Parada de Copacabana recorre a financiamento coletivo

quinta-feira, 26 de outubro de 2017 0 comentários

Público segura uma imensa bandeira com as cores do arco-íris durante a 18ª Parada LGBT
Público segura uma imensa bandeira com as cores do arco-íris durante a 18ª Parada LGBT
Foto: Ariel Subirá / Futura Press

Parada LGBTI de Copacabana recorre a financiamento coletivo


Os organizadores da Parada LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais) de Copacabana recorreram a uma ferramenta de financiamento coletivo na internet para compensar a crise enfrentada em 2017, enquanto negociam o patrocínio de apoiadores privados para o ato de 19 de novembro.

As dificuldades levaram os organizadores a adiar a manifestação, que estava anteriormente programada para 15 de outubro.
A campanha de financiamento coletivo do Grupo Arco-Íris, organizador da parada, pretende arrecadar até R$ 350 mil com a ajuda de internautas e busca atingir, ao menos, R$ 150 mil.

Segundo o grupo, mesmo que o formato da parada mude e não inclua shows, é necessária uma estrutura mínima de UTIs móveis, banheiros químicos e outros serviços exigidos pelo Poder Público. Se a meta mínima de R$ 150 mil não for atingida, todo o dinheiro será devolvido aos doadores, segundo a plataforma Benfeitoria.

Além de recursos financeiros, empresas podem se associar aos organizadores da parada e doar serviços, como os banheiros químicos e lanches dos voluntários.

O diretor sócio-cultural do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, destaca que a parada vem contando com a divulgação de artistas e recorrendo a movimentos sociais para ampliar a campanha. Para os próximos anos, a ideia é consolidar o último domingo de junho como data fixa da parada, favorecendo a programação turística da cidade e a chegada de turistas estrangeiros.
A parada se tornou a parada da resistência. A luta não é só pelo Grupo Arco-Íris e o movimento LGBT. A gente precisa unir os segmentos da sociedade que vem sofrendo com o fundamentalismo religioso e a discriminação", define.
Não ter a parada é um impacto simbólico grande não só para a comunidade LGBT, mas para todos os grupos que lutam pelos direitos humanos", completa.
A página de financiamento coletivo prevê doações que vão desde R$ 20 até R$ 50 mil. Os doadores receberão diferentes recompensas, que vão desde a inclusão do nome no painel de agradecimentos no site do grupo até acesso aos trios elétricos no dia do evento.

A parada ainda tenta captar recursos por meio das leis de incentivo à cultura e não contará neste ano com aportes diretos da Prefeitura do Rio. Segundo a Riotur, empresa municipal que fazia o aporte, o motivo é falta de recursos. Para 2018, as paradas de Copacabana e Madureira tiveram seus projetos aprovados pela Secretaria Municipal de Cultura e poderão captar recursos de renúncia fiscal do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Segundo a Riotur, a Parada de Copacabana também foi incluída no calendário de eventos Rio de Janeiro a Janeiro, que terá o apoio de R$ 200 milhões do governo federal, por meio do investimento de empresas públicas no ano que vem. Também estão previstos benefícios fiscais, como a redução de impostos.

Fonte: Terra, 23/10/2017

Pistolas Rosa contra ataques homofóbicos

quarta-feira, 25 de outubro de 2017 0 comentários


Contra-ataque - 'Pink Pistols' se armam contra efeito Trump
Gays se reúnem em grupos que defendem o porte de armas contra ataques homofóbicos

“Gays armados não são espancados” é um dos lemas do Pink Pistols, grupo LGBT que prega o porte de armas como defesa. Seu apelo ganhou força com o ataque a tiros que deixou 49 pessoas mortas em uma casa noturna gay em Orlando, no ano passado, e a emergência de grupos neonazistas e defensores da supremacia branca embalados pela vitória de Donald Trump, em novembro.

A autodefesa foi a motivação da lésbica Gwendolyn Patton, que ingressou no Pink Pistols em 2001. Hoje, ela é a porta-voz da entidade, que propaga a ideia de que a comunidade LGBT tem de se armar. 
Nosso objetivo é fazer com que os gays nos EUA não sejam um alvo fácil para alguém que queira cometer um crime de ódio. Queremos mostram que nem todos os gays apanharão passivamente.”
Patton disse que o interesse pela organização cresceu após o massacre na casa noturna Pulse, no qual os gays representaram o maior número de vítimas. Em seu site, a entidade lista subsidiárias em 51 cidades, entre as mais recentes está a de Charlottesville, onde ocorreram manifestações neonazistas e de supremacistas brancos. 
A página do Pink Pistols no Facebook tem 8.700 seguidores, mas Patton acredita que o número seja maior. No passado, eles estavam no armário, agora eles estão no cofre”, disse ela, em referência a gays que não declaram ser portadores de armas.
Grupos como o Pink Pistols e o Trigger Warning Queer são minoritários dentro do movimento LGBT. As principais organizações defendem a imposição de controles, entre os quais restrições no acesso a fuzis de estilo militar.

A vitória de Trump também levou ao aumento na busca de armas pelos negros. Fundada em 2015, a Associação Nacional Afro-Americana de Armas viu seu número de subsidiárias passar de 4 para 48, a maior parte das quais abertas neste ano.

Fonte: Estado de São Paulo, Claudia Trevisan, 24/10/2017

Lançado no Brasil app que ajuda vítimas de homofobia

segunda-feira, 23 de outubro de 2017 0 comentários


App que ajuda vítimas de homofobia ganha versão nacional
Plataforma busca conectar pessoas LGBT expulsas de casa a voluntárias que possam acolhê-las temporariamente. Site será lançado oficialmente nesta segunda-feira (23) em todo o Brasil

Se você fosse expulsa/o de casa devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero, para onde você iria? Foi em busca de uma resposta para essa pergunta que um grupo de pernambucanos criou a plataforma Mona Migs, que tem o objetivo de criar uma ponte entre pessoas LGBT expulsas do lar e voluntários que possam acolhê-las temporariamente. O site será lançado oficialmente nesta segunda-feira (23) em todo o Brasil.

A equipe participou da primeira turma do Mind The Bizz, programa do Porto Digital que tem como objetivo o amadurecimento de ideias a partir do desenvolvimento de competências essenciais e da interação com o mercado. Durante fase de validação, houve mais de 40 conexões entre acolhidos e acolhedores.

Para lançar o site, foi realizada uma campanha de crowfunding no final do ano passado. Atualmente, os fundadores estão em busca de parcerias, investidores e colaboradores para que possam escalar o projeto e expandirem a outras plataformas digitais, como smartphones e tablets.
Estamos construindo uma grande comunidade de apoio. Queremos aumentar a equipe e crescer cada vez mais, de modo que possamos ajudar todos que precisam de ajuda, até mesmo em outros países", aponta uma das idealizadoras do projeto, Bárbara Lapa. O site pode ser acessado através do link https://monamigs.com/, e nele é possível se cadastrar tanto como acolhedor, quanto como acolhido.
Fonte: Leia Já, por Nathália Guimarães, 22/10/2017 

Campanha do polenguinho, usando capa de disco do Pink Floyd, fez homofóbicos pensarem tratar-se de propaganda gay

quinta-feira, 19 de outubro de 2017 0 comentários

Dark Side da Fominha: você não vai parar de ouvir até comer um Polenguinho. Capa do disco do Pink Floyd, Dark Side of the Moon (1973) (Divulgação/Pink Floyd/Reprodução)

Homofóbicos confundem arco-íris de Pink Floyd com imagem pró LGBT
Polenghi fez post usando capa de famoso disco de Pink Floyd, mas teve gente que achou que era "propaganda gay"

São Paulo – O físico e astrônomo inglês Isaac Newton, em 1666, fez um experimento bem simples que demonstrou a decomposição da luz. A luz do Sol atravessando um prisma cristalino, totalmente polido, saía em ângulos diferentes do outro lado decomposta, separada em cores de diferentes espectros visíveis ao olho humano.

O experimento, tão popular na história da ciência, ficou ainda mais popular séculos mais tarde, com a capa do disco The Dark Side of the Moon, da banda inglesa Pink Floyd. Músicas do álbum ou arte da capa: difícil decidir quem é mais icônico na história do rock.

Mas tem gente que não entende muito bem essas referências, seja física ou rock.

Em recentes posts no Facebook, a Polenghi, do queijo Polenguinho, colocou seu produto ilustrando capas de discos famosos. Além de aparecer como estrela do disco do Pink Floyd, também apareceu atravessando a rua em “Abbey Road”, remetendo aos Beatles.

A ação falava de música. Mas alguns consumidores, vendo imediatamente o arco-íris presente na imagem, consideraram que a campanha era pró-LGBTs.

E não demoraram a começar a xingar a marca, destilando discursos homofóbicos. Segundo um dos consumidores “indignados”, a marca estava fazendo “ideologia de gênero”. Ele diz, ainda, que não compraria mais o produto para sua família.
Outros consumidores, pacientes e bem humorados, tiveram que explicar que a campanha falava de Pink Floyd, não de questões LGBT.

A marca também se manifestou. Disse que, embora a campanha não falasse sobre o tema, ela prezava pelo respeito à causa LGBT, pela paz e pelo respeito.
Disclaimer: Nossa equipe criativa teve como inspiração a capa do álbum The Dark Side of The Moon, da banda Pink Floyd, para “brincar” com o conceito de fominha, tão utilizado quando o assunto é Polenguinho. Prezamos pela paz, pelo respeito e pela igualdade em nossa comunidade aqui. Embora não tenhamos feito alusão ao movimento LGBT+, temos máximo respeito pela causa. Contamos com todos que adoram o queijinho mais querido do Brasil desde mil novecentos e bolinha para fomentar uma comunicação afetuosa e fluída por aqui! Obrigado”, a marca escreveu.
Fonte: Exame, Guilherme Dearo, 18/07/2017

Pautas conservadoras, nas eleições de 2018, poderão reverter direitos como o casamento igualitário?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017 0 comentários


2018: A eleição da moral e dos bons costumes

Sem a gasolina da política, um debate sobre os limites da arte morreria dentro do seu nicho habitual. Agora, com a aproximação de uma eleição que se insinua polarizada, a repercussão da performance de um bailarino nu interagindo com uma criança e o cancelamento de uma exposição sobre diversidade sexual ganhou ares de pré-estreia. Sim, segundo especialistas de diversas áreas os temas de ordem moral estarão na pauta eleitoral de 2018.

A mostra Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira em Porto Alegre foi cancelada no último dia 10 de setembro. Frequentadores chegaram a acusá-la de blasfêmia, pedofilia e zoofilia. Dias depois, imagens registradas no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, durante a performance La bête, parte do 35ª Panorama da Arte Brasileira, também renderam acusações de pedofilia e manifestações pró e contra em frente ao museu.

Políticos com pretensões eleitorais não deixaram passar a oportunidade. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), postou um vídeo dizendo que para “tudo existe limites”; o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) acusou de “canalhas” os responsáveis pela performance e pela exposição; o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) chamou de “crime” a exposição de menores à nudez; o pré-candidato Ciro Gomes também entrou no debate: em vídeo, defendeu a exposição de Porto Alegre; já o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), apressou-se em afirmar que na cidade dele a tal exposição não chegaria. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), apenas compartilhou um post oficial do governo do Estado informando que o MAM é uma instituição privada. Os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Marina Silva (Rede) não se manifestaram publicamente sobre o assunto.

O fato é que a polêmica de ordem moral agitou o cenário eleitoral. Em muitos casos, postagens relativas ao tema tornaram-se as mais comentadas e compartilhadas nas páginas dos respectivos políticos (mais informações nesta página). Além disso, projetou um debate eleitoral que, além das filigranas da economia e da necessidade ou não de reformas, vai esbarrar em direito de aborto, descriminalização das drogas, políticas de gênero (como o chamado casamento gay) e o que mais couber no pacote da moralidade.
Será a eleição da moral e dos bons costumes”, disse o cientista político Marco Antônio Teixeira (FGV).
Segundo Teixeira, fenômenos como Bolsonaro e a força da bancada religiosa (não só evangélica) empurram o debate para esse front.
Tem muita gente surfando na onda dessa pauta regressiva, na religião, com viés eleitoral”, disse.
Já o especialista em marketing político Carlos Manhanelli vê uma utilidade prática no ressurgimento desse tipo de pauta. 
Em uma eleição polarizada, os temas morais ganham protagonismo porque eles delimitam os campos com mais clareza. Você sabe quem é esquerda ou é direita.”
Para o teólogo Gerson Leite de Moraes (Mackenzie), o embate moral é de ordem terrena.
O eleitor está vivendo esse desencantamento com a política. Tem frustrações acumuladas por situações com a Lava Jato e outras investigações. Muitos pensam: ‘já que a economia está sequestrada eu vou me identificar com um político que fala o que eu penso'”. Moraes afirma que “falar o que penso” está muito conectado com pontos de vista conservadores.
As redes sociais fizeram com que esse conservador perdesse a vergonha de ser conservador e encontrasse pessoas que pensam como ele.”
A filósofa Carol Teixeira (PUC-RS) não tem dúvida de que a moralidade será o carro chefe das próximas eleições.
Mesmo que de forma covarde, como muitas vezes esses assuntos são abordados, certamente são temas atrativos para os eleitores, muitas vezes é aí que se define um voto.”
O psicanalista Jorge Broider argumenta que “uma eleição toma o eleitor como um todo”.
Uma campanha política tenta atingir o consciente e o inconsciente do eleitor. Em um período de incertezas, quem falar mais com um conjunto de valores e com a moral vai se beneficiar.” A ver.
Fonte: Estadão Conteúdo, 16/10/2017 

Filha do ator Jackie Chan apresenta namorada no Instagram

terça-feira, 17 de outubro de 2017 0 comentários

A filha do ator Jackie Chan, Etta Ng, com a namorada (Foto: Instagram)

Filha de Jackie Chan se assume como lésbica em post nas redes sociais
Etta Ng tem 17 anos e compartilhou foto na qual aparece abraçada com a namorada

Jackie Chan
A filha do ator Jackie Chan utilizou sua conta no Instagram para assumir sua homossexualidade. Hoje aos 17 anos, Etta Ng primeiro compartilhou uma foto na qual aparece próxima a uma iluminação semelhante de um arco-íris.

Na legenda do post ela incluiu as hashtags “#lgbt”, “#lgbtqai”, “#lésbica” e “#andrógina”.

A filha do ator Jackie Chan, Etta Ng (Foto: Instagram)

Alguns instantes depois, a namorada de Etta Ng, Andi Autumn, compartilhou uma foto na qual as duas aparecem abraçadas. 
Obrigado a todos que demonstram apoio em relação à nós. Apreciamos o carinho e a honestidade de todos, isso nos dá energia para lutar pelo que é certo. Vamos continuar compartilhando a nossa jornada e esperamos ajudar outros nesse caminho. Vamos fazer desse mundo um lugar de paz e compreensão”, escreveu Andi Autumn na legenda da imagem.
Depois, a filha de Chan compartilhou uma imagem em que aparece sozinha e também agradeceu o apoio recebido de seus seguidores. 
Estou emocionada pelo apoio e o amor que recebemos. Estou sem palavras pela quantidade de positividade que recebemos”, afirmou. Além de Etta, Jackie Chan também é pai do ator e cantor Joming Jaycee Chan.
Fonte:  Revista Monet,  11/10/2017

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