Casamento igualitário legalizado na Austrália

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017 0 comentários



Austrália legaliza casamento gay

A Austrália legalizou nesta sexta-feira o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, depois de uma consulta nacional que recebeu um grande apoio da população.

O governador-geral, Peter Cosgrove, representante na Austrália da rainha Elizabeth II da Inglaterra, firmou a lei, aprovada na véspera pelo Parlamento e que entrará em vigor no sábado.
O texto já é  lei”, declarou Cosgrove em cerimônia em Canberra.
Que dia para o amor, para a igualdade, para o respeito! A Austrália conseguiu”, celebrou o primeiro-ministro Malcolm Turnbull após a aprovação no Legislativo.
A partir de sábado, os casais do mesmo sexo poderão apresentar os pedidos oficiais de matrimônio. Os primeiros casamentos poderão acontecer dentro de um mês.
Cada australiano teve sua voz, e a maioria afirmou que é justo”, completou Turnbull, um político de centro-direita.
Com a oposição da ala conservadora de seu movimento político à reforma, Turnbull optou por organizar nos últimos meses uma controversa e incomum consulta popular por correio, cujos resultados não eram vinculantes.

Quase 80% dos eleitores do país participaram da consulta, que durou dois meses. A apuração revelou em novembro que quase 62% dos 12,7 milhões de eleitores se pronunciaram a favor do casamento gay.

Após a divulgação dos resultados, o primeiro-ministro optou por agir rápido e apresentou ao Parlamento uma lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O líder da oposição trabalhista, Bill Shorten, celebrou a aprovação do texto e pediu aos australianos que superem as divisões evidenciadas pelos debates das últimas semanas.
É hora de fechar as feridas”, disse Shorten.
Os defensores da igualdade entre os sexos se reuniram diante do Parlamento em Canberra para este dia histórico, que deve incluir a Austrália entre o grupo de países que autorizam as uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Agradecemos a todos os australianos por seu apoio ao sim”, declarou Alex Greenwich, um dos líderes da Campanha pela Igualdade. Agradecemos a todos os que lutam há muitos anos, em alguns casos há mais de 10 anos, pela justiça e a igualdade”, completou.
Os críticos do texto tentaram apresentar emendas, para permitir exceções religiosas, mas foi em vão.

A lei foi aprovada na última sessão do ano, após uma semana de debates entre os deputados.

Mais de 25 países no mundo reconhecem os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Austrália prestes a legalizar casamento igualitário

quinta-feira, 30 de novembro de 2017 0 comentários

Foto tirada em 10 de setembro de 2017 mostra manifestantes em protesto a favor do casamento entre o mesmo sexo, em Sydney. Foto: Daniel de Carteret/AFP

Legalização de casamento gay supera penúltimo obstáculo na Austrália

Camberra, 29 nov (EFE).- O Senado da Austrália aprovou nesta quarta-feira a proposta para legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, em seu penúltimo trâmite legislativo, duas semanas depois que estas uniões receberam o aval em um referendo não vinculativo.

A proposta de lei apresentada pelo senador liberal Dean Smith foi aprovada sem emendas com 43 votos a favor, 12 contra e várias abstenções e ausências, e entre aplausos, lágrimas e expressões de alegria por parte de seus simpatizantes.

A decisão do Senado transfere a iniciativa legislativa à Câmara dos Deputados, que retomará suas sessões na próxima segunda-feira e deve ratificar a lei antes do Natal.

Antes da votação, Smith ressaltou que a iniciativa reflete como a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais passou "da rejeição à tolerância, da tolerância à aceitação e agora da aceitação à amparada".

A proposta permite aos oficiantes de casamentos religiosos a opor-se a realizar estas uniões, mas o impede no caso de oficiantes civis, tal como pediam vários legisladores conservadores.

O debate parlamentar começou depois que mais de 61% dos australianos expressou seu apoio à legalização destas uniões em uma consulta postal não vinculativa convocada pelo primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, em cumprimento de uma promessa eleitoral.

Este resultado permitiu a apresentação do projeto para reformar a Lei de Casamentos de 1961, que foi modificada em 2004 para detalhar que o casamento é exclusivo entre uma mulher e um homem.

Em dezembro de 2013, o Tribunal Superior anulou uma lei que permitia os casamentos de pessoas do mesmo sexo no Território da Capital Australiana por considerar que transgredia a Lei Federal de Casamentos de 1961.

Os estados da Tasmânia e Nova Gales do Sul também derrubaram propostas similares no passado.

Fonte: BOL, via EFE, 29/11/2017


Deputado conservador anti-LGBT renuncia após ser flagrado fazendo sexo com outro homem

terça-feira, 21 de novembro de 2017 0 comentários

Hipocrisia é uma das mais conhecidas facetas conservadoras

Deputado anti-LGBT renuncia nos EUA após sexo gay

O deputado estadual republicano Wes Goodman, 33, uma das principais vozes anti-LGBT no Ohio, renunciou após ter sido supostamente flagrado fazendo sexo com um homem em seu gabinete, segundo o jornal "Columbus Dispatch". Goodman, que pregava por "valores da família" e era chamado de "a consciência do movimento conservador", renunciou por "conduta inapropriada" após uma reunião com o líder republicano do casa legislativa estadual, Cliff Rosenberger.

O porta-voz de Rosenberger, Brad Miller, disse que o homem não era funcionário ou deputado da assembleia legislativa, e que o encontro, embora tenha sido consensual, foi uma "atividade inapropriada para um representante estadual".
Me encontrei com ele [Goodman] e ele aceitou e confirmou as alegações", disse Rosenberger afirmou em nota, segundo a Associated Press. "Tornou-se claro que sua renúncia era a conduta mais apropriada para ele, para sua família, para seus eleitores e para esta instituição."
Goodman é casado com uma mulher que é diretora-assistente da Marcha pela Vida, evento anual contra o aborto.
Todos nós trazemos nossas próprias lutas e provações à vida pública", disse Goodman em nota na última quarta-feira (14). "Isso tem sido verdade para mim, e sinceramente me arrependo que minhas ações e minhas escolhas me impediram de servir meus eleitores e nosso Estado de maneira que reflita os melhores ideais do serviço público. Para aqueles a quem desapontei, sinto muito."
Ao passar ao próximo capítulo da minha vida, sinceramente peço privacidade para mim, para minha família e para meus amigos."
Goodman, cuja biografia no Twitter o descrevia como "Cristão. Americano. Conservador. Republicano. Casado com @Beth1027", frequentemente afirmava que "o casamento natural" era aquele entre um homem e uma mulher.
Famílias saudáveis, vibrantes, orientadas a valores e que prosperam são a fonte da história orgulhosa de Ohio e a chave para o futuro grandioso de Ohio", dizia seu site de campanha, que agora está offline, segundo a Fox News.
Fonte: Paraíba.com.br, 18/11/2017, via Folha Press

Número recorde de personagens LGBTQ na TV americana

segunda-feira, 13 de novembro de 2017 0 comentários

Cena da série 'BoJack Horseman', da Netflix Foto: Divulgação
Cena da série 'BoJack Horseman', da Netflix - Divulgação

Estudo registra número recorde de personagens LGBTQ na TV americana
Relatório analisou que, apesar do crescimento, a maioria dos representantes desta categoria são homens brancos

Um estudo realizado por uma organização americana revelou que dos 901 personagens que aparecem nos principais programas da TV aberta dos EUA, 58 são gays, lésbicas, bissexuais, trans ou queer. Em comparação aos relatórios anteriores, esse número é considerado um recorde — houve um crescimento de 28 personagens representantes da comunidade LGBTQ em relação ao ano passado.

Apesar da boa notícia, o GLAAD (Gay and Lesbian Alliance Against Defamation) lembra que boa parte desses personagens são pessoas de pele branca e predominantemente homens.

O relatório, batizado de "Where We are on TV" (Onde estamos na TV, em tradução livre), também avaliou os números dos personagens LGBTQ presentes em programas dos serviços de streaming. Segundo os dados, 77% dos 70 personagens gays, lésbicas, bissexuais, trans ou queer desta categoria são brancos. O problema, no entanto, se estende entre todos os meios analizados — TV aberta, streaming e TV a cabo. 

Segundo a presidente da organização, Sarah Kate Ellis, o dado se torna ainda mais importante durante o governo do presidente Donald Trump. "Enquanto a administração de Trump está tentando diminuir a visibilidade das pessoas LGBTQ, estamos ocupando cada vez mais espaços na TV americana", afirmou ela a "Variety". "Nesses tempos, mostrar a representatividade é mais importante do que nunca. Vamos mudar o curso da história", finalizou. 

Outra informação divulgada pelo relatório do GLAAD é que, pela primeira vez na história, foram registrados personagens não-binários e assexuados que fazem parte do elenco regular dos programas. A única plataforma que não possui um personagem assexuado é a TV aberta. Tanto a TV a cabo, quanto o streaming têm seus representantes: Raphael, de "Shadowhunters", e Todd, de "BoJack Horseman". 

Nas três plataformas, há apenas 17 personagens trans — oito são mulheres trans, quatro são homens trans e outros quatro são não-binários. O relatório também destacou que apenas dois personagens em todas as três plataformas são portadores do vírus HIV.

Fonte:  Globo, 09/11/2017

Duas mulheres celebrarão sua união nos 24 países onde existe o casamento igualitário

sexta-feira, 27 de outubro de 2017 0 comentários

Duas artistas dirão ‘sim’ 24 vezes em homenagem ao casamento gay
Duas mulheres ativistas, que são um casal na vida real, têm a intenção de dizer "sim" ao menos 24 vezes ao redor do mundo em uma performance para homenagear o casamento gay - JF PIERETS/AFP

Duas artistas dirão ‘sim’ 24 vezes em homenagem ao casamento gay

Duas mulheres ativistas, que são um casal na vida real, têm a intenção de dizer “sim” ao menos 24 vezes ao redor do mundo, em uma performance para homenagear o casamento gay. 

Depois de um primeiro casamento em Nova York, em setembro, a holandesa Julian P. Boom, de 39 anos, e a belga Fleur Pierets, de 44 anos, se lançaram em uma aventura que as levará a outros 23 países onde o casamento homossexual é legal. 

O segundo casamento já aconteceu em Amsterdã, onde Julian viveu por 15 anos, seguido por um terceiro, na Antuérpia, no norte da Bélgica, na semana passada. Agora empreenderão o caminho até Paris, onde sua união será celebrada em 7 de novembro por Hélène Bidard, vice-prefeita. 
Tentamos fazer este projeto muito aberto e discutido sobre a maneira como poderíamos sensibilizar a população. Ao invés de nos queixarmos pelos 170 países onde o casamento gay é proibido, celebremos os 24” onde é legalizado, explicou Fleur Pierets. 
O casal recebeu muito apoio desde o lançamento do seu “Projeto 22”, e estão previstos um documentário, uma exposição fotográfica e um livro sobre a sua aventura. 

Desde o início do “Projeto 22”, que durará dois anos, Alemanha e Malta ampliaram a lista de países que autorizam o casamento homossexual. 

Mas isso não desanimou o casal, que diz querer criar “uma espécie de cápsula temporal na qual se pode ver que algumas coisas podem realmente melhorar”. 

Como se trata de uma “performance artística”, as duas mulheres não devem satisfazer as condições em matéria de residência e se beneficiam da benevolência das autoridades em cada país. 

Mas a primeira união do casal celebrada em Nova York, onde moram, que será a oficial. 
Realmente queríamos concretizar esse projeto. Vendemos tudo e viajamos com só uma mala”, comenta Fleur Pierets. 
As duas mulheres, que às vezes se hospedam na casa de amigos, ainda têm orçamento suficiente para cinco, ou seis casamentos. Portugal, Espanha, Luxemburgo e Grã-Bretanha são seus próximos destinos.

Fonte: Isto É, 25/10/2017

Parada de Copacabana recorre a financiamento coletivo

quinta-feira, 26 de outubro de 2017 0 comentários

Público segura uma imensa bandeira com as cores do arco-íris durante a 18ª Parada LGBT
Público segura uma imensa bandeira com as cores do arco-íris durante a 18ª Parada LGBT
Foto: Ariel Subirá / Futura Press

Parada LGBTI de Copacabana recorre a financiamento coletivo


Os organizadores da Parada LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais) de Copacabana recorreram a uma ferramenta de financiamento coletivo na internet para compensar a crise enfrentada em 2017, enquanto negociam o patrocínio de apoiadores privados para o ato de 19 de novembro.

As dificuldades levaram os organizadores a adiar a manifestação, que estava anteriormente programada para 15 de outubro.
A campanha de financiamento coletivo do Grupo Arco-Íris, organizador da parada, pretende arrecadar até R$ 350 mil com a ajuda de internautas e busca atingir, ao menos, R$ 150 mil.

Segundo o grupo, mesmo que o formato da parada mude e não inclua shows, é necessária uma estrutura mínima de UTIs móveis, banheiros químicos e outros serviços exigidos pelo Poder Público. Se a meta mínima de R$ 150 mil não for atingida, todo o dinheiro será devolvido aos doadores, segundo a plataforma Benfeitoria.

Além de recursos financeiros, empresas podem se associar aos organizadores da parada e doar serviços, como os banheiros químicos e lanches dos voluntários.

O diretor sócio-cultural do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, destaca que a parada vem contando com a divulgação de artistas e recorrendo a movimentos sociais para ampliar a campanha. Para os próximos anos, a ideia é consolidar o último domingo de junho como data fixa da parada, favorecendo a programação turística da cidade e a chegada de turistas estrangeiros.
A parada se tornou a parada da resistência. A luta não é só pelo Grupo Arco-Íris e o movimento LGBT. A gente precisa unir os segmentos da sociedade que vem sofrendo com o fundamentalismo religioso e a discriminação", define.
Não ter a parada é um impacto simbólico grande não só para a comunidade LGBT, mas para todos os grupos que lutam pelos direitos humanos", completa.
A página de financiamento coletivo prevê doações que vão desde R$ 20 até R$ 50 mil. Os doadores receberão diferentes recompensas, que vão desde a inclusão do nome no painel de agradecimentos no site do grupo até acesso aos trios elétricos no dia do evento.

A parada ainda tenta captar recursos por meio das leis de incentivo à cultura e não contará neste ano com aportes diretos da Prefeitura do Rio. Segundo a Riotur, empresa municipal que fazia o aporte, o motivo é falta de recursos. Para 2018, as paradas de Copacabana e Madureira tiveram seus projetos aprovados pela Secretaria Municipal de Cultura e poderão captar recursos de renúncia fiscal do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Segundo a Riotur, a Parada de Copacabana também foi incluída no calendário de eventos Rio de Janeiro a Janeiro, que terá o apoio de R$ 200 milhões do governo federal, por meio do investimento de empresas públicas no ano que vem. Também estão previstos benefícios fiscais, como a redução de impostos.

Fonte: Terra, 23/10/2017

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