Retrospectiva 2014: Tragédia adolescente: duas prováveis namoradas se jogaram da Ponte Internacional da Amizade

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 3 comentários

Garotas foram fotografadas
 antes de jogar-se da ponte
Na manhã da quarta-feira do dia 25 de junho de 2014, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu informações de que duas adolescentes haviam se jogado da Ponte Internacional da Amizade. 

Equipes da marinha paraguaia foram acionadas para iniciar buscas no Rio Paraná. O Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu também foi chamado para procurar as jovens do lado brasileiro do rio.

Segundo o chefe da Direção Turística da Cidade del Este, Victor Acosta, as jovens eram as paraguaias Liz Mabel Bogado Benítez y Elida Rolón, de aproximadamente 16 anos, que pularam da ponte do lado pertencente ao país vizinho. 

Foi a mãe de uma das jovens quem procurou as autoridades para denunciar o desaparecimento da filha que não compareceu ao colégio. O suicídio ocorreu às 08:30 da quarta-feira. Ambas ficaram abraçadas de forma chamativa no meio da ponte e repentinamente decidiram se lançar. Inclusive, transeuntes tiraram fotos das duas antes que se jogassem da ponte. Outros tentaram demovê-las do intuito de matar-se.

O bilhete, encontrado no local do duplo suicídio, indica um possível relacionamento amoroso entre as garotas. Um fragmento do bilhete diz textualmente: "Não me importa que esteja distante de mim. Nem a distância permitirá que deixe de lhe amar".


Considerando as características do caso e o fato de que adolescentes homossexuais têm maior taxa de risco de suicídio do que heterorossexuais, por sofrerem discriminação na escola e falta de apoio familiar, o trágico desfecho pode ter sido sim mais um produto do heterossexismo institucional.

Com informações de HOY e Portal Cambé

Retrospectiva 2014: Revista Cosmopolitan (NOVA no Brasil) lançou um guia sexual para mulheres lesbianas

terça-feira, 13 de janeiro de 2015 0 comentários


Revista publica guia ilustrado de posições sexuais para lésbicas

Versão norte-americana da Cosmopolitan quebra tabu ao exibir passo a passo de 28 formas de se relacionar entre mulheres
A revista feminina Cosmopolitan (em versão brasileira, trata-se da revista NOVA), publicação especializada em saúde, beleza, moda e, principalmente, sexo, quebrou um tabu na sua versão norte-americana ao publicar um manual ilustrado voltado para relações entre mulheres. Intitulado "28 posições lésbicas alucinantes", o guia contém ilustrações e passo a passo de cada método para "lésbicas, bissexuais, pansexuais — todas as mulheres que amam mulheres na multidão".

As ilustrações de Jenny Yuen exibem desde posições tradicionais para sexo até sugestões com o uso de adereços e objetos, como algemas e cinta com pênis, indicando ainda o grau de dificuldade para cada exemplo. Com um tom divertido, as posições receberam nomes como "desafiando a gravidade", "mastro erótico", "triângulo das bermudas" e "aranha sexy".

A Cosmopolitan é uma das revistas femininas mais tradicionais e importantes em circulação nos Estados Unidos lançada em 1886 por Schlicht & Field. Conta atualmente com uma rede internacional de cerca de 50 publicações em diversos países, incluindo o Brasil, onde licencia a Nova.


Não é a primeira vez que a revista publica assuntos para o público LGBT. A Cosmopolitam costuma trazer artigos e matérias dirigidas a gays e transexuais, o que demonstra mudança na linha editorial da revista e abertura para um mercado disposto a consumir esse tipo de conteúdo.

Em artigo publicado no site Colherada Virtual, Anna Carolina Lementy elogiou a iniciativa como "uma nova era das revistas femininas", embora não descarte que a iniciativa pode se tratar de uma "jogada de marketing".


— Mas o fato é que a Cosmopolitan parece estar pensando sobre essas questões também. Ainda não há um sinal claro de que as pautas machistas estejam chegando ao fim, mas a revista parou de ignorar que existem mulheres que não pensam em homens e seus pênis. Elas gostam de mulheres e vaginas — escreveu.

Fonte: ZH, Vida e Estilo, 01/08/2014; As 28 posições da Cosmo (28 Mind-Blowing Lesbian Sex Positions) e mais 50 posições do site Pasionis.

Ver também Gozai muitíssimo!! Entrevista com uma butch descolada | Um Outro Olhar
Outras Sexualidades: BDSM entre lésbicas | Um Outro Olhar

Publicado originalmente em 04/08/14


Retrospectiva 2014: Na eterna disputa entre conservadores e socialistas, desta vez, Jean Wyllys ganhou a parada

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 1 comentários

Jean Wyllys e Rodrigo Constantino














No artigo abaixo de O GLOBO (07/03/2014), o deputado federal do PSOL, Jean Wyllys, contestou apropriadamente o texto Tudo pela Narrativa do economista Rodrigo Constantino, também atual colunista da VEJA e recém-convertido ao conservadorismo. No citado texto, Constantino, apelidado por outros liberais (de verdade) de neoconstantino ou neoconservantino, exercita mais uma vez sua cisma com os movimentos sociais em geral, misturando, como de praxe fazem os conservadores, alhos com bugalhos e inclusive mentindo descaradamente.

Nunca houve silêncio ensurdecedor do movimento LGBT sobre a homofobia na África nem do movimento feminista sobre a situação das mulheres nos países islâmicos. Também é fato que a homofobia estatal que hoje predomina no continente africano se origina da expansão do fundamentalismo evangélico na região. E contra fatos não há argumentos.

Wyllys também costuma às vezes tentar encaixar a realidade em sua moldura ideológica (vide sua declaração infame de que os médicos cubanos trazidos ao Brasil não estão em situação de semi-escravidão), mas na resposta ao, também muitas vezes cego pela ideologia, sr. Constantino, desta vez, saiu-se melhor. E se saiu melhor exatamente porque se pautou pelos fatos em sua resposta. O movimento gay não é de esquerda nem de direita, nem os direitos humanos, nem os homossexuais. Há gays e lésbicas (e heterossexuais) de todas as ideologias, religiões, cores, etc. Felizmente, diga-se de passagem.

Míriam Martinho

Desonestidade intelectual
O movimento gay não é de esquerda nem de direita, nem os direitos humanos, nem os homossexuais. Há gays e lésbicas (e heterossexuais) de todas as ideologias, religiões, cores

Jean Wyllys

Em espaço no GLOBO, um colunista que diz que o caviar é de esquerda afirmou que o movimento gay não fala da lei homofóbica de Uganda. Lembremos: ela impõe pena de prisão perpétua para quem “introduzir o pênis no ânus ou na boca de outra pessoa do mesmo sexo” e também condena os heterossexuais que tiverem um conhecido gay e não o denunciarem. Segundo ele, isso ocorre porque o movimento gay é de esquerda e a esquerda não critica os africanos (?!).

O bizarro raciocínio é que “condenar os africanos pela homofobia não ajuda na narrativa de minorias vítimas do ‘imperialista’ branco do Ocidente”, já que a homofobia seria um traço cultural desses povos (?!); e criticá-la iria contra o multiculturalismo, que ele associa à esquerda e opõe ao liberalismo e, portanto, aos gays.

O colunista diz ainda que não me pronunciei sobre a lei de Uganda e acrescenta que as feministas não denunciam a opressão contra as mulheres nos países islâmicos, já que os multiculturalistas “defendem atrocidades em culturas diferentes para negar a superioridade ocidental”, e que, para nós (gays, multiculturalistas, esquerdistas, tudo junto e misturado), toda narrativa deve servir para “pintar o homem branco judeu ou cristão como o maior vilão”.

São tantos equívocos juntos que dá preguiça responder, mas vamos lá:

1 - O movimento gay não é de esquerda nem de direita, nem os direitos humanos, nem os homossexuais. Há gays e lésbicas (e heterossexuais) de todas as ideologias, religiões, cores e preferências musicais; e existem, no mundo inteiro, movimentos LGBT com as mais diversas identidades políticas;

2 - Desde que o projeto de lei do deputado ugandense David Bahati começou a ser tramitado, em 2009, organizações LGBT do mundo inteiro vêm realizando uma campanha internacional para denunciá-lo, e, desde que a lei foi promulgada pelo presidente Museveni, essa campanha se intensificou. Por exemplo, a organização All Out já recolheu mais de 300 mil assinaturas contra a lei;

3 - Claro que já me pronunciei sobre o assunto! Como me pronunciei também no caso da lei homofóbica russa, aliás;

4 - A lei de Uganda, como outras dos 38 países da África que criminalizam a homossexualidade, não provém de nenhum traço cultural africano, mas da herança colonial (a primeira norma antigay de Uganda copiava o artigo 377 do Código Penal da Índia, introduzido pelo Império Britânico: foram os britânicos que levaram as leis “antissodomia” às colônias) e, mais recentemente, da ação das igrejas evangélicas fundamentalistas dos EUA, que investem milhões de dólares para espalhar a homofobia na África e financiar as campanhas dos políticos homofóbicos (assistam ao documentário “God loves Uganda!”). E até onde sabemos, o império britânico e as igrejas evangélicas americanas fazem parte do Ocidente.

5 - Claro que muitos ativistas gays e feministas, eu inclusive, denunciamos a opressão contra mulheres e homossexuais nos regimes islâmicos! Isso não tem nada a ver com esquerda e direita! Será que o colunista pensa que a ditadura iraniana é socialista?;

6 - Já que o colunista diz que nós (gays, multiculturalistas e esquerdistas) somos contra o “homem branco judeu” (?!), recomendo-lhe ler minha última coluna na revista “Carta Capital”, onde falo do antissemitismo e da homofobia do chavismo — porque o preconceito também não é de esquerda nem de direita.

Mas a desonestidade intelectual virou tática desse colunista.

Fonte: O Globo, 07/03/2014

Publicado originalmente em 10/03/14

Retrospectiva 2014: Na novela Em Família, Marina (Tainá Müller) e Clara (Giovanna Antonelli), entre declarações de amor e idas e vindas

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015 0 comentários

Retrospectiva 2014

As postagens sobre a novela Em Família foram hits de acesso em 2014. Nos próximos dias, vamos revê-las e a outras postagens bem populares da Um Outro Olhar no ano passado.



Giovanna Antonelli se destaca na novela "Em Família"

Clara da novela "Em família", diz que o público está dividido entre Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Müller)

Giovanna Antonelli, a Clara da novela "Em família", diz que o público está dividido entre Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Müller). Na trama de Manoel Carlos, a personagem passa por problemas no casamento e começa a se interessar pela amiga fotógrafa.

- Acho uma delícia os debates nas redes sociais. Eles são um bom termômetro para o nosso trabalho. Acho que a torcida está bem dividida, viu? Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos - afirma.

A atriz diz não ter acompanhado a novela "Amor à vida", que mostrou o beijo gay entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso), mas ficou feliz com a repercussão:

- Foi fruto de um grande trabalho dos atores. Como atriz, senti admiração. Como cidadã, acho que o amor é um sentimento muito nobre e deve ser sempre mostrado. Independentemente da opção sexual de cada um. Boas histórias são sempre bem-vindas.

Perguntada se já teve uma conversa com o filho Pietro, de 8 anos (do casamento com Murilo Benício), sobre homossexualidade, Giovanna diz que não costuma "adiantar assuntos" em casa. A atriz também é mãe das gêmeas Antônia e Sofia, de 3 anos.

- Não levanto questões. Respondo, converso e tiro dúvidas quando existe o conflito real.

Fonte: O Globo, Patrícia Kogut, 14/03/2014

Marina se declara para Clara e elas resolvem se afastar

Marina (Tainá Müller) finalmente terá coragaem para se declarar a Clara (Giovanna Antonelli) nos próximos capítulos de Em Família.

Conforme dialógo postado pela colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, Marina acredita não ter chances com Clara e resolve contar o que sente, mas também se afastar da assistente.

Após um atraso de Clara no trabalho, Marina chama ela para conversar. Clara acredita que ouvirá uma demissão, mas a fotógrafa deixará claro que o assunto que quer falar é outro:

"Preciso falar da admiração que tenho por você. Desde a primeira vez em que te vi, fiquei fascinada por você. E só porque você é assim, leve, sincera, doce, iluminada. Quero que você saiba que foram todas as nossas diferenças que me aproximaram de você. Como um imã", dirá Marina.

Clara concordará que a ligação entre elas foi imediata e tenta argumentar falando da amizade que sente.

A fotógrafa insistirá que elas sentem algo mais forte uma pela outras. "Tudo que não temos falado verbalmente esse tempo todo, temos trocado em emoção, em intenção, em olhares... quase em telepatia. Você sabe bem, Clara", dirá Marina.

Clara tenta justificar dizendo que não sabe o que sente: "Sei. Quer dizer... não sei bem. Mas também não sei como lidar com isso. Que pode ser, sei lá, uma dúvida minha também, entende?".

"Por isso é que estou falando por nós duas", diz a fotógrafa que revela: "Não posso, não consigo mais conviver com a presença da ausência do seu amor, Clara".

"Então estamos mesmo falando de amor. É isso?", questiona a dona de casa.

"Você sabe que sim. E, para o nosso bem, precisamos nos afastar. Quero que você continue trabalhando aqui porque te acho realmente uma promessa. Mas, por uma questão de sobrevivência minha, estou, digamos assim, te demitindo do meu coração" encerrará Marina, deixando a amiga chocada.

Em casa, depois de refletir sobre a confissão de Marina, Clara volta à casa da fotógrafa e pede demissão. "Matutei muito sobre o que você falou comigo sobre a nossa situação. Não me saiu da cabeça daquele momento até hoje. Até agora. Principalmente as palavras finais. Você disse: "Para o nosso bem, precisamos nos afastar". Essa frase e outras que ainda vou lhe dizer martelam na minha cabeça, no meu coração, desde o momento em que ouvi você dizer", dirá Clara.

"Não estou fechando a porta entre nós duas. Apenas encostando. Mas tenho que dizer", dirá Clara, deixando Marina ansiosa. "Você falou: "Por uma questão de sobrevivência minha, estou te demitindo do meu coração". Eu vim para acrescentar que não posso concordar em insistir com a minha presença e com isso impedir a sua sobrevivência. E sou eu, então, que me demito de continuar vindo aqui. Se precisamos nos afastar, que seja um afastamento radical para que a gente sofra menos", encerra a dona de casa, tentando evitar que Marina sofra com a sua presença.

Marina e Clara se abraçarão e chorarão juntas até Clara ir embora depressa, para evitar mais sofrimento com a despedida.

Fonte: A Tarde, 14/03/2014

"Em Família", Clara diz estar apaixonada por Marina e fotógrafa se declara

Nos próximos capítulos de "Em Família", Clara (Giovanna Antonelli)assume estar apaixonada por Marina (Tainá Müller) e se declara. A informação foi divulgada no jornal "Extra", que faz parte das Organizações Globo. A cena deve ir ao ar no dia 20 de março.

Clara confessa a Juliana (Vanessa Gerbelli) que gosta da fotógrafa e pergunta se a tia já foi cantada por uma mulher. "Tem alguma atrás de você?", questiona Juliana.

"É complicado. A gente sente uma atração, uma pela outra. Como está na moda dizer: temos química. De primeiro a gente falava que eram afinidades. Agora é química", assume a dona de casa. Clara diz que está dividida entre Marina e Cadu (Reynaldo Gianecchini). "Se fosse um homem, podia fazer dele meu amante. Me dividia entre os dois, como tantas mulheres fazem. Mas como ser casada com homem e ter amante mulher?", se indaga.

Após se separar de Nando (Leonardo Medeiros), Juliana concorda que é um assunto delicado. "Acho mais fácil um homem ser bissexual do que uma mulher. Não sei, não sei, pode ser preconceito meu. Na verdade, o que eu acho é que eu só entraria numa aventura dessas se não amasse o meu marido como eu amo. Ou se amasse essa mulher mais do que amo o meu marido. Entende?", diz Clara.

Durante o papo, Marina liga algumas vezes, mas Clara não atende. A fotógrafa vai até a casa da amada. Marina e Clara se abraçam. "Estava com muita saudade", afirma Clara. "Mas muito bandida, não me ligou e nem atendeu minhas ligações", diz Marina.

Clara inventa que o telefone está com problemas, mas Marina percebe a mentira. "Você não sabe mentir. É uma das suas qualidades: é transparente. Foi por essa transparência que eu também me encantei logo que nos conhecemos", diz a fotógrafa.

A fotógrafa pergunta por que ela não quis atender. "Vontade eu tive, sim, juro. Mas achei que não devia. Falamos em dar um tempo e o tempo não passa", explica Clara. "Estou amando você", se declara Marina.

Fonte: UOL, em São Paulo, 14/03/2014Publicado originalmente em 17/03/2014

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