Políticos da Alemanha defendem asilo no país para homossexuais russos

terça-feira, 13 de agosto de 2013 0 comentários


Lei de Putin contra "propaganda gay" desencadeia onda internacional de repúdio. 

Deputados alemães propõem boicote a Olimpíadas de 2014 na Rússia, enquanto Cameron e Obama adotam linha mais cautelosa.

O encarregado de direitos humanos do Partido Liberal Democrático (FDP) da Alemanha, Markus Löning, classificou como "insustentável" a situação de lésbicas e gays russos. Em entrevista publicada pelo jornal Welt am Sonntag neste domingo (11/08), ele pediu aos estados alemães que atendam "de forma descomplicada aos homossexuais da Rússia que procurem asilo em nosso país".

Outros políticos alemães de peso deram declarações semelhantes ao jornal, entre eles o chefe da bancada parlamentar do partido A Esquerda, Gregor Gysi, a deputada verde Marieluise Beck e a ministra da Justiça Sabine Leutheusser-Schnarrenberger.

A ministra liberal-democrata disse que, com a "exclusão dos homossexuais", a Rússia "está dando mais um grande passo na direção de uma perfeita ditadura", enquanto Beck informou sobre as possibilidades legais de um asilo para homossexuais.

"Já existem hoje, na lei alemã, os critérios de perseguição por questões de gênero e não estatal", explicou a deputada. Portanto "há uma base legal para conceder proteção na Alemanha aos homossexuais perseguidos na Rússia, após o exame individual do caso", afirmou a parlamentar.

Governo conservador russo vem apertando cerco contra homossexuais

Jogos de Inverno na berlinda

Em junho, o governo de Vladimir Putin aprovou uma lei que prevê punição para quem se manifestar de forma positiva sobre a homossexualidade na presença de menores ou nos meios de comunicação. Estrangeiros que infringirem a lei estão sujeitos a multas equivalentes a 2,3 mil euros, assim como a penas de prisão de até 15 dias ou mesmo à deportação.

A proibição de "propaganda gay" na Rússia desencadeou repúdio não só na Alemanha, como também no resto da Europa e nos Estados Unidos. Alguns políticos conclamam ao boicote das Olimpíadas de Inverno de 2014, a se realizarem na cidade russa de Sóchi.
Volker Beck (de terno) preso em Moscou no dia 27 de maio de 2007

O parlamentar democrata-cristão alemão Jens Spahn declarou ao Welt am Sonntag que "é grotesco que o mundo seja recebido em um país onde, por lei, se faz uma campanha de agitação contra gays e lésbicas".

Volker Beck, da Aliança 90/Os Verdes disse considerar cogitável uma transferência da sede dos Jogos Olímpicos. O deputado alemão de 52 anos é ativista de longa data dos direitos dos homossexuais. Em 2007, foi agredido fisicamente e preso em Moscou por protestar em favor dos gays no país.

Reino Unido e EUA recuam

Apesar de manifestar indignação pela legislação discriminatória do Kremlin, os governos dos EUA e do Reino Unido se declararam contra o boicote ao torneio esportivo no ano que vem. "Seremos capazes de combater melhor os preconceitos se participarmos, em vez de boicotarmos os Jogos de Inverno", declarou o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

No início da última semana, referindo-se à Rússia, o presidente americano, Barack Obama, chegara a declarar que não tem "paciência" com países que promulgam tais leis anti-gays. No entanto, numa coletiva de imprensa na sexta-feira, em Washington, ressalvou que um boicote a Sóchi seria um "gesto inapropriado".

Fonte: DW via AV/dpa/afp/kna, 11/08/2013; Vídeo: Euronews

Sob pretexto de reduzir gastos com saúde pública, Espanha exclui lésbicas dos programas de reprodução assistida

segunda-feira, 12 de agosto de 2013 0 comentários

Marta Posa Albert e a pequena Blanca (Foto: BBC)

Lei que exclui lésbicas da reprodução assistida cria polêmica na Espanha

Para reduzir os gastos da saúde pública, nova norma 'exige esterilidade' para acesso a tratamentos de fertilidade.


Grupos em defesa dos direitos dos homossexuais e feministas na Espanha estão protestando contra um projeto de lei que impede lésbicas de usarem o sistema público de saúde para tratamentos de reprodução assistida.

O texto do projeto de lei define a esterilidade como a 'ausência de consecução de gravidez após 12 meses de relações sexuais com coito vaginal sem uso de métodos contraceptivos'.

Se transformada em lei, a normativa deixaria sem atendimento pelo sistema público as mulheres que pretendem ser mães mas não querem ter envolvimento sexual com um homem para a geração de filhos.

Também são critérios para ter acesso ao financiamento público a idade do paciente (a mulher deve ter no máximo 40 anos e o homem, 50 anos) e não ter se submetido antes a esterilização voluntária.

A norma foi aprovada pelo Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde, ainda que a proposta tenha sido rejeitada por quatro das dezessete comunidades autônomas da Espanha. O texto agora segue para o Conselho de Ministros e dependerá da sanção do rei para se tornar um decreto real, passando a ser adotado em todo o país.

Na prática, algumas regiões da Espanha, como a Comunidade Valenciana e a Catalunha, há dois anos já aplicam essas restrições a mulheres que vivem sozinhas ou a lésbicas que tentam o tratamento na rede pública.


'A falta de um homem'


A polêmica cresceu ainda mais após declaração da ministra da Saúde, Ana Mato, dizendo que não considera 'a falta de um homem como um problema médico', deixando portanto aquelas que decidem ser mãe sem a participação de um parceiro masculino na geração do filho fora da cobertura da lei.

Antonio Perdomo Rodríguez, coordenador da área de famílias da Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais diz que a medida 'é claramente homofóbica e misógina', pois atenta contra os direitos das mulheres à maternidade.

'Esse critério é insultante e discriminatório, por considerar o estado civil ou a orientação sexual da mulher. É um recorte ideológico, não econômico', critica Perdomo.

Em comunicado, o Ministério da Saúde explicou que em 'nenhum momento faz-se segregação por condicionantes pessoais das pacientes' e que 'o requisito é a esterilidade ou os casos em que o tratamento é aconselhado como prevenção, para garantir a saúde (da mulher) e do futuro filho'.Núria Roch, representante do grupo de mulheres Te N'aDones, acredita que a proposta 'tira das mulheres a capacidade de decisão sobre suas vidas, negando a existência de famílias diferentes do modelo tradicional'.

Mariluz Vázquez, da Associação de Mães Solteiras por Opção, argumenta que a reprodução humana é mais que biológica, sendo também um fator social.

'No caso de mulheres sozinhas, esse desejo é visto como um capricho, mas caso sejam parte de um casal tradicional, um homem e uma mulher, se considera um projeto de vida. No entanto, o desejo de formar uma família é o mesmo.'

Mariluz lembra que, na Espanha, uma mulher viúva que tenha dois filhos já se enquadra na definição oficial de família numerosa e tem direito a ajuda econômica do governo, benefício não acessível às mães solteiras.


'Em nome da crise'

Disposta a ser mãe solteira, Marta Posa Albert, 42 anos, gestora de um centro médico, tentou fazer o tratamento de fertilidade pela rede pública. Sem sucesso, teve que recorrer à rede privada para se submeter a uma fertilização in vitro.

'Esperei ter estabilidade financeira para ser mãe, então tive sorte, porque consegui pagar o tratamento na rede privada. Tive que arcar também com o custo dos remédios, que antes era bancado pelo governo mesmo em tratamentos privados, mas o benefício já havia sido cortado', relembra ela, agora mãe da pequena Blanca, de 6 meses.

A professora Catalina Pallás, 47 anos, também foi mãe por fertilização in vitro pela rede particular. Ela e a esposa, a engenheira Immaculada Lluesma, 42 anos, contam que enfrentaram muitas dificuldades e gastaram todas as economias para conceber o filho, hoje com 6 anos. 'Na rede pública, me disseram que eu não estava doente, não era infértil', diz Catalina.

Presidente da Associação de Famílias Lésbicas e Gays da Catalunha, ela observa que a lei do matrimônio igualitário tem imposto mudanças que beneficiam os casais homossexuais e, por isso, considera a proposta do Ministério da Saúde um retrocesso.

'É ridícula a quantidade de dinheiro que a nossa exclusão, sendo um coletivo tão minoritário, poderia estar economizando para o erário. Esse recorte não se justifica em nome da crise', diz Catalina.

Em entrevista à Europa Press, o conselheiro de Saúde da Comunidade Valenciana, Manuel Llombart, respaldou a ministra Mato e disse que 'o sistema de saúde público existe para tratar problemas patológicos, senão teríamos que falar de outra carteira de serviços que estaria dentro de outra competência, não dentro da competência sanitária'.


Condenação

O Tribunal Superior de Justiça de Astúrias obrigou a saúde pública do principado a dar acesso às técnicas de reprodução assistida a uma mulher lésbica.

De acordo com a sentença, o principado de Astúrias terá ainda que devolver a ela cerca de 8 mil euros que tinha gasto em clínicas privadas.

A região de Astúrias, no norte da Espanha, é uma das que se posicionaram contra a proposta do governo espanhol.

O Ministério da Saúde informou respeitar essa sentença e concorda que não se pode obrigar a ninguém a ter relações sexuais com quem não queira.

Fonte: G1, 11/08/2013 (Via BBC)

Raven-Symoné, atriz de That's So Raven, assume namoro com a modelo AzMarie

sexta-feira, 9 de agosto de 2013 19 comentários

Raven (FOTO: Getty Images)

Raven-Symoné assume homossexualidade: "Agora posso me casar"
Atriz de séries adolescentes ficou famosa ainda quando criança, ao viver a garotinha Olivia na série de sucesso 'O Show do Cosby'

Raven-Symoné, 27, decidiu revelar sua homossexualidade nas redes sociais um mês após a Suprema Corte dos Estados Unidos declarar mais uma vitória dos direitos gays, pondo fim a uma lei que negava benefícios federais aos casais homossexuais. "Eu finalmente posso me casar! Oba governo! Estou muito orgulhosa de você!", escreveu a atriz no Twitter.
Raven estrela a série adolescente That's So Raven, e já estrelou filmes e outras atrações teen para a televisão norte-americana. Ela ficou mundialmente famosa quando criança, ao interpretar a pequena Olivia da série de sucesso O Show do Cosby.

Em maio do último ano, após rumores de sua sexualidade serem discutidos na imprensa, Raven preferiu manter o silêncio. "Estou vivendo a minha vida pessoal da maneira que me faz feliz. Em 25 anos de carreira nunca falei sobre com quem eu estava namorando. Não será agora que vou abrir a boca."

Modelo AzMarie é a namorada de Raven-Symoné, segundo a US Magazine

Fontes: Quem e Disco Punisher

Presidente dos EUA critica homofobia russa em entrevista a programa da NBC

quinta-feira, 8 de agosto de 2013 1 comentários

Obama com Jay Leno no The Tonight Show (06/07/2013)

Obama diz estar decepcionado com a Rússia

Destaque (vídeo do trecho da entrevista de Obama sobre LGBT ao fim da postagem)

No programa da NBC, Obama também criticou a nova lei russa de repressão a militância pelos direitos dos homossexuais. O presidente dos EUA disse que ele não tem "nenhuma paciência para os países que tentam tratar gays e lésbicas e transgêneros de maneiras que os intimidam ou que são prejudiciais a" essas pessoas.

A Rússia disse que vai reforçar a lei quando hospedar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Questionado sobre se a lei teria um impacto sobre os jogos, Obama disse que acredita que Putin e a Rússia têm muita coisa em jogo "ao garantir que os Jogos Olímpicos funcionem".

"Eu acho que eles entendem que para a maioria dos países que participam nos Jogos Olímpicos, nós não toleraríamos que gays e lésbicas fossem tratados de forma diferente", disse.

AE - Agência Estado

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que ficou "decepcionado" com o fato de a Rússia ter concedido asilo temporário para o ex-agente norte-americano Edward Snowden. Em seus primeiros comentários sobre o caso desde a decisão russa na semana passada, Obama afirmou que a ação refletia "os desafios básicos" que ele enfrenta ao lidar com Moscou.

"Há momentos em que eles escorregam de volta para o pensamento da Guerra Fria e uma mentalidade da Guerra Fria", disse Obama no "The Tonight Show", da emissora NBC. O programa foi transmitido na noite de terça-feira.

Edward Snowden é o ex-analista de sistemas da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) acusado de vazar detalhes sobre os programas de vigilância do governo norte-americano. Ele passou várias semanas na zona de trânsito de um aeroporto de Moscou, antes de receber asilo por um ano.

A decisão russa pode ser considerada como um enfrentamento aos pedidos do governo dos EUA de que o delator de programas secretos de Washington fosse levado de volta ao seu país de origem para julgamento.

Após a concessão de asilo, a Casa Branca passou a reconsiderar os planos de Obama de viajar para a Rússia em setembro. Ele disse que iria participar de uma cúpula internacional em São Petersburgo, alegando que era importante para os EUA ser representado nas negociações entre as potências econômicas mundiais. Mas não informou se planejava participar de reuniões separadas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. A Casa Branca disse que estava avaliando a "utilidade" das reuniões com Putin.

No programa da NBC, Obama também criticou a nova lei russa de repressão a militância pelos direitos dos homossexuais. O presidente dos EUA disse que ele não tem "nenhuma paciência para os países que tentam tratar gays e lésbicas e transgêneros de maneiras que os intimidam ou que são prejudiciais a" essas pessoas.

A Rússia disse que vai reforçar a lei quando hospedar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Questionado sobre se a lei teria um impacto sobre os jogos, Obama disse que acredita que Putin e a Rússia têm muita coisa em jogo "ao garantir que os Jogos Olímpicos funcionem".

"Eu acho que eles entendem que para a maioria dos países que participam nos Jogos Olímpicos, nós não toleraríamos que gays e lésbicas fossem tratados de forma diferente", disse.

Em uma longa entrevista, Obama também falou sobre seu recente almoço com Hillary Rodham Clinton, sua rival nas primárias presidenciais democratas de 2008. Clinton, que deixou o cargo de Secretária de Estado no início deste ano, teve um "brilho" pós-administração, afirmou Obama.

Contudo, o presidente evitou perguntas sobre se ela estava planejando se candidatar a presidente em 2016. "Tenha em mente", disse Obama, "ela já esteve lá antes". 

Fonte: Estado de São Paulo, 07/08/2013, e Huffington Post

 

Por não aceitar relacionamento, pai atira em namorada da filha

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Homem não aceita relacionamento homossexual e atira na namorada da filha

Um crime passional foi registrado na portaria de um condomínio, na Rua Rosamélia de Oliveira, no bairro Campo Comprido, na noite de quinta-feira (01). Duas garotas de 15 anos mantêm um relacionamento, que quase acabou em tragédia porque o pai de uma delas não aceita o namoro.

A adolescente estava em casa quando foi chamada na portaria. Assim que desceu, o pai da namorada estava armado e atirou na perna da garota. O atirador fugiu numa Ecosport prata, enquanto os vizinhos chamavam o Siate, que levou a menina até o Hospital Evangélico.

O cabo Araújo, da Polícia Militar, falou mais sobre o atentado:

Fonte: Na Tela do 190 - 02/08/2013

Parlamentar de Israel pode se tornar primeiro prefeito gay do Oriente Médio

quarta-feira, 7 de agosto de 2013 0 comentários

Nitzan Horowitz

"Cidade", de acordo com a definição do parlamentar israelense Nitzan Horowitz, 48, "é um lugar para todos".

O político expõe a sua convicção universalista enquanto fala à reportagem sobre questões urbanas como o transporte ou a educação.

Mas, vinda do primeiro membro abertamente gay eleito para o Parlamento de Israel, a mensagem simboliza também sua ambição de um país mais inclusivo para a população homossexual.

Horowitz concorre em outubro à Prefeitura de Tel Aviv. Se eleito, será o primeiro prefeito gay do Oriente Médio. Representando o partido de esquerda Meretz, ele tem 26% das intenções de voto, segundo pesquisa de junho. O atual prefeito, Ron Huldai (Trabalhista), lidera com 53%.

Se, durante os próximos meses, Horowitz convencer seus eleitores, terá a chance de liderar a cidade conhecida por bares e praias voltadas para o público homossexual. Mas, para além da fama, terá de lidar também com o preconceito velado e a violência que não costumam aparecer nas brochuras de turismo.

"Os gays ainda enfrentam desigualdade em questões como casamento, constituição de família e adoção de crianças", afirma. "Há muita homofobia e humilhação."

Israel tem sido, nos últimos anos, divulgado como porto seguro para a população gay no Oriente Médio. Mas ativistas criticam o marketing usando o termo "pinkwashing", ou "lavagem rosa" - ou seja, valorizar as liberdades civis de gays no país para desviar o foco da ocupação dos territórios palestinos.

Horowitz discorda. "É verdade que temos problemas. É uma situação muito injusta, e você não pode usar uma questão para camuflar outra. Mas é verdade também que os gays vivem melhor aqui do que no restante da região."

A homossexualidade, afinal, é criminalizada nos vizinhos Síria e Arábia Saudita.

INFLEXÃO

Quando Horowitz cresceu, ser gay também era ilegal em Israel. Mas, em poucas décadas, o país viu rápido avanço nos direitos civis. "Era proibido quando eu tinha 15 anos, mas aos 25 já tínhamos paradas gays. Minha geração experienciou a mudança."

Na semana passada, Jerusalém fez marcha pelos direitos de homossexuais; em junho, Tel Aviv reuniu 100 mil pessoas na parada. "Era inimaginável ver um casal gay de mãos dadas na rua, e as pessoas tinham de se ver em segredo", diz. Hoje, casais gays se reúnem diante do hotel Hilton de Tel Aviv, na apelidada "praia dos cachorros".

Para a campanha à prefeitura, porém, Horowitz não quer ser visto apenas como candidato da comunidade gay. Sua proposta é, a longo prazo, garantir uma cidade em que os habitantes possam viver em iguais condições.

Foi dele a proposta de legalizar o casamento civil no país. Hoje, só é possível casar-se religiosamente. A medida não passou. "Resolveria o problema de todos os casais em Israel, não só dos gays."

Fonte: Folha de SP, Diogo Bercito, 04/08/2013

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