Um Outro Olhar
quinta-feira, 9 de julho de 2015
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Legalização do Casamento Gay nos EUA vai virar filme
No dia 26 de Junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. Os 13 estados que ainda proibiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo não poderão mais negar casamentos entre homossexuais, que passam a ser legalizados em todos os 50 estados norte-americanos. A decisão se deu por cinco votos contra quatro.
Com a repercussão mundial que a lei ganhou, a 20th Century Fox deu sinal verde para o filme sobre a decisão da suprema corte dos EUA. A Variety revelou que o estúdio adquiriu os direitos da cinebiografia de Jim Obergefell, o autor principal do processo judicial perante a corte.
O filme irá mostrar a batalha de Obergefell e seu advogado, Al Gerhardstein, para conseguir o direito igualitário para os gays.
Um Outro Olhar
quarta-feira, 8 de julho de 2015
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Rayo Vallecano lança uniforme com arco-íris para lutar contra a discriminação por orientação sexual Nova campanha do clube espanhol homenageia os 'heróis anônimos' da sociedade
O Rayo Vallecano, equipe que joga a 1ª divisão da Espanha, mergulhou de corpo e alma na defesa por justiça social e pelos direitos de minorias. O novo uniforme nº 2 do clube, divulgado nesta quarta-feira, conta com uma faixa diagonal nas cores do arco-íris, em referência à luta contra a discriminação por orientação sexual. A ação faz parte da campanha "Rayo Vallecano com os heróis anônimos", em reconhecimento ao "esforço de todos aqueles que lutam todos os dias na nossa sociedade".
Além do arco-íris defender a diversidade sexual, cada uma das cores da faixa diagonal faz referência a uma causa. O vermelho, por exemplo, representa o apoio àqueles que sofrem de AIDS. O verde simboliza a defesa pelo meio ambiente. O azul se refere à luta contra maus-tratos contra crianças. O Rayo informou que 7 euros provenientes da venda de cada camisa serão destinados a associações, escolhidas pelo próprio clube, que defendem as causas em questão.
Já a terceira camisa do Rayo Vallecano conta com uma faixa diagonal cor de rosa, em apoio àqueles que lutam contra o câncer. De acordo com o clube, 5 euros da venda de cada uniforme irão para instituições que atendem pacientes da doença.
Sediado em Vallecas, bairro operário de Madri, o Rayo Vallecano tem o costume de trazer causas sociais para o mundo do futebol. Em janeiro de 2014, uma torcida organizada do clube exibiu, durante partida contra o Villarreal, uma faixa de protesto contra um projeto de Lei Antiaborto na Espanha, com os dizeres "nossa vagina, nossa decisão".
Em dezembro, o Rayo anunciou que dedicaria 5 euros de cada ingresso vendido na partida contra o Sevilla para Dona Carmem, uma senhora de 85 anos. moradora do bairro do Vallecas, que teve a casa hipotecada por não conseguir pagar um empréstimo. A campanha arrecadou pouco mais de 21 mil euros.
Dona Carmem, que só precisava de metade do dinheiro, devolveu o excedente para o clube atender a um desejo do ex-goleiro Wilfred, que estava hospitalizado na Espanha: reencontrar seus três filhos, que vivem na Nigéria. Apesar do apoio do Rayo, faltou tempo para o desejo se realizar: Wilfred faleceu em janeiro, vítima de câncer.
Fonte: O Globo, 01/07/2015
Clube espanhol anuncia uniforme para apoiar luta contra a homofobia
Time da terceira divisão espanhola, o Guadalajara resolveu assumir a bandeira dos direitos LGBT e anunciou um uniforme com apoio à luta contra a homofobia.
Com o nome de Orgulho Madri, a camisa é uma referência à parada do orgulho gay da capital do país e tem como meta celebrar a “igualdade, a inclusão e a unidade”. Ainda de acordo com o clube, 5% da arrecadação da venda do uniforme serão destinados à organização Changing The World Through Sport para ajudar no combate ao preconceito.
Confira abaixo o vídeo do lançamento do uniforme do Guadalajara para a temporada 2015/2016:
Um Outro Olhar
terça-feira, 7 de julho de 2015
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Gloria Pires em campanha contra o preconceito e a homofobia (Imagem: Reprodução/Youtube)
Artistas se unem em nova campanha contra todo tipo de preconceito
A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS) lançou, na última semana, campanha para ressaltar a importância em combater o preconceito. A intensão é convocar os cariocas para luta por direitos civis e humanos, independentemente de orientação sexual, raça, gênero ou religião. O vídeo da ação conta com artistas globais como Bruno Gagliasso, Gloria Pires, Mateus Solano e Paolla Oliveira.
“A CEDS continua com a preocupação de trazer a população para unir-se num só propósito: a luta contra todo e qualquer tipo de discriminação. Uma luta por uma sociedade mais justa onde os direitos de todos sejam igualmente respeitados”, informam os organizadores da campanha.
O case é acompanhado pelo mote “CEDS – A Sua Voz Na Luta Contra o Preconceito”. A entidade quer servir como aliada de quem sofre – ou vê alguém sofrer – preconceito. Além disso, a coordenadoria pretende informar, comunicar, se mostrar presente e ser cada vez mais atuante na luta contra o preconceito.
Para lançar a campanha oficialmente, a entidade promoveu evento no Circo Voador, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. A programação contou com discurso do coordenador especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson. Segundo ele, o preconceito não atinge só as lésbicas, travestis, transexuais, gays, bissexuais, seus familiares e amigos. Mas sim, a sociedade como um todo.
“Se eu não sou negro e luto contra o racismo, não sou mulher e luto contra o machismo, ninguém precisa ser gay para lutar contra a homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia", afirmou o Tufvesson.
“CEDS: A sua voz na luta contra o preconceito” será exibido na Rede Globo, nos canais Globosat, no bondinho do Pão de Açúcar, na Circuito Itaú de Cinemas, nos trens e estações da SuperVia, no Metrô Rio, nas mídias OnBus e BusTV e nos ônibus e estações cariocas do BRT. A parte visual da campanha estará presente em mobiliários urbanos espalhados pela cidade.
Um Outro Olhar
segunda-feira, 6 de julho de 2015
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Presidente dos EUA Barack Obama: Obama saudou a decisão de junho da Suprema Corte que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país
Parlamentar queniano alerta Obama a não defender agenda gay
Nairóbi - Dezenas de quenianos participaram de uma manifestação contra a homossexualidade em Nairóbi nesta segunda-feira, e um parlamentar disse que o presidente norte-americano, Barack Obama, não deveria tentar impor uma pauta pró-gays quando visitar o país no fim deste mês.
Obama saudou a decisão de junho da Suprema Corte dos Estados Unidos que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país, mas poucos compartilham de sua opinião no Quênia ou em outras nações africanas, onde em geral prevalecem visões sociais e religiosas mais conservadoras.
Estamos dizendo ao senhor Obama quando ele vier ao Quênia este mês e tentar trazer a pauta do aborto, a pauta gay, diremos a ele que se cale e vá para casa”, disse o parlamentar Irungu Kangata aos manifestantes do lado de fora do Parlamento. Muitos deles usavam camisetas com as frases “Protejam o núcleo familiar” e “Defendam a família”.
Membros da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) têm que esconder sua orientação sexual por medo de perseguições e de processos criminais na maioria dos 54 Estados africanos. A África do Sul é a única nação do continente que permite o casamento de gays e lésbicas.
Fonte: Exame, por Humphrey Malalo, via REUTERS, 06/07/2015
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sexta-feira, 3 de julho de 2015
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Moçambique descriminaliza homossexualidade e aborto
Moçambique descriminalizou a homossexualidade, ao aprovar reformas a um código de leis que datava de 1886, época que o país - independente desde 1975 - ainda era uma colônia portuguesa.
De acordo com o site Pink News a homossexualidade podia ser punida no país com três anos de trabalhos forçados, internação em uma instituição psiquiátrica ou afastamento das atividades profissionais.
A lei que estava em vigor até esta segunda, previa nos artigos 70 e 71, pena "aos que se entreguem habitualmente à prática de vícios contra a natureza". Com a medida, Moçambique se torna a 21ª nação africana a legalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo, segundo o International Business Times.
Segundo a publicação espanhola El Mundo, tais penas não eram aplicadas desde 1975. O novo código penal, que entra em vigor nesta segunda-feira (29), foi articulado pelo presidente Armando Guebuza, que deixou o poder no começo deste ano.
Relações homossexuais ainda podem ser punidas com a morte em países como o Sudão e a Mauritânia.
O novo código penal, que entrou em vigor sem nenhuma cerimônia para marcar a data, também inclui um artigo para legalizar o aborto, segundo o El Mundo.
A principal organização LGBT do país, a Lambda, que teve papel fundamental na aprovação da lei, foi cautelosamente otimista sobre o processo, mas afirma que a aprovação da lei é um importante passo para uma sociedade mais igualitária.
Fonte: Brasil Post, por Gabriela Bazzo, 29/06/2015
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
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Plenário da CLDF durante a votação da terça-feira (30) Sheyla Leal/ObritoNews/Fato Online
Câmara do DF aprova lei que limita família apenas a "união entre homem e mulher"
A lei foi aprovado sem objeção por todos os distritais no último dia antes do recesso. A Lei distrital vai na contramão da onda colorida que invadiu as redes sociais e movimento LGBT do DF vai pedir sua inconstitucionalidade
Os deputados distritais aprovaram, nesta terça-feira (30), durante a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) um projeto de lei (PL) que define entidade familiar como “o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável”. O PL 173 de 2015, de autoria do deputado Rodrigo Delmasso (PTN), foi aprovado por todos os 22 distritais, sem objeções, no último dia de atividade antes do recesso, em meio a 47 outros projetos.
O projeto do DF é uma adaptação do polêmico Estatuto da Família, de 2013, que está em discussão em comissão especial na Câmara dos Deputados.
Questionado se o estatuto não exclui outras entidades familiares, como a união formada por pessoas do mesmo sexo - permitida por decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011 -, o deputado Rodrigo Delmasso afirmou que a definição sobre o que é família não cabe à Câmara Legislativa do DF. “É uma atribuição do Congresso Nacional. Definir isso seria invadir uma competência”, disse.
Ele defende que a lei, que ainda precisa ser sancionada pelo governador Rodrigo Rollemberg, não é excludente.
Essa lei não veio para excluir. Dependendo da interpretação do inciso II, dá para se encaixar esse ponto”, disse. O inciso II diz respeito a famílias monoparentais e define entidade família como “comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”.
O projeto institui diretrizes para políticas públicas de valorização da família no âmbito do Distrito Federal. Entre outras determinações, o projeto decreta que o DF deve garantir à entidade familiar “as condições mínimas para sua sobrevivência”, o que inclui prevenção à violência doméstica e promoção de estudos para avaliação do impacto das políticas públicas.
O projeto também decreta a garantia das entidades familiares o acesso à educação, à cultura, ao esporte, lazer e trabalho. Também assegura atenção integral à saúde.
Repúdio
O movimento LGBT do DF repudiou o projeto de lei e disse que vai pedir sua inconstitucionalidade.
Um segmento da sociedade não pode se sobrepor a outro, as políticas públicas são para todos e não para uma parcela. Se o Supremo reconhece as uniões homoafetivas, não pode um poder secundário se sobressair a legalidade das uniões LGBT. Uma lei criada pela CLDF não pode se sobrepor a constituição brasileira”, disse Michel Platini, diretor da organização não governamental Estruturação, que defende os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais em Brasília.
O projeto distrital vai na contramão da onda colorida que tomou conta das redes sociais nos últimos dias, em apoio à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo.
Fonte: Beatriz Ferrari e Karoline Diniz, Fato Online, 01/07/2015