Atriz canadense Ellen Page confronta Bolsonaro em entrevista

quarta-feira, 16 de março de 2016 0 comentários

(Foto: Reprodução/YouTube)

Atriz canadense Ellen Page critica Bolsonaro: 'Ouvi-lo é de uma agonia sem fim'
Atriz entrevistou o deputado federal para a série 'Gaycation', que aborda a temática LGBT

A atriz canadense Ellen Page comentou a respeito da entrevista que fez com o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e tem repercutido bastante nas redes sociais. Na entrevista, que faz parte da série 'Gaycation' produzida pela revista também canadense Vice, em seu canal on-line Viceland, Page e Bolsonaro debatem sobre a temática gay.

Bolsonaro é considerado uma das vozes mais destacadas na oposição aos direitos civis da comunidade LGBT no Brasil, enquanto a atriz, que se assumiu sua homossexualidade recentemente, é uma ativista da comunidade gay.

Segundo o site UOL, a atriz afirmou ter feito muita pesquisa antes de sentar para conversar com Bolsonaro, inclusive procurou o colega dele no Congresso, Jean Wyllys (PSOL-RJ). “O encontro com Bolsonaro foi também tenso e intenso. Ele foi muito mais amigável e buscou apresentar o ponto de vista dele de forma civilizada. Mas o que posso dizer? Ouvi-lo é de uma agonia que não tem fim”, declarou Page.

A atriz ainda finalizou contando que "foi duro encarar um político interessado em perpetuar um status quo que é discriminatório e tem consequências fatais". Veja o vídeo abaixo: 



Fonte: Correio, 13/03/2016

'Edição tendenciosa', diz Bolsonaro sobre documentário de Ellen Page

Trecho gerou revolta nas redes sociais. Deputado federal afirmou que atriz o colocou 'contra a comunidade LGBT'

Gabriela Mattos

Rio - Um trecho da série documental "Gaycation", produzida pela atriz canadense Ellen Page, gerou revolta nas redes sociais na semana passada. Na cena, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) fez declarações polêmicas em relação aos homossexuais. Para ele, ser gay "é comportamental" e que os jovens se influenciam por outras pessoas. Em entrevista ao DIA, nesta segunda-feira, o parlamentar se defendeu e afirmou que a edição da artista foi "tendenciosa". 

O documentário tem o objetivo de mostrar como os homossexuais são tratados por diversas partes do mundo e a atriz esteve no Rio de Janeiro antes do Carnaval para conversar com o deputado. Bolsonaro explicou que a entrevista durou duas horas e foi descontraída.
Abri o gabinete para ela me entrevistar, ela sorriu e ainda fez piada. Mas não é o que aparece na edição. Ela fez um trabalho 'porco', colocou a comunidade LGBT contra mim. Não sei por que esse coitadismo de LGBT. Não há homofobia no Brasil. Há muito mais mulheres que morrem no país. Não quero que morra ninguém", destacou.
Bolsonaro afirmou ainda que "quem quiser ser gay, que seja feliz", mas ele não aprova que as escolas ensinem sobre sexo às crianças. Desde 2013, o parlamentar se posiciona contra a educação sexual nos colégios.
As escolas têm que ensinar Biologia, Matemática, Português, e não sobre sexo, seja entre homossexuais ou heterossexuais. Quem ensina isso é a família", reforçou o deputado.
Bolsonaro é confrontado em documentário

Na cena, Ellen Page rebate um dos posicionamentos de Bolsonaro, no qual ele defendia que as famílias devessem bater nas crianças para "tirar" a homossexualidade.
Eu sou gay, então você acha que eu deveria ter apanhado quando criança para não ser gay agora?", quesionou Elle
Bolsonaro disse que "não vai olhar para a cara" e dizer que é gay, porque para ele "não interessa". Em seguida, ele elogia a artista e ainda insinua que cantá-la na rua.
Se eu fosse cadete da Academia Militar das Agulhas Negras e te visse na rua, assobiaria para você", destacou.
Na entrevista, o deputado ainda explica que quando ele era jovem, "existiam poucos gays". Ele ainda atribuiu o possível crescimento na comunidade LGBT ao uso de drogas e à presença da mulher no mercado de trabalho.

Fonte: O Dia, 14/03/2016

Xena de volta e oficialmente lésbica

segunda-feira, 14 de março de 2016 0 comentários


Em nova série, Xena: A Princesa Guerreira será oficialmente lésbica, diz produtor
Ela terá orgulho de sua sexualidade no reboot da NBC, insinuou responsável pela produção

Tem novidade no remake de Xena: A Princesa Guerreira, atualmente em processo de produção pelo canal NBC. Segundo insinuações do produtor Javier Grillo-Marxuach, a produção terá uma personagem principal oficialmente lésbica e orgulhosa de sua sexualidade.

Em conversa com fãs no tumblr, o produtor, que também é responsável pela série The 100, revelou detalhes.
Xena vai ser um muito diferente por razões muito diferentes. Não há nenhuma razão para trazer Xena de volta se ele não estiver lá com a finalidade de explorar plenamente uma relação que só poderia ser mostrada em subtexto na primeira execução, na década de 1990", disse.
Ela vai expressar meu ponto de vista atual no mundo", completou.
Na série original, em 1990, Xena e sua parceira Gabrielle, vivida por Renée O'Connor, não eram oficialmente lésbicas, mas havia muitas insinuações de sua sexualidade, o que tornou o seriado um ícone para a comunidade LGBT.

A série deve ir ao ar ainda em 2016.

Fonte: Caras, 14/05/2016

Roma virou palco de protestos contra proibição de adoção de crianças por casais LGBT

segunda-feira, 7 de março de 2016 0 comentários

Itália é o último grande país da Europa Ocidental que não tinha regulamentado
 a união entre casais do mesmo sexo (foto: TIZIANA FABI / AFP)

Senado italiano aprova casamento gay, mas proíbe adoção e Roma vira palco de protestos

Cerca de dez mil pessoas foram às ruas de Roma no sábado (5) para pedir mais direitos para os homossexuais na Itália. A manifestação ocorre nove dias depois de o Senado italiano aprovar uma lei que legaliza a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas proíbe a adoção dos filhos biológicos de um dos cônjuges.

A matéria, aprovada no último dia 25, com 173 votos favoráveis e 71 contrários, ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados no prazo de dois meses. Os organizadores da manifestação de hoje consideram as novas normas insuficientes para garantir os direitos da população lésbica, gay, bissexual e transgênero (LGBT).
É inaceitável que as crianças, que são os mais frágeis dos nossos cidadãos, tenham sido apagadas da lei”, declarou a presidente da Associação Famílias Arco-Íris, Marilena Grassadonia.
A proposta inicial enviada pelo governo italiano previa que homossexuais poderiam registrar os filhos de seus parceiros, mas apenas na ausência do outro pai biológico. O texto, no entanto, sofreu forte resistência de parlamentares conservadores, o que fez o governo alterar parte do projeto.

Fonte: HuffPost Brasil, 05/03/2016

Manifestantes protestam contra proibição de adoção por homossexuais na Itália
Senado do país aprovou reforma que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas exclui a adoção

Milhares de pessoas manifestaram-se no sábado (5) na Itália para exigir a igualdade completa de direitos para casais do mesmo sexo - após o Senado aprovar uma reforma que permite a união civil entre homossexuais, mas exclui a adoção. 

Sob um céu cinzento, milhares de manifestantes se reuniram no centro de Roma com bandeiras do arco-íris para pedir força à "batalha pela igualdade". O governo de centro-esquerda de Matteo Renzi impulsionou um projeto de lei para regular as uniões civis entre casais do mesmo sexo, mas excluindo a adoção pelo casal dos biológicos de um dos seus membros e a exigência de fidelidade entre eles.

Para a presidente da associação Famiglie Arcobaleno (Famílias Arco-íris), Marilena Grassadonia, o projeto adotado pelo senado em 25 de fevereiro, "não é nada satisfatório", já que como gesto para os aliados de centro-direita, foram excluídos os direitos de adoção. Gabriele Piazzoni, secretária nacional da associação Arcigay, pediu que a igualdade seja total. Esta lei "é um ponto de partida, não um destino final".

A lei pretende preencher um vazio jurídico na Itália, que é o último grande país da Europa Ocidental que não tinha regulamentado a união entre casais do mesmo sexo. Após sua adoção no Senado, a lei deve ser aprovada pela Câmara dos Deputados no prazo de dois meses.

Fonte: Estado de Minas, 05/03/2016

Estreia programa LGBT Estação Plural na TVE Bahia

quarta-feira, 2 de março de 2016 0 comentários



TVE Bahia faz pré-estreia do primeiro programa LGBT da TV brasileira

Entre gargalhadas, risos contidos e algumas lágrimas, as cantoras Ellen Oléria e Mel Gonçalves e o jornalista Fefito falam de tudo um pouco no Estação Plural, nova atração da TVE Bahia / TV Brasil, que estreia nesta sexta-feira (4), às 23h, com reprise às segundas, à meia-noite. Semanalmente, o trio vai receber no programa um convidado especial para debater de forma plural temas de interesse geral. Mas a pauta também vai contemplar assuntos do universo LGBT que despertam o interesse ou a curiosidade do público, a partir da ótica de Ellen, que é lésbica; Mel, que é transexual, e Fefito, que é gay.

O Estação Plural reflete os valores que norteiam a ação da TVE Bahia / TV Brasil, como o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão, além do exercício da cidadania. “Aqui na TV pública, podemos experimentar, temos esse papel de vanguardista e eu acho muito importante estarmos sempre apresentando essa diversidade para o nosso público. Nós já temos [na TV Brasil] a diversidade regional, religiosa, cultural e agora a gente vem aí com esse programa LGBT”, disse a diretora de Produção da emissora, Myriam Porto.

Antes mesmo de entrar no ar, o programa angariou com a primeira peça promocional, em 24 horas, mais de cem mil visualizações no Facebook, demonstrando o potencial de interesse da atração. O primeiro talk show na TV aberta a ser apresentado por representantes do universo LGBT também contará com a segunda tela, permitindo ao espectador interagir com o conteúdo que está acompanhando.

Equipe

Ana Ribeiro e Cássia Dian, roteirista e diretora, respectivamente, completam o time responsável por esta produção. Ana foi editora executiva do iGay, portal do iG, dedicado a temas do universo LGBT. Cássia tem passagens pela MTV, Band e Rede TV! e dirigiu produções para o GNT.

Vendo o trio de apresentadores em ação tem-se a impressão de que Ellen, Mel e Fefito são amigos de longa data. Mas não. Eles se conheceram no dia do teste de elenco, realizado em novembro de 2015, nos estúdios da TV Brasil, no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo. E a sintonia com os convidados também chama a atenção, que o digam o médico Drauzio Varella, a ex-chacrete Rita Cadilac, a jornalista Barbara Gancia e a atriz Bruna Lombardi, que já passaram pelo estúdio do programa.
A parceria está sendo incrível, a gente está se dando muito bem. Tem um dia que alguém está mais calminho, e aquele dia que tem alguém que está mais espoleta, e às vezes a gente inverte esses papéis. Mas o mais importante é que a gente se complementa.", contou Fefito.
Mel conta que o convívio com a dupla tem ido além das gravações.
Estou muito próxima deles. E essa parceria tem me acrescentado muita coisa e está me fazendo crescer. O programa tem muita simpatia, informação, bom humor, muitos recortes e três vivências que expressam opiniões em diversos assuntos nos quais um convidado acrescenta tanto para os assuntos tratados, quanto para nós que apresentamos. É um programa de troca", acrescentou a vocalista da banda Uó.
Pela primeira vez na TV brasileira temos um programa apresentado por um grupo tão diverso. Estou falando de contra-hegemonia. A intenção da TV Brasil foi reunir duas apresentadoras e um apresentador com um perfil LGBT para diluir as margens do preconceito e aproximar as pessoas da diversidade, humanizando nossos olhares, mostrando que atuamos em nosso país assim como os telespectadores", explicou Ellen.
Fefito, que veio do interior de Pernambuco, onde sofreu bullying por ser gay, diz se preocupar com o impacto que o Estação Plural pode ter na vida de adolescentes que não vivem em ambientes com liberdade para se assumirem.
A gente não está neste programa para ser exemplo pra ninguém. Mas acho que eles [gays, lésbicas, trans] se verem representados na tela já dá uma força, um estímulo de como encarar a vida, de ver que eles podem ser felizes no fim das contas, que deu tudo certo pra gente, pelo menos, que a gente está ali orgulhoso do que a gente é. A gente não tem a pretensão de representar todas as diversidades, mas a gente representa muitas delas, e a gente sabe que os assuntos que a gente discute são assuntos comuns, há pessoas ‘héteros’, gays, trans, ‘bis’ e todos os gêneros na real, a gente é gente no fim das contas, né?".
Estreia

O médico e escritor Drauzio Varella é o convidado do programa de estreia. Oncologista e imunologista, Drauzio é autor de 13 livros e foi um dos pioneiros no tratamento da AIDS, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Ele também já emprestou o seu conhecimento e credibilidade a diversas séries de televisão voltadas para a saúde. 

Ao conversar sobre sexualidade com Fefito, Mel e Ellen, pergunta: “Porque o prazer do outro incomoda tanto você?”. Assim, o médico apimenta a discussão sobre um tema que ainda é polêmico para muitos, que é a sexualidade. Drauzio afirma no programa que a homofobia é fruto da ignorância e sexualidade não é uma opção, ela se impõe. Além de sexualidade, o programa fala sobre o orgulho de ser brasileiro e sobre as mentiras que se conta no primeiro encontro.

Fonte: Ascom/Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), 01/03/2016

ONG internacional quer acompanhar Jogos Olímpicos para monitorar casos de homofobia e racismo

terça-feira, 1 de março de 2016 0 comentários

Football v Homophobia é uma iniciativa que desde 2010 busca
 promover ações positivas contra a discriminação

ONG alerta para possíveis casos de racismo e homofobia nos Jogos Olímpicos
Cerca de 20 grupos europeus – entre clubes, ligas e ONGs – aderiram à campanha e organizaram atividades relacionadas à luta contra a homofobia em diversos países europeus

A organização não governamental (ONG) Fare Network fez durante todo mês de fevereiro uma campanha global para chamar a atenção para a homofobia no futebol. O Football v Homophobia é uma iniciativa que desde 2010 busca promover ações positivas contra a discriminação com base na identidade de gênero no esporte. Em 2016, cerca de 20 grupos europeus – entre clubes, ligas e ONGs – aderiram à campanha e organizaram atividades relacionadas à luta contra a homofobia em diversos países europeus.

Agora, a preocupação da organização é com a Olimpíada no Brasil. A ONG acompanhou de perto a Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro, e fez um relatório listando 14 incidentes. A entidade já entrou em contato com a organização Rio 2016 se oferecendo para acompanhar de perto os Jogos Olímpicos. A Fare Network explica que a preocupação com o Brasil leva em conta a diversidade étnica do país.
Uma sociedade multiétnica como a do Brasil não é geralmente associada a questões de discriminação, mas esta ideia contrasta com uma realidade de uma população racialmente diversificada, mas economicamente estratificada em que o racismo é muito presente. Em 2013, a ONU disse que o racismo no Brasil permanece institucionalizado e injustiças históricas continuam a afetar profundamente a vida de milhões de brasileiros."
Racismo
O racismo é e tem sido uma parte do esporte brasileiro, não apenas no futebol, mas vôlei e outros esportes e há uma série de exemplos que comprovam. Atletas de futebol ou handebol brasileiros também foram submetidos ao racismo ao jogar no exterior”, afirma a Fare Network.
A antropóloga brasileira Ana Paula Silva, autora do livro Pelé e o Complexo de Vira-Latas: Discursos sobre Raça e Modernidade no Brasil, explica que a discriminação não é específica do contexto brasileiro, mas de uma visão de esporte.
O esporte, que acaba sendo identificado com a nação, não comporta a diversidade. A noção de que a construção da nação é uma representação viril e eugênica passa também para as modalidades que são identificadas como a nação”, disse.
Nessa visão de que existe uma "guerra" em campo, as armas utilizadas, geralmente, pelas torcidas, são as ofensas racistas, homofóbicas, xenófobas etc.”, acrescentou.
Homofobia

A Fare Networking também faz um alerta específico em relação à homofobia e ao machismo no país.
 Em 2014, de acordo com grupos de direitos LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros] no Brasil, o ritmo de assassinato de homossexuais e transexuais estava perto de um por dia. Incidentes homofóbicos foram testemunhados nos estádios de futebol durante e depois da Copa do Mundo de 2014 e tem havido pouca resposta.”
Apesar do alerta, a ONG acredita que esses eventos são uma oportunidade para aprofundar as discussões sobre direitos humanos e questões de discriminação e deixar um “legado social no país”.

Já a antropóloga Ana Paula defende que é preciso muito mais trabalho para mudar o contexto atual.
 Não sei se campanhas como abertura de faixas contra a homofobia ou racismo melhorariam a situação. O que talvez minimizasse esses problemas seria a desconstrução dos esportes nacionais. Nesse sentido, as categorias cor/raca, sexualidade, gênero, classe, entre outras, são combustíveis que quando acionadas transformam-se em xingamentos, particularmente da torcida adversária”, explica.
Para ela, a questão econômica também influencia o debate sobre racismo e homofobia.
Essas questões têm elos mais profundos e que só mudando a perspectiva dos esportes pode ser que alguma coisa mude a longo prazo. Resta saber se os grandes investidores dos megaeventos esportivos estão, de fato, interessados nessas mudanças.”
Denúncias

A Fare Networking afirma que, até por ser uma organização europeia, ainda não recebeu denúncias brasileiras. Mas que compila mensalmente incidentes no futebol pelo mundo, inclusive os ocorridos no Brasil, que são noticiados em redes sociais e pela mídia. A organização informa que, caso alguém presencie algum incidente, pode denunciar pelo site da entidade. A ONG acrescenta que está implementando um projeto mundial com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para observar práticas discriminatórias nas eliminatórias para o Mundial de 2018.

Fonte: UOL, 28/02/2016

Itália aprova união civil LGBT, mas sem adoção de crianças

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 0 comentários

Grupos pró-união civil para casais do mesmo sexo fazem manifestação durante votação no Senado
Grupos pró-união civil para casais do mesmo sexo fazem manifestação durante votação no Senado
 (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Senado italiano aprova união civil gay, mas militantes reclamam
O Senado italiano aprovou, nesta quinta-feira (25), a união civil para casais do mesmo sexo e de sexos diferentes. A medida, que ainda precisa ser votada pela Câmara do país, confere direitos de herança e permite a utilização do nome do companheiro, mas não é equivalente ao casamento.

Embora o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, tenha celebrado a votação como “histórica” e dito que “o amor venceu”, militantes dos direitos LGBT criticaram a retirada, do texto original, da autorização para adoção de crianças. Em busca de apoio político para aprovação do texto, Renzi excluiu do projeto a autorização para um companheiro adotar o filho biológico do outro.
A esperança venceu contra o medo. A coragem venceu contra a discriminação. O amor venceu”, escreveu o primeiro-ministro em sua conta no Facebook.
Os militantes não ficaram igualmente felizes. 
Estamos ofendidos, bravos, desapontados”, disse Marilena Grassadonia, presidente da associação Famílias Arco-Íris, que reúne famílias formadas por pessoas do mesmo sexo.
 Não podemos acreditar que em 2016, em um país como a Itália, que tem tanto orgulho de ser parte da Europa, é possível fazer uma lei de uniões civis e não considerar as crianças que deveriam ser protegidas como cidadãs italianas.”
O projeto foi aprovado por 173 votos favoráveis contra 71, uma diferença relevante num país majoritariamente católico e que term forte presença do Vaticano em assuntos políticos e sociais.

A Itália é um últimos países da Europa ocidental a aprovar uma regra de união civil para casais gays e heterossexuais.

O projeto ficou paralisado por anos no Parlamento italiano e foi acelerado após o país ter sido condenado por discriminação contra gays, no ano passado, pela Corte Europeia de Direitos Humanos. Baseada em três casos concretos, a corte entendeu que a Itália falhou ao não garantir os direitos mais básicos aos casais homoafetivos.

No Brasil, a união estável para casais do mesmo sexo foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2011.

Fonte: FSP, via Agências de Notícias, 25/02/2016

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