Empresa Via Varejo S/A condenada a pagar indenização por homofobia e assédio moral a ex-funcionário em Campina Grande (PB)

sexta-feira, 17 de março de 2017 0 comentários

Homofobia no trabalho é inaceitável

Empresa é condenada por homofobia e assédio a ex-funcionário na Paraíba
Ex-empregado trabalhou na empresa por três anos em Campina Grande. Via Varejo S/A afirma em nota que 'repudia qualquer ato de discriminação'.

Do G1 PB

A empresa Via Varejo S/A foi condenada a pagar R$ 40 mil de indenização por homofobia e assédio moral a um ex-funcionário em Campina Grande, na Paraíba. De acordo com a decisão por maioria da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho (13ª Região), a vítima sofreu ofensas de cunha homofóbico por superior hierárquico e colegas de trabalho, diariamente, por quase três anos. 

Em nota, a Via Varejo informou que "não comenta casos sub judice. Porém, a empresa reforça que repudia qualquer ato de discriminação e adota uma política para prevenir o assédio moral - com treinamentos, cartilhas, código de conduta, entre outros, visando garantir um ambiente de trabalho harmonioso e livre de qualquer ato constrangedor ou humilhante".

A empresa afirmou, em depoimento ao TRT, que adota uma política para prevenir o assédio moral - com treinamentos específicos, orientação a gestores e palestras motivacionais.

Ainda conforme a Via Varejo, ela disponibilizou a todos os funcionários uma Cartilha Contra o Assédio Sexual e Moral nas Relações de Trabalho, onde esclarece o que é o assédio moral e sexual, visando garantir um ambiente de trabalho harmonioso e livre de qualquer ato constrangedor ou humilhante.

De acordo com o relator da ação, o desembargador Thiago de Oliveira Andrade, o assédio moral é uma prática inadmissível em qualquer ambiente, não se excluindo o do trabalho, e consiste na exposição prolongada e repetitiva de um ou mais empregados a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes.

Os desembargadores concluíram, portanto, que a indenização de R$ 40 mil mede-se pela extensão do dano, considerando o tempo de duração do contrato de quase três anos, com humilhações diárias. Além do assédio moral houve discriminação no trabalho, uma vez que era dado tratamento diferenciado, de forma mais rigorosa, ao ex-funcionário. Também foi considerado o porte econômico da empresa Via Varejo S/A, conforme TRT-PB, um dos maiores grupos varejistas do país.

Fonte: G1 PB, 16/03/2017

Google homenageia Lotta de Macedo Soares, arquiteta brasileira que namorou a poetisa Elizabeth Bishop

quinta-feira, 16 de março de 2017 0 comentários

Doodle do Google celebra vida de Lota, arquiteta e urbanista (Reprodução/Google)

Lotta de Macedo Soares ganha doodle do Google que celebra arquitetura

Lotta de Macedo Soares, arquiteta e urbanista, recebe hoje, dia 16 de março, no qual completaria 107 anos, uma homenagem do Google em forma de Doodle . Lotta trabalhava como arquiteta, embora não tenha passado por nenhuma faculdade, e, por isso considerada autodidata. Com a carreira marcada por grandes obras, como a do Parque do Flamengo, Maria Carlota Costallat de Macedo Soares – nome completo da aniversariante – nasceu em Paris em 1910, mas veio morar no Brasil ainda pequena, em 1912.

O Doodle do Google traz a figura de Carlota desenhando uma planta de arquitetura e, ao fundo, uma imagem do Parque do Flamengo, sua maior obra. Lotta foi convidado por Carlos Lacerda, então governador do Estado da Guanabara, a fazer parte da construção do maior aterro urbano do mundo.


Biografia

Um ícone marcante de sua vida foi a Casa da Samambaia, localizada em Petrópolis. Lá, Lotta passou grande parte da sua vida e viveu com sua companheira Elizabeth Bishop, uma escritora americana que conhecera em Nova York. Hoje, Samambaia é sede social do Instituto Lotta de Cultura e Cidadania, que trabalha junto a artesãs fiandeiras e tecelãs.

Filha de José Eduardo de Macedo Soares e Adélia de Carvalho Costallat de Macedo Soares, Lotta foi casada com duas mulheres: Mary Stearns Morse e Elizabeth Bishop. A arquiteta morreu em 1967, aos 57 anos, após ter vivido em depressão por um período. Ela foi encontrada desmaiada com um vidro de antidepressivos nas mãos. Maria Carlota entrou em coma e faleceu dias depois.

Em 2013, Lotta teve sua vida adaptada em um filme: Flores Raras. A arquiteta foi interpretada pela atriz Glória Pires. O longa trouxe a história vivida por Carlota e Elizabeth Bishop, que se apaixonam uma pela outra.

Conheça a História do Doodle do Google

O filme pode ser assistido pelo youtube e pela globosat em HD


Tribunal Civil de Roma concede direito a uma mulher de adotar filha gerada por sua companheira

quarta-feira, 15 de março de 2017 0 comentários

Família: a sentença representa mais um passo na jurisprudência dos direitos dos homossexuais na Itália (Monkeybusinessimages/Thinkstock)

Justiça italiana dá novo passo a favor da adoção por homossexuais
O Tribunal Civil de Roma concedeu a uma mulher o direito de adotar sua filha não biológica nascida por fecundação heteróloga

Roma – A Justiça italiana concedeu nesta segunda-feira a uma mulher o direito a adotar sua filha não biológica nascida por fecundação heteróloga, uma sentença que se soma às recentes ditadas a favor da adoção por parte de casais homossexuais.

A fecundação heteróloga é aquela que permite ter um filho mediante inseminação com um doador externo.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Civil de Roma que reconheceu assim a maternidade de um casal cuja filha tinha nascido graças ao óvulo de uma das duas mães e a um doador externo.

A sentença representa mais um passo na jurisprudência dos direitos dos homossexuais na Itália, um país que em maio de 2016 aprovou uma lei que reconhece os casais de fato e as uniões formadas por pessoas do mesmo sexo.

A legislação, no entanto, não contemplava o direito de adotar o filho natural do cônjuge por parte do outro membro do casal, algo que a Justiça italiana validou hoje.

A decisão ocorre depois que em 9 de março um Tribunal de Florença (centro da Itália) aceitou pela primeira vez a adoção no exterior de duas crianças por parte de um casal de italianos homossexuais residentes no Reino Unido.

A Justiça italiana entendeu então que a adoção dos dois filhos obtida no Reino Unido por parte de seus pais italianos também era válida na Itália e ordenou inscrever os menores no cartório Civil.

Dias antes, em 23 de fevereiro, o Tribunal de Apelação de Trento (nordeste) acolheu o direito à paternidade de dois homens cujos filhos nasceram nos Estados Unidos mediante barriga de aluguel, uma decisão histórica sem precedentes no país.

Fonte: Exame via EFE, 13/03/2017

Casal de mulheres se reveza na amamentação da filha

terça-feira, 14 de março de 2017 0 comentários

Claire Eden-McIlroy (à esquerda) e Steph Eden McIlroy (à direita)
que também amamenta a filha delas Imagem: Reprodução/Lacey Barratt

A indução à lactação é uma técnica que possibilita que mulheres que não engravidaram possam produzir leite e, dessa forma, amamentar seus bebês.

Esta foi a técnica usada pelo casal Steph e Claire Eden McIlroy. A última foi quem deu à luz, mas as duas se revezam na amamentação da filha recém-nascida.

De acordo com informações de sites de notícias, Steph começou a usar, diariamente, por dez minutos e a cada duas horas uma bomba de sucção para estimular a produção de leite.

 Imagem: Reprodução/Lacey Barratt

Além disso, ela começou a tomar remédios para estimular o hormônio que desencadeia a produção de leite, a chamada prolactina.

Quando a produção começa, a quantidade de leite aumenta, pois quanto mais o bebê suga o peito, mais leite é produzido.

O caso foi postado nas redes sociais pela fotógrafa australiana Lacey Barrat, de Melbourne.

Fonte: Blog Supermãe, 02/03/2017

Ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Herman Benjamin é gay assumido

segunda-feira, 13 de março de 2017 0 comentários

O ministro do TSE Herman Benjamin em audiência no Senado em 2012

Rigoroso, ministro que julga Dilma e Temer quer chegar ao Supremo

É admirado, por outro lado, por se assumir homossexual, tratando de forma aberta o tema no ambiente conservador do Judiciário.

Benjamin disse à Folha que isso não atrapalha seu trabalho nos tribunais superiores: "Não tenho como fazer juízo de valor sobre a percepção que terceiros têm da vida das pessoas e colegas".

O magistrado elogia o ambiente de trabalho "extraordinário" do STJ.

Diz que é um "Tribunal da Cidadania", preocupado em zelar "fora e internamente, pelo respeito à dignidade da pessoa humana, sem discriminação de sexo, orientação sexual, raça, religião ou origem geográfica".

Não era sua especialidade, mas o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Herman Benjamin decidiu fazer desta a ação de sua vida.

E não era para menos. Aos 59 anos, o paraibano Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin é o relator do maior processo da história do tribunal, que pode cassar, por abuso de poder político e econômico, a chapa presidencial composta por Dilma Rousseff e Michel Temer nas eleições de 2014.

Precisou deixar de lado causas de direito ambiental e do consumidor, áreas nas quais é referência, para se debruçar com rotina quase acadêmica –com inúmeras horas de estudo e levantamento de detalhes– ao financiamento eleitoral.

Seu voto será histórico, e ele sabe disso. A amigos confidenciou recentemente que apresentará seu parecer em abril, antes do fim do mandato dos ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio.

Os dois deixarão o TSE neste ano e especulações de que Temer os substituirá por magistrados alinhados ao governo incomodou Benjamin.

Quem o conhece aposta que ele vai votar pela cassação sem a separação das contas da campanha –oposto do que deseja a defesa do presidente peemedebista.

Benjamin é vaidoso, dizem os mais próximos, e sabe que tem oportunidade de fazer história a poucos meses de deixar a corte, em outubro deste ano.

HÁBITOS

Os mais cautelosos, porém, ponderam que o juiz não nasceu para ser herói e que os holofotes logo mudarão de rumo. Mas Benjamin quer aproveitar a oportunidade para se credenciar a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Costuma dizer que faz o que ninguém faria: se ministros delegam a tomada de depoimento a juízes instrutores, ele ouviu pessoalmente todas as testemunhas da ação, inclusive aquelas fora de Brasília, onde vive desde 2006.

O ministro tenta manter hábitos interioranos. Costuma almoçar em casa. Não come carne vermelha e frango, e consome orgânicos.

Nascido em Catolé do Rocha (PB), município que tem hoje menos de 30 mil habitantes, Benjamin mudou-se ainda adolescente para Pernambuco, onde cursou o Ensino Médio. Formou-se em Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez mestrado nos Estados Unidos.

De 1982 a 2006, integrou o Ministério Público de São Paulo. Dali, foi a Brasília por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Entre os colegas, ganhou fama de ser rígido. Defende suas posições com vigor em plenário. Há quem diga que prefere evitar embates públicos com Benjamin.

Não que seja deselegante. Mas as paixões afloram na oratória e, mesmo que esteja contra a maioria, se sobressai com fortes argumentos. Benjamin fala espanhol, inglês, francês e alemão.

RIGOR

Na Segunda Turma do STJ, da qual faz parte, é apontado como pró-Estado em questões do direito público, como as que envolvem indenizações da União, impostos e improbidade.

Também como pouco suscetível a pressões, reservado e preocupado em evitar vazamentos dos casos em que atua como relator.

A Operação Acrônimo, seu maior processo no STJ, tem essa marca. Várias vezes o ministro proibiu que os advogados de quem era alvo de mandados acessassem os autos.

Mesmo assim, advogados consideram Benjamin equilibrado nas decisões em medidas cautelares: negou pedido de busca e apreensão no Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas. Um dos alvos da era o governador Fernando Pimentel (PT).

Em outubro de 2015, um ano após a eleição presidencial, Benjamin chegou ao TSE, seguindo uma fila regimental de ministros do STJ que compõem o tribunal.

Na Justiça Eleitoral, dizem colegas, ele age "no limite da ficha limpa" e vota pela cassação de mandatos em casos que, para outros, seriam improcedentes.

Fez assim a fama de "rigoroso", característica que acredita contribuir com a pretensão ao Supremo.

INIMIZADES

Esse desejo criou uma importante inimizade dentro no STJ. É sabido que ele e o ministro Mauro Campbell não se dão muito bem.
Muitos advogados reclamam da dificuldade de marcar uma audiência com o magistrado e contam que, muitas vezes, viajam de outros Estados a Brasília para uma reunião pré agendada que ele desmarca em cima da hora.

É admirado, por outro lado, por se assumir homossexual, tratando de forma aberta o tema no ambiente conservador do Judiciário.

Benjamin disse à Folha que isso não atrapalha seu trabalho nos tribunais superiores: "Não tenho como fazer juízo de valor sobre a percepção que terceiros têm da vida das pessoas e colegas".

O magistrado elogia o ambiente de trabalho "extraordinário" do STJ.

Diz que é um "Tribunal da Cidadania", preocupado em zelar "fora e internamente, pelo respeito à dignidade da pessoa humana, sem discriminação de sexo, orientação sexual, raça, religião ou origem geográfica".

Fonte: FSP, 12/03/2017, Letícia Casado e Marina Dias

CCJ do Senado aprova união estável e casamento entre pessoas do mesmo sexo

quinta-feira, 9 de março de 2017 0 comentários

Senadores observam painel durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça que aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo; em primeiro plano, o relator do projeto, senador Roberto Requião (PMDB-PR) (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

CCJ do Senado aprova união estável e casamento entre pessoas do mesmo sexo
Proposta altera o Código Civil e dá forma de lei para decisões já tomadas pelo Judiciário. Após turno suplementar de votação na própria comissão, projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (8), por 17 votos a favor e uma abstenção, um projeto para permitir a união estável entre pessoas do mesmo sexo e posterior conversão dessa união em casamento.
De autoria da deputada Marta Suplicy (PMDB-SP) e relatado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), o projeto altera pontos do Código Civil, que atualmente classifica como entidade familiar "a união estável entre o homem e a mulher".

Pelo projeto, essa definição fica alterada para "união estável entre duas pessoas". Trechos da lei que se referem a "marido e mulher" são alterados para "duas pessoas" ou "cônjuges".

O projeto foi aprovado em caráter terminativo (sem necessidade de ir ao plenário, a não ser que algum senador recorra), mas ainda passará por um turno suplementar de votação na própria comissão – provavelmente na sessão seguinte da CCJ, na próxima semana – antes de ser encaminhado para a Câmara dos Deputados.


No turno suplementar, a comissão deve confirmar a aprovação, mas há possibilidade de a proposta sofrer alteração.

O projeto dá forma de lei para decisões já tomadas pelo Judiciário. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceram a união estável em pessoas do mesmo sexo. Em 2013, resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obrigou os cartórios a converter essa união estável em casamento.

Para a senadora Marta Suplicy, a aprovação do projeto representa "um enorme avanço".
Apesar das decisões judiciais, estava faltando colocar isso na lei para que não possa mais ser mexido", disse ao G1.
Sobre uma eventual resistência ao projeto na Câmara dos Deputados, considerada de perfil mais conservador, a senadora espera que o texto passe sem dificuldade.

Ela lembra que chegou a propor um projeto em 1995 quando ainda era deputada federal e que conseguiu aprová-lo na comissão especial que o analisou. No entanto, até hoje a proposta aguarda para ser incluída na pauta do plenário da Câmara.
A partir dessa vitória expressiva no Senado, não acho que vá ficar parado como outro. Os grupos favoráveis à proposta vão se movimentar porque o projeto vem com uma força do Senado. Essa unanimidade na comissão mostra que a sociedade mudou", afirmou a peemedebista.
Fonte: G1, Brasília, por Fernanda Calgaro, 08/03/2017

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