Vídeo "O Amor Sempre Vence" contra a homofobia na Rússia

segunda-feira, 18 de novembro de 2013 0 comentários


No sábado último, dia 16/11, foi celebrado o Dia Internacional da Tolerância. A data anual foi aprovada pelos estados membros da UNESCO, em 1995, durante o Ano das Nações Unidas para a Tolerância. O site da Representação da UNESCO no Brasil publicou declarou sobre o  dia:
O Dia Internacional da Tolerância é uma oportunidade, para cada um de nós, de renovar nosso compromisso de praticar tolerância e promover harmonia. O rápido ritmo de globalização do mundo também o torna cada vez mais frágil. É por isso que, todos os dias, em todas as sociedades, devemos criar novos canais de tolerância, confiança e compreensão.
Mas atualmente o exercício de aceitação e respeito não está sendo seguido em muitos países, destacando-se a Rússia nesta triste lista. O país que vai sediar as Olimpíadas de Inverno, programadas para 2014, vem sendo palco de muita violência contra homossexuais, registrada em vídeos horrendos publicados pelo YouTube. Por essa razão,  para tentar chamar a atenção internacional sobre o assunto e evitar que esse cenário permaneça, a All Out, grupo LGBT internacional, lançou um vídeo contra a homofobia no Dia Internacional da Tolerância 

Com o nome de O amor sempre vence, o vídeo é protagonizado por um homem e uma mulher que vencem um campeonato na categoria de patinação no gelo. A mulher do par, ao receber a medalha do prêmio, olha para a namorada na plateia e imagina celebrar com ela sua vitória, mas desperta de seu sonho e se entristece de não poder realizá-lo devido à repressão homofóbica. A cena termina com os dizeres: "e, se para seguir seus sonhos, você tivesse que viver uma mentira?"

O roteiro do vídeo remete à lei antigay, promulgada na Rússia e aprovada por Vladmir Putin, que proíbe manifestações públicas de afeto entre gays, lésbicas e transgêneros. Considerando que o lema dos Jogos Olímpicos  prega a igualdade entre todos os povos, a honra e a dignidade, constata-se assim como a Rússia é escolha errada para sediar esses eventos. 

A All Out criou uma petição reivindicando  que os casos de violência parem de acontecer no país e que haja justiça para as vítimas. E a hashtag com o nome do vídeo, #LoveAlwaysWins, também está sendo usada para divulgar a causa mais do que justa.

Veja o vídeo da All Out:

Com informações do site POP, 16/11/2013

Sem a palavra homofobia, substitutivo de projeto que criminalizaria homofobia segue para Comissão de Direitos Humanos

sexta-feira, 15 de novembro de 2013 2 comentários


CDH pode votar na quarta projeto que criminaliza homofobia

O senador Paulo Paim (PT-RS) entregou nesta quinta-feira (14) à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) seu substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que criminaliza a homofobia, e anunciou que o texto poderá ser votado na próxima quarta-feira (20).

Paim informou que, para a elaboração de seu relatório, buscou ouvir todos os segmentos e que o texto “não entra na polêmica” da definição de homofobia.

– No texto, não vai entrar a palavra homofobia.

O parlamentar informou ainda que incluiu em seu substitutivo, para que conste em uma única lei, o combate a todo tipo de preconceito, para evitar críticas de que a futura lei só buscaria acabar com a discriminação contra a orientação sexual.

– Toda a discriminação tem que ser combatida – frisou.

Segundo informou, poderá ser preso aquele que praticar crime de racismo, de discriminação contra idoso, contra deficiente, contra índios e em função da orientação sexual.

– Entrou na lei geral. Todo crime de agressão, seja verbal ou física, vai ter que responder um processo legal.

Ele também anunciou que incluiu parágrafo para “resguardar o respeito devido aos espaços religiosos".

– Dentro dos cultos religiosos, temos que respeitar a livre opinião que tem cada um. Por exemplo, você não pode condenar alguém por, num templo religioso, ter dito que o casamento só deve ser entre homem e mulher. É uma opinião que tem que ser respeitada.

De acordo com Paim, a nova lei terá como o objetivo “o combate ao ódio, à intolerância e à violência de um ser humano contra o outro”.

Fonte: Agência Senado, Iara Guimarães Altafin, 14/11/2013

Deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) quer que FIFA trate a homofobia no futebol como trata o racismo

quinta-feira, 14 de novembro de 2013 0 comentários

Jean Wyllys quer combate à homofobia no futebol


Deputado pede que homofobia no futebol seja tratada igual a racismo

A Fifa colocou o combate ao racismo como um de seus objetivos nas últimas temporadas, começando a punir atletas e clubes. Como militante da causa gay, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) pede que a entidade trate a homofobia no futebol da mesma forma.
Em casos de racismo nos estádios, a Fifa determina que o árbitro paralise ou até suspenda a partida. Os clubes também podem ser punidos por ofensas raciais da torcida. Eu me pergunto: por que a Fifa não procede da mesma maneira em relação à homofobia?, questionou o deputado nesta sexta-feira, em São Paulo.
Jean Wyllys participou da nona edição do Fórum de Direito Desportivo promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Desportivo ao lado da Associação dos Advogados de São Paulo. Ele preparou um texto para o evento e traçou alguns paralelos entre racismo e homofobia.
Nos tornamos muito sensíveis ao racismo e isso é bom. Quando os torcedores italianos jogaram bananas para o Balotelli, chamando-o de macaco, muitos de nós ficamos chocados. Mas quase todos acharam absolutamente natural que ele fosse chamado de veado em Salvador na Copa das Confederações, comparou.
Sem pudores para chamar um jogador de homossexual, os torcedores não costumam entoar coros racistas, ainda que alguns o sejam, afirmou Jean Wyllys, usando a situação como argumento para acreditar que no futuro as piadas e brincadeiras homofóbicas podem ser banidas.
Muitos torcedores pensam que os jogadores negros são macacos e não merecem ganhar os salários que ganham, mas quem hoje tem coragem de puxar um coro racista no estádio? É que atualmente a prática do racismo é socialmente condenada. Então, somos capazes de fazer o mesmo com a homofobia. Quem sabe quantas estrelas do nosso futebol não são homossexuais e estão no armário?, questionou.
Jean Wyllys lembrou sua primeira tentativa de se aproximar do futebol e diz ter sido afastado pela homofobia dos garotos que praticavam o esporte. Ele torce pela Seleção Brasileira nas Copas do Mundo, mas não gosta da modalidade, nem mesmo para admirar o físico dos atletas.
Não sou aquele tipo de gay que assiste futebol só por causa dos atletas, até porque vamos combinar que os jogadores brasileiros são muito feios. O único que eu salvaria é o Alexandre Pato. O Adriano está enorme agora, mas antes era bonito também. Fora isso, está ruim. Então, nem para ver os homens vale a pena", declarou o deputado, sorrindo.
Fonte: Terra, 08/11/2013

Pastoras Rosania e Lanna vão se casar em castelo no interior de São Paulo

quarta-feira, 13 de novembro de 2013 30 comentários

Rosania (com o cachorrinho) e Lanna casarão em Mauá (interior de SP)

Pastoras lésbicas que criaram uma igreja evangélica em SP vão se casar


O pedido já estava fazendo bodas de cobre: faz dez anos que Lanna Holder, 38, perguntou se Rosania Rocha, 40, se casaria com ela. É que à época a lei brasileira não deixava pessoas do mesmo sexo se casarem e as duas faziam parte de uma igreja que nada simpatizava com a ideia.

Mas agora sai. Em 19 de dezembro as duas pastoras que fundaram a igreja evangélica Comunidade Cidade de Refúgio, no centro de São Paulo, sobem ao altar.

Em grande estilo: elas vão se casar num bufê em formato de castelo em Mauá, cidade no interior de São Paulo. “Minha mulher é uma rainha, então nada mais adequado”, justifica Lanna, que teve a ideia de cenário quando voltava do aeroporto e viu um outdoor perguntando “Você já pensou em se casar num castelo?”. Ela levou como um sinal. E essa história é cheia deles.

A começar pelo momento em que as duas se viram pela primeira vez. Rosania era uma cantora gospel radicada nos EUA que se vestia com roupas descoladas e não tinha medo de maquiagem. Já Lanna era uma missionária em ascenção no Brasil que foi convidada a propagar sua fé em solo americano. “Ela chegou com uma saia rodada, jeans, e um cabelão preso no coque. Achei estranho”, diz Rosania, “mas senti vontade de me aproximar”.

A vontade se concretizou e as duas ficaram amigas. “Ensinei ela a usar um pouco de maquiagem, usar uns terninhos em vez das roupas muito conservadoras de então”, diz Rosania, que era casada, tinha um filho e nunca se sentira atraída por outra mulher.

Rosania, à esquerda, e Lanna, em foto feita para ensaio de casamento

Já Lanna sabia bem o que sentia. “Sempre tive esse desejo, e tentava lutar contra. Por isso, tinha um discurso ainda mais anti-gay do que o Silas Malafaia tem hoje em dia.”

A atração pela amiga venceu. Seis meses depois de se conhecerem, durante uma viagem a Nova York, Lanna aproveitou que as irmãs de igreja estavam dormindo ou no banho e roubou uma bitoca de Rosania.

E começou um namoro escondido e cheio de culpa. “Era duro. Pedíamos para Deus nos matar durante esse período”, diz Rosania. Não matou. Então as duas acharam por bem se sentarem com os dois maridos e, juntas, pôr às claras o que acontecia. Três meses depois, Lanna estava divorciada.

Já Rosania lutou para salvar seu matrimônio. “Passamos quatro meses em batalha contra nosso amor”, conta ela. Durante esse período, chegaram a ficar nove meses sem se falar.

O silêncio foi rompido por uma notícia triste: Lanna havia sofrido um acidente de carro e estava na UTI, com quatro costelas quebradas e um coração que mal batia. “Foi nessa hora que me dei conta: o que seria de mim se perdesse ela?”, lembra Rosania, que passou a fazer visitas contra os conselhos dos pares da igreja. “Eles diziam que o acidente tinha sido providência divina, que cada vez que eu fosse vê-la ela ia piorar um pouco, até morrer.”

“Diziam que o acidente era a providência de Deus, para mostrar que estávamos errando. Mas Ele falou comigo, para eu ir. E eu ia”, relembra Rosania. “E a cada vez que ela ia, eu melhorava”, diz Lanna.

Decidiram ficar juntas de vez quando Lanna recebeu alta, mesmo que isso significasse se afastar da igreja. “A gente só se aproximou mais e mais.”

Durante o namoro, outro sinal brilhou. Um dia, conversando, Rosania disse que adorava margaridas. Na mesma semana, as duas viajavam por uma auto-estrada quando Lanna Viu um campo de margaridas sobre o morro, no acostamento. Parou o carro sem pensar duas vezes, subiu a ladeira e voltou com os braços cheios de margaridas, que entregou de joelhos. “Foi o começo do pedido”, diz.

A proposta em si foi durante uma conversa séria sobre como havia impedimentos ao amor. “Perguntei se ela queria superar todas elas comigo”, diz Lanna. A resposta foi sim.

Desde então, tornaram ao Brasil e construíram sua própria igreja, que chega em 2014 ao quarto templo. “É uma igreja para Jesus, não só para gays”, explica Lanna. Têm hoje 500 seguidores e celebraram mais de dez casamentos homossexuais de maio para cá.

E como duas pastoras com o dom da oratória definiriam seu amor? “É sair do preto e branco e ir para o colorido, como a Alice no país das maravilhas, sabe?”, diz Lanna. Uma terceira pastora amiga casa as duas em 19 de dezembro, com 500 membros da comunidade assistindo. 

A lua de mel será em Paris, como previu um outro sinal, diz Lanna: “Fui convidada a ministrar na França uns anos atrás. Comprei uma torre Eiffel de cristal e dei para ela, com a promessa de que iríamos juntas depois de nos casar, o que era impossível na época. Foi um ato profético”. Felicidade às noivas.

Fonte: Paraíba.com.br, 02/11/2013

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