Em dose dupla, casal de mulheres amamenta seus dois filhos

quarta-feira, 18 de março de 2020 0 comentários

Casal homoafetivo se olhando enquanto amamentam os filhos gêmeos
Depois de encararem uma fertilização in vitro, Marcela e Melanie compartilharam a amamentação dos bebês graças a indução à lactação  — Foto: Arquivo pessoal/ Igor Dalboni

"Topo. Vamos!” Essas foram duas palavras mágicas usadas pela escritora e educadora Marcela Tiboni, de 37 anos, para aceitar o desafio de compartilhar as dores e as delícias da amamentação com a esposa, a corretora de imóveis Melanie Graille, 30 anos. Juntas, elas amamentaram os gêmeos Bernardo e Iolanda, nascidos em 2018, após uma fertilização in vitro. Assunto pouco divulgado na mídia, a lactação conjunta homoafetiva também foi uma novidade na vida do casal.

O início da relação foi em 2013, durante um curso de pós-graduação, em São Paulo. Desde do começo do relacionamento, o desejo de ter filhos sempre foi latente na vida de ambas.

Em conversa com o Metrópoles, o casal comenta desde do tratamento para a produção de leite até os olhares curiosos na rua e nas redes sociais desde que decidiram pela amamentação homoafetiva.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é apenas uma entre dezenas de entidades do setor que reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças de até dois anos. Ela deve ser exclusiva durante os seis primeiros meses de vida. A medida reduz em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

O processo de fertilização

Apesar de cogitar a adoção, o casal decidiu que queria viver a maternidade por meio da gestação. Elas concretizaram o desejo com a fertilização in vitro, método gestacional em que a fertilização do óvulo é feita em laboratório e, se a evolução for favorável, os pré-embriões são transferidos para o útero da mãe.

No caso de Melanie e Marcela, o doador do sêmen preferiu não se identificar. Antes de realizar o processo, o casal sentiu falta de informação sobre o assunto, sobretudo em um casamento gay.

A cada consulta feita pelo médico, as dúvidas sobre essa nova fase cresciam”, relata Melanie, que gestou as crianças.

Marcela, Melanie e suas crianças

Amamentação em dose dupla

A dupla amamentação veio como uma proposta descompromissada para as duas mães. Apesar de ambas saberem que o método existia, nenhuma delas tinha noção de como aquilo era viável.

Após uma longa pesquisa, o casal seguiu para as consultas com a ginecologista e obstetra Ana Thais Vargas, e a consultora de amamentação Kely Carvalho Torres.

Do quinto ao sétimo mês de gravidez, Marcela tomou anticoncepcional. A medida fazia parte do tratamento e, assim, houve um aumento de estrogênio, progesterona e prolactina. Em seguida, sua menstruação foi interrompida.

Na visão da escritora, o grande diferencial foi utilizar a bomba para ordenha cinco vezes ao dia, durante todos os meses em que Melanie estava grávida.

Hoje, os gêmeos estão com 1 ano e 5 meses e seguem com o aleitamento materno.

As dores e delícias da maternidade

Para Melanie, dividir os sintomas da gravidez com a esposa foi enriquecedor.

As duas viveram o puerpério ao mesmo tempo. Variações de humor que iam de rir muito a chorar “de soluçar” eram sentimentos compartilhados.

A história das duas mães inspirou Marcela a escrever um livro sobre o assunto, batizado de Mama: um relato de maternidade homoafetiva, e lançado no ano passado.
O Mama foi a minha gestação. Colocava nas páginas todos os meus questionamentos em relação a maternidade“, afirma Marcela.

Olhares curiosos

Marcela Tiboni observa os olhares preconceituosos como falta de conhecimento sobre o assunto. A descriminação aconteceu poucas vezes, e é mais comum virtualmente. “Quando saem matérias nas redes sociais, surgem diversos comentários homofóbicos”, garante.

Por amamentar em público, o casal nunca sofreu preconceito, mas, muitas vezes, o ato gera um desentendimento dos indivíduos.
As pessoas veem dois bebês e perguntam que é a mãe, nós respondemos que são as duas. Algumas, se interessam. Outras, viram as costas e vão embora”, conclui.
Clipping Amor sem tabu: juntas, mulheres lésbicas amamentam 2 filhos, Metrópoles, por Fernanda Suassana, 14/03/2020

Casal de mulheres denuncia funcionária do SAC que pediu identificação paterna em RG do filho das duas

segunda-feira, 16 de março de 2020 0 comentários

Casal tenta fazer RG do filho e denuncia homofobia de funcionária do SAC, em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Caso ocorreu em Salvador. Resolução da CNJ prevê, no caso de filhos de casais homoafetivos, que é obrigado constar no documento a nomenclatura 'filiação' sem distinção de paternidade e maternidade.

Um casal de Salvador denunciou uma funcionária do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) por homofobia, na capital baiana. As mulheres contam que no momento de emitir o RG do filho, de um ano, a funcionária exigiu que uma delas se identificasse como o pai e a outra como a mãe. Além disso, perguntou a elas quem era o pai da criança.
Chegando lá no guichê, a funcionária de nome Maria de Fátima começou a preencher uns dados quando olhou a certidão de nascimento do nosso filho e viu que tinha duas mães. Ela parou, cruzou os braços e olhou para a nossa cara e falou: quem é o pai?", disse uma das denunciantes.
O caso ocorreu no início do mês fevereiro. Desde março de 2016, uma resolução da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) sobre a emissão do registro geral prevê, no caso de filhos de casais homoafetivos, que a obrigatoriedade de constar os nomes dos ascendentes não deve haver qualquer distinção quanto paternidade ou maternidade.

Apesar da resolução e da nomenclatura "filiação" na certidão de nascimento, a funcionária não cedeu aos questionamentos do casal.
A gente se assustou um pouco e respondemos:' Não tem pai. Ele é um filho de duas mulheres, inclusive foi feita uma inseminação artificial, como consta na certidão de nascimento, e ele é filho de duas mães'. Ela chegou e disse: 'Alguém vai ter que ser o pai, porque senão não será possível emitir o RG da criança', conta.
O casal disse que se abalou diante da situação e acabou se convencendo com a explicação da funcionária. "A gente ficou meio abalada na hora e falou: 'Então a senhora coloca aí a mãe Flávia e o pai Andréa", revela.

Poucos minutos depois de deixar o SAC, que funciona em um shopping da Avenida Tancredo Neves, a família recebeu uma ligação, pedindo para que retornasse para a correção de um erro.
Chegamos lá no SAC novamente fomos atendidos pelo senhor Gildo. Ele pediu apenas a certidão de nascimento, não justificou qual seria o probleminha. Aí Flávia foi perguntar para ele: 'Ô seu Gildo, é necessário mesmo ter esse nome do pai no documento da criança?' Aí ele disse: Não. Vou corrigir isso mesmo, a questão da filiação, é porque a funcionária é nova e não conhece o procedimento", conta a mãe da criança.
O caso foi registrado na delegacia e uma denúncia também foi feita no Ministério Público do Estado (MP-BA).
Desde que nós assumimos casar, ter filho, a gente sempre lutou pelos nossos direitos. Agora, com o nosso filho, vem mais essa questão de lutar pela nossa família, nossa família existe. Se uma mãe já é algo maravilhoso na vida de uma pessoa, imagina duas?", diz.
Por meio de nota, a Secretaria de Administração do Estado (Saeb) informou que respeita a orientação sexual e a identidade de gênero de todas as pessoas. O SAC lamentou o caso e disse que está apurando a denúncia juntamente com o Instituto de Identificação Pedro Mello, órgão responsável pela emissão de carteiras de identidade. Esclareceu ainda que, na carteira de identidade, não tem distinção entre pai e mãe, consta apenas a filiação.

Clipping Casal denuncia funcionária do SAC por homofobia após mulher pedir identificação paterna em RG do filho: 'Alguém vai ter que ser o pai', 11/03/2020, por TV, Bahia, G1, Bahia

Pesquisa da consultoria PwC afirma que apenas 38% das mulheres lésbicas se assumem no trabalho

segunda-feira, 9 de março de 2020 0 comentários

Glébia (à direita) e Karin, que trabalham no banco Citi, conseguiram licença-maternidade dupla, após nascimento de gêmeas Foto: Filipe Redondo
Glébia (à direita) e Karin, que trabalham no banco Citi, conseguiram licença-maternidade dupla, após nascimento de gêmeas. Foto: Filipe Redondo

Quando Karin Bulcão e Glébia Santos decidiram engravidar, em 2013, acharam melhor não comentar de imediato no trabalho. A relação homoafetiva das duas não era pública, e elas receavam sofrer alguma discriminação. Aos três meses de gestação, feita por inseminação artificial, falaram com o gestor e assumiram seu relacionamento.

O casal foi surpreendido com a reação da equipe do banco em que trabalham, o Citi, que, além de celebrar a gravidez — de gêmeas —, as incentivou a tirar licença-maternidade dupla. Atualmente, elas trabalham em esquema de home office três vezes por semana.
No entanto, Karin e Glébia fazem parte de um universo limitado. Segundo pesquisa da consultoria PwC, apenas 38% das mulheres atraídas pelo mesmo sexo se assumem no ambiente profissional, ainda que 65% se sintam confortáveis com sua sexualidade. Elas acreditam que expor sua orientação sexual pode atrapalhar a carreira, mas julgam importante se assumir para trabalhar melhor.
Melhores resultados

A fim de criar um ambiente mais inclusivo e propício à inovação, empresas de diversos setores, como Citi, Carrefour e Cargill, vêm desenvolvendo políticas de diversidade, atentas às questões do público homossexual e de outras minorias.
Conseguir balancear a vida profissional com a pessoal vale mais do que salário. Poder acompanhar o desenvolvimento das nossas filhas é essencial — diz Glébia.
“Sair do armário” no ambiente corporativo ainda é tabu entre o público feminino, segundo levantamento da PwC, que ouviu 1.270 profissionais dos setores público, privado e de organizações não governamentais (ONGs).
Quanto mais sênior uma mulher, maior seu conforto para se assumir no trabalho, o que, para 70% das entrevistadas, está associado à representatividade e ao respeito a pessoas LGBTQ+.
Para a líder de gestão de talentos da consultoria EY no Brasil e América do Sul, Cristiane Amaral, empresas que investem em diversidade têm melhores resultados:
Não adianta fazer inúmeros programas sem criar um ambiente realmente inclusivo. Não é só uma questão de crença, do que é certo ou errado. É uma questão de negócio, lucro e rentabilidade.
Desafio também racial

A pesquisa da PwC mostra ainda que funcionárias de empresas menores são 72% mais propensas a se assumir. A publicitária Priscylla Barros, de 27 anos, não sentia abertura para falar do assunto quando estava em uma grande consultoria. Agora, como diretora de arte na Agência3, onde as mulheres são 65% da equipe, sente maior abertura para se assumir como bissexual.
Em 2018, 35 empresas e ONGs, que juntas empregam mais de 110 mil pessoas no Brasil, assinaram uma Carta de Apoio à Diversidade, ao Respeito e à Inclusão de Pessoas LGBTQ+. Mas esses esforços estão concentrados em poucas empresas, diz Jacqueline Resch, consultora e sócia-diretora da Resch RH:
 A mulher heterossexual já enfrenta desafios enormes para crescer profissionalmente. O que dizer das que fogem desse padrão?
O estudo da PwC aponta que mulheres que estão em um relacionamento são 21% mais propensas a se assumirem no trabalho. Já para a técnica de enfermagem Laura Castro, o maior desafio está na questão racial:
Sempre tive receio mais por ser negra do que em relação à minha sexualidade. Já sofri preconceito racial. Um paciente alegou que não queria que eu o atendesse por ser negra. Acabou sendo cuidado por um colega gay.
Para a analista sênior de segurança e meio ambiente da Shell, Beatriz Bade, os grupos de diversidade na empresa são um espaço de diálogo e reflexão, além de uma oportunidade para planejar ações de inclusão. Lésbica e deficiente auditiva, ela acredita que o engajamento de novos funcionários ajuda a propagar a cultura do respeito:
O preconceito é o medo e o desconhecimento de não aceitar e não ser diferente. É muito bom ter o feedback de quem está chegando na empresa agora. 
Diversidade como estratégia

O Grupo Carrefour busca empregar e desenvolver lideranças de mulheres. Atualmente, 54% da equipe no Brasil é formada por mulheres, das quais 56% são negras. Entre os cargos mais sêniores, elas são 44%.

Até mesmo segmentos historicamente dominados por homens, como financeiro, óleo e gás e tecnologia, estão se engajando em prol da equidade entre mulheres e homens. No ano passado, a Ocyan (prestadora de serviços para o setor de óleo e gás) estruturou seu programa de diversidade.
A companhia já trabalha com a opção de licenças-maternidade e paternidade estendida, além de opção de carga horária parcial.
A Loft, start-up que compra, reforma e revende imóveis, surgiu no mercado há menos de dois anos e traçou a meta de preencher 50% das vagas abertas no primeiro trimestre com profissionais do sexo feminino.
Em crescimento vertiginoso, o negócio é um dos mais novos unicórnios brasileiros e almeja que 30% da área técnica sejam de mulheres. Para Flora Oliveira, responsável pelo programa de liderança feminina da Loft, equalizar as oportunidades entre os sexos faz parte dos negócios.
A Loft já nasceu com um DNA de diversidade, desde o começo da empresa, quando estruturamos o negócio. Queremos revolucionar o mercado imobiliário de tecnologia, mas também a forma como as pessoas trabalham — explica Flora.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a consultoria Lee Hecht Harrison (LHH), já estrutura a segunda turma de mentoria de liderança feminina no setor de óleo e gás.
As ações precisam ser cíclicas e contínuas, segundo a gerente de desenvolvimento de talentos, diversidade e inclusão da LHH, Mara Turolla:
Não é algo que se faça uma vez, as políticas precisam de continuidade para derrubar o viés inconsciente. Não adianta ter número e não ter autonomia. Cada empresa está fazendo alguma coisa de acordo com o seu momento e sua maturidade junto ao tema.
Com informações de Apenas 30% das mulheres LGBT se assumem em ambiente de trabalho, diz pesquisa, O Globo, 08/03/2020

Humorista Fafy Siqueira namora assistente de produção 30 anos mais jovem

quarta-feira, 4 de março de 2020 0 comentários

Foto da cantora e assistente Fernanda Lorenzoni com a atriz Fafy Siqueira em foto publicada nas redes sociais
Fernanda Lorenzoni e Fafy Siqueira

Aos 65 anos, Fafy Siqueira revelou que está em um relacionamento amoroso com a cantora e assistente de produção Fernanda Lorenzoni. Após se acidentar em casa e quebrar três costelas, a humorista declarou que está sendo cuidada pela namorada. As duas se conheceram quando trabalharam juntas na peça Forever Young, em 2016.

Em entrevista à coluna de Patrícia Kogut, no jornal O Globo, Fafy revelou que foi a companheira que a levou para o hospital após sofrer uma queda de pressão.
Fernanda, minha namorada, é que estava em casa comigo e me levou para a emergência", relembrou.
Fafy e Fernanda posam juntas nas redes sociais há muito tempo. Em abril de 2019, a assistente de produção de 30 anos surgiu abraçada com a veterana.
Anjinho da guarda que Deus colocou na minha vida", declarou a morena.
Em 2020, Fafy fará uma participação no seriado A Vila, do Multishow, em que interpretará Rita Lina, uma homenagem à Rita Lee. Nos bastidores, a atriz posou ao lado da namorada.

Resultado de imagem para fafy siqueira namorada
Diferença de idade não é empecilho para o amor

Sobre a produção de Paulo Gustavo, a humorista declarou que está ansiosa para se recuperar e voltar ao trabalho.
Foi a atuação que mais me deixou nervosa nos últimos 15 anos da minha carreira. Os amigos do elenco até fizeram brincadeiras comigo. Claro que me transmitiram carinho também, mas achei bem difícil", relatou.
A atriz e cantora está longe da televisão desde sua participação no Popstar, em 2018. Durante a competição da Globo, Fafy chegou a reencontrar seu ex-noivo Elymar Santos, que foi jurado do programa em um dos dias de apresentação. A veterana também já ficou noiva do produtor Cássio Reis, de quem se separou em 2014.

Clipping Humorista Fafy Siqueira revela namoro com cantora 35 anos mais nova, por Daniel Castro, Notícias da TV, 01/03/2020

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