Igreja anglicana australiana reconhece casamento gay

terça-feira, 8 de outubro de 2013 0 comentários

Congregação aprovou com uma maioria de dois terços a moção.

A diocese da igreja anglicana da cidade australiana de Perth, no Estado de Austrália ocidental, aprovou o reconhecimento das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, informou esta segunda-feira a imprensa local.

O concílio da congregação aprovou com uma maioria de dois terços uma moção, segundo a qual esta igreja aceita que o reconhecimento legal das relações de pessoas do mesmo sexo coexista com o matrimônio entre um homem e uma mulher.

O líder da paróquia de Darlington-Bellevue, Chris Bedding, indicou que o resultado da votação, realizada no fim de semana, não é um sinal de apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas de generosidade e compaixão.
"Como igreja ainda não estamos preparados para realizar cerimônias do tipo casamento para casais do mesmo sexo, mas o que queremos dizer é que, se o governo reconhecer as uniões civis, sentimo-nos bem com isto", disse em declarações à cadeia ABC.
A votação terá de ser ratificada pelo arcebispo de Perth, Roger Herft, que há um ano vetou uma moção semelhante.

Na Austrália, as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo são permitidas em todos os estados, mas o casamento carece de reconhecimento formal do governo australiano.

Fonte: Correio da Manhã, 07/10/2013

60% dos católicos americanos apoia o casamento de homossexuais

segunda-feira, 7 de outubro de 2013 0 comentários


Papa Francisco abençoa criança: só 4% dos católicos americanos e mostraram desfavoráveis a ele
Maioria dos católicos dos EUA apoia papa na questão gay
Segundo a pesquisa 60% dos católicos apoia o casamento de homossexuais, comparado com o 56% entre todos os adultos entrevistados. 

Washington - Uma significativa maioria católicos dos Estados Unidos, 68%, concorda com a opinião sobre homossexualidade, aborto e anticoncepcionais dada pelo papa Francisco em entrevista recente, que disse que a Igreja 'não pode estar insistir sempre' só nestes temas, apontou uma pesquisa do Instituto Quinnipiac divulgada nesta sexta-feira. 

Em uma entrevista à revista jesuíta Civiltá Cattolica, publicada mês passado, o papa disse: 'Não podemos continuar insistindo somente em questões referentes ao aborto, ao casamento homossexual e ao uso de anticoncepcionais, uma pastoral missionária não fica obcecada por transmitir de modo desestruturado um conjunto de doutrinas para impô-las insistentemente'. 

O Instituto Quinnipiac entrevistou 1.776 adultos - 392 deles católicos - para repercutir as opiniões expressadas pelo papa nessa entrevista. A pesquisa, que indica que 23% não concordam com a posição do pontífice, tem 2,3 pontos de margem de erro. 

O apoio às observações do papa, segundo o Quinnipiac, é consistente entre homens, mulheres e em todos os grupos de idade. 

Segundo a pesquisa 60% dos católicos apoia o casamento de homossexuais, comparado com o 56% entre todos os adultos entrevistados. 

Dos católicos praticantes, aqueles que vão aos ofícios religiosos pelo menos uma vez por mês, 53% aprova os casamentos de homossexuais, e entre os não praticantes esse número sobe para 65%. 

O instituto apontou que 36% dos católicos americanos têm uma opinião 'muito simpática' ao papa argentino; e 53% são simpáticos. Só 4% se mostraram desfavoráveis. 

'Aos católicos americanos agradou escutar o papa Francisco dizer que a Igreja não deveria continuar falando tanto sobre casamento de homossexuais, aborto e anticoncepcionais', comentou Maurice Carroll, diretor do instituto de pesquisas na Universidade Quinnipiac. 

A pesquisa mostrou ainda que 60% dos católicos nos EUA aprova a ordenação sacerdotal de mulheres e entre os praticantes esse número cai para 52%. EFE

Fonte: Exame, 04/10/2013

População LGBT tem mais dificuldade para adotar crianças

sexta-feira, 4 de outubro de 2013 0 comentários

Adotar filhos de forma legal é mais difícil para homossexuais
Gays esbarram em conservadorismo de juristas e preconceito, tanto social como na própria família

Tarefa conhecida como trabalhosa e burocrática, adotar uma criança no Brasil é ainda mais difícil quando a vontade parte de casais homossexuais. Do ponto de vista jurídico, não há nenhum entrave para o processo , mas gays ainda esbarram na visão conservadora de alguns juristas e no preconceito social, a começar na própria família, conforme relatos de quem vivencia a situação na prática.

Dos 200 habilitados para a adoção na Vara Cível da Infância e da Juventude de Belo Horizonte desde 2010, oito são famílias formadas por homossexuais – 4% do total, sendo cinco casais femininos e três homens solteiros –, das quais duas ainda não conseguiram guarda provisória ou adoção definitiva. 
“Percebemos mais casais homoafetivos na fila de adoção. Antes, eles só procuravam (adotar) individualmente, o parceiro não se habilitava”, observa o juiz da vara, Marcos Flávio Lucas Padula.
Já a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) informa que, muitas vezes, a própria Justiça dificulta a inserção do nome das duas pessoas na certidão do filho.
“A criança adotada já começa a vida nova com menos direitos. Se uma das partes morrer, ela pode ficar sem a herança”, comenta o presidente da entidade, Carlos Magno Fonseca.
É o caso de duas moradoras de Belo Horizonte, a pedagoga Soraya Menezes e a psicóloga Suely Martins, que há cinco anos adotaram uma menina. Apenas o nome de Suely consta na certidão de nascimento da criança, embora as duas tenham decidido pela adoção e formem uma família.
“Estamos com processo na Justiça para alterar a certidão e incluir a dupla maternidade”, diz Soraya.
Polêmica. Favorável ao reconhecimento da dupla maternidade ou paternidade, o juiz Marcos Flávio Lucas Padula reconhece que há setores mais conservadores no Judiciário. “É consenso que nenhum fator intrínseco da homoafetividade implique prejuízos para as crianças. Mas é claro que existem posições contrárias, que divergem sobre possíveis problemas e constrangimentos que a criança possa sofrer”, pondera.

O presidente da ABGLT diz que muitas vezes essa visão repercute em outras etapas da adoção, como na fase de entrevistas com assistentes sociais.
“Ainda há muita dificuldade de aceitação em vários setores da sociedade”.
Exemplo disso é a discriminação enfrentada em casa, no trabalho e na escola.
“Há o preconceito ‘invisível’, quando a pessoa fala ‘nossa, mas ela é tão educada’, como se tivesse de ser mal-educada por ser criada por duas mulheres”, relata Soraya.
O psicanalista Paulo Roberto Ceccarelli diz que é comum as pessoas centrarem os possíveis problemas da criança na opção sexual de quem cuida delas. “Tenho pacientes com dificuldade de aceitar a adoção pela exposição social. Eles escondem que são gays, e a família finge que não vê”, conclui.

 O que diz a lei

Fonte: O Tempo, 29/09/2013

Demi Lovato aparece em trailer da nova temporada de Glee beijando Naya Rivera

quinta-feira, 3 de outubro de 2013 0 comentários


Demi Lovato apareceu pela primeira vez na série Glee, em um trailer divulgado na última quinta-feira, 27. No vídeo, Demi aparece beijando a atriz Naya Rivera, que interpreta a personagem lésbica Santana.

Na a trama, a cantora será a garçonete de um restaurante de Nova York que será interesse amoroso da personagem Santana. A cantora espera que sua personagem inspire pessoas que sofrem homofobia.
“Eu vou fazer uma lésbica na série e isso é algo que eu sinto que realmente não tinha sido trazido para o horário nobre com, sabe, como uma jovem atriz, e eu acho que representa onde nossa sociedade está hoje. Está se tornando a norma e eu estou realmente feliz de representar isso”, disse a atriz e cantora ao site “Access Hollywood”.

Trailer de Glee
Fonte: O Povo online, 27/09/2013

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