Pandemia de coronavírus cancela parada LGBT de Nova York

segunda-feira, 27 de abril de 2020 0 comentários

A Parada do Orgulho Gay de Nova York de 2019 - AFP
A Parada do Orgulho Gay de Nova York de 2019 Imagem: AFP

Pela primeira vez em 50 anos Nova York não terá uma Parada do Orgulho Gay. O evento, que acontece todo ano no final de junho, foi oficialmente cancelado hoje pelo prefeito da cidade, Bill de Blasio, que alegou não ser possível realizar eventos por causa da pandemia do covid-19. Nova York é o local com mais casos de coronavírus nos Estados Unidos.
A Parada vai voltar e encontraremos a melhor forma de fazê-la", declarou o prefeito, sem uma previsão de nova data. Ele lamentou ter de cancelar um dos eventos mais importantes do calendário da cidade no ano em que ele completaria meio século. Bill de Blasio é conhecido como defensor dos direitos LGBT.
A Parada do Orgulho Gay de Nova York começou em 1970, um ano depois da revolta de Stonewall, que foi celebrada no evento no ano passado. A data tem a ver com o dia em que a polícia invadiu o bar Stonewall Inn, em 28 de junho de 1969, um dos poucos locais que reunia gays, lésbicas, trans e drags na época.

Naquele dia, os frequentadores do bar resolveram se rebelar contra as constantes batidas da polícia e fizeram história e saíram em marcha pelas ruas da cidade para defender seus direitos. A partir deste acontecimento histórico, várias cidades pelo mundo passaram a promover suas próprias paradas.

A Parada do Orgulho Gay de Nova York caíria exatamente na data em que se celebra o Stonewall, 28 de junho, um domingo. Além do dia do desfile, foram cancelados todos os eventos relacionados à Parada que aconteceriam entre 14 e 28 de junho na cidade.

Clipping Parada do Orgulho Gay de Nova York é cancelada; evento faria 50 anos, UOL Internacional, 20/04/2020

Parada LGBT incluída no calendário oficial de eventos do DF

segunda-feira, 20 de abril de 2020 0 comentários

Parada LGBT de Brasília — Foto: José Cruz/Agência Brasil
Decisão foi publicada no DODF na terça-feira (14/04) após projeto do distrital
Chico Vigilante (PT) tramitar por dois anos na CLDF

O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou a lei que inclui, no calendário oficial de eventos do Distrito Federal, a Parada do Orgulho LGBTS (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes) de Brasília. O ato foi publicado no Diário Oficial (DODF) da terça-feira (14/04).

Aprovada no dia 20 de março, a proposta tramitava desde o ano de 2017 e é iniciativa do deputado distrital Chico Vigilante (PT). O evento é realizado anualmente no mês de junho, em referência ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado no dia 28 do mesmo mês.

Neste ano, caso não haja prorrogação das medidas restritivas causadas pelo novo coronavírus, o evento ocorre no fim de junho.
Estamos felizes com o governador. É fruto de muita luta e resistência da população LGBT. A parada é o maior ato de direitos humanos e é um dos maiores eventos dos DF. São 23 anos colorindo a capital. Reconhecimento fundamental para fazer do DF um território livre do preconceito”, declarou o ativista Michel Platini, presidente do Centro de Defesa do Direitos Humanos e diretor da Aliança Nacional LGBTI no DF.
Contribuição

De acordo com a legislação, o Poder Executivo, por meio de seus órgãos e entidades, passa a contribuir, dentro das possibilidades, com a realização do evento.

Do ponto de vista prático, a inclusão do festival no calendário facilita para os organizadores, por exemplo, a captação de apoio administrativo do poder público para o evento. Com isso, torna mais simples a obtenção de licenças para as próximas edições, liberação de espaços e apoio da estrutura local. O registro também agrega valor simbólico e institucional ao movimento.

Clipping GDF sanciona lei que inclui Parada LGBTS no calendário oficial, por Caio Barbieri, Metrópoles, 14/04/2020

Triângulo amoroso lésbico da Rainha Ana da Grã-Bretanha rendeu muitos ciúmes e fofocas palacianas

sexta-feira, 17 de abril de 2020 0 comentários

Pintura de Willem Wissing e Jan van der Vaardt representando a Rainha Ana
Pintura de Willem Wissing e Jan van der Vaardt representando a Rainha Ana - Wikimedia Commons

O suposto romance entre Ana da Grã-Bretanha e Lady Sarah ia bem, até que a criada Abigail Hill chegou ao palácio

Pouco se lembra sobre o governo da Rainha Ana da Grã-Bretanha. Mesmo com um reinado surpreendente, que passou por episódios como a Guerra da Sucessão Espanhola, seu legado não é considerado pelos britânicos como grandioso.

A monarca ficou no poder por cinco anos e sempre foi vista como uma mulher dura e gananciosa. O problema, todavia, é que, como qualquer história sem registros definitivos, a reputação de Ana foi construída em volta do que as pessoas pensavam sobre ela.

Nesse sentido, grande parte do estigma sem carisma da Rainha partiu de uma pessoa em especial: Lady Sarah. Foi ela que, em suas memórias, construiu um retrato rude da monarca. Por que? Bom, a resposta é mais simples que parece: vingança.

Na Inglaterra do século 18, o conceito de homossexualidade não era conhecido, muito menos discutido. Esse fato, porém, não conteve os sentimentos que Ana cultivava por Lady Sarah. No entanto, sabe-se que a rainha tinha, de fato, certas tendências lésbicas.

Isso porque a monarca teria desenvolvido uma obsessão por Sarah. Dessa forma, apaixonada pela esposa do duque de Marlborough, Ana escrevia diversas cartas, às vezes diariamente, para a sua amada. Mesmo com a existência dos documentos escritos pela monarca, não é possível provar que as duas mulheres tiveram, de fato, relações sexuais.

A história ficou mais complicada quando Abigail Hill chegou ao palácio. Com a vontade de se tornar o braço-direito da rainha, a criada se aproximou da monarca e deixou Sarah, que era conselheira, incomodada.

Para a duquesa, no entanto, a rainha não poderia sentir qualquer atração por Abigail, além de sexual, já que, aos olhos de Sarah, a novata não tinha grandes qualidades. Mesmo assim, importunada pela situação, a mulher traçou um plano.

Ainda que tivesse medo de sua relação com Ana ser descoberta, Lady Sarah acusou a Rainha de ter um caso com Abigail. No final, sem sua relação com Ana, Lady Sarah passou a transmitir uma imagem errada da monarca, descrevendo-a como rude, dura e sem carisma.

Ver também A Favorita: Rainha Anne, suas amantes e as questões de Estado

Clipping Vingança e ciúmes: o escandaloso triângulo amoroso lésbico da rainha Ana, por Pamela Malva, Aventuras na História,  09/04/2020

Faleceu Phyllis Lyon, pioneira ativista lésbica, aos 95 anos

quarta-feira, 15 de abril de 2020 0 comentários

Phyllis Lyon, Pioneering Lesbian Activist, Dies at 95
Ativista Phyllis Lyon fundou a 'Daughters of Bilitis', primeira organização lésbica americana 

Faleceu aos 95 anos, de causas naturais, em 13/04/2020, a ativista Phyllis Lyon, pioneira na luta pelos direitos homossexuais.

Phyllis, junto de sua esposa Del Martin, falecida em 2008, fundou a primeira organização de direitos lésbicos na América, o 'Daughters of Bilitis'. Juntas, elas também criaram a publicação lésbica 'The Ladder'.

Em 2004, foram o primeiro casal do mesmo sexo a trocar votos de casamento em São Francisco, nos Estados Unidos. E foram casadas pelo atual governador da Califórnia, Gavin Newsom.

O casamento foi anulado quando a Suprema Corte da Califórnia derrubou as leis contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2008, mas elas se casaram novamente.

Phyllis Lyon and Del Martin, first same-sex couple ever to marry ...
Del Martin e Phyllis Lyon tiveram um papel crucial na conquista dos direitos homossexuais

No decorrer da vida, o casal também fez campanha para que figuras políticas e religiosas se tornassem mais favoráveis aos direitos de gays e lésbicas.

Phyllis co-fundou e dirigiu o Fórum Nacional do Sexo, foi professora do Instituto de Estudos Avançados da Sexualidade Humana e, ao lado de Del, escreveu o livro 'Lesbian/Woman'.

A morte de Phyllis foi compartilhada por Gavin Newsom, que afirmou em um comunicado:
Phyllis e Del eram a manifestação do que é o amor e a devoção. Phyllis, sua coragem mudou o curso da história."
O senador da Califórnia Scott Wiener disse:
Perdemos uma gigante hoje. Phyllis Lyon lutou pela igualdade de gays e lésbicas quando não era seguro nem popular fazê-lo. Ela e sua esposa, Del Martin, tiveram um papel crucial na conquista dos direitos e dignidade de que nossa comunidade agora desfruta. Devemos imensa gratidão por seu trabalho"
Phyllis deixa uma filha e genro, dois netos e um bisneto. A família pediu que sejam feitas doações aos Serviços de Saúde Lyon-Martin de São Francisco, uma clínica nomeada em homenagem a ela e Del, que atende à comunidade de gays e lésbicas.

Clipping Morre aos 95 anos Phyllis Lyon, pioneira na luta pelos direitos LGBTQ+, UOL Universa, 13/04/2020

Angela Ro Ro encontra "maior amor de sua vida" em namorada 30 anos mais jovem

segunda-feira, 6 de abril de 2020 0 comentários

Angela Ro Ro posta primeira foto com a namorada
Angela e a namorada em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio

Um dia após publicar a primeira foto com a namorada e revelar publicamente o romance de pouco mais de um ano com uma produtora cultural, Angela Ro Ro afirmou ao EXTRA que está vivendo, aos 70 anos, a maior história de amor da sua vida.
Ela é a pessoa que eu mais amei, junto com a mamãe. É o maior amor da minha vida. Não consigo comparar as experiências que eu tive numa vida inteira, mas é, latentemente, é a coisa mais forte que eu senti na minha vida e a mulher mais companheira", diz a cantora, que prefere não revelar o nome da amada. Ela explica:
Não quero interferir nos contatos profissionais dela. A gente ainda vive num mundo de preconceito, onde o racismo é latente contra todas as raças, e o ódio está se acumulando. A homofobia continua forte".
Angela está isolada em sua casa de praia, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, na companhia da namorada (mas elas não moram juntas). Foi de lá que ela resolveu postar em suas redes sociais a primeira foto das duas juntas.
Por quê não postar um momento bonito que a gente está vivendo?. Se deixarem comentários preconceituosos, eu excluo", avisa.
A cantora revela que a namorada está quase na casa dos 40 anos e brinca com a diferença de idade entre elas:
Ela tem cara de garota, mas também não é nenhuma ninfeta. Já está indo para os 40 anos. Se o Chico Buarque pode, por que eu não posso?", questiona, gargalhando, referindo-se ao atual namoro do cantor, de 75 anos, com a advogada e doutora em Direito, Carol Proner, de 43.
Angela Ro Ro posta primeira foto com a namorada
Angela Ro Ro e namorada

Angela Ro Ro se declara para a namorada

Clipping Angela Ro Ro diz que namorada 30 anos mais jovem é o "maior amor de sua vida", Extra, 04/04/2020
 

Em dose dupla, casal de mulheres amamenta seus dois filhos

quarta-feira, 18 de março de 2020 0 comentários

Casal homoafetivo se olhando enquanto amamentam os filhos gêmeos
Depois de encararem uma fertilização in vitro, Marcela e Melanie compartilharam a amamentação dos bebês graças a indução à lactação  — Foto: Arquivo pessoal/ Igor Dalboni

"Topo. Vamos!” Essas foram duas palavras mágicas usadas pela escritora e educadora Marcela Tiboni, de 37 anos, para aceitar o desafio de compartilhar as dores e as delícias da amamentação com a esposa, a corretora de imóveis Melanie Graille, 30 anos. Juntas, elas amamentaram os gêmeos Bernardo e Iolanda, nascidos em 2018, após uma fertilização in vitro. Assunto pouco divulgado na mídia, a lactação conjunta homoafetiva também foi uma novidade na vida do casal.

O início da relação foi em 2013, durante um curso de pós-graduação, em São Paulo. Desde do começo do relacionamento, o desejo de ter filhos sempre foi latente na vida de ambas.

Em conversa com o Metrópoles, o casal comenta desde do tratamento para a produção de leite até os olhares curiosos na rua e nas redes sociais desde que decidiram pela amamentação homoafetiva.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é apenas uma entre dezenas de entidades do setor que reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças de até dois anos. Ela deve ser exclusiva durante os seis primeiros meses de vida. A medida reduz em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

O processo de fertilização

Apesar de cogitar a adoção, o casal decidiu que queria viver a maternidade por meio da gestação. Elas concretizaram o desejo com a fertilização in vitro, método gestacional em que a fertilização do óvulo é feita em laboratório e, se a evolução for favorável, os pré-embriões são transferidos para o útero da mãe.

No caso de Melanie e Marcela, o doador do sêmen preferiu não se identificar. Antes de realizar o processo, o casal sentiu falta de informação sobre o assunto, sobretudo em um casamento gay.

A cada consulta feita pelo médico, as dúvidas sobre essa nova fase cresciam”, relata Melanie, que gestou as crianças.

Marcela, Melanie e suas crianças

Amamentação em dose dupla

A dupla amamentação veio como uma proposta descompromissada para as duas mães. Apesar de ambas saberem que o método existia, nenhuma delas tinha noção de como aquilo era viável.

Após uma longa pesquisa, o casal seguiu para as consultas com a ginecologista e obstetra Ana Thais Vargas, e a consultora de amamentação Kely Carvalho Torres.

Do quinto ao sétimo mês de gravidez, Marcela tomou anticoncepcional. A medida fazia parte do tratamento e, assim, houve um aumento de estrogênio, progesterona e prolactina. Em seguida, sua menstruação foi interrompida.

Na visão da escritora, o grande diferencial foi utilizar a bomba para ordenha cinco vezes ao dia, durante todos os meses em que Melanie estava grávida.

Hoje, os gêmeos estão com 1 ano e 5 meses e seguem com o aleitamento materno.

As dores e delícias da maternidade

Para Melanie, dividir os sintomas da gravidez com a esposa foi enriquecedor.

As duas viveram o puerpério ao mesmo tempo. Variações de humor que iam de rir muito a chorar “de soluçar” eram sentimentos compartilhados.

A história das duas mães inspirou Marcela a escrever um livro sobre o assunto, batizado de Mama: um relato de maternidade homoafetiva, e lançado no ano passado.
O Mama foi a minha gestação. Colocava nas páginas todos os meus questionamentos em relação a maternidade“, afirma Marcela.

Olhares curiosos

Marcela Tiboni observa os olhares preconceituosos como falta de conhecimento sobre o assunto. A descriminação aconteceu poucas vezes, e é mais comum virtualmente. “Quando saem matérias nas redes sociais, surgem diversos comentários homofóbicos”, garante.

Por amamentar em público, o casal nunca sofreu preconceito, mas, muitas vezes, o ato gera um desentendimento dos indivíduos.
As pessoas veem dois bebês e perguntam que é a mãe, nós respondemos que são as duas. Algumas, se interessam. Outras, viram as costas e vão embora”, conclui.
Clipping Amor sem tabu: juntas, mulheres lésbicas amamentam 2 filhos, Metrópoles, por Fernanda Suassana, 14/03/2020

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