Há 4 anos, STF reconhecia a união estável para casais do mesmo sexo (reveja)

terça-feira, 5 de maio de 2015 0 comentários

STF reconheceu união estável em 05/05/2011

Supremo reconhece união homoafetiva

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgarem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo. As ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O julgamento começou no dia 4/05/2011, quando o relator das ações, ministro Ayres Britto, votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723 do Código Civil que impedisse o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da CF veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém pode ser diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual.
O sexo das pessoas, salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou o ministro, para concluir que qualquer depreciação da união estável homoafetiva colide, portanto, com o inciso IV do artigo 3º da CF. 
Os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso, bem como as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, acompanharam o entendimento do ministro Ayres Britto, pela procedência das ações e com efeito vinculante, no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723 do Código Civil que impedisse o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

Na sessão de quarta-feira, antes do relator, falaram os autores das duas ações – o procurador-geral da República e o governador do Estado do Rio de Janeiro, por meio de seu representante –, o advogado-geral da União e advogados de diversas entidades, admitidas como amici curiae (amigos da Corte).

Ações

A ADI 4277 foi protocolada na Corte inicialmente como ADPF 178. A ação buscou a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pediu, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis fossem estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Já na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) alegou que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade) e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal. Com esse argumento, pediu que o STF aplicasse o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro.

Redação

Fonte: Notícias do STF, 05/11/2011

Uma boa ideia: isenção de impostos para empresas de Fortaleza que contratarem travestis

segunda-feira, 4 de maio de 2015 0 comentários

Alicia acha a ideia mais válida do que apenas conscientização (FOTO: Wolney Batista/ Tribuna do Ceará)

Sem cotas, sem punições, apenas com o incentivo da isenção de impostos, taí um projeto que pode dar certo e ser copiado para todo o país.

Projeto quer isenção de impostos para empresas de Fortaleza que contratarem travestis

Empresas poderão ter isenção de impostos se contratarem o mínimo de 10% de profissionais travestis ou transexuais, segundo projeto da Câmara de Fortaleza

Um projeto de indicação referente ao público LGBT foi aprovado na Câmara Municipal de Fortaleza. Nele consta a isenção de impostos para empresas que contratarem o mínimo de 10% de profissionais travestis ou transexuais. Agora, falta apenas a avaliação da Prefeitura para que a proposta seja sancionada.

A travesti Alicia Pietá, maquiadora e atriz, considerou a ideia válida, embora tenha sido movida “simplesmente pelo interesse em reduzir impostos e não pela causa social em sim”.
Porém acho mais eficaz do que simplesmente conscientizar, pois quando se trata de dinheiro tudo passa a funcionar bem nessa sociedade, não é mesmo?”, ironizou.
Alterando a Lei Complementar nº 159, a indicação adiciona o trecho no artigo 227. Sob autoria da vereadora Toinha Rocha, a justificativa é de inclusão do público LGBT, promovendo o bem de todos.
O preconceito afasta as pessoas transgêneros da escola, reduz oportunidades de trabalho e abre as portas da prostituição”.
Além disso, na proposta consta que o Poder Público é o responsável por colaborar para o fim da discriminação, estimulando a contratação de pessoas desse segmento.

Sobre a prostituição, Alicia enfatizou que muitas travestis buscam alternativas para não ter que se prostituir ou sair do ramo.
[É] um grande erro cometido pela sociedade que acha que elas estão ali por livre escolha. A esmagadora maioria está nesse ramo porque é praticamente a única oportunidade que a própria sociedade dá a uma travesti. Tratam como objeto sexual ou te ignoram e te marginalizam”.
Fonte: Tribuna do Ceará, 03/05/2015

Folhas de Outono: amor entre duas mulheres da terceira idade contado com humor e delicadeza

sábado, 2 de maio de 2015 0 comentários


Lindo episódio de Os Experientes. O amor de duas mulheres da terceira idade. Delicado, bem-humorado, e de quebra o Paulinho da Viola cantando Meu Mundo é Hoje.

Nunca é tarde demais para recomeçar. Francisca (Selma Egrei) se perguntou o que faria após a morte do marido Arlindo. Ansiosa para um novo mundo que se abria, ela surpreendeu ao decidir passar em uma loja de camisolas asism que deixou o velório do marido, com quem passou 45 anos de sua vida. Determinada a viver emoções que ficaram adormecidas durante o tempo em que passou casada, nem ela esperava que a vida lhe reservava o melhor para o final. Reveja momentos marcantes do episódio ‘Folhas de Outono”, o último de Os Experientes. 

História LGBT: entrevista com Cassandra Rios, Irede Cardoso e Dulce Cardoso (fanzine ChanacomChana -1986)

sexta-feira, 1 de maio de 2015 0 comentários


Chanacomchana foi uma publicação dos coletivos que formaram os grupos Lésbico-Feminista - LF (1979-1981) e Ação Lésbica-Feminista - GALF (1981-1989). A única edição tablóide do título foi publicada no início de 1981, pelo primeiro coletivo (LF). As demais, a partir de 1982, como boletim, pelo GALF, com minha edição.

Os boletins Chanacomchana eram verdadeiros fanzines, datilografados e feitos com colagens, muito dentro do espírito contracultural ainda vivo na década de 80 e da pobreza estrutural do período. Abordavam sempre temas ligados às questões da mulher, em particular das lesbianas, dos homossexuais e de outras "minorias". 

Na edição abaixo (n. 11, Out./Jan., 1986/87), as integrantes do grupo, Rosely Roth, Luiza Granado e Célia Miliauskas entrevistaram, em setembro de 1986, as então candidatas a deputadas estadual e federal Cassandra Rios (a célebre escritora maldita do período militar), Irede Cardoso (jornalista e parlamentar pioneira no apoio aos movimentos LGBT e feministas) e Dulce Cardoso, feminista e militante do movimento negro da época. 

A entrevista foi realizada às vésperas das eleições de novembro de 1986 e da Assembleia Nacional Constituinte que se iniciaria a 1º de fevereiro de 1987 para elaborar a nova Constituição Brasileira (1988) que vigora até hoje. Vale observar que as candidatas já falavam na descriminação do aborto (que ainda não aconteceu), na criminalização da discriminação aos homossexuais (que atualmente chamamos de homofobia e que também ainda não aconteceu) e do casamento entre pessoas do mesmo sexo que, embora já exista, não conta com legislação correspondente (uma temeridade em tempos de onda conservadora). E isso foi há 29 anos. 

Míriam Martinho

São Paulo, 01 de maio de 2015

 

Em "Babilônia", o casamento de Estela e Teresa ficará abalado pela prisão de Beatriz

quinta-feira, 30 de abril de 2015 1 comentários

Estela (Nathalia Timberg) briga com Teresa (Fernanda Montenegro)
para defender a filha que acredita ser inocente

Casamento de lésbicas entra em crise: 'Estou com horror a você'
A prisão de Beatriz (Gloria Pires) vai estremecer o casamento de sua mãe, Estela (Nathalia Timberg), com Teresa (Fernanda Montenegro) em Babilônia. A advogada questionará a inocência da enteada. Revoltada, Estela vai brigar com a companheira e decidirá contratar outra pessoa para defender sua filha. Elas dormirão em quartos separados e sofrerão muito. Teresa passará mal em uma segunda discussão das duas, após ouvir Estela dizer que está com "horror" a ela. Um médico será acionado e afirmará que foi só um estresse.

Teresa ficará muito desconfiada da culpa de Beatriz na tentativa de homicídio contra Inês (Adriana Esteves). Ela dirá isso na cara da empresária. Logo após voltar da Itália por causa da prisão da arquiteta, Teresa será procurada por Vinícius (Thiago Fragoso). Ele revelará que quer a autorização dela para acompanhar a namorada, Regina (Camila Pitanga), à delegacia para pedir a reabertura das investigações da morte de seu pai, Cristóvão (Val Perré). O advogado contará a Teresa que Inês enviou uma prova do crime a Regina e acusou Beatriz de ser autora do assassinato do motorista.

Em casa, a advogada colocará a companheira a par dessa outra acusação contra Beatriz. "Eu não posso acreditar que você tenha dado ouvidos a uma coisa dessas", dirá Estela. "Estela, eu não estou emitindo a minha opinião. Estou só contando pra você a acusação que a Inês fez", responderá a advogada.

Estela ficará nervosa, afirmará que é óbvio que sua filha não matou o motorista nem atirou em Inês. "Isso é mais uma armadilha da desequilibrada da Inês! Essa mulher parece que só tem um interesse na vida: destruir a minha filha", esbravejará ela. "E está conseguindo. A Beatriz já está presa. Desde a morte do pai, a Inês pode estar planejando essa vingança", comentará Teresa.

Estela não gostará do tom da amada, questionará suas desconfianças e reclamará de ela não ficar do lado de Beatriz. "Por maior que seja o seu amor pela Beatriz, você não pode ignorar os fatos. Sua filha tem problemas sérios. Você precisa se acalmar e se preparar para o que vem por aí", avisará a advogada.

A conversa vai tomar um tom de briga de casal, com Teresa mostrando lucidez sobre o que está acontecendo com Beatriz, enquanto Estela defenderá a filha sem dúvidas de sua inocência. "Não estou acusando ninguém! Não seja injusta comigo! A Inês é uma desequilibrada. Mas a Beatriz não é muito diferente. Só tem mais poder", vai declarar Teresa. 

Quarto de hóspedes

Com isso, Estela se descontrolará: "Minha filha não é desequilibrada! Você está pretendendo destruir ela também! Só o que faltava era você ficar do lado da Inês", gritará. A grã-fina duvidará se a companheira está mesmo fazendo o possível para tirar a filha da cadeia e não acreditará que a demora na liberação da liberdade provisória faz parte dos trâmites jurídicos. "Você está contra a Beatriz! Eu vou procurar outro advogado", ameaçará Estela.

As duas vão se sentir ofendidas. Teresa ainda afirmará que Estela finge não notar que Beatriz tem desvio de caráter e uma personalidade doentia. Nessa noite, que irá ao ar no capítulo de sexta-feira (1º), a advogada irá dormir no quarto de hóspedes.

Na manhã seguinte, Teresa ficará intrigada com o fato de Estela sair sem nem tomar café da manhã e lamentará com a empregada a primeira briga com a companheira em mais de 30 anos de união. Ela irá ver Beatriz e descobrirá que Inês chantageava a empresária com o vídeo dela beijando Cristóvão.

Na volta para casa, Teresa dirá que Estela acobertou a filha e uma nova discussão começará: "Chega! Eu estou com horror a você", dirá Estela, saindo para a rua. Teresa passará mal e será atendida pelo médico da família. Ele avisará Rafael (Chay Suede) que a advogada precisa descansar e fugir do estresse por uns dias.

Fonte: Notícias da TV, por Daniel Castro, 29/04/2015

Budistas e judeus são os grupos religiosos que mais apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo nos EUA

quarta-feira, 29 de abril de 2015 0 comentários

Budistas entre os que mais apoiam
 casamento LGBT nos EUA
Veja as religiões que mais apoiam (e as que mais rejeitam) o casamento gay

Pesquisa do Public Religion Research Institute e entrevistou 40 mil pessoas nos Estados Unidos para traçar as atitudes dos norte-americanos com relação ao casamento gay de acordo com a afiliação religiosa de cada um.

A pesquisa mostra que os grupos religiosos que mais apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo são os budistas (84%), seguidos por judeus (77%) e aqueles que selecionaram a opção "outras religiões" (75%). Além disso, mais de três quartos (77%) dos que não se disseram afiliados a uma religião demonstraram apoio.

Dos protestantes, 62% apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Destes, o índice se manteve praticamente o mesmo entre presbiterianos (69%) e episcopais (68%), caindo quando se tratam de batistas (53%) e outras denominações dentro da igreja (50%).

Apesar de serem vistos como um dos grupos mais conservadores, cerca de 60% dos católicos entrevistados manifestaram apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entre os católicos ortodoxos, 56% demonstraram apoio.

Oposição

Por outro lado, a maioria dos testemunhos de Jeová (75%), mórmons (68%), protestantes evangélicos (66%), protestantes hispânicos (58%) e protestantes negros (54%) opõem-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Luteranos ficaram divididos: 45% a favor e 48% contra.

Fonte: 94 FM Dourados, 26/04/2015

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