Aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo legalizado na Irlanda do Norte

quarta-feira, 23 de outubro de 2019 0 comentários

Hora do casamento civil igualitário

Nos outros países do Reino Unido, as práticas, até então proibidas aos norte-irlandeses, são legais desde 1967.O aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram legalizados na Irlanda do Norte por decisão do Parlamento britânico, apesar de uma última tentativa simbólica da oposição, lançada por deputados da Assembleia regional norte-irlandesa.

Ao contrário do resto do Reino Unido, onde o aborto é autorizado desde 1967, na Irlanda é ilegal, exceto no caso da gravidez ameaçar a vida da mãe. O casamento entre pessoas do mesmo sexo também era proibido.

Sem Executivo regional desde 2017, por conta de um escândalo político-financeiro, os temas cotidianos da Irlanda do Norte são geridos de Londres.

Por conta desta situação, em julho passado, os deputados britânicos aprovaram emendas para estender à província o direito ao aborto e ao casamento homossexual se não se formasse um governo até 21 de outubro. Como isso não aconteceu, entraram em vigor a partir do primeiro minuto desta terça-feira (20H00 de segunda-feira em Brasília).

Os primeiros casamentos entre pessoas do mesmo sexo serão realizados “o mais tardar” durante “a Semana dos Namorados de 2020”, de acordo com o secretário de Estado da Irlanda do Norte, Julian Smith.

Hoje é “o dia em que nos despedimos das leis opressivas do aborto que controlaram nossos corpos e nos rejeitaram o direito de decidir”, comemorou Grainne Teggart, encarregada desta campanha na Anistia Internacional na Irlanda do Norte, em seu perfil no Twitter.

Um dia “muito triste”
Num ato simbólico contra a adoção dessas medidas, alguns deputados do parlamento regional norte-irlandês voltaram ao plenário na segunda-feira, pela primeira vez em dois anos e meio.

Entre os deputados presentes, a maioria pertencia ao Partido Unionista Democrático ultra-conservador (DUP), liderado pela ex-chefe do governo regional Arlene Foster, que se opõe a menor flexibilização dessas questões.
É um dia triste”, declarou Foster à imprensa após uma curta sessão parlamentar.
Sei que algumas pessoas vão querer comemorar hoje e digo a elas: ‘pense naqueles que estão tristes hoje e que acreditam ser uma afronta à dignidade e à vida humana”, afirmou Foster.
Aborto Descriminalizado

Em frente o parlamento norte-irlandês, um grupo de ativistas contrárias ao aborto criticavam a aprovação da medida e exibiam cartazes onde podia-se ler: “Aborto? Não no meu nome”.
Foi o governo de Westminster que impôs a legislação, não foi o governo que escolhemos aqui “, então isso é antidemocrático e incorreto””, disse à AFP Bernadette Smyth, diretora do grupo Precious Life Northern Ireland.
Trevor Lunn, deputado da Aliança MLA, atribuiu aos deputados que foram ao Parlamento apenas “para tentar negar às mulheres e à comunidade LGTBQ os direitos que tem garantidos no resto do Reino Unido”.

Do lado de fora do Parlamento, também havia um grupo pró-aborto que exibia grandes letras brancas que formavam a palavra “Descriminalizado”.

No Rock in Rio, Ludmilla atrai público de mulheres lésbicas e bi com funk de sapatão

quarta-feira, 9 de outubro de 2019 0 comentários

As namoradas Heloisa Paiva e Luana Giacomini Foto: Extra

Bandeiras de arco-íris e beijos apaixonados. Mulheres bissexuais prestigiaram Ludmilla, que assumiu há cinco meses seu namoro com a bailarina Brunna Gonçalves. A funkeira sobiu ao Palco Sunset por volta das 16h20, para cantar com Funk Orquestra, Fernanda Abreu e Buchecha, no Rock in Rio.
Sempre falei: "Falta funk de sapatão". Ela tinha uns que davam a entender, mas eu via que namorava caras. Quando ela assumiu com a Brunna, eu falei: "Ah, já era hora!" - comemora a paulista Heloisa Paiva, de 18 anos.
Ela chegou com a namorada quase uma hora antes de a funkeira soltar o seu: "Chegueeei".
Curto rock, mas amo dançar. No funk eu me sinto livre. Gosto de sentir essa diferença. E Ludmilla é a miha favorita. Depois que ela se assumiu, virou ídolo - diz Luana Giacomini, estudante da USP.
Iana Gonçalves, de 22 anos, virou fã da artista depois de ela encarar preconceitos para viver livremente seu amor:
A fun base das divas pops do Brasil é de mulheres hétero e homens gays. Quando ela falou que é bi, fez uma diferença enorme para as mulheres que transam mulheres. Eu comecei a seguir tudo dela depois disso. E sou apaixonada pelas duas. Amo!
Iana se diz apaixonada por Ludmilla e Brunna Foto: Extra

Bissexual, Isadora Moutinho estava no festival para prestigiar outro cantor, mas foi ao Sunset ver a diva do rebolado :
Ela precisa ser aplaudida. O que ela fez foi um empurrão para muita gente que não tinha coragem ir em frente com suas orientações.
As amigas Isabela Dusi e Bruna Magalhães elegem a nova música de Ludmilla, "Invocada", como a preferida. Isa, de 25 anos, acrescenta ainda que houve um favorecimento à visibilidade lésbica por Lud:
Entre LGBTs quem tem mais visibilidade são os homens gays - diz Dusi.
Bruna Magalhães vai além:
 As pessoas acham que as mulheres gays são mais aceitas, mas não é bem assim. Elas são mais sexualizadas, os homens desenvolvem fetiches vendo duas se beijando. Ter uma diva do funk em cima do palco se assumindo, beijando a namorada e se declarando é muito importante para a luta.
Bruna Magalhães e Isabela Dusi, moradoras de Minas Gerais Foto: Extra

 Clipping Ludmilla atrai público de mulheres lésbicas e bi: 'Faltava funk de sapatão', Extra, 05/10/2019

Conservadores franceses protestam contra reprodução assistida para lésbicas e mulheres solteiras

segunda-feira, 7 de outubro de 2019 0 comentários

Liberté, Égalité, Paternité (Liberdade, Igualdade, Paternidade)

Sete anos depois de mobilizações na França contra o casamento homossexual, pessoas contrárias à reprodução assistida de lésbicas e solteiras protestaram neste domingo (6), em Paris, para pedir aos deputados e senadores que o texto seja retirado da pauta.

Agitando bandeiras verdes e vermelhas com a inscrição “Liberdade Igualdade Paternidade”, os manifestantes começaram a caminhar por volta das 11h GMT (8h em Brasília), no sul da capital.

A multidão foi convocada por um coletivo de cerca de 20 associações, que se opõem à ampliação da reprodução assistida, uma medida emblemática do projeto de lei sobre bioética. Uma comissão especial do Senado se ocupará, a partir de 15 de outubro, deste projeto de lei.
Todos nascidos de um pai e de uma mãe, essa é a igualdade”, “Sem pai, com que direito?” são algumas das frases nos cartazes, que convocam o combate à uma “Reprodução Assistida sem pai”.
Há quase dois anos, nossas tentativas de diálogo não tiveram êxito (…) Resta apenas a rua para sermos ouvidos”, declarou a presidente do movimento católico conservador Manifestação para Todos, Ludovina de la Rochère, que também liderou a mobilização contra o casamento gay há sete anos.
Segundo a consultoria Occurence, a marcha de ontem em Paris reuniu cerca de 74.500 pessoas.

Manifestantes contrários à reprodução assistida de lésbicas e solteiras
 tomam as ruas de Paris, em 6 de outubro de 2019 - AFP

Em 2012-2013, as manifestações contra a lei que estabelecia o casamento homossexual reuniu cerca de 340.000 pessoas, de acordo com a polícia, e 1,4 milhão, segundo os organizadores.
O desenrolar e o ambiente da manifestação são tão importantes quanto sua amplitude”, afirmou Ludovine.
Christian Kersabiec, de 68 anos, que chegou de ônibus da Bretanha (oeste), defendeu que “a família com pai e mãe é um ecossistema que temos que proteger”.

Para Laetitia, de 20, “um filho é um dom, não é um direito”.
Não lutamos contra os homossexuais, não dizemos que sua vida é ruim, mas lutamos, sim, contra a legalização da reprodução assistida”, completa.
Para o diretor-geral adjunto do instituto de pesquisa Ifop, Frédéric Dabi, “é difícil antecipar o que vai acontecer, mas a opinião é muito menos crítica sobre a reprodução assistida do que sobre o casamento homossexual”.
Segundo a última enquete do instituto, realizada em setembro, uma grande maioria de franceses apoia a ampliação desse procedimento para solteiras (68%) e para lésbicas (65%) – um “nível recorde”, aponta Dabi.

O contexto político também mudou.
Em 2013, as pessoas também foram às ruas para dizer ‘não’ a François Hollande (presidente) e a uma política considerada antifamília”, lembra Dabi.
Desde então, a distância entre esquerda e direita se “enfraqueceu”, completa.

Clipping Conservadores protestam contra reprodução assistida de lésbicas e solteiras na França, Isto É, via AFP, 06/10/2019

STF decide que uniões homoafetivas devem ter acesso a políticas públicas voltadas para a família

terça-feira, 24 de setembro de 2019 0 comentários


O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que uniões homoafetivas não podem ser excluídas do conceito de entidade familiar e, portanto, devem ter acesso a políticas públicas voltadas para a família.

A decisão foi tomada depois que o PT questionou o artigo 2º da Lei 6.160/2018, que define define como entidade familiar apenas o núcleo formado a partir da união entre um homem e uma mulher por meio de casamento ou união estável.

O partido alegou que o termo violava o princípio constitucional da dignidade humana, já que exclui pessoas LGBTQ+ das políticas públicas.

Com o voto dos onze ministros, o STF excluiu do Código Civil qualquer interpretação que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como família, seguindo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva.
Quando a norma prevê a instituição de diretrizes para implantação de política pública de valorização da família no Distrito Federal, deve-se levar em consideração também aquelas entidades familiares formadas por união homoafetiva", concluiu o relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes.
Clipping STF proíbe que casais gays e lésbicos sejam excluídos de políticas públicas, Universa, 16/09/2019

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