Casal de mulheres se casa no Rock in Rio

segunda-feira, 28 de setembro de 2015 0 comentários

Naira Fernandes e Mayara Monteiro

Rock in Rio celebra seu primeiro casamento gay com entrada sertaneja
As duas noivas chegaram para a cerimônia ao som da música Duas metades, da dupla Jorge e Mateus

Uma pequena multidão se aglomerou em frente à capela do Rock in Rio no fim da tarde deste sábado. A curiosidade foi, inicialmente, atraída pela dupla de cantores clássicos, que entoava canções do rock, embalados pela melodia do violino, violoncelo e teclado. Após terminadas as faixas Crazy Little Thing Called Love, do Queen, e All You Need is Love, dos Beatles, deu-se início a uma faixa inusitada: Duas Metades, da dupla sertaneja Jorge e Mateus. A canção foi a eleita para a entrada de Mayara Monteiro e Naira Fernandes, primeiro casal de mulheres a se unir em uma cerimônia no festival de música carioca.

Vestidas de branco, Naira com um longo em camadas e véu, e Mayara com um look curto e coroa de flores, subiram ao altar ouvindo os gritos de seus novos fãs ao fundo. Foi então a vez da juíza de paz Maria Vitória Riera fazer seu longo discurso, em que engrandeceu a felicidade do momento.
Temos aqui duas jovens que não vivem sem a outra. Estão formando uma família", disse a juíza, ovacionada pela plateia.
Maria Vitória chegou a pedir silêncio dos observadores, afinal, tratava-se de um ato jurídico, que requer reverência. Mas a solicitação foi respeitada por poucos minutos, antes de novos gritos, assovios e aplausos serem ouvidos. 
Elas se conheceram em um show. Ficaram amigas. Mas tudo tem seu tempo certo. A felicidade, quando é para nós, sempre chega", disse a juíza, arrancando lágrimas ao redor.
Ao som instrumental da canção Love of My Life, de Queen, as duas trocaram votos. Naira garantiu que já tinha escrito seus juramentos há muito tempo, desde que descobriu que queria se casar com a namorada. "Nossa vida como toda trilha sonora teve momentos tristes e felizes. Disseram que nossa união não seria possível. Estamos aqui pra provar que o amor é maior", disse Mayara.

A juíza separou um momento místico no final, em que pediu trinta segundos por uma corrente positiva, para mentalizar a felicidade das moças, que estão juntas há três anos e meio. Por fim, as noivas precisaram encarar os muitos flashes vindo dos fotógrafos profissionais, da imprensa e de celulares da plateia, enquanto os cantores entoavam ao fundo Ed Sheeran e seu romântico hit Thinking Out Loud.

A multidão voltou a se aglomerar quando as noivas se posicionaram para jogar os buquês. Afinal, com dois ramalhetes de flores em mão, dobraram as chances dos próximos enamorados presentes em alcançar a sorte da crendice popular.

Fonte: Veja, Por Raquel Carneiro, da Cidade do Rock, 26/09/2015

Comissão especial da Câmara aprovou definição de família apenas como união entre homem e mulher

sexta-feira, 25 de setembro de 2015 0 comentários

Manifestantes protestaram contra o texto aprovado pela comissão do Estatuto da Família

Comissão aprova definição de família como união entre homem e mulher
Em sessão tumultuada, deputados aprovaram o chamado Estatuto da Família. Texto-base ainda pode ser modificado por destaques em nova sessão.

Em reunião tumultuada, a comissão especial que discute o Estatuto da Família na Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (24) o texto principal do projeto, que define família como a união entre homem e mulher. A comissão aprovou o relatório por 17 votos favoráveis e 5 contrários, mas quatro destaques ao texto ainda precisam ser aprovados.

Os deputados chegaram a iniciar a discussão dos destaques, mas as votações no plenário, presididas por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram iniciadas.

De acordo com o regimento interno da Casa, nenhuma comissão pode votar projetos e destaques simultaneamente ao plenário. Assim, os destaques devem ser apreciados em uma próxima reunião.

Trâmite
Após a conclusão da votação, a regra é que o projeto siga para o Senado sem necessidade de ser votado pelo plenário da Câmara. Deputados podem, entretanto, apresentar recurso para pedir que o texto seja votado pelo plenário antes de ir para o Senado. A deputada Érika Kokay (PT-DF), contrária ao projeto, já adiantou que fará isso.

Após o fim da reunião que aprovou o Estatuto da Família, deputados favoráveis à definição de família como união heterossexual se reuniram para uma fotografia e comemoraram a aprovação do projeto.

O parecer do relator do projeto de lei que cria o Estatuto da Família, deputado federal Diego Garcia (PHS-PR), define a família como a união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos.

O texto dispõe sobre os direitos da família e as diretrizes das políticas públicas voltadas para atender a entidade familiar em áreas como saúde, segurança e educação. De autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), a proposta tramita na casa desde 2013.

Discussão
Logo no início da sessão, antes mesmo de os parlamentares começarem a discutir o texto do projeto, a deputada Érika Kokay (PT-DF) afirmou que o projeto "institucionaliza o preconceito e a discriminação".

O deputado Takayama (PSC-PR) interrompeu a deputada e gritou que "homem com homem não gera" e "mulher com mulher não gera". Em seguida, manifestantes contrários ao projeto rebateram: "não gera, mas cria".

Mais tarde, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou o texto do relator. Ela disse que "dá nojo" ler o texto e afirmou que o deputado usou apenas preceitos religiosos em seu relatório. "O seu parecer é péssimo. E acho que a Câmara dos Deputados é melhor do que isso", afirmou.

O deputado Bacelar (PTN-BA) defendeu que os homossexuais têm direito de receber igual proteção às famílias compostas por casais heterossexuais.
Que país é este? Que sociedade é esta que estamos construindo? Seria mais fácil, talvez, substituir a Constituição pela Bíblia", ironizou.
O texto, segundo Bacelar, representa um retrocesso para a sociedade brasileira.
[O projeto] está excluindo, punindo e discriminando a família formada por um casal homoafetivo. Está fomentando a intolerância. É isso o resultado desse projeto de lei", disse.
Por outro lado, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) defendeu o projeto do Estatuto da Família. 
Queremos que todas as pessoas homossexuais tenham seus direitos garantidos, mas a Constituição disse que a família merece uma especial proteção, porque é base da sociedade", disse.
O deputado Elizeu Dionizio (SD-MS) também defendeu o texto de Diego Garcia e disse que, mesmo com as tentativas de adiar a votação, os defensores do projeto sairiam vitoriosos na reunião desta quinta.

Adiamento

Deputados contrários ao texto do Estatuto da Família apresentaram requerimentos para adiar a apreciação do texto, mas eles não foram aprovados.

Um desses parlamentares foi o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que apresentou requerimento de adiamento da votação por cinco sessões.

Braga acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de atrasar o início da sessão no plenário para que a votação sobre o Estatuto da Família acontecesse ainda nesta quinta na comissão. A partir do momento em que a ordem do dia tem início no plenário da Casa, as comissões não podem mais realizar votações.

O primeiro vice-presidente da comissão que debate o Estatuto da Família é o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), conhecido por seu conservadorismo e por defender a “cura gay”. Ele chegou a presidir a reunião desta quinta. O presidente da comissão é o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD/RJ).

Fonte: G1, por Laís Alegretti e Letícia de Oliveira; e JB, 24/09/2015

Obama nomeou gay assumido para posto de secretário do Exército dos Estados Unidos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015 0 comentários

Obama nomeia primeiro gay assumido à frente do Exército americano

Eric Fanning deverá se tornar primeiro homossexual assumido a ocupar um alto cargo do Pentágono. Decisão de Obama marca fim da política de "Não pergunte, não diga" e depende de aprovação do Senado americano.

Pela primeira vez, um gay assumido deverá gerir o Exército dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (18/09), o presidente americano, Barack Obama, nomeou Eric Fanning para o posto de secretário do Exército dos Estados Unidos. Até agora, ele ocupava o cargo de subsecretário da pasta.

O Senado americano ainda precisa aprovar o nome de Fanning. Se esse for o caso, ele será o primeiro gay a chefiar uma das Forças Armadas do país e a assumir abertamente a sua sexualidade.

Até quatro anos atrás, gays e lésbicas ainda tinham que ocultar a sua orientação sexual nas Forças Armadas americanas. Em dezembro de 2010, Barack Obama aboliu a diretriz Don't ask, don't tell ("Não pergunte, não diga") que o Departamento de Defesa estabelecia para os militares do país.

Ao nomear Eric K. Fanning para o cargo de secretário do Exército, Obama elogiou a sua longa experiência, como também a habilidade "excepcional de liderança" de Fanning. A decisão foi apoiada pelo secretário de Defesa americano, Ashton Carter, como também por diversos grupos de direitos humanos e associações de defesa dos direitos homossexuais.

Fanning, de 47 anos, estudou no renomado Dartmouth College e fez uma carreira de sucesso no Pentágono e no Congresso. Sua nomeação já era esperada. Entre outros, ele trabalhou como assistente e chefe de gabinete do secretário Carter. Ele também participou da diretoria do Gay & Lesbian Victory Fund, instituição dedicada a aumentar o número de autoridades abertamente LGBT na vida política americana.

Fonte: Terra, via Deutsche Welle, 19/09/2015

Úrsula e Duda são o casal de mulheres bem resolvido da novela "A Regra do Jogo"

quarta-feira, 23 de setembro de 2015 0 comentários

Júlia Rabello e Giselle Batista entram em 'A Regra do Jogo' como o casal Úrsula e Duda
(Foto: Artur Meninea/ Gshow)

Júlia Rabello e Giselle Batista se identificam com casal gay de 'A Regra do Jogo': 'Parte do dia a dia'
Atrizes revelam quem são Úrsula e Duda, duas mulheres muito bem resolvidas, e loira afirma: 'A sexualidade do personagem é apenas um detalhe'

Os últimos capítulos de A Regra do Jogo trouxeram a entrada de Júlia Rabello e Giselle Batista na semana passada. Elas têm uma relação homossexual na trama e comemoram o fato de o casal ser bem resolvido. Pela primeira vez caracterizadas, elas mostram o visual de Úrsula e Duda.
Isso mostra como a gente tem tratado muito mais desse assunto hoje, que é algo real e faz parte do dia a dia. Antigamente, isso não acontecia. Eu acredito que a sexualidade do personagem é apenas um detalhe, assim como a cor do cabelo, por exemplo", afirma Júlia, que estreia em novelas como a tatuadora Úrsula. Na vida real, atriz é casada com o também ator Marcos Veras.
Na trama de João Emanuel Carneiro, ela se envolve com Duda, papel de Giselle, que explica a relação das duas:
É a primeira relação homossexual da minha personagem, mas pelo que o texto indica, a Úrsula é muito bem resolvida com relação à sua sexualidade. A Duda não tem preconceito, se permitiu, se apaixonou por uma mulher e resolveu ficar junto".
Apesar de ser seu primeiro papel gay, a atriz encara o desafio com naturalidade e garante que a vida é o melhor laboratório: 
O universo dela não é distante do meu, é aqui. Não preciso procurar. É o mesmo tipo de ambiente, de pessoas, de amigos", garante Giselle.
Na trama, elas vivem um casal de mulheres muito bem resolvido. A loira, tatuadora, é filha de
Feliciano, e vai morar na casa do pai com a namorada morena (Foto: Artur Meninea/ Gshow)

Na novela, o casal se muda para o Rio, diretamente para a casa do pai da loira, seu Feliciano, interpretado por Marcos Caruso. As duas deixam São Paulo, onde se conheceram e, segundo Giselle, se apaixonaram.
A Duda foi no estúdio de tatuagem que a Úrsula trabalhava para cobrir um desenho antigo e elas acabaram se conhecendo. Até então, a Duda só tinha namorado homens".
Durante sua preparação para viver a tatuadora, Júlia conheceu profissionais e visitou estúdios. Apesar do universo ser diferente do seu, com palco e câmeras, a atriz destaca as semelhanças: 
O que é interessante é a paixão que os tatuadores têm pelo desenho. É muito semelhante à que nós, atores, temos pelo nosso trabalho. Eu conversei com muitos e todos me disseram que quando saem do estúdio, continuam desenhando. E eu me identifiquei com isso".
Apesar de nunca terem trabalhado juntas, as atrizes já tinham se cruzado em outros momentos, e Giselle comemora a parceria com a nova companheira de cena: 
Conheço a Júlia da vida, de amigos em comum, conheço o trabalho dela. Já batemos uma bola, a gente se fala direto, recebemos os textos e estudamos juntas. Tenho certeza que vai ser uma troca muito bacana".

Fonte: GShow, 16/09/2015

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