Paolla Oliveira e Maria Fernanda Cândido vivem paixão tórrida em minissérie "Felizes para Sempre"

segunda-feira, 24 de novembro de 2014 0 comentários

Claudio (Kike Diaz) é casado com Marília (Maria Fernanda Cândido) 
e contrata a garota de programa Denise (Paolla Oliveira) - TV Globo/Divulgação

Com sua produção à todo o vapor, a minissérie "Felizes para Sempre" trará Maria Fernanda Cândido e Paolla Oliveira em papéis totalmente diferentes do que já viveram em suas carreiras.

Paolla será Denise, uma prostituta de luxo que será procurada pelo papel de Maria Fernanda, Marília, e seu marido, que será interpretado pelo ator Enrique Diaz, para esquentar a relação.

Em entrevista para o jornal O Globo, o diretor Fernando Meirelles falou que, de início, a moça não vai segurar a onda: "na história, o casamento de Marília (Maria Fernanda Cândido) está em crise, e ela e o marido (Enrique Diaz) resolvem esquentar a relação. É quando Denise entra em cena, mas Marília não segura a onda e cai fora da brincadeira".

Porem, a recusa é inicial. Marília procura novamente Denise, com quem acaba iniciando um tórrido e incrível romance: "Elas começam um relacionamento e fica bem forte. Vamos ver como isso será mostrado no ar".

Com cenas de sexo e nudez, o diretor promete que as gravações foram feitas com muita sutileza e bom gosto: "São cenas feitas com muita delicadeza. O público vai gostar".

A produção de "Felizes para Sempre" está à cargo da produtora O2, conhecida por seriados como "Cidade dos Homens" e filmes como "Cidade de Deus". Outros nomes de peso fora das câmeras também integram a produção, como Luciano Moura, Rodrigo Meirelles e Paulo Morelli.

A estreia acontecerá em janeiro de 2015 na Globo.

Com informações de UOL e O Globo

No Paraná, empresa terá que indenizar trabalhadora perseguida e humilhada por sua orientação sexual

sexta-feira, 21 de novembro de 2014 0 comentários


Empresa de Rolândia deverá indenizar trabalhadora perseguida e humilhada por orientação sexual

A empresa Dori Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios, do município de Rolândia, no Norte do Paraná, deverá indenizar por danos morais uma operadora de máquinas constantemente humilhada no ambiente de trabalho em razão de sua orientação sexual. A 6ª Turma do TRT-PR aumentou o valor da indenização determinado na primeira instância, de R$ 4 mil, para R$ 10 mil. Da decisão, ainda cabe recurso.

A trabalhadora atuou na empresa por seis anos, até 2012. Nos últimos dois anos do contrato, como operadora de máquinas, passou a ser tratada de forma pejorativa por sua nova supervisora.

Ficou comprovado nos autos que a supervisora, de forma habitual e na frente de colegas, fazia comentários ofensivos sobre a orientação sexual da trabalhadora. Dizia que as demais funcionárias não deveriam conversar com ela sob pena de ficarem “mal faladas”.

Segundo uma das testemunhas, a supervisora “era preconceituosa, não disfarçava, falava com as meninas do trabalho, aconselhando que não andassem com a autora, porque seriam chamadas de ‘sapatão’”. A trabalhadora reclamou ao setor de recursos humanos, mas não foram tomadas providências. No processo, a empresa alegou desconhecer os fatos.

Após análise da prova testemunhal, a juíza Yumi Saruwatari Yamaki, da Vara do Trabalho de Rolândia, concluiu ser improvável que a empresa desconhecesse os fatos, e determinou indenização por danos morais no valor de R$ 4 mil. As duas partes entraram com recurso. A funcionária pediu elevação da indenização para R$10 mil e, a empresa, a exclusão ou redução do valor.

O relator do acórdão na 6ª Turma do TRT-PR, desembargador Francisco Roberto Ermel, entendeu que o assédio moral ficou caracterizado, pois a conduta da superiora hierárquica durante a jornada de trabalho era discriminatória. A funcionária era tratada de maneira desigual, “de forma reiterada e explícita, com referências pejorativas de forma indireta, com manipulação perversa”. A 6ª Turma aceitou o pedido da trabalhadora e condenou a empresa ao pagamento de R$10 mil por danos morais.

Clique AQUI para acessar o acórdão. Processo nº 2767-2012-669-09-00.
Notícia de caráter informativo, sem cunho oficial, publicada em 05/11/2014
Foto: © jjayo/iStock
Assessoria de Comunicação do TRT-PR
(41) 3310-7313
ascom@trt9.jus.br

Fonte: Tribunal Regional do Paraná

Professor gay do DF ganha 45 dias de licença 10 meses após adotar 4 filhos

quinta-feira, 20 de novembro de 2014 0 comentários

Osmir Messora e o professor Carlos Eduardo Santos com os quatro filhos
(Foto: Isabella Formiga/G1)

Professor gay do DF ganha 45 dias de licença 10 meses após adotar 4 filhos

Ele obteve mesmo direito dado a mães; licença de pais é de apenas 5 dias. Casal não precisou ir à Justiça; meninos de 2, 4, 6 e 8 anos são irmãos.

Um professor do curso de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu, após dez meses de espera, o direito a licença-adotante de 45 dias para os quatro filhos, todos irmãos, que adotou com o marido no final de 2013. O benefício, que por lei é de cinco dias para pais e de 45 dias para mães, foi o primeiro a ser concedido a um homem servidor público federal sem que houvesse a necessidade de se acionar a Justiça. A decisão saiu no final de outubro.

Juntos há quase 30 anos, Carlos Eduardo Santos, de 54 anos, e o aposentado Osmir Messora Júnior, de 53, iniciaram o longo processo de adoção há dez anos, quando ainda viviam em São Paulo. À época, a relação do casal não era reconhecida pelo Estado e, por isso, Messora tentou sozinho entrar para o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), uma ferramenta que reúne dados das varas de infância e da juventude de todo o país. O processo, no entanto, não teve final feliz: mesmo já sendo chamado de “pai” pela criança que pretendia adotar, ele teve o direito à paternidade negado pela Justiça.

“Ficamos muito mal, o processo foi muito longo e terminou mal. Cheguei até a ficar em depressão, precisei fazer tratamento”, lembra Messora. “Resolvemos dar um tempo então, porque ficamos muito passados pelo processo, travados. Você não se abre.”

Quando o casal se mudou para Brasília, há dois anos, precisou enfrentar novamente o longo trâmite burocrático para ser aprovado para o CNA: processo de visitas e entrevistas com assistentes sociais e psicólogos, pesquisa socioeconômica do casal e até um curso preparatório.

“Foi durante o curso que a gente teve a certeza e se abriu mais para a ideia de adotar um grupo de irmãos, porque tínhamos preferência por uma criança de até dois anos. Mas no curso perdemos o preconceito, a crença que todo mundo tem de que crianças mais velhas já vêm com personalidade formada, que é muito difícil modificar”, diz o professor.

“Nos decidimos por três irmãos, meninos ou meninas, de até oito anos, que é o que mais tem disponível”, afirma Messora. “Essa coisa de bebezinho não existe, a fila é muito grande, existem poucas crianças.”

Em dezembro, dez minutos após entrarem oficialmente para o cadastro nacional, o casal recebeu a ligação pela qual esperou por dez anos.

Os meninos
O primeiro contato de Messora e Santos com os meninos de 3, 5 e 7 anos foi por telefone. Eles viviam em Pernambuco e estavam havia dois anos no abrigo, após serem tomados dos pais pelo Estado por negligência.

Quando partiram para Caruaru para conhecer as crianças, foram surpreendidos com a notícia de que as crianças tinham um irmão recém-nascido.

“Eles disseram que não éramos obrigados a ficar com ele e que inclusive não podíamos trazer ele junto com os outros, por ser um processo de adoção diferente”, disse o aposentado. “Mas nem precisamos pensar muito. Eles são irmãos. Na mesma hora falamos que sim.”

Messora conta que os irmãos já sabiam que teriam uma família “diferente”, com dois pais. “Ele [Felipe, de 7 anos] olhava para a gente, mas acho que não conseguia entender. Então a gente teve que explicar. Mostramos para ele o vídeo do nosso casamento, o álbum do casamento na união civil, da cerimônia tradicional com juiz de paz, familiares. Aí eles entenderam e tiraram um pouco aquela coisa errada, aquela ideia que faziam dos homossexuais”, diz Santos.

Meninos se divertem no quarto que dividem na Asa Norte (Foto: Isabella Formiga/G1)

“Perguntamos ao mais velho se ele via algum problema nisso. Já tínhamos conversado por telefone com eles antes, e ele voltou a dizer que não, que entendia”, lembra o professor.

Em menos de 15 dias, o casal embarcou com os filhos com destino à nova casa deles. O processo de adoção de Vinicius ainda levaria outros cinco meses.

Adaptação
Com a chegada dos três irmãos, o professor universitário teve direito a cinco dias de licença para passar com os filhos. “Tive que voltar ao trabalho e as crianças ficaram basicamente com o Osmir. Tentamos minimizar o problema, mas ficamos um tempo numa situação difícil”, lembra o professor. “Naquela época eu era coordenador do curso, ficava muito tempo na faculdade e eles ficavam juntos comigo, chegaram a me acompanhar em reuniões. A gente dava lápis de cera, bolacha, banana, e dizia: ‘Vamos fazer um piquenique hoje’ e juntos eles se distraíam.”

A concessão da licença para as crianças levou mais do que o casal imaginava. “O processo ficou dois meses circulando dentro da UnB, um mês dentro do MEC [Ministério da Educação] e depois foi para o Ministério do Planejamento, que também deu parecer favorável.”

Quando finalmente buscou Vinicius, em maio deste ano, o professor conseguiu tirar férias de 45 dias. “Senti a grande diferença e a necessidade de todas as pessoas que adotam de terem esse espaço com a criança, porque minha relação com ele foi totalmente diferente dos demais, por ter mais proximidade e por ter criado um vínculo mais rápido”, conta Santos. “Esse tempo foi fundamental.”

“Acho que é um direito conquistado. O que é bacana nessa história toda é a jurisprudência, já que agora outras pessoas não precisarão mais passar por esse interstício”, disse.

Final feliz
Passado quase um ano da adoção, os pais dizem que nem se lembram mais como era viver sem as crianças. Atualmente, a família vive em um espaçoso apartamento na Colina da UnB, na Asa Norte. Os meninos dormem em beliches no mesmo quarto, decorado com imagens temáticas de super-heróis. As crianças frequentam a escola, fazem aulinhas de futebol e aos poucos vão conhecendo novos alimentos, já que no abrigo alimentavam-se apenas de arroz, feijão e carne.

“É uma coisa supergratificante. Adotar um grupo de irmãos é muito melhor porque eles se ajudam. É diferente, eles têm um elo de ligação entre eles. Eles dormem todos no mesmo quarto, a gente não quis separar. Quando chegaram, eles já se sentiram meio amparados. Não é uma relação solitária do eu sozinho com aquela pessoa estranha. Tem todo um contexto histórico deles, que eles já se adaptam”, conta Messora.

Chamado pelos filhos de "pai Carlos", o professor se emociona ao falar da vida familiar. “Ser pai é uma realização pessoal. É poder transferir culturalmente, socialmente seus valores, fazer com que eles entendam seu próprio histórico de vida e como é bom ser honesto, como é bom construir sua vida pautada em valores. A gente espera deles exatamente isso: que consigam ser felizes da forma como quiserem, da forma como almejam, dentro desses princípios de honestidade, ética, de valores, e que possam ter uma formação religiosa, acadêmica, e que possam ser pessoas felizes e, tal como nós, realizar os sonhos deles. É o principal”, diz.

“Passado o tempo, a gente nem sente mais que eles não vieram do nosso seio familiar ou que eles nao estiveram inserido desde sempre”, afirma.

Adoção no DF
Pais que pretendem adotar crianças esperam até um ano e meio para conseguir vagas no curso de habilitação, que é a primeira etapa da adoção. De acordo com a Vara da Infância e da Juventude, faltam profissionais e estrutura para realizar os cursos. São apenas dez psicólogos e três assistentes sociais para preparar as cerca de 150 famílias que já deram entrada no processo de adoção. São 2,3 milhões de habitantes para uma única vara da infância cível, segundo o órgão.

Fonte: G1 DF, Isabella Formiga, 18/11/2014

Turismo gay no Marrocos pode levar à prisão por uns bons dias

quarta-feira, 19 de novembro de 2014 0 comentários


Criminalização de homossexuais ameaça turismo gay no Marrocos
Prisão de cidadão britânico e seu namorado marroquino fez cair procura por hotéis no país

Ativistas lutam para tirar prática da ilegalidade em país tido como mais tolerante que a média islâmica

Nos últimos séculos, estrangeiros como o escritor francês André Gide e o britânico Joe Orton viram no norte da África um porto seguro para aventuras e fantasias sexuais com outros homens.

O turista britânico Ray Cole, 69, recentemente descobriu, no entanto, que o "seguro" não está sempre garantido por esses portos.

Ele viajou a Marrakech, símbolo do turismo gay no Marrocos, onde viu que a homossexualidade não só é crime, como pode levar à prisão.

Cole visitava seu namorado, um morador local cuja identidade a Folha prefere preservar, quando foi abordado pela polícia.

Com base em imagens em seu celular, ele foi condenado por "atos homossexuais", pelo que cumpriu 20 dias na cadeia. Seu namorado também foi detido e responde, hoje, em liberdade.

A prisão de homossexuais, em especial de estrangeiros, é rara no Marrocos. Mas a notícia do infortúnio de Cole serviu para derrubar a procura por hotéis em Marrakech em um dia em 46%, de acordo com um site de viagens, ao deixar evidente que os direitos dos gays ainda estão, ali, longe de ser respeitados.

Em visita à cidade, a Folha conversou com dois jovens gays que preferiram não dizer seus nomes reais. Ambos afirmaram, inicialmente, que "é fácil ser homossexual no Marrocos". Com poréns. "Você só precisa respeitar os outros", diz Muhammad, 24.

"Eu não beijo meu namorado na rua. Não quero ser preso", afirma, antes de acusar o jovem detido com o turista britânico de não ter sido "discreto" o suficiente.

"Não temos problemas, se não nos prostituirmos ou acompanharmos um velho turista", diz Mahmud, 21. "Todo o mundo na minha universidade sabe que sou gay. A repressão depende da mentalidade. Os idosos e os religiosos não aceitam."

A associação Kifkif, de defesa dos direitos homossexuais, é exemplo da dinâmica marroquina de repressão e tolerância nessa área.

"Somos uma organização ilegal", diz, em Madri, o fundador da entidade, Samir Bargachi, 27. O fato de a homossexualidade ser um crime lhes impede de montar um aparato oficial no país. "Ao mesmo tempo, o governo conhece as nossas atividades e faz vistas grossas."

Mas a lei, afirma, é apenas uma etapa inicial das mobilizações de direitos gays no país. A questão seguinte, e que sustenta a própria ideia de criminalizar a homossexualidade, é a social.

"O Marrocos é um país religioso e patriarcal, onde o papel masculino é asfixiante. Seus genitais lhe definem", diz. "Na nossa vida está sempre presente a possibilidade de que os vizinhos chamem a polícia."

Apesar de que, com os avanços sociais, Bargachi aponte também para a existência de um debate político a respeito do tema, com cada vez mais frequentes casos de juízes que se recusam a aplicar o artigo 489 da legislação para condenar gays.

"É um caminho muito longo", diz Ibtisame Lachgar, do Movimento Alternativo para as Liberdades Individuais, que organiza ações de conscientização no país.

"A sociedade culpa os ocidentais', que enxergam como os responsáveis. Para os marroquinos, foram os estrangeiros que trouxeram esse vício' ao país. Eles não acreditam que haja marroquinos gays, e sim que essa seja uma espécie de prostituição entre um ocidental e um local."

O que também significa que, enquanto o britânico Cole terá respaldo em seu país desde que foi libertado, em outubro, seu namorado ainda está em Marrakech diante da ideia de um pesadelo futuro.

O jornalista Diogo Bercito viajou a convite do seminário "Diálogos do Atlântico"

Fonte: Folha de SP, por Diogo Bercito, 16/11/2014 

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