Campanha informa às famílias que as crianças nascem homossexuais: "Parabéns, vocês vão ter uma lésbica"

terça-feira, 11 de junho de 2013 0 comentários


Qualquer criança pode nascer gay. Por isso o casamento igualitário é uma questão de todas as famílias
Uma mulher grávida segura a mão do parceiro enquanto faz uma ecografia. A técnica hospitalar diz-lhes que tudo parece estar a correr bem e pergunta então ao casal se quer saber o que vão ter. Quando eles dizem que sim, a técnica responde: "Vão ter uma lésbica." O casal sorri de felicidade.

O anúncio criado pela associação Pais e amigos de Lésbicas e Gays inclui ainda a divulgação de um 'outdoor' com a frase "parabéns, vão ter uma lésbica". Shelley Argent, porta-voz da associação, disse ao site australiano news.com.au que a campanha destina-se a mostrar às famílias que as crianças nascem homossexuais.

"Ser lésbica ou gay não é uma escola", disse. "Não tem nada a ver com a cultura ou com as competências parentais. É como somos. É como nascemos", afirmou.

O responsável pela campanha, Steve Minon, explicou ao mesmo site que o objetivo é "por as pessoas a pensar, desafiá-las um pouco". A ideia é "dizer às famílias que a igualdade no casamento pode ser a nossa prioridade número um, sem que o saibamos".

Os deputados australianos votaram em setembro contra uma lei que legalizava os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Professoras se casam em colégio particular com participação de pais e alunos

segunda-feira, 10 de junho de 2013 3 comentários

O casamento de Andressa e Dianne ocorreu na escola e contou com a participação de pais e alunos

Tolerância também se aprende na escola
Casamento de professoras em colégio particular desperta debate sobre a necessidade de instituições de ensino abordarem de forma natural questões relativas à homossexualidade

por Thaís Paranhos

Em uma sociedade marcada pela intolerância, uma escola na Asa Norte deu exemplo de cidadania e respeito à diversidade ao servir de palco para o casamento de duas professoras nas dependências do colégio. Na ocasião, tratada com naturalidade entre a comunidade escolar, pouca diferença fez para crianças, pais e docentes se o casal era de homossexuais. A relação entre pessoas do mesmo sexo, que, para muitos ainda é um tabu, deve ser tratada como uma situação normal dentro do ambiente de aprendizagem e no contexto familiar, segundo especialistas ouvidos pelo Correio. Também não há uma idade certa para tocar no assunto com os pequenos e alguns defendem inclusive que a abordagem seja feita já nos primeiros seis anos de vida de meninos e meninas.

Durante três meses, toda a comunidade da Vivendo e Aprendendo se envolveu com os preparativos para o casamento de Andressa Vieira de Oliveira, 24 anos, e Dianne Prestes, 26. “Foi uma bonita oportunidade de trabalharmos valores como respeito e tolerância ao diferente. Mais do que uma cerimônia, houve um processo de construção coletiva”, opinou a mãe de uma ex-aluna do colégio e psicóloga Carla Dozzi, 36, moradora do Lago Norte. Para ela, o tema deve ser tratado nas escolas como parte do cotidiano já na primeira infância, que vai até os 7 anos. “Esse é um momento em que as crianças não trazem preconceito, o afeto vem em primeiro lugar”, completou. 

Carla contou que o grupo de pais e alunos se reunia constantemente para decidir qual roupa usaria na cerimônia, qual música seria escolhida, além de detalhes da decoração da festa. Todos tocavam no assunto com muita naturalidade. “Essa situação não causou estranhamento algum, pelo contrário, ser dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher, não uma era uma questão para as crianças. O que tínhamos ali era a celebração de duas pessoas queridas que estavam se unindo, não houve constrangimento ou questionamento negativo”, afirmou a psicóloga.

A professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia da instituição, Valdenizia Bento Peixoto, também defende que a questão seja tratada na tenra infância, levando em conta apenas o nível de cognição dos pequenos. “Uma criança de 2 anos, por exemplo, ainda não vai entender muitos dos termos. Mas o debate deve ser inserido de forma natural e não pode ser encarado como estranho ou anormal e fora do padrão, mas como uma nova forma de sociabilidade e de família dentro da sociedade”, explica.

Sobre como abordar o tema, Valdenizia sugere que os pais esperem o filho perguntar e tirar dúvidas sobre o assunto. “A resposta deve ser simples e natural, sem fantasias e, acima de tudo, combater preconceitos”, reforçou. Para ela, familiares e educadores devem trabalhar juntos nesse processo. “A escola tem o papel da educação formal, mas é fundamental também na construção da personalidade das crianças, desse sujeito que está se formando”, completou. 

Na casa da professora Adriana Tosta Mendes, 40 anos, moradora da Asa Norte, nunca foi preciso dar muitas explicações ao pequeno Tedros Tosta Mendes de Oliveira, 6, sobre o tema. “Temos muitos amigos homossexuais e convivemos bastante com eles. Somente uma vez ele perguntou se existia casal de homens e nós dissemos que sim, foi o suficiente”, contou. 

Para o presidente da Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Luis Claudio Megiorin, o assunto pode ser tratado na escola desde que os pais sejam informados sobre como se dará a abordagem. “Deve ser abordado do ponto de vista dos direitos humanos, do respeito às pessoas. Somos contra qualquer tipo de discriminação, social, racial ou de orientação sexual”, comentou. 

“Foi uma bonita oportunidade de trabalharmos valores como respeito e tolerância ao diferente” Carla Dozzi, psicóloga

Fonte: Correio Braziliense, 04/06/2013

Shopping Conjunto Nacional em Brasília posta foto de namorados em sua página do Facebook

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O Shopping Conjunto Nacional em Brasília incluiu um casal gay, em sua propaganda para o dia dos namorados/as, junto com link para aplicativo, chamado Indiretas do Namorados, Guia de Presentes,  através do qual as pessoas possam mandar indiretas para suas namoradas ou seus namorados.

A chamada geral é "Clássico, extravagante, despojado, não importa o seu estilo, o que você quer neste Dia dos Namorados está em nosso Guia de Presentes! Escolha o seu preferido e mande uma indireta para o seu amor. Quem sabe ele entende o recado."

A específica, Muito amor e igualdade no Conjunto Nacional! Acesse o nosso Guia de Presentes e mande aquela indireta para o seu amor. 

Aprovado projeto que amplia atendimento a casos de homofobia em São Paulo

domingo, 9 de junho de 2013 0 comentários

Leci Brandão

Foi aprovado Projeto de Lei da Deputada Estadual Leci Brandão (PL Nº 727 de 2011) que altera a Lei 10.948 de 2001 (dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à pratica de discriminação em razão da orientação sexual) de modo a ampliar o atendimento em casos de homofobia no Estado de São Paulo. O atendimento, antes feito apenas pela Secretaria da Justiça em sua sede em SP, agora se estende para os Municípios e Câmaras Municipais através de convênios a serem firmados com os mesmos. 

Abaixo íntegra do Projeto.

PROJETO DE LEI Nº 727, DE 2011

Altera a Lei nº 10.948 de 5 de novembro de 2001, que dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - A Lei nº 10.948 de 5 de novembro de 2001, fica acrescida do seguinte artigo 5º-A:
“Artigo 5º-A - A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, para cumprir o disposto nesta lei e fiscalizar o seu cumprimento, poderá firmar convênios com os Municípios, com a Assembléia Legislativa e com as Câmaras Municipais”.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 

JUSTIFICATIVA

A população LGBTT, vítima do precon ceito e da violência, residente nas periferias e nas cidades do interior, encontra dificuldades para deslocar-se até a Capital de São Paulo e acompanhar o processo administrativo na sede da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania.

Com a formalização de acordos com municípios do Estado, a aplicabilidade da Lei 10.948/01, de combate à discriminação homofóbica, terá eficácia mais abrangente, vez que a denúncia do cidadão poderá ser acompanhada próximo da sua localidade.

Há um convênio firmado entre a Secretaria da Justiça e a Procuradoria Geral do Estado, prevendo que denúncias de discriminação homofóbica, ocorridas nas cidades do interior de São Paulo sejam processadas pelas Procuradorias Regionais, evitando o deslocamento das vítimas até a Capital. Após preparação dos processos, eles seguem para julgamento na Comissão Processante Especial, instalada em São Paulo.

Ocorre que as procuradorias regio nais existem apenas em 28 cidades e o Estado possui ao todo 645 municípios. 

As leis só são respeitadas e eficazes quando a sociedade se apropria delas.

É nestes termos que apresento o presente projeto de lei, na expectativa de contar com o indispensável apoio de meus Nobres Pares.

Sala das Sessões, em 5/8/2011

a) Leci Brandão - PC do B

Fonte: ALSP

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