Evolução de personagens lésbicas e gays nas novelas da Globo ainda depende da reação conservadora

segunda-feira, 31 de agosto de 2020 0 comentários

Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni como o casal de Torre de Babel: personagens mortas para evitar beijo
Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni como o casal de Torre de Babel: personagens mortas para evitar beijo

Beijo gay adiado até o último capítulo e a inexistência de cenas de sexo de casais homoafetivos ainda são comuns nas novelas. Essa é uma barreira enfrentada pela Globo devido ao medo de ter suas histórias rejeitadas pela audiência mais conservadora. Casos de terem de mudar tudo e até explodir personagens ainda assombram os autores. Recém-chegada ao catálogo da Globoplay, Torre de Babel (1998) traz uma dessas histórias de volta à tona.


Na novela de Silvio de Abreu, a emissora se deparou com tamanha resistência que teve de matar o casal lésbico da história. As personagens de Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer foram explodidas há 22 anos. Coisa de outro século? Nada disso. Recentemente, o beijo entre duas idosas no início de Babilônia (2015) também fez a Globo rebolar para não naufragar no horário nobre.

Com a abordagem de outros temas considerados tabus, além da homossexualidade, como uso de drogas e violência doméstica, Torre de Babel não foi bem aceita. Para atender ao gosto do público, o novelista fez malabarismos e aplicou mudanças drásticas na saga.

A mais marcante, sem sombra de dúvidas, foi matar o casal lésbico e o usuário de drogas Guilherme (Marcello Antony) na cena em que o Tropical Towers Shopping foi pelos ares. Com tamanha catástrofe, a reviravolta surtiu efeito.

A falta de representatividade de gays e lésbicas na novela dos anos 1990 não é a mesma dos dias atuais --houve avanço, mas a aceitação ou rejeição do público ainda é o principal fator que determina o encaminhamento das tramas.

Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer morreram queimadas em Torre de Babel: simbologia forte


Amor sem carinho



Mulheres Apaixonadas (2003) colocou duas estudantes como namoradas: Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). Pesquisas feitas na época apontaram que o público não era contrário à relação homoafetiva das duas, mas não aceitaria uma cena de beijo.

Como solução, Manoel Carlos fez o casal encenar a peça clássica Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1564-1616), permitindo um selinho rápido entre as duas personagens usando essa licença poética. Ironicamente, os telespectadores não se chocaram com a troca de carícias entre uma socialite (Lavinia Vlasak) e um padre (Nicola Siri).

Já em América (2005) o romance proibido entre Júnior (Bruno Gagliasso) e o peão Zeca (Erom Cordeiro) ganhou torcida para que o beijo entre os dois homens acontecesse no último capítulo. A cena chegou a ser gravada, mas a Globo decidiu cortar a sequência por medo da reação do público e das críticas que poderia receber.

Até hoje, os atores e a própria autora, Gloria Perez, lamentam a censura poucas horas antes da exibição. "Foi climão. Toda a novela estava na expectativa, foram colocados telões nas ruas. Foi difícil. Demorou pra cacete para isso acontecer", declarou o marido de Giovanna Ewbank durante uma entrevista para Tatá Werneck no programa Lady Night, em 2018.

O beijo entre Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg em Babilônia assustou conservadores

Desessete anos após ter lésbicas explodidas, a Globo ousou ao mostrar duas idosas aos beijos no primeiro capítulo de Babilônia em 2015. A cena de afeto interpretada por Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro foi demais para o conservadorismo do público. Teve até quem propagasse um boicote à trama.
A decisão de cortar selinhos e demonstrações de carinho foi tomada depois que a emissora fez pesquisas com grupos de telespectadores, que assim como em Mulheres Apaixonadas, aprovavam as personagens, com a condição de não vê-las aos beijos. A emissora recuou e ceifou a troca de carícias entre as veteranas.

Já em 2019, no caminho inverso, a direção de Dramaturgia barrou a exibição de um beijo entre Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anaju Dorigon) em Órfãos da Terra. Mas o veto foi, na verdade, apenas um adiamento. Um selinho entre as duas foi usado para consagrar o casamento do casal.
Passos lentos e estudados

É claro que existem outros casos positivos para o público LGBTQ+. Mateus Solano e Thiago Fragoso protagonizaram o primeiro beijo gay em horário nobre da TV brasileira em Amor à Vida (2013). Giovanna Antonelli e Tainá Müller interpretaram o primeiro casal de mulheres a se beijar na Globo no horário, e elas também se casaram na novela Em Família (2014).

Recentemente, houve troca de carícias na trama teen Malhação - Viva a Diferença (2017), que a emissora reapresenta. Já A Dona do Pedaço (2019), além de exibir o romance entre Malvino Salvador e Guilherme Leicam, também contou com um amor para uma transexual, com direito a casamento e beijo.

Teve ainda um marco histórico nesse cenário com a exibição da cena de sexo entre dois homens em Liberdade, Liberdade (2016) --novela exibida na faixa das 23h. São avanços a passos lentos, mas eles existem.

Clipping De lésbicas explodidas a beijo vetado: Globo enfrenta mais de 20 anos de rejeição gay,  por Kelly Miyashiro, 08/08/2020 

Biblioteca sapatônica: livros da década de 1980 por um movimento lésbico

quarta-feira, 19 de agosto de 2020 0 comentários

Talking LGBTQ Symbols with @Mashable Made Me Some New Friends ...

Míriam Martinho

Certa feita, uma pesquisadora me perguntou que livros as integrantes do Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) e da Rede de Informação Um Outro Olhar (REDUOO) liam. De imediato, não foi muito fácil de lembrar, dada à distância temporal de quatro décadas, mas a pergunta me levou a tirar do baú alguns títulos importantes de uma época em que as ativistas lésbicas buscavam criar um movimento lésbico autônomo, independente de gays e feministas.

Considerando que, hoje, lésbicas estão sendo canceladas até das célebres dyke marches (equivalente às caminhadas lésbicas brasileiras) pelo simples fato de afirmarem que lésbicas são mulheres que se relacionam exclusivamente com outras mulheres (pessoas do sexo feminino), creio que compartilhar clássicos da produção lésbica internacional de viés separatista possa ajudar a fundamentar ações contra a atual perda de nossos direitos e espaços. Afinal, a orientação homossexual não é fóbica contra ninguém e, de tal forma, jamais pode ser vista. Para acessar os livros, clique aqui

Nota 1.
Ao acessar esse material, vale evitar o anacronismo e não projetar o vocabulário atual no passado da década de oitenta. Nesse período, ativistas lésbicas e gays usavam, sem problemas, os termos "homossexualismo", "lesbianismo", "opção sexual", entre outros, hoje considerados politicamente incorretos. Não se assustem, portanto, ao encontrar o termo "lesbianismo" nesses livros.

Nota 2. A copiadora digitalizou os livros, um deles bem volumoso, em resolução alta, razão pela qual alguns não abrem no visualizador do Google Drive. Mas eles foram devidamente checados e estão seguros para baixar.
 
Rosanna Fiocchetto
A Amante Celeste é uma tradução do italiano para o espanhol do livro da escritora e ativista feminista e lesbiana Rosanna Fiocchetto (trabalhou na Livraria de Mulheres de Roma e participou do Centro Feminista Separatista de Roma e da União entre Lésbicas Italianas).

Neste livro, de 1987, cujo subtítulo é A destruição científica da lésbica, Fiochetto anallisa difrentes abordagens científicas da lesbianidade, situando-a historicamente como entidade e identidade separada e absolutamente diferenciada da homossexualidade masculina.

Sara Lucia Hoagland

Ética Lésbica, rumo a novos valores, de 1988, é de autoria de Sarah Lucia Hoagland, filósofa e professora da Universidade de Illinois em Chicago (EUA).

Segundo comentário de uma leitora, o livro encoraja a compaixão pelas lésbicas entre as lésbicas (cai bem contra as exposições e cancelamentos de hoje), questionando a raiz dos conflitos entre as lésbicas que impedem o florescimento de um movimento específico.


Este livro foi inspiração para a fundação da Rede de Informação Um Outro Olhar.
                          Susan Cavin

Origens Lésbicas, publicado em 1985, é de autoria da socióloga política Susan Cavin. Nele a autora busca traçar a origem da opressão feminina e os registros da lesbianidade e das Amazonas na História. Fruto da tese de doutorado da autora, o livro é importante por registrar a presença das lésbicas em todos os padrões de assentamentos humanos.

Sarah Lucia Hoagland e Julia Penelope

Publicado pela mesma autora de Lesbian Ethics, Sarah Lucia Hoagland, e Julia Penelope, conhecida ativista lésbica do período, Só para Lésbicas, uma Antologia Separatista é um tijolaço de 596 páginas de textos acadêmicos e não acadêmicos de ativistas e coletivos lésbicos dos anos 70 e 80. Tem análises teóricas, insights autobiográficos, contos, poesias e o ideal de uma cultura lésbica.

"O que é uma lésbica? A lésbica é a ira de todas as mulheres condensada a ponto de explodir." (Radical Lesbians,  The Woman Identified Woman, 1970).

Para acessar os livros, clique aqui

Remadora lésbica da Nova Zelândia busca sucesso olímpico para incentivar atletas LGB

segunda-feira, 27 de julho de 2020 0 comentários

Charlotte Mizzi e Emma Twigg em sua cerimônia de casamento (02/2020) - Img: Women's Day (NZ)

Quando a remadora neozelandesa Emma Twigg se deu conta de que era lésbica, não planejou servir de exemplo para ninguém.

Mas um afastamento do remo após a Olimpíada do Rio 2016, onde quase conquistou uma medalha de bronze, e o apoio que recebeu de amigos e colegas quando se casou com sua companheira no início deste ano mudaram o cenário.
Sempre tive a postura de querer ser conhecida como Emma, a remadora incrível, antes de Emma, a remadora gay", disse a atleta, de 33 anos, à Thomson Reuters Foundation, em uma entrevista por telefone.
Sinto que tenho muita sorte por sempre ter estado cercada por pessoas que nunca mostraram nenhum tipo de desrespeito, e minha sexualidade não é um ponto focal de minha carreira esportiva", acrescentou.
Emma Twigg – World Rowing Female Rower of the Year - worldrowing.com
Emma Wigg se prepara para as Olimpíadas de Tóquio

A Nova Zelândia legalizou as parcerias civis em 2004 e o casamento homossexual nove anos mais tarde, e foi depois de se casar, em janeiro, que Twigg percebeu que gostaria de usar sua plataforma como atleta para defender pessoas LGB menos privilegiadas do que ela.
Não é algo que, assim que percebi que era gay, fiquei à vontade fazendo. Com certeza exigiu algum tempo, e quanto a isso cada um tem sua jornada", disse.
À medida que cresci, percebi o poder de meu perfil e a oportunidade de fazer o bem usando o trabalho duro que dediquei ao meu esporte".
Ela se aposentou temporariamente após a Rio 2016, e sua volta ao esporte foi motivada em parte por seu desejo de mostrar a jovens e a atletas LGB que "a vida continua".
Se, ao ler sobre minha história, alguém se sentir mais confiante, será ótimo", disse ela, que aproveitará o adiamento da Tóquio 2020 para treinar.
Clipping Remadora gay da Nova Zelândia busca sucesso olímpico para "lançar luz" sobre injustiças, Por Seb Starcevic, 24/07/2020, UOL Esportes via Reuters

Madonna lembra quando recebeu multa por defender direitos LGBT na Rússia e não pagou

terça-feira, 21 de julho de 2020 0 comentários

Madonna defende o direito dos gays
Na Rússia, é proibido fazer “propaganda homossexual”.
Madonna usou suas redes sociais na última segunda-feira (20) para relembrar uma situação de 2012. Ela estava em turnê com a The MDNA Tour e, durante os seus shows na Rússia, que aconteceram em agosto, ela acabou fazendo um discurso pelas direitos da comunidade LGB. Por ser na Rússia, no entanto, isso vai contra as leis – é proibido fazer apologia ao tema. Por isso, ela foi multada por mais de 1 milhões de dólares. Atualmente, em reais, isso daria mais de 5 milhões. No entanto, ela afirmou que nunca pagou e nem pagará.

Eu fiz esse discurso em um show em São Petersburgo, há 8 anos. Fui multada em 1 milhão de dólares pelo governo por apoiar a comunidade gay. Eu nunca paguei”, escreveu ela, apoiando a liberdade de expressão. Junto, ela postou um trecho de seu discurso.
Assista
Não tenham medo. Nós queremos lutar pelo direito de sermos livres. É um tempo muito estranho no mundo e eu sinto no ar que as pessoas estão com mais medo, já que as pessoas estão mais intolerantes. Mas podemos mudar isso, nós temos o poder. E não precisamos fazer isso com violência, faremos apenas com amor“, disse ela, enquanto o público segurava a bandeira do arco-íris.
 Estou aqui para dizer que a comunidade gay e os gays, aqui e em todo o mundo, têm os mesmos direitos (como todos os outros) … os mesmos direitos de serem tratados com dignidade, com respeito, com tolerância, com compaixão, com amor“, completa.
Levantando a bandeira

Madonna sempre foi defensora da comunidade LGB e foi homenageada pelo GLAA Awards por seu ativismo contínuo no ano passado.

Na Rússia, não é proibido ser gay, mas há leis que proíbem a “apologia”. A homofobia tem sido patrocinada pelo governo por meio das próprias leis e por programas televisivos e propagandas. 

Nos canais estatais os homossexuais são apresentados como pervertidos, agentes pervertidos, agentes estrangeiros infiltrados ou pessoas doentes que devem ser curadas”, diz a ativista Svetlana Zakharova, membro do conselho da Russian LGBT Network (Rede Russa LGBT), uma das maiores organizações do setor no país, como afirma a revista Veja.

Em 2017, o mundo se escandalizou ao descobrir que, na Chechênia, policiais e autoridades mantinham um “campo de concentração gay”, onde ocorriam torturas, estupros e assassinatos. Na Rússia, a homossexualidade foi considerada um crime até 1993 e uma doença mental até 1999.

Ela não foi a única

Em 2019, Christina Aguilera confrontou governo da Rússia e abençoou casamento gay. Christina faz dois shows no país – em São Petersburgo e Moscou, metrópoles onde se assumir gay ainda é difícil, mas um pouco mais seguro que no interior.

De volta para 2013, Lady Gaga usou seu Twitter para criticar a Rússia. Assim como Madonna, Lady Gaga foi processada pelo governo da Rússia pela realização de seu recente show no país e por falar abertamente sobre a liberdade dos homossexuais por lá.
Por que vocês não me prenderam quando tiveram a chance, Rússia?”, escreveu Lady Gaga. “Porque vocês não queriam ter que responder ao mundo?”
Clipping Madonna relembra episódio em que foi multada pela Rússia após discurso em prol de LGBTQIA+: “nunca paguei”, by Caian Nunes, 21/07/2020

Personagem lésbica de Naya Rivera em 'Glee' ajudou público LGB a se autoaceitar

quarta-feira, 15 de julho de 2020 0 comentários

Naya Rivera como Santana Lopez em Glee (Foto: Divulgação)
Atriz interpretou Santana Lopez na série, que foi ao ar de 2009 a 2015, marcada
pela celebração da diversidade e da autoaceitação

A morte de Naya Rivera, atriz que interpretava Santana Lopez em Glee, chocou os fãs na última quarta-feira (8), principalmente pela importância da personagem em suas vidas pessoais. Naya sumiu durante um passeio de barco com o filho de 4 anos de idade, Josey, no Lago Piru, nos Estados Unidos, e as buscas por ela mobilizaram uma equipe de cerca de 100 pessoas até seu corpo ser encontrado na segunda-feira (13).


Glee ficou marcado na história da TV como uma série que celebrava a diversidade e a autoaceitação. Os discursos abordados nos episódios desde homossexualidade, preconceito, gordofobia, racismo, padrões de beleza, entre outros, destacava a série como precursora em 2009, quando foi lançada. Na série, Santana lidou com a aceitação da própria sexualidade e ajudou o público LGB que também enfrentava essa questão, além do preconceito.

Naya Rivera em Glee como Santana Lopez (Foto: Reprodução)
Naya Rivera em Glee como Santana Lopez (Foto: Reprodução)

Naya Rivera marcou uma geração com Santana, mostrando a importância de se aceitar como é!", escreveu um internauta no Twitter. "Hoje felizmente 90% das séries que vejo tem personagens não héteros. De Jane the Virgin pra cá, o número de séries com personagens latinos aumentou muito. Dez anos atrás, a realidade era outra. Ver uma personagem como a Santana Lopez foi de extrema importância pra mim", comentou outro. Além de Santana, Glee também tinha outros personagens LGB como Britanny (Heather Morris), Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss).
Estaria mentindo se dissesse que Santana Lopez não foi um personagem que me ajudou e influenciou em certo momento lá atrás", falou um fã. "Quem me conhece sabe o quanto eu sou fã dessa mulher, e quão importante pra mim foi a trajetória dela em Glee, série essa que me ajudou a me aceitar como um homem gay", disse um rapaz.
A personagem tem atitudes duvidosas ao longo da série e pode até ser considerada uma das vilãs. No final da última temporada, Santana e Britanny, que eram namoradas no ensino médio, se casam. A cena é uma das mais importantes da produção.



Clipping Personagem lésbica de Naya Rivera em 'Glee' ajudou público LGBTQIA+ com autoaceitação, por Isabela Pacilio, Quem, 10/07/2020               

Velma saiu do armário no desenho Scooby-Do Mistérios S.A e se assumiu lésbica

segunda-feira, 13 de julho de 2020 0 comentários

A personagem Velma é lésbica, revela produtor de 'Scooby-Doo'
Marcie e Velma são namoradas

Uma personagem do desenho Scooby-Do Mistérios S.A. acaba de sair do armário: Velma é lésbica. A afirmação foi feita pelo produtor da animação Tony Cervone em post nas redes sociais.

A postagem veio em resposta a questionamentos dos fãs que enxergavam uma possível relação amorosa entre Velma e o personagem Salsicha.
A Velma de Mistérios S. A. não é bi, ela é gay. Nós sempre planejamos a Velma agindo um pouco fora do personagem enquanto ela estava confusa consigo mesma e tinha dificuldades em entender”, escreveu ele, que postou uma imagem de Velma com as cores do arco-íris.
Ele prosseguiu dizendo que o desenho dá pistas da homossexualidade da personagem e que ela forma um casal com Marcie.
Há dicas sobre o porquê naquele episódio com a sereia e, se você seguir todo o arco de Marcie, parece tão claro quanto poderíamos fazer dez anos atrás. Eu não acho que Marcie e Velma tiveram tempo de agir de acordo com seus sentimentos durante a linha do tempo principal mas, após o reset, elas são um casal”, explicou.
Produtor do Scooby-Doo revela que Velma é lésbica e expõe sua vida ...
Velma é lésbica e não bi

No último domingo (12), James Gunn, que dirigiu o primeiro live-action de Scooby-Doo em 2002, disse que Velma, interpretada por Linda Cardellini, era gay na primeira versão de seu roteiro.
Eu tentei! Em 2001, Velma era claramente gay no meu roteiro inicial”, tuitou ele em resposta aos pedidos dos fãs de fazer Velma abertamente lésbica na próxima versão do desenho nos cinemas.
I tried! In 2001 Velma was explicitly gay in my initial script. But the studio just kept watering it down & watering it down, becoming ambiguous (the version shot), then nothing (the released version) & finally having a boyfriend (the sequel). 😐 https://t.co/Pxho6Ju1oQ
— James Gunn (@JamesGunn) July 13, 2020
Clipping Produtor de Scooby-Doo diz que Velma é lésbica e namora outra personagem, VejaSP, 13/07/2020

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