Campeã do UFC, Amanda Nunes agradeceu à namorada e companheira de treinos, Nina Ansaroff: "Eu a amo"

segunda-feira, 11 de julho de 2016 0 comentários

Amanda Nunes é a primeira campeã abertamente lesbiana
 da história do Ultimate (Foto: Evelyn Rodrigues)

Primeira campeã gay do UFC, Amanda diz: “Incrível, sou feliz comigo mesma”
Baiana agradeceu à namorada e companheira de treinos, Nina Ansaroff: "Eu a amo"

Amanda Nunes fez história duplamente no UFC 200, que aconteceu neste sábado, em Las Vegas (EUA). Ao finalizar Miesha Tatecom um mata-leão no primeiro round, a baiana tornou-se a primeira campeã brasileira da história da organização, e, também, a primeira lutadora assumidamente gay a faturar um cinturão. 

Na coletiva pós-luta, a brasileira mostrou orgulho de sua sexualidade e agradeceu à sua namorada, Nina Ansaroff, companheira de American Top Team e lutadora da categoria peso-palha do Ultimate.
É incrível (ser a primeira campeã gay), sou feliz comigo mesma. É isso o que importa. Nina é a melhor parceira de treinos da minha vida. Ela vai ser a próxima campeã dos palhas, podem ter certeza. Ela tem muito talento e significa tudo para mim. Me ajuda demais. Eu a amo. 
Amanda disse ainda que sua estratégia contra Miesha era esperar o momento certo de atacar. Conhecida pela queda de ritmo no decorrer dos rounds, ela afirmou também que seguiria bem caso o duelo passasse do primeiro assalto. 
Meu plano era trabalhar minha paciência. Meu camp foi todo trabalhado nisso. Eu sabia que tinha tudo para vencê-la. Eu só precisava esperar pelo momento certo, e fiz isso essa noite. (...) Eu estava muito pronta para essa luta. Depois que passasse do primeiro round eu seguiria forte. Com certeza eu entraria forte no segundo assalto. voltar a vegas foi incrível, fui aclamada.
A baiana também foi perguntada sobre um possível duelo com Ronda Rousey no UFC de Nova York, que acontece no dia 12 de novembro, mas evitou mostrar preferência por uma adversária. Ela, que estava com uma bolsa de gelo em uma das mãos na coletiva, também afastou a probabilidade de uma lesão.
Eu sou a campeã. Quem o Dana quiser botar na minha frente, vou aceitar. Vou aproveitar esse momento de campeã, voltar para a academia e me preparar para a próxima. (...) Machuquei a mão, mas acho que não é nada sério. Vou no médico para ver. Foi no primeiro direto que eu acertei nela. Eu não senti na hora, mas depois eu senti uma dorzinha. Coloquei no gelo, mas acho que está tudo bem.
Fonte: Combate, Por Evelyn Rodrigues, Marcelo Barone e Marcelo Russio, 10/07/2016

Primeiro-ministro canadense Justin Trudeau participou da parada LGBT de Toronto

quarta-feira, 6 de julho de 2016 0 comentários

Primeiro-ministro canadense Justin Trudeau participou da parada (Foto: Associated Press)

Parada Gay canadense tem presença de primeiro-ministro pela 1ª vez

Justin Trudeau participou da marcha que levou mais de 1 milhão às ruas. Ele carregou a bandeira do movimento e dançou música de Lady Gaga.

Pela primeira vez na história, um primeiro-ministro canadense em exercício apareceu e participou da marcha do Dia do Orgulho Gay, em Toronto, na qual participaram mais de 1 milhão de pessoas neste domingo (3).

O evento, considerado um dos maiores do mundo e a mais importante do continente americano, começou com um minuto de silêncio em memória das vítimas do massacre da boate gay Pulse, em Orlando (EUA).

Antes de participar da passeata, Justin Trudeau esteve em uma cerimônia religiosa organizada pelo reverendo Brent Hawkes, um dos mais conhecidos ativistas em favor dos direitos da comunidade LGBT do Canadá.

Trudeau participou do ofício junto com a primeira-ministra de Ontário, Kathleen Wynne, a primeira governante da principal província canadense a se declarar abertamente lésbica; o ministro das Finanças do Canadá, Bill Morneau, e o prefeito de Toronto, John Tory.

Logo no início do ofício religioso, Trudeau, Kathleen, Morneau e Tory se levantaram de seus lugares para dançar 'Born This Way', de Lady Gaga, que tocava no evento.

Fonte: G1, 03/07/2016

Não pise em mim: comunidade LGBT se arma após ataque em Orlando

terça-feira, 5 de julho de 2016 0 comentários


Clubes de armas LGBT dobram de tamanho após ataque em Orlando

O número de membros de um clube de armas LGBT americano mais que dobrou depois que um homem abriu fogo na boate gay Pulse, em Orlando, provocando a morte de 49 pessoas.

Segundo Matt Schlentz, presidente da organização Pink Pistols (pistolas rosas, em inglês) no Estado americano de Utah, a entidade passou de 1.500 a 4.000 membros desde o massacre feito por Omar Mateen em 12 de junho.
É muito triste que algo deste tamanho tenha que ter acontecido para que eles percebessem essa necessidade para nossa comunidade", afirmou, em entrevista ao jornal local "Salt Lake Tribune".
Mas a realidade é que nós ainda continuamos sendo atacador por beijar nossos parceiros ou andar de mãos dadas em público. Nós temos nossas janelas quebradas por ter um adesivo pela diversidade."
Schlentz tem fuzis similares ao AR-15 usado por Mateen, e disse que têm reações paradoxais das pessoas quando elas ficam sabendo que ele é um defensor do direito ao porte de armas.
Obviamente, como gay, eu tenho que ter algumas posições liberais*, mas neste ponto sou muito conservador. A realidade é que o mundo é um lugar violento, terrível e assustador e as pessoas sim querem me ferir porque amo uma pessoa do mesmo sexo que eu."
O Pink Pistols nasceu em 2000 em resposta a uma série de incidentes violentos contra homossexuais, incluindo a morte do estudante gay Matthew Shepard no Estado americano de Wyoming.

Algumas de suas primeiras frases de protesto eram "As bichas revidam" e "Escolha alguém do seu calibre". O grupo Stonewall Shooting Sports of Utah é outro grupo pró-armas LGBT.
Da mesma forma que o atentado de Orlando foi horrível, como se isso tenha sido um grande motivo para que as pessoas abrissem os olhos e vissem que o mundo não é um lugar perfeito, principalmente para um grupo em risco de sofrer este tipo de violência", disse Scott Mogilefsky, presidente do grupo e veterano do Exército.
De acordo com ele, sua organização também recebeu novos membros após Orlando.
Os seguranças deveriam ser armados em todas as boates gays e todos os empregados deveriam fazer um curso defensivo de tiro uma vez por ano. Se você pensa em grupos supremacistas, um bar gay é um alvo fácil. E o atirador sabe disso. É muito fácil."
Tradução de DIEGO ZERBATO

* N.E. Nos EUA, "liberal" é o que chamamos de progressista, esquerda social-democrata, e conservador, todos que não se encaixam nesse perfil. Não tem a ver com a doutrina política e econômica do liberalismo como a conhecemos na América Latina e na Europa.

Proposta brasileira para investigar crimes contra homossexuais é aprovada na ONU

segunda-feira, 4 de julho de 2016 0 comentários



ONU aprova proposta do Brasil para investigar crimes contra homossexuais

Resolução teve forte rejeição de governos muçulmanos e foi aprovada depois de intenso debate; um relator independente para monitorar violações e denunciar a discriminação será eleito

A ONU aprovou uma proposta brasileira criando um cargo permanente para investigar violações contra homossexuais pelo mundo. A resolução foi votada nesta quinta-feira, 30, no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, gerando uma troca de acusações entre governos, semanas depois de um massacre contra a comunidade LGBT nos EUA. 

Pela proposta, o Conselho irá escolher um relator independente para monitorar violações e denunciar a discriminação. Um nome ainda não foi escolhido. Mas seu mandato inicial seria de três anos. 

O debate, que durou quatro horas e chegou a sair da tradicional linha diplomática, foi concluído com 23 países votando a favor do texto, 18 contra e 6 abstenções. O Conselho conta com 47 membros. 

Segundo o governo brasileiro, a iniciativa tem como meta "promover o diálogo para colocar fim à violência e discriminação com base na orientação sexual". Ao apelar para que governos votassem pela aprovação do texto, o Itamaraty insistiu que "ninguém deveria ser abandonado" na defesa de seus direitos.

O governo do México alertou que "milhares de pessoas" estavam expostas à violência em razão de sua orientação sexual. "Vamos lembrar Orlando e dar esperança para milhares de pessoas", disse o embaixador mexicano, Jorge Lomónaco, sobre o massacre contra 49 pessoas em um local frequentado pela comunidade LGBT nos EUA.

Se a proposta foi amplamente apoiada por governos europeus e EUA, ela recebeu duras críticas da Rússia, africanos, muçulmanos e China. Índia e África do Sul, para a surpresa de muitos, optaram pela abstenção. 

Num ataque direto a esse grupo, o embaixador do Reino Unido, Julian Braithwaite, lembrou aos delegados o fato de que, naquela mesma sala de votação, gays estavam presentes.
Isso afeta pessoas nesta sala e pessoas que, em minha equipe, são gays", disse. "Vocês estão dizendo que não é um problema discriminá-los? Matá-los e torturá-lo?", questionou.
Falando em nome da Organização da Cooperação Islâmica, o Paquistão condenou a criação de um relator na ONU para investigar esses crimes. Segundo ele, a resolução "promove certas noções, conceitos e estilos de vida em que não existe consenso". 

A Nigéria acusou os governos que apresentaram a proposta de estarem "dividindo" a comunidade internacional e insistiu que não existe "definição do que é orientação sexual". 

O embaixador saudita, Faisal Trad, chegou a tentar evitar até mesmo que a votação ocorresse.
Isso é uma imposição de ideias e abrirá uma Caixa da Pandora", disse. "Não vamos aceitar leis feitas pelo homem contra as leis divinas" , atacou. Para ele, ao aprovar tal texto, a ONU estaria "interferindo em estados soberanos".
Para o Catar, "algumas práticas não são aceitas por todos". Já Moscou acusou a iniciativa de ser um desperdício de dinheiro.
Isso se trata da vida privada das pessoas e não precisa de um sistema de proteção particular", completou o Kremlim.
Fonte: Estado de SP, Jamil Chade, 30/06/2016

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