano

As palavras do cardeal Pietro Parolin são até ao momento a reação mais crítica da Igreja à vitória do ‘Sim’ no referendo ao casamento homossexual na Irlanda.


O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, reagiu afirmando que a Igreja deve "encontrar uma nova linguagem", justificando a derrota com a expressão da vontade do público mais jovem. Mas as palavras do cardeal Pietro Parolin, tido como o secretário de Estado do Vaticano e figura de relevo na hierarquia da Igreja, são particularmente mais duras.

Foi numa conferência em Roma esta terça-feira que Pietro Parolin se confessou “profundamente triste” com a vitória expressiva do ‘Sim’ na Irlanda. E a sua posição divergiu um pouco da do arcebispo de Dublin.

“A Igreja deve ter em conta esta realidade, mas no sentido de que deve reforçar o seu compromisso de evangelização”, disse o cardeal, citado pelo The Guardian.

O cardeal Pietro Parolin disse ainda que “não se pode falar apenas de uma derrota para os valores cristãos, mas de uma derrota para a humanidade”, afirmou.

Enquanto isso, o número de casamentos LGBT dispara na Irlanda.
Fonte: Notícias ao Minuto, 26/05/2015

Comerciais inclusivos do Boticário, para o Dia dos Namorados, e do Sonho de Valsa

terça-feira, 26 de maio de 2015 0 comentários

Casais de homens e de mulheres finalmente
sendo contemplados pela publicidade brasileira

Pouco a pouco, mesmo no Brasil do atraso, a publicidade brasileira vai abordando a homossexualidade em seus comerciais.

Em abril, campanha do Sonho de Valsa, mostra, entre outros casais, um casal de mulheres que se beija apaixonadamente.

No último domingo, em um dos intervalos do Fantástico, foi a vez do Boticário fazer propaganda de seu perfume para o Dia dos Namorados, com 4 casais, sendo dois homossexuais. De forma natural e singela, com trilha do Lulu Santos, a marca se mostra antenada com o mundo atual e que considera JUSTA TODA FORMA DE AMOR.

Abaixo artigo do G1 sobre esses comerciais inclusivos, os dois comerciais e o Lulu Santos cantando o refrão tão emblemático do "consideramos justa toda forma de amor".

Boticário mostra casais gays em comercial de Dia dos Namorados
Campanha é de 7 fragrâncias que podem ser usadas por ambos os sexos. Empresa quer mostrar que 'química e paixão vão além das convenções'

A campanha de Dia dos Namorados do perfume "Egeo" do Boticário mostra a "diversidade do amor" em um comercial com homens e mulheres, sugerindo uma formação de casais que trocarão presentes. No entanto, na sequência, durante o encontro, o filme mostra que os pares são outros, diferentes do que indicavam as cenas.

Segundo o Boticário, o comercial da coleção das sete fragrâncias "multigênero" Egeo, com trilha de "Toda Forma de Amor", de Lulu Santos, quer dizer que "química e paixão vão além das convenções". 

A campanha digital destaca as "tentações irresistíveis", de acordo com o Boticário, como um doce que dá água na boca, uma massagem inesquecível, um banho demorado, um olhar sedutor, um sussurro no ouvido ou um beijo de tirar o fôlego.

"Para O Boticário, a tentação faz parte da conquista, e o Dia dos Namorados é a melhor oportunidade para os consumidores viverem este ritual."

Em abril, o bombom Sonho de Valsa também trouxe um novo ponto de vista sobre o amor em campanha que entrou em rede nacional. Com o mote 'Pense Menos, Ame Mais', a propaganda mostrou casais de diversos tipos em beijos apaixonado, enquanto o narrador levanta hipóteses sobre seus pensamentos.

No filme de 60 segundos são mostrados um casal de idosos, um branco e uma negra, uma gestante e seu marido, um homem em uma cadeira de rodas e uma mulher sentada em seu colo e também um casal de homossexuais do sexo feminino.

"Carol", história de amor entre mulheres nos anos 1950 ganha a "Palm Queer 2015" do Festival de Cannes

segunda-feira, 25 de maio de 2015 0 comentários

Rooney Mara e Cate Blanchett vivem amor secreto e elegante nos anos 50

Cannes: Filme Carol, com Cate Blanchett, recebe a "Palm Queer 2015"
O prêmio é dedicado a filmes com temática gay e foi criado em 2010

O filme Carol, do diretor americano Todd Haynes, uma história de amor lésbico protagonizada por Cate Blanchett, venceu a "Queer Palm 2015", prêmio que recompensa a cada ano um filme de temática homossexual, lésbica, bi ou transexual.

O júri foi presidido pela americana Desiree Akhavan. O prêmio foi anunciado no sábado à noite, à margem do Festival de Cannes.

Na categoria curta-metragem, o vencedor foi Locas perdidas, do chileno Juricic Merillán, que também levou o prêmio da mostra Cinefóndation.

Criado em 2010 pelo jornalista Franck Finance-Madureira, a "Palma Queer" é o equivalente em Cannes do "Teddy Awards", concedido durante o Festival de Berlim a filmes relacionados ao mundo gay.
Confira o clipe de Carol:



Fonte: Diário de Pernambuco, 24/05/2015

Mais sobre o filme no texto abaixo e nessa postagem aqui do UOO quando a atriz cotada para fazer a namorada de Cate Blanchet no filme ainda era Mia Wasikowska: Cate Blanchett e Mia Wasikowska vivem romance em Carol

'Carol', romance lésbico elegante de Todd Haynes, seduz Cannes
Cate Blanchett e Rooney Mara estrelam filme que se passa nos anos 1950. Atriz esclarece polêmica e diz que não teve relações sexuais com mulheres.

Dois anos após a Palma de Ouro premiar o filme "Azul é a Cor Mais Quente", uma nova história de amor entre mulheres pode seduzir o júri de Cannes: "Carol", romance elegante com Cate Blanchett, entusiasmou parte da crítica.
Fiel ao seu estilo sofisticado e a uma determinada época, os anos 50 nos Estados Unidos, o americano Todd Haynes trata o assunto de uma forma que não tem nada a ver com o realismo cru de Abdellatif Kechiche.

Depois de "Longe do Paraíso" (2002), no qual Julianne Moore interpretou uma dona de casa dos anos 50 que entrega-se a seu jardineiro negro, ele oferece um novo filme marcado pela pegada dos melodramas de Douglas Sirk.

Em "Carol", adaptado do romance de Patricia Highsmith (1952), escrito sob um pseudônimo sobre um tema muito ousado para a época, Cate Blanchett interpreta o personagem de Carol Aird, uma mulher madura, sofisticada, mas frágil.

Ela é mãe de uma menina e prisioneira de seu casamento com Harge, um rico banqueiro (Kyle Chandler, o treinador Eric Taylor da série "Friday Night Lights"), de quem ela está se divorciando.

Face a ela, Rooney Mara ("Millennium: Os homens que não amavam as mulheres") interpreta Therese Belivet, uma jovem empregada de uma loja de brinquedos e aspirante a fotógrafa, que se pergunta sobre sua vida e sua relação com o namorado.

Entre Carol e Therese, o charme vai operar em uma primeira troca intensa de olhares na loja onde Therese trabalha. A atração mútua, tensa e conservadora, vai se transformar em um caso de amor, um reflexo de todos os obstáculos da sociedade do início dos anos 50 que minam um relacionamento homossexual.

"Ao final do filme, as duas mulheres são muito diferentes do que eram no início", ressaltou Todd Haynes na coletiva de imprensa do filme.

- Blanchett e as mulheres -

Cate Blanchett, de 46 anos, que assumiu a pele do cantor Bob Dylan no filme anterior de Todd Haynes "Não estou lá" (2007), explicou por sua vez apreciar "as notáveis referências visuais" do cineasta.

"Eu sabia que seria uma paleta de cores, sabia qual seria a atmosfera", disse a atriz, que recebeu o Oscar de Melhor Atriz em 2014 por "Blue Jasmine" de Woody Allen.

Enquanto a revista "Variety" informou recentemente que ela teria tido "numerosos" casos com mulheres, a atriz australiana negou tais comentários em Cannes.

"Se eu tive relações sexuais com mulheres? A resposta é não", disse à imprensa.

"Na minha memória, perguntaram-me se eu tive relações com mulheres e eu disse 'sim, muitas vezes. Mas se você quer dizer de relações sexuais com mulheres, a resposta é não'. Mas isso não foi impresso", explicou Cate Blanchett.

A estética retrô com cores quentes, semelhante ao de "Longe do Paraíso", com cenas de interior banhadas em tons de rosa e amarelo envelhecio e uma América vista pelas janelas molhadas dos carros brilhantes com curvas sensuais, ajuda a instalar a pitoresca atmosfera dos anos 50 deste filme, que seduziu parte da crítica em Cannes.

A crítica também não tem sido insensível à dupla de atrizes, especialmente quanto à interpretação de Cate Blanchett em seu papel de burguesa segura de si mesma e revelando suas fraquezas, a beleza fatal perfeita.

A revista americana Variety elogiou a "performance brilhante" das atrizes em um filme "de grande refinamento", ressaltando, em particular, a interpretação "brilhante" de Cate Blanchett.

Para o jornal britânico "The Guardian", Cate Blanchett "cativa" num filme "belo" e "extremamente inteligente", enquanto para o site americano especializado Indiewire o filme é uma "obra-prima".

Para a revista especializada Première, no entanto, há um "drama social em figurinos limpos e sem rebarbas", mas "nenhuma faísca".

Fonte: G1, 17/05/2015

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